23 de agosto de 2026
Próprio
16 – Décimo Terceiro Domingo após Pentecostes
Salmo
138; Isaías 51.1-6; Romanos 11.33-12.8; Mateus 16.13-20
Tema:
A
opinião pública e a voz do Pai!
A voz do povo é a voz de Deus! Será?
Os evangelhos registram que
Jesus tentou por muitas vezes ficar sozinho com seus discípulos. Por nove
vezes, esse plano foi fracassado e nessa, a décima oportunidade, Jesus chegou
com seus discípulos aos vales solitários onde está a nascente do rio Jordão,
aos pés do Monte Hermon, na cidade de Cesareia de Filipe.
Podendo ter um momento a sós com seus
discípulos, Jesus questiona sobre a opinião pública sobre: “Quem o povo diz que o Filho do Homem é?” (Mt
16.13).
A designação Filho do Homem aponta para o
mediador encarnado que verdadeiramente nasceu da virgem Maria, sofreu, morreu,
ressuscitou e voltará para julgar.
A opinião pública a respeito sobre quem
era Jesus variava. O Rei Herodes Antipas o tinha como ressurreição de João
Batista. Outros, recordavam da profecia anunciada pelo profeta Malaquias (Ml
4.5) e diziam que Jesus era Elias devolvido a terra. Outros, recordando
2Macabeus (2Mac 2.4) acreditavam que o profeta Jeremias saiu da caverna, onde
guardava o tabernáculo e arca da aliança. Outros diziam que Jesus fosse algum
dos profetas.
Apesar dessas opiniões positivas a
respeito de Jesus, elas destacavam que Jesus não era o Messias. Além dessas
opiniões positivas, vemos ao longo dos evangelhos opiniões negativas, tal como
dos parentes de Jesus que o consideravam louco. Pessoas piedosas o tinham como
alguém que andava com gente que não presta, tal como publicanos e pecadores e
ainda um beberrão e comilão. Religiosos e políticos o tinham como um entusiasta,
um inovador perigoso, charlatão e blasfemo.
De acordo com a opinião pública, era
unânime que Jesus não era o Messias. Nem sempre a voz do povo é a voz de Deus. Isso fica mais
evidente, quando Jesus perguntou se eles concordavam com essa opinião pública e
ouvimos Pedro responder, como sendo uma voz direta de Deus, que Jesus é o
Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.16).
A voz de Deus, diferentemente da opinião
pública, disse por boca de Pedro que Jesus é o Messias, o Cristo, o Ungido. Ou
seja, o Filho do Homem é o Filho do Deus vivo, é o próprio Deus vivo. O próprio
apostolo João enfatiza Jesus como sendo o eterno filho de Deus (Jo 1.1-18).
Essa verdade e confissão dada pelo Pai, por
boca de Pedro, é a rocha sobre a qual a igreja está edificada. Pela opinião
pública, por suas muitas posições mesmo que positivas sobre Jesus, apenas afastam
pessoas dessa confissão central.
Qual é a opinião
pública sobre Jesus?
Confessar e crer na voz do Pai de que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo é essencial.
A partir dela, recebemos da boca de Jesus uma maravilhosa promessa de Jesus: “...e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e
nem a morte poderá vencê-la...” (Mt 16.18, NTLH); “...sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as
portas do inferno não prevalecerão contra ela...” (Mt 16.18, ARA).
Os israelitas imaginavam o reino dos
mortos como sendo uma fortaleza em que havia uma porta de entrada. Quem atravessasse
essa porta se mantinha preso e ninguém retornava do reino dos mortos.
Jesus, ao ter sido revelado pelo Pai, por
boca de Pedro, que é o Filho do Deus vivo, o próprio Deus vivo, é o vencedor da
morte. Ele não permaneceu na sepultura. E a igreja, os que creem nessa verdade
de que Jesus é o vencedor da morte, é o Deus vivo, pode se alegrar e refugir na
certeza de que há vida eterna.
Por essa razão, a igreja, tal como um
batalhão em prontidão, com soldados ativos, “...apresentam
o ... corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto
racional... sendo um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, ...,
diferentes dons segundo a graça que nos foi dada... segundo a proporção da fé; ...
dedicando-nos ao ministério; ...” (Rm 12.1,5-8).
As portas
do inferno, ou seja, opiniões públicas, mesmo que positivas a respeito
de Jesus, querem nos afastar da fé no Cristo, o Filho do Deus vivo.
As chaves
do Reino dos céus continuam na igreja. Essa chave é Cristo, aquele
que abre a porta do céu ao pecador arrependido. A mensagem do Cristo, o Filho
do Deus vivo, como escreveu Paulo, continua sendo perfume para vida e para
outros, cheiro de morte (2Co 2.12-14).
Nem sempre a opinião pública é a voz de
Deus e ainda hoje, a voz de Deus, pela confissão da Igreja, continua dizendo
que Jesus é o Messias, o vencedor da morte que concede perdão, vida e salvação.
Amém
Edson
Ronaldo Tressmann
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