segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Capacitados para sermos modelos

10/02/13 – Transfiguração do Senhor
Sl 99; Dt 34. 1 - 12; Hb 3. 1 - 6; Lc 9. 28 - 36
Tema: Capacitados para sermos modelos


         Leiamos o texto de Deuteronômio 34. 1 – 12:
Então subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cume de Pisga, que está em frente a Jericó e o SENHOR mostrou-lhe toda a terra desde Gileade até Dã; E todo Naftali, e a terra de Efraim, e Manassés e toda a terra de Judá, até ao mar ocidental; E o sul, e a campina do vale de Jericó, a cidade das palmeiras, até Zoar. E disse-lhe o SENHOR: Esta é a terra que jurei a Abraão, Isaque, e Jacó, dizendo: A tua descendência a darei; eu te faço vê-la com os teus olhos, porém lá não passarás. Assim morreu ali Moisés, servo do SENHOR, na terra de Moabe, conforme a palavra do SENHOR. E o sepultou num vale, na terra de Moabe, em frente de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura. Era Moisés da idade de cento e vinte anos quando morreu; os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu o seu vigor. E os filhos de Israel prantearam a Moisés (lider) trinta dias, nas campinas de Moabe; e os dias do pranto no luto de Moisés se cumpriram. E Josué, filho de Num, foi cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés tinha posto sobre ele as suas mãos(exemplo de transição); assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos, e fizeram como o SENHOR ordenara a Moisés. E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o SENHOR conhecera face a face; Nem semelhante em todos os sinais e maravilhas, que o SENHOR o enviou para fazer na terra do Egito, a Faraó, e a todos os seus servos, e a toda a sua terra. E em toda a mão forte, e em todo o grande espanto, que praticou Moisés aos olhos de todo o Israel. (http://www.bibliaonline.com.br)

         E com essa leitura podemos nos perguntar: será possivel encontrar um modelo semelhante ao de Moisés para nossos dias? Ninguém quer ser observado a ponto de ser um exemplo para os outros. Ser modelo para alguém é algo que traz consigo responsabilidade. É como viver resposnavelmente duas vezes.
         Com a leitura desse texto, Dt 34. 1 – 12, podemos dizer que Moisés foi exemplo para todo o povo em sua peregrinação pelo deserto. Além da responsabilidade de liderar, ainda viveu sob a responsabilidade de ser exemplo. No entanto, isso não quer dizer que ele tenha sido “perfeito.” Como ser humano pecador, também cometeu seus erros, e por uma grave falha, Deus não lhe permitiu entrar na terra prometida, apenas vê-la como sinal de que o Deus que o havia chamado, havia cumprido sua promessa.
         Mesmo que tenhamos Moisés como exemplo, não podemos nos esquecer de que foi um pecador. E como pecador careceu da graça de Deus, assim como nós também carecemos. O Deus que agiu em Moisés é o mesmo que atua em amor e graça ainda hoje em nós pela sua Palavra e Sacramento. Moisés cometeu pecados, dos quais necessitou perdão. Mas, mesmo em meio a sua vida pecadora, não deixou, capacitado por Deus de ser exemplo entre seu povo.
         É dificil ser exemplo para alguém. Mas, o ser exemplo é algo que Deus nos capacita a ser. E capacitados por Deus, milhares de pessoas, mesmo vivendo como pecadores são exemplos de amor, compaixão, humildade e principamente fé em Jesus.
          Capacitados por Jesus, o sol nascente. Esse é o tema geral da IELB para esse ano de 2013. E nesse mês de fevereiro estamos destacando a cpacidade que Deus nos dá para vermos claramente a questão dos dons, principalmente do amor pelo próximo. Deus nos capacita para sermos modelos, pois assim, a luz de Jesus irá brilhar para outros. Deus nos capacita para irmos sempre debaixo do verdadeiro abrigo, a sombra que é Cristo. E ainda no ultimo culto desse mês iremos estudar e ver como Deus nos capacita para entendermos e sempre buscarmos a nossa real necessidade.
         Então nessa mensagem queremos ver através do relato biblico como Moisés foi e ainda pode ser usado como modelo para nossa vida crisstã e ainda se há entre nós modelos semelhantes.
         Moisés foi exemplo de:
          - Confiança
         Quando Moisés foi chamado, conforme Êxodo 3, vemos que a principio sua reação foi de recusa. No entanto, essa recusa não estava atrelado a falta de confiança em seu Deus. Moisés estava, digamos, decepcionado com o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
         Mas, em seu amor e misericórdia, o anjo do Senhor, o próprio Jesus, lhe ajudou a superar esse sentimento e o enviou para ser lider para a libertação do povo de Israel da escravidão do Egito.
         O que motivou Moisés a ser lider do povo desde o Egito as margens da terra prometida foi a confiança na promessa que Deus havia feito à abraão, Isaque e Jacó e agora transmitida a ele.
         A confiança não paralisou o lider Moisés diante dos muitos obstáculos. Mas, vale lembrar que justamente, devido as muitas dificuldades, esse lider acabou agindo por impulso e com falta de fé, Ex 17.7; Nm 27. 14; 20. 12; Dt 32. 51; e assim, por tantas vezes ter sido solidario com o povo em seus erros, acabou cometendo um grave pecado, lhe faltando confiança diante da falta de água no deserto de Zim em Refidim. Mas, mesmo nessa situação podemos destacar a confiança, a fé de Moisés.
         Em Deuteronômio 3. 23 – 27 ou Numeros 27. 12 - 14 temos a descrição da bela oração de Moisés. E nessa oração conseguimos ver o modelo de confiança que Moisés foi. Ele orou pedindo que Deus o permitisse ver a terra prometida; pediu que Deus desse ao povo um novo lider para que não fossem ovelhas sem pastor.
         Moisés foi exemplo de:
         - idoso ativo
         Mesmo idoso, Moisés não deixou de servir a Deus. Ele atuou fielmente até o dia em que Deus, assim como ele mesmo havia confessado: “O Senhor, autor e conservador de toda vida, ...” o levou da sua peregrinação no deserto.
         E o que é espetacular em Moisés, é que mesmo sendo ativo, não deixava de dividir as tarefas e preprar um substituto.
         - capacitação de um substituto
         Essa é ainda é uma questão que entre nós não está bem desenvolvida. Nos falta planejamento sobre transição. Observemos o fato de Moisés ter orado a Deus, depois de receber de Deus a noticia de que não entraria a terra prometida, Nm 27. 16 – 17. E ouvindo de Deus a resposta de que Josué era o seu substituto, Moisés não agiu mal diante dele. Na verdade, lhe transmitiu o cargo dando a ele toda a sua autoridade diante do povo.
         - liderança
         Moisés era um lider que cuidava de outros lideres. Ser lider em si já é complicado, imaginem, Moisés, liderando, distribuindo tarefas e supervisionando esses lideres.
         Muito se vende hoje sobre livros de liderança, e acabamos deixando de lado, ricos aprendizados que temos sobre liderança em Moisés. Basta-nos ler os 5 primeiros livros da Biblia. E o maior modelo de liderança é o de Moisés em dois aspectos: ouviu que era necessario e importante dividir as tarefas e as distribuiu sem medo de perder seu posto de lider.
         - profeta
         Num ano em que como IELB estamos refeltindo sobre a capacitação é importante que apontemos para um exemplo maior ainda Jesus. O autor a carta aos hebreus faz essa distinção entre Moisés e Jesus.
         Exemplos, por melhores que sejam, são falhos. Mas, Jesus é aquele que veio para pagar nossas falhas, veio para corrigir a nossa falha. Jesus, que com seu amor, além de nos capacitar para que sejamos modelos para outros, ainda nos dá a certeza de que nos perdoa quando falhamos em nossa peregrinação por esse mundo.
         Moisés é modelo de profeta por sempre ter apontado para a direção correta. Ele, poderia ter evitado inumeros problemas em sua liderança se buscasse agradar o povo dizendo a eles o que queriam ouvir. Mas, como profeta sempre dizia o que Deus lhe enviou para dizer, não importavam suas palavras, mas o que Deus lhe enviou para falar: “E Moisés foi um servo fiel no seu trabalho na casa de Deus e falou das coisas que Deus ia dizer no futuro” (Hb 3.5 NTLH).
         Assim como dito na mensagem da semana passada, como parte da igreja cristã, estamos inseridos entre um povo que está na expectativa de um possível livramento, cura, prosperidade. E a mensagem que Deus nos comunica através a sua Palavra precisa ser comunicada em fidelidade as pessoas hoje. Quando como IELB através do anuncio da pura Palavra de Deus e a correta administração dos sacramentos: Batismo e Santa Ceia, as pessoas não se agradam da mesma, não está possibilitado a nós querermos mudar a mensagem. A mensagem está pronta. É a própria Bíblia, interpretada por si mesma. E se muitas vezes não é agradável e nem soa bem aos ouvidos do povo, não importa. Nossa missão é apenas comunicar o que Deus nos comunica pela sua Palavra. E por isso o autor a carta aos hebreus anuncia: “Mas Cristo é fiel como Filho, que dirige a casa de Deus. E nós seremos a sua casa se conservarmos a nossa coragem e a nossa confiança naquilo que esperamos” (Hb 3.6).
         A leitura do evangelho para esse nosso culto trata sobre a vida cristã como uma peregrinação. E que em nossa peregrinação cristã, nunca abstenhamos da pura Palavra de Deus, do sacramento do altar, pois os mesmos indicam a mensagem e a obra do verdadeiro profeta em nosso lugar. E através desse profeta, que é a sol nascente, permaneceremos capacitados para ser modelo de fé e coragem para muitas pessoas.
         Que nossa peregrinação cristã nesse mundo seja uma luz que brilhe a ponto das pessoas poderem dizer: “bom é estarmos aqui” juntamente contigo, leva-nos a fonte dessa luz. Amém!

Pr. Edson Ronaldo Tressmann
cristo_para_todos@hotmail.com

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Na unidade somos capacitados a olhar com verdadeiros olhos.

03/02/13 – 4º Domingos após Epifania
Sl 71. 1 – 6; Jr 1. 4 - 10 e 1Co 12. 31 b – 13.13; Lc 4. 31 - 44
Tema: Na unidade somos capacitados para olhar com verdadeiros olhos


         Como IELB temos planejado ser 300 mil membros até 2014. Mas, e se esse e tantos outros resultados que planejamos não acontecerem? Quem será o culpado? Quem será punido por não se obter os resultados esperados?
         Jeremias tinha cerca de 24 anos quando ouviu o chamado de Deus para que ele fosse um profeta em Judá. Por parte de Deus, esse chamado já havia acontecido mesmo antes de seu nascimento. Esse chamado aconteceu alguns anos antes de Judá ser conquistada e levada definitivamente exilada para Babilônia. Um ministério de 40 difíceis e dolorosos anos.
         O seu chamado foi distintivo devido a sua missão que era levar uma mensagem extremamente dura e antipática para o povo. O povo estava na expectativa de um possível livramento de Deus da conquista Babilônica e esperava uma mensagem otimista. No entanto, Jeremias trouxe uma mensagem pessimista, mas não que a mesma fosse só de desalento. Ele anunciou também as promessas de libertação de Deus, que ocorreria após os 70 anos de cativeiro. Mesmo que o povo não quisesse, iria passar pelo exílio.
         O que Deus disse a Jeremias, e diz a nós ainda hoje é: vai e prega e não se preocupe, pois estarei com você. Não se preocupe com os resultados. Eu cuido disso. Não se impressione com a quantidade, isso não significa muita coisa.

O SENHOR Deus me disse: - Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o escolhi...

         Deus chamou Jeremias para realizar o projeto de Deus e da mesma maneira nos chama para fazer parte de um projeto maior do que os nossos projetos. Acima das nossas metas e propósitos, está o propósito do plano de Deus. Claro que para realizar isso somos capacitados para planejar e executar. Mas, não podemos dar mais ênfase àquilo que queremos como instituição àquilo que verdadeiramente Deus quer que realizemos.

Então eu disse: - Ó SENHOR, meu Deus, eu não sei como falar, pois sou muito jovem.

         Diante de nossos planos e projetos precisamos ter consciência de que não temos muita coisa a oferecer e que somos limitados. E justamente nas nossas limitações que Deus trabalha e atua. Deus não chama apenas pessoas especiais para realizar seu projeto. Ele transforma pessoas comuns em pessoas especiais dentro do seu projeto. O maior exemplo disso são os primeiros apóstolos que a principio eram simples pescadores, e no projeto de Deus foram transformados em pescadores de homens. O chamado de Deus nos torna especial por que através dele fomos inseridos no seu plano de salvação para a humanidade.
         Assim como recebemos inúmeros convites de pessoas, Deus também nos convida para fazer parte do seu projeto. E para realização do projeto de Deus, assim como fez com Jeremias, Ele continua nos capacitando para que possamos realizar a sua obra.

Não diga que é muito jovem, mas vá e fale com as pessoas a quem eu o enviar e diga tudo o que eu mandar. Não tenha medo de ninguém, pois eu estarei com você para protegê-lo.

         Deus prepara os seus para os enviarem ao mundo para o qual tem um projeto de salvação. Essa capacitação inicia no batismo e é continuada através da pregação e do sacramento do altar.
         Pelo batismo, Deus realiza em nós duas obras. Primeiro: dá a salvação eterna pelo perdão que nos concede e segundo: enche-nos de dons. E esses dons conforme descrito e estudado por nós em 1Corintios 12 são para unidade de todo o corpo de Cristo que é a igreja cristã espalhada pelo mundo inteiro.
         Muitas vezes, tentados a olhar para nossas habilidades e dons nos sentimos medrosos e receosos diante do primeiro obstáculo. Quando nos encontramos assim como o profeta Jeremias, sendo chamados por Deus, mas reconhecendo nossa fraqueza, há algo positivo nisso. Deus mostra que não temos nada para nos vangloriar de nós mesmos. Pois, assim como o chamado é feito por Deus, da mesma maneira as realizações e conquistas são realizações de Deus.
         Mesmo que capacitados por Deus, precisamos, devido ao nosso pecado, reconhecer que somos apenas um vaso de barro. Mas, ao mesmo tempo, louvar a Deus, porque mesmo fraco como um vaso de barro, através de nós, Deus divide com outros preciosos tesouros, (2Co 4.7).
       Deus nos capacita desde o nosso batismo com variados dons. E todos esses, tem como propósito manter a igreja unida. Os dons não são para prosperidade ou crescimento da igreja. Pelos muitos dons, a unidade é apresentada ao mundo e nos dá a possibilidade de sermos instrumentos para realizar o plano que Deus tem e oferece ao mundo. E assim como somos, com nossas fraquezas, e onde estamos (família, sociedade e igreja), fomos colocados para executar o propósito de Deus, testemunhar para que as pessoas creiam e sejam salvas.
          Alguns são chamados para interceder, outros contribuir, alguns para curar, outros para liderar, etc. Todos esses chamados são executados na congregação local, na família, na sociedade. Como estamos exercendo nosso chamado?
         Não existe um dom melhor que o outro. A verdade é que todos os dons requerem responsabilidade, por isso a advertência de Jesus: ... A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lc 12.48).
         A Igreja não pode querer e buscar ser comparada a uma empresa, uma ONG ou um clube. Numa empresa, ONG ou clube, o que vale são os resultados. Pelos mesmos se adquire uma promoção no cargo e aumento salarial. Lembremos que parte do chamado dado por Deus a nós apresenta que nós somos apenas instrumentos, mas os resultados vêm dEle e todos devem ser creditados a Ele.
         É hora de se arrepender, e a exemplo da comunidade de Corinto, precisamos reiniciar a trilhar o melhor caminho que é o melhor de todos: o amor.
         Estamos sendo tentados a tirar os óculos pelos quais visualizamos que Deus chama, capacita e dá os resultados na sua missão.
         Se me permitem quero usar uma ilustração simples. Digo que a igreja cristã está numa longa viagem. E numa viagem longa, é comum sermos surpreendidos com chuva. E na chuva, o carro não possui desembaçador acaba ficando difícil de prosseguir viagem, pois com os vidros embaçados é difícil permanecer com segurança na pista. Assim se estaciona o carro e espera o tempo chuvoso passar.
         E se em nossa viagem, agora no século XXI, período pós-moderno, estamos em meio a uma grandiosa chuva, cabe-nos alguns questionamentos: Estamos com os vidros embaçados? Será que hora de parar e esperar o tempo chuvoso passar? Ou podemos continuar nossa viagem?
         Paulo havia acabado de dizer que os coríntios eram marionetes. Estavam confusos. E após dizer a realidade, Paulo expressa com clareza que: Deus nos capacita a vermos com verdadeiros olhos. Vermos que é pelo amor que trilha o caminho dos dons. Não adianta termos dons, se não o usamos com amor para com o nosso semelhante. Quantos dons há em nossa igreja? E como os mesmos estão sendo classificados? Muitas congregações num possível perfil de chamado para um novo pastor acabam fazendo do mesmo uma lista quase que inatingível de dons. E assim, os dons distribuídos por Deus para unidade da igreja tornaram-se um assunto de discórdias e até mesmo de desunião. E se muitos resultados planejados não forem alcançados, a culpa é a falta de algum dom do pastor.
         Em nossa viagem eclesiástica, estamos sendo confundidos em meio aqueles que dizem ter o dom de cura, de línguas, etc. E nós pastor, porque não temos esses dons? Queira Deus que consigamos ligar o desembaçador do carro, para podermos continuar nossa viagem em segurança e sabendo que nossa missão não é transformar todos em bons luteranos, mas que nossa missão é simplesmente falar, comunicar a vida.
         Se nosso foco for apenas os números que vangloriam pessoas e capacidades estaremos perdendo o lado bom da missão de Deus. Estaremos deixando de louvá-lo pela sua maravilhosa obra entre nós.
         Busquemos com zelo e amor planejar, mas não precisamos estar tão preocupados se os resultados irão aparecer. Pois, muitas vezes, os números e os resultados nos desviam do verdadeiro olhar. Até onde sei, ainda não somos uma empresa, ONG ou clube. Continuemos com nossos muitos dons realizando o chamado de Deus e o mesmo Deus que nos chamou e chama continuará a cumprir com sua promessa, ou seja, ele dará o crescimento.
         Como IELB, estamos assim como o profeta Jeremias, levando uma mensagem extremamente dura e antipática para o povo. O que comunicamos que é A VIDA, para o povo não tem nada de extraordinário, pois não lhes agrada.
         O povo está na expectativa de um possível livramento, cura, prosperidade. E a mensagem que Deus lhes comunica através de nós, IELB, pela Palavra, Batismo e Santa Ceia não são agradáveis e nem soa bem aos ouvidos do povo. E assim, por não estarmos vendo que nossa missão é simplesmente de comunicar a VIDA às pessoas, mas as mesmas não quererem ouvir, infelizmente, pastores, diretorias e pessoas são julgadas. Chegamos ao extremo de pensar que é necessário a qualificação nos dons, deixando de usar os que temos com amor para com o próximo. Precisamos voltar a trilhar o verdadeiro caminho do amor, pois somos capacitados para olhar com verdadeiros olhos.
         Mesmo que a exemplo de Jeremias estamos trazendo uma mensagem pessimista, a mesma não é apenas desalentadora. Na mensagem que comunicamos que não é nossa, mas de Deus, estamos transmitindo VIDA.
         Continuemos ...
         ... independente dos resultados,
         ... independente se formos ou não 300 mil membros,
         comunicando as promessas de libertação de Deus. A libertação do cativeiro eterno. Amém!
Pr Edson Ronaldo Tressmann
cristo_para_todos@hotmail.com

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Luto em Santa Maria - é tempo de chorar

            Dia 27 de janeiro acordamos com a noticia tragica da morte de 233 jovens em Santa Maria, RS. Eram jovens que estavam se divertindo, mas infelizmente, veio a tragédia.
         Disse o sábio Salomão: "Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar; tempo de chorar e tempo de dançar ..." (Eclesiastes 3.4). E nesse tempo de dor e tristeza o Espirito Santo nos consola com a certeza dado pelo próprio Salvador Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá." (João 11. 25)
          Estamos orando pelas familias e amigos que estão atravessando esse tempo de tristeza e de choro na certeza de que Deus enxugará dos nossos olhos todas as lágrimas.
          Deus abençoe
          Forte e caloroso abraço nesse momento de dor
          Em Jesus
          Pr Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Capacitados para vivermos na unidade (b)

27/01/13 – 3º Domingo após Epifania
Sl 19; Ne 8. 1 – 3, 5 – 6, 8 – 10; 1Co 12. 12 – 31ª; Lc 4. 16 - 30
Tema: Capacitados para vivermos na unidade (b)

 
         Capacitados para vivermos na unidade. Afinal, “A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
         Quando se fala sobre os dons, acaba-se por valorizar demasiadamente os Dons de línguas. Ao olhar para a lista contida em 1Corintios vemos que Paulo o põe no fim da lista. Por que? Paulo alerta quanto ao problema que o mesmo estava causando na congregação e na vida de todos os cristãos.
         A igreja é o corpo de Cristo, “todos nós fomos batizados em um corpo, e a todos nós foi dado beber do mesmo Espírito” (v.13). E Paulo ao anunciar essa boa nova aos Coríntios está dizendo que todas aquelas pessoas que tinham dúvidas sobre a ressurreição, sobre casamento, que se embebedavam na Santa Ceia e estavam cheios de problemas e pessoas problemáticas, haviam sido mesmo assim, batizados no mesmo Espírito. E era o Espírito que os unia como um só corpo e nesse corpo estavam sendo chamados a permanecer. Por isso a matemática era simples de ser feita. Entre o capitulo 12 e 14 há o treze, então 1 Co 12.31 + 1 Co 14.1 é igual a 13. E no capitulo 13 somos ensinados que o amor é o caminho para procurar com zelo os melhores dons.
        Os dons não foram dados por Deus para valorização pessoal, mas para unidade da igreja. E nos versículos 12 ao 20 de 1Corintios 12, Paulo esclarece que o corpo de Cristo que é a igreja é Um. Unidade é realidade e não uma conquista. E essa unidade que temos como igreja cristã espalhada por todo o mundo, o nosso inimigo, o diabo, quer destruir. Destruindo a unidade que há na igreja cristã, estará destruindo a verdade do evangelho. E destruindo a verdade do evangelho irá acabar com a boa nova da salvação em Jesus Cristo. E sem a verdade do evangelho a Igreja cai por terra.
         O dom da profecia, da proclamação, estava sendo colocada no final da lista de dons entre os coríntios. E é pela proclamação que o apóstolo Paulo os coloca no trilho para que caminhem no caminho que é o melhor de todos.
         O amor é o dom supremo. Ou seja, o amor de Jesus Cristo é o caminho para trabalhar, usar nossos dons. Se um dom não se manifestar em amor ao irmão, está sendo mal utilizado. Por isso, não se impressione com dons grandiosos. Os mesmos existiam em Corinto, mas faltava o trilho do verdadeiro caminho desse dom, o amor. Havia uma multiplicidade de dons, assim como há entre nós ainda hoje, mas, assim como em Corinto, corremos o perigo de cairmos na soberba. Somos tentados a buscar a glória para nós mesmos e esquecermos de glorificar o doador dos dons, o nosso Deus.
         A soberba pode nos destruir assim como alertou o salmista no Salmo 19. Corremos o perigo de querer roubar de Deus à glória que lhe pertence. Se começarmos a classificar um dom como sendo melhor que o outro e destacá-lo acima dos demais, estaremos fragmentando o Espírito Santo. E roubando a glória de Deus e voltando os olhos das outras pessoas para nós.
         Há muitas igrejas em terras brasileiras. Até fico com a pulga atrás da orelha em imaginar que há ainda tantos ateus, ou como o número de ateus vem crescendo. No entanto, essa minha pulga atrás da orelha é tirada, quando me ocorre que o motivo disso é porque infelizmente, a verdade do evangelho deixou de ser a prioridade nas suas proclamações. Muitos querem apenas ser o apresentador que mantêm a animação do seu auditório em alta. Outros estão como as emissoras de TV, buscando alto índice de audiência, sem se importar se estão oferecendo o melhor e o conteúdo necessário.
         Olhando atentamente para os textos do antigo testamento e o evangelho para esse culto, observei que o público ao qual Esdras estava anunciando a Palavra do Senhor, era um público que estava carente da boa noticia de Deus, tanto que quando essa foi lida por Esdras, o povo deu muita atenção. Mas a atenção não foi dada a Esdras e sim a Palavra de Deus. E essa Palavra foi sendo traduzida e explicada de uma maneira que o povo entendesse.
         Outro exemplo da necessidade da verdade do evangelho e não orgulho de ter esse ou aquele dom, é o próprio Senhor Jesus Cristo.
         Tendo Jesus ido a cidade de Nazaré, lugar onde havia crescido foi ao templo no sábado como era costume. Na sinagoga leu o texto do profeta Isaias e quando o interpretou apontou para ele mesmo. Jesus não apontou para si, por estar sendo soberbo, mas porque Ele é o cumprimento das Escrituras Sagradas.
         E essa proclamação, Jesus, o Salvador, o cumprimento das Escrituras está sendo distorcido por muitos. Há inúmeros pregadores animadores de auditório que hoje estão esquecidos, por que foram substituídos por outros. A nossa missão é alimentar o corpo de Cristo com os nutrientes do próprio corpo que é Cristo.
         Que Jesus seja a nossa proclamação. E que a verdade do evangelho continue sendo comunicada. Pois somente com a verdade do evangelho é que a igreja fica de pé.
         Os dons são importantes para a unidade. E a unidade é preservada pelas mais variadas vocações. Nenhuma vocação é melhor que a outra. Todas fazem parte do conjunto da obra. Todas as vocações fazem parte da engrenagem que faz girar todo o corpo que a igreja.
         Fazemos parte do mesmo corpo. E como integrantes de todo esse corpo, não deve haver divisão. Todos precisam se interessar pelo outro, pois a verdade do evangelho mostra que Deus em seu amor não morreu apenas por uns, morreu por todos. E a todos a salvação é oferecida pelo evangelho. Amém!

Pr Edson Ronaldo Tressmann
44 – 3462 2796
cristo_para_todso@hotmail.com

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Capacitados para vivermos na unidade

20/01/13 – 2º Domingo após Epifania
Sl 128; Is 62. 1 – 5; 1Co 12. 1 – 11; Jo 2. 1 – 11
Tema: Capacitados para vivermos na unidade (a)

         Todos os dons são importantes como já foi dito no dia 06 de janeiro. Hoje e nos próximos dois domingos, dia 27 de janeiro e 03 de fevereiro, queremos aprender estudando o texto de 1 Corintios 12 e 13 ainda mais sobre esse tema.
         Dedicaremos nossa atenção ao ensino sobre o assunto conforme descrito pelo apostolo Paulo na sua primeira carta aos coríntios. Esse tema é necessário, pois devido aos bombardeios, acreditamos que não temos defesa.
         Certa vez Lutero disse que a cristandade precisa de profetas que estudem as Escrituras e a interpretam, e que sejam aptos para o debate; para tanto, não basta uma vida piedosa e o ensino correto. Há necessidade de conhecimento das línguas bíblicas. E é olhando para o original grego que queremos abordar esse tema: DONS. Assim queremos elucidar esse precioso ensino. Que Deus nos abençoe a conseguirmos realizar essa tarefa através desse escrito.

A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes
        
         O verso 1 em nossa tradução ARA traduz pneumáticos como “espirituais”. “A respeito dos dons espirituais, ...”.
         Olhando para o texto grego vemos que a palavra dons não aparece. No entanto, pneumáticos, é uma palavra que pode ser masculina ou neutra. Quando o termo é masculino sua referência está em pessoas espirituais. E quando é neutra se refere a dons, coisas espirituais. No caso do versículo 1 de 1Co 12, o termo pneumatiko,j (pneumáticos) faz referência a dons por ser neutro. Mas, da mesma forma podemos traduzir esse texto como “ a respeito dos espirituais ...”, mas não como referência as pessoas, mas sim, as coisas espirituais. Paulo quer ensinar a respeito das coisa espirituais (peri ton pneumatikwn).
         E seu desejo de querer ensinar sobre as coisas espirituais é porque os coríntios eram marionetes usadas por outras pessoas. Eram facilmente guiados para outros caminhos. Eram controlados e enganados. O genitivo plural do versículo 1 mostra a ironia do apostolo Paulo com relação aos coríntios. Em outras palavras, como se estivesse dizendo: “vocês eram marionetes”. E esse tom irônico pode ser completado com o ensino do versículo 7 “A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando um fim proveitoso” não a promoção pessoal. Quanto às coisas espirituais Paulo ensina que somos guiados e conduzidos pelo Espírito Santo.
         Guiados e conduzidos pelo Espírito Santo é que queremos ajustar as velas de nosso barco para sabermos em que porto ancorar.
         Ainda hoje vemos uma enorme multidão que está sendo transformada em marionete por não conhecer e saber a respeito das coisas espirituais. Alguns cometem erros grandiosos ao falar sobre dons espirituais.
         Entre os muitos erros, temos o falso uso da expressão carisma (xarisma) que não é carisma. A graça de Deus não é uma ação cativante de alguém que é carismático ou que tem carisma. A carisma (xarisma) é uma ação da graça de Deus, não é algo que está dentro de mim.
         Assim como já fizemos no sermão do dia 06 de janeiro, estudaremos o termo carisma (xárisma, graça) como se referindo a algo que Deus dá. E esse dar de Deus é quando Ele quer e pode ocorrer uma única vez. Uma pessoa pode ter o dom de ofertar generosamente em uma ocasião em sua vida. Mesmo considerando como ação humana, (xárisma, dado apenas nessa ocasião) foi Deus quem trabalhou neste coração para que assim fosse feito.
         1Co 12.4-6 ensinam que há muitos carismata, diakonia e energhma. Os xarismatas são as manifestações da graça de Deus, ou um ato gracioso de Deus de levar a pessoa a fazer algo e isso leva a muitos a diakonia (diaconia) serviço. Há também muitos energhma (energema) obras que só podem ser realizadas por causa da energia vinda de algo, ou seja, Deus. As obras são o resultado ou os efeitos da ação realizada por Deus em nossa vida.
         Xápisma é algo que Deus dá quando quer e pode ocorrer uma única vez. Não pode ser conquistado nem comprado. E todo dom, seja qual for, é dado por Deus para atuar em e por nós para o bem da Igreja e do próximo, “para um fim proveitoso.
         É necessário que observemos um detalhe muito importante. Paulo não fala dos dons para o crescimento da igreja. Ele os classifica como importantes e necessários para a manutenção da unidade da igreja. Quando dons dividem a igreja, alguma coisa está errada. E é contra isso que precisamos nos vacinar.
         Corinto era uma comunidade dividida por causa das coisas espirituais. Em matéria espiritual, Deus nunca quer exaltar pessoas, mas edificar todas as pessoas. Muitos querem se exaltar. “Tenho esse dom, sou melhor.” Que desgraça que adentra em nossas congregações e acabam destruindo a unidade que é para qual Deus nos capacita viver.
         Olhando as paginas da Escritura Sagrada iremos ver que há 4 grandes listas de dons no Novo Testamento. E poucos dons são repetidos nestas listas. O único que se repete é o dom de falar da Palavra de Deus, a profecia. Com isso Paulo nos ensina a discernirmos os espíritos e não os seres espirituais. Precisamos discernir as proclamações espirituais se são certas ou não. Não adianta ficarmos em frente à TV ouvindo as “babozeiras” de supostos apóstolos ou bispos e tê-las como profecias, se não formos capazes de julgar se é correto ou não. Precisamos discernir os espíritos ou levar isso para quem pode discernir.
         A verdadeira profecia sempre nos conduz ao verdadeiro profeta, Jesus. Toda a Bíblia aponta para Jesus Cristo. O Jesus salvador dos pecadores. E sobre esse Jesus muitos dos supostos bispos e apóstolos não nos conduz. E se não nos conduz a Cristo, o Salvador, não nos conduz a nada.
         Infelizmente concluímos que aquilo que Deus nos concedeu para capacitar para a unidade da igreja acabou se tornando arma do diabo para detonar todo o corpo que é a igreja.
         Quando se ensina sobre os dons, valorizam-se demasiadamente os Dons de línguas. E quando olho para a lista contida em 1Corintios 12, vejo que Paulo o põe no fim da lista. Por quê? Os coríntios, que até então eram marionetes, estavam vislumbrados pelo falso conceito da superioridade do dom de falar em línguas estranhas. Tanto que para eles, o mesmo deveria estar no topo da lista. E como discernidor dos espíritos, Paulo não os condena pelo uso desse dom, mas, os alerta quanto ao problema que o mesmo estava causando na congregação e na vida de todos os cristãos. Os dons não foram dados por Deus para valorização pessoal, mas para unidade da igreja. E é essa unidade que temos como igreja cristã espalhada por todo o mundo que o nosso inimigo quer destruir. Pois, acabando com a unidade, destrói-se a verdade do evangelho. E destruindo a verdade do evangelho, acaba-se com a boa nova da salvação em Jesus Cristo. E sem a verdade do evangelho a Igreja cai por terra.
         Através do dom da proclamação da correta Palavra de Deus somos Capacitados para vivermos na unidade. Afinal, “A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.” Amém!

Rev. Edson Ronaldo Tressmann
cristo_para_todos@hotmail.com

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

capacitados para perceber

13/01/13 – 1º Domingo após Epifania – Batismo do Senhor
Sl 29; Is 43. 1 – 7; Rm 6. 1 – 11; Lc 3. 15 - 22
Tema: Capacitados para perceber

         Capacitados para um fim proveitoso é o tema na paróquia Concórdia de Querência do Norte para o mês de janeiro.
         Com o texto do profeta Isaias somos chamados a perceber que: fomos remidos, chamados pelo nome de Deus e que somos de Deus. E tendo essa percepção seremos capacitados a um fim proveitoso.
         Será que a semelhança do povo de Israel, também estamos distraídos a ponto de precisar ter a atenção chamada com as mesmas palavras do profeta? Preste atenção! Você que está distraído. Você não percebe?
         Mesmo que o nosso texto é desde o versículo 1 ao 7, não podemos esquecer que o tema do capitulo 43 está no v. 19 “Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis?...”. E esse tema unido ao verso 1 é o mesmo que dizer: Você não percebe que Deus te remi... te chama pelo nome... e que você é dEle.
         Ao enviar seu Filho Jesus Deus estava cumprindo com a promessa feita desde Adão e Eva. Através de seu Filho estava nos remindo. Pelo Batismo fomos feitos filhos de Deus e assim fomos chamados.
         Se você ainda não percebeu o quanto Deus te ama ouça mais uma vez as palavras do profeta Isaias: “...ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu.” (Is 43.1).
         O povo de Israel estava ouvindo o lamento de Deus sobre a cegueira na qual estavam envolvidos. Todos esperavam castigo e punição. No entanto, Deus chama a atenção do povo pelo amor que sentia e tinha por eles. E era esse amor de Deus que o povo deveria perceber. E percebendo esse amor de Deus estariam tendo um olhar diferente quanto ao futuro. E se você querido leitor e ouvinte perceber o amor de Deus, estará também tendo um novo olhar para o futuro. Percebam!
         Somos importantes para Deus (v.1)
         Ao falar sobre ser importante deixamos ser julgados pela importância que o mundo dá. No entanto, atualmente o mundo está nos sulgando a ponto de descartar pessoas acima de 40 anos. A sentença no julgamento é que as mesmas não podem produzir o quanto se produz um jovem de 20 anos.
         No entanto, olhando da direção Deus para nós, a nossa importância para Deus não está naquilo que produzimos, pois conforme o profeta Isaias, nossas obras não passam de trapos de imundície. Somos importantes para Deus, pois seu Filho Jesus se dispôs a morrer em nosso lugar.
         Nossa importância para Deus não está em nossas realizações, não está em nossa piedade ou em nosso moralismo. A nossa importância está no fato de que Deus nos amou e ama.
         Nosso Deus Pai, Filho e Espírito Santo se importa com você, como você é. Pois assim como você é, enviou seu Filho por amor a ti, como dito por Paulo aos romanos: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
         Deus pagou um alto preço por nós (v.2)
         Se a importância para o mundo está apenas enquanto produzimos. O mundo nos paga por essa produção. Atualmente fazemos parte de uma sociedade onde tudo se tornou descartável, ou seja, deletável. A maioria de nossas amizades está no facebook, Orkut, MSN. Isso apresenta um pouco de como estamos nos considerando. Se caso alguém se tornar indesejável, simplesmente o excluímos de nossa lista de contatos. Uma simples tecla chamada Del (SysRq) e tudo resolvido.
         Já não estamos dispostos a pagar o preço para uma relação saudável. Se o casamento não der certo, não adianta tentar, Del, separa-se. Se o amigo for indesejável, apenas Del, ou exclui-se da lista, etc, etc...
         Vivemos a síndrome de Eloisa. Ela não desejou casar com Abelardo, mesmo tendo um filho dele, com medo de que no casamento o amor perdesse o calor.
         Não queremos pagar o preço porque deixamos de perceber coisas importantes e necessárias. Estamos aceitando o fato de que somos descartáveis. Então vale o momento e “eu só quero é ser feliz.” Não queremos pagar o preço para termos uma família unida. Não queremos pagar o preço de continuar sendo honestos, etc.
         Para quem não deseja mais pagar o preço para nada nesse mundo, vale perceber que Deus pagou em seu Filho Jesus um alto preço por nós. E esse preço é justamente para nos ter em união com Ele e uma união eterna.

         No meio dos perigos Deus está conosco (v.2)
         Em dias pós-modernos vivemos numa sociedade que corre um alto risco. E o grave risco é justamente deixar de perceber esse grande amor de Deus por nós.
         O profeta Isaias fala sobre três dificuldades. Essas dificuldades são descritas de maneira metafórica, “Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is 43.2)
         Quem não teme medo de águas, rios e fogo. No inicio de cada ano, no verão, presenciamos muitas tragédias relacionadas a enchentes, e no decorrer do ano ouvimos noticias de queimadas. Eu moro na divisa com o estado do Mato Grosso do Sul o terceiro estado com o maior numero de queimadas no Brasil. Enchentes e queimadas trazem muitos prejuízos. E nessas situações é fácil imaginar que Deus está longe. Esse era o sentimento do povo de Israel na difícil situação na qual se encontravam. E é para tranqüilizar, para fazer o povo perceber é que o profeta enviado por Deus vem dizer que é na pior situação que Deus está perto. Não vale o nosso pensar, vale o pensar e agir de Deus. E Deus nos ama e diz: eu serei contigo. 
         Quando estudamos o segundo mandamento não compreendemos a explicação de Lutero que diz: “...orar, louvar e agradecer em todos os momentos, principalmente ruins.Como?
         Relembremos que no primeiro mandamento Deus pede que confiemos nEle acima de todas as coisas. E já no segundo, Ele diz que na hora da dificuldade não devemos buscar auxilio nas benzeduras, maldições, feitiçaria, etc. O segundo mandamento é um convite a continuar mesmo que nas situações difíceis olhando para o nosso Deus. Pois assim como prometeu, eu serei contigo. Deus está conosco.
         Capacitados para perceber. E há um objetivo de Deus quando nos chama a atenção para percebermos o imenso amor de Deus para conosco. E esse objetivo é:
         Apresentar a grandeza de Deus (v.7)
         Muitos conheceram e perceberam o amor de Deus, mas, mesmo assim voltaram sua adoração a outros deuses. Porque? A resposta é simples: amor ao mundo. Deus não os atendeu quando queriam dinheiro ou outros prazeres carnais e isso levou muitos à idolatria. Mesmo assim Deus não os abandonou, enviou seus profetas para que muitos desses voltassem e tantos outros percebessem o amor de Deus. E sendo o amor de Deus percebido, a grandeza de Deus passa a ser revelada pelo testemunho daqueles que o percebem.
         O apóstolo Paulo descreve a manifestação dessa grandeza em seu belíssimo sermão aos Romanos:
         Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. (Rm 6. 1 - 11)
         Percebendo o amor de Deus somos capacitados um fim proveitoso e como disse o rei Davi: “... Enquanto isso, no seu Templo, todos gritam: Glória a Deus!” (Sl 29.9b).

Pastor Edson Ronaldo Tressmann
cristo_para_todos@hotmail.com

A morte diária do ego! (Mt 16.21-28)

  30 de agosto de 2026 Próprio 17 – Décimo Quarto Domingo após Pentecostes Salmo 26; Jeremias 15.15-21; Romanos 12.9-21; Mateus 16.21-28...