sábado, 25 de março de 2017

Despertador de Deus!

Efésios 5.14
Tema: Despertador de Deus!

Dia 17 de março, a operação Lava Jato completou três anos. Nesses três anos, muitas foram as delações que assustaram políticos e empresas.
Na semana passada o Brasil e o mundo ficou chocado com a operação carne fraca.
Tantos escândalos e a única coisa que eu consigo dizer é: Muito triste tudo isso! Afinal, trabalhadores e produtores são os que mais sofrem com todos esses escândalos.
As palavras do apóstolo Paulo são muito propícias para toda essa situação: Você que está dormindo, acorde! Levante-se da morte, e Cristo te iluminará” (Ef 5.14).
O apóstolo Paulo na carta aos Efésios, de maneira especial Efésios 5.14 trata de uma realidade negada por muitos. A realidade da Depravação Total do ser humano. Sabe-se pela Escritura Sagrada que todos nasceram mortos em delitos e pecados. Infelizmente, ainda há aqueles que dizem que as criancinhas nascem sem pecado, mas, não é o que a Bíblia diz. Em sua Palavra Deus diz que todos nascem em pecado e estão sujeitos a condenação. E para que a condenação eterna não ocorra na vida das crianças, Deus as desperta pelo Batismo.
Os noticiários retratam a corrupção pecaminosa do ser humano. A depravação pecaminosa se reflete no desejo por poder, na ganancia pelo dinheiro fácil, etc. Paulo diz: Você que está dormindo, acorde! Levante-se da morte, e Cristo te iluminará” (Ef 5.14).
Essa exortação mostra que algo muito grave e terrível estava acontecendo nas igrejas na Ásia Menor. A situação era tão urgente que tal fato deveria parar. Os filhos da luz haviam se afastado da luz e corriam um grande perigo. É como os brasileiros se sentem nesse momento, ou seja, todos desejam e oram para que esses escândalos parem.
O apóstolo Paulo, de acordo com o contexto do texto bíblico, diz que existe uma esperança para aqueles que estão nas trevas. A esperança é que há uma luz.
Quando a luz encontra as trevas, essas se dissipam.
Conta-se que certa vez a escuridão propôs a luz que tinha desejo em conhecê-la, afinal, tudo era tão escuro e tinha curiosidade de conhecer as coisas na luz.
A luz aceitou o convite, mas propôs que, após a visita da escuridão, a luz visitaria a escuridão. A escuridão aceitou.
Assim, a escuridão visitou a luz. Conheceu coisas lindíssimas que nem sequer imaginava existir, pois, tudo era tão escuro que nem havia se dado conta da beleza dos rios, das matas, etc.
Após a visita a escuridão agradeceu e disse que seria uma honra receber a visita da luz. E quando a luz visitou a escuridão, a surpresa foi que a luz não pode conhecer nada da escuridão, pois, onde chega a luz, a escuridão termina.
É justamente isso que motivou o apóstolo Paulo a admoestar os cristãos de Éfeso, afinal, Antigamente vocês mesmos viviam na escuridão; mas, agora que pertencem ao Senhor, vocês estão na luz. Por isso vivam como pessoas que pertencem à luz, pois a luz produz uma grande colheita de todo tipo de bondade, honestidade e verdade” (Ef 5. 8 – 9). Como era possível, a luz ter encontrado as pessoas que estavam na escuridão, mas essas estarem voltando a escuridão?
Infelizmente somos pecadores! Cometemos pecados por sermos pecadores. E por causa dessa nossa natureza pecaminosa, o apóstolo Paulo fala sobre a necessidade da luz. Só a luz fará o pecador mesmo tentado andar na escuridão, andar na luz.
O despertador de Deus, a sua Palavra, continua proclamando: Você que está dormindo, acorde! Levante-se da morte, e Cristo te iluminará” (Ef 5.14). Arrependa-se! A luz sempre vence a escuridão. E por mais que nosso inimigo tente nos arrastar para a escuridão, saiba que, a luz encontrou você no Batismo, encontra você na Pregação e na Santa Ceia. Você precisa da luz, a luz é a única esperança do pecador que por sua natureza deseja tão somente a escuridão.
Sejamos gratos a Deus, pois, por amor e misericórdia, continua convidando: “Desperta ó tu que dormes”.
Estamos vivendo o tempo da graça, ainda estamos recebendo a chance de Deus para nos arrepender. Não perca essa oportunidade, pois quando os anjos tocarem a trombeta e despertar todos os mortos e vivos, não haverá mais chance. O destino final já foi decretado.
Terminar a mensagem com essa história:
Um homem queria presentear sua esposa com um porta joias.
Ele entrou em uma loja e falou que queria o mais bonito porta joias para presentear sua mulher. E o comerciante lhe apresentou um porta joias belíssimo e disse: “O que é mais extraordinário neste porta joias é que na hora em que você apaga a luz ele fica resplandecendo no escuro”. Empolgado, o homem comprou o porta joias todo satisfeito, e quando ele deu o porta joias a sua esposa, disse:
– Benzinho, você não queira nem saber. Este porta joias, quando a gente apaga a luz do quarto ele resplandece.
– Que maravilha! Disse sua esposa entusiasmada.
À noite quando eles apagaram a luz, ficaram esperando o porta joias resplandecer. Porém, ele não brilhou. O homem ascendeu à luz e falou: – Tem alguma coisa errada! E olhou pra lá, e olhou pra cá. Sua esposa percebendo seu desapontamento, disse:
– Não se preocupe com isso. Amanhã nós resolvemos isso. Vamos dormir.
De manhã cedo ele levantou e foi trabalhar. E sua esposa foi examinar o porta joias, e logo descobriu o segredo. Assim que o homem, chegou em casa, disse a sua mulher:
– Me dê o porta joias que eu vou à loja reclamar com o vendedor.
– Não precisa porque eu já descobri o segredo. Hoje à noite eu te mostro.
Mais tarde eles apagaram a luz do quarto, e para satisfação e alegria do casal o porta joias resplandecia na escuridão, muito bonito. Então o marido encantado perguntou a mulher:
– Como que você conseguiu?
– É porque você não leu as instruções. Você deveria ter deixado o porta joias exposto à luz do sol, pois, ele tem um mecanismo que acumula a luz solar e depois essa luz acumulada reflete no porta joias.
Somos o porta joias. Porém, não temos brilho e luz própria, precisamos da luz que é Jesus.

Rev. Edson Ronaldo Tressmann



segunda-feira, 20 de março de 2017

Andai como filhos da luz!

26 de março de 2017
Sl 142; Is 42.14-21; Ef 5.8-14; Jo 9.1-41
4ºDomingo na Quaresma
Texto: Efésios 5.8-14
Tema: Andai como filhos da luz!

Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5.8).
João 12.36 “Enquanto tendes a luz, crede na luz, para que vos torneis filhos da luz”.

Despertar é se manter atento a esta via e a vida vindoura, acordado. Viver acordado é viver sabendo que a vida não se resume apenas ao aqui e agora
Os cristão da Ásia Menor, os efésios, não tinham nenhum conhecimento da luz verdadeira. Pela pregação do evangelho conheceram a luz. Antes da conversão eram trevas. Ao receberem gratuitamente o presente de Deus, a fé, passaram a ser luz no Senhor.
As palavras “Não participem das coisas sem valor que os outros fazem, coisas que pertencem à escuridão. Pelo contrário, tragam todas essas coisas para a luz” (Ef. 5.11), de acordo com o sentido das palavras do texto grego, conduzem o leitor e o ouvinte a conclusão de que algum ato estava progredindo em Éfeso e precisava parar.
As palavras: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te...” apresenta a urgência com que essa prática precisava parar. Essa exortação apresenta que os filhos da luz que se afastaram correm um grande perigo.
Na cidade mais importante da região, em Éfeso, a Igreja de Cristo se tornou muito forte e coesa, servindo de exemplo para outras. Mas, assim como em qualquer outra cidade, em Éfeso havia muitas situações perigosas para a vida cristã. Os filhos de Deus estavam expostos a muitos perigos, tais como: ocultismo, idolatria, bruxaria, feitiçaria, etc. E Paulo, como sempre, estava muito atento a todo tipo de influências ruins e negativas que a igreja estava sujeita. Por isso, convida: “Você que está dormindo, acorde! Levante-se da morte, e Cristo te iluminará” (Ef 5.14).
Acorde! Pois, “Antigamente vocês mesmos viviam na escuridão; mas, agora que pertencem ao Senhor, vocês estão na luz. Por isso vivam como pessoas que pertencem à luz, pois a luz produz uma grande colheita de todo tipo de bondade, honestidade e verdade” (Ef 5. 8 – 9).
O convite para que se acorde e ande na luz é feito aos que estão cercados pelos mais variados perigos espirituais provindo do relativismo e secularismo.
Quando Paulo convida: Acorde e Viva na luz não é uma referência ao bronzeamento ou direito à luz elétrica. A ênfase está na vida espiritual. Vida essa que tem apenas duas alternativas: luz ou trevas.
Cada cristão corre o risco de cair na sonolência espiritual. Quando se caí na sonolência espiritual, se fica desatento às coisas de Deus. “Você que está dormindo, acorde! Levante-se da morte, e Cristo te iluminará” (Ef 5.14).
Com a pregação da Palavra, o Espírito Santo te acorda e te faz viver na luz. Na luz, o Espírito Santo te capacita a brilhar para os outros. “Você que está dormindo, acorde! Levante-se da morte,...” (Ef 5.14). 

Você que está dormindo, acorde!
Esse é o convite de Deus para você. É um convite à genuína conversão e arrependimento. É preciso acordar de nosso sono espiritual.
Verdadeiramente arrependido Cristo te iluminará, pois, “... a misericórdia de Deus é muito grande, e o seu amor por nós é tanto, que, quando estávamos espiritualmente mortos por causa da nossa desobediência, ele nos trouxe para a vida que temos em união com Cristo. Pela graça de Deus vocês são salvos. Por estarmos unidos com Cristo Jesus, Deus nos ressuscitou com ele para reinarmos com ele no mundo celestial” (Ef 2. 4 – 6).
Quando pela fé se e é iluminado por Cristo e passa-se a viver na luz, se está acordado.
Antigamente vocês mesmos viviam na escuridão; mas, agora que pertencem ao Senhor, vocês estão na luz. Por isso vivam como pessoas que pertencem à luz, pois a luz produz uma grande colheita de todo tipo de bondade, honestidade e verdade” (Ef 5.8 – 9).
Amém!

Edson Ronaldo Tressmann
cristo_para_todos@hotmail.com

domingo, 12 de março de 2017

Tribulação: a oficina da esperança!

19 de março de 2017
3º Domingo na Quaresma
Sl 95.1-9; Êx 17.1-7; Rm 5.1-8; Jo 4.5-26
Tema: Tribulação: a oficina da esperança
E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança” (Rm 5.3-4).

Dia 03 de abril de 2015 realizei uma palestra em Ponta Grossa, PR. O tema foi: Família e o tempo.
De acordo com Eclesiastes 3.1-8, ressaltei que não se vive mais o tempo adequado, justamente por não se conhecer os tempos que Deus nos disponibiliza. As pessoas desejam apenas viver as vidas do facebook: alegria e sucesso. Cada pessoa deseja apenas viver o tempo esperado, e todos esperam ter um ano cheio de “dinheiro no bolso, saúde para dar e vender”.
Deixou-se de viver e aceitar o tempo que Deus presenteia a cada dia para que o mesmo seja vivido.
Quando se fala sobre Deus ser o autor dos tempos (Ec 3.1-8) e que Deus criou o tempo para servir ao homem e não o homem ao tempo, logo se imagina que sendo Deus amoroso e misericordioso, nunca permitirá que venham dias difíceis.
O apóstolo Paulo ao escrever a carta aos cristãos da cidade de Corinto disse que havia muitos motivos para se gloriar, pois havia sido arrebatado até o terceiro céu e lá no paraíso ouviu palavras inefáveis. No entanto, para não se gloriar como sendo um cristão melhor que outros e mais amado por Deus, diante do seu espinho na carne, o apostolo Paulo ouviu de Deus que a graça divina lhe bastava, pois o poder se aperfeiçoa na fraqueza (2Co 12.7-10).
Certa vez um professor universitário entrou em sala de aula e fez a seguinte ilustração: Diante da classe de filosofia, sem dizer uma só palavra, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golfe. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim. O professor então pegou uma caixa de bolas de gude e a esvaziou dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim. Em seguida, pegou uma caixa de areia e a esvaziou dentro do pote. A areia encheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio. O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia.
Os estudantes riam da situação, quando o professor falou: “Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de golfe são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos. São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade. As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc. A areia representa todas as pequenas coisas”.
O professor continuou: Observem, se tivesse colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golfe e para as de gude. O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes. Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade. Há tempo para tudo. Dediquemos para cada tempo aquilo que ele nos reserva. Pois, em cada situação, seja ela qual for, sempre haverá um tempinho para um café.
E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança” (Rm 5.3-4).
A carta do apóstolo Paulo aos Romanos, de maneira muito especial o capítulo 5, apresenta nos versículos 1-5, os benefícios da justificação pela fé; e nos versículos 6-11, a segurança desses benefícios.
Em paz com Deus pela justiça de Cristo, a qual Deus nos concede gratuitamente pela fé, vive-se na certeza de que Deus dá tudo para nosso bem nessa vida. Na fé podemos esperar e superar tudo.
A paz de Deus em Jesus ocupa todo nosso presente.
Ao saber que Deus em Jesus realizou a maravilhosa obra da salvação e que pela fé me oferece gratuitamente a mesma, sei que o meu futuro é garantido.
Dizem por aí que é necessário viver o presente no limite, afinal, ninguém sabe o dia de amanhã. Aproveitar o presente sem limites era o slogan do império Romano quando este estava em decadência.
Os jovens de hoje tomam rivotril como nunca na história. Afinal, querem aproveitar cada milésimo de segundo como se fosse o último. Assim, acabam metendo os pés pelas mãos.
A graça de Deus é ativa. Pela graça, Deus concede aos seus os mais variados tempos, inclusive a tribulação. A tribulação é a oficina da esperança.
Por ser oficina da esperança, o apóstolo Paulo convida os justificado a “gloriar-se nas próprias tribulações”.
Nas tribulações que Deus permite cair sobre seus filhos, muitas são as interrogações para com a paz de Deus. Gloriar-se nas tribulações é um conselho difícil de aceitar. Mas, é a experiência de milhares de pessoas que tomaram a sério a Palavra de Deus que entregou seu Filho pelos pecadores e que governa toda a história.
Esse Deus que enviou seu Filho e governa a história do mundo através dos mais variados tempos, tem domínio completo das nossas tribulações (Rm 8.28).
Qualquer pai e mãe sabe que sofre ao corrigir seu filho, mas, a correção é necessária. Deus, o nosso Pai, age para o bem de seus filhos. Através das tribulações está ofertando aos seus filhos uma formação para esperança.
As tribulações nos disciplinam e nos temperam. As tribulações produzem “perseverança”. Vive-se o presente na certeza de que a paz com Deus nos garante um futuro. Viver o presente em função do futuro, passo a passo, imprime a marca em nós, a “experiência”. E essa “experiência” a “esperança”.
Na oficina da esperança, no tempo de tribulação, lembre-se: no momento do nosso maior desespero, no auge da nossa rebelião contra Deus, quando tudo era vergonha e pecado, um segundo Adão veio para combater e nos resgatar. “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Amém!

Rev. Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 6 de março de 2017

A justificação pela Fé é mais que slogan Luterano!

12 de março de 2017
2º Domingo na Quaresma
Sl 121; Gn 12.1-9; Rm 4.1-8,13-17; Jo 3.1-17
Tema: A justificação pela Fé é mais que slogan Luterano.

Era dia 22 de março de 2016 quando recebi a visita de um ex aluno a quem tive a honra de lecionar no ano de 2014, quando substitui uma professora nas aulas de filosofia em uma escola estadual.
Durante as aulas, já que todos me conheciam e sabiam que era pastor, fizeram questões relacionadas a religião. Para não entrar “numa saia justa, já que fui advertido em não me ater no ensino religioso”, em uma das aulas no período vespertino, simplesmente respondi que não queria discutir determinado assunto, pelo mesmo não estar relacionado à matéria em questão. Apenas ressaltei que todos são salvos pela fé somente. Ressaltei que todos são justificados pela fé.
Assim, após dois anos, fui surpreendido pela visita desse ex aluno, o Ícaro. Naquela visita inesperada, Ícaro, veio me agradecer. E tamanha foi a minha surpresa quando o mesmo me agradeceu por ter enfatizado com tanta veemência que o pecador é justificado pela fé.
O Ícaro se confessou cristão, mas ressaltou que a partir da descoberta de que o pecador é justificado pela fé, passou a ser um cristão completamente diferente.
Na conversa, muito agradável, o Ícaro sorridente afirmou: obrigado professor, por ter me libertado de um sistema religioso opressor.
Deus age pela Palavra para libertar seus filhos e filhas. A mensagem libertadora é a mensagem da justificação pela fé, assim como confessado por Habacuque, Paulo, Ícaro, ...
A justificação pela fé é mais que um slogan luterano.
Ser justificado pela fé é a mensagem central das Escrituras.
O apóstolo Paulo ao ressaltar a justificação pela fé não estava trazendo um novo ensino, uma nova doutrina, ou até mesmo um slogan para o cristianismo que estava se espalhando entre os gentios.
A justificação pela fé é ensino de todas as páginas da Escritura Sagrada. Infelizmente, muitos distorceram e apagaram esse ensino.
O capítulo 4 de Romanos é fundamental sobre a questão da justificação pela fé.
No capítulo 4 da carta aos Romanos, o apóstolo Paulo aponta para dois personagens representativos do Antigo Testamento. Um deles é: Abraão.
Quem foi Abraão?
É o pai dos patriarcas. Abraão é “aquele que se submeteu”. Tem para o Islamismo valor idêntico ao do Cristianismo. Para os islâmicos, Abraão é o “protótipo do muçulmano”. Para o Cristianismo é o “exemplo de fé”. Abraão é considerado exemplo de fé, por ter sido o primeiro. Ele não tinha em quem se espelhar.
Observe que Abraão creu antes de ser circuncidado (Rm 4.11). A circuncisão foi um selo da justiça que havia sido obtida pela fé. Os sinais externos apresentam a nossa fé. Ao batizarmos uma criança, o fazemos na certeza de que pelo Batismo, Deus opera a fé e dá a remissão dos pecados.
Josué (Js 24.2), relata que Abraão viveu numa família que havia servido a outros deuses. Mesmo assim, em meio a um panteão de deuses, Abraão ouviu a voz de Deus e confiou em sua promessa: “de ti farei uma grande nação” (Gn 12.2; Gl 3.29). Deus chamou Abrão por graça. Não havia nenhum mérito em sua pessoa.
Moisés em seus relatos, principalmente em Gênesis (Gn 12), não ressalta as qualidades de Abrão, apenas enfatiza que Deus disse: “Sai da tua terra, ... e vai para uma terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação...” (Gn 12.1,2). Ou seja, Moisés enumera que a história da humanidade estava entrando numa nova etapa. De uma sociedade imersa no pecado, para um povo escolhido por Deus. Um povo através do qual Deus enviaria o salvador do mundo. A bênção de Deus anunciada a Abraão apresenta como seria destruída a maldição do pecado. O apóstolo Paulo interpreta essa promessa como sendo o evangelho dado à Abraão (Gl 3.8) e a todos os gentios. O evangelho anunciado por Deus a Abraão, é o mesmo evangelho anunciado pelo apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos capítulo 4.
O capítulo 4 de Romanos é fundamental sobre a questão da justificação pela fé.
Além de Abraão, Paulo na carta aos Romanos, capítulo 4, fala sobre outro personagem representativo do Antigo Testamento: Davi.
Quem foi Davi?
Davi foi o principal rei de Israel. Assim como Abraão, Davi é importante para o judaísmo, cristianismo e islamismo. Na Bíblia Sagrada, Davi é um dos personagens mais importantes, da sua linhagem, nasceu Jesus Cristo. A história de Davi é registrada em mais de sessenta capítulos. No Novo Testamento há cerca de sessenta referências a Davi. Davi foi chamado de o “homem segundo o coração de Deus” (1Sm 13.14; At 13.22).
Mesmo sendo um homem segundo o coração de Deus, sua vida foi marcada por graves e terríveis pecados, mas, o perdão e a graça de Deus o manteve firme até o fim. Davi, assim como havia sido com Abraão, vivia na e pela fé.
O que significa ser justificado pela fé? Significa ter recebido justiça mesmo sendo culpado. Deus imputa, credita justiça a quem não merece. Diante da certeza desse crédito de justiça, o apóstolo Paulo pergunta aos romanos em sua epistola: “O que diremos que Abraão ganhou por seus poderes naturais, sem o acréscimo da graça de Deus?” (Rm 4.1). A resposta é dada pelas Escrituras em Gênesis 15.6, “pela fé, Deus computou, depositou na conta de Abraão sua justiça” (Rm 4.3). 
Deus decidiu reconhecer e considerar como justiça unicamente a de Cristo. A fé é o meio que recebe, abraça e segura a Cristo com sua justiça. Ao anunciar que a fé recebe, abraça e retém a Cristo é que torna o cristianismo diferente do Islamismo, Judaísmo, e tantas outras religiões.
O termo “imputado” do grego “logizomai”, significa que algo foi creditado na conta de alguém. Creditar o salário ao trabalhador é um direito. Na questão da salvação, creditar justiça a alguém é algo sem merecimento, é pura graça. Deus “credita a justiça”.
Deus não exige nada do ser humano, Ele apenas convida a crer. Deus apenas diz ao pecador: apegue-se ao que lhe é oferecido e você terá o que lhe é oferecido. A fé é esse apegar.
A fé é o meio pelo qual Deus nos declara justos. Pela fé, Deus computa aos pecadores a justiça como sendo seu salário merecido.
Em resumo: Em Romanos 4, o apóstolo Paulo anuncia que Deus não computa pecado aos pecadores, embora tenham pecado, e computa justiça, embora o pecador não seja justo. O que torna o pecador justo é a fé que o faz receber a justiça de outro (Fp 3.8-9).
O apostolo Paulo na carta aos Romanos, capítulo 3 e 4, ensina que o pecador se torna justo diante de Deus, por causa de Cristo Jesus, mediante a fé, quando se crê que Cristo padeceu pelo pecador e que por sua causa os pecados são perdoados.
A justiça de Deus é alcançada a todos os descendentes de Abraão não pela lei, mas mediante a fé (Rm 11.6). 
Para estender essa fé, além de instituir o ministério da proclamação, Deus concede a igreja à boa notícia do evangelho e os sacramentos. Assim sendo, nossa função e serviço é anunciar o evangelho e repartir os sacramentos, pois, por meio do evangelho e dos sacramentos, Deus concede o Espírito Santo, e o Espírito Santo acende a fé nas pessoas e por meio da fé salvar as pessoas. Amém!

Rev. Edson Ronaldo Tressmann


quarta-feira, 1 de março de 2017

Status humano

05 de março de 2017
1º Domingo na Quaresma
Sl 32.1-7; Gn 3.1-21; Rm 5.12-19; Mt 4.1-11
Texto Romanos 5.12-19
Tema: Status humano

As pessoas buscam a todo custo status. Status é uma palavra latina que expressa “condição, posição, maneira, postura”. Está relacionada com stare (ficar de pé).
Dizer que alguém tem status, é o mesmo que dizer que determinada pessoa tem prestígio perante a sociedade. O status se dá pelo bom nome relacionado a moral ou a riqueza.
Na atual sociedade, o status social tem mais valor que o status moral.
Milhares de pessoas fazem tudo para adquirir bens materiais e por eles receber status na sociedade. E, quando surgem denúncias a respeito de suas práticas ilícitas para aquisição do referido bem material, o status social se perde pela falta de status moral. A mesmo sociedade que dá status pelo ter, recrimina pela falta do status moral.
Após a queda em pecado, o status do homem e da mulher é que o mesmo vive sob o jugo do juízo de Deus. “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram... Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, ...” (Rm 5.12,14).
Perante Deus, o status humano não é dos melhores!
Por causa do status de pecador, a humanidade por si só não é capaz de se aproximar de Deus. Ninguém têm status moral para isso. E é justamente por isso, que Deus, enviou seu Filho para mudar o status humano: “...se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos. ... assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida” (Rm 5.15, 18).
Por causa da obra realizada por Jesus Cristo, o status “condenado” foi e é alterado para o status de “salvo”. Sob a graça de Deus o homem pecador recebe novo status!
Deus irou-se com a queda em pecado. Enumerou a mudança de status que a queda em pecado causou. A cobrapassou a ser um animal maldito, perdeu suas pernas ou asas e passou a rastejar”. A terra maravilhosa, “passou a ser maldita e produzir espinhos, pragas, etc”. A mulher mudou “da alegria da gravidez sem sofrimento para uma gravidez cheia de dores. De uma relação governada pelo homem”. O homemque trabalhava feliz e não se cansava passou a trabalhar e se cansar e estressar. Tanto homem como mulher teriam que enfrentar o que era desconhecido, a morte”.
O status: cobra que rasteja, dores e sofrimentos, suor, estresse, morte, foi causado pelo próprio homem (Gn 2.17). O apóstolo Paulo mostra que o homem no status caído em pecado passou a estar sob a ira de Deus (Rm 1.18). Todas as consequências do pecado apresentam a ira de Deus diante do pecado.
O problema é que diante de toda essa situação, vendo a ira de Deus que se apresenta todos os dias e que é impossível escapar dela, o ser humano não vê mais a verdade de que Deus aplacou a sua ira em seu Filho Jesus Cristo: “Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo...por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida” (Rm 5.17-18), “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.22).
As palavras do apóstolo Paulo na sua carta aos Romanos capítulo 5.12-19 é a inscrição do Espírito Santo sobre a ação de Deus em seu filho Jesus Cristo por todo o mundo pecador.
Em Jesus Cristo, a humanidade recebe um novo status. Em Jesus Cristo o ser humano pecador é redimido, perdoado, mesmo que vivendo ainda em meio ao status de pecador.
A humanidade pecadora que questiona a postura de Deus em relação a toda humanidade, tendo sido Adão o responsável pela queda, não consegue ver que o status humano foi modificado no sacrifício de Jesus. E essa é a maravilhosa mensagem do evangelho que apresenta a ação poderosa de Deus que agiu com misericórdia em meio aos seus sinais de ira. 
Após a queda em pecado a história da humanidade passou a ser determinada pelo pecado. As atividades humanas padecem diariamente pela atividade em meio ao pecado. Toda atividade humana é interrompida pelo poder intruso da morte. A vida do pecador é limitada pela morte. Mas, Deus em sua misericórdia anunciou, ainda no jardim do Éden sobre aquele que “havia de vir” (Gn 3.15) e esse, conforme escreveu o apóstolo Paulo aos Romanos e Coríntios é Jesus Cristo (Rm 5.14; 16.20; 1Co 15.25-28).
A situação desesperadora do homem caído é que, não vê saída, mas, para esse homem caído, Deus, realizou o maior de todos os milagres em seu Filho Jesus Cristo. Em meio a sua ira pela queda em pecado e pelo pecado, Deus se revela como de fato é: AMOR. Amém!


Rev. Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Quaresma, maldição e bênção!

01/03/2017 - Quarta-feira de cinzas
Sl 51.1-13(14-19); Jl 2.12-19; 2Co 5.20b-6.10; Mt 6.1-6,16-21
Tema: Quaresma, maldição e bênção!

A maioria das pessoas não entendem o porquê de um calendário litúrgico. O tempo litúrgico visa auxiliar os cristãos a celebrar os acontecimentos mais importantes da fé cristã.  
A igreja cristã, segue um calendário dando destaque as principais datas religiosas que ao longo da história do povo de Deus foram celebradas. Todo o calendário litúrgico visa ressaltar a história da salvação.
O calendário litúrgico inicia-se com o ciclo de natal onde se celebra o nascimento de Jesus e sua manifestação (Epifania). Logo após, passa-se a celebrar a morte e ressurreição de Jesus (Quaresma e Páscoa). Segue-se o ciclo de pentecostes, onde se celebra a descida e atuação do Espírito Santo e a vida da igreja nesse mundo.
O tempo litúrgico está ligado ao termo grego leitourgia (liturgia e serviço). A liturgia e seu tempo litúrgico envolve a ação de Deus na história para salvação da humanidade e também sua ação através de seu povo no mundo. O objetivo é a salvação de todos os pecadores.
Com a quarta-feira de cinzas inicia-se o ciclo pascal. Período esse, onde cada qual tem a oportunidade de iniciar uma caminhada rumo a cruz junto com Jesus.
O início da Quaresma mostra que encerrou-se o primeiro ciclo do ano litúrgico (o ciclo do Natal, que, historicamente, é o mais recente, na medida em que a festa da Páscoa é muito mais antiga). Com a quarta-feira de cinzas a igreja cristã inicia seu segundo ciclo: o ciclo da Páscoa
Os dois ciclos (Natal e Páscoa) têm uma estrutura semelhante. Ambos são antecedidos por períodos de preparação (Advento para o Natal e Quaresma para a Páscoa).
A Quaresma é, como se sabe, um período de quarenta dias, sem contar os domingos (os domingos são sempre celebração da Páscoa!). São cinco domingos, mais o domingo de Ramos ou da Paixão. A temática em todos esses domingos gira em torno da obra de Jesus Cristo.
O tempo comum, ou seja, entre a Epifania e a Quaresma a igreja lembra as diversas formas com que Jesus se manifestou a todos através de seus milagres e ensinamentos sobre o Reino de Deus.
A Quaresma é bênção de Deus sob sua igreja, quando o mesmo nos dá a oportunidade de iniciar mais um período de Quaresma. Convém lembrar à igreja cristã, em especial a IELB, que o calendário litúrgico apenas auxilia pedagogicamente, ou seja, conduz com as leituras bíblicas ao centro, ao verdadeiro deposito da fé. Jesus fala sobre o verdadeiro depósito da fé, conforme narrado pelo evangelista Mateus: “Pois onde estiverem as suas riquezas, ai estará o coração de vocês” (Mt 6.21).
O calendário litúrgico auxilia os cristãos a depositarem sua fé em Jesus.
As palavras do capítulo seis do evangelho de Mateus apresenta toda a religiosidade hipócrita do homem. Uma religiosidade amparada no cumprimento de leis e tradições religiosas. Nesse sentido, o calendário litúrgico não é e nem pode ser apenas uma observância religiosa. Seu objetivo é me conduzir ao verdadeiro ensino: Jesus.
Merece destaque o fato de Jesus não condenar a religiosidade em si. Jesus ataca com veemência a religiosidade que busca esconder o verdadeiro designío do coração. Havia entre os ouvintes de Jesus, pessoas que aparentemente eram religiosas, mas verdadeiramente sem ter depositado sua fé naquele que é a verdadeira religiosidade: Jesus.
O calendário litúrgico só faz sentido e só é observado pela IELB por conduzir os filhos de Deus ao verdadeiro depósito da fé.
Disse Jesus: “Pois onde estiverem as suas riquezas, ai estará o coração de vocês” (Mt 6.21). O coração, denota o centro de toda vida física e espiritual. As riquezas, denota aquilo que é precioso ao ser humano. O que é precioso em sua vida física e espiritual?
Constantemente se é tentado a viver de aparência. Para muitos a quaresma deixou de ser um período de reflexão em torno da caminhada de Jesus rumo a cruz, para ser um período de cumprimento religioso. A quaresma deixou de ser um período evangélico, um período onde se é convidado ao arrependimento, e passou a ser um período carregado de legalismo, cheio de regras a serem observadas. Lembre-se, se caso alguém usa o período da quaresma para cumprir supostos deveres religiosos, Jesus disse: “já receberam a sua recompensa” (Mt 6.16). 
O termo usado pelo evangelista Mateus “receberam”, de acordo com o original grego, transmite a ideia de “segurar com firmeza”.
Assim, aqueles que supostamente desejam aproveitar a quaresma para cumprir deveres religiosos, estão apenas enchendo sua bola, mas não receberão nada além de elogios.
O exercício religioso, a vida religiosa, não é de maneira nenhuma um meio para aparecer ou se mostrar.
A religiosidade não visa apresentar-se ao mundo como alguém que na verdade não é. A verdadeira religiosidade apresenta aquilo de fato se é, ou seja, um pecador, o qual sem Jesus está verdadeiramente perdido.
A quaresma mostra nosso pecado, nossa natureza pecaminosa, a começar pelas palavras de Mateus, que nos diz que apenas nos gabamos de ser algo, mas, que na verdade nãos somos nada.
A quaresma é um convite para que o pecador arrependido saiba que sua maior riqueza não está nas coisas desse mundo ou nas suas supostas realizações religiosas. O pecador só pode agarrar-se firmemente em Jesus, o verdadeiro tesouro. O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5.21).
Jesus é a nossa justiça, ele oferece e dá o perdão. A fé em Jesus é a verdadeira religiosidade. E é para Jesus que o calendário litúrgico conduz os filhos de Deus.
A quaresma faz olhar para Jesus e depositar nEle toda a confiança. De nenhuma maneira a quaresma pode ser um período de hipocrisia e religiosidade aparente.
Disse Jesus: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). O pecador encontra a justiça de Deus em Jesus. Jesus oferece e dá o perdão.
A riqueza, Jesus, está disponível a todos pecadores. Jesus disse: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10). Entre esses perdidos eu me encontrava. Entre os perdidos muitos ainda se encontram. Deus em seu filho Jesus veio buscar a todos. Sei pela Palavra de Deus que “... nasci na iniquidade e em pecado me concebeu a minha mãe” (Sl 51.5). Pela Palavra de Deus que “... todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Eu era carente dessa glória, mas, pela graça, Deus fui resgatado. Deus me resgatou em seu filho Jesus, pois: “... Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).
Mesmo sendo bênção, a quaresma é também maldição. Isso quando o pecador cai na tentação de olhar para suas ações e sua religiosidade hipócrita.
Lembre-se: a quaresma é bênção, pois é um período em que o pecador é convidado a depositar sua confiança em Jesus, aquele que provou seu amor por mim, “... pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Amém!

Rev. Edson Ronaldo Tressmann

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