domingo, 6 de abril de 2014

Jesus Cristo foi zombado em meu lugar!


Domingo de Ramos – 13/04/2014
Sl 118. 19 – 29; Is 50.4 – 9ª; Fp 2. 5 – 11; Mt 26. 1 – 27.66
Tema: Jesus Cristo foi zombado em meu lugar!

         Encontrei apenas um homem que suportou ser zombado em meu lugar.
         As pessoas ficam irritadas quando são zombadas.  A zombaria ridiculariza e rebaixa. Conheci um homem que aceitou ser zombado em meu lugar, aceitou ser rebaixado e ridicularizado para que eu, seu amigo fosse exaltado.
         O Evangelho de Mateus no capitulo 27, versículos 40 ao 49, apresenta cinco zombarias proferidas contra Jesus.  
         1 uma placa com os dizeres: “Este é Jesus, o Rei dos judeus” (Mt 27.37).
         2Ei, você que disse que era capaz de destruir o templo e tornar a construí-lo em três dias! Se você é mesmo o Filho de Deus, desça da cruz e salve-se a si mesmo!” (Mt 27.40).
         3Ele salvou os outros, mas não pode salvar a si mesmo!  Ele é o  Rei de Israel, não é? Se  descer agora mesmo da cruz, nós creremos nele!” (Mt 27. 42).
         4Ele confiou em Deus e disse que era Filho de Deus. Vamos ver se Deus quer salvá-lo agora” (Mt 27. 43).
         5Espere. Vamos ver se Elias vem salvá-lo!” (Mt 27.49).
         Das cinco zombarias proferidas contra Jesus, destaco as que já haviam sido antecipadas profeticamente pelo salmista: “Você confiou em Deus, o Senhor; então porque ele não o salva? Se ele gosta de você, porque não o ajuda” (Sl 22.8); “Ele confiou em Deus e disse que era Filho de Deus. Vamos ver se Deus quer salvá-lo agora” (Mt 27. 43).
         Essa zombaria foi pronunciada pelos chefes dos sacerdotes, mestres da lei e líderes judaicos. Não eram pessoas ignorantes, no sentido de falta de conhecimento da Palavra de Deus (Antigo Testamento). Sua ignorância estava no fato de não compreenderem com os olhos da fé quem estava na cruz.
         O evangelista Lucas apresenta em sua pesquisa, no Evangelho, três acusações contra Jesus quando este foi levado perante Pilatos. “...Pegamos este homem tentando fazer o nosso povo se revoltar, dizendo a eles que não pagassem impostos ao Imperador e afirmando que ele é o Messias, um rei” (Lc 23.2).
         Pilatos desejou saber se Jesus era ou não um impostor messiânico político. Pilatos não soube julgar o caso por não conhecer a verdade. Assim como os judeus, não conseguia ver com olhos da fé quem estava diante dele.
         O conselho, os líderes judaicos e os mestres da lei,  estavam incomodados pela afirmação de Jesus que se dizia ser o Messias divino. Os judeus entendiam essa afirmação como blasfêmia. Mas, por conhecerem a lei romana, sabiam que  blasfêmia” não condenaria Jesus.  Por esse motivo, perante Pilatos a acusação foi feita numa linguagem política. Jesus foi apresentado como um messias político, em nada diferente de Barrabás.
         Pelo que consta nos relatos dos Evangelhos, Jesus permaneceu em silêncio. Jesus recebeu de Pilatos a oportunidade de defesa e até mesmo mudança de plano, se caso fosse um messias político. Jesus se calou, não se defendeu e muito menos mudou de plano.
         Jesus se silenciou, mas não como um sinal de recusa a sua missão. A única coisa que Jesus comunicou conforme registrado pelo evangelista João (Jo 18. 34 – 38), é a verdade espiritual. Jesus informa a Pilatos que ele é o rei dos judeus, mas em sentido espiritual.
         Conforme o evangelho de João 18.38 e Lucas 23.4, Pilatos anunciou a inocência de Jesus, porque estava ocupado com o reino desse mundo e temia o tumulto que causaria entre o povo. Pilatos resolveu se acomodar num costume judaico, “anistia pascal”. Segundo esse costume, um preso político podia ser libertado antes da páscoa. Querendo se safar do suposto desejo dos judeus, sacrificar Jesus, Pilatos adotou o costume para se livrar da culpa da condenação de Jesus.
         O povo estava inflamado pelos lideres do conselho e Jesus foi escolhido para ser morto. Dou graças a Deus por terem escolhido Jesus. Foi a condenação de um inocente que me libertou.
         Jesus é o homem que eu encontrei que por amor a mim suportou ser zombado e ridicularizado. “Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a vida por eles” (Jo 15.13)
         Você confiou em Deus, o Senhor; então porque ele não o salva? Se ele gosta de você, porque não o ajuda” (Sl 22.8); “Ele confiou em Deus e disse que era Filho de Deus. Vamos ver se Deus quer salvá-lo agora” (Mt 27. 43). Essa zombaria é proferida ainda hoje! Você é um zombador de Cristo?
         As zombarias estão parafraseadas em: “Se Deus existe...; se Deus está aqui....; etc”.
         Jesus foi tentado a se tornar um messias mais fascinante, terreno, triunfante. O tipo de Jesus que agrada as pessoas e que faz o maior sucesso. A zombaria foi mais uma das tentações que sofreu para que se tornasse infiel ao seu papel de servo sofredor. “De fato, a mensagem da morte de Cristo na cruz é loucura para os que estão se perdendo; mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus” (1Co 1.18).
         As pessoas buscam um Jesus que satisfaça suas vontades e caprichos. Não podemos esquecer que Jesus veio para nos oferecer o que precisamos e necessitamos: a salvação. Essa se dá pela sua obra realizada na cruz.
         A teologia da glória é um desserviço a fé cristã. A teologia do oba-oba não contribui em nada para a edificação espiritual das pessoas. “Se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo” (1Co 15. 19). Jesus ensinou na sua conversa a Pilatos que seu reino é espiritual. Os sacerdotes de Cristo são enviados ao mundo para ensinarem o evangelho, anunciarem a remissão dos pecados, administrarem os sacramentos.
         Pessoas buscam um Jesus com status – curador, milagreiro, cheio de bênçãos de prosperidade. Infelizmente, milhares de pessoas que estão na busca desse Jesus, quando não o encontram, zombam, taxando Jesus de fraco, um Jesus sem perspectiva para ser servido. E há aqueles que se dizem enviados, mas sua intenção é apenas o reino deste mundo, sufocam o evangelho, extinguem o conhecimento da fé e do reino espiritual.
         Assim como na época, não se busca mais o Jesus que foi desamparado por Deus. Não o buscam, porque não compreendem que ser desamparado por Deus era o preço que precisava ser pago para nossa liberdade.
         Não precisamos da uma prova em nossa vida de que Jesus é o messias. A maior prova é a afirmação da Palavra de Deus que Jesus veio para buscar e salvar o perdido.
         Paremos com a zombaria do Jesus crucificado. Eu não preciso de um milagre que eu desejo para saber se Jesus existe ou me ama. O maior milagre é a afirmação dada por Jesus a Nicodemos: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). A páscoa é o maior milagre de Deus. A páscoa é a maior prova do amor de Deus por nós. “O que dá à morte o poder de ferir é o pecado, e o que dá ao pecado o poder de ferir é a lei. Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo!” (1Co 15. 56).
Edson Ronaldo Tressmann
(44) 3462 2796 ou 9856 8020, 9165 4351
 

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Lutero “entre aspas”

Família:
“Nenhum pecado merece castigo maior do que justamente aquele que cometemos contra as crianças, quando não as educamos”.

Igreja:
“A fé é um ato livre, ao qual não se pode forçar ninguém”.

Sociedade:
“Mais raro que um governo sábio, é um governo honesto”

 

domingo, 30 de março de 2014

Em Jesus não somos ossos secos.

ABRIL 2014
Comunicando sempre (Jesus - a fonte da água viva)
Eu os guiarei e os levarei até as fontes de água (Isaías 49.10)
Tema paroquial: IELB - 110 anos alimentada na fonte de água viva
5º Domingo na Quaresma – 06/04/14
Sl 130; Ez 37. 1 – 14; Rm 8. 1 – 11; Jo 11. 1 - 45
Tema: Em Jesus não somos ossos secos.

         Quando conversamos com as pessoas é comum ouvirmos a expressão: “se...”. Muitas vezes dizemos “se...” isso fosse assim, tal evento teria sido dessa maneira. Um “se...” que em muitos momentos mudou por completo toda a situação.
         O mesmo acontece com a vida diante de Deus. “Se” Deus não tivesse intervindo na história para mudar a nossa situação, estaríamos eternamente perdidos. Mas, felizmente para nós, Deus mudou nossa situação.
         Ouçamos as palavras do salmista: “Se tu tivesses feito uma lista dos nossos pecados, quem escaparia da condenação?” (Sl 130.3).
         O Salmo 130, canção de peregrinos, entoado pelo povo durante a sua caminhada para Jerusalém por ocasião de uma das festividades anuais, apresenta a ideia de uma pessoa atolada. Mas, esse atolamento não é em barro ou areia, mas em seus pecados.
         Diante do fato de sabermos que “se” Deus fizesse uma lista dos nossos pecados nenhum de nós iria subsistir.
              A leitura do Antigo Testamento apresenta a visão dada por Deus ao profeta Ezequiel. Um lugar cheio de ossos secos. É como caminhar num cemitério onde os ossos estão fora da sepultura.
                Essa visão dada por Deus precisa ser entendida a partir do contexto que tanto profeta, bem como o povo estava vivendo. O povo de Israel havia sido derrotado pelos babilônios. A derrota os obrigou a viverem exilados na Babilônia.
               O profeta recebeu a missão de anunciar ao povo que Deus havia permitido a derrota e o exílio. A visão do vale de ossos secos significa estar sem vida, que está tudo acabado, que não há mais esperança. Estar sem esperança é viver sem perspectiva, é o mesmo que estar morto. O vale de ossos secos representava o povo de Israel.
             O povo de Deus vivia um momento crítico. Era necessário que alguém comunicasse a mensagem de Deus ao povo. O profeta Ezequiel, junto ao povo, e Daniel, no palácio, foram fundamentais para a proclamação da mensagem de Deus. Não uma mensagem qualquer, mas uma mensagem de esperança e vida. O profeta Ezequiel anunciou que Deus os levantaria novamente, assim como aqueles ossos secos voltaram a viver.
             É digno de nota da leitura do evangelho de João 11.1 – 45, o fato de que a tristeza de Jesus o apresenta como verdadeiro homem. Um verdadeiro homem que veio ser o homem que Adão não foi e muito menos o homem que eu sou. Jesus veio ao nosso encontro. O milagre da ressurreição de Lázaro apresenta Jesus como Senhor da vida.
              Há um enorme contraste entre eu e Deus. “Se” Deus listasse todos os meus pecados estaria perdido e condenado eternamente. Por mim mesmo, estou eternamente perdido. Nessa triste e desastrosa situação, Deus continua enviando seus profetas para comunicarem uma mensagem confortadora: Em Jesus ossos sem vida voltam a viver!
            O salmista destaca “se...”. Se tu tivesses feito uma lista dos nossos pecados, quem escaparia da condenação?” (Sl 130.3). A resposta, ninguém. Não importa o que eu faça. Não importa se cumpro as tradições da quaresma.
           A boa noticia é que Deus resolveu não listar nossos pecados. Em seu Filho Jesus Cristo, Deus resolveu rasgar a lista dos nossos pecados. O pecado nos condena. O pecado nos mata. Mas, por seu amor e misericórdia, Deus resolveu e mudou a minha situação. Mesmo que a morte seja o salário do pecado, Jesus afirma: “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25b).
           Infelizmente, há muitos que foram batizados, confirmados, mas vivem suas vidas como se fosse um monte de ossos secos, sem esperança e sem vida espiritual.
           A boa noticia é que Jesus é a fonte do perdão. Nele está a força necessária para a restauração. Jesus não listou os meus e os seus pecados. Ao contrário, veio para limpar a nossa ficha. Ele rasgou todos os nossos pecados ao morrer na cruz.
         O Diabo se aproveita quando estamos vivendo como ossos secos. Em momentos quando estamos sem esperança e mortos espiritualmente, o diabo vive cobrando nossos pecados. Acusa nossa consciência. Esfrega na nossa “cara” a lista dos nossos pecados. Mas, a maravilhosa notícia é que mesmo continuando nessa vida como pecadores, em Jesus somos justificados por Deus. Creia na obra de Jesus realizada por você na cruz. Receba essa graça de Deus ainda hoje através da Pregação da Palavra. Amém!
 

Edson Ronaldo Tressmann

Observação:
Algumas ideias foram retiradas do sermão do Pr Silvio Ferreira postado na lista de pastores em 2011. Ele é pastor em Vila Velha, E.S.


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Esse livro distribui alguns pensamentos de Lutero sobre Família, Sociedade e Igreja
Veja o exemplo abaixo:

Família:
“Nenhum pecado merece castigo maior do que justamente aquele que cometemos contra as crianças, quando não as educamos”.

Igreja:
“A fé é um ato livre, ao qual não se pode forçar ninguém”.

Sociedade:
“Mais raro que um governo sábio, é um governo honesto”

segunda-feira, 24 de março de 2014

Acorde e ande na luz

4º Domingo na Quaresma
Sl 142; Is 42. 14 – 21; Ef 5. 8 – 14; Jo 9. 1 - 41
Tema: Acorde e ande na luz.

         Um menino junto com seus pais visitou uma catedral. Nessa catedral havia vitrais com imagens dos apóstolos e de Jesus. Maravilhado com aquela beleza foi para casa muito alegre. Durante vários dias fez perguntas ao seu pai e sua mãe sobre aquelas imagens. 
         Dias depois dessa visita a catedral, participando da escola bíblica em sua igreja, a professora fez uma pergunta: “O que é um santo?” O menino lembrou-se das imagens dos apóstolos e de Jesus nos vitrais da catedral e respondeu: “Um santo é um homem que brilha quando a luz o atinge”.
         O apóstolo Paulo ao escrever aos cristãos da Ásia Menor, carta aos Efésios, escreveu: “Antigamente vocês mesmos viviam na escuridão; mas, agora que pertencem ao Senhor, vocês estão na luz. Por isso vivam como pessoas que pertencem à luz, pois a luz produz uma grande colheita de todo tipo de bondade, honestidade e verdade” (Ef 5. 8 – 9).
         Éfeso era tida como a cidade mais importante da região. Nessa cidade, Paulo começou a Igreja de Cristo. A mesma se tornou muito forte e coesa, servindo de exemplo para outras. No entanto, na cidade de Éfeso havia muitas situações perigosas para a fé cristã. A igreja estava exposta a esses perigos. O perigo estava no ocultismo, na idolatria, na bruxaria, na feitiçaria, etc. Havia também um templo dedicado a uma deusa muito famosa, Diana.
         Também vivemos tempos difíceis para a fé cristã. Por esse motivo, o apóstolo Paulo recomenda que “aproveitemos bem o tempo, pois os dias são maus” (Ef 5.16). Ao dizer que os Dias são maus está dizendo que vivemos dias governados pelo mal.
         O apóstolo Paulo estava atento a todo tipo de influências ruins e negativas que a igreja estava sujeita. Também precisamos estar atentos ao tempo em que estamos vivendo. Sou cidadão brasileiro, amo meu país, mas preciso reconhecer que estou vivendo dias maus. Esses dias maus não são por causa dos protestos. Os dias aqui no Brasil são maus porque muitas leis que estão em pauta no nosso Congresso Legislativo vão contra aquilo que nós cristãos acreditamos e confessamos como verdades absolutas.
         O apóstolo Paulo convida: “Você que está dormindo, acorde! Levante-se da morte, e Cristo te iluminará” (Ef 5.14). Acorde! Pois, Antigamente vocês mesmos viviam na escuridão; mas, agora que pertencem ao Senhor, vocês estão na luz. Por isso vivam como pessoas que pertencem à luz, pois a luz produz uma grande colheita de todo tipo de bondade, honestidade e verdade” (Ef 5. 8 – 9).
         O convite para que acordemos e andemos na luz é feito porque estamos cercados pelos mais variados perigos espirituais provindo do relativismo e secularismo.
         Quando Paulo convida: Acorde e Viva na luz não é uma referência ao bronzeamento ou direito à luz elétrica. A ênfase está na vida espiritual. Vida essa que tem apenas duas alternativas: luz ou trevas.
         Quando enviou Jesus, Deus nos tirou das trevas. Quando pelo evangelho nos chamou a fé e nos iluminou com seus dons, Deus nos fez e faz viver na luz.
         Corremos o risco de cair na sonolência espiritual. Quando caímos na sonolência espiritual, ficamos desatentos às coisas de Deus. Essa sonolência pode acontecer por causa de duas situações. Primeiro: por ignorância nas verdades Divinas, as quais, já não são tidas como verdades absolutas. Segundo: por negligência, por acomodação ou por superficialidade na fé devido ao secularismo e relativismo.
         Você que está dormindo, acorde! Levante-se da morte, e Cristo te iluminará” (Ef 5.14). Qual é a causa da sonolência espiritual? Acorde!
         Com a pregação da Palavra, o Espírito Santo quer te acordar e te fazer viver na luz. Na luz, o Espírito Santo te capacita a brilhar para os outros.
         O que fazer para que essa luz brilhe? Primeiro: Pare de olhar para você mesmo. Segundo: Cristo te iluminará.
         O apóstolo Paulo admoesta: “Você que está dormindo, acorde! Levante-se da morte,...” (Ef 5.14). Observe que essas palavras não indica que temos forças para fazer isso. Vou exemplificar com a seguinte ilustração: O fato de ir cobrar alguém não indica que o mesmo tenha dinheiro para pagar a dívida.
         Quando somos cobrados por Deus é para tirar de nós o orgulho. Somos orgulhosos, mas, mesmo que eu me esforce nada posso fazer para cumprir minhas obrigações diante de Deus.
         Quando Deus me humilha mostrando que estou dormindo e que sozinho não consigo me levantar, Cristo me ilumina. Essa iluminação acontece quando deposito nEle, Jesus, toda a confiança.
         Você que está dormindo, acorde!
         Esse é o convite de Deus para você. É um convite à genuína conversão e arrependimento. Precisamos acordar de nosso sono espiritual.
         Verdadeiramente arrependido Cristo te iluminará, pois, “... a misericórdia de Deus é muito grande, e o seu amor por nós é tanto, que, quando estávamos espiritualmente mortos por causa da nossa desobediência, ele nos trouxe para a vida que temos em união com Cristo. Pela graça de Deus vocês são salvos. Por estarmos unidos com Cristo Jesus, Deus nos ressuscitou com ele para reinarmos com ele no mundo celestial” (Ef 2. 4 – 6).
         Estar acordado significa estar abençoado. Acordar e se Levantar significa ser e estar cristão. Ser e estar cristão é viver na fé num mundo que está caminhando nas trevas.
         Quando se acorda e é iluminado por Cristo passa-se a viver na luz. A luz não está em nós. A luz está em Cristo, e essa luz de Cristo, Deus quer que brilhe em nós. Essa luz brilha cada vez que em verdadeiro arrependimento nos levantamos e vivemos no perdão dado por Jesus.
         Antigamente vocês mesmos viviam na escuridão; mas, agora que pertencem ao Senhor, vocês estão na luz. Por isso vivam como pessoas que pertencem à luz, pois a luz produz uma grande colheita de todo tipo de bondade, honestidade e verdade” (Ef 5.8 – 9).
         Somos santos não porque abandonamos nossos pecados ou porque abandonamos alguns vícios. Somos santos, porque o Espírito Santo nos chamou pelo evangelho e faz com que a luz de Jesus brilhe em e por nós. Amém!
 
Edson Ronaldo Tressmann
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terça-feira, 18 de março de 2014

Superando barreiras e ofecerecendo o Dom de Deus.

3º Domingo na Quaresma – 23/03/14
Sl 95. 1 – 9; Ex 17. 1 – 7; Rm 5. 1 – 8; Jo 4. 5 – 26
Tema: Superando barreiras e oferecendo o Dom de Deus
 
         No dia 10/03/2014 no site (http://globoesporte.globo.com/futebol) foi publicado a reportagem sobre o uniforme que seria usado pelos árbitros na competição Copa do Brasil. Segundo a reportagem o uniforme terá uma mensagem contra o racismo. A CBF divulgou a foto da camisa com os dizeres 'Somos Iguais' no lado direito do peito

         "Somos todos iguais” – será que estamos conscientes dessa verdade?

         Com a leitura do texto do evangelho de João 4. 5 - 26 aprendemos uma preciosa lição de Jesus na beira de um poço: Somos todos iguais. Nossa igualdade não está apenas no lado direito do peito, mas também porque “todos” necessitamos da mesma coisa.
         Tendo necessidade, Jesus deseja suprir a mesma. Para isso, fala sobre como oferecer e dar àquilo que “todos” necessitam. Para que “todos” “conheçam o dom de Deus e peçam água viva” é necessário quebrar barreiras. Barreiras que muitas vezes parecem ser intransponíveis.
         No Evangelho de João capitulo 4 versículos 5 a 26 vemos Jesus oferecendo a água viva a uma mulher samaritana. Para que Jesus oferecesse a água da vida foi preciso transpor algumas barreiras. Vejamos:
v. 9:...como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana...barreira racial.
v.18:...porque cinco marido já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido;...barreira social.
v. 20:Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorarbarreira religiosa.
Também a barreira cultural, v. 27:...chegaram os discípulos e se admiraram de que estivesse falando com uma mulher;...
         Somos todos iguais” – será que estamos conscientes dessa verdade diante da barreira racial, social, religiosa e cultural?
         O Brasil é um país continental. Somos agraciados por Deus por ter num mesmo país diferentes raças, climas, vegetação, culturas e tradições. Louvemos a Deus por essa variedade de coisas impressionantes!
         Infelizmente, conforme escrito pelo apóstolo Pedro “...nosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8), está nos devorando através do racismo e da indiferença.
         A maravilha em ser um país continental, extenso, variado, traz consigo o desafio da superação de muitas barreiras culturais, sociais, religiosas e raciais.
         Ao dizer que somos todos iguais, precisamos encarar o preconceito de muitos para com a igreja? Muitos têm um pré-conceito formado de que evangélico é alguém de outro mundo, pois está sempre fora desse mundo.
         Deixemos esse assunto para outro momento. Minha ocupação e preocupação é justamente com vocês que são evangélicos e católicos.
         É necessário dizer que a Igreja está inserida em vários contextos. Cada local requer uma readaptação, aculturação. Isso nem sempre é fácil. Algumas vezes, a dificuldade é não conseguir e nem buscar desvincular-se de uma tradição, seja racial ou eclesiástica. Outras vezes, a dificuldade está em não conseguir aculturar-se. 
         Nesse imenso Brasil, composto por vários Brasis, congregações foram levadas por àqueles que buscaram fazer suas vidas em novos lugares. Algumas dessas congregações se adequaram ao local onde foram inseridas, outras infelizmente não conseguem ultrapassar velhas barreiras.
         Não há problema em ser uma igreja de sotaque alemão no nordeste brasileiro. Somos enviados para acolher e integrar os que não possuem sotaque alemão. Assim como a minha cultura é importante e tem o seu valor, a cultura do outro também tem o seu valor e merece meu respeito.
         A palavra Missão não significa “missa grande.” A palavra Missão vem do latim “missio” e significa “enviar.” A Igreja cristã, composta por santos, ou seja, os que creem em Jesus e se reúnem em congregações, é enviada para o mundo. Como enviada, a Igreja oferece o Dom de Deus. Não que o Dom de Deus seja de propriedade da congregação, mas através da atuação da congregação pelos meios da graça, Batismo, Santa Ceia e Pregação da Palavra, oferece e dá o Dom de Deus.
         O enfoque da IELB para 2014, dentro do tema geral “A Igreja comunica a Vida!”, gira em torno da água viva.
         A água viva é um tema do Evangelho de João. Aparece no diálogo de Jesus com a mulher samaritana, João 4.10: “Se você soubesse o que Deus pode dar ... você pediria, e ele lhe daria a água da vida.O que significa “água viva”? Mesmo que Jesus por muitas vezes tenha dito: “Eu sou o pão da vida”, não chegou a afirmar “Eu sou a água viva”.
         O que é água viva? Para encontrar a resposta, segundo o professor Dr. Vilson Scholz, precisamos olhar para dois textos do apóstolo João em seu Evangelho, (Jo 7.37 – 39; 19.34). Em João 7. 37 – 39, Jesus fala sobre o Espírito Santo. Sob a luz de Jo 7.39, entendemos que Jo 19.34 a água viva é o Espírito Santo.
         Se a água viva é o Espírito Santo, em 2014, conforme desafiado pelo professor Dr. Vilson Scholz no desenvolvimento da temática da IELB para esse ano, precisamos dar ênfase na pessoa e ação do Espírito Santo sem medo de ser chamado de pentecostal. Lembremos que precisamos superar a barreira do preconceito. Infelizmente, assim como muitos tem seu pré-conceito formado dos evangélicos, também há muito pré-conceito pelos pentecostais.
         Jesus ofereceu o Dom de Deus à mulher samaritana e o oferece a cada um de nós. Para que o Dom de Deus seja recebido pelas pessoas através dos meios da graça, precisamos superar barreiras.
         A IELB busca transpor as muitas barreiras existentes. Ela oferece a água viva através dos meios da graça a todos os brasileiros. Além de estarmos presentes em todos os estados do Brasil, estamos engajados na missão em Moçambique e Angola.
         Uma igreja que precisa reconhecer (mesmo que muitos a vejam assim), que não é apenas uma igreja alemã. Somos uma igreja brasileira para os brasileiros e para qualquer outra raça que desejar beber da água da vida. Afinal, essa água da vida, Jesus nos enviou para oferecer e dar a outros.
         Romper barreiras não requer simplesmente deixar nosso sotaque alemão, italiano, espanhol, português, etc, ou nosso jeito de ser. Isso faz parte da nossa essência. Romper barreiras é continuar oferecendo para “todos” o que nos foi oferecido: a água da vida.
         Estamos próximos de comemorar 110 anos de IELB em terras brasileiras. Uma data significativa por que mostra o quanto fomos saciados pela água viva.  
         Jesus continua oferecendo a água da vida a “todos”. Alimentado na água viva posso transpor todas as barreiras para que outros sejam saciados em sua sede espiritual assim como eu que era sedento também fui saciado.
 

Compartilho o link de um video que postei no youtube no qual consta o resumo dessa mensagem:
http://www.youtube.com/watch?v=QO0EnjAEkBI
 
Pr Edson Ronaldo Tressmann
Querência do Norte – PR

#O silêncio que destrói e a fala que cura!

  06 de setembro de 2026 Próprio 18 - Décimo Quinto Domingo após Pentecostes Salmo 32.1-7; Ezequiel 33.7-9; Romanos 13.1-10; Mateus 18.1...