terça-feira, 27 de setembro de 2011

Por que as expectativas de Deus às vezes não se realizam?

02/10/11 – 16º Domingo após Pentecostes
Sl 80. 7 - 19; Is 5. 1 - 7; Fp 3. 4b - 14; Mt 21. 33 - 46
Tema: Por que as expectativas de Deus às vezes não se realizam?
Introdução
            Durante o mês de setembro ouvimos parábolas contadas por Jesus, relatadas pelo evangelista Mateus, vocês lembram? Lembremos ao menos duas: Dos lavradores maus; Dos dois Filhos; Dos trabalhadores na vinha; Do credor incompassivo; Você sabia que no A.T. também há parábolas? Queremos meditar na parábola anunciada por Deus ao profeta Isaías no cap. 5.1-7.
            Essa parábola indica que o nosso Senhor teve uma experiência muito desagradável. Você se lembra de algo desagradável em sua vida? Vocês já ouviram a frase “Até tu, Bruto?” Foi proferida por Júlio César na peça teatral de William Shakespeare enquanto o apunhalavam no Senado Romano. Júlio César tinha muitos inimigos, e esses conspiravam para tirar sua vida. Mas o que Júlio César não esperava era que Bruto, a quem ele havia favorecido e que parecia ser um bom amigo, fosse mais um dos conspiradores.
            Júlio César ficou abalado porque Bruto, em vez de ser um amigo leal e lhe avisar que a sua vida estava em perigo, também pegou um punhal para matá-lo.
            As expectativas de Deus com relação a Israel, seu povo escolhido, também foi desagradável. Pois era para dar uvas boas, mas produziu uvas bravas. Em vez de ser “luz para os gentios” (Is 42.6; 49.6), vivendo uma vida digna, anunciar o evangelho as pessoas e nações vizinhas, o povo estava envolvido em idolatria e sincretismo, um mero formalismo na adoração, violência, injustiça, arrogância, os ricos oprimiam os pobres, etc.
            Nesse sentido o nosso texto sugere que as expectativas de Deus às vezes não se realizam, e que o Senhor fica atônito, numa situação desagradável. Claro, não estou duvidando da onisciência e onipotência de Deus. Sei que Ele em sua providência, controla tudo e nada acontece sem a permissão dele. Mas a parábola faz uso de pensamentos e emoções humanas, mesmo sendo Deus diferente de nós, no v. 4 a pergunta: “Como, esperando eu que (a vinha) desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?” E com essa introdução, onde muitas vezes nossas expectativas não se realizam, quero convidar a cada para que meditemos no tema: POR QUE AS EXPECTATIVAS DE DEUS ÀS VEZES NÃO SE REALIZAM?

Desenvolvimento
            1 - Será falha de Deus?
            Não. A parábola diz que o dono pensou nessa possibilidade, mas ele logo conclui no v.4 “que mais podia fazer ainda a minha vinha, que eu não lhe tenha feito?” A prática nos ensina que um comportamento ruim foi ou é ocasionado por causa de outro fator. Ex: Um alcoólatra talvez esteja desempregado, ou não é amado pela família; um jovem envolvido com drogas talvez tenha sido negligenciado pela família; etc.
            Em nossa parábola é salientado que o dono da vinha sempre caprichou na atenção e no cuidado. Ele a plantou num morro “fertilíssimo”, cavando a terra, tirando as pedras, usando adubo da melhor qualidade, e colocou no meio da vinha uma torre para que pudesse ser vigiada e protegida contra qualquer intruso.
            Deus tirou seu povo da escravidão do Egito, e lhes colocou numa terra que mana leite e mel, a terra de Canaã. Ainda lhes deu sua Palavra, o verdadeiro culto a Deus e vários profetas, Elias, Amós, Isaías, etc. Colocou sobre eles bons reis como Uzias, Davi, Salomão que trouxeram paz e prosperidade. Também lhes deu grandes líderes, Gideão, Josué que disse: “Eu e a minha casa serviremos a Deus, o Senhor,” e mesmo assim a vinha não realizou as expectativas de Deus não por falha de Deus.
            Essa parábola ressalta a graça de Deus. Uma graça séria, que não deixa de fazer nenhum esforço para que sua vinha produza bons frutos. Sobre essa graça séria Isaías disse: “Estendi as mãos todo dia a um povo rebelde, que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos” (Is 65.2). A Bíblia nos deixa esse ensino claro da graça séria para nos consolar e nos encorajar quando nossos planos parecem fracassar e as nossas expectativas ficam frustradas. O problema não é de Deus. Pelo contrário, Ele capricha na sua vinha, na nossa vida particular. Jesus disse: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17). Nesse período de pentecostes estamos vendo pela Bíblia que o Pai, Filho e Espírito Santo trabalha em prol de cada um de nós, para que sejamos capazes de produzir uvas boas, e que possamos servir a Deus através do nosso próximo, na sociedade e na nossa congregação.
            O Pai trabalhou e trabalha para que muitos sejam salvos. Enviou seu filho Jesus Cristo para que realizasse aquilo que homem não era nem é capaz de cumprir. Jesus realizou as expectativas de Deus, foi até a morte de cruz para nos resgatar.
            POR QUE AS EXPECTATIVAS DE DEUS ÀS VEZES NÃO SE REALIZAM?
            2 – Será falha nossa?
            O texto coloca toda a culpa no povo de Israel. Na parábola, o dono pede para que o povo mesmo faça o julgamento: “agora, pois, moradores de Jerusalém e homens de Judá, julgai, vos peço, entre Mim e a Minha vinha” (v.3). Isso indica que a resposta é óbvia. Não era preciso advogado, nem juiz. A vinha foi tratada com amor e carinho, porém respondeu com ódio e rejeição.
            Temos no Sl 128 a promessa de que o homem que teme a Deus terá uma esposa que é como “videira frutífera” e filhos que são “rebentos da oliveira”. Os filhos do Pai celestial, porém, deram uvas bravas em vez de uvas boas. Jesus perguntou; “Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra?” (Lc 11.11). Talvez você pense: “não há ninguém tão ruim assim”. Creio que quem pensa assim está enganado. Pois produzir uvas bravas em vez de uvas boas para um Deus de amor, não é muito pior que dar uma cobra em vez de peixe a um filho. Em Is 1.3 “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende”. O Senhor fala que os animais são melhores que Israel (sua vinha), pois geralmente eles tratam com amor e lealdade aqueles que lhe demonstram amor.
            Essa parábola ilustra muito bem o nosso pecado e de toda a raça humana. Temos um Deus que nos criou, que nos sustenta, que enviou seu único Filho para pagar nossos pecados. O tamanho do pecado humano é mostrado com a palavra “uvas bravas” que é derivada de uma palavra hebraica para “mau cheiro”. De fato, o pecado humano, é um fedor podre, é uma rejeição tão radical e sem motivo que Deus na linguagem humana usada na parábola se diz surpreso. É uma coisa inacreditável. A mesma coisa aconteceu com Jesus, “admirou-se da incredulidade deles(Mc 6.3), quando pregou na cidade de Nazaré aos que ele conhecia desde criança.
Por causa disso, Deus, o dono da vinha, agiu severamente. A vinha perdeu sua sebe e seu muro. Não recebeu mais a atenção do dono e os espinheiros e abrolhos tomaram conta da vinha. Foram punidos por Deus. Nós também merecemos a punição eterna, o inferno. Mas, por amor a cada pecador Deus não levou em conta aquilo que merecemos, enviou Jesus que com seu santo e precioso sangue pagou por nós. E por amor Deus deseja que cada um conheça essa verdade e seja salvo. Deus Pai enviou seu filho Jesus para salvar o mundo não para julgar o mundo. E em Jesus, temos a vida eterna, a salvação. Não somos nem seremos punidos graças aquilo que Jesus realizou por nós na cruz. E por esse resgate na cruz as expectativas de Deus são realizadas.
            POR QUE AS EXPECTATIVAS DE DEUS ÀS VEZES NÃO SE REALIZAM?
            3 - Elas se realizam naqueles que confiam no Filho amado;
            A parábola nos traz uma boa noticia. No v. 1 vemos que a vinha estava nas mãos do “Amado” de Deus, isto é, Jesus Cristo. Esse Filho amado, como disse Jesus na parábola de Mateus 21.33-43, se aproximou da vinha de Israel e foi morto pelos líderes dessa nação. E foi justamente essa morte que trouxe perdão dos pecados, e por meio dessa morte, passou a ser possível a restauração da antiga vinha que havia ficado abandonada e cheia de abrolhos e espinheiros. O povo de Deus, a vinha de Deus no A.T. não havia ficado sem esperança, pois Isaias anunciou a promessa de Deus: “Naquele dia, dirá o Senhor: Cantai à vinha deliciosa! Eu, o Senhor, a vigio e cada momento a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia eu cuidarei dela. Não há indignação em mim. Quem me dera espinheiros e abrolhos diante de mim!...Dias virão em que Jacó lançará raízes, florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto o mundo” (Is 27.2-4,6). Deus pelo profeta Isaías se mostrou surpreso com sua vinha que produzia uvas bravas, mas mostrou pelo mesmo profeta a sua paciência e amor em Jesus Cristo.Não há indignação em mim...”     
Apesar dos desapontamentos e tristezas do passado, a ira de Deus é passageira, por causa de Cristo Jesus. Deus mais uma vez planta e cuida da sua vinha, como antes. E mesmo por meio de uma vinha problemática, cheia de pecadores, enche de frutos o mundo inteiro. Sendo seu maior fruto espalhar a certeza que se tem da vida eterna, do cuidado constante e amoroso de Deus.
Conclusão
            E daí: Ficam frustradas as expectativas de Deus? Em casos individuais sim. Deus deseja que todos os homens sejam salvos, mas não impõe sua vontade sobre ninguém. Por outro lado as expectativas de Deus são mais que realizadas, pois em Cristo a sua vinha não se restringe a uma nação, mas inclui todo mundo.
            As expectativas de Deus foram frustradas, ou se realizaram em mim?

            Deus em mais essa parábola nos mostra sua natureza e sua personalidade de paciência, amor e compaixão. Ele nos alimenta para que a cada novo dia possamos realizar suas expectativas. A nossa expectativa em Deus nunca será frustrada, pois somos a vinha que está nas mãos do amado, e as expectativas de Deus são realizadas. Amém!
Pr Edson Ronaldo Tressmann.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Qual é a diferença naquilo que o mundo diz e no que Deus diz?

25/09/11 – 15º Domingo após Pentecostes
Sl 25. 1 - 10; Ez 18. 1 – 4, 25 - 32; Fp 2.1 – 4, 14 - 18; Mt 21. 23 – 27 (28 – 32)
Tema: Qual é a diferença naquilo que o mundo diz e no que Deus diz?

Introdução
            Quantas palavras nós ouvimos diariamente? Será que há alguma diferença naquilo que ouvimos do mundo e o que ouvimos de Deus? Meditemos no tema: Qual é a diferença naquilo que o mundo diz e no que Deus diz?
Desenvolvimento
            1 – O mundo diz: “não é justo pagar pelo erro dos outros”. Desde o tempo do profeta Ezequiel, v.2; “os caminhos de Deus parecem confusos e estranhos”; Deus anuncia, v.25 “cada um é pecador, e o convida ao arrependimento”;
            Ouvi o seguinte comentário de uma pessoa cristã que respondia a outra pessoa cristã. “Sou cristão há muitos anos, não sei por que tudo está dando errado na minha vida?” Entendi que àquela pessoa queria estar bem pelo fato de ser cristã.
            Esse mesmo pensamento ocorria com o povo de Deus no Antigo Testamento. O povo de Deus que estava exilado na Babilônia dizia: “Será justo?”os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram?” O povo não tinha perspectiva para o futuro. Sentiam-se abandonados e desprezados. E assim, esse ditado começou a ser dito pelo povo de Deus. Eles pensavam não merecer aquela punição. O pecado não foi deles. Por que viver tantos anos fora de Israel se a culpa havia sido de seus pais?
            Esse povo exilado na Babilônia precisa ser reanimado, consolado e fortalecido. O profeta Ezequiel foi muito importante nesse momento. Se não fosse o profeta Daniel na coorte e Ezequiel no meio do povo, o povo da promessa teria se acabado.
            Ezequiel alerta o povo que não importa olhar para outra direção. Quem errou? O importante era que cada um olhasse para si mesmo, o quanto cada um estava falhando e havia falhado.
            O pensamento de ser punido pelo pecado estava presente entre os discípulos de Jesus. Eles perguntaram: “Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (Jo 9.2). Quem pecou este ou seus pais? A deficiência, o sofrimento e a dor, para muitos é punição de Deus à algum pecado passado. Para muitos é a certeza que Deus está castigando porque os pais cometeram algum pecado grave.
            Deus por meio do seu servo Moisés disse ao seu povo enquanto caminhavam pelo deserto rumo a terra prometida, “Os pais não serão mortos em lugar dos filhos, nem os filhos, em lugar dos pais; cada qual será morto pelo seu pecado” (Dt 24.16). E ainda Deus pelo profeta Ezequiel no nosso texto v. 20 disse: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai, a iniqüidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este” (Ez 18.20).
            Cada um, individualmente, é responsável pelo seu agir, pelo seu pecado, pelos caminhos por onde anda, pecado atual. Cada um nasce em pecado, o pecado original, que é aquele que herdamos do nosso pai e da nossa mãe, desde Adão e Eva. Paulo aos Romanos: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12). O próprio homem, devido ao seu pecado, também não aceita esse fato. Foi Adão que pecou e eu não tenho nada haver com isso.
            O povo de Israel na Babilônia estava desanimado e sem esperanças. Se sentiam abandonados, pois, quem havia pecado eram seus pais, eles não podiam ser punidos como estavam sendo. De fato, Deus lhes comunica que eles, não estavam sendo punidos pelos pecados de seus pais. Eles eram pecadores, deveriam admitir o fato, assim como o salmista: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). Deus os estava convidando ao arrependimento, olhemos as palavras do v. 4 “...a alma que pecar, essa morrerá” do v. 30 “...eu vos julgarei, a cada um segundo os seus caminhos,...” e ainda o v. 31 “lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes...”. Essas palavras assustam muito, mas é um convite maravilhoso, para que cada um reconheça seu estado de pecaminosidade e volte ao Senhor, assim como meditamos através do texto de Isaias 55.6-9 (olhe abaixo). O sofrimento, a dor, são meios pelos quais Deus nos chama de volta a ele. Não é punição do pecado, mas sim, conseqüência do pecado.
            O povo que questionava a vontade e os caminhos de Deus havia se esquecido que pelo próprio profeta Jeremias, Deus havia dito que o exílio para a Babilônia havia de acontecer: “Toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; estas nações servirão ao rei da Babilônia setenta anos” (Jr 25.11). A consequencia desse acontecimento gerou outro esquecimento, as maravilhosas promessas de Deus: “Assim diz o Senhor: logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar” (Jr 29.10) e ainda “Eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos, serão fecundas e se multiplicarão....Eis que vem dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: Senhor, Justiça Nossa” (Jr 23. 3,5-6). Eis uma maravilhosa mensagem a cada um de nós pecadores, Cristo é a nossa justiça. Assim como não dá para entender que pelo pecado de Adão todos nós somos pecadores, é difícil de compreender o maravilhoso amor de Deus por nós, que enviou Jesus para pagar pelos nossos pecados: “Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos” (Rm 5.15). E para realizar esse plano de salvação, Deus sempre conduziu os caminhos do seu povo: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor” (Is 55. 8). Não queiramos nós, criticar os caminhos de Deus. Pois “No mundo vocês vão passar por aflições, mas tenham bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). Jesus a cada novo dia está conosco, eis a promessa, “E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (M t 28.20b).
            Qual é a diferença entre aquilo que o mundo diz e o que Deus diz?
            2 – A vida: Tão certo como eu vivo
            Deus diz: “Tão certo como eu vivo, desejo que você viva.” Esse é o motivo pelo qual enviou profetas para convidar o povo ao arrependimento. Jesus iniciou seu ministério convidando o povo ao arrependimento. A parábola registrada em Mateus 21. 28 – 32 – Dos Dois Filhos, os próprios Judeus responderam que quem fez a vontade do Pai, foi o filho que se arrependeu.
            Deus disse ao povo pelo seu profeta Ezequiel, “não tenho prazer na morte de ninguém” (v.32), e Paulo: “o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.4). Para nos dar essa vida, preparou os meios para que cada pecador receba a salvação. Ele nos deixou a Palavra que nos conduz a verdade. Que acusa nossos pecados, nos leva ao arrependimento, nos oferece e dá perdão. Ele no deixou o Batismo, “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt 3.5). Ele deixou seu corpo e sangue, o mesmo corpo e sangue derramado na cruz para perdoar nossos pecados. Por esses meios da graça Deus oferece e dá a vida. Ele nos dá um novo coração e um novo espírito, como diz Ezequiel: “Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez 36.25-26). Jesus veio ao mundo, como diz Paulo a Tito, “o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda a iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tt 2.14).
            Deus em seu Filho Jesus nos deu e dá a salvação. Essa salvação é individual. Deus oferece e dá a cada pecador, tão certo como eu vivo, vós vivereis também. Pelo batismo, cada um de nós foi e é feito filho de Deus, fomos resgatados das trevas e trazidos à luz. Pela Palavra essa fé é operada e fortalecida em nós, Deus nos dá perdão, vida e salvação. Pelo corpo e sangue Deus perdoa, anima e fortalece a fé e também nos dá perdão vida e salvação.
Conclusão
            Jesus vive! E tão certo como ele vive, nós também viveremos. Ele vem ao nosso encontro pela Palavra, pelo Batismo e Santa Ceia. Essa é a grande diferença entre aquilo que o mundo diz e aquilo que Deus diz.   O Mundo quer nos afastar desse Deus de amor, com suas teorias malucas e controversas. Deus quer nos aproximar dele nos convidando ao arrependimento e nos oferecendo e dando o perdão.
            Amém!


Pr Edson Ronaldo Tressmann
Publicado: Portas Abertas. Editora Concórdia, 2011.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Aproveite a Oportunidade

18/09/11 - 14º Domingo após Pentecostes
Sl 27. 1 - 9; Is 55. 6 - 9; Fp 1. 12 – 14, 19 - 30; Mt 20. 1 - 16
Tema: Aproveite a oportunidade
Introdução
            APROVEITE MAIS ESSA OPORTUNIDADE! Convite estendido a todos pelo comércio. Parte-se do pressuposto da necessidade. Outras vezes o convite, a promoção te leva a concluir que o produto seja necessário e te conduz a compra.  O campo religioso também aderiu a essa perspectiva do mercado, por isso, cada vez mais ouvimos o convite: Aproveite a oportunidade. Deixo claro que na maioria das vezes é uma oprtunidade para que a igreja arrecade mais, tenha mais entradas mensais para continuar a venda de seus produtos. É uma situação de indulgência disfarçada, idêntica aquela de 1517. 
              Qual é a oportunidade que a Biblia verdadeiramente nos fala?
               Espero que você aproveite e leia sobre essa oportunidade que Deus lhe dá. Leia e compreenda qual é a verdadeira oportunidade. Aproveite a Oportunidade?
Desenvolvimento
            APROVEITE A OPORTUNIDADE. Qual?
            1 – de voltar ao Senhor
            Entre tantos profetas, Isaías é mais um enviado por Deus para convidar o povo ao arrependimento. Mais uma vez Deus convida o povo a voltar a Ele.
            O povo de Israel está exilado na Babilônia. Estando longe de sua terra, suas tradições, o povo acabou se deixando levar por outras crenças, e acabaram desanimando mediante a suposta demora de Deus em tirá-los do exílio. Alguns já haviam esquecido aquilo que Deus por meio do profeta Jeremias havia prometido: “O Senhor Deus diz ainda: ‘Quando os setenta anos da babilônia passarem, eu mostrarei que me interesso por vocês e cumprirei a minha promessa de trazê-los de volta à pátria” (Jr 29.10). E para comunicar ao povo que eles estão de partida, estão para deixar o exílio, Deus envia Isaias um profeta que foi fundamental em meio ao desânimo e desesperança do povo de Deus. Isaías anunciou o fim do exílio ao povo de Israel, e os convida a voltarem para Deus, pois Deus não os abandonou.
            Diante do abandono do povo, mesmo tendo virado as costas para Deus, Ele continuou fiel a sua promessa de libertação do exílio, e principalmente na execução de sua grande promessa, enviar seu filho para morrer, pagar e perdoar todos os pecados da humanidade e libertar os homens do cativeiro eterno (Gn 3.15).
            Deus oferece uma oportunidade para o seu povo. Oportunidade que vinha sendo anunciada desde Moisés: “Lá vocês procurarão o Senhor, seu Deus, e o encontrarão, se o buscarem com todo o coração e com toda a alma” (Dt4.29). O próprio Jesus Cristo reafirmou a grande oportunidade que cada cristão tem: “Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate” (Mt 7.7-8).
            Voltar-se para Deus – convite feito pelos profetas no A.T.. Deus sempre enviou homens para convidar o povo a voltar para Ele. Antes da chegada de Jesus, enviou João Batista que do deserto clamava: “Arrependam-se dos seus pecados porque o reino dos céus está perto!” (Mt 3.2). O próprio salvador Jesus iniciou seu ministério público com as palavras: “Arrependam-se dos seus pecados porque o reino do Céu está perto” (Mt 4.17). E como bom pastor, Jesus anunciou que há grande alegria no céu por um pecador arrependido, Lc 15.7,10. Por isso, o apóstolo Paulo fala da grande oportunidade que nós temos. Aos cristãos de Colosso diz para aproveitarem o tempo, a oportunidade que tiverem para falar de Cristo para que outros sejam salvos.
            Nesse sentido a parábola contada por Jesus em Mt 20.1-16 é extraordinária. Ali o ensinamento é sobre a generosidade de Deus. Mesmo aqueles que se voltarem ao Senhor no ultimo instante, receberão a vida eterna. Um precioso exemplo é o malfeitor na cruz: “Jesus lembre de mim quando o senhor vier como Rei!” e Jesus respondeu: “Eu afirmo a você que isto é verdade: hoje você estará comigo no paraíso” (Lc 23.42-43). A oportunidade de Deus persiste até o nosso ultimo suspiro. Isso é graça, é uma boa notícia. Mas, o apóstolo João em Apocalipse adverte: “Portanto, lembrem do que aprenderam e ouviram. Obedeçam e se arrependam. Se não acordarem, eu os atacarei de surpresa, como um ladrão, e vocês não ficarão sabendo nem mesmo a hora da minha vinda” (Ap 3.3). Aqui João deixa claro que Deus não quer a morte do pecador, deseja sim, que ele se arrependa e viva. E como isso é possível? Para João, lembrando, para Isaias, Voltando-se e Buscando ao Senhor. Por isso: APROVEITE A OPORTUNIDADE. Qual?
            2 – de buscar o Senhor
            O homem está em busca de muitas coisas. Para isso, aproveita as oportunidades. Está em busca de espaço, crescimento intelectual, profissional e outros milhares estão em busca de experiência religiosa. E a experiência religiosa tem dois perigos: 1 – decepção e 2 – condenação. É para evitar uma trágica decepção e condenação que Deus anuncia pelo profeta Amós: “...Voltam para mim e fim de que tenham vida....Voltem para o Senhor e vocês viverão...” (Am 5.4,6). O profeta Isaías: “Buscai o Senhor...” (Is 55.6 ARA).
            Eis um convite maravilhoso, Buscar ao Senhor. Ainda mais nesses dias confusos, onde as pessoas são tentadas a crer e buscar socorro e auxilio em qualquer lugar. Por falar em crer, quando o profeta Isaias convida: “Buscai o Senhor” está transmitindo a seguinte mensagem, se agarre na mão de Cristo, aceite aquilo que Cristo fez por você na cruz, pois tudo o que Cristo fez na cruz é oferecido, dado a você. Como disse Paulo aos Gálatas: “Pois, por meio da fé em Cristo Jesus, todos vocês são filhos de Deus” (Gl 3.26).
            Buscar o Senhor é um convite feito por um profeta enviado por Deus. É um convite para um povo desanimado, fraco e vacilante na fé, sem esperança de cuidado e socorro. Um convite a um povo afastado, que havia virado as costas para Deus. É um convite misericordioso: “Estendam a mão e recebam aquilo que Deus está dando – libertação.
            Aproveite a oportunidade. Volte e busque o Senhor. Aproveite: “...Escutem! Este é o tempo em que Deus mostra a sua bondade. Hoje é o dia de ser salvo” (2Co 6.2b). Qual é o beneficio em voltar e buscar o Senhor? Deus é Rico em perdoar.
            APROVEITE A OPORTUNIDADE. Qual?
            3 -  de ser perdoado
            Quando o profeta Isaias diz, volte-se ao nosso Deus pois é rico em perdoar, ele está anunciando ao povo que o nosso Deus é diferente dos outros deuses que eles passaram a servir. Nosso Deus – é chamar a atenção para o Deus que os tirou da escravidão do Egito, que os amou e os ama e amará até o fim. É o mesmo Deus que disse que eles ficariam 70 anos exilados e depois disso receberiam a libertação. Nosso Deus é diferente dos demais, pois além de convidar a voltar a Ele, e de buscá-lo, ainda dá a certeza de que o encontrarão pronto para perdoar.
            É justo, um povo rebelde, que se voltou contra Deus receber a certeza de perdão? Jesus na parábola responde: “São maus os teus olhos porque eu sou bom?” Jesus afirma que Deus é bondoso e trata a todos igual. Ele deseja ardentemente que todos sejam salvos. Por isso, o convite: Voltai, Buscai, e eu perdôo.
            Talvez a nossa postura como cristão ativo na igreja seja a mesma do trabalhador da parábola contada por Jesus. Talvez eu tenha servido ao Senhor com alegria durante anos, mas agora estou descontente com algumas coisas que andam acontecendo. Novas pessoas estão entrando na igreja e ocupando espaço que deveria ser da minha família, pois eu ajudei a construir a igreja. Talvez eu mereça ser mais respeitado, pois sou o maior contribuinte. Também não acho justo uma pessoa que sempre andou pelo mundo aprontando as suas e no final da vida se diz um cristão e eu tenho que aceitá-lo como irmão. Por isso as palavras de Jesus se dirigem a você: “São maus os teus olhos, porque eu sou bom?” e também para você é o convite, voltai e buscai, e pra você é a certeza, nosso Deus é rico em perdoar.
            Nosso Deus – é como se Isaias estivesse dizendo, não deixe a tua consciência pesar a ponto de te fazer afastar-se por completo de Deus. Ele é rico em perdão. Deus te leva a reconhecer teus pecados, mostra teus erros, e te convida para olhar para Ele, não virar as costas pra Ele. Deus deseja que você aproveite a oportunidade de perdão que está te oferecendo. Agarre-se nas mãos de Cristo, nas mesmas mãos que foram penduradas na cruz para te perdoar sem merecermos.
            Nosso Deus trata a todos com generosidade e é rico em perdoar, por isso Miquéias disse: “Ó Deus, não há outro deus como tu, pois perdoas os pecados e as maldades daqueles do teu povo que ficaram vivos. Tu não continuas irado para sempre, mas tens prazer em nos mostrar sempre o teu amor. Novamente, terás compaixão de nós; acabarás com as nossas maldades e jogarás os nossos pecados no fundo do mar” (Mq 7.18-19).
Conclusão
            APROVEITE A OPORTUNIDADE, volte e busque o Senhor, pois a única e mais preciosa coisa que Ele quer lhe dar é perdão. Ele é Rico em perdoar, e a prova do seu amor é Jesus. Amém!

Pr Edson Ronaldo Tressmann

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Como agir com quem foi maldoso comigo?

11/09/11 – 13º Domingo após Pentecostes
Sl 103. 1 - 12; Gn 50. 15 - 21; Rm 14. 1 - 12; Mt 18. 21 – 35
Tema: Como agir com quem foi maldoso comigo?
Introdução
            No dia 11 de setembro de 2001, as torres World Trade Center eram atacadas por aviões seqüestrados por terroristas. 10 anos após esse episódio, e milhões gastos, o causador dessa tragédia está morto. A vingança prometida pelos EUA se cumpriu. Você concorda com a vingança realizada pelos EUA? (A minha opinião está registrada no Mensageiro Luterano, Julho de 2011).
Desenvolvimento
            No texto de Gênesis, capítulo 50, há o desfecho de uma violência familiar. Era uma família como tantas outras. Um pai com 12 filhos. Desses 12 filhos, um era o favorito. O favoritismo o tornou metido. E essa fama de metido junto ao seu precioso dom, interpretar sonhos, passou a incomodar seus irmãos. Também irritava seus irmãos, o fato de José denunciar as coisas erradas que eles praticavam. Por isso, certa vez quando este estava indo a pedido do pai ver o que seus irmãos faziam, eis que surgiu a idéia de lhe tirar a vida. Mas, interrompidos por uma outra idéia de apenas lhe dar um susto jogando-o numa cisterna sem água. Mas, a ocasião faz os acontecimentos, eis que uma caravana de Ismaelitas passava por ali, e assim venderam o irmão José. Parece ser uma punição justa para um cara metido e dedo duro.
            No entanto, o tempo passou, e 13 anos mais tarde, o acontecimento narrado no texto bíblico de Hoje, Gn 50. 15 – 21, vemos os irmãos, causadores dessa violência familiar diante daquele que sofreu a violência. José estava numa posição superior aos irmãos. Era governador do Egito e podia puni-los como desejasse. Com a morte do pai Jacó, os irmãos pensaram que José iria realizar uma vingança contra eles, e o medo os levou a agir com mentira.
            Enquanto os irmãos tremiam de medo pela vingança que imaginavam que sofreriam, eis que José lhes disse: “É verdade que vocês planejaram aquela maldade contra mim, mas Deus mudou o mal em bem para fazer o que hoje estamos vendo, isto é, salvar a vida de muita gente” (Gn 50.20). talvez alguém pense: “Eu me vingaria”.
            Como agir com quem foi maldoso comigo?
            Nas leituras propostas, temos a história de José, e também a história de outro homem, cujo nome não sabemos, mas que Jesus nos apresenta na parábola que nos conta. Olhemos para essas histórias e tentemos concluir no como agir nas maldades contra nós.
            Primeiro homem – veja como ele agiu em duas situações corriqueiras
Jesus disse que certa vez um rei resolveu fazer um acerto de contas com seus empregados. Havia um que lhe devia milhões. Desesperado, angustiado, medo de perder a família que deveria ser vendida para que a dívida fosse paga. Nessa situação, o homem soube pedir: “Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor” (Mt 18. 26b). O rei compadecido resolveu perdoar a dívida.
O homem perdoado saiu e a caminho de sua casa, encontrou um colega de trabalho que lhe devia uma quantia insignificante. O homem perdoado de uma enorme dívida agarrou seu colega pelo pescoço e começou a sacudi-lo, “Pague o que me deve!” (Mt 16. 28b). O companheiro fez o pedido: “Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo” (v.29b). O perdoado não concordou, e mandou prendê-lo até que pagasse a dívida.
            Como agir com quem foi maldoso comigo?
            A dívida do homem supera a imaginação de todos. E foi assim colocada por Jesus para contrapor a pequena divida de seu companheiro.
            Um homem perdoado de uma enorme dívida deveria por felicidade abraçar seu amigo e dizer: “Você está perdoado da sua dívida, acabei por ser perdoado de uma dívida tão grande, que eu perdôo a sua, esqueça o que me deve.” Mas não foi assim que ele agiu. Agiu diferente. “Pague o que me deve – irás preso seu malandro.
            Lembremos que Jesus conta essa pequena parábola depois de um questionamento de Pedro. Como sempre, ele toma a frente dos outros discípulos e pergunta: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe?” Em outras palavras: como agir com quem foi maldoso comigo? Demonstrando saber a resposta, Pedro logo diz: “Sete vezes?” E Jesus respondeu a Pedro justamente o que ele não desejava ouvir: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” Sete vezes já era o extremo para Pedro e todos os demais, e Jesus aponta para uma grande verdade: “Não há extremos para o perdão”. E por isso ao contar a história, Jesus ressalta uma diferença enorme de dívida, de paciência, de amor e de perdão.
            O capitulo 18 de Mateus fala muito de perdão. Fala em sermos como uma criancinha, que depois de errar, volta e diz: “me perdoa...”. Também nos diz que nós somos a ovelha desgarrada buscada e perdoada por Jesus. E mostra como agir com o nosso irmão afastado e com o nosso próximo: paciência e perdão.
            No culto recebemos perdão, aliás, perdão que não merecemos. Deus não é obrigado a nos perdoar, perdoa por amor. E esse perdão é distribuído a cada culto na absolvição, na palavra, no corpo e no sangue.
            Muitos vivem suas vidas como o empregado que devia milhões. O nosso pecado, que causa ira em Deus é perdoado pelo amor de Deus manifestado em Jesus. E nós, que tínhamos essa dívida perante Deus, a cada culto ouvimos o perdão, ouvimos que  nossa dívida está paga. Mas, infelizmente quando estamos de caminho para casa, encontramos aquele que nos ofendeu ontem, ano passado, e a nossa atitude é virar o rosto, ser indiferente. Muitos ainda querem se justificar: “Você não acha demais, já perdoei essa pessoa umas 20x. Chega!
            Qual foi o final da história desse homem perdoado pelo rei e que não perdoou o outro? Um final triste e infeliz.
            O rei, Deus, enviou Jesus para perdoar a todas as pessoas. Inclusive pessoas como o empregado mal, assim como eu e você. E o perdão dispensado a todos, é para ser vivido a cada novo dia. Pois é com amor, paciência e perdão que Deus trata conosco a cada novo dia.
            Como agir com quem foi maldoso comigo?
            Há uma grande diferença entre as duas histórias de hoje, Mt 18 e Gn 50. Mateus nos mostra um homem que recebeu perdão, foi amado, foi tratado com paciência, e perdoado. Esse mesmo homem tratou com desprezo, foi impaciente e não perdoou.
            A outra história, um pouco mais longa, descrita nos cap.35 – 50 de Gênesis. Uma história com um final feliz. Vejamos:
            Esse jovem, amado pelo seu pai. Era um sonhador que interpretava os sonhos. Seus irmãos acabaram sentindo inveja de José. E por ciúme, inveja, raiva, agiram violentamente contra ele. Foi vendido aos ismaelitas, depois a Potifar. Lá ele foi caluniado e preso. E qual foi a atitude de José nessa situação? José sempre viveu um dia após o outro na confiança e no temor a Deus.
            Como você agiria com alguém que lhe fizesse assim como os irmãos de José fizeram com ele?
            José soube lidar com seus irmãos: “É verdade que vocês planejaram aquela maldade contra mim, mas Deus mudou o mal em bem para fazer o que  hoje estamos vendo, isto é, salvar a vida de muita gente. Não tenham medo. Eu cuidarei de vocês e de seus filhos” (Gn 50.20-21).
            José mostra qual é a verdadeira atitude cristã: “...; eu não posso me colocar no lugar de Deus” (Gn 50.19b).             José respondeu que o julgamento está nas mãos de Deus, não cabe a ele julgar, pois como disse Jesus: “Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus” (Mt 7.1).
            Jesus também não foi recebido pelos seus, foi insultado, tratado com violência, mas mesmo na cruz pediu: “Pai, perdoa esta gente! Eles não sabem o que estão fazendo” (Lc 23.34). Sofreu por nós, morreu por nós, venceu por nós.
            Não importa o que está te causando dor, raiva, desejo de vingança, o importante é saber aquilo que Paulo nos transmitiu: “Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou” (Rm 8.37), e também disse Jesus: “...No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). Como disse Jesus aos 70 discípulos quando retornaram da sua missão que a alegria deles não devia estar em nada mais a não ser: “... porque o vosso nome está arrolado nos céus” (Lc 10.20). E na certeza que Jesus nos dá, “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10.28), podemos viver a nossa vida alegrando-nos no Senhor, na certeza do seu cuidado, de que tudo ele reverte para o nosso bem, (Gn 50.20; Rm 8.28)
            Que final feliz é o fim da nossa história. Em Jesus, temos a certeza da vida eterna. Não há fim mais bem aventurado que esse.
Conclusão
            Duas reações em duas situações distintas. Apenas uma atitude levou a um final feliz. E daí, como agir com quem foi maldoso comigo? Com amor e perdão.
            Nossa vida continuará cercada de amor, cuidado e paciência da parte de Deus. A questão é que nós não podemos continuar vivendo nossas vidas agindo com desamor, arrogância, impaciência, vingança, violência, raiva, etc.
            Que nós, os alcançados pelo amor de Deus, servidos com o perdão e com a paciência possamos acolher ao outro com amor e perdão. No perdão de Jesus fomos e somos acolhidos e integrados na mansão celestial.
            Desejo a todos um final de história feliz e abençoado na certeza de uma vida de perdão. Amém!
Pr Edson Ronaldo Tressmann

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