terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Jesus reafirma a missão de Deus

 
A Igreja comunica a Vida! Cristo para todos!
Enfoque 2014 IELB:
Comunicando sempre (Jesus - a fonte da água viva)
Eu os guiarei e os levarei até as fontes de água.” Isaías 49.10
2º Domingo após Natal – 05/01/2013
Sl 119. 97 – 104;  1Rs 3. 4 – 15; Ef 1. 3 – 14; Lc 2. 40 - 52
Jesus reafirma a missão de Deus
 
 
         Ocupar-se do negócio de família. Traz orgulho ao pai. Todo pai tem o sonho de que seu filho um dia siga seus passos. Na leitura do antigo testamento lemos que Salomão desejava não apenas ocupar o lugar do seu pai, mas conduzir o povo do próprio Deus com retidão e justiça.
         Seguir os passos do pai é motivo de gratidão a Deus, assim como fez Salomão: “De grande benevolência usaste para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou contigo em fidelidade, e em justiça, e em retidão de coração, perante a tua face; mantiveste-lhe esta grande benevolência e lhe deste um filho que assentaste no seu trono, como hoje se vê” (1Rs 3. 6).
         Antigamente o pai se orgulhava quando o filho buscasse progresso através do estudo. Atualmente o pai sonha que o filho ao menos siga seus passos. A relação pais e filhos está complicada. Filhos fazem tudo para querer desagradar seus pais. Poucos buscam seguir o bom exemplo do pai. Por outro lado, poucos pais buscam deixar bons exemplos para seus filhos.
         O texto do evangelho, Lc 2. 40 – 52, chama a atenção as palavras de Jesus à José e Maria: “...Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” (Lc 2.49). Mesmo sem entenderem essa afirmação de Jesus, diz o evangelista que submisso aos seus pais Maria e José, mesmo que reconhecendo-se como aquele de fato era, Filho de Deus, Jesus obedientemente acompanhou pai e mãe.
         Jesus dá uma verdadeira aula de submissão. Com as palavras: “...Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” (Lc 2.49), mostra a sua submissão ao Pai, de quem foi enviado para ocupar nosso lugar, mas não ignora José e Maria.
         Estar nos negócios do pai – um termo econômico. Estou aqui para me ocupar do negócio de outra pessoa. Jesus diz que está ocupado por um negócio feito pelo Pai. Obedientemente sabe e reconhece sua tarefa e missão.
         Jesus reafirma a missão de Deus
         José e Maria eram tradicionais. Todos os anos iam a Jerusalém para a festa da páscoa. Talvez comemorassem a festa como todos faziam em Jerusalém. Lembravam da libertação da escravidão do Egito. Mas, nesse dia não compreenderam que a mensagem da páscoa estava diante deles, era Jesus, aquele que veio se ocupar dos negócios do Pai.
         Ocupar-se dos negócios do pai (Lc 2.49)
         Essa é a afirmação de Jesus, na qual reafirma que está ocupado em ocupar-se no negócio do seu Pai. Que negócio é esse? Em Gn 3.15 ouvimos a promessa do Pai: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Durante muitos séculos, o Pai investiu para que a promessa fosse cumprida. Disse o apóstolo Paulo: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4).
         Plenitude do tempo indica que houve preparação do mundo para isso. O termo pleróu mostra que o copo de Deus estava cheio que até derramou.
         Encher o copo significa que Deus derramou seu amor sobre as pessoas através da promessa cumprida em Jesus. Isso “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).
         Jesus veio se ocupar daquilo que eu não poderia estar ocupado. Ele veio ocupar meu lugar na cruz. Ainda estamos vivendo o tempo de natal, mas se não apontarmos para a cruz, não entenderemos a razão do verdadeiro natal. A mensagem do verdadeiro natal é Jesus que se fez homem para ocupar nosso lugar na cruz. Natal é reconhecer que Jesus esteve ocupado em nos salvar. Natal é a certeza de que Deus continua ocupado de cada pecador ao se oferecer através de sua Palavra e Sacramentos.
         Deus em Jesus pelos meios da graça (Batismo, Pregação e Santa Ceia) continua ocupado com cada pecador. Tenhamos um abençoado tempo de natal e um novo ano sabendo que Jesus está ocupado por e para nós. Amém!
 
Pr Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Cristo resolve nosso maior problema


29/12/13 – 1º Domingo após Natal

Sl 111; Is 63. 7 - 14; Gl 4. 4 - 7; Mt 2. 13 - 23

Tema: Cristo resolve nosso maior problema.


         vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei para liberar os que estavam debaixo da lei, a fim de que nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus” (Gl 4.4).
         Mesmo que haja muita tecnologia, o homem não consegue controlar o tempo. A única coisa que pode fazer é planejar, mas isso também não dá certeza de que o planejado irá de fato se concretizar. A China tem como objetivo instalar placas solares no espaço para gerar energia na quantidade de uma usina nuclear idêntica a Fukuchima. A previsão é que essa geração de energia por essas placas seja possível até 2030.
         Do espaço vem à solução,” dizia a matéria apresentada pelo jornal nacional do dia 16 de dezembro de 2013.
         O mundo busca solução para seus problemas diários. Queremos reverter estragos causados no meio ambiente. Deseja-se resolver os problemas do tráfego de drogas. Busca-se uma solução para que não tenhamos falta de água. Todos os problemas dos seres humanos necessitam de uma solução. Que Deus permita
         Ao escrever aos Gálatas o apóstolo Paulo está trazendo de volta a verdadeira mensagem do evangelho, a qual anuncia a resolução do maior problema humano.
         Infelizmente, e não é diferente de nossos dias, alguns agitadores se infiltraram na igreja e começaram a pregar um evangelho diferente daquele que os gálatas haviam recebido.
         O evangelho da graça de Deus em Jesus anunciada pelo apóstolo Paulo estava sendo distorcida para uma mensagem de cunho racial que previa como requisito das bênçãos de Deus fazer parte da nação judaica.
         Uma semente ruim faz um enorme estrago na plantação. Um pouco de veneno envenena toda a água. Os agitadores causaram um enorme estrago entre os gálatas, tanto que o apóstolo Paulo disse: “Estou muito admirado com vocês, pois estão abandonando tão depressa aquele que os chamou por meio da graça de Cristo e estão aceitando outro evangelho” (Gl 1. 6).
         Para trazer os gálatas de volta ao verdadeiro evangelho o apóstolo Paulo enfatiza a verdadeira mensagem, conforme nosso texto: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei para liberar os que estavam debaixo da lei, a fim de que nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus” (Gl 4.4).
         O que resolve o maior problema humano é o evangelho de Jesus Cristo. Evangelho significa “boa noticia.” Para que seja uma boa noticia é necessário que compreendamos quem de fato é Cristo. Muitos aparecem como pastores, mas não passam de agitadores que acabam envenenando toda a mensagem. E o que foi deixado por Deus para dar vida leva muitos a morte.
         Quem é Cristo? Dias atrás comemoramos o natal. Como Igreja Cristã nossas comemorações não começaram e terminaram no dia 25 de dezembro. O natal é cada novo dia quando redescobrimos ou relembramos quem é Cristo.
         O apóstolo define Cristo como Pessoa. Ele é Filho de Deus “...Deus enviou seu Filho,” (verdadeiro Deus) e também homem “...nascido de mulher,(verdadeiro homem).
         Definindo Cristo como Pessoa, o apóstolo define seu verdadeiro Ofício. É justamente o Ofício de Cristo o assunto sublime, de fé e de justiça cristã que Paulo quer anunciar aos gálatas já que haviam se distanciado dessa mensagem.
         A noticia do Evangelho “nascido sob a lei para liberar os que estavam debaixo da lei,” muda a situação humana e faz que cada pecador se torne uma nova pessoa, filho(a) de Deus.
         Cristo não veio estabelecer uma nova lei. Ele veio “liberar.” Isso não significa dar razão ou liberação para que pequemos. “Liberar” significa que estávamos presos no pecado, na perdição e na morte eterna. Cristo veio justamente nos “liberar, libertar” àqueles que estavam presos à lei. Jesus veio “libertar” os que estavam sendo oprimidos e escravizados pela lei.
         O retrato apresentado por Paulo sobre Cristo é o mais sublime e magnifico possível: “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei para liberar os que estavam debaixo da lei.” Jesus veio para salvar o mundo (Jo 12.47). Jesus veio para julgar a lei. Sim! Aquela lei que nos condenava, é condenada em Cristo. A lei que nos matava, a lei que acusava nossos pecados e que muitas vezes é proclamada para buscar resolver algum problema, é a lei a qual Jesus Cristo matou por e para nós. Estamos livres da lei. Jesus a cumpriu em nosso lugar.
         Quando Paulo diz que na “plenitude do tempo” está indicando que houve preparação do mundo para receber o que o tempo completo de Deus tinha para oferecer. Infelizmente o mundo perdeu-se. A lei que foi aniquilada em Cristo está em vigor novamente. Pessoas olham para Cristo como um novo legislador, sendo que Ele é libertador. Outros olham para Cristo de várias maneiras, mas nunca como o salvador de suas vidas.
         No tempo certo, Deus enviou seu Filho para nos libertar da lei, do pecado e da morte eterna. O objetivo de Deus é dar a cada um de nós pecadores perdidos e condenados uma nova vida, “a fim de que nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus.
         Estamos comemorando o natal, afinal para nós cristãos o natal é um período de 12 dias. Ao mesmo tempo estamos envolvidos e agitados pela virada do ano. Que nesse período de Natal e festas pela virada de mais um ano a mensagem que Jesus veio para nos libertar da lei, veio nos tornar filhos de Deus, seja a mensagem transformadora e motivadora em nossa vida, na nova oportunidade do ano que estamos recebendo. Amém!
 
Rev. Edson Ronaldo Tressmann
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Natal - é a mão estendida de Deus à Humanidade


22/12/13 – 4º Domingo de Advento
Sl 24; Is 7. 10 - 17; Rm 1. 1 - 7; Mt 1. 18 - 25
Tema: Natal – é a mão estendida de Deus à humanidade.

             
         Na época do profeta Isaias, a Assíria com seu rei Tiglate Pileser III expandia seu território por meio da conquista de outros países. Os assírios eram os mais cruéis dos conquistadores. Na tentativa de acabar com essa expansão, o rei de Israel e o rei da Síria, armaram um golpe para invadir e conquistar a Assíria. Para que o plano fosse completo e bem sucedido convidaram Acaz, rei de Judá, para fazer parte do plano. Mesmo tendo Acaz acabado de assumir o trono e ter apenas 20 anos de idade não aceitou se aliar com Israel e a Síria. Por causa da recusa de Acaz, o rei Peca de Israel e Rezim da Síria ameaçaram invadir Judá. O profeta Isaias foi porta voz desse plano.
         O profeta Isaías a pedido de Deus vai ao encontro de Acaz e anuncia: “Calma, não se agite, não tenha medo, nem desanime....” Eles não poderão fazer nada contra você. Deus disse que “são dois tocos de tições fumegantes” (v. 4) “isso não acontecerá” (v.7).
         O profeta Isaías faz essa afirmação a um homem acuado, com medo. A ameaça de invasão o faz refugiar-se próximo do aqueduto. Pois em uma invasão inimiga, o abastecimento de água era a primeira coisa e ser interrompida.
         Acaz era descendente do grande rei Davi. Sendo descendente, nele estava à continuação da promessa do futuro descendente. Sendo assim, Isaías afirma categoricamente: “Confie no Senhor, não nos meios humanos.” Ou seja, a estabilidade do trono dos descendentes de Davi não depende do poder das armas, mas da fidelidade de Deus a sua promessa. Deus havia prometido à Davi: “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre” (2Sm 7.16).
         A lembrança de sua descendência e também o fruto dessa descendência tinha como objetivo tranquilizar o rei Acaz. Deus está com seu povo. Deus tem uma promessa a cumprir, enviar seu Filho.
         A certeza do cuidado de Deus é um sinal oferecido pelo profeta. Acaz rejeita o sinal. Diz que não quer provar o Senhor Deus. Mas, mesmo que Acaz não queira, Deus vai mandar o sinal: “eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” Um nome significativo para aquela situação, Deus conosco.
         Deus estende sua mão amorosa. Renova a garantia de seu cuidado. Renova sua promessa. Acaz e todo o povo são orientados a permanecerem esperançosos. Permanecerem na certeza de         que Deus está com eles.
         No entanto, a mão estendida de Deus não acalmou Acaz. Em seu desespero, sua reação foi pedir ajuda a Tiglate Pileser III, rei dos Assírios.
         Este é o último final de semana de Advento. Durante 4 semanas vivemos o período de preparação para a vinda de Jesus Cristo. O Jesus nascido na manjedoura é a mão de Deus estendida a toda a humanidade.
         Será que não estamos agindo como Acaz? Deus estende sua mão amorosa por e para nós. Mas, infelizmente milhares buscam auxilio em outros meios! Como diz um ditado popular, “para cada santo uma vela e para Deus um pacote.”

         Natal é dia em que Deus estendeu sua mão à humanidade.

      
   Eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho, e lhe chamará Emanuel.

 

          EmanuelDeus conosco. Essa é a afirmação do cuidado, da proteção à dinastia real de Davi. Deus havia feito uma promessa. Enviar seu Filho para esmagar a cabeça da serpente, o Diabo. Se “Por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte....Mas o resultado do que foi feito por um só homem, Jesus Cristo, é muito maior!” (Rm 5.12, 17).

              Para Acaz foi enviado um profeta para reafirmar à promessa de Deus. Acaz não deu ouvidos àquilo que Deus lhe estava garantindo. Fraquejou na fé e pediu auxilio ao Rei Tiglete Pileser III da Assíria. Acaz ofereceu seu próprio filho como sacrifício ao deus Moloque. Construiu altares para os deuses assírios. Desviou da presença de Deus. Agradeceu a Tiglate Pileser III por tê-lo livrado.
             Deus não abandonou nem abandona seus filhos, mesmo sendo pecadores. Ele providenciou meios para nos resgatar, e tudo fez e faz por sua graça. Mas infelizmente, muitos agem como Acaz. Batem na mão estendida de Deus. Apegam a outros meios e rendem louvores, vida e bens a esses supostos meios de libertação.
              Natal é dia em que Deus estendeu sua mão à humanidade.
               
           No natal Deus cumpriu sua promessa, “vindo, porém, a plenitude do tempo Deus enviou seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl 4.4-5).
          Acaz rejeitou a proteção de Deus. Vacilou na fé. Fraquejou na fé. Muitas pessoas, a poucos dias do natal, estão desanimadas, com sua fé debilitada. A esses, o profeta continua proclamando: Jesus é o Deus conosco.
Deus está com sua mão estendida. Quer seja no batismo, na Palavra, na Santa Ceia. Mas por medo ou dúvida, muitos deixam se seduzir por outros meios e abandonam o que é oferecido por graça.
         Deus está contigo. Natal é o Deus com a gente. Natal é a maravilhosa certeza de que Deus cumpriu sua promessa e nos resgatou.
         Natal é dia em que Deus estendeu sua mão à humanidade. Sabendo que Deus é conosco, podemos concluir com as palavras do apóstolo João “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3.11). Amém!
 
Rev. Edson Ronaldo Tressmann

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Despedida é dia de lembrança


Despedida é dia de lembrança


         Atualmente o mundo está carente de líderes. Nesse momento o mundo se despede daquele que é considerado o ultimo dos grandes líderes, Nelson Mandela. 
         Qual é a característica que leva o mundo inteiro a se reunir para despedida do corpo de um líder? Em vida Mandela disse que: “Os verdadeiros líderes devem estar dispostos a sacrificar tudo pela liberdade de seu povo.” Foi isso que fez em seus anos que aqui viveu. Foi preso por vinte e sete anos.
         Gostaria eu poder falar a uma plateia tão seleta, o mundo, assim como teve a oportunidade a presidente Dilma e o presidente Obama. Falar ao mundo inteiro reunido numa despedida é oportunidade única. Se eu pudesse falar, traria na pauta da fala as questões que motivaram esse líder a lutar. Falaria sobre escravidão e separação.
         Já que não posso falar com o mundo, irei escrever a você querido leitor. E ao escrever essas palavras parto dos mesmos assuntos, mas a partir de outro ângulo.
         Pela Palavra de Deus aprendemos que a escravidão e a separação é consequência do pecado. Assim, nossa luta conforme dito por outro combatente contra a separação e a escravidão, “... não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef 6.12).
         Na luta contra o pecado somos liderados pelo Espírito Santo, “...deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês...” (Gl 5.16). O pecado nos afasta de Deus e também do próximo. Assim, por causa do pecado somos escravos e nos separamos uns dos outros.
         Na luta árdua há um enorme desgaste que leva os combatentes a desistirem e entregarem os pontos. É que a luta não é fácil, precisamos da liderança do Espírito Santo através da Palavra de Deus.
         Quando o mundo reunido na África do Sul, lembra-se das palavras desse falecido líder: “Não se esqueça de que os santos são pecadores que continuam tentando.” Na luta contra o pecado, somos santos em Jesus que continuam tentando. Cada nova tentativa se dá no perdão e na graça de Deus.
 
          Se o mundo se despede de um grande líder que disse Os verdadeiros líderes devem estar dispostos a sacrificar tudo pela liberdade de seu povo,” precisamos aproveitar e proclamar que o maior líder desse mundo, Jesus, deu a sua própria vida para libertar seu povo. “Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres. Por isso, continuem firmes como pessoas livres e não se tornem escravos novamente” (Gl 5.1). “Ser livre não é apenas se livrar das correntes que lhe prendem, mas viver sendo capaz de respeitar e engrandecer a liberdade dos outros.” O líder Jesus ao despedir-se disse: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra” (At 1. 8).
         Somos santos em Jesus, mas continuamos vivendo nesse mundo como pecadores. Como tais, produzimos as injustiças, causamos a exclusão, a opressão, etc. Contra isso precisamos lutar, pois “...a fé é assim: se não vier acompanhada de ações é coisa morta” (Tg 2.17).
         Livres em Cristo, somos convidados a viver essa liberdade, com muita intensidade. Mandela, o líder de quem o mundo se despede disse: “Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.” Viver como irmãos do mesmo sangue, da mesma família. Irmãos que se amam e se respeitam mutuamente. Enquanto sonhamos, Jesus agiu e com seu sacrifício nos tornou herdeiros de Deus, família de Deus. Como irmãos, como filhos de Deus, como herdeiros da herança celestial somos convidados a viver de tal maneira. Relembremos que talvez “Você não seja amado porque você é bom, você é bom porque é amado.” Como está dito através daquele que nos lidera, o Espírito Santo, “Nós amamos porque ele (Jesus) nos amou primeiro.” (1Jo 4.19). Assim “Devemos usar o tempo sabiamente e nos darmos conta de que sempre é o momento oportuno para fazer as coisas bem” ou conforme Paulo: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, ....” (Gl 6.10).
         Todos nós podemos ser filhos de Deus! Essa é a graça de Deus. Esse é o desejo de Deus. Pois, “Tudo é considerado impossível até acontecer.” Em Jesus aconteceu o maior de todos os feitos de um líder, Ele ocupou nosso lugar para que fossemos libertados da escravidão do pecado, da morte e da condenação eterna.
         Lideres estão reunidos para se despedir de um líder desse mundo. Todos buscam alternativas para solucionar conflitos entre nações, separação por classe social, etc. Mas, como gostaria de poder anunciar a esses lideres que há uma solução para todas essas situações. Mas infelizmente não me deixam falar e nem sequer querem ouvir que a solução é Jesus. O líder que veio ocupar nosso lugar e ocupando nosso lugar nos oferece a liberdade que o mundo não pode dar e rompe os muros de separação que ninguém mais pode romper.
        Ah se quisesse o mundo me ouvir, ou se eu pudesse falar ao mundo. Talvez conseguisse colocar alguma coisa em suas cabeças. Mas entre as muitas palavras falaria o que eu preciso continuar falando: Jesus “... abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo tornando-se assim igual aos seres humanos” (Fp 2.7) para que cada ser humano fosse libertado de sua maior escravidão e da maior de todas as separações.

 Abaixo mensagem para o 3º Domingo de Advento

Rev. Edson Ronaldo Tressmann
44 – 34622796 ou 9856 8020

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Seja qual for a fase da nossa vida, Jesus está presente.


15/12/13 – 3º Domingo de Advento
Sl 146; Is 35. 1 - 10; Tg 5. 7 – 11; Mt 11. 2 - 15
Tema: Seja qual for a fase da nossa vida, Jesus está presente.


         Pular etapas – muitas etapas na vida das pessoas estão sendo puladas.
         É de suma importância que o bebê engatinhe. Durante essa fase a criança adquire certas habilidades que não terá se essa etapa for pulada. Infelizmente em alguns lares pais e mães não permitem seus filhos engatinharem, o andador está sempre à disposição. Etapa pulada na vida da criança.
               Os jovens estão cada vez mais prematuros, ou seja, antes do tempo estão descobrindo e explorando sua sexualidade. Dados recentes do IBGE mostraram isso. Os jovens ao iniciarem suas vidas sexuais antes do tempo correm grandes riscos. As etapas não podem ser puladas. É essencial que pai e mãe conversem em casa sobre sexo, drogas, violência, doenças transmissíveis, família, Deus, etc. Instrua os jovens e não permita que as coisas ocorram prematuramente, não permita que ele frequente ambientes que ainda não lhe são propício. Não pule as etapas. Sei que infelizmente os papéis foram invertidos, “filhos mandam, pais obedecem.
                Algumas igrejas estão ensinando a teologia da Glória, ou seja, tudo é “só vitória,” não há sofrimento ou dor. “Tudo é alegria,” bons resultados em tudo. Igrejas que pulam uma importante etapa na vida cristã. Não consolam no sofrimento, aliás, transformam esse período em lei dizendo que sofrimento é falta de fé.
         Cada profissional tem suas obrigações, e entre elas, uma é imprescindível, os resultados, e rápido. Não importa como e o que será feito para que se alcance os resultados esperados, nem que para isso seja necessário pular algumas etapas.
         Pular as etapas da vidaPara que? Para ter antes aquilo que levaria um tempo a mais para ser adquirido. Os pais não aguentam esperar o filho caminhar, o andador acelera esse processo. O jovem quer descobrir tudo antes do tempo. As igrejas da glória não dizem nada sobre a teologia da cruz. As empresas esperando resultados rápidos sacrificam seus funcionários a ponto de perder espaço para doenças crônicas, stress, depressão.
         Muitas coisas durante a nossa vida vão se desenvolvendo, as crianças se desenvolvem, umas de uma maneira mais rápida, outras mais lentamente. Todo pai e toda mãe tem um sonho em comum, que seus filhos sejam pessoas maravilhosas, sejam grandes homens e grandes mulheres. Para isso ser possível é necessário que não se pule etapas. Precisamos aprender a ter paciência, um degrau de cada vez, um dia após o outro. Essa é a nossa vida, um passo de cada vez. Durante esse viver, ao nosso lado temos um companheiro que nunca nos abandona, Jesus.
         O apóstolo Tiago escreve sobre a nossa vida, Tg 4.13-17, 5.1-6. Alerta sobre as riquezas adquiridas de maneira contrária a vontade de Deus. Mostra como Deus vai agir no final com esse tipo de pessoa, e chama os explorados a permanecerem pacientes.
         Tiago diz que somos como neblina que aparece e logo se desfaz. Apesar de o homem viver sua vida como se fosse independente, dono da situação, não passamos de pretensiosos. Sem Deus não há amanhã, tudo depende da exclusiva vontade de Deus, da sua permissão. Oramos: “faça a tua vontade.”
         Jó era um homem bom e honesto. Temia a Deus e procurava não fazer nada que fosse errado. Foi quando Satanás disse a Deus que Jô só o temia por ter tudo. Satanás então disse que se Deus tirasse tudo de Jô, o mesmo o deixaria de temê-lo. O Senhor então respondeu a Satanás: “Pois bem. Faça o que quiser com tudo o que Jô tem, mas não faça nenhum mal a ele mesmo” (Jó 1.12).
         Tudo precisa ter a aprovação de Deus. Por isso, Jesus disse: “Até os fios dos cabelos de vocês estão todos contados....” (Lc 12.7). Jesus está ao nosso lado em toda e qualquer situação.
         Problemas, todos temos. São várias as situações da vida, e para cada situação energias são gastas, há um desgaste físico e mental. Mas, vivamos nossas vidas totalmente dependentes de Jesus Cristo.
         Tiago nos transmite as palavras “Por isso, irmãos, tenham paciência até que o Senhor venha.” Ele quer nos ensinar o seguinte: sejam capazes de suportar longamente o sofrimento, sem nunca desistir.
         
Esse é um belo conselho, pois a nossa vida é cheia de altos e baixos. Há momentos de alegria e momentos de tristeza. Exemplo: o nascimento de um filho é um momento alegre, mas o fato de “educar a criança no caminho em que deve andar” (Pv 22.6) é árduo. É um período de muitas lágrimas e orações. Quando o filho cresce saudável, alegre, na fé em Cristo, sempre aprovado na escola, é maravilhoso e agradecemos a Deus por isso. Mas, os lares onde o jovem é violento, bêbado, desobediente, ou envolvido com drogas, prostituição, tudo para ganhar um dinheiro fácil, para se adquirir riquezas, a tristeza aos poucos corrói mãe, pai, irmãos, destrói a família. São felizes os lares onde o pai, mãe, filhos trabalham unidos. Por outro lado, há tristeza onde não se tem emprego, não se tem o que comer. Nesses lares a tentação do furto, da desonestidade é constante.
             Altos e baixos! A vida como ela é.
             Lembro-me de Elias (1Rs 19), outro emblemático personagem bíblico. Após ter vencido os profetas de Baal, fugiu com medo de Jezabel. Deitado em baixo de um pé de árvore, pedia a morte. Mas Deus não o abandonou, enviou um anjo que o alimentou. Fortalecido caminhou 40 dias até uma caverna onde em um vento suave ouviu a voz de Deus que o tranquilizou. Confortado, Elias voltou as suas atividades.
         Interessante que nos altos da vida, os dias tranquilos, aqueles de festa, de alegria, de descontração, infelizmente recebem pouco agradecimento a Deus. Nos baixos da vida, as pessoas fogem, ou para a bebida ou para remédios antidepressivos. Alguns buscam ajuda, alguns em lugares certos, outros encontram lugares errados. Muitos encontram uma “suposta solução” nas igrejas da teologia da glória. A vida muda! Tudo passa a ser “só vitória,” “só alegria,” não há mais sofrimento ou dor. Tudo passa a ser maravilhoso. A pessoa pula uma etapa importante na vida, o sofrimento.
         O sofrimento é uma etapa na minha vida? Sim! Jesus mesmo disse: “No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo” (Jo 16. 33). O sofrimento está intimamente ligado à perseverança. Não quero dizer que você tem que sofrer. Nada disso. A verdade é que não podemos nos esquecer de que o sofrimento faz parte da vida de um cristão. O próprio Jesus após seu batizado foi tentado pelo diabo. Nesse episódio Jesus mostra com qual arma nós podemos suportar e passar pelos baixos da vida, com a PALAVRA de Deus. Ela é a nossa ferramenta para vencer o sofrimento, para enfrentar e passar pelos baixos da vida. O salmista aconselha: “no sofrimento, eu fui consolado porque a tua promessa me deu vida” (Sl 119.50) e “Com a sua palavra, ele os curou e os salvou da morte” (Sl 107.20).
         Jesus disse: “tenham coragem” (Jo 16.33) – coragem que vem através do alimentar-se da Palavra de Deus. Palavra anunciada nos sermões e estudos bíblicos. Disse Salomão: “Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os ouvidos. Não os deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-os no mais íntimo do teu coração. Porque são vida para quem os acha e saúde, para o seu corpo” (Pv 4.20-22).
                       Tenham paciência” – procurem suportar o sofrimento, a dor, não confiando nas próprias forças, mas na força que Jesus me dá na PALAVRA e na SANTA CEIA.
                         Deus usa meu sofrimento para me capacitar. Seu objetivo com isso é me tornar dependente dele. Transmitir a certeza de que ele me tem em suas mãos, mãos perfuradas na cruz.
                      O contexto do nosso trecho de reflexão fala sobre pessoas que exploram e adquirem riquezas e pessoas que são exploradas. Para os explorados, o apóstolo Tiago transmite uma mensagem. Qual? Deus castigará os exploradores, eles vão se dar mal.
                      O importante não é o castigo sobre os maus. Mas sim qual é a atitude do cristão diante disso. Por isso, Tiago aconselha “Por isso, irmãos, tenham paciência até que o Senhor venha” (v.7) “não desanimem, pois o Senhor virá logo” (v.8) “não se queixem uns dos outros para não serem julgados por Deus. O juiz está perto, pronto para vir” (v.9). Suportem os sofrimentos, não desistam, tenham uma certeza, o Senhor virá.
                   Para ilustrar a espera e a certeza da vinda de Cristo, Tiago fala sobre o agricultor. A paciência é uma das qualidades do agricultor.
                   Na agricultura não há como pular etapas. É necessário à chuva do crescimento, a chuva da formação dos cachos e dos grãos.
                 Além da paciência, Tiago chama a atenção para outro fato importante. O agricultor não fica de braços cruzados durante o tempo em que lança a semente até o dia da colheita. Ele continua atento para as pragas, às ervas daninhas e as combate. Quer dizer que esperar não significa ficar de braços cruzados. O produtor espera pelo produto final que ainda está por vir. Mas é preciso trabalhar, ter fé e esperança.
              Com nossas forças não podemos criar os frutos tão esperados. É preciso que aconteça o ciclo normal entre a semeadura e a colheita. Nesse período entra a ação de Deus, que envia as chuvas e o sol, dá crescimento e a fecundidade a terra.
                 A vida cristã também é assim. Deus age na nossa vida. Ele permite o sofrimento, mas nos ajuda a passar por esses momentos. Fortalece o nosso coração pela Palavra e pela Santa Ceia.
               Diante do sofrimento não precisamos fugir nem abandonar os caminhos de Deus. Na verdade, precisamos nos agarrar ainda mais em Cristo, nos alimentar ainda mais na Palavra, pois ela nos dá coragem, fortalece o nosso coração e assim somos capacitados a esperar o retorno de Cristo.
                Lembremos que enquanto aguardamos a vinda de Jesus Cristo, continuamos vivendo nesse mundo. Mundo esse cheio de maldades, atrocidades, guerra, violência, miséria, corrupção, injustiça e fome. Vivemos num cenário desanimador, entristecedor, mas, não podemos pular etapas. Precisamos ouvir o conselho de Tiago e além de suportar o sofrimento e não desanimar somos chamados a continuar vivendo nossas vidas.
              Tenham paciência – Deus nos ajuda com sua Palavra e Santa Ceia a superarmos os momentos difíceis. Ainda nos capacita a não ficarmos de braços cruzados. No mundo precisamos agir como pequenos Cristos. É preciso viver a mensagem cristã, auxiliando os que têm fome, sendo porta voz da justiça, vivendo em paz, agindo honestamente, vivendo unidos uns com os outros, perdoando-nos mutuamente, etc.
             Tiago ao aconselhar “Tenham paciência” reafirma que em Cristo, na fé em Jesus somos mais que vencedores, pois Cristo venceu o mundo e eu também sou um vitorioso, recebendo pela fé a vida eterna.
         Pular etapas não faz parte da vida cristã. Pois essa é uma vida para ser vivida dia após dia com fé em Jesus. “Por isso, irmãos, tenham paciência até que o Senhor venha.” Amém!
          Edson Ronaldo Tressmann.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Bíblia, Boca e Biblioteca de Deus


08/12/13 – 2º Domingo de Advento

Tema: Bíblia, Boca e Biblioteca de Deus

 

         Aqui no Brasil, o segundo domingo de Dezembro é dedicado a Bíblia. É o dia da Bíblia.
         Qual é a importância da Bíblia na vida das pessoas? Sua importância está nas palavras do seu próprio autor: “ensinar, repreender, corrigir, educar na justiça, equipar para a prática na vida cristã” (2Tm 3.16, 17).
         O ensino, a repreensão, a correção, a educação para a justiça e capacitação para a prática na vida cristã tem como objetivo final a nossa salvação. Não que as boas obras nos salvem. O desejo de Deus é que todos os homens sejam salvos conhecendo a verdade (1Tm 2.4).  
         Devemos tomar as palavras da Escritura Sagrada no sentido que nos são transmitidas. Não nos é permitido acrescentar-lhe ou diminuir dela qualquer coisa, conforme Deuteronômio 4.2, “Não acrescentem nada à lei que lhes estou dando, nem tirem dela uma só palavra...”. Também não podemos corromper a Palavra de Deus pondo nosso próprio sentido no texto, conforme Paulo na sua segunda carta aos Coríntios: “Nós não somos como muitas pessoas que entregam a mensagem de Deus como se estivessem fazendo um negócio qualquer. Pelo contrário, foi Deus quem nos enviou, e por isso anunciamos a sua mensagem com sinceridade na presença dele, como mensageiros de Cristo” (2 Coríntios 2.17).
         O grande dilema quando se trata do assunto Bíblia é que cada qual faz a sua interpretação. E dessas várias interpretações temos as mais variadas denominações religiosas espalhadas em nosso imenso Brasil.
         Interpretar as Escrituras significa que, em nossas próprias palavras, explanamos e voltamos a declarar o que os textos da Bíblia realmente querem dizer e ensinar. Por isso, uma interpretação verdadeira da Bíblia consiste em achar, mostrar e reafirmar o sentido divinamente intentado das declarações escriturísticas. Ou seja, a Bíblia interpreta a si mesma.
         A Bíblia é a boca de Deus aberta ao mundo inteiro. É a Biblioteca de Deus disponível em 66 livros. 39 livros no antigo testamento e 27 livros no novo testamento. O objetivo dessa biblioteca é apresentar a mensagem a respeito de Jesus. O seu resumo é apresentado com as seguintes palavras: “Portanto, que ninguém faça para vocês leis sobre o que devem comer ou beber, ou sobre os dias santos, e a Festa da Lua Nova, e o sábado. Tudo isso é apenas uma sombra daquilo que virá; a realidade é cristo” (Colossenses 2. 16 – 17).
         Infelizmente milhares de pessoas estão distantes da Palavra de Deus por julgarem que a mesma é palavra de homens. A esses, o Espírito Santo, autor da Bíblia, diz: “...nenhuma mensagem profética veio da vontade humana, mas as pessoas eram guiadas pelo Espírito Santo quando anunciavam a mensagem que vinha de Deus” (2Pedro 1. 21).
         Outra multidão, composta por milhares, até estão em contato com a Palavra de Deus, mas assim como diz o apóstolo Paulo, estão cobertos com o véu da lei e não vêem Jesus. “Mesmo agora, quando eles lêem a lei de Moisés, o véu ainda cobre a mente deles. Mas o véu pode ser tirado, como dizem as Escrituras Sagradas: ‘O véu de Moisés foi tirado quando ele se voltou para o Senhor’” (2Co 3.15-16).
         Nosso inimigo, como disse o apóstolo Pedro, “o Diabo” (1Pedro 5.8), gosta dessas duas situações. O objetivo do nosso inimigo é único: “Eles não podem crer, pois o deus deste mundo conservou a mente deles na escuridão. Ele não os deixa ver a luz que brilha sobre eles, a luz que vem da boa noticia a respeito da glória de Cristo, o qual nos mostra como Deus realmente é” (2Coríntios 4.4). Não nos deixando crer, impede a nossa salvação, que o maior desejo de Deus por cada pecador (1Timóteo 2.4).
         A inspiração é um artigo de fé. A inspiração é uma espécie de alento, sopro criador que, emanado de um ser sobrenatural, levaria aos homens conselhos, sugestões; iluminação, revelação. E a fé vem por ouvir essa mensagem dada por Deus através de sua Palavra que continua sendo proclamada por milhares de servos que anunciam as palavras do próprio Deus.
         A Bíblia é uma coleção de livros escritos em tempos diversos e por diferentes homens. Moisés e os profetas escreveram os livros canônicos do Antigo Testamento nas línguas hebraica e aramaica. Os evangelistas e apóstolos escreveram os livros canônicos do Novo Testamento na língua grega. Em todas as suas partes, ela é a Palavra de Deus.
         Nem tudo o que Deus disse está registrado na Bíblia conforme disse o apóstolo João: “Ainda há  muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem escritas, uma por uma, acho que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (João 21.25). No entanto, tudo o que foi escrito tem um único propósito, “Mas estes foram escritos  para que vocês  creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, crendo, tenham vida por meio dele” (João 20.31).
         Deus não está interessado em responder as nossas perguntas. Seu interesse é mostrar a minha real necessidade, sendo essa, conhecer o salvador Jesus. 
         A própria Palavra de Deus fala dela mesma. O autor a carta aos Hebreus deixou registrado que “Antigamente por meio dos profetas, Deus falou de muitas maneiras aos nossos antepassados” (Hebreus 1.2). Também o apóstolo Paulo, “E existe outra razão pela qual sempre damos graças a Deus. Quando levamos a vocês a mensagem de Deus, vocês a ouviram e aceitaram. Não a aceitaram como uma mensagem que vem de pessoas, mas como a mensagem que vem de Deus, o que, de fato, ela é. Pois Deus está agindo em vocês, os que crêem” (1Tessalonicenses 2.13)
         Quando tratamos do assunto que envolve fé, a inspiração divina, precisamos recordar que a inspiração divina não reduziu os escritores humanos a meros autômatos. Não eram instrumentos mecânicos nas mãos de Deus, inconscientes do que estavam fazendo. Cada escritor fez uso de seus poderes mentais, ordenou seus pensamentos e argumentos, escolheu suas palavras, construiu suas sentenças e reteve seu próprio estilo. Todavia, em tudo isso, as pessoas estavam sob constante controle do Espírito Santo, que “moveu” seu aparelho mental e fez uso de sua educação e de seus conhecimentos.
         A Bíblia é importante para cada pessoa, pois ali temos a revelação de Deus. Não uma mera revelação do nosso amanhã, mas a revelação do ontem, promessa feita por Deus e cumprida em Jesus. E com esse ontem, podemos viver nosso hoje na certeza de que nada nem ninguém irá nos separar do amor de Cristo (Romanos 8. 31 – 39).
         Com ouvidos atentos, ouçamos a boca aberta de Deus (Bíblia) para todos nós. Que com olhos abertos, possamos ler os recados de Deus em sua vasta biblioteca (Bíblia).
         Para encerrar, um recadinho de Deus: “...ninguém pode explicar, por si mesmo, uma profecia das Escrituras Sagradas” (2Pedro 1. 20). Amém!

 

Edson Ronaldo Tressmann


44 - 34622796 ou 9856 8020

Bibliografia:
KOELHER, Edward. W. A. Sumário da doutrina cristã. 3ª. Ed. Porto Alegre: Concórdia, 2002, pg. 13-19.

Dormindo tranquilo enquanto tudo parece desmoronar!

  18 de abril de 2021 Salmo 4; Atos 3.11-21; 1João 3.1-7; Lucas 24.36-49 Texto: Salmo 4 Tema: Dormindo tranquilo enquanto tudo parece...