segunda-feira, 7 de junho de 2021

Vivemos pela fé e não pelo que vemos (2Co 5.7)

 13 de junho de 2021

Salmo 1; Ezequiel 17.22-24; 2Coríntios 5.1-10; Marcos 4.26-34

Texto: 2Co 5.1-10

Tema:vivemos pela fé e não pelo que vemos” (2Co 5.7)

 

Crescimento desenfreado do ateísmo nas suas mais variadas ramificações causa espanto e muitos têm deixado de testemunhar, julgando que o evangelho não terá mais força diante dessa avalanche de descrentes e não praticantes do evangelho.

O apostolo Paulo viveu numa época tão assustadora como a nossa. Num contexto onde os gnósticos, filosofia grega e romana desprezavam o corpo e valorizavam a alma (espírito), o apostolo Paulo fez uma confissão sobre a ressurreição e a transformação dos vivos quando Jesus voltar.

Para que os coríntios entendam sua argumentação, Paulo usa duas figuras de linguagem. Ele fala sobre barraca, casa e vestimenta. E nós aqui em Querência entendemos perfeitamente o que é viver numa barraca.

Paulo tinha como ofício fabricar tendas (Atos 18.3) e usa a comparação do corpo humano, enquanto nesse mundo, a uma tenda. Devido à natureza pecaminosa, o ser humano nesse mundo é frágil e por essa fragilidade, o corpo humano está sujeito ao sofrimento, doença e morte. Quem de nós nunca ficou doente? Sofreu? Enterrou algum ente querido?

Como simples barracas nesse mundo, somos frágeis e sujeitos a qualquer tipo de sofrimento e tribulação. Enquanto a filosofia, o gnosticismo e as seitas, ignoravam a ressurreição, por desprezarem o corpo e, atualmente ignoram a ressurreição por ignorarem o espírito, Paulo testemunha com palavras inspiradas pelo Espírito Santo que “de fato, nós sabemos que, quando for destruída esta barraca em que vivemos, que é o nosso corpo aqui na terra, Deus nos dará, para morarmos nela, uma casa no céu. ...” (2Co 5.1).

Paulo se diz sabedor da ressurreição e da transformação do corpo. Aos coríntios escreveu: “Escutem bem este segredo: nem todos vamos morrer , mas todos nós vamos ser transformados, num instante, num abrir e fechar de olhos, quando tocar a última trombeta. Ela tocará, os mortos serão ressuscitados como seres imortais, e todos nós seremos transformados. Pois este corpo mortal precisa se vestir com o que é imortal; este corpo que vai morrer precisa se vestir com o que não pode morrer. Assim, quando este corpo mortal se vestir com o que é imortal, quando este corpo que morre se vestir com o que não pode morrer, então acontecerá o que as Escrituras Sagradas dizem: “A morte está destruída! A vitória é completa!”. Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu poder de ferir?” O que dá à morte o poder de ferir é o pecado, e o que dá ao pecado o poder de ferir é a lei. Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo!” (1Co 15.51-57).

Ainda estamos aqui no mundo, por isso “gememos” (2Co 5.2), sofremos. Por mais que os coríntios quisessem ignorar, por mais que a filosofia com seu argumentos quisesse negar, por causa do pecado, nesse mundo enfrentamos a dor, o sofrimento, a tribulação. Ao dizer que o gemido se deve ao fato de sermos uma barraca, por sermos frágeis e sujeitos as intempéries desse mundo, o apostolo ressalta que o gemido não se deve ao fato de querer se livrar do corpo, mas, por saber que mesmo ante a esse gemido, vamos receber um corpo glorioso (2Co 5.4).

O apostolo Paulo está dizendo que, enquanto, as pessoas ignoram os sofrimentos e tribulações, e ficam se queixando pelos mesmos, o que vive pela fé, diante do sofrimento, também geme, mas, certo da casa que Deus lhe preparou em Jesus (2Co 5.4). A glória do cristão não está no aqui e agora, pois, enquanto gememos por causa dos sofrimentos nesse mundo aos quais estamos sujeitos, nosso desejo é de nos mudar para nossa nova casa no céu (2Co 5.2).

Por mais que o apostolo saiba que devido a vida eterna, morrer é lucro (Fp 1.21), ele não quer morrer. Não fala sobre isso aos coríntios. Ele fala sobre a segunda vinda Jesus. Paulo diz que mesmo diante do sofrimento, imposto a ele, por ser uma barraca, ele vive na expectativa da volta de Cristo, por isso diz que “gostaria de se mudar...” (2Co 5.2).

Milhares de pessoas têm perdido de vista o fato, a certeza de que Jesus voltará. Pessoas dizem que a única certeza dessa vida é a morte. No entanto, o apostolo Paulo apresenta que a única certeza é a volta de Jesus. E quando ele voltar, os mortos irão ressuscitar e os vivos receberão o corpo celestial (2Co 5.4).

O apostolo fala ainda que Deus nos preparou para essa mudança (2Co 5.5). A mudança do corpo corruptível para o incorruptível, do corpo mortal para o imortal, da barraca para a casa celestial. Essa é uma expectativa que Deus colocou nos seus. Desde que Adão e Eva foram expulsos do Éden, o homem deseja voltar para o Éden. Essa expectativa vem do Espírito, que nos tirou das trevas para a maravilhosa luz, que nos regenerou.

Esse Espírito é como um cheque pré-datado com saldo em conta para sua quitação. Esse Espírito nos dá a certeza de que a dívida já teve sua parcela paga e que iremos receber o que temos para receber. O Espírito Santo é a nossa garantia de que deixaremos essa barraca e entraremos na casa celestial.

Para a igreja secularizada o apostolo escreve: “porque vivemos pela fé e não pelo que vemos” (2Co 5.7).

O apostolo Paulo sempre viveu no limiar da morte. Ele sofreu prisões, apanhou, teve que fugir as presas, foi mordido por cobra, passou por naufrágios, passou fome e falta de vestimenta. Mas, não se abalou, pois não perdeu de vista a eternidade, por isso “estava muito animado e gostaria de deixar a barraca e ir morar na casa celestial” (2Co 5.8).

Querido irmão e irmã em Jesus. Por mais que temos a certeza da nossa casa celestial, por mais que sabemos que a nossa glória está no céu, não podemos ignorar a vida de boas obras. O cristão é salvo pela fé, mas recompensado pelas boas obras que provém da fé.

Estamos no caminho do céu e do juízo. Chegará o dia em que iremos sentar no tribunal divino. E nesse tribunal, ouviremos a sentença da salvação baseada na fé e receberemos a recompensa de acordo com nossas obras. Não há fé calada e não há fé sem obras. Não estamos caminhando para o nada, caminhamos para o começo. Amém!

ERT

Edson Ronaldo TREssmann

terça-feira, 1 de junho de 2021

Resultado dos olhos abertos para o pecado!

 06 de junho2021

Salmo 130; Gênesis 3.8-15; 2Coríntios 4.13-5.1; Marcos 3.20-35

Texto: Gn 3.8-15

Tema: Resultado de ter aberto os olhos para o pecado!

 

Satanás, por meio da serpente (cobra), tenta a fé e afasta da Palavra. Eva transgrediu depois de ser convencida, em oposição à Palavra de Deus, que não morreria, mas, apenas seus olhos seriam abertos. No entanto, seus olhos só foram abertos para verem o grande mal que haviam feito. E diante disso, o homem e a mulher se veem desesperados (Gn 3.7, 8 esconderam, 10, 12, 13).

Esse é o grande objetivo do diabo, que o ser humano se encontre em total desespero.

Toda pessoa, seja cristão ou ateu, sabe que matar é pecado. Mas, o cristão quando acaba matando sente o assassinato de maneiro diferente. Por que? A lei de Deus o acusa.

Homem e mulher, tiveram seus olhos para abertos para essa acusação da lei.

Sentiram vergonha e perceberam que estavam nus – eles perderam a justiça original. Deixaram de ver Deus como vinham antes. Deus tornou-se um inimigo. O que antes da queda era natural: amar a Deus, crer em Deus, conhecer a Deus, louvar a Deus, ... foi perdido na queda. A queda fez e faz o homem não querer nada com Deus, nem sequer ter momento de comunhão (v.8).

O ser humano após a queda deseja estar e viver longe de Deus. Dessa forma, digo que esse momento (reunidos em comunhão na fé é um dos maiores milagres que vivenciamos).

A vergonha da nudez atesta que o coração perdeu a confiança em Deus, coisa que tinham antes do pecado. Adão e Eva perderam a confiança em Deus, e o coração está cheio de desconfiança, medo e vergonha.

Gn 3.8 – que sensação terrível causada pelo pecado. Medo e pavor. Por que medo? Eles reconheceram que erraram comendo o fruto proibido. Logo pensaram: “Deus vem nos punir”. Não é assim, quando nós cometemos um pecado? Note que é dia. Agora imaginem se Deus tivesse vindo a noite?

Este pavor em plena luz do dia, mostra que o conhecimento do bem e do mal, fez com que Adão e Eva perdessem a fé e a certeza da bondade de Deus. Será que Lv 26.36 foi escrito por causa desse pavor decorrente do pecado e como lembrança desse episódio pós queda? Esse pavor e medo é decorrente do pecado original, que nasceu conosco, implantado pelos pais.

Gn 3.9onde estás? Ou, como transmite o termo hebraico: Qual é a sua situação longe de mim? Uma descrição do julgamento. Vocês foram enganados, agora irão conhecer o lado que não queria que conhecessem (v. 14,16-19).

Interessante notar que o texto indica que Deus chama só Adão. Por que? Ele foi a única pessoa a quem Deus falou no sexto dia sobre a árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.16-17). Deus o interroga para que o homem se convença do que fez. Mas, não é isso o que acontece (Gn 3.10).

Gn 3.10 – aqui vemos mais um resultado da queda em pecado. Se antes (Gn 2.15-16; 2. 21-22), Adão não ficou com medo, e nem se envergonhou por estar nu (confiava em Deus), agora se mostra perdido. Adão não põe a culpa no pecado, mas no fato de ter ouvido a voz do Senhor.

Aqui observamos a tentativa de Adão em culpar a Deus. Se você tivesse ficado quieto, eu não teria me assustado e nem me escondido. Outra coisa, se não tivesses me criado nu, não teria nenhum problema, a culpa é sua em ter me criado assim.

Gn 3.11 – Deus diz a Adão que o problema não era a nudez, nem a sua voz, mas a acusação da consciência por ter comido o fruto do conhecimento do bem e do mal. Assim, Adão rapidamente reconhece que havia cometido um grave pecado: desobedecido a Deus.

Deus teve que dizer o que Adão não queria dizer e iria negar até o fim. Por isso, preferiu novamente colocar a culpa em Deus (Gn 3.12). Quando algo dá errado em nossa vida – um divórcio. Deus quis assim! É a nossa afirmação. Deus não quis e não quer. Nós é que queremos fugir e negar a nossa culpa.

As palavras: quem te fez saber que estavas nu ... mostra o amor de Deus pelo ser humano.

Gn 3.12 – Adão ao invés de confessar o seu pecado, simplesmente não o faz. Ele prefere tentar encobrir seu pecado. Mesmo que a consciência já o tenha culpado e mostrado seu pecado, prefere não admiti-lo para Deus. Adão quer ser puro e inocente colocando a culpa em outro. Adão estava com medo de morrer, pois, essa era a punição da desobediência (Gn 2.17).

A frase: a mulher, que me deste está cheia de ódio e ressentimento contra Deus. Poderia ter me deixado sozinho.

Nesse sentido lembro sempre que não podemos exclamar: Deus quis assim. Um exemplo: o motorista em alta velocidade, acima do limite da pista, capota e morre. Deus quis assim. A pergunta a ser feita é: Por que desobedeceu a ordem?

O fato é que Eva não fica longe da postura de Adão, Gn 3.13. Eva busca se desculpar colocando a culpa em Deus. A cobra era criatura de Deus. E ainda, era muito sagaz.

O ser humano, desde a queda, não quer reconhecer o pecado, não quer ser punido pelo pecado por isso vive fugindo. Ele sempre terá uma defesa para a culpa do seu pecado.

Os escritores bíblicos, inspirados pelo Espírito Santo, escreveram várias passagens fundamentados nesse episódio da queda (Pv 28.1-2; Is 57.20; 48.22; 49.23; Hc 2.4). O próprio Jesus disse com base no relato da queda, João 3.20.

O ser humano pecador não quer ser tirado da treva e trazido a luz, ele sempre estará atrás de uma folha de figueira.

Antes de prosseguir é preciso ler 1Tm 2.13. Adão preferiu o amor de Eva do que o amor de Deus. Se Eva não morreu logo após comer do fruto, o Senhor não os puniria como havia dito. E Deus não chama a serpente e pergunta: porque fizeste isso. Deus já sabia o causador.

Os versos 8 a 13 são palavras que mostram a averiguação dos fatos e o julgamento. Os versos 14 a 24 a sentença e sua execução.

Gn 3.14 – Aqui, mesmo que o texto diga que Deus está falando com a serpente, ele na verdade fala com o diabo que induziu a serpente. O castigo da serpente é o castigo a satanás.

Gn 3.15 – Embora o ser humano tenha caído, a punição dele é diferente. Deus condena o diabo na frente de Adão e Eva para que vejam que a situação deles é melhor e ao mesmo tempo respirem aliviados diante do inimigo que os fez cair. O que é imposto ao diabo é intolerável.

E ele esmagou a cabeça da serpente – Rm 4.25; Jo 1.29; Sl 68.21.

O que é imposto ao homem e a mulher é tolerável (v. 16-19).

Aplicações práticas

1 infectados pelo vírus do pecado original

2 Perdemos a justiça original. Por isso somos medrosos e desconfiados de Deus.

3 Por causa da queda e da fuga de Deus, o pecado vai estragando tudo (Rm 7.13).

4 A natureza do pecado é fuga de Deus. Quanto mais a pessoa está longe, mais longe quer ficar.

A expressão onde estás pode também ser entendida como acha que não te vejo. Ninguém está escondido de Deus. Deus mostra um dos seus atributos (onisciência, onipotência e onipresença).

5 O pecador sempre se condena com suas desculpas diante de Deus. Eles querem se defender (v.10). Fugi por ter ouvido a sua voz.

6 Sem o chamado de Deus, as pessoas continuarão a fugir de Deus.

7 Quando alguém desmascara nosso pecado, ficamos irados, assim como Adão, colocamos a culpa na pessoa que abriu a boca.

8 A queda em pecado nos faz sentir má consciência em relação a nudez. O casamento é um pedaço do paraíso pelo fato de homem e mulher estarem nus e não sentirem vergonha um do outro. O problema é o pecado que nos faz observar aquela estria, aquela gordurinha, etc ...

9 A natureza do pecado não nos leva a Deus, mas nos faz fugir dele. Por experiência própria, tenho observado que quando as pessoas se afastam da igreja, elas na verdade, estão fugindo de algum pecado que preferem não confessar e nem admitir diante de Deus. A culpa não é do pecado, mas da voz que chama ao arrependimento.

10 O pecado nunca tem fim. Um é feito para encobrir o outro.

11 - As pessoas preferem não reconhecer seu pecado, preferem colocar a culpa em Deus, alegando o por que Ele permitiu que Adão e Eva pecassem.

12Deus não abandona o ser humano em seu pecado. Vai em busca dele para o salvar.

Amém

ERT

Edson Ronaldo TREssmann

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Mundo amado!

 30 de Maio de 2021

Domingo da Santíssima Trindade

Salmo 29; Isaías 6.1-8; Atos 2.14ª,22-36; João 3.1-17

João 3.16

Mundo amado!

 

Quem melhor definiu o texto de João 3.16 foi Lutero que o descreveu como sendo evangelho em miniatura. Outro escritor descreveu João 3.16 como um evangelho no evangelho.

Para Nicodemos, fariseu, orgulhoso de suas realizações pessoais e julgando Jesus como sendo um mestre fariseu, e que estava tão próximo de Deus que Deus realizava coisas por ele, Jesus diz que Deus ama o mundo tão intensamente, tão incompreensivelmente, tão profundamente e poderosamente, que muitos não conseguem, assim como os fariseus ver o agir de Deus no alto da cruz.

Deus não ama o mundo por ser bonzinho. Deus ama o mundo apesar de ser hostil e pervertido (Jo 1.5,10). Jesus se fez maldição no lugar do pecador maldito (Gl 3.13). O Filho foi dado, abandonado na cruz para que os filhos rebeldes e desobedientes fossem salvos.

É maravilhoso saber que Jesus ama o mundo, afinal, eu faço parte desse mundo. Nasci inimigo de Deus, e agora, pelo poder do Espírito Santo, pela fé sou filho e amigo de Deus.

Deus ama o mundo e enviou seu Filho para morrer por esse mundo. Por mais que esse mundo seja amado por Deus, nem  todos serão salvos. Por amor, Deus enviou seu Filho amado, mas, será salvo todo aquele que nEle crer. E para salvar esse mundo, o Espírito Santo age onde quer. Ele tem a escolha. O Espírito Santo age para promover a ação e obra de Jesus Cristo. O Espirito age onde quer para que haja vida.

Jesus fala sobre o novo nascimento para um homem que confiava em suas realizações e que por elas estava próximo de Deus. Mesmo sem questionamento sobre, Jesus prontamente responde que é necessário nascer de novo. Ou seja, é necessário olhar para a cruz, da mesma forma que precisavam olhar para a haste os filhos de Deus enquanto caminhavam no deserto e eram picados por serpentes (Nm 21).

Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

Todo aquele que nele crer – Para um mundo amado por Deus, o Espírito Santo sopra para que creia nesse amor e assim seja salvo.

Nesse mundo, as serpentes continuam a me morder (Nm 21), mas, o amor da cruz está a minha disposição. No deserto, ao ser picado por uma serpente, os filhos de Deus apenas esperavam morrer (Nm 21). Mas, Deus providenciou uma solução simples: olhem para a haste e assim mesmo feridos não morrerão.

Milhares de pessoas estão vivendo suas vidas como se fosse apenas um aqui e agora. Muitos estão vivendo a filosofia de que não é preciso viver, mas apenas sobreviver. E para sobreviver no aqui e agora, a cruz tornou-se algo ignorado. Como escreveu o apostolo Paulo, a cruz é loucura (1Co 1.18).

Deus amou e ama o mundo que ignora a cruz, ignora o amor de Deus em Jesus.

O mundo por mais que realize, jamais poderá aproximar-se de Deus. Deus é quem tomou a iniciativa e aproximou-se e aproxima-se do mundo. Deus amou e ama o mundo. Amém!

ERT

Edson Ronaldo TREssmann

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Sermão do Espírito Santo!

 23 de Maio Pentecostes

Salmo139.1-12; Ezequiel 37.1-14; Atos 2.1-21; João 15.26-27

Texto: Atos 2.1-21

Tema: Sermão do Espírito Santo!

 

Pentecostes é o dia do sermão do Espírito Santo.

Qual é o conteúdo do sermão do Espírito Santo?

Jesus anuncia o mesmo dizendo: “Quando, porém, vier o consolador, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que procede do Pai, esse dará testemunho de mim; e vós também testemunhareis, porque estivestes comigo desde o princípio” (Jo 15.26).

O Espírito Santo é o presente adicional do Pai e de Jesus. O Espírito Santo renovará nos corações as palavras que estou lhes falando agora e explicará plenamente. O Espírito Santo ensinará o que o mundo e Jesus significa para os discípulos. O Espírito Santo dará ânimo e força para que permaneçam e continuem em Jesus. Afinal, os discípulos por si mesmos, sem o Espírito Santo, não conseguirão lutar contra o diabo e a maldade do mundo.

O texto do evangelho de João 15.26-27 cita todas as três pessoas da trindade. Poderia ser leitura para o próximo domingo, quando a igreja cristã, celebra a santíssima Trindade, no entanto, é texto para o domingo de Pentecostes. E quão maravilhoso é, afinal, o domingo de Pentecostes celebra a vida e o ânimo que Deus tem concedido à sua igreja em todos os tempos e lugares por meio do Espírito Santo.

João capítulo 15 faz parte do sermão de despedida de Jesus (cap. 14 – 17). Em 4 capítulos, 117 versículos, o apostolo João descreve a relação entre Jesus, o Pai, o Espírito Santo e os discípulos.

Ao se despedir, Jesus dedica aos seus discípulos palavras de ensino e instrução. Dessa maneira, ao registrar as palavras: “Quando chegar o Auxiliador, o Espírito da verdade, que vem do Pai, ele falará a respeito de mim. E sou eu quem enviará esse Auxiliador a vocês da parte do Pai. E vocês também falarão a meu respeito porque estão comigo desde o começo” (Jo 15.26 – 27), o apostolo João registrou o sermão de Jesus Cristo sobre o Espírito Santo. O Espirito Santo é o paracleto – ou seja, chamado, enviado para estar junto. Num momento de despedida, Jesus garante que o Espírito Santo, é enviado da parte do Pai para estar junto aos discípulos entristecidos e aflitos. E que mesmo na despedida, se sentindo sozinhos, o Espírito Santo daria testemunho pelos discípulos a respeito de Jesus Cristo.

E se pelo discípulos, o Espírito Santo, testemunharia a respeito de Cristo, toda a perseguição ao mestre, se daria contra os seguidores de Jesus. é possível observar pelos últimos dados que 215 milhões de cristãos são perseguidos em todo o mundo. Dia 27 de maio, próximo Domingo a igreja cristã é desafiada a orar pela igreja perseguida. Cerca de 30% do mundo está em guerra. Destas, cerca de 15% são por motivos religiosos. A perseguição cristã ocorre pela violência, pressão ou ameaça.

Jesus, em seu sermão sobre o Espírito Santo, anuncia que o mesmo como sendo consolo contra o espírito mau que reina no mundo e o chama de consolador e espírito da verdade.

Se por um lado, temos a perseguição aos cristãos e que ser e permanecer cristão pode significar o mesmo que perder a vida neste mundo, por outro, em países com liberdade de religião e culto, o diabo também ataca o cristão por meio do terror aos seus pecados.

O diabo é homicida e pai da mentira. Por suas mentiras e com o objetivo de matar e destruir, aterroriza o pecador com o medo do castigo pelos seus pecados. Talvez você não faça parte da igreja perseguida por esse mundo, mas o diabo, além do mundo tem como seu aliado a nossa carne e por meio da mesma nos ataca com seus terrores e nos faz perguntar: “O que eu fiz para merecer isso?

O sermão de Jesus sobre o Espírito Santo, “Quando chegar o Auxiliador, o Espírito da verdade, que vem do Pai, ele falará a respeito de mim. E sou eu quem enviará esse Auxiliador a vocês da parte do Pai. E vocês também falarão a meu respeito porque estão comigo desde o começo” (Jo 15.26 – 27), é confortador para a igreja perseguida pelo ódio humano, bem como para os cristãos atemorizados pelo diabo pelos seus pecados.

Lembre-se: Jesus Cristo é meu por seu sofrimento, morte e ressurreição. O Espírito Santo é meu no consolo. O Pai é meu na graça. O Pai enviou e envia o Espírito Santo para que pregue a Cristo ao meu coração e o preencha com seu conforto, principalmente na perseguição, quer seja do mundo ou da nossa carne.

O diabo não dá descanso a consciência. Ele a aterroriza dia após dia. Ele faz isso interiormente mediante o pecado e o medo para com Deus. Exteriormente faz isso através da perseguição cristã.

Não se engane, pois, quando o diabo não consegue vencer interiormente através da consciência, e nem externamente por meio da perseguição, ele recorre com sua astúcia e seus artifícios a outras estratégias. Louvor hipócrita. Inculca a soberba. Faz com que pessoas sirvam com o objetivo de serem elogiadas.

O Espírito da Verdade é necessário todos os dias da nossa vida. Muitas são as armadilhas do diabo – sendo que a principal delas é afastar as pessoas da verdade que é Jesus Cristo e sua obra vicária.

Desde a queda em pecado por Adão e Eva, a igreja só sobrevive por causa do Espírito da Verdade. E esse Espírito da verdade, o enviado para estar junto ainda sobrevivemos aos ataques do Diabo e prosseguimos no testemunho a respeito de Cristo. Amém!

ERT

Edson Ronaldo TREssmann

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Três importantes lições!

 16 de maio de 2021

Salmo 1; Atos 1.12-26; 1João 5.9-15; João17.11b-19

Texto: Atos 1.12-26

Tema: Três importantes lições!

 

Vivemos em meio geração do imediato. Tudo precisa ser rápido e instantâneo. Recentemente foi criado o PIX, um método onde qualquer transferência se dá em 10 segundos.

O evangelista Lucas em Atos 1.11 narra que os discípulos estavam olhando para as alturas, imaginando que Jesus iria retornar rapidamente. Enfrentavam a crise do imediato. Foi necessário que anjos impulsionassem o retorno dos discípulos à Jerusalém.

Os primeiros cristãos aguardavam ansiosamente o retorno de Cristo, a ponto do apostolo Paulo repreender os cristãos de Tessalônica dizendo que se alguém não quisesse trabalhar julgando imediata a volta de Cristo, também não comesse.

No relato de Atos 1.12 vemos que os discípulos após a crise do imediato, retornam e precisam aprender a lição da espera. Esperar o cumprimento da promessa do envio do Espírito Santo. Eles não sabiam quantos dias teriam que esperar. Enquanto esperam, esses homens nos ensinam três importantes lições!

1º lição

Atos 1.13 – 14: comunhão e oração

2º lição

Atos 1. 15-24: Decisão com reflexão bíblica e oração

É preciso destacar que a oração sempre desempenhou um importante papel nos propósitos de Deus (Dn 6.10; 1Sm 1.9-18).

3º lição

Unidade com oração (Jo 17.11)

A geração do imediato quer que tudo seja instantâneo. É preciso aprender a esperar no Senhor, naquele que a seu modo e tempo enviou seu filho Jesus. Aquele que têm em suas mãos todos os tempos (Ec 3) e seja qual for o tempo vivido, não durará para sempre. O único tempo eterno é o celestial, no qual Jesus virá para levar consigo seus filhos e filhas. Amém!

ERT

Edson Ronaldo TREssmann

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Igreja!

 13 de maio – Ascensão

Salmo 47; Atos 1.1-11; Efésios 1.15-23; Lucas 24.44-53

Texto: Ef 1.15-23

Tema: Igreja!

 

Quando relembramos a Ascensão de Jesus Cristo Ressuscitado aos céus, queremos meditar nas Palavras escritas pelo apóstolo Paulo aos cristãos da Ásia Menor, denominada como carta de Paulo aos Efésios capitulo 1. 15 - 23.

Nessa carta Paulo faz um tratado sobre a Igreja. Na verdade, uma Cristologia da Igreja, ou seja, a Igreja é de Cristo, e é justamente Ele quem a governa pela Palavra e Sacramento, Batismo e Santa Ceia.

O mesmo apóstolo Paulo em sua segunda carta aos Coríntios disse: “Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2Co 4.3-4). E também como estudamos durante o mês de maio sobre o apóstolo Pedro e veremos no próximo culto, “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8). E todos nós precisamos saber que o diabo está nos cegando para o evangelho, tornando oculto o batismo e a santa ceia, levando as pessoas a abandonarem as Bíblias, e correndo atrás de coisas materiais e esquecendo-se das espirituais.

Jesus despediu-se fisicamente de seus discípulos, mas sendo onipresente, conforme disse o profeta Jeremias: “Acaso, sou Deus apenas de perto, diz o Senhor, e não também de longe? Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? – diz o Senhor; porventura, não encho eu os céus e a terra? – diz o Senhor” (Jr 23.23-24). Mas está presente a cada momento, aliás, essa foi a sua promessa: “...E eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28.20b). E tudo isso é pelo fato que anuncia o apóstolo Paulo: “... o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, ...” (Ef 1.20). O que isso quer dizer? Que Cristo domina tudo com poder e majestade, e que especialmente como cabeça governa e protege a sua Igreja.

Cristo governa a sua Igreja. Como? Pela sua Palavra, pelo Batismo, pela Santa Ceia. Esses são os meios pelos quais Deus em Jesus vem ao nosso encontro. Deus nos fala e se torna o nosso Pai.

Nossa confissão de fé nos traz episódios importantes: “no terceiro dia ressuscitou dos mortos”, lembramos esse fato há quarenta dias. Jesus Ressuscitou e nós também ressuscitaremos. Hoje é ascensão, então dizemos “subiu aos céus”, Jesus foi elevado as alturas segundo a sua natureza humana e entrou na glória de seu Pai a fim de nos preparar lugar. Ele está preparando quartos para nós. E continuamos confessando: “e está sentado a direita de Deus Pai todo-poderoso,” sim, em poder e majestade continua a governar sua Igreja na terra. E não podemos nos esquecer: “donde há de vir a julgar os vivos e os mortos,” Jesus voltará no dia derradeiro de uma forma visível e gloriosa e julgará o mundo com justiça. Como diz Lucas: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu, assim virá de modo como o viste subir” (At 1.11).

Desde a queda em pecado, Deus fez a promessa de vir ao encontro do homem perdido. Cumpriu essa promessa em seu Filho Jesus. E tendo Jesus subido aos céus prometeu que estaria conosco a cada novo dia, e assim se faz. Ele está presente em cada situação. Deus continua pelos meios da graça vindo ao nosso encontro. No batismo opera a fé, dá o perdão. Na palavra, opera a fé, dá o perdão e fortalece e anima na fé. Na santa ceia perdoa nossos pecados e fortalece e anima a fé.

Os discípulos ficaram paralisados olhando para cima. Talvez esperando que Jesus voltasse logo. Nós agimos da mesma maneira. Muitas vezes estamos paralisados, por hora são os sofrimentos, por horas são as inquietações. Estamos a espera da volta de Cristo. Saiba, no entanto, que não sabemos a hora em que Ele virá, no entanto, virá. Mas seja qual for o dia, estejamos em Cristo. Permaneçamos na fé operada no batismo, na fé operada e fortalecida na Palavra, na fé alimentada pelo corpo e pelo sangue de Cristo na santa ceia. Deus está presente e que ele assim como disse Paulo possa abrir a nossa mente para permanecermos nessa certeza. Amém!

Pr Edson Ronaldo Tressmann

terça-feira, 4 de maio de 2021

Equipe divina!

09 de maio de 2021

Salmo 98; Atos 10.34-48; 1 João 5.1-8; João 15.9-17

Texto: João15.9-17

Tema: Equipe divina

 

Nas brincadeiras, os competidores são divididos em equipes. Tira-se par ou ímpar e começa a escolha. Os melhores são escolhidos primeiro.

Após as esquipes serem divididas, inicia-se a competição. Cada um joga o melhor que puder para que sua equipe seja vencedora. Durante a competição, os competidores vão criando animosidade e cria-se uma certa rivalidade. Passa-se a valer tudo para que a vitória seja conquistada.

No jardim do Getsemani, Jesus se despede dos seus discípulos. Está a poucos momentos de seu sofrimento, morte e ressurreição. Ele sabe da sua vitória. Mas, os discípulos parecem ter se esquecido disso.

O sofrimento e a morte de Jesus era motivo para ódio, revolta, mágoa. Diante disso Jesus ordena: “amem uns aos outros” (Jo 15.17).

Na prática esportiva, o que muito contribui para a vitória é justamente o elemento psicológico. Tanto que o adversário quando não consegue vencer por ser inferior, busca atingir o seu adversário de maneira psicológica e assim reverter a competição a seu favor.

Jesus lembra que nos escolheu – fazemos parte de uma equipe que não tínhamos condições nenhuma de fazer. Ele nos escolheu por amor e graça.

Bem, se fazemos parte da equipe divina, nosso adversário, como escreveu Pedro é feroz e busca de todas as maneiras nos derrotar. Ele tem como aliado o mundo e a nossa própria carne. Parece uma competição desigual. Jesus disse: “eu vos escolhi com um objetivo: que deis fruto” (Jo 15.16). E é justamente esse fruto que nosso adversário não quer que seja produzido, e nem deseja que o mesmo permaneça. Exatamente por isso, tantas brigas, discórdias, guerras, ...

Ao fazer parte da equipe divina, tendo sido escolhido por graça e amor, é natural a perseguição, a inimizade e o ódio. E diante disso, Jesus ordena: “... vos ameis uns aos outros” (Jo 15.17).

Com essa ordem, Jesus ensina que a atuação da igreja é de dentro para fora. Fomos escolhidos, mas Deus em Jesus, pelo poder do Espírito Santo quer escolher outros. E para que pessoas sejam escolhidas e colocadas na equipe divina, Jesus ordena: “amem uns aos outros” (Jo 15.17).

A expressão uns aos outros aparece em todo o Novo Testamento em torno de 29 vezes.

Uns aos outros – a equipe precisa de uns dos outros. Não é possível ser igreja sem uns aos outros.

A verdade é que ao ser escolhido, ao ser enxertado e permanecer na videira, passo a fazer parte da equipe divina. A equipe divina são pessoas reais, em relacionamentos reais, o tempo todo.

Não se pode apenas pensar que “eu fui escolhido”, é preciso ver que o outro também é um escolhido. Somos uma equipe de escolhidos e assim, amamos uns os outros. De maneira bem especial, amamos aqueles que ainda estão atuando na equipe adversária, afinal, nossa vitória é produzir frutos para que nossos adversários colham esses frutos e sejam escolhidos e façam parte da equipe divina.

Diante do ódio, causado pelo nosso adversário, Jesus, o capitão da equipe divina, lembra que é necessário apegar-se firmemente uns aos outros mediante o amor. A maldade das pessoas não deve desviar o cristão de fazer o bem. O amor precisa continuar sendo praticado para louvor e honra de Deus e do Senhor Jesus Cristo.

Antes de terminar é preciso ressaltar que Jesus diz que somos seus amigos (Jo 15.14).

Jesus ilustra que não amamos por obrigação, ou para obter vantagens pessoais. Amamos porque recebemos benefícios sem merecimento da parte de Deus. E nossos benefícios é ser ramo na videira que é Cristo e ter sido escolhido por ele. Amém!

 

Edson Ronaldo TREssmann

Vivemos pela fé e não pelo que vemos (2Co 5.7)

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