segunda-feira, 10 de maio de 2021

Igreja!

 13 de maio – Ascensão

Salmo 47; Atos 1.1-11; Efésios 1.15-23; Lucas 24.44-53

Texto: Ef 1.15-23

Tema: Igreja!

 

Quando relembramos a Ascensão de Jesus Cristo Ressuscitado aos céus, queremos meditar nas Palavras escritas pelo apóstolo Paulo aos cristãos da Ásia Menor, denominada como carta de Paulo aos Efésios capitulo 1. 15 - 23.

Nessa carta Paulo faz um tratado sobre a Igreja. Na verdade, uma Cristologia da Igreja, ou seja, a Igreja é de Cristo, e é justamente Ele quem a governa pela Palavra e Sacramento, Batismo e Santa Ceia.

O mesmo apóstolo Paulo em sua segunda carta aos Coríntios disse: “Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2Co 4.3-4). E também como estudamos durante o mês de maio sobre o apóstolo Pedro e veremos no próximo culto, “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8). E todos nós precisamos saber que o diabo está nos cegando para o evangelho, tornando oculto o batismo e a santa ceia, levando as pessoas a abandonarem as Bíblias, e correndo atrás de coisas materiais e esquecendo-se das espirituais.

Jesus despediu-se fisicamente de seus discípulos, mas sendo onipresente, conforme disse o profeta Jeremias: “Acaso, sou Deus apenas de perto, diz o Senhor, e não também de longe? Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? – diz o Senhor; porventura, não encho eu os céus e a terra? – diz o Senhor” (Jr 23.23-24). Mas está presente a cada momento, aliás, essa foi a sua promessa: “...E eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28.20b). E tudo isso é pelo fato que anuncia o apóstolo Paulo: “... o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, ...” (Ef 1.20). O que isso quer dizer? Que Cristo domina tudo com poder e majestade, e que especialmente como cabeça governa e protege a sua Igreja.

Cristo governa a sua Igreja. Como? Pela sua Palavra, pelo Batismo, pela Santa Ceia. Esses são os meios pelos quais Deus em Jesus vem ao nosso encontro. Deus nos fala e se torna o nosso Pai.

Nossa confissão de fé nos traz episódios importantes: “no terceiro dia ressuscitou dos mortos”, lembramos esse fato há quarenta dias. Jesus Ressuscitou e nós também ressuscitaremos. Hoje é ascensão, então dizemos “subiu aos céus”, Jesus foi elevado as alturas segundo a sua natureza humana e entrou na glória de seu Pai a fim de nos preparar lugar. Ele está preparando quartos para nós. E continuamos confessando: “e está sentado a direita de Deus Pai todo-poderoso,” sim, em poder e majestade continua a governar sua Igreja na terra. E não podemos nos esquecer: “donde há de vir a julgar os vivos e os mortos,” Jesus voltará no dia derradeiro de uma forma visível e gloriosa e julgará o mundo com justiça. Como diz Lucas: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu, assim virá de modo como o viste subir” (At 1.11).

Desde a queda em pecado, Deus fez a promessa de vir ao encontro do homem perdido. Cumpriu essa promessa em seu Filho Jesus. E tendo Jesus subido aos céus prometeu que estaria conosco a cada novo dia, e assim se faz. Ele está presente em cada situação. Deus continua pelos meios da graça vindo ao nosso encontro. No batismo opera a fé, dá o perdão. Na palavra, opera a fé, dá o perdão e fortalece e anima na fé. Na santa ceia perdoa nossos pecados e fortalece e anima a fé.

Os discípulos ficaram paralisados olhando para cima. Talvez esperando que Jesus voltasse logo. Nós agimos da mesma maneira. Muitas vezes estamos paralisados, por hora são os sofrimentos, por horas são as inquietações. Estamos a espera da volta de Cristo. Saiba, no entanto, que não sabemos a hora em que Ele virá, no entanto, virá. Mas seja qual for o dia, estejamos em Cristo. Permaneçamos na fé operada no batismo, na fé operada e fortalecida na Palavra, na fé alimentada pelo corpo e pelo sangue de Cristo na santa ceia. Deus está presente e que ele assim como disse Paulo possa abrir a nossa mente para permanecermos nessa certeza. Amém!

Pr Edson Ronaldo Tressmann

terça-feira, 4 de maio de 2021

Equipe divina!

09 de maio de 2021

Salmo 98; Atos 10.34-48; 1 João 5.1-8; João 15.9-17

Texto: João15.9-17

Tema: Equipe divina

 

Nas brincadeiras, os competidores são divididos em equipes. Tira-se par ou ímpar e começa a escolha. Os melhores são escolhidos primeiro.

Após as esquipes serem divididas, inicia-se a competição. Cada um joga o melhor que puder para que sua equipe seja vencedora. Durante a competição, os competidores vão criando animosidade e cria-se uma certa rivalidade. Passa-se a valer tudo para que a vitória seja conquistada.

No jardim do Getsemani, Jesus se despede dos seus discípulos. Está a poucos momentos de seu sofrimento, morte e ressurreição. Ele sabe da sua vitória. Mas, os discípulos parecem ter se esquecido disso.

O sofrimento e a morte de Jesus era motivo para ódio, revolta, mágoa. Diante disso Jesus ordena: “amem uns aos outros” (Jo 15.17).

Na prática esportiva, o que muito contribui para a vitória é justamente o elemento psicológico. Tanto que o adversário quando não consegue vencer por ser inferior, busca atingir o seu adversário de maneira psicológica e assim reverter a competição a seu favor.

Jesus lembra que nos escolheu – fazemos parte de uma equipe que não tínhamos condições nenhuma de fazer. Ele nos escolheu por amor e graça.

Bem, se fazemos parte da equipe divina, nosso adversário, como escreveu Pedro é feroz e busca de todas as maneiras nos derrotar. Ele tem como aliado o mundo e a nossa própria carne. Parece uma competição desigual. Jesus disse: “eu vos escolhi com um objetivo: que deis fruto” (Jo 15.16). E é justamente esse fruto que nosso adversário não quer que seja produzido, e nem deseja que o mesmo permaneça. Exatamente por isso, tantas brigas, discórdias, guerras, ...

Ao fazer parte da equipe divina, tendo sido escolhido por graça e amor, é natural a perseguição, a inimizade e o ódio. E diante disso, Jesus ordena: “... vos ameis uns aos outros” (Jo 15.17).

Com essa ordem, Jesus ensina que a atuação da igreja é de dentro para fora. Fomos escolhidos, mas Deus em Jesus, pelo poder do Espírito Santo quer escolher outros. E para que pessoas sejam escolhidas e colocadas na equipe divina, Jesus ordena: “amem uns aos outros” (Jo 15.17).

A expressão uns aos outros aparece em todo o Novo Testamento em torno de 29 vezes.

Uns aos outros – a equipe precisa de uns dos outros. Não é possível ser igreja sem uns aos outros.

A verdade é que ao ser escolhido, ao ser enxertado e permanecer na videira, passo a fazer parte da equipe divina. A equipe divina são pessoas reais, em relacionamentos reais, o tempo todo.

Não se pode apenas pensar que “eu fui escolhido”, é preciso ver que o outro também é um escolhido. Somos uma equipe de escolhidos e assim, amamos uns os outros. De maneira bem especial, amamos aqueles que ainda estão atuando na equipe adversária, afinal, nossa vitória é produzir frutos para que nossos adversários colham esses frutos e sejam escolhidos e façam parte da equipe divina.

Diante do ódio, causado pelo nosso adversário, Jesus, o capitão da equipe divina, lembra que é necessário apegar-se firmemente uns aos outros mediante o amor. A maldade das pessoas não deve desviar o cristão de fazer o bem. O amor precisa continuar sendo praticado para louvor e honra de Deus e do Senhor Jesus Cristo.

Antes de terminar é preciso ressaltar que Jesus diz que somos seus amigos (Jo 15.14).

Jesus ilustra que não amamos por obrigação, ou para obter vantagens pessoais. Amamos porque recebemos benefícios sem merecimento da parte de Deus. E nossos benefícios é ser ramo na videira que é Cristo e ter sido escolhido por ele. Amém!

 

Edson Ronaldo TREssmann

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Um agricultor que faz tudo para que se produza!

 02 de maio de 2021

Salmo150; Atos 8.26-40; 1João 4.1-11; João15.1-8

Texto: João15.1-8

Tema: Um agricultor que faz tudo para que se produza!

 

Quão belas e preciosas são as palavras de Jesus: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15.1).

Essas palavras foram ditas por Jesus após a santa ceia, indo ao jardim do Getsemani. As palavras ditas por Jesus, “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15.1), são o verdadeiro consolo para os cristãos de todos os tempos.

Ao dizer “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15.1), Jesus narra uma bela prosopopeia.

Conhecendo seus ouvintes, Jesus percebe que será natural para todos entenderem a prosopopeia. O agricultor está constantemente ocupado na vinha para que a mesma produza muitos frutos. Quando o agricultor poda uma videira, os cortes e a adubação parecem machucar a planta, mas é justamente esse processo que faz com que a videira produza os frutos esperados.

Interessante notar que, no jardim do Getsemani, pouco antes de iniciar a carregar a cruz, Jesus disse aos discípulos, que todo o sofrimento, toda a dor, não será para destruição, mesmo que assim pareça, tudo será para edificação.

Ao dizer essas palavras, Jesus está olhando para seu sofrimento e morte. E ao saber que seus discípulos também passarão por isso, não quer que os mesmos se esqueçam que os frutos são produzidos mesmo assim.

Todo sofrimento é um trabalho diligente do vinhateiro junto a sua vinha. Enquanto o diabo, o mundo e a carne, buscam prejudicar os discípulos de Cristo, Deus em seu amor e misericórdia, assim como um lavrador, faz com que tudo contribua para a produção da vinha.

O cristão precisa encarar o sofrimento e a tribulação de maneira bem diferente da maneira como o mundo encara. Sofrimento e tribulação não é punição e castigo de Deus, é antes de tudo, graça e amor. No sofrimento e na tribulação, o vinhateiro Jesus, poda, tira os galhos ruins e aduba sua vinha.

O que hoje parece te ferir, magoar e aborrecer, não é permitido por Deus para te prejudicar, ao contrário, é permitido para teu bem e proveito.

Na prosopopeia de Jesus a vinha não fala. Se falasse, com certeza se queixaria dos cortes, da capina e da adubação. A reclamação se daria justamente por não entender que aquilo era necessário.

Assim são os filhos de Deus – a vinha de Deus. Reclamam das provações, tribulações e sofrimentos. Reclamam sem entender que essas situações são a enxada e podadeira de Deus.

Caríssimo irmão e irmã em Jesus:

Não esqueça que enquanto o Diabo, aliado ao mundo e a carne, visa destruir; Deus, em seu amor e misericórdia usa os ataques do diabo para nos edificar. Enquanto que o diabo com as tribulações e os sofrimentos visa nos destruir, em meio as adversidades e aflições, Deus as usa como enxada e podadeira para nos tornar forte e produtiva.

Recordo-me da confissão feita por Inácio de Antioquia (67 – 110 D.C.). Esse servo de Deus, enquanto estava sendo levado para Roma para ser jogado aos leões e servir de espetáculo e diversão, confessou: “Deixem que venham, pois sou apenas um grãozinho de Deus. Ele precisa me esmagar e triturar antes que eu possa servir para algo”.

Os sofrimentos e as tribulações não são de maneira nenhuma a fúria, a ira ou o castigo de Deus. Todas essas coisas são enxada e podadeira de Deus para, através delas, nos podar e adubar com o objetivo de produzir frutos.

Na tribulação e no sofrimento é preciso ver o amor e a misericórdia de Deus! (Rm 5.3-4).

Houve duas mártires, século III e IV, que encararam o caminho da prisão e da morte com ânimo e coragem, como se estivessem indo ao próprio casamento. Se mostravam felizes como se estivessem sendo levadas a um baile. Seus nomes eram Agnes e Ágata. Essas duas mulheres só reagiram assim por causa da fé. A fé que lhes tirou os olhos desse mundo e as fez ver a alegria eterna.

Todo sofrimento e tribulação servem unicamente para promover nossa vida cristã e produzir frutos para um conhecimento mais pleno e uma confissão mais forte da Palavra de Deus.

Deus é o agricultor que, podando e adubando, visa fortalecer a fé e a esperança para tornar seus filhos em adoradores fervorosos e com uma vida de oração mais aguçada.

Deus é mestre e sabe converter aquilo que visa prejudicar seus filhos para algo que promova e preserva a vida. O maior exemplo disso é José (Gn 50.20).

Ouça Jesus que diz: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15.1).

Deus quer cultivar a vida e cuidar da mesma de maneira tal que todos os tipos de sofrimento e desgraça apenas se resumam em melhorar a vinha. Como diz o provérbio: “Depois de punir o filho, o pai lança a vara no fogo”.

Jesus disse: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15.1).

No jardim do Getsemani Jesus consola a si mesmo. Jesus sabe que por mais que irá sofrer, nada impedirá que a maravilhosa obra da salvação seja realizada.

Tudo o que acomete a vida do cristão é uma bem-aventurança, pois é poda e adubação de Deus para que muitos frutos sejam produzidos. Amém.

 

Rev. Edson Ronaldo Tressmann

Ideias tiradas do volume 11 de obras selecionadas de Lutero.

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Depois do vale da sombra da morte! (Sl 23.4)

 25 de abril

Salmo 23; Atos 20.17-35; Apocalipse 7.9-17; João 10.22-30

Texto: Ap 7.9-17

Tema: Depois do vale da sombra da morte! (Sl 23.4)

 

Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e de donde vieram? ... São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro, ...” (Ap 7. 13 e 14)

A Igreja vive tempos pós-modernos. E uma das tendências desse período é justamente o fato de que não existe verdade absoluta. Cada pessoa tem a sua verdade. E sendo assim, é complicado você querer dizer algo. Pois, os adeptos serão apenas aqueles que concordam contigo naquele determinado assunto. Se caso for contrário, haverá reações e assim por diante. Perdeu-se o referencial da verdade. Hoje não há apenas um Pilatos, mas uma multidão, composta por milhões de Pilatos que perguntam: “O que é a verdade?

No texto bíblico de hoje encontramos um diálogo. E o que surpreende nesse diálogo é que diante da pergunta: quem são e donde vieram? tinha sua resposta. Mas, o apóstolo João, surpreendentemente, deseja que a resposta seja dada por alguém com maior autoridade que ele. João não quer uma resposta só para si, mas deseja que a mesma sirva de consolo para os que irão ler e ouvir essa resposta com alguém com a máxima autoridade.

É, mas, nos tempos pós-modernos, esse é outro requisito questionado e não válido. Não há mais autoridade suprema. Cada um possui a sua autoridade e quer que a sua autoridade seja efetivada. Entre a multidão dos Pilatos que se perguntam sobre a verdade, há os Pilatos que lavam suas mãos, não para reconhecer a autoridade de outros, mas sim, para não reconhecer outro como autoridade.

A multidão apresentada pela visão do apóstolo João era a multidão que estava passando pela perseguição do imperador. E hoje sofremos, mas as perseguições são disfarçadas e muito atrativas.

Quero que vocês compreendam que Deus mais uma vez, aliás, é isso que a palavra Apocalipse significa “tirar a cobertura’ do bolo e saber qual é o recheio,” vejam que a mensagem do Apocalipse tem como recheio o conforto que Jesus oferece e dá aos seus filhos e filhas que estavam passando por dificuldades, sendo a perseguição. E essa é mesma mensagem para nós.

A multidão havia passado pelo maior sofrimento. Foram perseguidos devido a sua fé. E pela fé em Jesus atravessaram essa grande tribulação, e pela fé em Jesus estão diante do trono.

O salmista disse: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; ...” (Sl 23.4). O caminho cristão não é fácil. Temos um terrível inimigo que quer a todo custo nos devorar (1Pe 5.8), quer cegar nosso entendimento para que a luz do evangelho não brilhe sobre nós (2Co 4.4). E assim, a Igreja que é o local onde os fiéis lavam suas vestiduras através do batismo, tornou-se o hospital geral dos doentes de qualquer natureza, desempregados, empresários falidos, etc. A “igreja” deixou de comunicar a vida, afinal, ela precisa vender seu produto ao mundo pós-moderno.

Mas, a exemplo dessa multidão que andou na contra mão daquela época, não se prostrando ao Imperador, mas mantendo-se firme em Jesus, nós de igual maneira, somos animados a continuar, mesmo que na contra mão desse mundo, a Comunicar a Vida, falando e apontado sempre para Jesus Cristo, aquele cujo qual com sua morte na cruz lavou e lava as nossas vestiduras e nos livra dos nossos pecados.

Permanecer em Jesus é caminhar seguro pelo vale da sombra da morte, pois depois desse vale, há felicidade e alegria eterna. Amém!

Edson Ronaldo Tressmann

terça-feira, 13 de abril de 2021

Dormindo tranquilo enquanto tudo parece desmoronar!

 18 de abril de 2021

Salmo 4; Atos 3.11-21; 1João 3.1-7; Lucas 24.36-49

Texto: Salmo 4

Tema: Dormindo tranquilo enquanto tudo parece desmoronar!

 

A ciência indica seis maneiras eficientes para pegar no sono rapidamente. Se você tem dificuldade para dormir e percebe que as antigas receitas de chás calmantes, técnicas de relaxamento ou mesmo medicamentos não fazem efeito precisa conhecer outras maneiras apontadas pela ciência como eficientes para pegar no sono rapidamente. Confira os métodos e faça o teste ainda esta noite.

Dicas científicas para pegar no sono rapidamente:

1. Momentos antes de dormir, fique longe de aparelhos eletrônicos como celular, tablet e TV, que emitem luz artificial. Segundo um trabalho científico publicado pelo Current Biology, evitar a exposição a esse tipo de iluminação ajuda a pegar no sono mais rapidamente e reduz as chances de distúrbios que atrapalham o descanso noturno.

2. O conselho da vovó de beber leite morno para dormir mais rapidamente tem fundamento científico, já que o alimento é fonte de tripofano, um aminoácido que aumenta a produção de serotonina, neurotransmissor considerado importante para o desencadeamento do sono.

3. Batizado de "4-7-8", o exercício de respiração para pegar no sono em segundos foi elaborado pelo médico Andrew Weil, que garante ser possível adormecer rapidamente através da técnica que funciona como "tranquilizante natural do sistema nervoso".

4. O ambiente de descanso também desempenha papel fundamental para pegar no sono rapidamente. Especialistas indicam, inclusive, 5 maneiras de transformar o quarto no lugar mais aconchegante do mundo para dormir sem interrupções.

5. Quem vive em bairros movimentados e não consegue silêncio completo no quarto na hora de dormir deve apostar em ruídos brancos, que consistem em barulhinhos como o de chuva ou de ondas do mar. De acordo com neurologistas, os sons básicos e não-repetitivos não precisam ser processados pelo cérebro, passa pela nossa consciência sem nos despertar emoções e, por isso, ajuda a pegar no sono.

6. Para nunca mais sofrer com a dificuldade em pegar no sono é preciso estabelecer horários fixos para dormir. Especialistas apontam que respeitar uma rotina gera no cérebro uma espécie de condicionamento que reforça o ritmo circadiano natural do sono e regula as variáveis biológicas que favorecem um descanso mais eficiente.

Para muitas pessoas essas dicas da ciência são seguidas a risca. No entanto, preste atenção ao que diz a Palavra de Deus por boca do salmista Davi: Salmo 4 – Leitura.

O Salmo 4 e o 3 são autoria de Davi. Os títulos são idênticos, tendo apenas o final alterado.

Confiança em Deus na adversidade, ... na angustia.

Davi está fugindo devido à revolta de seu filho Absalão.

Em meio a essa situação Davi se mostra verdadeiramente confiante em Deus, a ponto de dizer: “em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro” (Sl 4.8).

Dormir sossegado em meio a perseguição só esperando em Deus.

Davi não conhecia as dicas valiosas da ciência para dormir e descansar bem. No entanto, deixa até mesmo para a ciência a melhor de todas as dicas: só o Senhor Deus é quem me faz repousar seguro.

Davi é uma testemunha fiel de Deus. O próprio sentiu e viveu os atos poderosos de Deus. Foi escolhido para ser rei ainda jovem. Teve vitórias em muitas batalhas contra os inimigos do povo de Deus. E agora, numa situação em que poderia ter seu sono tirado, exclama que “em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro” (Sl 4.8).

Davi não se cala. Davi não esconde sua confiança em Deus. Davi corajosamente é uma testemunha de Deus. Amém!

ERT

Edson Ronaldo TREssmann

segunda-feira, 5 de abril de 2021

O amor prático e a mensagem da ressurreição!

 11 de abril de 2021

Salmo148; Atos 4.32-35; 1João1.1-2.2; João 20.19-31

Texto: Atos 4.32-35

Tema: O amor prático e a mensagem da ressurreição

 

É comum ver reportagens que destaca a riqueza das igrejas e seus pastores.

Entre essas riquezas destaca-se a estrutura, casas luxuosas, mega templos. Em oposição a isso, temos esse singelo relato de uma igreja verdadeiramente rica e tão desprezada e nunca sequer comentada numa reportagem.

A igreja apresentada por Lucas em de Atos 4.32-35 é impactante, pois mostra dois aspectos muitos esquecidos na igreja atual: amor prático e a mensagem da ressurreição.

O capítulo três do livro de Atos dos Apóstolos marca o início de um contra-ataque feroz do diabo a ação do Espirito Santo em ter reunido uma multidão junto aos que creem. Houve três tentativas de paralisar a igreja. Perseguição (At 4), ataque de fora para dentro; infiltração (At 5), ataque de dentro para fora; distração (At 6), perda das prioridades.

Estudar a igreja primitiva nos ajuda a nos precaver dos ataques do diabo a igreja atual. Lucas mostra como os ataques do diabo foram vencidos. Todas as investidas do inimigo foram superadas de duas maneiras: oração e testemunho da Palavra.

A decisão de retomar cultos e missas têm causado muita polêmica. Cada pessoa têm um olhar ante a pandemia e em seus contornos tenho observado uma certa perseguição silenciosa quanto a igreja. Como superar essa perseguição? Oração e testemunho da Palavra.

O relato do anuncio do evangelho da ressurreição de Jesus Cristo mostra que a igreja ignorou a ordem do Sinédrio que, havia proibido a igreja de pregar tal mensagem. Não estou com isso apregoando desordem ou oposição as autoridades constituídas. Mas, precisamos fazer uma reflexão. Você tem orado por esse tempo? Têm testemunhado a Palavra de Deus?

Lucas, ao narrar o evento do pentecostes visou destacar a presença do Espírito Santo dando ênfase em algumas características (At 2.42-47).

Tanto no relato de At 2.44 e 4.32 destaca-se a união no grupo. E essa união está enfatizada na peculiaridade de cada indivíduo e a não existência de necessitado entre eles. O fato de alguém ser rico e pobre, não os separava e segregava. E se houvesse necessidade material por parte de alguém, a mesma era uma oportunidade para demonstrar a união do grupo que rapidamente vendia algo para socorrer o necessitado.

Observe as duas colunas.

Atos 2.44 Tinham tudo em

comum

Atos 4.34 tudo lhes era comum

O termo grego hapanta koina - todas as coisas em comum descreve uma atitude na igreja cheia do Espírito Santo. O que um possuía - era como se todos possuíssem. Que fantástico!

Os textos de Atos 2.45 e Atos 4.34-35 destacam que as vendas eram esporádicas, ou seja, na medida que havia necessidade. As propriedades eram vendidas e usadas para o fim especifico. Não havia desvio de finalidades.

As palavras apresentadas por Lucas em Atos 2.32-35 mostra o contraste entre a atitude de Barnabé e de Ananias e Safira. Mesmo sendo membros dessa igreja cheia do Espírito Santo, a real motivação era diferente. Uma atitude visava a glória de Deus e a outra atitude visava a glória pessoal.

Enquanto que o apostolo Pedro e João, haviam sido presos, interrogados e ameaçados, a vida espiritual da igreja não foi afetada. Ela continuava unida (4.32), com grande poder (4.33) e multiplicando-se (4.32).

É tempo de pandemia e vivemos uma séria ameaça. Pessoas cristãs correm o perigo de esfriarem na fé. Há também a realidade de muitos irmãos e irmãs estarem passando por necessidade. A comunhão passa pelo compartilhar. A unidade da igreja se transforma em solidariedade. As pessoas são mais importantes que as coisas que possuímos. William Barclay é claro nesse ponto: “A sociedade chega a ser verdadeiramente cristã não quando a lei nos obriga a repartir, mas quando o coração nos move a fazê-lo”.

As pessoas repartiam o que tinham. Atualmente, guarda-se a sete chaves o que se têm. O que eu possuo é nosso!

Lucas narra uma igreja em que pregação era a respeito da ressurreição (At 4.33). A igreja pediu poder para anunciar a palavra com intrepidez (4.31) e Deus respondeu à oração, pois os apostolos, com grande poder, dão testemunho da ressurreição (4.33).

Amor em ação e a mensagem da ressurreição!

Assim como no dia da descida do Espírito Santo (At 2.42-47), Lucas nos oferece num segundo momento a descrição da atuação do Espírito Santo na igreja (At 4).

Não somos salvos pela prática da lei, pois não a cumprimos. No entanto, é possível observar que o Espírito Santo motiva a pratica da lei, principalmente a lei do amor.

A lei de Deus em Dt 15.4 - 8 previa que não poderia haver nenhum pobre entre eles. Deus em sua lei já estabeleceu a importância e necessidade da partilha e da solidariedade. A descrição da partilha como sendo uma prática natural mostra que a prática da fé só é possível pelo poder do Espírito Santo.

Deus nos guarde em termos como centro da nossa fé, Cristo o ressuscitado! Amém

ERT

terça-feira, 30 de março de 2021

Certeza em meio as incertezas!

 

04 de Abril de 2021 Páscoa

Salmo 16; Isaías 25.6-9; 1Coríntios 15.1-11; Marcos 16.1-8

Texto: Is 25.6-9 e Mc 16.1-8

Tema: Certeza em meio as incertezas!

 

O pior inimigo da fé cristã é a incerteza.

Pessoas, aos milhares, estão vivendo cheias de incertezas, dúvidas e isso, as faz desacreditar de tudo.

O profeta Isaías e o evangelista João Marcos nos informam certezas que muitos a perderam ou não possuem.

Para um povo desacreditado e cheio de incertezas, o profeta Isaias anunciou: “No monte Sião, o Senhor todo poderoso vai dar um banquete para todos os povos do mundo; nele haverá as melhores comidas e os vinhos mais finos” (Is 25.6).

Ele dará um banquete para todos os povos do mundo

Banquete é a grande preocupação das pessoas na páscoa. Como é gostoso receber um convite para um banquete. Quando somos convidados nos preparamos adequadamente. Um banho, roupa boa e limpa ou até nova. Além de comer bem, queremos nos sentir bem no local.

O profeta Isaías nos leva a pensar no grande banquete celestial ao proclamar a promessa de Deus de que o mesmo dará um banquete.

Você é digno de participar desse banquete?

A vontade de Deus é que todos participem do banquete preparado por ele, mas, muitos não irão participar. Isso por não estarem aceitando o convite que é feito pelo evangelho.

Pessoas querem se auto justificar. Muitos querem merecer o céu. Pensam e agem como se isso fosse possível. O profeta Isaias anuncia que nossos atos de justiça não passam de trapos de imundícia. Por esse sentido muitos que são pecadores manifestos vivem na certeza de que não terão a vida eterna.

Observe a tensão: quem está na igreja pensa que conseguirá a salvação por seus supostos atos de piedade e; os que vivem na impiedade estão certos da perdição eterna e se afundam ainda mais em pecados. Ambos, os que estão na igreja e fora da igreja precisam reconhecer que precisam de Cristo e somente Cristo lhes garante a salvação e um lugar no banquete celestial.

O profeta Isaias anuncia uma promessa esplendorosa. Deus dará um banquete com as melhores comidas e os vinhos mais finos.

A nossa dignidade em participar do banquete está naquilo que Deus em Jesus fez por nós. Jesus Cristo disse: “Eu lhes dou a vida eterna, e por isso elas nunca morrerão. Ninguém poderá arrancá-las da minha mão” (Jo 10.28).

O apostolo João na carta às igrejas (Apocalipse) registrou as palavras do Cristo vencedor de que os que tomarão parte no banquete: “.... são as pessoas que lavaram as suas roupas no sangue do cordeiro, e elas ficaram brancas” (Ap 7.14). Por esse motivo o profeta exclamou: “Nós nos alegraremos e cantaremos um hino de louvor por causa daquilo que o Senhor, nosso Deus, fez. Ele nos vestiu com a roupa da salvação e com a capa da vitória. Somos como um noivo que põe um turbante de festa na cabeça como uma noiva enfeitada com joias” (Is 61.10).

O mundo está vivendo incertezas. A incerteza é o maior inimigo da fé cristã. Torna-se necessário e urgente, nesse domingo de páscoa, refletirmos sobre a certeza que a vitória de Jesus sob a morte, o diabo e o inferno nos dão.

Falando sobre morte, inferno e diabo, as pessoas não acreditam que haja inferno e diabo. Alguns afirmam que isso é invenção da igreja para assustar e aprisionar as pessoas. Quando o diabo deixa de existir e o inferno agradável, o mundo passa a viver certezas que na verdade são mentiras.

Querido irmão e irmã em Jesus. Se não há inferno, nem diabo, não há Cristo e nem necessidade da sua obra. Desacreditar do inferno e do diabo é desacreditar da maravilhosa obra de Cristo na cruz e sua ressurreição.

A páscoa é a vitória de Cristo sobre a morte. Ele venceu a morte. Ele desceu ao inferno para proclamar a sua vitória ao diabo. E oferece o sabor da vitória aos seus filhos, convidando-os ao banquete: “No monte Sião, o Senhor todo poderoso vai dar um banquete para todos os povos do mundo; nele haverá as melhores comidas e os vinhos mais finos” (Is 25.6).

A palavra de Deus anuncia que a morte é consequência do pecado: “Pois o salário do pecado é a morte ...” (Rm 6.23). Só há morte por que houve queda em pecado. Se não fosse a queda em pecado, não haveria a morte e todos viveríamos eternamente. No entanto, Deus garantiu para Adão e Eva que enviaria seu Filho Jesus para nos perdoar e fazer viver eternamente.

Desde o Éden, Deus agiu para que seu filho fosse enviado para resgatar o pecador. Além de formar um povo, dar-lhe uma terra, constantemente, Deus precisou enviar profetas para lembrar ao povo a sua promessa de vida eterna. Isso sempre foi necessário, pois pessoas vivem certezas irreais e abandonam as certezas reais. Em meio a incerteza, o profeta Isaias anunciou: “acabará com a nuvem de tristeza ... acabará para sempre com a morte ... fará desaparecer do mundo inteiro a vergonha que o seu povo está passando... e enxugará dos olhos toda a lágrima”.

A incerteza que o povo de Deus vivia naquele período era sobre a sua libertação do cativeiro babilônico. O profeta, da parte de Deus, anuncia tanto a libertação do cativeiro como o juízo final. A promessa anunciada pelo profeta foi proclamada por Cristo em Apocalipse: “Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram” (Ap 21.4).

Num mundo de incertezas, corre-se o perigo de abandonar a certeza da Palavra de Deus. Na época do profeta Isaías, o povo era levado agir como os moabitas - resistir contra Deus.

Os capítulos 24 a 27 são apocalípticos no livro do profeta Isaias. Nesses o profeta indica que o povo está como se estivesse sendo ameaçado de morte. Nessa situação, que gerava incerteza e muitas dúvidas, o povo deveria confiar em Deus e não se voltar contra Deus adorando outros deuses e fazer alianças com outros povos.

A incerteza os paralisava.

A incerteza é a grande inimiga da fé cristã e como as pessoas tem vivido suas vidas cheias de incertezas.

Certa feita, Jesus disse aos seus discípulos que iria subir aos céus para preparar lugar para seus filhos e filhas. Vivendo a incerteza do momento, Tomé perguntou: “Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?” (Jo 14.5), e Jesus, ante a incerteza desse homem, declarou uma certeza: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6).

Num momento muito difícil, quando João estava preso e poderia estar se questionando e até indo para a dúvida, Jesus, o vencedor transmitiu a ele uma certeza: “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar na prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).

Vivemos em meio a incertezas.

Naquela páscoa, a verdadeira páscoa, já bem cedo, e um grupo de mulheres ia ao túmulo para embalsamar um corpo que já havia ressuscitado. No entanto, a certeza delas, era que Jesus estava morto e derrotado. Tudo havia terminado naquele sepulcro de José de Arimatéia. Elas viram o mestre morto, sendo sepultado. Só restava embalsamar seu corpo.

Jesus proclamou sua ressurreição aos seus. Mas, a certeza deixou de ser certeza para que a incerteza se tornasse certeza: Jesus ressuscitou.

Vivemos dias em que muitos dizem ter apenas uma certeza: a morte. Isso não é verdade e nem é certeza. O cemitério é a penúltima morada do corpo. A última é no inferno ou no céu. A única certeza que há, é que Jesus voltará para levar os que estarão vivos crendo nele e os que morreram crendo nele.

Não deixe as certezas desse mundo tirarem de você as certezas da Palavra de Deus.

Em um mundo de certezas incertas os cristãos vivem nas certezas certas mesmo quando tentados pelas incertezas. O anjo disse para aquelas mulheres cheias de certezas incertas: “...Ele não está aqui, pois já foi ressuscitado” (Mc 16.6b).

Páscoa é um dia de certeza! A certeza de que Jesus Ressuscitou e os mortos também ressuscitarão! Amém!

Edson Ronaldo Tressmann

Igreja!

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