terça-feira, 24 de abril de 2012

Questão de Tranquilidade!

A IGREJA COMUNICA A VIDA
Fundamentando (Jesus a Rocha Firme)
O Senhor é a minha rocha poderosa e o meu abrigo” (Sl 62.7)
                                                                   Abril de 2012
Tema do mês: No mês da mentira, a Igreja comunica questões verdadeiras.

29/04/12 – Quarto Domingo de páscoa
Sl 23; At 4. 1 - 12; 1Jo 3. 16 - 24; Jo 10. 11 - 18
Tema: Questão de Tranquilidade!
Destaque:
Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade. E nisto conheceremos que somos da verdade, bem como, perante ele, tranqüilizaremos o nosso coração; pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas. Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus; e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável. Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou. E aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele. E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu. (1João 3. 16 - 24)


Nós somos enviados para fortalecer a fé dos irmãos. Se for preciso morrer pelo nosso irmão, devemos morrer, muito mais devemos socorrê-los com nossos recursos. A mesquinhez mostra que eu não sou cristão. Olhem os degraus do amor:
         O inimigo não deve ser ofendido;
         O irmão deve ser auxiliado;
         O membro da casa deve ser alimentado; 1Tm 5.8
         Amar como explicou Jesus em MT 22.37: “.... Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.”; e conforme Paulo: “o amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem” (Rm 12.9).
         Diz o apóstolo João que somos filhos e filhas de Deus. Como tal, somos irmãos. E irmãos participam da mesma herança. Amamos o irmão pelo dever que temos como cristãos e não pela sua utilidade. Nossos dons servem para aqueles que não o tem. Rico serve o pobre, instruído ao iletrado, prudente ao insensato. Amar os imbecis, intratáveis, ignorantes é amar verdadeiramente. Estamos a serviço da vantagem do outro.
         Se eu não me sensibilizo com as fraquezas do irmão eu não o amo.
   A consciência de uma vida bem vivida é garantia que temos fé, pois mediante as obras reconhecemos que nossa fé é verdadeira. No entanto, a mesma consciência, muitas veezes nos faz olhar para a questão do amor e ver que nos faltam obras. E dai? A resposta é: não nos deve faltar fé. Esse é o ponto do apóstolo João em sua primeira carta, pois a essência do evangelho é que creias e tenhas esperança. No entanto, a nossa esperança não está naquilo que realizamos, não está nas nossas obras de amor. Por isso, o apostolo João diz que “... perante ele, tranqüilizaremos o nosso coração; pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas. Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus; ...” (1Jo 3. 19b – 21).
       
           Se o nosso coração nos acusar – Quando falamos de amor ao próximo, nosso coração nos acusa veementemente. Pois muitas vezes não há amor, ao contrário, há ódio, inveja, intolerância, etc. E infelizmente quando há ações de amor ficamos julgando a verdadeira intenção desse amor. Assim erramos duas vezes, por não amar, e julgar os que amam. E diante da acusação do nosso coração, o apostolo quer deixar claro que: Deus é maior que o nosso coraçãoe conhece todas as coisas”.
         Deus é maior que nosso coração, ou seja, o coração, a consciência é nosso juiz, no entanto, é um juiz subordinado. O juiz superior que é Deus está acima do nosso coração e tudo o que ele quer nos tranqüilizar na certeza do perdão.
         A consciência esta sempre apavorada e fecha os olhos. Mas, o apostolo quer nos transmitir a certeza de que Deus é mais profundo e examina mais intimamente nossos corações. Quando agimos corretamente o diabo nos acusa pela consciência. Se faltamos um culto, o diabo nos atormenta com a tradição humana, MT 15.9. O diabo engrandece as coisas más e enfraquece as coisas boas, no entanto, Deus é maior que o nosso coração.

E nisto conheceremos que somos da verdade, bem como, perante ele, tranqüilizaremos o nosso coração; pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas” (1Jo 3. 19 – 20)

         Por mais que se faça, não há meios de silenciar aquela voz acusadora. Ela nos lembra de pecados anteriores. Pecados passados, relembrados pela consciência, nos leva ao desespero. Nessa hora só uma coisa pode ser feita, e não basta aumentar a quantidade de boas ações, a solução é cair aos pés da cruz de Jesus e confortar-se nos méritos de Jesus oferecidos a nós pela sua morte na cruz. Agora, quem está morto espiritualmente considera absurdo atormentar-se com pecados antigos e assim se torna indiferente em relação aos seus pecados.
         Quantas vezes sentimos a acusação de nossa consciência, de nosso coração. A consciência nos diz que não temos perdão, que não somos filhos de Deus e perdemos a esperança da vida eterna. Por isso, é necessário continuar recebendo o nosso alimento diário, a pregação da palavra, através de devoções, programa 5 minutos com Jesus, blog com exposição da Palavra de Deus.

Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus;” (1Jo 3.21)

         Se tem confiança na graça de Deus, e não no teu amor e nas tuas ações, teu coração não te condenará. A fé, conforme o apostolo João: “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo 5.4), nos tranqüiliza. Por isso o diabo quer tirar a palavra, tirando isso, tira a fé, e tirando a fé, tira a nossa alegria. Tirando a fé, acaba com a tranqüilidade que temos em nosso coração. Se o diabo tira a palavra, tira a fé, e fazendo isso nos impedirá de crermos, irá nos confundir. Agora, se não pode tirar a fé, esforça por impedir a oração e nos lança em tantas ocupações que não oramos mais. E a oração é a pulsação da fé. Orar é tranqüilizar-se de que nossas ocupações está nas mãos de Deus.

e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável” (1Jo 3.22)

         Que maravilhoso é quando temos necessidades. Pois as necessidades nos levam a falar com Deus. E ao falar com Deus, nosso coração precisa estar inflamado com essa confiança, “e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável”.
         Nosso inimigo não nos dá descanso e quando a confiança inflama o coração, o diabo nos ataca e  assim nos queixamos de que não sabemos orar com confiança. 
         Deus nem sempre nos dá o que pedimos, nem mesmo quando e para quem queremos. Mas, o ponto do texto é que tudo foi ouvido. E se tudo foi ouvido, o que pedimos acontece, da vontade e maneira de Deus, embora não reconheçamos de que forma.

Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou” (1Jo 3.23)

         O coração humano é pequeno demais para entender a graça de Deus em Jesus. E este é o mandamento principal, crer e o segundo é amar. Nosso amor para com nossos irmãos só agradam a Deus quando o mesmo partem da tranqüilidade da nossa consciência. Amamos porque Deus nos amou primeiro. Amamos por que nosso irmão necessita do nosso amor. Não temos vantagem nenhuma com esse amor. No entanto, nosso amor parte da vantagem que recebemos do amor de Deus em Jesus por nós.
         Deus nos abençoe e que possamos tranqüilizar nosso coração na certeza de que Deus é maior que nosso coração.
Pr Edson Ronaldo Tressmann
44  - 3462 - 2796 ou 9856 - 8020
Idéias retiradas do Volume 11 das Obras Selecionadas de Lutero.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Questão de Vantagem!

22/04/12 – Terceiro Domingo de páscoa
Sl 4; At 3. 11 - 21; 1Jo 3. 1 - 7; Lc 24. 36 - 49
Tema:  Questão de Vantagem!
Destaque - Resumo: No mês da mentira, Deus nos apresenta questões verdadeiras.   João quer entusiasmar os cristãos para que saibam que estamos reconciliados com Deus. E esse amor está expresso “a ponto de sermos chamados seus filhos”.

"Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro. Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei. Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu. Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo." (1João 3. 1 - 7)

            O salmista pergunta: Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo? (Sl 116.12)
            Quais são os benefícios do Senhor para comigo? Maria, a mãe de Jesus quando ouviu a saudação anjo: “... Alegra-te, muito favorecida! ...” (Lc 1.28), ficou pensando no significado dessa saudação tão especial. O beneficio do Senhor para conosco nos faz pensar e também agir.
            Nosso texto de reflexão, 1 João 3. 1 – 7 diz:
3.1 Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. 3.2 Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. 3.3 E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro. 3.4 Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei. 3.5 Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. 3.6 Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu. 3.7 Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo.


Vede que grande amor nos tem concedido o Pai...

            Com essas palavras, o apóstolo quer nos entusiasmar. Está nos mostrando que temos um Deus reconciliado e que o temos como nosso pai. Uma belíssima expressão de amor: “a ponto de sermos chamados seus filhos”. E se somos filhos de Deus, diz Paulo: “Ora, se somo filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Rm 8.17). E se filhos e herdeiros é justamente porque fomos resgatados pela morte na cruz por Jesus, conforme as palavras do apóstolo Paulo: “vindo, porém a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gl 4. 4 – 6). Temos o amor de Deus, por isso, somos chamados filhos de Deus e somos herdeiros da vida eterna.
            Quais são os benefícios do Senhor para comigo? O grande benefício foi Deus ter enviado Jesus para nos tornar seus filhos e filhas. E para que saibamos assim como diz o salmista, o que dar ao Senhor por esse benefício é necessário conhecer ainda mais esse Deus que de tanto amor enviou seu único filho para morrer na cruz por nós pecadores. E conhecer a Deus significa saber o que Deus requer de nós. O que faz em nosso favor em Jesus Cristo.
            João insiste em dizer que Deus nos ama. Ele quer gravar essa verdade em nosso coração. O mundo, o diabo e a carne enfraquecem a imagem de Deus para que não o vejamos como ele realmente é. Somos filhos de Deus pela fé. Enquanto estamos no mundo somos seduzidos pela carne, desencaminhados pelo diabo e assim não conseguimos ver e nem sequer imaginar qual será a verdadeira felicidade, como disse o profeta: “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera” (Is 64.4).
E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1Jo 3.3)
            Aqui temos a descrição dos frutos do amor. Conforme o autor a carta aos hebreus: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem que haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados; nem que haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura” (Hb 12.14 - 16). Não há como tolerar cristãos hipócritas. Não é suficiente crer e nos julgar cristãos e permanecer em pecados e não sermos transformados. O amor nos transforma, nos purifica. Se somos filhos de Deus e herdeiros da vida eterna é justamente como esses filhos e tendo a certeza dessa herança que vivemos nesse mundo. Vale a pena ouvir e refletir na advertência do apostolo Paulo: “Temo, pois, que, indo ter convosco, não vos encontre na forma em que vos quero, e que também vós me acheis diferente do que esperáveis, e que haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumulto” (2Co 12.20).
            Precisamos por um momento pensar na palavra Purificar – a expressão “se purifica” vem do grego, “hagizei heauton”. Essa expressão traduzida apropriadamente para o latim como “se sanctificat” “se santifica”. A santificação, a purificação não está nos simples afastar-se das coisas mundanas, mas como diz o apóstolo, “se purifica todo o que nele tem esta esperança”. Tendo a esperança de serem filho e filha de Deus, se mortifica a carne, e anda de maneira digna com a sua vocação. Não são as minhas atitudes que me fazem um filho de Deus, mas um filho de Deus faz as vontades de seu pai, como diz Paulo aos Coríntios: “Pois o amor de Cristo nos constrange, ...” (2Co 5.14).
Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (1Jo 3.4)
            Aqui o apostolo João além de fazer uma distinção entre pecado (hamartia) e transgressão (anomia), faz também um intercâmbio entre as mesmas.
            Naquela época muitos que freqüentavam a igreja eram certo tipo repugnante de pessoas. As mesmas, diziam que freqüentar prostíbulos, roubar e cometer outros atos pecaminosos não era pecado, e tampouco, contrario a lei de Deus. João diz que Pecado é a referência a todos os vícios. Transgressão refere-se ao pecado que chega a escandalizar o próximo. Todos somos pecadores, mas um cristão, quando cai em pecado, logo volta e retorna a luta contra o pecado, para não se tornar um escândalo para o próximo.
            Como disse Lutero: “todos podem ser feridos na guerra, mas levantar é uma honra, ceder é cair em desonra”. Somos pecadores, no entanto, não podemos nos tornar transgressores da lei. O cristão está cercado pelo pecado, mas luta contra ele. Não podemos nos considerar cristãos só porque fomos batizados. Pois assim, estaremos soltando as rédeas e não nos preocupando em vencer os pecados, mas seguir os próprios desejos. Não adianta hoje cometer pecado, e amanhã querer se purificar com práticas e supostos cumprimento exteriores da lei. A parte mais importante do cristianismo é o amor. Amor que não procura seus interesses pessoais. Não ter amor é transgredir a lei. Quem não luta dia após dia contra o pecado, aquele que não mostra o fruto em sua carne nem para com seu próximo esta correndo sério risco.
Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado” (1Jo 3.5)
            Eis aí a grandiosa noticia aos filhos e filhas de Deus. O mérito não está em nós, o mérito é de Cristo, e esse foi tirar nosso pecado. A nós nos cabe simplesmente confessar a nossa justiça que é Cristo: “Não ocultei no coração a tua justiça; proclamei a tua fidelidade e a tua salvação; não escondi da grande congregação a tua graça e a tua verdade” (Sl 40. 10). Ainda poderíamos citar Jr 23.6; Jo 10.11; 1Tm 1.15. Jesus veio para tirar nossos pecados, não para dar licença para o pecado. Tanto que diz através de Paulo: “o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tt 2.14).
            Tanto que diante dessa certeza o apóstolo João adverte aos hipócritas
Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu” (1Jo 3.6)
            O verdadeiro cristão usa sua liberdade sabendo que a mesma sendo boa, é também uma armadilha. Por isso diz:
Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo” (1Jo 3.7)
            Ver e conhecer significa crer conforme disse Jesus: “De fato, a vontade de meu Pai é que todo o homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; ... (Jo 6.40) e: “... a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3).
            Somos e estamos livres, mas, muitas vezes não fazemos o que é bom, não servimos os outros. É dever de o esposo servir a esposa (vice-versa). Aos políticos é dever servir, ou seja, administrar as coisas públicas, punir culpados, defender inocentes. Mas, se alguém serve, procurando glória não serve a ninguém e não está no amor.
            Diante da pergunta do salmista: Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo? (Sl 116.12) Que nossa resposta seja um serviço de alegria e gratidão. Pois não há nada que possamos fazer para pagar pelos benefícios do Senhor. Louvemos ao nosso Deus e o sirvamos em alegria e com a tranquilidade de que não são nossas obras que agradam a Deus. Pois tudo que fazemos é apenas resposta aos benefícios do Senhor em nosso favor. Amém!

Edson Ronaldo Tressmann
Idéias tiradas do volume 11 de obras selecionadas de Lutero.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Questão de luz!

15/04/12 – Segundo domingo de páscoa
Sl 148; At 4. 32 - 35; 1Jo 1. 1 – 2.2; Jo 20. 19 - 31
Tema:  Questão de Luz!

Ênfase mensal: O mundo considera o mês da mentira. Deus no entanto, comunica questões verdadeiras.

Destaque:
... Deus é luz, e não há nele treva nenhuma

Introdução
            Na época em que o apóstolo João escreve essa carta, estava lutando contra hereges e cristãos displicentes. Jesus mesmo disse que veio trazer a “espada e não a paz”. E eram tempos de espada, e os cristãos estavam se tornados displicentes, por não aceitarem o fato de Jesus permitir a espada, a perseguição. Toda vez que a palavra de Deus é pregada de uma forma reavivada, imediatamente o diabo entra em ação e leva as pessoas a abandonarem a pregação, fazendo-as desgostarem da mesma, e abandonarem a prática das boas obras, pelas quais Deus se faz presente na vida do nosso próximo. Ele lança as pessoas na escuridão. Por isso é necessário ouvirmos a palavra do apostolo que diz: “... Deus é luz, e não há nele treva nenhuma”.
No período em que o apostolo escreve sua primeira carta, havia dentro da igreja um grupo de pessoas que negavam a divindade de Jesus. Além desses, havia os cristãos displicentes, ou seja, aqueles que assim como hoje, acreditam que já é suficiente ter ouvido a Palavra de Cristo e não é necessário abandonar o mundo e fazer o bem ao próximo. Ainda há dúvidas se é necessário abandonar a prática mundana. Questionam se é necessário amara o próximo, pois já não se sabe em quem confiar.
Querido irmão e irmã no Senhor Jesus ...
... Sempre há necessidade da pregação da palavra, pois nunca seremos perfeitos a ponto de não necessitarmos da ação de Deus pela pregação. Na carta extraordinária de primeiro João que encoraja corações aflitos e que Jesus é descrito de uma forma belíssima queremos tirar consolo e orientação, pois também corremos o risco de tornar cristãos displicentes, se é que já não o somos. E nossa displicência é abandonarmos a luz que é Jesus.
Desenvolvimento
            João fala que Jesus Cristo é Deus desde o principio, e não iniciou apenas com Maria, assim como muitos imaginavam. Jesus é a palavra que se tornou carne. Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
            João está se comunicando com a sua igreja, pois é urgente a mensagem a ser comunicada: “com respeito ao verbo da vida”. Jesus é a vida, (Jo 1.4). Proclamar a vida é opor-se à morte produzida pelo mundo. O mundo não reconhece a vida, pois está imersa na escuridão.
            Enquanto o diabo mata, multiplica pecados e aterroriza corações humanos, Deus produz a vida, como bem diz a explicação de Lutero no terceiro artigo: “Creio que ele me chamou pelo evangelho, iluminou com seus dons, santificou e conservou na verdadeira fé. Assim também chama, congrega e ilumina toda a cristandade na terra...”.
            Uma das características do cristão é estar no temor de Deus, orar sempre, para que Deus o defenda e acampe ao seu redor, pois temos um inimigo que quer nos devorar a todo custo, 1Pe 5.8. O diabo assim como diz o apóstolo Paulo quer nos fazer permanecer na escuridão (2Co 4.4). Cristo tem armas de justiça e oferece a nós, mas devido ao pecado acabamos nos apegando as poucas armas de injustiça do diabo. Estamos rodeados pela escuridão, e é necessário que conheçamos e vivamos na luz.
            O verdadeiro cristianismo, ao contrário do que muitos pensam, não é uma religião inventada por mãos humanas. Ela até cria e usa regras humanas, mas não são essas que deveriam fundamentar ou consolar os cristãos. A igreja cristã tem como firme fundamento Jesus Cristo, o filho do Deus vivo. E a Igreja com a autoridade de Deus, comunica a vida. E essa comunicação é dada a cristãos pecadores, que carregam pesados fardos de acusações e desejo de justiça diante de Deus.
            A comunicação do evangelho precisa transmitir a certeza de que o único meio pelo qual Deus nos deixou para repartir o tesouro da vida é pela pregação da palavra, pelo batismo e pela santa ceia. Crer e receber esses meios são de vital importância para todos nós pecadores. Infelizmente, muitos miseráveis pecadores mundo a fora procuram outros meios, mediadores e caminhos alternativos.
            Em seu evangelho João disse: “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.19)”. Milhares continuam a viver na escuridão. E essa escuridão é a busca de alternativas fora daquelas que Deus oferece e dá para a salvação. Muitos imaginam que o abandono as coisas mundanas, as boas realizações, são meios que nos dão justiça diante de Deus. No entanto, milhares ainda são os seguidores de Cerinto, ou seja, àqueles que assim como na época do apóstolo João queriam destruir, apagar a luz do evangelho. As heresias surgem de nossa própria razão: “isso me parece bom e, portanto agradará a Deus”.
            A fé não pode estar misturada com as doutrinas dos homens. Muitos sãos os que apontam para realizações humanas. Eu fiz, eu faço, e assim Deus me dará. A Palavra de Deus ao contrário, aponta para aquele que realizou tudo em nosso lugar, JESUS. O sangue de Jesus foi derramado em favor dos pecadores. A nossa preocupação diária precisa ser permanecer na luz que é Jesus, pois o maior desejo do nosso inimigo é nos afastar dessa luz. Somos justificados em Jesus, mas mesmo assim o pecado permanece em nós, “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm 7.7); ainda “... desembaraçando-nos de todo o peso e do pecado que tenazmente nos assedia” (Hb 12.1). Mesmo que tenhamos o antídoto, o veneno continua circulando em nossa corrente sanguínea. Por isso, não importa o que fazemos Lc 17.10. O mundo julga ser necessário nossas ações e práticas da lei. É difícil abandonar os estatutos dos homens. Se continuarmos a viver assim, tentando conquistar o que Deus nos oferece em Jesus.
            Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós”. Somos pecadores e como tal necessitamos da graça de Deus. E sendo essa a nossa necessidade, Deus em Jesus nos providenciou essa graça, “sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ...  (Rm 3. 24).
            Deus dá a justiça a quem confessa a sua justiça, “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão” (Hb 4.14). Não adianta estar em Jesus e por outro lado querer se justificar perante ele por meio daquilo que fazemos ou deixamos de fazer. Estar em Jesus, é estar certo de que nada daquilo que fazemos nos justifica, nossa justiça vem de Deus em Jesus.
            Não podemos fazer como Saul em 1Sm 15.30, ser incapaz de dizer, eu pequei. Ele queria honra diante do povo. Assim também eram os fariseus, a esses, Jesus disse: “já receberam a sua recompensa”.
            Todos nós pecamos. Até mesmo o apóstolo Pedro pecou em Antioquia. Sendo pecadores como todos, é necessário ficar atento ao nosso estado pecaminoso. No entanto, se o mesmo nos acusar, não deixe que sejamos levados ao pecado do desespero, pois o salmista anuncia: “Pois tu, Senhor, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam” (Sl 86.5). Jesus é nosso advogado. Ele nos faz estar na luz, ele é a luz. Não sejamos displicntes, reconheçamos Jesus a nossa justiça.

"Deus é luz, e não há nele treva nenhuma"

 Amém!
Pr Edson Ronaldo Tressmann
Idéias tiradas do Volume 11 das Obras Selecionadas de Lutero.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Questão de Certeza e Esperança.

08/04/12 – Domingo de Páscoa
Sl 16; Is 25. 6 - 9; 1Co 15. 1 - 11; Mc 16. 1 - 8
Tema: Questão de Certeza e Esperança!
Destaque:
O Profeta disse:
Ele dará um banquete para todos os povos do mundo;” (Is 25.6)
... acabará com a morte para sempre; fará desaparecer do mundo inteiro a vergonha do seu povo; enxugará dos olhos as lágrimas;(Is 25.8)
O anjo disse:
...Ele não está aqui, pois já foi ressuscitado. (Mc 16.6b)

Introdução
            Qual é a grande preocupação das pessoas no período de semana santa? Chocolate, casa limpa, providenciar o carneiro, a novilha, o boi, etc. A festa, a comemoração, tem ocupado muitas pessoas, a ponto de se perder o motivo pelo qual se está comemorando. Motivo? Falando de uma perspectiva somente terrena, bens materiais, etc. Existe motivo para comemorar? Boa reflexão. Porque gastei tanto se nem sei por que estou comemorando?
            É assim que milhares estão comemorando a páscoa, sem realmente saber qual é o verdadeiro motivo. As pessoas vivem num mundo de incertezas, dúvidas e isso as fazem desacreditar em muitas coisas. Anda-se muito ocupado, cheio de afazeres, é a busca pelo bem material que ocupa vidas, espaço e tempo. Por isso, nessa manhã de páscoa, quero convidá-los a meditar no tema:

QUESTÃO DE CERTEZA E ESPERANÇA.

            Na esperança anunciada pelo profeta Isaías:
            1 – Ele dará um banquete para todos os povos do mundo.
            Davi no salmo 23 v.5 diz: “Preparas um banquete para mim, onde os meus inimigos me podem ver. Tu me recebes como um convidado de honra e enches o meu copo até derramar”. O profeta reafirma: “No monte Sião, o Senhor todo poderoso vai dar um banquete para todos os povos do mundo; nele haverá as melhores comidas e os vinhos mais finos” (Is 25.6).
            Banquete – Se uma das grandes preocupações das pessoas na páscoa é o banquete. O profeta nos leva a pensar no grande banquete celestial, preparado por Deus e não por mãos humanas.
            Receber um convite para um banquete é algo que nos deixa alegres. E quando somos convidados nos preparamos adequadamente. É um banho, roupa boa e limpa, ou até nova (dependendo do banquete), perfume, etc. Além de comer bem, queremos nos sentir bem no local e junto às pessoas.
            O profeta Isaias da parte do próprio Deus está prometendo que Deus vai dar um banquete. Você se sente digno de participar desse banquete? A vontade de Deus é que todos participem do banquete preparado por ele, mas muitos não irão participar. E isso se deve ao fato de não estarem aceitando o convite pelo evangelho. Não estão recebendo o salvador que é quem nos torna digno de participar do banquete celestial.
            Muitos querem se tornar dignos através de seus atos de justiça, boas obras, reclusão, etc. Ouçamos o profeta Isaias que anuncia que nossos atos de justiça não passam de trapos de imundícia. E se não passam de trapos de imundícia, fica claro que os mesmos não nos tornam dignos para o banquete celestial.
            Palavra de Deus, que pelo profeta Isaias faz uma promessa esplendorosa: Deus dará um banquete, com as melhores comidas e os vinhos mais finos.
            Se lermos o novo testamento com um pouquinho mais de atenção, veremos que o povo queria fazer de Jesus um rei. Afinal de contas, ele alimentava, curava, etc. No domingo de ramos quando Jesus entrou em Jerusalém, muitos imaginavam que Jesus adentrava na capital para tomar o trono. O povo dizia: Lá vem o nosso rei! No entanto, a decepção foi grande, ao verem que o reino de Jesus não é desse mundo. A revolta, a decepção se transformou em palavras de condenação: Crucifica-o, crucifica-o.
            O povo perdeu o foco da verdadeira esperança. Jesus veio para nos dar às roupas adequadas para participarmos do banquete celestial. Ele veio nos dar perdão, vida e salvação. Essa mensagem de esperança anunciada por Deus através do profeta Isaias, cumpriu-se em Jesus. Deus que não falha em suas palavras e promessas, em Jesus a cumpriu.
            A nossa dignidade está naquilo que Deus em Jesus fez por nós, por isso, Jesus mesmo disse: “Eu lhes dou a vida eterna, e por isso elas nunca morrerão. Ninguém poderá arrancá-las da minha mão” (Jo 10.28). Em Jesus recebemos a dignidade para entrar e fazer parte desse delicioso banquete. O próprio apóstolo João em Apocalipse anuncia: “... São as pessoas que lavaram as suas roupas no sangue do cordeiro, e elas ficaram brancas” (Ap 7.14) e continua o próprio Isaias “Nós nos alegraremos e cantaremos um hino de louvor por causa daquilo que o Senhor, nosso Deus, fez. Ele nos vestiu com a roupa da salvação e com a capa da vitória. Somos como um noivo que põe um turbante de festa na cabeça como uma noiva enfeitada com jóias” (Is 61.10), e o apóstolo Paulo confirma: “Porque vocês foram batizados para ficarem unidos com Cristo e assim se revestiram com as qualidades do próprio Cristo” (Gl 3.27).

QUESTÃO DE CERTEZA E ESPERANÇA.

            Na certeza da esperança da qual nos fala o profeta:
            2 – acabará com a morte para sempre; fará desaparecer do mundo inteiro a vergonha do seu povo; enxugará dos olhos as lágrimas;
            A morte é conseqüência do pecado. “Pois o salário do pecado é a morte....” (Rm 6.23). Ainda no jardim do Éden, quando homem e mulher viviam em comunhão perfeita com Deus, o nosso inimigo, os tentou, e eles acabaram cedendo à tentação, e assim o homem passou a viver na vergonha, passou a viver no desespero, na aflição e aguardando a hora da sua morte. Lá no Éden, após a queda em pecado, Deus caminhando pelo jardim perguntou ao homem, “Onde estás?” (Gn 3.9), ou seja, qual é a tua situação longe de mim? Longe de Deus, estamos perdidos eternamente. Longe de Deus não poderemos participar do banquete preparado por ele. Não poderemos usufruir as maravilhosas promessas de Deus. Longe de Deus só há dor e sofrimento eterno. Claro que essa pergunta levou Adão e Eva ao reconhecimento do seu erro. Longe de Deus acontecerá aquilo que o profeta Daniel disse: “...muitos dos que já tiverem morrido viverão de novo: (perto de Deus) uns terão a vida eterna, (os que estiverem longe(sem) de Deus) e outros sofrerão o castigo eterno e a desgraça eterna” (Dn 12.2).
            A pergunta continua sendo transmitida pela Palavra de Deus: Qual é a tua situação longe(sem) de Deus? Essa pergunta quer nos conduzir ao reconhecimento do nosso erro.
            É importante lembrar que após a pergunta, Deus fez uma promessa maravilhosa, “Eu farei com que você e a mulher sejam inimigas uma da outra, e assim também serão inimigas a sua descendência e a descendência dela. Esta esmagará a sua cabeça, e você picará o calcanhar da descendência dela” (Gn 3.15). Deus prometeu desde o Éden enviar seu único Filho para pagar pelo erro e trazer homem e mulher de volta ao paraíso. O profeta Isaias renova a certeza da promessa, e lança os olhos do povo na esperança e na certeza do cumprimento dessa promessa: “acabará com a nuvem de tristeza....acabará para sempre com a morte....fará desaparecer do mundo inteiro a vergonha que o seu povo está passando... e enxugará dos olhos toda a lágrima”.
            Jesus veio ao mundo e cumpriu a missão de nos salvar, por isso, diante da certeza da ressurreição de Jesus Paulo escreve para nos dar esperança: “assim, quando este corpo mortal se vestir com o que é imortal, quando este corpo que morre se vestir com o que não pode morrer, então acontecerá o que as Escrituras Sagradas dizem: ‘A morte está destruída! A vitória é completa! Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu poder de ferir?” (1Co 15.54-55) e o apóstolo João confirma a certeza e a esperança: “Meus amigos, agora nós somos filhos de Deus, mas ainda não sabemos o que vamos ser. Porém sabemos isto: quando Cristo aparecer, ficaremos parecidos com ele, pois o veremos como ele realmente é” (1Jo 3.2).
            Em Jesus está cumprida a promessa. Em Jesus nossos olhos são enxugados. Em Jesus podemos nos alegrar mesmo diante da morte, pois ela não é o fim, é sim, a continuação da vida, mas da vida eterna, sem sofrimento, sem dor, sem desespero. Como afirma o apostolo João em Apocalipse diante da visão do novo céu e da nova terra: “Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram” (Ap 21.4).
           
 QUESTÃO DE CERTEZA E ESPERANÇA CERTA.

            O profeta Isaias anunciou certezas e esperança ao povo. Sua certeza e esperança estavam nas promessas de Deus. O povo estava sendo tentado a fazer o mesmo que os moabitas, ou seja, resistir contra Deus, desacreditar de Deus. Os capítulos 24 até o 27 podem ser considerados a parte apocalíptica do livro do profeta Isaias. O profeta usa uma linguagem que indica o povo de luto, ou alguém ameaçado de morte. Essa era a situação do povo de Deus. Eles deveriam confiar em Deus, e não se voltar contra Deus adorando outros deuses e até fazendo alianças com outros povos. Deus os iria libertar, e nisso eles eram convidados a confiar e depositar toda esperança e certeza. O profeta está ali da parte de Deus, anunciando as maravilhosas promessas de Deus e diante delas espera que o povo tenha esperança e confiança.
            O mesmo aconteceu com os discípulos. Jesus lhes dizia que iria subir aos céus para preparar lugar. Tomé, aquele que duvidou no primeiro domingo de páscoa, perguntou: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?” (Jo 14.5). A resposta de Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Não deve haver dúvida nem incerteza. E para renovar a certeza e a esperança, através do apóstolo Paulo, Deus diz: “Pois todos vós sois filhos de Deus, mediante a fé em Cristo Jesus;” (Gl 3.26), “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados. Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem comparar com a glória a ser revelado em nós” (Rm 8.17-18), e ainda o apóstolo João: “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar na prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).
            As mulheres que sempre são esperançosas caíram na incerteza e na dúvida. Conforme narrou Marcos, elas no domingo cedinho foram para o túmulo embalsamar JESUS. Os dias agitados as conduziram ao esquecimento das palavras do mestre que disse que iria morrer, mas no terceiro dia iria ressuscitar. Elas perderam o foco. Aliás, assim como milhares de pessoas em nossos dias. Comemoram uma festa, mas não conhecem seu verdadeiro sentido.
            Somos convidados a Permanecer firme, fiel, dedicado a Deus, esse também foi o convite para o povo de Israel por meio do profeta Isaias. A certeza para continuar a ter esperança e confiança estava na certeza de que Deus faz e cumpre todas as suas promessas. Na páscoa lembramos o cumprimento da promessa de Deus feita a Adão e Eva lá no jardim do Éden.

            QUESTÃO DE CERTEZA E ESPERANÇA.

            Certeza comunicada pelo anjo: ... Ele não está aqui, pois já foi ressuscitado. (Mc 16.6b)
            As mulheres acordaram cedo e foram ao túmulo. Estavam preocupadas em como removeriam a pedra na entrada do sepulcro. Elas estão tristes, a única alternativa é ir embalsamar Jesus.
            Aqui vemos como nós somos. Também esquecemos das maravilhosas promessas de Deus. Esquecemos que no culto recebemos perdão, vida e salvação. Muitas vezes encaramos Jesus como aquele que morreu e está morto. Vivemos como se fossemos donos de nosso nariz, não levamos em conta nossos pecados e a necessidade de reconhecê-los e de sermos perdoados.
            Diante das maravilhosas promessas de Deus, o povo deveria cantar e se alegrar. O motivo do canto e da alegria estava na certeza do socorro de Deus.
            Diante de um povo idolatra o povo de Deus, era para viver na certeza do socorro de Deus. O povo de Deus libertado da escravidão havia abandonado a Deus, havia se esquecido de Deus. Mas por amor a humanidade, Deus não se esqueceu do seu povo, volta a eles com maravilhosas promessas e tudo o que Deus deseja é que o povo tenha esperança, confiança, se alegre e cante pelo socorro que em Deus é certo. E para nós a promessa ainda vale; “Porém Deus prometeu, e nós estamos esperando um novo céu e uma nova terra, onde tudo será feito de acordo com a vontade dele. Por isso, meus amigos, enquanto vocês esperam aquele dia, façam o possível para estar em paz com Deus, sem mancha e sem culpa diante dele” (2Pe 3.13-14).
            Cantemos e nos alegremos diante das maravilhosas promessas de Deus, nesse mundo de incertezas e dúvidas, sigamos o conselho de Jesus: “Pelo contrário, ajuntem riquezas no céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las, e os ladrões não podem roubá-las” (Mt 6.20). Como diz Paulo a Tito: “Pois Deus revelou a sua graça para dar a salvação a todos. Essa graça nos ensina a abandonarmos a descrença e as paixões mundanas e a vivermos neste mundo uma vida prudente, correta e dedicada a Deus, enquanto ficamos esperando o nosso grande Deus e salvador Jesus Cristo” (Tt 2.11-13). Alegremos e cantemos, nosso Deus está do nosso lado. Renova suas promessas e é socorro certo nas tribulações, como ouvimos dizer naquela manhã de páscoa: ele não está aqui morto, mas está vivo. Ele Vive!
            Qual é a grande preocupação das pessoas nesse período, semana santa, páscoa? Chocolate, casa limpa, providenciar o carneiro, a novilha, o boi, etc. Nada contra festa e comemoração. No entanto, a festa e a comemoração têm ocupado muitas pessoas a ponto de se perder o motivo pelo qual se está comemorando. No entanto, depois de ouvir a mensagem de Certeza e Esperança do Profeta e do Anjo, que a partir de hoje eu possa comemorar e me alegrar na certeza de que estarei no banquete celestial, que dos meus olhos todas as lágrimas serão enxugadas, pois Jesus não está morto, Ele Vive! É meu salvador. Amém!
Pr Edson Ronaldo Tressmann.
44 – 3462 – 2796; 9856 8020; 9165 4351
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Dormindo tranquilo enquanto tudo parece desmoronar!

  18 de abril de 2021 Salmo 4; Atos 3.11-21; 1João 3.1-7; Lucas 24.36-49 Texto: Salmo 4 Tema: Dormindo tranquilo enquanto tudo parece...