segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Unção com óleo!

 26 de setembro de 2021

Salmo 104.27-35; Números 11.4-6,10-16,24-29; Tiago 5.13-20; Marcos 9.38-50

Texto: Tiago 5.14

Tema: Unção com Óleo

Se algum de vocês estiver doente, que chame os presbíteros da igreja, para que façam oração e ponham azeite na cabeça dessa pessoa em nome do Senhor” (Tg 5.14).

O assunto unção com óleo é cheio de dúvidas e tem causado muitos transtornos na vida de muitos congregados. É preciso aproveitar o texto de Tiago 5.14 “Se algum de vocês estiver doente, que chame os presbíteros da igreja, para que façam oração e ponham azeite na cabeça dessa pessoa em nome do Senhor” e enumerar alguns pontos.

1 - Desvios sobre o ensino da unção com óleo

a) Extrema Unção – A igreja Romana desde o século XII e XIII criou o dogma da extrema unção com base em Tiago 5:14. Esse dogma foi mudado e reafirmado pelo Concílio Vaticano II, quando se tira a expressão “extrema unção” e muda para “unção de enfermos”.

A extrema unção é para a alma e não para o corpo. É preparação para a morte e não cura para a vida. Enquanto o propósito de Tiago é claro: unção para cura e não preparação para a morte.

b) Posição Neopentecostal – A crença que toda doença procede do diabo e consequentemente é da vontade de Deus curar a todos em todas as circunstâncias.

c) A Prática da Unção Generalizada – Pastores que ungem todas as pessoas que estão dentro da igreja, bem como objetos.

d) A Prática da Unção Realizada por todas as Pessoas – São os presbíteros que ungem e não outros membros da igreja.

Se algum de vocês estiver doente, que chame os presbíteros da igreja, para que façam oração e ponham azeite na cabeça dessa pessoa em nome do Senhor” (Tg 5.14)

2 - A Bíblia é a prática da unção com óleo

a) O óleo como cosmético – Mt 6:17

b) O óleo como remédio – Lc 10:25-37; Is 1:6

c) O óleo como símbolo espiritual – Mc 6:13; Tg 5:14

A unção com óleo, na época era um remédio caseiro contra doença e contusão (Lc 10.34). Contudo, “azeite em nome do Senhor” na Escritura sempre representa um sinal para o Espírito Santo (Êx 29.7; Nm 32.25; 1Sm 9.16; 10.1; 16.12). Simbolizando assim que o Espírito Santo concede força (Rm 15.13; 1Co 2.4; 2Tm 1.7), começando pelo íntimo e chegando ao físico. E em tantas outras partes da Escritura encontramos a cura sem a unção com óleo e com a imposição de mãos (At 5.12; 14.3; 19.11). É preciso destacar que o ponto não está no óleo, nem nas mãos, mas na oração em nome do Senhor, pois no verso 15, ouvimos as palavras de Tiago: “Essa oração, feita com fé, salvará a pessoa doente. O Senhor lhe dará saúde e perdoará os pecados que tiver cometido” (Tg 5.15).

3. A unção com óleo em Tiago - remédio ou símbolo espiritual?

a) A posição de que o óleo é remédio

Jay Adams é o maior defensor desta tese. Seu principal argumento é a palavra grega usada por Tiago (aleipho = friccionar + lipo = gordura).

Thomas Goodwin usava os argumentos de que os presbíteros são os administradores da unção e não tinham necessariamente o dom de cura. Ele observa que os receptores da unção eram os membros da igreja, enquanto que os milagres se estendiam a todas as pessoas. Isso, pelo fato dos cristãos entenderem a simbologia da unção com óleo. Outro ponto, é que o dom de cura não estava limitado ao uso do óleo, pois, se a unção com óleo significasse cura eficaz, os cristãos teriam encontrado uma forma de escapar da morte e esqueceriam de Jesus.

b) A posição de que o óleo é um símbolo espiritual

Tiago usou aleipho e não chrio, sendo que ambos significam ungir. O fato é que chrio jamais é usado para o ato físico de unção, sendo apenas usado no sentido metafórico (Lc 4:18; At 10:38).

O óleo em Tiago 5:14 não é medicinal porque não é o óleo que cura, nem o óleo mais a oração que curam, mas a oração da fé. Pois, os presbíteros são chamados para ungir com óleo, pois, se a unção fosse medicinal, poderia ser feita por qualquer outra pessoa sem a necessidade de convocar os presbíteros e que a mesma precisassem ser feitas em nome do Senhor.

As palavras “em nome do Senhor” colocam os limites da cura. O poder está no nome de Jesus. A cura vem pelo poder do nome de Jesus e não pelo efeito terapêutico do óleo. Isso faz da unção com óleo um exercício espiritual e não uma prática medicinal.

ERT

Edson Ronaldo TREssmann

O desviado diante de Deus em oração!

 26 de setembro de 2021

Salmo 104.27-35; Números 11.4-6,10-16,24-29; Tiago 5.13-20; Marcos 9.38-50

Texto: Tg 5.19-20

Tema: O desviado diante de Deus em oração!

 

Todos os cristãos correm o mesmo perigo e risco: afastar-se da verdade! Tiago termina sua carta falando sobre esse perigo e alerta aos cristãos sobre como agir caso alguém tenha se afastado da verdade.

Paulo escreve aos Gálatas dizendo que é preciso falar de Deus para um desviado (Gl 6.1) e, Tiago escreve dizendo que é preciso falar do desviado para Deus (Tg 5.19).

A sabedoria desse mundo se opõe a sabedoria de Deus (Tg 3.13-18). A sabedoria de Deus é Cristo e é de Cristo que o nosso inimigo quer nos afastar. Por esse motivo, o autor a carta aos Hebreus escreveu: “por isso devemos prestar mais atenção nas verdades que temos ouvido, para não nos desviarmos delas” (Hb 2.1).

Tiago diz que alguém que se afastar da verdade e enveredar-se no pecado está na morte eterna. Além de colocar tal pessoa diante de Deus por nossas orações, Tiago diz também que quem fizer com que essa pessoa retorne ao bom cainho, tirará essa pessoa da morte eterna e fará com que seus pecados sejam perdoados.

Em sua exortação aos que se afastaram da verdade e que estão longe do Senhor (Mc 9.42-50), Jesus diz: “... se o sal perder o gosto, como é que vocês poderão lhe dar gosto de novo? ...” (Mc 9.50). Por isso, Jesus aconselha “tenham sal em vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros” (Mc 9.50).

Se relembrarmos o sermão do Morte (Mt 5 -7), ouvimos Jesus dizendo por essas palavras que os cristãos são o sal de Deus e salgam o mundo (Mt 5.13). Salgamos o mundo com nossas orações. Salgamos os afastados da verdade, quando falamos deles ao Pai celestial.

Precisamos ajudar os que se desviaram da verdade! Ela precisa voltar, para ser salva da morte, receber perdão, vida e salvação. Amém!

 

Edson Ronaldo Tressmann

Bom tempo para oração!

26 de setembro de 2021

Salmo 104.27-35; Números 11.4-6,10-16,24-29; Tiago 5.13-20; Marcos 9.38-50

Texto:  Tiago 5.17-18

Tema: Bom tempo pela oração!

 

Creditamos o bom tempo, a boa colheita, as inovações tecnológicas. Tudo isso, é motivo de louvarmos a Deus. No entanto, é preciso orar pelo tempo.

Tiago cita o exemplo de Elias, um ser humano comum como todos nós, mas sua oração fervorosa, ficou sem chover 3 anos e seis meses. (1Rs 17.1).

Israel havia se afastado de Deus e em confronto com o Rei, o povo e os profetas de Baal, Elias orou para mostrar que Deus ainda era Deus e que ele governa todas as coisas. Após o grande período de seca, Elias orou, e choveu e a terra deu as suas colheitas.

As pessoas não estão usando o maior poder que Deus lhes coloca as mãos, a oração.

Não oramos pela produção, pela fertilidade da terra, pela chuva, pelo meio ambiente.

Assim como Elias orou fundamentado na promessa de Deus (1Rs 18.1), podemos nós orar, pois recebemos uma promessa de Deus: “...Enquanto o mundo existir, sempre haverá semeadura e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” (Gn 8.22).

Oramos por causa das promessas de Deus. E muitas são as suas promessas relacionadas a oração, por isso, “orem sempre” (1Ts 5.17). O Deus que nos convida a orar, é aquele que nos ouve e promete nos atender. Amém

Edson Ronaldo Tressmann

Orem sempre!

 26 de setembro de 2021

Salmo 104.27-35; Números 11.4-6,10-16,24-29; Tiago 5.13-20; Marcos 9.38-50

Texto: Tg 5.14-16

Tema: Orem sempre!

 

Tiago, irmão do Senhor Jesus, escreveu uma carta que convida os que creem a prática da fé.

Dentro dessa prática, convida o cristão sofredor a orar e o cristão que já recebeu a bênção de sair do sofrimento a cantar louvores (Tg 5.13). Entre as práticas da fé, Tiago enumera algumas atitudes que tem causado muitos atritos entre pastores e congregados. Ouçamos com atenção as recomendações: “Se algum de vocês estiver doente, que chame os presbíteros da igreja, para que façam oração e ponham azeite na cabeça dessa pessoa em nome do Senhor” (Tg 5.14). “Essa oração, feita com fé, salvará a pessoa doente. O Senhor lhe dará saúde e perdoará os pecados que tiver cometido” (Tg 5.15). “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e façam oração uns pelos outros, para que vocês sejam curados. A oração de uma pessoa obediente a Deus tem muito poder” (Tg 5.16).

1 - Doente – chame os presbíteros para que orem, coloquem azeite na cabeça.

2 – Doente – ao chamar os presbíteros, aproveite e confesse seus pecados e orem;

Qualquer doença traz solidão. Nessa situação é comum que a pessoa fique queixosa e passe a reclamar de muitas coisas, inclusive do pastor que não lhe visitou. Tiago aconselha que o próprio enfermo cristão, tome a iniciativa: “chame os presbíteros da igreja”.

Se a tendência do enfermo é ficar resmungando e dizendo que ninguém o vem visitar, Tiago recomenda que o enfermo chame os presbíteros com a mesma naturalidade que chamam um médico.

Por que chamar os presbíteros da igreja?

Jesus concedeu uma importância especial à visita a enfermos e concedeu à oração conjunta uma promessa especial (Mt 25.36; 18.19).

E na visita aos enfermos há 3 recomendações importantes de Tiago: ore na fé em Jesus, derrame uma unção de óleo, confesse os pecados.

A visita ao enfermo não visa somente a cura do doente. O desejo de Deus é que o enfermo sinta o amor e a presença de Deus. A visita ao enfermo é uma excelente oportunidade para que o doente veja sua situação diante de Deus, confesse seus pecados e receba o bálsamo do perdão.

A unção com óleo, na época era um remédio caseiro contra doença e contusão (Lc 10.34). Contudo, “azeite em nome do Senhor” na Escritura sempre representa um sinal para o Espírito Santo (Êx 29.7; Nm 32.25; 1Sm 9.16; 10.1; 16.12). Simbolizando assim que o Espírito Santo concede força (Rm 15.13; 1Co 2.4; 2Tm 1.7), começando pelo íntimo e chegando ao físico. E em tantas outras partes da Escritura encontramos a cura sem a unção com óleo e com a imposição de mãos (At 5.12; 14.3; 19.11). É preciso destacar que o ponto não está no óleo, nem nas mãos, mas na oração em nome do Senhor, pois no verso 15, ouvimos as palavras de Tiago: “Essa oração, feita com fé, salvará a pessoa doente. O Senhor lhe dará saúde e perdoará os pecados que tiver cometido” (Tg 5.15).

A oração feita com fé significa que está fundamentada na fé no Senhor a quem se ora. É a oração feita por alguém que crê em Cristo, que está na comunhão dos santos, e que confia naquele a quem ora. Essa oração feita com fé, salvará a pessoa doente. Mas, além da cura física, Deus dá o que mais a pessoa precisa: perdão dos pecados.

Se a doença traz solidão e acusação dos pecados – na doença, junto ao presbítero, haverá possibilidade de confissão e perdão.

Na angústia da doença, a pessoa se desnuda. A pessoa já não quer mais preservar a sua imagem. Tudo o que ela deseja é consolo e esse está no perdão. Ela diz coisas que não diria em outra situação. Tenho vivido momentos maravilhosos com pessoas no leito da morte. Momento de confissão, perdão e oração.

É interessante a ligação que Tiago faz entre doença e pecado (vv. 15 e 16). Nem toda doença é devido a um pecado pessoal, afinal, só há doença por causa do pecado, da natureza pecaminosa, resultado da queda em pecado. Sabendo disso, Tiago recomenda que se chame o presbítero (responsável pelo ensino). Já que o doente está impossibilitado de ir à igreja, chame o pastor.

Sempre brinco com as pessoas que muitos acham que o pastor é bruxo. Pensam que ele tem bola de cristal e consegue por si só saber quem está precisando. Avisem! Chamem!

Muitas vezes, a pessoa quando doente quer falar alguma coisa que pesa sobre a mesma. Quando ficamos doentes é comum querer saber o pôr que. E muitas vezes, as pessoas sobrecarregam a sua consciência com algum pecado cometido e precisam confessar seu pecado e ouvir a boa nova do perdão. Observe que pecado privado, requer confissão privada. Pecado público, requer confissão pública.

Tanto a imposição de mãos, bem como a unção de óleo são símbolos da ação de Deus. Não é que a mão de determinada pessoa ou o óleo de determinada demonização é mais poderoso. A recomendação da oração vem de Deus. Ele prometeu ouvir e atender as orações a seu modo e tempo. Todo o poder é dele e todo louvor precisam ser a ele.

Orar pelo tempo! (vv.17-18)

Creditamos o bom tempo, a boa colheita, as inovações tecnológicas. Tudo isso, é motivo de louvarmos a Deus. No entanto, é preciso orar pelo tempo.

Tiago cita o exemplo de Elias, um ser humano comum como todos nós, mas sua oração fervorosa, ficou sem chover 3 anos e seis meses. (1Rs 17.1).

Israel havia se afastado de Deus e em confronto com o Rei, o povo e os profetas de Baal, Elias orou para mostrar que Deus ainda era Deus e que ele governa todas as coisas. Após o grande período de seca, Elias orou, e choveu e a terra deu as suas colheitas.

As pessoas não estão usando o maior poder que Deus lhes coloca as mãos, a oração.

Não oramos pela produção, pela fertilidade da terra, pela chuva, pelo meio ambiente.

Assim como Elias orou fundamentado na promessa de Deus (1Rs 18.1), podemos nós orar, pois recebemos uma promessa de Deus: “...Enquanto o mundo existir, sempre haverá semeadura e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” (Gn 8.22).

Oramos por causa das promessas de Deus. E muitas são as suas promessas relacionadas a oração, por isso, “orem sempre” (1Ts 5.17).

Tiago termina sua carta falando sobre o maior de todos os perigos que corremos – afastar-se da verdade.

Paulo escreve aos Gálatas dizendo que é preciso falar de Deus para um desviado (Gl 6.1) e, Tiago escreve dizendo que é preciso falar do desviado para Deus (Tg 5.19).

O maior risco é se afastar da verdade. Assim como falado na semana passada, a sabedoria desse mundo se opõe a sabedoria de Deus, que é Cristo, por esse motivo, o autor a carta aos Hebreus escreveu: “por isso devemos prestar mais atenção nas verdades que temos ouvido, para não nos desviarmos delas” (Hb 2.1).

Tiago diz que alguém que se afastar da verdade e enveredar-se no pecado está na morte eterna. E quem fizer com que essa pessoa retorne, tirará essa pessoa da morte eterna e fará com que seus pecados sejam perdoados.

Em sua exortação aos que se afastaram da verdade e que estão longe do Senhor (Mc 9.42-50), Jesus diz: “... se o sal perder o gosto, como é que vocês poderão lhe dar gosto de novo? ...” (Mc 9.50). Por isso, Jesus aconselha “tenham sal em vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros” (Mc 9.50).

Se relembrarmos o sermão do Monte (Mt 5 -7), ouvimos Jesus dizendo por essas palavras que os cristãos são o sal de Deus e salgam o mundo (Mt 5.13). Salgamos o mundo com nossas orações. Salgamos os afastados da verdade, quando falamos deles ao Pai celestial.

Precisamos ajudar os que se desviaram da verdade! Ela precisa voltar, para ser salvo da morte, receber perdão, vida e salvação.

Tiago termina sua carta falando de oração. Oração pelos que sofrem, pelos enfermos, e cuidado e restauração aos que se desviaram da verdade.

 

Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

A oposição sobre a verdade!

 19 de setembro de 2021

Salmo 54; Jeremias 11.18-20; Tiago 3.13-4.10; Marcos 9.30-37

Texto: Jr 11.18-20

Tema: A oposição sobre a verdade!

 

O profeta Jeremias nasceu na cidade de Anatote, 626 anos antes do nascimento de Cristo. É conhecido como o profeta chorão. Foi o profeta que mais sofreu, devido ao afastamento e rebeldia do povo de Deus. O povo que havia sido escolhido por Deus, agora, após muitos anos da libertação da escravidão do Egito e instalados e ricos na terra prometida, voltou-se a outros deuses, em especial Baal. O povo de Deus violou a aliança que Deus havia feito com eles.

O profeta Jeremias foi enviado para repreender o povo afastado e rebelde. Jeremias advertiu, aconselhou, enfrentou governantes e falsos sacerdotes. Jeremias foi um pregador fiel. Mas, como a verdade sempre sofre oposição, assim foi com Jeremias. Ele foi ridicularizado, ignorado, passou fome, foi ameaçado e amaldiçoado.

O profeta Jeremias é um exemplo de dificuldades e perigos que um profeta de Deus enfrenta em meio a um povo rebelde e afastado de Deus. Ao mesmo tempo, Jeremias é um exemplo de que apesar de todas as adversidades, o apego a Deus é fortaleza, força e motivação para continuar servindo com fidelidade.

Deus disse ao profeta Jeremias tudo o que seus inimigos estavam tramando contra o profeta. Deus trouxe orientação, ânimo e conforto a esse profeta.

Jeremias resistiu diante desse povo rebelde e desobediente apegado à Palavra de Deus. Deus era seu orientador, confortador e animador numa situação em que a melhor alternativa seria desistir.

O apostolo Tiago adverte (Tg 3.1-12) sobre o oficio do ensino. Cada pregador tem uma enorme responsabilidade no ensino e na proclamação da Palavra de Deus. E por se tratar da Palavra de Deus, cada pregador está sujeito à rejeição, humilhação, zombaria e perseguição.

Tenho observado muitos colegas pastores desanimados, deprimidos, angustiados. Muitos estão sofrendo e não encontram respostas para suas dúvidas e inquietações. Sempre comento com a minha esposa que estou preocupadíssimo com a relação eclesiástica – pastore congregados. Pois se pastores estão pensando em desistir é porque estão sofrendo nas mãos de um povo que não é qualquer povo, mas o povo de Deus.

O que fazer?

Apegar-se, tanto o pastor quanto congregação, à Palavra de Deus.

O apostolo Tiago recomenda: “limpem os vossos corações” (Tg 4.8). Entendo que, ao pronunciar isso, um pastor deprimido, angustiado, humilhado, será ainda mais oprimido. Mas, não se pode calar. É necessário advertir, afinal, Jesus deixa claro em sua explicação aos mandamentos: “Faze isto e viverás” (Lc 10.28) e o apostolo admoesta: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará” (Ef 5.14).

Quem de nós consegue cumprir tais exigências? É possível limpar o coração? Fazer e viver? Despertar do sono? Ninguém é capaz.

É o mesmo quando um credor exige pagamento, mas o devedor não tem condições de efetuar o pagamento. O credor sabe que o devedor está sem trabalho, sem dinheiro, mas o cobra, pois sabe que o devedor foi displicente e, além de tudo, vaidoso e presunçoso. Quando o credor cobra a dívida atrasada, mesmo sabendo que não há condição para tal, o credor deseja humilhá-lo e fazer com que o devedor abandone o seu orgulho.

Queridos.

Não tenhamos a mesma atitude que teve o povo rebelde e desobediente. Eles queriam silenciar Jeremias. Nem se deram conta de que silenciando o profeta, estariam silenciando a Palavra de Deus e sem a Palavra de Deus, estariam se perdendo.

Quando Deus em sua Palavra nos cobra para que limpemos o coração, cumpramos a lei para vivermos e acordemos da sonolência, o faz para mostrar e provar para mim que eu não posso cumprir as minhas obrigações. E tendo me humilhado, apresenta-se a mim com seu doce evangelho restaurador.

No evangelho restaurador, onde Deus, mesmo o povo sendo rebelde e desobediente, vem ao nosso encontro para através dele nos motivar, animar a servi-lo com fidelidade.

Deus foi ao encontro de Jeremias com sua Palavra.

Deus continua vindo ao nosso encontro com a sua Palavra.

Como está o nosso ouvir? Lembre-se: santificar o dia do descanso é mais do que um mero costume de ir à igreja. Santificar o dia do descanso é ouvir, estudar, meditar na Palavra de Deus. Uma palavra que conforta, anima e orienta.

Se o profeta Jeremias não tivesse dado atenção a Palavra de Deus e tivesse agido como o povo, virado as costas, não teria encontrado ânimo, força e motivação para continuar na missão de Deus.

Continuar com as costas viradas para Deus é continuar enfrentando o problema que queremos derrotar e não o derrotaremos.

Limpem o vosso coração, façam e vivam, acordem da sonolência!

Eu não consigo!

Diante disso, Jesus ensinou e ensina que só uma coisa é necessária (Lc 10.38-42), dar ouvidos à Palavra de Deus. Deus age pela sua Palavra. Pela Palavra Deus oferece e dá a fé.

Vamos parar de resistir a graça de Deus. A chama ardente que o corrói por dentro, se deve ao fato de que se reconhece o pecado. Não apague essa chama com pensamentos ou com coisas fugazes. O evangelho transformador, a água viva, apagará essas chamas e transformará você gradativamente.

Tantos se perderam eternamente ao longo da história da humanidade por não darem ouvidos a Palavra de Deus. Não faça parte dessa estatística. Ouça o que Deus lhe diz. E tudo o que Deus nos diz está resumido em seu Filho Jesus Cristo, aquele que tornou e torna possível a limpeza do nosso coração, o fazer e viver e o acordar da sonolência. Amém!

ERT

Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Oficio do ensino! (Tg 3.1-12)

 12 de setembro de 2021

Salmo116.1-9; Isaías 50.4-10; Tiago3.1-12; Marcos 9.14-29

Texto: Tg 3.1-12

Tema: Oficio do ensino!

 

O apóstolo Tiago me adverte nesse trecho da epístola (Tg 3.1-12). A advertência é sobre o oficio do ensino.

Os mestres exerciam um importante papel na vida da igreja primitiva. A sociedade da época era composta em sua maioria por analfabetos, assim, o ensino dado por um mestre era muito bem-vindo. Esse suposto mestre poderia fazer uso de seu conhecimento para enganar as pessoas e leva-las a perdição.

A tarefa crucial do mestre era transmitir a doutrina cristã de maneira correta, para que a pessoa não incorresse em desvio do certo para o errado.

Tiago sabia do perigo que as comunidades corriam e correm diante dos falsos mestres e por isso fez e faz o alerta: “sabendo que havemos de receber maior juízo”.

Essa advertência mostra que há uma enorme responsabilidade e seriedade no ministério do ensino.

A tarefa do ensino envolve falar e o falar está corrompido pela língua. O poder da língua mostra que cada mestre está suscetível ao erro.

O mestre precisa levar em consideração a seriedade do seu chamado, a seriedade do ministério que não lhe pertence, mas é uma graça concedida por Deus.

Quando Tiago exorta os mestres, anunciando que “hão de receber maior juízo”, está alertando quanto à seriedade do exercício do ministério do ensino. Ninguém deve ingressar no ministério da pregação por motivo frívolo ou egoísta. O ministério não é para honra pessoal.

Quando o apostolo Tiago chama atenção sobre o poder da língua, está exortando sobre o perigo que um falso ensino pode causar na vida de uma pessoa. O falso ensino é tão perigoso que pode contaminar uma pessoa. Quando a língua contamina uma pessoa, está realizando o oposto da fé. E esse é o perigo do mau uso da língua, contaminar, fazer alguém se perder por causa de um falso ensino.

Por dia surgem 12 novas igrejas no Brasil, contando apenas aquelas com registros. É uma bênção de Deus termos esse registro, mas a questão é: os pregadores tem noção da responsabilidade que possuem diante do ensino da Palavra de Deus?

A igreja ainda está entre as instituições mais confiáveis, atrás das forças armadas e OAB. Na época em que Tiago escreve a carta, os mestres estavam entre os mais confiáveis, atrás dos apóstolos e profetas.

Muitos buscavam e queriam serem mestres devido a confiabilidade. Buscava-se aproveitar desse prestigio (Mt 23.2-8).

O apostolo Tiago exorta para que cada um considere a responsabilidade do ministério do ensino. Tiago não quer desencorajar ninguém, apenas deseja que os mestres analisem o ensino que não lhes pertence e que considerem as ovelhas pelas quais não deram a vida. Amém!

ERT

Edson Ronaldo TREssmann

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Que todo meu ser louve ao Senhor!

 05 de setembro 2021

Salmo 146; Isaías 35.4-7; Tiago2.1-10,14-18; Marcos 7.31-37

Texto: Sl 146

Tema: Que todo meu ser louve ao Senhor.

 

O mundo está dividido entre os evolucionistas e os criacionistas. Seja na área acadêmica ou religiosa, há essas duas correntes de pensamento e crença.

Sou feliz e esperançoso por crer no Deus que criou e tudo mantêm. Essa minha felicidade resulta no louvor.

Louvo por ser e estar feliz em Deus. Um Deus que está além de todas as coisas.

Os salmos146 ao 150, iniciam com a expressão aleluia. Aleluia – louva ao Senhor. Esse louvor é início, meio e fim.

Deus é Deus da história e da criação.

Moisés em Dt 4.39 destaca que não há outro Deus verdadeiro. Não existe nada sem Deus. Ao abrir sua boca, tudo passou a existir e pela sua Palavra mantêm todas as coisas. Nada existiria sem Deus abrir a boca, e meu louvor não existiria se Deus não abrisse a boca e pela sua Palavra me colocasse na fé. Infelizmente há quem defenda ideologias evolucionistas e assim ignoram o Deus criador e mantenedor de todas as coisas.

O profeta Jeremias disse que Deus é a verdade (Jr 10.10). Pilatos perguntou sobre a verdade. Se ele tivesse tido a chance de ter ouvido assim como ouvimos e cremos no que disse Jesus: eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6). Fora de Deus não há vida, verdade e vida. Fora de Deus, por mais sorrisos, não há felicidade. Fora de Deus, mesmo que otimista, não há esperança.

Crer no Deus criador e Senhor da história nos fornece oportunidade de saber que tudo está bem, mesmo parecendo ruim (escravidão, caminhada pelo deserto, exilio).

Confessar que Deus é Senhor (Yahweh) é estar certo do cuidado de Deus, pois o SENHOR representa justiça. E a justiça é a misericórdia de Deus.

Louvar a Deus é reconhecer que não estamos abandonados. Aleluia! Que todo o meu ser te louve, ó Senhor!

ERT

Edson Ronaldo TREssmann

Unção com óleo!

  26 de setembro de 2021 Salmo 104.27-35; Números 11.4-6,10-16,24-29; Tiago 5.13-20; Marcos 9.38-50 Texto: Tiago 5.14 Tema: Unção com ...