terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sujeitando-se a mensagem divina

22/01/12 
 3º Domingo após Epifania
Sl 62; Jn 3. 1 – 5,10; 1Co 7. 29 – 31; Mc 1. 14 - 20
Tema: Sujeitando-se a mensagem divina

            O que você pensa sobre o assunto crescimento da igreja?

            O que é preciso para a igreja crescer mais?

            Disso surgem às inúmeras alternativas. Culto dinâmico, banda show, etc. É como se dependesse de nós o crescimento da igreja.
            O assunto crescimento da igreja é um assunto sempre discutível. Muitas vezes se faz reunião e reunião para se discutir o que fazer para que a igreja cresça. Outras vezes se procura métodos, e com o tempo se vê que os métodos também são falhos. O que fazer? Como agir? Onde está a falha? Numa possível varredura, ocorre uma verdadeira caça as bruxas.
            O nosso texto, Jonas 3, é o relato de uma Missão na cidade de Nínive. Vejam que o texto diz que é a segunda vez que a palavra de Deus veio a Jonas. O que aconteceu na primeira vez? Jonas fugiu. Ele não queria ir até a cidade de Nínive. Qual é o motivo de Jonas ter fugido da missão de Deus, e não querer ir a Nínive? Nínive era a capital do grande Império Assírio. Esses tiraram territórios do povo de Israel, cobravam altos impostos, (esse é o período do profeta Jonas). Além do mais o reino do norte, Israel, foi levado cativo pelos assírios. Isso tudo gerou mágoas. E devido ao seu patriotismo, era incompreensível que Deus quisesse salvar aquelas pessoas tão má. Israel estava sendo oprimida e pedia por libertação e extermínio da Assíria. E ao contrário disso, Deus resolve enviar Jonas, seu servo, para chamar o povo de Nínive ao arrependimento e oferecer a eles o perdão.
            Na primeira vez Deus disse: “Dispõe-te, vai á grande cidade de Nínive e clama contra ela, por que a sua malicia subiu até mim” e Jonas se dispôs, mas para fugir do Senhor. Talvez por não entender os planos de Deus. Talvez Jonas tenha pensado, “você até pode me mandar, mas eu não vou, não concordo”. Depois de um grande peixe ter engolido Jonas, e por ordem de Deus ter vomitado o profeta, veio à palavra de Deus pela segunda vez: “Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem que eu te digo”. Jonas se levantou e foi a Nínive.
            Qual é a diferença entre a primeira e a segunda vez? A DIFERENÇA ESTÁ no fato de que Jonas se sujeitou a mensagem divina.
            Sujeitando-se a mensagem divina. Eu não sou contra métodos, mas infelizmente muitas vezes tendemos a valorizar excessivamente nossos métodos, nossas alternativas, nossa simpatia, e nos esquecemos daquilo que Paulo nos transmite: “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus” (1Co 3.6). Deus dá o crescimento, por qual meio? Palavra. Eis o maior e melhor instrumento que nós podemos usar. Infelizmente essa Palavra muitas vezes está sendo esquecida, desvalorizada. Nós reunidos no culto, até ouvimos a Palavra de Deus, mas por inúmeras vezes não lhe damos a devida atenção. Não nos sujeitamos a mensagem divina. Deus até me diz, mas a exemplo de Jonas, eu procuro fugir, pois não concordo.
            Nós, cristãos luteranos temos a receita certa para a igreja crescer, PALAVRA. Mas, acredito que por muitas vezes estamos nos desviando do foco. Vejam que Deus é claro com Jonas: “Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem que eu te digo”. Anunciar aquilo que Deus diz. Essa é a tarefa da igreja. Falar somente aquilo que Deus diz na sua Palavra. Não podemos cair na tentação de anunciar aquilo que queremos, ou aquilo que irá agradar o ciclano ou beltrano. A função do pastor é anunciar a verdade, cuidar da verdade. Pois essa verdade é para que você se sujeite a ela.
            Sujeitando-se a mensagem divina. Anunciando aquilo que Deus diz, pois diz o apóstolo João em Apocalipse 22. 18-19: “...Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”. Essas palavras, não podem nos causar medo, pois nos tranqüilizam. Elas simplesmente enfatizam o que deve ser feito: FALAR AQUILO QUE DEUS PEDIU, sem invenção, sem acréscimo e decréscimo, doa a quem doer. Nossa mensagem é a mensagem de Deus, e precisa ser anunciada. Não importa a reação dos ouvintes.
            No livro de Jonas, vemos que ele foi bem sucedido em sua pregação. Podemos colocá-lo como maior pregador da história. E tenho certeza que a fórmula do sucesso foi ter se sujeitado aquilo que o Senhor falou, e mesmo em território inimigo, não deixou de anunciar o que Deus queria. Imagine a situação, Jonas, um judeu, pregando a um povo que era inimigo, que explorava, maltratava os israelitas e agora recebe justamente um judeu e ouve que Deus os castigará se eles não se arrependerem (em dias de guerra é como se um israelita fosse pregar uma nova chance aos palestinos). É justamente nisso que eu quero que vocês fiquem focados, o PODER ESTÁ NA PALAVRA DE DEUS. Os meios para levar a palavra são válidos, mas não podemos colocar os meios humanos acima da Palavra. No evangelho de Marcos vemos Jesus chamando discípulos para que sejam pescadores de homens. Homens simples. Aos olhos do mundo não havia nada de especial em nenhum deles, mas Jesus os fez pescadores de homens. Na PALAVRA estaria o poder, assim como Jesus disse a Pedro: “...Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus” (Mt 16.17) e sobre a Palavra, Jesus Cristo, a igreja está fundamentada: “...sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).
            Sujeitando-se a mensagem divina – mas qual é a vontade de Deus? É a mesma anunciada ao profeta Ezequiel: “...Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva....” (Ez 33.11) e segue o apóstolo Paulo: “o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.4). Sim! Sujeitemo-nos a mensagem de Deus. Anunciemos aquilo que Deus fez e faz para a humanidade. Que sejamos portas vozes dessa mensagem que como Paulo diz é loucura, mas é pela loucura da pregação que muitos estão sendo salvos, porque “nós pregamos a Cristo crucificado” (1Co 1.23ª). Sujeitemo-nos a continuar nessa loucura, os resultados, esperemos de e em Deus. Se ele nos escolheu, ele também nos capacita para realizarmos a missão eu não é nossa, é de Deus.
            Sujeitando-se a mensagem divina
            2 – O resultado é produzido por Deus;
            Quero compartilhar com todos uma frase dita pelos pais da igreja: “Non vi, sed verbum” ou seja, “não pela força, mas pela Palavra”. Cito essa frase, pois ela identifica-se muito conosco ainda hoje. Infelizmente quando os meios de levar a palavra se tornam mais importantes que a palavra, caímos no erro de querer produzir o resultado. Lembremos que Jonas, não quis ir, e depois de pregar ficou aguardando a destruição de Nínive. Mas, o resultado está em Deus, não nos nossos desejos e caprichos. Quantas vezes precisaremos ouvir a resposta de Deus a Paulo: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo” (2Co 12.9) e tudo isso para que possamos confessar: “Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação” (Fp 4.13).
            Deus ainda hoje continua atuando pela Palavra. E pela Palavra continua salvando pessoas. O poder está na Palavra presente na água do batismo que nos salva, está presente na Palavra “dado e derramado em favor de vós para perdão dos vossos pecados”, está presente na própria Bíblia, e aliás, toda ela foi escrita com um propósito, conforme narra o apóstolo João: “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.30-31).
            Sujeitando-se a mensagem divina - eis um bom conselho para cada um de nós. Pois assim, re-valorizamos aquilo que nos faz crer e nos preserva na fé. Nesse tempo da graça, tempo em que estamos em missão, tempo de epifania, onde Deus se revela aos gentios, vamos nós confiar no amor e no poder da Palavra de Deus. Anunciemos sem medo, testemunhemos sem receio. Não vamos nos preocupar com números, o importante é que as pessoas ouçam a Palavra, os resultados, esperemos de e em Deus. Não depende de nós. Aliás, graças a Deus que não depende de nós, senão, aqueles que eu não gosto, a exemplo dos ninivitas em Jonas, ficariam sem ouvir, sem receber aquilo que Deus quer lhes dar, perdão, vida e salvação.
            Sujeitando-se a mensagem divina. Mantenhamos a PALAVRA de Deus no centro. Falemos somente aquilo que Deus quer que falemos, assim como advertiu o apóstolo Paulo: “Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (Gl 1.9).
            Permaneçamos, pois, naquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Estejamos sujeitos à mensagem de Deus, uma mensagem que na noite de natal nos disse: “é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). E que digamos como Simeão: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste perante a face de todos os povos:..” (Lc 2.29-31).
            Deus nos abençoe!
            Sujeitando-se a mensagem divina
1 – anunciando aquilo que Deus diz;
2 – o resultado é produzido por Deus;
            Então façamos como Jonas na segunda vez em que o Senhor lhe falou; sujeitemo-nos a mensagem divina e continuemos a realizar a missão de Deus.
E sobre o crescimento da igreja: esperemos em Deus. Para a igreja crescer não falta nada, nós temos tudo, e esse tudo é a PALAVRA, então a anunciemos. Deus nos abençoe. Amém!
Rev. Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Fala, pois o teu servo ouve.

15/01/12 – 2º Domingo após Epifania
Sl 139. 1 – 10; 1Sm 3. 1 – 10; 1Co 6. 12 – 20; Jo 1. 43 - 51
Tema: Fala, pois o teu servo ouve.
Introdução
            Ler o texto de 1Samuel 3. 1 - 10
            Qual é a primeira impressão desse texto?
Desenvolvimento
            Deus está chamando seu servo Samuel.
            Quem foi Samuel? Juiz, Líder militar e Profeta.
            A comunicação de Deus com seu povo que fora interrompida devido a indignidade do povo, agora é reaberta com Samuel.
            Visão: revelação de Deus de modo geral, Sl 89.19. A pouca freqüência das revelações era um sinal de desaprovação por parte do Senhor, Sl 74.9; Lm 2.9; Ez 7.26; AM 8. 11 – 12, assim como as suas manifestações eram consideradas um sinal de favor e aprovação, Os 12.10.
            Lâmpada: pode indicar duas coisas: 1º  que ainda não havia amenhecido, Ex 27.20-21; Lv 24.1-4; 2º a luz da lâmpada dá a entender que o Senhor está presente no meio do seu povo e que vai agir em favor dele.
            Samuel não conhecia: não tinha um conhecimento íntimo com Deus a ponto de reconhecer a sua voz.
Aplicação
1 – Destacar a Importância de OUVIR
 Como está o nosso ouvir? Em 2011, a temática da IELB destacou a importância das ovelhas em ouvir. Pois, o ponto característico de uma ovelha é o seu OUVIR.
Como está nosso ouvir num mundo de corre-corre?
 Alguns exemplos Bíblicos:
Lucas 1.29 – Qual foi a reação de Maria? Guardar o que ouviu.
Lucas 10. 16, 24 -  Ouvindo a quem, é o mesmo que ouvir Jesus? Pastores.
Lucas 10. 38 – 42 – Qual é a diferença entre as duas mulheres?
Lucas 16.31 – O que é melhor? Ouvir a Palavra de Deus ou ver um milagre? 2Co 5.7; Hb 11.1; Rm 1.17; 10. 16-17;
2 – JESUS destaca a Importância do OUVIR
            Quantas vezes Jesus disse: “quem tem ouvidos para ouvir, ouça”? MT 11.15; 13.9; 13.43; Mc 4.9; Lc 8.8; 14.35;
3 – Explicando o que é OUVIR
            O ter é no sentido de utilizar. Ouvidos significa o entender e conhecer, perceber com a mente. Ouvir é prestar atenção, considerar o que está sendo dito. Envolve o perceber aquilo que é dito.
            Quando Jesus disse: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” é como se estivesse falando: “utilize o entendimento e considere o que está sendo dito”. Ou seja, não deixe de aproveitar a Palavra de Deus.
4 – Apresentando a razão da Importância de OUVIR
            Primeiro: 2Co 4.4. Por natureza não queremos ouvir. Nosso inimigo não nos permitindo ouvir, cega nosso entendimento. O maior desejo do diabo é destruir a nossa relação com Deus, 1Pe 5.8; Is 59.2. Por isso vale o alerta, Ez 2.5,7; Mt 13.15; Ap 2.7,11,17; 13.9.
            Segundo: a Fórmula de Concórdia indica que os meios pelos quais o Espírito Santo opera a conversão ou regeneração no coração humano, a saber: “a pregação e audição externas da Palavra de Deus”.
            A lei nos aterroriza em virtude de nossos pecados, e o evangelho nos leva a Cristo, nos agarra em Jesus e nos faz crescer nas promessas, Rm 10.17; Tg 1.18; 1Ts 1.5; 2.13; 2Ts 2.13-14;
            Lutero ainda escreve sobre este ponto, “tal é o poder da Palavra, que, onde é sinceramente considerada, ouvida e praticada, jamais pode ficar sem fruto, mas desperta sempre nova compreensão, prazer e devoção, produz coração e pensamentos puros, pois que não são palavras indolentes e mortas, mas operosas e vivas” (Catecismo Maior, 3º mandamento). O evangelho é o meio eficaz pelo qual o Espírito Santo opera nas pessoas a fé e a conversão. Eis a razão da importância de sempre ouvir.
Conclusão
            Depois dessa reflexão que sempre possamos valorizar a pregação da palavra de Deus. Pois ela aponta nossos erros, nos convida ao arrependimento e nos oferece gratuitamente o perdão oferecido por Jesus. Que possamos seguir o conselho e pedir: “fala, pois o teu servo está escutando”. Deus nos abençoe. Amém!
Pr. Edson Ronaldo Tressmann
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cristo_para_todos@hotmail.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O Deus criador

08/01/12 – Batismo do Senhor / 1º após Epifania
Sl 29; Gn 1. 1 – 5; Rm 6.1 – 11; Mc 1.4 - 11
Tema: O Deus criador

            Nas escolas aprendemos a respeito do evolucionismo. Falar e ensinar sobre a criação do mundo conforme a palavra de Deus, parece que ficou apenas para a Igreja, e assim, para muitos a igreja ficou ultrapassada. Segundo a teoria evolucionista toda forma de vida evolui e se transforma em alguma outra forma de vida, por exemplo, um macaco, ao longo de milhões de anos, evoluiu e se tornou um ser humano. A idéia do evolucionismo, infelizmente, também está presente dentro de algumas igrejas. A igreja Católica Romana, em seu catecismo, publicado em 1994, aceita o que conhecemos como “evolucionismo cristão”. Ou seja, é ensinado que Deus criou o mundo, mas que após a criação deixou a natureza assumir seu próprio curso independente, de forma que todas as coisas passam a existir por seu próprio poder.
            Diz Gênesis 1. 1: “No principio, criou Deus os céus e a terra”. Mas como Deus criou os céus e a terra? Sl 33.9 responde: “Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir”. Como isso é possível? O autor a carta aos Hebreus diz: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem”. Somente pela fé, confesso que entendo que Deus criou os céus e a terra por meio da sua Palavra. Deus disse: “Haja luz; e houve luz”.
            O mundo continua cheio de dúvidas, procurando ainda por mais provas, pois a teoria evolucionista não responde a questão por completo, mas gera mais dúvidas e discussões.
            Os cristãos que confessam: “Creio em Deus Pai, criador do céu e da terra”, encontra-se consolado nessa verdade e ensino. Os livros de Gênesis, Êxodo, Levitico, Números e Deuteronômio nos fala sobre Deus e sobre um perigo. Qual perigo? O perigo do pecado. Deus criou o mundo perfeito e ao terminar sua criação disse: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia” (Gn 1.31). Após toda a criação, o anjo luz que rebelou-se contra Deus, tentou a mulher e essa cedeu a tentação caindo em pecado. Com a queda em pecado: “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (Rm 8.22). O pecado corrompeu e corrompe tudo o que Deus criou.
            Darwin acreditava que o homem fruto da evolução, evoluía para se tornar uma pessoa melhor. Karl Marx, considerado pai do “Comunismo”, acreditava que a sociedade formada por pessoas poderia evoluir até se tornar perfeita.
            Cremos, ensinamos e confessamos que Deus criou o mundo do nada com sua Palavra. E sendo assim, Deus criou o mundo com propósitos. Propósito esse que parece ter sido anulado com a queda em pecado. Mas, Deus ainda no jardim do Éden fez a promessa de enviar seu filho Jesus para resgatar a humanidade caída em pecado. E segundo as Palavras narradas por João Marcos em seu evangelho ouvimos da boca do próprio Deus: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo” (Mc 1.11). Ou seja, em Jesus, o Filho de Deus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, Deus resgatou a humanidade e a traz de volta para o propósito inicial, que viva eternamente.
            No texto em que nós estamos meditando hoje, vemos a criação das estruturas fundamentais do nosso mundo: tempo. Teorias apresentam bilhões de anos, assim é mais fácil aceitar a teoria evolucionista racionalmente.
            Deus com sua Palavra criou tudo em seis dias. E no seu tempo, pois Ele é o autor do tempo, enviou o seu filho Jesus para nos resgatar no tempo. E nesse tempo em que estamos vivendo estamos sendo tentados a deixar Deus de lado: “nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2Co 4.4). A idéia da evolução tira não só o Deus criador da jogada, mas principalmente a obra de Jesus Cristo que veio para nos resgatar, perdoar e dar a salvação. O autor do tempo quer nesse tempo nos salvar: “E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus (porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co 6.1 – 2).
Conclusão
            Estamos certos de que o criador do mundo é Deus. E tudo o que Ele fez é bom. O pecado que corrompeu e corrompe essa criação foi é combatido pela Palavra criadora, tanto do mundo, como da fé. Assim, aproveitemos a palavra de Deus. Amém!
Pr Edson Ronaldo Tressmann

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ensinamentos de uma oração

31/12/11 – Véspera de Ano Novo
Sl 90.1-12; Is 30.15-17; Rm 8.31b-39; Lc 12.35-40
Tema: Ensinamentos de uma oração

“Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio.” (Sl 90.12)



      Mais um ano está terminando e a festa já está pronta. Ao menos é com isso que as pessoas estão ocupadas e preocupadas.









            E ao término do ano precisamos fazer uma retrospectiva. Precisamos voltar as páginas de um ano que está terminando. Um ano cheio de bons e maus momentos. Qual período foi o melhor? Para muitos, foram os bons momentos. E ao contrário disso, digo-lhes que os melhores momentos foram os ruins. Como? Com os momentos ruins, amadurecemos, crescemos e passamos a valorizar os bons momentos.
         Iniciando um novo ano, nossos pedidos são de “muito dinheiro no bolso, saúde e prosperidade”.


        Não sei dizer o que irá acontecer na caminhada  em 2012. Mas, sem medo de errar, afirmo: “com toda certeza vocês terão um ano de momentos bons e ruins”. E diante dessa constatação eu os convido a orar assim como orou Moisés: “Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio.” (Sl 90.12)

         Nessa oração nós aprendemos:

Como são poucos os dias da nossa vida: E nesses poucos dias da nossa vida, assim como parecem ser poucos os dias de um ano que está terminando, os momentos difíceis são de extrema importância. Pois, a exemplo de tantos personagens bíblicos, que após passarem por períodos difíceis modificaram seu jeito de ser, pensar e agir.
         Vale o conselho dos idosos, os quais com propriedade podem afirmar: os meus dias passaram muito depressa, e que nos ensinam palavras sábias ao dizerem: “quando somos novos, tudo o que queremos é ganhar dinheiro, mas quando estamos velhos vemos que o mais importante é ter ficado mais com os filhos, com a esposa, etc.” Precisamos aprender a orar: Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio.” (Sl 90.12), e tirar dessa oração o seu verdadeiro ensinamento.
         Nossa vida é tão breve como a flor que nasce pela manhã, murcha durante o dia e cai no entardecer. E nessa realidade nos cabe a pergunta: Por que vivemos? Para que vivemos?
         A vida é o dom de Deus a humanidade, o homem quando foi criado no jardim do Éden, foi criado para ser eterno. Mas o pecado entrou no mundo, e eis que com o pecado entrou o sofrimento, as dores, as discórdias, violência e a morte, como diz Paulo “O salário do pecado é a morte...” (Rm 6.23). Com isso lembramos que Deus nos fez do pó e ao pó retornaremos. E essa é a lição da oração de Moisés, “Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio”, ou seja, nossa vida é curta, uma breve passagem, assim como é um ano que está terminando.
         Sendo Moisés o autor do salmo, logo entendemos a razão dessas palavras. Ele aprendeu com os momentos difíceis da vida. Vejamos um pouquinho da sua biografia.
         Até os 40 anos, viveu bem, se alimentava bem, vivia na melhor casa, estudou com os melhores professores da época. E nessa boa vida, Moisés aprendeu a ser arrogante e metido.
         Dos 41 aos 80 anos, Moisés foi conduzido por Deus ao deserto. De membro mais importante de uma sociedade, passou a cuidar de ovelhas para seu sogro num deserto. E essa vida o levou a humildade, uma vida sem ganância, e até mais tranqüila. E foi nesse momento que Deus o chamou para libertar o povo de Israel da escravidão do Egito. O periodo dificil foi a preparação.
         Dos 81 aos 120 anos: Moisés guiou o povo de Deus até as margens do rio Jordão.


     Um precioso ensinamento de uma oração. Como são poucos os dias da nossa vida. Assim aprendemos a contar nossos dias. Ou seja, compreendemos os maus momentos da vida numa perspectiva diferente. Dizem que “com crise se cresce”. Nos maus momentos é que aprendemos grandes lições, assim, o cristão confessa conforme as palavras de Paulo “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus...” (Rm 8.28).

         Com a lição de contar nossos dias, precisamos meditar sobre a vida nos bons e maus momentos. Infelizmente se medita sobre a vida quando se perde um ente querido, ou quando se está a ponto de perder própria vida. Eis a chance que Deus nos dá para refletir sobre a vida, quando estamos fazendo a nossa retrospectiva.
         Em sua misericórdia e amor, Deus deseja que vivamos bem a nossa vida. E esse viver a vida envolve ser responsável pelas nossas atitudes. Deus quer que desfrutemos dos bons momentos e superemos os maus momentos com a força que ele em Jesus nos dá. Para isso vale a preciosa dica: “não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?” (Mt 6.25).
         Deus é Deus da vida, por esse motivo, Jesus nasceu para morar (tabernacular) entre nós e morreu para nos dar a vida eterna. Nossa vida, mesmo que seja curta aqui nesse mundo, ela não se resume ao aqui e agora, por isso, Moisés em sua oração anuncia: “Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos” (Sl 90.10). E assim podemos descansar na certeza de que “...a vida eterna é um presente gratuito de Deus em Cristo Jesus para todo o homem.” E nessa vida, como pecador que somos, uma vida cheia de altos e baixos, o apóstolo João nos aconselha: “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).
         Que nessa nossa vida tão curta e passageira assim como será o próximo ano, saibamos aproveitar a Palavra de Deus, os momentos de estudo e reflexão: “Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida;” (Pv 6.23).
         Deus abençoe a cada um de nós a “Fazer com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio” e que vivamos na fé a cada novo dia em 2012. Amém!

Pr Edson Ronaldo Tressmann

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O verdadeiro natal é Jesus entre nós

25/12/11 – Dia de Natal
Sl 2; Is 52.7-10; Hb 1.1-6; Jo 1. 1-14
Tema: O verdadeiro natal é Jesus entre nós.


“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14)



“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, ...” (Hb 1.3)

            O que há de comum nesses dois versículos?
            O texto do apóstolo João diz que vimos a sua glória. E o autor aos Hebreus diz que o Resplendor da glória é justamente o Filho, Jesus Cristo. Em comum, é que os dois versículos apontam para Jesus Cristo.
            As palavras do apóstolo João: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).  O que João quer transmitir com essas palavras? Principalmente, “habitou” ou como diz a ARA, “tabernaculou”?
            Para que haja compreensão dessas palavras do apóstolo João, precisamos voltar ao livro de Êxodo. Os capítulos 25 – 40 do segundo livro da Bíblia fala sobre o tabernáculo. É o típico pensamento semita, ou seja, um tema cuidadosamente desenvolvido. E por qual motivo o assunto tabernáculo recebeu tanta atenção? A partir do monte Sinai, depois da liberdade da escravidão do Egito, o povo passou a fazer sacrifícios. E esses eram realizados no tabernáculo, lugar onde Deus se encontrava com o seu povo. No tabernáculo Deus aceitava ou rejeitava o sacrifício em lugar do povo.
            Deus transmitia o perdão pelo tabernáculo, pela mediação do sacerdote as pessoas. Tabernáculo é a esquina onde Deus se encontra com o homem, é onde Deus traz bênçãos ao homem.
            Creio que agora vocês já conseguem compreender as palavras de João:

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14)

            Jesus é a nossa esquina de encontro com Deus. Nós, por sermos pecadores não podemos chegar sozinhos a Deus. Não importa aquilo que realizamos ou deixamos de realizar. O ponto é aquilo que Deus realizou e realiza em Jesus.
            Jesus é o nosso tabernáculo. Por isso, o apostolo Paulo diz: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo” (Cl 2.16-17).
            E tendo Jesus como a nossa esquina de encontro com Deus, podemos afirmar assim como o autor a  carta aos Hebreus

“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, ...” (Hb 1.3)

            Jesus é a expressão máxima de amor de Deus para com o pecador. Ele é o resplendor, ou seja, Jesus é a luz do mundo, ele é aquele que nos une a Deus o Pai.
            O apóstolo João escreve seu evangelho na cidade de Éfeso. Nessa cidade, moravam seguidores de João Batista. E é justamente contra esses que João escreve. O apóstolo João fala sobre Jesus, aponta para Jesus que é a nossa esquina de encontro com Deus.
            E qual é a importância das palavras de João para nós cristãos do ano de 2011? Pois, estamos diante de mais um perigo. O nome desse perigo é: “Ministério Crescendo em Graça”. Trata-se de uma comunidade criada pelo porto-riquenho José Luis de Jésus Miranda, que prega falsas doutrinas e tem como número 666 como algo positivo e em muito dos casos tatuando isto no corpo de seus fiéis, conforme o programa a LIGA, apresentado na Rede Bandeirantes as terças feiras, esse assunto foi ao ar no dia 22 de novembro.
            Em alguns momentos com uma celebração muito semelhante a de uma igreja evangélica, a tal seita recusa todos os escritos que não sejam os de Paulo, porque segundo eles, são os únicos que contêm a verdadeira mensagem do Evangelho. Também proclamam que a existência de Satanás é um mito e não aceitam o sacramento do batismo e da Santa Ceia. Seu líder que se intitula Jesus Cristo Homem tem ódio dos católicos. Com unidades na Bahia, Ceará,Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e Sergipe o grupo pretende ampliar atuação no restante do país. Um perigo a todos que crêem no evangelho puro e verdadeiro.
            Ouçamos mais uma vez as Palavras do apóstolo João:

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14)

            Essas palavras precisam ser divulgadas para todas as pessoas. Pois, a mensagem do Cristo, filho de Deus que é a nossa esquina de encontro, que é o sacrifício perfeito que Deus realizou por e para nós está sendo ameaçado com mais essa falsa doutrina.
Que nesse natal, até possamos passar sem comida, sem presentes, sem papai Noel, mas não que não passemos sem Jesus Cristo, assim como milhares estão passando. Pois, sem os bens materiais, natal continua sendo natal, mas sem Jesus Cristo, não há natal. Sem Jesus não há o verdadeiro sacrifício que nos traz bênçãos eternas. E essas bênçãos continuam sendo oferecidas através da pregação da Palavra e administração dos sacramentos, batismo e Santa Ceia. Jesus ainda está entre nós, esse é o verdadeiro natal. Amém!
Pr. Edson Ronaldo Tressmann

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

a mensagem que conduz a purificação

s18/12/11 – 4º Domingo no Advento
Sl 89.1 – 5; 2Sm 7.1-11,16; Rm 16.25-27; Lc 1.26-38
Tema: A mensagem que conduz a purificação
            Purificação da alma. Um assunto religioso. Milhares de pessoas buscam purificar-se. E diante disso, eu pergunto: qual é o motivo para uma purificação?
            Todas as religiões, cristã, budista, hinduísta, etc, possuem uma porção de lei. Alguns pagãos, através desse conhecimento da lei, chegaram a ponto de perceber a necessidade de uma purificação interior da alma, uma purificação dos pensamentos e desejos humanos. Agora, é importante destacar, diante dessa constatação que a única religião onde se encontra o verdadeiro evangelho é na cristã. Por isso, confessamos a fé dizendo: “Creio no Espírito Santo, na santa igreja cristã, ....”
            Pregar a lei é falar com a boca aquilo que nos acusa todos os dias. Anunciar a lei é importante, mas ela simplesmente nos conduz a necessidade do evangelho: “Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos, e que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas, segundo mandamento do Deus eterno, para a obediência por fé ....” (Rm 16. 25 – 26).
            Atualmente se fala muito em experiência de fé, mas pouco tem se valorizado e dado importância a melhor compreensão da doutrina de Cristo. É importante o estudo das Escrituras Sagradas. E esse estudo não é apenas uma simples leitura, mas é de fato, olhar com profundidade para as suas palavras e seu ensino. Por isso, é importante ministros fiéis, que se dediquem ao estudo das Escrituras e se afadiguem no instruir na e pela Escritura Sagrada. A simplicidade de um teólogo, não está na suas palavras simples, mas verdadeiramente, no transmitir preciosos e profundos ensinamentos de uma maneira compreensível.
            Não se deixem enganar pelas muitas purificações apontadas como caminho de salvação. Deus te deixou dois caminhos o da lei e do evangelho. Mas, eu não consigo cumprir a lei? Justamente, a lei te conduz a real necessidade de Jesus, o evangelho, o qual te agarra em Jesus Cristo e assim te consola na certeza do perdão.
            Temos em nosso meio dois tipos de cristãos. Aqueles que ficam admirados, e aqueles que vão além da admiração. Os que ficam admirados, são aqueles que se deixam levar por um simples show, um ilusionismo, onde supostamente aconteceu um milagre. São os cristãos que ficam alegres e admirados com belas palavras. Há também os cristãos que além da admiração e alegria que fazem parte, vão à busca de respostas. E para obter essas respostas fazem perguntas para crescimento espiritual. São iguais aos discípulos que ao ouvirem a parábola do semeador, interrogam Jesus para obterem uma explicação correta. Vale lembrar as palavras da Apologia: “Homens de sã consciência clamam pela verdade e pelo ensino correto da Palavra de Deus e, para os mesmos, a morte não é tão amarga como lhes é amargo duvidar de certas doutrinas; por isso, procuram ardentemente onde poderão encontrar esclarecimento”.
            Uma pena que, devido à instrução, muitos correm para os centros de purificação. E supostamente, conseguindo aliviar sua consciência com algumas seções, Cristo acaba sendo deixado de lado. O evangelho não lhes tem mais valor. Afinal de contas, sem Jesus, conseguiu-se encontrar aquilo que tanto procurava, se sentir melhor.
            A lei de Deus apresenta para mim que eu por mim mesmo, nunca conseguirei me sentir bem. Pois, sem Jesus, eu continuo inimigo de Deus. E sendo inimigo de Deus, eu não tenho paz com Deus. E sem paz com Deus, a minha paz com o meu próximo não passa de um bom dia, boa tarde e boa noite.
            A lei não me traz conforto. Alei me conduz a Jesus Cristo. Mas sendo que todas as religiões tem lei, pois a mesma está escrita no coração humano, pessoas procuram purificar a suas almas com seções de meditação, ou até mesmo com supostas práticas condenáveis pela própria lei de Deus.
            A lei me conduz a real necessidade, Rm 7.7-9. Enquanto uma pessoa não pensa na lei, o pecado entra e sai de seu coração e não se encontra consciente de seu pecado. Uma pessoa que está no mundo, não entende esse assunto, até conclui que não cometeu nenhum pecado, afina, não matei, não roubei, não cometi adultério, e sem se dar conta, nem imagina que o seu hospede diário é o pecado. A lei é usada por Deus para me levar ao desespero  e a real necessidade de um salvador. No entanto, a própria lei é usada pelo nosso inimigo, o diabo, para enganar as pessoas, levando-as aos mais variados lugares de suposta purificação para a alma.
            O texto diz: “obediência por fé” – o evangelho exige fé. Mas, isso não é pregação de lei? Ao exigir fé, Deus nos oferece e dá a fé na própria exigência. Quando na pregação anunciamos para que creiam no Senhor Jesus, Deus lhes dá a fé através da pregação. Pregamos fé, e aquele pecador que não resiste à mensagem, obtém a fé, através do conteúdo da Palavra, a qual é pregada. E justamente esse é o mistério de Deus, Jesus Cristo, o único caminho, a única verdade e a verdadeira vida.
            Sem Jesus Cristo, posso até encontrar pequenas doses de conforto e bem estar nas muitas seções de purificação. Mas, o que é terrível e não te dizem é que sem Cristo na hora definitiva, você sem tempo e ocasião para seções de purificação, não encontrará consolo. Agora, em Jesus, mesmo que teus pecados te acusem, tua consciência apresente seus erros, nEle há perdão, vida e salvação.
            Jesus Cristo, assim como diz Paulo aos Romanos é a manifestação do eterno conselho de salvação que agiu de modo estranho e secreto por longas eras, em toda a história obscura e imperceptível de seu pequeno povo de Israel. E ainda hoje, de maneira imperceptível, Deus está agindo para salvação de seu povo. Deus age pelo batismo, Palavra e Santa Ceia.
            Enquanto milhares de pessoas estão procurando cumprir as exigências da lei, insistindo em querer purificar suas almas, pagar pelos seus pecados, o evangelho nos convida a distribuir as ricas bênçãos que recebemos e aceitamos, o amor e a misericórdia de Deus, que sem nenhuma exigência purifica a nossa alma com seu perdão. Por tudos isso, “Louvemos a Deus! Pois ele pode conservar vocês firmes na fé, de acordo com o evangelho que anuncio, isto é, a mensagem a respeito de Jesus Cristo. ...”
            Deus nos abençoe! Amém!
Pr Edson Ronaldo Tressmann

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Deus muda a nossa sorte

11/12/11 – 3º Domingo no Advento
Sl 126; Is 61.1-4,8-11; 1Ts 5.16-24; Jo 1.6-8, 19-28
Tema: Deus muda a nossa sorte.
            O atual contexto religioso está causando muitas dúvidas. E a maior delas, é justamente sobre o que fazer para Deus mudar a nossa sorte. O que é preciso fazer? Qual sacrifício é necessário para que Deus mude a minha situação?
            E em breves palavras quero transmitir a vocês a certeza da Palavra de Deus: Deus muda a nossa sorte.
            As muitas situações do dia-a-dia nos mostram e apontam que Deus muda a nossa sorte. Livramento de algum acidente, restabelecimento da saúde, o necessário para o corpo e a vida, etc. Mas e os que morrem? Ah, esses também tiveram sua sorte mudada, pois ouçamos o que disse Jesus: “...Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá” (Jo 11.25). A vida eterna é a nossa grande mudança de sorte. Sem Cristo não adiantaria vivermos essa vida, e em Cristo essa vida é maravilhosa, pois, não vivemos apenas para o aqui e agora, estamos a caminho à pátria celestial, como disse Paulo: “Mas nós somos cidadãos do céu e estamos esperando ansiosamente o nosso salvador, o Senhor Jesus Cristo, que virá de lá” (Fp 3.21). Assim sendo, quer vivendo aqui, mesmo que em sofrimentos e dores, ou deixando esse mundo, devido a morte, sabemos que tudo é muito bom, pois em qualquer situação, Deus mudou a nossa sorte, “pois para mim viver é Cristo, e morrer é lucro” (Fp 1.21), e “Se vivemos, é para o Senhor que vivemos; e, se morremos, também é para o Senhor que morremos. Assim, tanto se vivermos como se morremos, somos do Senhor” (Rm 14.8).
            Deus muda a nossa sorte. Essa mensagem de salvação atualmente está sendo deixada de lado. Nós que conhecemos a mudança que Deus realizou e realiza em nós, passemos a valorizar essa mudança de sorte e falar aos outros que a vida deles também passou ou pode passar por essa mudança de sorte. Dúvidas? Existirão, mas não podemos nos calar. A promessa de libertação do cativeiro babilônico também levou muitas pessoas a duvidarem de Deus, mas todos precisavam aprender que a desgraça do cativeiro não era o fim. Deus se ocupou em mudar a sorte de seu povo, anunciando e libertando-os do cativeiro, isso para que mudasse a nossa sorte, nos libertando do cativeiro do pecado, da morte e do diabo.
            Qual é o motivo de toda essa preocupação com um povo que muitas vezes virou as costas para Deus? O profeta Jeremias responde: “E, assim como mantenho essas leis, também manterei a aliança que fiz com os descendentes de Jacó e com o meu servo Davi. Escolherei um descendente de Davi para governar os descendentes de Abraão, de Isaque e de Jacó. Farei com que o meu povo prospere novamente e terei compaixão deles” (Jr 33.26).
            Deus estava atuando para cumprir com sua promessa de libertação do cativeiro babilônico, tanto que fez isso através de um decreto do rei Ciro. A libertação do povo era a nossa libertação, pois desse povo nasceria o salvador Jesus. E Jesus veio libertar a nossa alma do cativeiro. Éramos escravos da lei do pecado e do diabo. Deus atuou na história para mudar a nossa sorte.
            E esse tão sonhado dia, a libertação do cativeiro do diabo chegou, e foi um dia tão extraordinário que Marcos em seu evangelho narra assim: “Então elas saíram do túmulo, apavoradas e tremendo. E não contaram nada a ninguém porque estavam com muito medo” (Mc 16.8). E o Dr. Lucas prossegue: “Eles ficaram assustados e com muito medo e pensaram que estavam vendo um fantasma” (Lc 24.37) e ainda: “Olhem para as minhas mãos e para os meus pés e vejam que sou eu mesmo. Toquem em mim e vocês vão crer, pois um fantasma não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho. ... Eles ainda não acreditavam, pois estavam muito alegres e admirados....” (Lc 24.39, 41). Houve espanto, pois os olhos estavam maravilhados com tamanho acontecimento, após todo o sofrimento, a ressurreição, a vitória.
            O nascimento, morte e a ressurreição de Jesus parecem um sonho, mas é o meio pelo qual Jesus veio para mudar a nossa sorte. Em Cristo podemos nos alegrar e também viver nossa vida na certeza de que o sonho da vida eterna é uma realidade.
            Deus muda a nossa sorte.
            O salmo 126 é a explosão de alegria de um pequeno grupo que retorna na primeira leva dos cativos da babilônia. A expressão que transmite o fato extraordinário é “...parecia que estávamos sonhando” – essa frase da a idéia de “retornar do cativeiro”. O retorno do cativeiro parecia um sonho. Pois diante do aparente abandono de Deus, os profetas sempre os animavam com a certeza do cuidado de Deus e de um retorno para a pátria, “Sim! Eu afirmo que vocês me encontrarão e que eu os levarei de volta à pátria. Eu os ajuntarei de todos os países e de todos os lugares por onde os espalhei. E levarei vocês de volta à terra de onde os tirei e levei como prisioneiros. Eu, o Senhor, estou falando” (Jr 29.14).
            Os que voltaram do cativeiro voltaram dando glórias a Deus pelos seus maravilhosos feitos. Tanto que esse salmo, o 126, é um salmo de peregrinação, ou seja, as pessoas iam cantando desde suas casas até Jerusalém. E nesse cântico relembravam tudo o que Deus havia feito com eles. Era um cântico onde se transparece um belo testemunho.
            Testemunho que nós cristãos luteranos também podemos dar. Em Jesus Deus mudou e muda a nossa sorte. Mesmo que estejamos passando por momentos difíceis na vida, lembremos e testemunhemos as palavras de Jesus: “...No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo” (Jo 16.33), e “Se algum de vocês tiver de sofrer, que não seja por ser assassino, ladrão, criminoso ou por se meter na vida dos outros. Mas, se alguém sofrer por ser cristão, não fique envergonhado, mas agradeça a Deus o fato de ser chamado por esse nome” (1Pe 4.15-16).
            Não são as coisas desse mundo que levam a testemunhar e confessar a Cristo como Senhor, mas sim a mudança de sorte que Deus fez e faz na minha vida, a salvação eterna. E por sermos filhos redimidos de Deus, “não as esconderemos dos nossos filhos, mas falaremos aos nossos descendentes a respeito do poder de Deus, o Senhor, dos seus feitos poderosos e das coisas maravilhosas que ele fez” (Sl 78.4), “Por que nós cremos com o coração e somos aceitos por Deus; falamos com a boca e assim somos salvos. Porque as Escrituras Sagradas dizem: quem crer nele não ficará desiludido” (Rm 10.10-11).
            Segundo o Salmo 126, Deus muda a nossa sorte – e assim, parece que estamos sonhando de tanta alegria, e ainda, testemunhamos e confessamos. Nossa alegria e motivação não estão nas coisas deste mundo. Aqui sofremos, aqui nos desiludimos e nos enganamos. Nossa alegria e motivação estão em Cristo, por isso, “Tenham sempre alegria, unidos com o Senhor! Repito: tenham alegria” (Fp 4.4), e nessa alegria de estarmos em Cristo, “As Escrituras Sagradas dizem: Eu cri e por isso falei. Pois assim nós, que temos a mesma fé em Deus, também falamos por que cremos” (2Co 4.13).
            Deus mudou a nossa sorte – Que sorte!
Conclusão
            Deus muda a nossa sorte
            Deus nos abençoe a podermos sempre nos lembrar a mudança de sorte realizada por nós em Cristo Jesus o nosso salvador. E tendo Deus em Jesus Cristo mudado a nossa sorte, que a alegria nos motive a testemunhar e confessar Jesus entre os homens. Amém!
Pr Edson Ronaldo Tressmann

O cântico do amado. Quando a graça encontra o juízo (Is 5.1-7)

  04 de outubro de 2026 Próprio 22 – Décimo Nono Domingo após Pentecostes Salmo 80.7-19; Isaías 5.1-7; Filipenses 3.4b-14; Mateus 21.33-...