quinta-feira, 25 de abril de 2019

Antes de refletir sobre o capítulo 3 de Gênesis


Estudando Gênesis
Antes de ir para o capítulo 3 de Gênesis
Anjos

Estamos estudando Gênesis capítulos 1 a 4. Após termos refletido sobre a criação e que os dois capítulos de Gênesis não abordam duas criações, mas, que essa é a didática do Espírito Santo. Precisamos agora, parar e responder algumas questões antes de prosseguir, pois, preciso saber quem é o causador da queda e porque levou a criação com a ruina da queda em pecado.
Quando os anjos foram criados? Quando se afastaram de Deus?
A doutrina dos anjos deve advir das Escrituras Sagradas e não da razão humana. A Bíblia, de Gênesis e Apocalipse.
A teologia racionalista moderna repudia a existência dos anjos e do diabo, pelo simples fato de terem se afastado da Escritura como fonte de fé.
Os anjos não foram criados antes do mundo, visto que nenhuma criatura existiu anteriormente à criação (Jo 1.1-3; Cl 1.16), e nem foram criados após o sexto dia, uma vez que naquele dia, Deus cessou de criar (Gn 2.2,3). Por isso a expressão, descansou Deus.
O termo anjo maleach, ángelos não mostra a essência dos anjos, mas seu oficio e significa enviado, mensageiro. A Escritura atribui esse termo aos ministros da Palavra de Deus (Mt 2.7; Mt 11.10) ao filho de Deus, anjo incriado (Ml 3.1; Jo 3.17-34; Is 63.9; Gn 48.16).
Os anjos são destituídos de forma corpórea.
Os anjos são criaturas finitas. Como seres humanos, os anjos são seres reais, dotados de inteligência e vontade (Ef 3.1º; Hb 1.14). Inteligência e vontade que os anjos caídos também têm (Gn 3; Mt 4). Apesar de que os anjos caídos terem sua mente depravada e pervertida.
Mesmo que os anjos sejam imateriais, podem atuar sobre os corpos dos seres humanos assim como a alma atua sobre o corpo (Gn 19.16; Mt 4.5).
Fazemos distinção entre obsessão espiritual e obsessão corporal. A obsessão espiritual é o impedimento para que os incrédulos creiam (Cl 1.13). As pessoas perversas cuja mente se vê possuída são exemplificadas por Judas e os fariseus (Lc 22.3; Jo 13.2; At 5.3; 2Ts 2.9-11; 2Co 4.4).
A obsessão corporal é quando o diabo habita e governa o corpo de modo imediato e local, controlando sua vontade (Mc 5.1-19; Lc 8.26-39).
Todos que se recusam a crer, agem por instigação de Satanás, porquanto ele os retém em seu poder. A própria negação da existência do diabo é uma ação do diabo no coração do ser humano (At 26.18; C 1.13; 2Co 11.14).
A obsessão espiritual não elimina a responsabilidade humana (Mt 25.41), já que a pessoa peca por livre e espontânea vontade (Jo 8.43-45). Agora, na obsessão corporal, a pessoa não dispõe de funções próprias intelectuais, emocionais e volitivas. Satanás que se acha na pessoa, age nela e por ela, de sorte que, em todos os casos de obsessão corporal, a responsabilidade humana deixa de existir
Como os anjos são seres inteligentes, eles podem entrar em contato tanto entre si como com os seres humanos (Lc 1.13,19). Fizemos um teatro no retiro altamente doutrinário e nem nos damos conta.
É preciso destacar que os anjos possuem conhecimento como criaturas e não como Deus, ou seja, os anjos não são onisciente. O conhecimento dos anjos se dá em virtude peculiar, conhecimento natural (2Sm 14.20); por meio de revelação divina, conhecimento revelado, 1Pe 1.12; Lc 2.9-12; pela visão privilegiada que desfrutam, conhecimento beatifico, Mt 18.10.
Os anjos, como seres inteligentes que são, possuem, além disso, liberdade de querer e, em vista do serviço para o qual são designados, grande poder. A vontade dos anjos é livre tanto com respeito a atos imanentes, tais como escolher e rejeitar (Jd 6), como atos externos, quais sejam movimentar-se, falar, Louvar a Deus, etc (Lc 2.9-15). Ainda que os anjos maus, como inimigos declarados de Deus, não possam senão opor-se a ele, eles o fazem de própria e livre vontade. Por João 8.44, vemos que os anjos tem grande poder (Sl 103.20; 2Ts 1.7; 2Rs 19.35), mesmo assim, é um poder infinito, inteiramente debaixo do controle divino (Jó 1.12). Emborao poder dos anjos seja sobre humano (Sl 91.11,12; Lc 11.21,22) eles não são onipotentes, mas estão subordinados a Deus (Dn 7.10).
Ainda que só Deus opere milagres (Sl 72.18), as Escrituras Sagradas ensinam que os anjos bons (2Rs 19.35), os profetas (2Rs 6.5,6), e os apóstolos (At 3.6-12), realizam milagres em seu nome e mediante seu poder divino.
O diabo também realiza milagres (2Ts 2.9-12) para enganar as pessoas e de maneira especial os que não dão crédito a Deus.
Todos os anjos foram criados na mesma justiça, bondade e santidade, pois cabia-lhes glorificar a Deus e prestar serviços sagrados. Não havia nos anjos propensão para o mal. Eis que Deus disso que “tudo era muito bom” (Gn 1.31). O fato é que um grupo de anjos não permaneceu nesse estado original, porém espontaneamente se afastaram de Deus, caindo em pecado. Passaram do estado da graça para o estado de miséria.
Os anjos bons são aqueles que permaneceram na bondade, justiça e santidade em que foram criados (Mt 18.1º; 6.10; 1Tm 5.21; Lc 20.36; Gl 1.18). Os anjos maus deixaram a sua própria habitação (Jd 6). Voluntariamente se afastaram de Deus e foram condenados eternamente (Mt 25.41; Ap 20.10; 2Pe 2.4; Jd 6).
O que não sabemos é em que tempo se deu a queda. Será que foi após a criação do homem e antes da formação da mulher? Pois, Deus deu uma ordem ao homem (Gn 2.16).
Não é possível determinar com segurança quando os anjos maus pecaram pela primeira vez. E por ninguém tê-los levado a queda não recebem a misericórdia e a salvação de Deus em Jesus (Mt 8.29; 25.41; Tg 2.19).
Os anjos maus se apostataram de Deus por livre e espontânea vontade. Eles pecaram sem qualquer tentação (Jd 6), enquanto que Eva foi ludibriada por satanás (Gn 3.1-7), e Adão tentado por Eva. Aqui entra um detalhe importante. Observe Gn 2.16 – o homem vacilou e descuidou. Deveria perguntar. Questionar.
Mesmo que os anjos maus sejam astutos (Gn 3.1; 2Co 11.3; Ef 6.11), pela queda são estúpidos. A própria morte de Cristo, promovida pelo diado (Lc 22.53), foi a sua própria ruina (Jo 12.31). Ele nem sequer deduziu que o preço a ser pago era o sacrifício.
Os anjos maus agem para criar inimizade contra Deus (Ap 12.7). Todo seu plano é intentar e destruir o ser humano temporalmente e eternamente (Gn 3.1; 1Pe 5.8). Com esse empenho, buscam prejudicar o ser humano em seu corpo (Lc 13.11-16); em suas posses terrenas (Jó 1.12;Mt 8.31-32); em sua alma (Jo 13.27; At 5.3; Ef 2.2-3).
A fúria do diabo é de maneira especial direcionada contra a igreja.
1 – investe contra a igreja a todo o tempo (Mt 16.18);
2 – impede as pessoas de ouvirem e aceitarem o evangelho (lc 8.12);
3 – dissemina doutrina errônea (Mt 13.25; 1Tm 4.1);
4 – incita perseguição (Ap 12.7);
5 – além do anticristo (aquele que afasta de Cristo 2Ts 2), o diabo causa transtorno ao estado politico e administrativo da igreja (1Cr 21.1; 1Rs 22.21-22) e ao estado doméstico (50 pastores em estado de divórcio).
É preciso alertar que Deus se serve dos anjos maus para punir os ímpios que rejeitam a verdade (2Ts 2.11-12) e para provar os fiéis (Jó 1.17; 2Co 12.7).
Conclusão
Tudo o que a Bíblia escreve sobre os anjos maus é para nossa advertência, a fim de que possamos escapar ao justo juízo de Deus, crendo naquele que destruiu as obras do diabo (1Jo 3.8).

Edson Ronaldo Tressmann

Bibliografia
MUELLER, John Theodore. Dogmática Cristã: Um manual sistemático dos ensinos bíblicos. Concórdia, Porto Alegre, RS, 2004. Pp. 199 - 206

terça-feira, 23 de abril de 2019

Igreja, luz do mundo


Salmo 148; Atos 5.12-20; Apocalipse 1.4-18; João 20.19-31
Texto: Apocalipse 1.4-18
Tema: Igreja, luz do mundo. Ap 1.13; Jo 20.19-31

Enviar cartas é um costume que caiu em desuso. As pessoas não enviam e nem sequer recebem mais cartas.
Apocalipse é uma carta enviada da parte daquele que morreu e ressuscitou para sua igreja. E que bela carta recebemos. Vamos estudar uma parte dessa carta.

Alguns temas sugeridos:
O Pai e o Espírito Santo Falam à igreja.
O Regente Absoluto
Quem é Jesus Cristo?
Sacerdotes de Deus
A volta de Cristo e sua conseqüência.
Olhem! Não sejam distraídos. V.7
Permanecer debaixo da cruz, v.9
Domingo – Dia do Senhor.
Igreja, luz do mundo. V.13 – Jo 20.19-31
Informações para estudo:
         João envia a carta as SETE igrejas da Ásia. Hoje a região da Ásia é a Turquia, foi a essas igrejas que João enviou o primeiro exemplar de sua carta. O número SETE significa “todas.” João ao enviar seu primeiro exemplar as igrejas da Ásia, enviava também a todas as igrejas do mundo, pois apocalipse é a revelação, é a revelação dos mistérios de Deus que atingem a história da igreja de Cristo aqui na terra até o último dia, e a igreja de Cristo está no mundo todo.
         João saúda a igreja com a graça e a paz da parte de Deus, aquele que é, que era e que há de vir. Interessante observar que João usa o nome de Deus revelado a Moisés no monte Sinai, quando Deus chamou Moisés para libertar o povo, “Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU” (Ex 3.14). É o mesmo Deus, Deus não muda, seu nome dura para sempre, Sl 102.27; 90.2.
           da parte dos sete espíritos que estão diante do seu trono” – Aqui os SETE ESPÍRITOS significa o ESPÍRITO SANTO. Isso não é invenção do apóstolo João, Salomão já se referia ao Espírito Santo assim, Pv 9.1A Sabedoria edificou a sua casa, lavrou as suas sete colunas” e também o profeta Zacarias se referia ao Espírito Santo, “Porque eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos; eis que eu lavrarei a sua escultura, diz o SENHOR dos Exércitos, e tirarei a iniqüidade desta terra, num só dia.
         João está afirmando que está revelação é dada por Deus, o mesmo Deus que libertou o povo da escravidão do Egito e esta revelação é da parte do Espírito Santo. É Deus Pai e Espírito Santo falando a igreja. E ao dizer que estão diante do seu trono – João quer enfatizar que Deus é o regente absoluto. Dele é o poder, está no trono e todos ao seu redor.
         Não está faltando nada? Sim! Não se falou de Jesus. Então vamos ler o v. 5.
         Esperem aí! Foi falado em nome do Pai e do Espírito Santo. Porque Jesus veio em terceiro? Se olharmos em outras passagens bíblicas, Jesus aparece em segundo. Jesus aparece em terceiro porque a seguir segue uma descrição detalhada do Filho de Deus. João não quer confundir o leitor, por isso, fala em Jesus por último para seguir uma descrição detalhada do Filho de Deus. João coloca Jesus em terceiro para seguir a descrição daquele que é o centro das revelações desse livro, Is 61. 1 – 2; Mt 13. 53 – 57. João está falando do Jesus prometido no AT e que viveu no NT.
         João começa a descrever Jesus como a) – a testemunha fiel – no v. 2 já foi dito que João está falando da verdade revelada por Jesus Cristo. O próprio apóstolo João foi testemunha ocular de Jesus e já em seu evangelho anuncia Jesus como a testemunha fiel, Jo 3.11; 3. 31 - 32; 8.14; 18.37; Ap 3.14. João continua descrevendo a pessoa de Jesus e diz b) -  Ele é o primeiro Filho, que foi ressuscitado – Cl 1. 15 – 18; 1Co 15.20; Jo 11. 25 – 26; 11.40 – 42; Rm 6. 8 – 9. E continua c) -  e que governa os reis do mundo inteiro – é rei dos reis. Cristo é Senhor da igreja, Rm 14.9.
         Jesus é o dono do destino das nações, é rei dos reis.
         João está anunciando a vitória de Jesus Cristo sobre todas as forças do mal. Ele é profeta, sacerdote e rei
         João continua consolando a igreja dizendo que Cristo nos ama – Jo 14.24; 14.9; Rm 5.8; e pela sua morte na cruz nos livrou dos nossos pecados – O pecado nos tornou escravos do diabo. E Deus que nos criou se ele nos quisesse por filhos novamente à sua imagem, precisaria nos redimir, Jo 8.34; Rm 16.23; 1Jo 1.7.
         João ainda diz que Jesus por sua morte, nos dá perdão e salvação. Sendo assim, cada cristão agora é um sacerdote, chamado a oferecer sacrifício. Precisamos lembrar que no AT os sacrifícios eram estipulados de acordo com o pecado, um pombo, um cordeiro, etc. Mas, sendo Cristo o sacrifício perfeito, tendo saciado a ira de Deus, nós agora como cristãos somos chamados a oferecer sacrifícios da nova aliança, arrependimento de coração, orações, agradecimentos, vida dedicada ao serviço de Deus. Isso não é um dever, é resposta ao amor de Deus em Cristo por nós, Rm 12.1; 1Pe 2.5.
          Esse é o tema geral do livro: A volta de Cristo e sua conseqüência.
         Olhem! Na outra tradução é eis – quando aparece a expressão eis, ou olhem que é o caso da NTLH, coisas extraordinárias serão relatadas. Um meio de chamar a atenção para aquilo que será lido ou ouvido adiante.
         Assim como Jesus subiu aos céus, ele descerá At 1.11; 1Ts 4.16 – 17. Todas as pessoas, de todas as nações estarão diante dele, até mesmo os que o transpassaram pelos pregos e pela lança. Por ser esse o anuncio, a volta de Cristo é que João diz logo no v. 1 “Feliz quem lê este livro, e felizes aqueles que ouvem as palavras desta mensagem profética e obedecem ao que está escrito neste livro!” Quem estiver vigilante, firme na fé, nas Escrituras esse não precisa temer a volta, pois Cristo o levará para o lar eterno. Mas, João diz ao outro grupo. Grupo dos perdidos – todos chorarão – é um verbo grego que significa bater. Ou seja, esse grupo como é costume até hoje, baterá no peito em sinal de desespero Mt 24.30.
         O amém no final do versículo indica que não há reversão, será assim.
         Deus é o autor da História. Ele é o autor dos acontecimentos narrados neste livro. Ele o primeiro e o último, principio e fim, Cl 1.16-17; Jo 1.1-14. Deus é eterno e único, Ex 20.2-3; Is 44.6; Hb 13.8.
         Diz João, Deus é o todo poderoso -  o termo PantoKrator – Pás – tudo, todo; Kratos – poder. Ele tem a autoridade absoluta e o poder de exercer essa autoridade em todos os eventos e acontecimentos. Ele é vitorioso. E assim a igreja também é, não precisa temer a perseguição.
Aplicação dos primeiros 8 versículos na minha vida
         O livro causa medo a muitas pessoas. Mas quando estudamos a fundo, vemos que está falando do Cristo vencedor. Como vencedor subiu ao céu e de lá voltará. Esse Cristo vencedor é autor da história, ele está em todos os acontecimentos. Convida os leitores e ouvintes a permanecerem fiéis a palavra, na mensagem de salvação. A palavra de Deus não muda, ela sempre foi e é a mesma, confiar nesta palavra é a base da nossa vida.
         Ninguém sabe o dia e a hora, permaneçamos fiéis a Cristo pela palavra. O final dos tempos não deve nos causar medo, mas consolo, pois quem está em Cristo o verá descendo em poder e glória e subirá com Cristo majestosamente. Jesus nos amou a ponto de dar sua vida por nós, morreu na cruz pelos nossos pecados. Essa a mensagem que me anima, conforta e consola.
         Os desastres da natureza nos assustam. Por quê? O medo faz parte da nossa natureza pecaminosa. Mas no livro de Apocalipse Deus quer nos dar a certeza da salvação em Jesus, e assim quer nos afastar da insegurança e nos assegurar que não importa o que aconteça, estamos a salvo. Amém!
a) – Onde estava João, quando recebeu a revelação de Deus? Por que estava lá?
         Naquele período o imperador era adorado, e João e os cristãos que não faziam isso, acabaram sendo presos e eram perseguidos, muitos até a morte. João foi mandado a Patmos, pois ele era testemunha de Jesus, conheceu Jesus, viveu com Jesus, andou e aprendeu com Jesus. Era uma ameaça para o império romano.
         João fala sobre agüentar o sofrimento – o sofrimento acompanha o cristão, cada um de uma forma pessoal, Mt 5.11-12; At. 14.22; Tg 1.2-3. O apóstolo João fala em suportar o sofrimento com paciência – Hypomone” Hypo – debaixo, Meno – ficar. Sabemos que a paciência é uma virtude cristã, um fruto do Espírito Santo. Mas, o apóstolo João aqui no v.9 de Ap está querendo nos transmitir a idéia de carregar a cruz, ficar embaixo, permanecer. Não importa qual seja a nossa cruz, João está anunciando permaneçam embaixo, carreguem a  cruz, com lágrimas nos olhos, mas com o canto da vitória no coração, Mt 10.22; Ap 2.10; Rm 5. 3-5. Em breves palavras João está dizendo, eu anuncio a palavra de Deus, fui preso por causa dela, mas carrego a cruz de Cristo, pois sei que em Cristo sou vencedor.
         Por que João estava preso em Patmos? Por pregar a palavra de Deus. Interessante notar que a ilha de Patmos, uma ilha vulcânica, árida e rochosa, hoje é uma ilha de pescadores. Nessa ilha tem um monte que dá se ver toda a Ásia Menor (turquia) onde se encontravam as igrejas a quem João escrevia.  
b) – O que o apóstolo João quer dizer com “No dia do Senhor fui dominado pelo Espírito de Deus”?      Na época do apóstolo João, a expressão “dia do Senhor” – era usada para o domingo.  E só aparece aqui no NT. Domingo o Primeiro dia da Semana. No Império Romano, que era quem dominava os povos naquela época, esse dia, era dedicado ao Imperador.
         Foi no dia do Senhor – num domingo que Deus se revelou a João. E ao dizer “dominado pelo Espírito.” Quer dizer que João não estava num estado mental e espiritual fora do comum, mas estava lúcido. Para entender melhor vamos ler At 10.10; 2Co 12.1-4; João foi levado em espírito para além das limitações do entendimento humano. Deus se revela como quer e de várias formas. Sonhos, Gn 40.5; 41.1; 1Rs 3.5; Dn 2.1; Mt 2.12; At 15.9. Mas aqui em Ap João estava acordado e com plenos poderes de raciocinar. João estava consciente daquilo que ouviu e viu.
Interessante que em português – Domingo também significa dia do Senhor. Esse é o dia em que os cristãos se reúnem para adorar o Senhor, para ouvir sua palavra e receber a Santa Ceia (1Co 16.2; At 20.7) É o dia em que lembramos a ressurreição de Jesus, Mt 28.1.
         O anjo disse: escreva num livro o que você vai ver. Somente o que ver. Nenhum acréscimo, Ap 22.18-19. O termo escrever – aparece 12 vezes em Ap, e denota uma ação instantânea. João escreveu as visões assim como e quando as recebeu. Não foi tudo em um dia. E vejam só, é importante lembrar que em todo o NT só aqui temos a ordem direta de Deus para escrever. Livro aqui se refere ao papiro, a casca interior da planta de papiro. O livro de Ap são 5 metros de papiro.
         mande esse livro às igrejas – o mensageiro levaria o rolo às igrejas, uma após outra, Cl 4.16. O que João quer frisar aqui é o roteiro das cartas. Capital, a maior das sete cidades, Éfeso. Depois o norte, Esmirna, Pérgamo. Sudeste, Tiatira, Sardes, Filadélfia, Laodicéia. Todos os cantos, todas as igrejas.
         Éfeso – João morou lá, mais ou menos 30 anos. Conhecia pessoalmente cada membro, conhecia seus problemas, suas fraquezas, vitórias e derrotas.
         Esmirna – uma congregação que estava sofrendo, mas na graça de Cristo, ao mesmo tempo vencendo. Não recebe nenhuma repreensão.
         Pérgamo – uma igreja numa cidade rica, já viu a morte de um mártir, morreu por sustentar a fé cristã. Ap 2.13.
         Tiatira – Cidade de Lídia, o primeiro fruto missionário da Europa, onde em Filipos depois de ser batizada, dava hospedagem a Paulo, Silas e Timóteo, At 16.11-15.
         Sardes – igreja sob fortes pressões, tensões e tentações. Os poucos fiéis necessitavam de muito encorajamento espiritual.
         Filadélfia – desde que recebeu a carta, serviu de modelo de uma congregação de pouca força, porém de profunda fidelidade.
         Laodicéia – uma igreja abastada de bens terrenos, porém pobre espiritualmente e à beira de se perder completamente.
João não viu o anjo, o anjo não é o importante, ele viu um grande quadro.
         Vemos nesses vs. que Jesus aparece a João de uma forma gloriosa, semelhante ao dia da Transfiguração, João se lembra, pois estava presente nesse acontecimento (Mt 17.1-2). Os vs 13-16, mostram de que forma era Jesus: Santo e poderoso.
         João vê 7 candelabros de ouro. Ouro é o metal mais precioso da época, brilhava na luz com teu esplendor. O v. 20 diz que os candelabros representam as igrejas aqui na terra. A igreja é o candelabro do mundo, brilha, irradia para todas as pessoas. A igreja mantém a luz acessa na escuridão deste mundo em trevas, mediante a pregação da palavra de Deus. Os cristãos, cada um em seu ambiente, são como “luzeiros do mundo” anunciando palavras de vida, Fp 2.15-16.
         Cristo está no meio da igreja, andando, agindo na e por meio da igreja aqui na terra. Dessa maneira, pela presença de Cristo, os cristãos se tornam “luz do mundo” Mt 5.14, se tomamos a sério as palavras do salmista, Sl 119.105.
         É importante lembrar que os candelabros não foram o essencial dessa visão. Eles simplesmente formaram a moldura brilhante do quadro majestoso. “No meio deles estava um ser parecido com um homem” – essa era a intenção da visão, mostrar a João, a fim de que ele soubesse que não era um sonho fantástico, mas era uma realidade, claro que uma realidade sobrenatural. É uma réplica da visão do profeta Daniel, Dn 10.5-6. João sabia que era o filho de Deus que lhe aparecia, Mt 10.23; 11.19; 12.8; 13.37; 16.27; 19.28; 23.30; 25.31; 26.24.
         Depois de identificar o revelador, Jesus, João acrescenta que Jesus estava no meio deles, no meio da igreja. Cristo é o centro da igreja, ele age em favor da igreja. Depois escreve “vestindo uma roupa que chegava até os pés e com uma faixa de ouro em volta do peito” – ou seja, vestido com poderes. Poús – pé, aro estender, vestido que se estendia até os pés. Ex 28.4; 29.5; Ez 9.2, 11. E ainda “com uma faixa de ouro em volta do peito” – significa estar em serviço, Ap 15.6. A diferença é marcante, no AT o cinto do sacerdote é parcialmente de ouro, Ex 28.8; 39.5. Enquanto que o cinto de Cristo na figura é feita de ouro puro.  Isso significa que Jesus está acima de todos os sumos sacerdotes.
         Essa imagem mostrada a João representa dignidade, majestade, glória, Cristo rei dos reis, salvador dos que são teus, aparece como sumo sacerdote que faz sacrifício de si mesmo. Agora o apóstolo João vai continuar descrevendo a pessoa que lhe apareceu.
         João descreve a pessoa que lhe apareceu “semelhante a filho de homem.” João fala de sua cabeça, seus cabelos, seus olhos, seus pés e sua voz. O profeta Daniel, (Dn 7.9, 13), descreve o ancião de dias enquanto que o apóstolo João vê o filho do homem. Se compararmos Daniel e Apocalipse, veremos a manifestação visível e palpável do próprio Deus aqui na terra, como verdadeiro homem em Jesus, sumo sacerdote e cordeiro imolado.
         Os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve – significa santidade e pureza absoluta, Is 1.18.
         e os seus olhos eram brilhantes como o fogo – Em Daniel temos uma visão parecida, Dn 10.5,6. Tanto Daniel como João descrevem o poder onisciente de Jesus. Nada pode ficar escondido dele. Fogo – na Bíblia, designa em geral a ira de Deus. Perante os olhos penetrantes de Jesus não se pode esconder pecado algum.
         O apóstolo João tem uma visão semelhante a Daniel (2.31-45), onde diz que Deus permanecerá para sempre, nenhuma força será capaz de derrubá-lo, e quando por os pés em cima de qualquer inimigo, este não terá possibilidade de escape, será consumido pelo fogo da sua ira.
         e a sua voz parecia o barulho de uma grande cachoeira – No v.10, João descreveu a voz como um som de trombeta. Esse sinal de alerta fez ele olhar. Agora, viu aquela figura majestosa do filho do homem, descrita até agora segundo sua cabeça, seus cabelos, seus olhos e pés. Por último descreve sua voz que é diferente daquela que ouviu no inicio. A voz do “semelhante a filho de homem” era ainda mais irresistível do que a alerta, é descrita como estrondo de muitas águas. Assim como não se pode silenciar o som de uma grande queda de água, de cataratas ou onda do mar, (quem já esteve na praia sabe que o barulho é constante), assim não se pode silenciar a voz daquele que estava no trono. Vemos essa mesma figura no profeta Ezequiel, (Ez 1.24; 43.2; Ap 14.2; 19.6; Dn 10.6).
         Depois de descrever o o vestido, sua pessoa, João agora segue uma descrição do instrumento que está na mão do “Filho do homem.
         Na mão direita ele segurava sete estrelas – mão direita aqui e em muitas outras passagens simboliza o poder majestoso com que tem até o firmamento em suas mãos, Jó 38.31; Is 40.12. Aqui não se trata das estrelas do firmamento, mas sim dos “anjos das sete igrejas” v.20. Portanto, dos mensageiros de Deus, dos pastores das congregações e seus bispos. Lembra o profeta Daniel, Dn 12.3. As sete estrelas, isso é, os bispos das sete igrejas são distinguidos das suas igrejas que são simbolizadas na figura dos sete candeeiros. Nas cartas, dirigidas as igrejas, os seus bispos são responsáveis pela condição espiritual de suas igrejas. As sete estrelas se acham na mão direita do Filho do Homem. Esse fato tem um profundo significado para o exercício do ministério, de um lado, somos imbuídos da autoridade e do poder do Senhor. Mas o poder que se tem não propriamente do pastor, ele vem do Senhor e fica. Ainda, só podemos exercer esse poder enquanto estivermos na mão direita do Senhor. Aqui podemos observar o seguinte – os ministros são estrelas, não luzes feitas por homens ou fogo fátuo; são estrelas – não capachos nos quais homens podem pisar e limpar seus pés; são estrelas imutáveis -  não gente às quais falta o fôlego no constante correr atrás de mudanças dessa terra.
         Estar na mão direita de Deus é um consolo, pois Cristo declara que ninguém irá arrebatar de sua mãos suas ovelhas. Certamente não há força na terra que pode arrebatar da mão do glorioso Senhor as estrelas que ele tem na sua mão direita. 
         e da sua boca saia uma espada afiada dos dois lados – essa visão tem raízes no AT. Simboliza a palavra de Deus que “sai da boca” do Senhor. Várias passagens do NT aplicam a figura à palavra de Deus, Ef 6.17; Hb 4.12; Ap 19.15. A imagem, portanto, mostra o Filho do Homem como aquele que profere a sentença do juízo Final.
         uma espada afiada dos dois lados – literalmente – duas bocas. Fora Lc 2.35, o termo espada ocorre somente em Apocalipse, 2.12,16; 6.8; 19.15,21. A figura não é estranha, pois a espada dos romanos usada pelas tropas, tinha a forma de uma língua. Mas o que dá forma é o termo “afiada.” Pela vontade de Deus, a sua palavra corta Hb 4.12, fere os seus inimigos, especialmente quando o filho do homem profere sua sentença final.
         O seu rosto brilhava como o sol do meio dia – Na transfiguração de Jesus, o rosto de Jesus resplandecia como o sol, Mt 17.2. Aqui João vê a glória completa do Senhor. A figura do sol não era suficiente para descrever essa glória. Era como o sol em sua força total. Nenhum homem pecador pode olhar párea a glória de Deus sem ser profundamente atingido. E foi isso que aconteceu a João.
         O profeta Ezequiel teve uma reação semelhante, Ez 1.28. A glória do Senhor Ressuscitado, já que ele o havia visto humilhado, morto e sepultado, o derrubaram. João teve medo, mas no sentido de uma reverência profunda. Essa reação mostra que João não estava fora de seu estado normal quando escreveu Apocalipse. O Senhor da igreja tem uma mensagem a transmitir, ele não quer só pessoas deitadas lhe adorando. Por isso, levanta seu servo e fim de colocá-lo em ação.
Os vs 17-18, fala da morte e ressurreição de Jesus. Não resta dúvida: é o mesmo, Jesus, o mestre, que havia andado com os discípulos três anos. Ele, agora, se apresenta vitorioso sobre a morte e todos os poderes do mal. Essa é a mensagem de consolo aos cristãos que estavam vivendo num mundo ameaçador, perseguidos pelos romanos. Diante dessa mensagem podemos olhar para a nossa vida com realismo, sabendo que o nosso Senhor é vencedor e, com ele, também nós o somos. Neste mundo estamos sujeitos a tentações, dores e fraquezas. Mas em Cristo temos uma promessa graciosa.
d) – Há algo de importante na posição das estrelas e dos candelabros, na visão que João teve?
         No v. 20 vemos Jesus explicando que os candelabros representam as SETE igrejas a quem o livro foi dirigido inicialmente. Mas precisamos nos lembrar que SETE significa TODAS. SETE representa algo completo, é o número da igreja de Cristo, que está espalhada pelo mundo inteiro. Essa visão mostra que Cristo está no meio das igrejas. Jesus é aquele que está conosco, nós que somos sua igreja hoje. Jesus prometeu isso, Mt 18.20; 28.20). Nós, a igreja, somos os candelabros, ou seja, o castiçal usado para colocar luminárias, velas. A igreja, que tem Jesus em seu meio por palavra e sacramentos, é luz para o mundo, Mt 5.14. A igreja por sua essência é missionária. A Igreja que não é missionária pode fechar suas portas.
         As SETE ESTRELAS representam os “anjos das sete igrejas.” A palavra anjo, na Bíblia, pode se referir a seres espirituais, (anjo Gabriel); mas também pode significar mensageiro, referindo-se assim a uma pessoa que Deus coloca como seu mensageiro. Nesse texto, bem como nos cap. 2-3, a palavra anjo se refere aos pastores, mensageiros da palavra nas suas respectivas congregações.  Os “SETE ANJOS” são, portanto o ministério da palavra. Cristo tem o ministério da palavra em sua mão direita, o ministério pertence a Jesus. Nem ao pastor, nem a congregação, o ministério pertence a Cristo. Ele instituiu o ministério e o envia, dá a igreja, para proclamar o evangelho e administrar os sacramentos.
         Nesses vs temos então uma visão de Jesus Cristo em aspectos importantes: 1) – Sua glória, majestade, santidade; 2) – Sua graça (ao vir carinhosamente para junto dos seus); 3) – a verdade da sua morte e ressurreição, que nos garante ser ele o Senhor vitorioso; 4) – Sua ligação com sua igreja e com o ministério pastoral.
Mensagem
         Felizmente, vivemos num país onde podemos confessar nossa fé livremente. Ainda hoje, em muitos países, não há liberdade religiosa. (Procurar no ML). Paises como a China, etc. Hoje existem outras perseguições. Quais? Zombaria, desrespeito, critica, falso testemunho da igreja, etc.
         Assim como na época do apóstolo João nos reunimos no dia do Senhor para adorar a Deus, receber dele perdão dos pecados, fortalecimento da fé. Como é agradável podermos a cada domingo, sábado, quarta estudar a palavra de Deus, meditar nela, crescer na fé, no amor. Como é bom ser alimentado na Santa Ceia.
         Jesus Cristo ainda continua sendo o santo e poderoso. Em meio às tentações da nossa carne, do mundo e do diabo, Cristo está no meio da sua igreja. Ele age na igreja, ele é o centro da igreja. Ele é a estrela, nós, pessoas perdoadas por Cristo somos o candelabro, somos luz para o mundo. Nosso brilho precisa ofuscar nas pessoas para que elas possam se tornar luz para outros.
         Esses vs. além de nos apresentar de uma forma muito bonita o Cristo vencedor da morte, além de nos transmitir uma bonita mensagem de que nós também somos vencedores, ele está nos apontando para a emergência da missão. De sermos luz, sal, par este mundo hostil. Precisamos nos despertar para a missão de Deus, salvar pessoas. Indicar as pessoas o Cristo vencedor, o Cristo ressuscitado. Pois só em Cristo há salvação, só em Cristo há perdão, só em Cristo nós podemos ser luz para o mundo e apontar para a verdadeira luz que é Cristo. Deus nos abençoe. Amém!
Resumo
a)    – Onde estava João, quando recebeu a revelação de Deus? Por que estava lá?
João foi mandado a Patmos, pois ele era testemunha de Jesus. Naquele período o imperador era adorado, e João e os cristãos que não faziam isso, acabaram sendo presos e eram perseguidos, muitos até a morte.
b)   – O que o apóstolo João quer dizer com “achei-me no espírito, no dia do Senhor”?
Na época do apóstolo João, a expressão “dia do Senhor” – era usada para o domingo.
c)    – Que parte no texto nos deixa claro que quem fala com João é Jesus mesmo?
Os vs 13-16.
d)   – Há algo de importante na posição das estrelas e dos candelabros, na visão que João teve?
No v. 20 vemos Jesus explicando que os candelabros representam as SETE igrejas a quem o livro foi dirigido inicialmente. Essa visão mostra que Cristo está no meio das igrejas. Jesus é aquele que está conosco, nós que somos sua igreja hoje. Jesus prometeu isso, Mt 18.20; 28.20). Nós, a igreja, somos os candelabros, ou seja, o castiçal usado para colocar luminárias, velas. A igreja, que tem Jesus em seu meio por palavra e sacramentos, é luz para o mundo, Mt 5.14. A igreja por sua essência é missionária. A Igreja que não é missionária pode fechar suas portas.
         As SETE ESTRELAS representam os “anjos das sete igrejas.” A palavra anjo, na Bíblia, pode se referir a seres espirituais, (anjo Gabriel); mas também pode significar mensageiro, referindo-se assim a uma pessoa que Deus coloca como seu mensageiro. Nesse texto, bem como nos cap. 2-3, a palavra anjo se refere aos pastores, mensageiros da palavra nas suas respectivas congregações.  Os “SETE ANJOS” são, portanto o ministério da palavra. Cristo tem o ministério da palavra em sua mão direita, o ministério pertence a Jesus. Nem ao pastor, nem a congregação, o ministério pertence a Cristo. Ele instituiu o ministério e o envia, dá a igreja, para proclamar o evangelho e administrar os sacramentos.
Mensagem
         Felizmente, vivemos num país onde podemos confessar nossa fé livremente. Ainda hoje, em muitos países, não há liberdade religiosa. Paises como a China, etc. Hoje existem outras perseguições. Quais? Zombaria, desrespeito, crítica, falso testemunho da igreja, etc.
         Assim como na época do apóstolo João nos reunimos no dia do Senhor para adorar a Deus, receber dele perdão dos pecados, fortalecimento da fé. Como é agradável podermos a cada domingo, sábado, quarta estudar a palavra de Deus, meditar nela, crescer na fé, no amor. Como é bom ser alimentado na Santa Ceia.
         Jesus Cristo ainda continua sendo o santo e poderoso. Em meio as tentações da nossa carne, do mundo e do diabo, Cristo está no meio da sua igreja. Ele age na igreja, ele é o centro da igreja. Ele é a estrela, nós, pessoas perdoadas por Cristo somos o candelabro, somos luz para o mundo. Nosso brilho precisa ofuscar nas pessoas para que elas possam se tornar luz para outros.
         Esses versículos além de nos apresentar de uma forma muito bonita o Cristo vencedor da morte, além de nos transmitir uma bonita mensagem de que nós também somos vencedores, ele está nos apontando para a emergência da missão. De sermos luz, sal, par este mundo hostil. Precisamos nos despertar para a missão de Deus, salvar pessoas. Indicar as pessoas o Cristo vencedor, o Cristo ressuscitado. Pois só em Cristo há salvação, só em Cristo há perdão, só em Cristo nós podemos ser luz para o mundo e apontar para a verdadeira luz que é Cristo. Deus nos abençoe. Amém!

Edson Ronaldo Tressmann

ROTTMANN. Johannes. Vem, Senhor Jesus - Apocalipse de S. João. Ed. Concórdia. Porto Alegre, RS, 1993.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Feliz Páscoa - Jesus passou por cima da morte!

Salmo 16; Isaías 65.17-25; 1Coríntios15.19-26; Lucas 24.1-12
Texto: 1Co 15.19-26
Tema: Feliz páscoa – Jesus passou por cima da morte!

Páscoa é a festa que marca o início do calendário bíblico de Israel e delimita as datas de todas as outras festas na Bíblia. Páscoa (Pêssach, em hebraico) significa literalmente “passagem” (pois o Senhor “passou” sobre as casas dos filhos de Israel, poupando os primogênitos da morte (Ex 12:27). 
Páscoa fala de memória, identidade. O povo de Israel foi liberto da escravidão do Egito para poder servir a Deus e ser luz para as nações.
A páscoa mostra quem o povo de Deus era e quem deveriam ser. E Paulo, milhares de anos mais tarde escreveu (Ef 3.6).
O simbolismo da Páscoa é parte da mensagem no Novo Testamento, e toda a obra da Cruz se baseia no evento da Páscoa Judaica.
A páscoa mostra que em Jesus, o cordeiro pascal (1Co 5.8), somos resgatados da escravidão do pecado (Jo 1.29).
A doutrina que mais avança entre os brasileiros é o espiritismo e essa por sua vez apregoa que não há ressurreição, mas reencarnação. Dessa maneira, os espíritas realizam boas ações com o intuito de receberem uma nova oportunidade reencarnatória.
As pessoas não comemoram a páscoa como sendo o dia em que Deus em Jesus passou por cima da morte. A festa da páscoa nos faz lembrar que os mortos irão ressuscitar. 

A questão é: Será que realmente haverá ressurreição dos mortos? Ou será que se resume a essa vida que nada mais é do que uma sucessão de reencarnações? Os saduceus diziam que sim. Ainda hoje a muitas seitas que dizem sim.
Ouçamos a Palavra de Deus: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1Co 15.19).
Se é verdade, que depois dessa vida não se segue outra vida pela ressurreição, devemos dar de ombros para o Batismo, o púlpito e toda a cristandade.
As pessoas seguem alguma crença, por buscarem algo para o além do aqui e agora. E aqui, entramos em choque, pois, o que será após a morte?
Hoje é o dia em que confessamos que Jesus passou por cima da morte. Assim como Cristo ressuscitou, nós também ressuscitaremos. Pois, Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1Co 15.19).
Quantas pessoas estão vivendo suas vidas infelizes!
Infelizes pela incerteza da ressurreição. Infelizes, por tentarem fazer coisas aqui, tentando colher numa suposta reencarnação.
Hoje é páscoa – o grande dia do cristianismo. É um dia para celebração da vida. Não somente da vida aqui e agora, mas, de vida eterna.
Feliz páscoa – feliz pêssach –, afinal, por Jesus, Deus passou por cima da morte. E mesmo aos que morreram e mesmo se nós morrermos, a morte foi vencida, e todos irão ressuscitar.
Como cristãos, temos uma certeza - a certeza da nova vida que surge da morte. Jesus e sua obra, sua paixão e morte são a totalidade da ação redentora de Deus. Jesus venceu a morte – derrotou a mesma e o mais extraordinário é que proclamou sua vitória aos derrotados no inferno (1Pe 3.19).
Páscoa – Pêssach – é um dia tão maravilhoso, que mesmo se sentirmos falta de um ente querido na nossa festa, iremos ri, por saber que a morte foi vencida em Cristo. Lembre-se, Jesus respondeu aos saduceus: “Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos” (Mt 22.33).
Pêssach - Páscoa – Jesus passou por cima da morte. Cristo ressuscitou! “...ele é a primícias dos que dormem” (1Co 15.20).
O pecado ainda está mundo, pelo fato do mundo estar vivendo a era da queda em pecado. A morte é a pregação da lei de Deus. No entanto, mesmo que haja morte, por causa da natureza pecaminosa, o cristão pode-se dizer imortal, afinal, dorme nos braços do Senhor (Jo 11.26; 10.28) e quando soar a trombeta, todos os mortos ressuscitarão. Infelizmente, aqueles que morreram ou morrerem sem a fé em Cristo para a condenação eterna.
Por causa do pecado – posso até ter medo da morte. Mas, na fé em Jesus, sei que mesmo que a morte me atinja nessa vida, irei ressuscitar para a vida eterna.
Uma pessoa gananciosa é consolada com dinheiro, uma pessoa doente é consolada com remédio, um mendigo ou faminto é consolado com comida. O cristão é consolado pela Palavra de Deus que lhe garante a ressurreição. Pela e na fé, o cristão se mantém perseverante, pois crê que Cristo o manterá em seu colo até o ultimo dia.
Que dia especial é o dia páscoa! É o dia em que lembramos o pêssach – Deus passou por cima da morte, por isso, o salmista escreveu: “Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (Sl 118.24).
Pêssach – Páscoa – um dia tão especial. Mas, para milhares de pessoas é um dia como qualquer outro, afinal, há os que ainda creem no estado intermediário das almas. Há os que creem no purgatório ou no limbo. Há os que creem na reencarnação. E tem outros que simplesmente creem que morreu, tudo se acabou.
A mensagem do pêssach é uma notícia extraordinária para nosso consolo e felicidade.
É preciso destacar que os cristãos do antigo testamento descansam “nos braços de Abraão” (Gn 22.18). Os que adormeceram na fé, são preservados e protegidos nessa palavra: estão nos braços de Abraão e dormem nela até o Último dia. Os cristãos do Novo testamento e nós estamos consolados e confortados na ressurreição de Cristo (1Co 15; Fp 3.20).
Assim como a morte afeta a pessoa totalmente, a ressurreição também afetará (2Co 5.6; Fp 1.23). 
Pêssach – Páscoa é a boa notícia de que quer seja na morte ou no retorno de Jesus, é Cristo quem espera por nós para nos abraçar. Amém!

Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Cristologia prática!

14 de abril de 2019
Domingo de Ramos
Salmo 118.19-29; Deuteronômio 32.36-39; Filipenses 2.5-11; Lucas 23.1-56



Texto da prédica: Fp 2.5-11
Tema: Cristologia prática!

Na África, dois missionários Moravianos moravam numa linda residência. Próximo havia um leprosário. O que fazer? Fizeram o seguinte: desceram das alturas e foram morar com os leprosos. Numa das cartas enviadas, pediam oração, pois um deles já estava com manchas brancas. Quando o primeiro morreu, o outro pediu um substituto. Quem iria?
Ele se fez carne. Fez-se nosso vizinho.
A igreja precisa exercer uma pastoral cristológica. Nossa tarefa é encarnar a presença de Cristo em nosso servir.
O que fez todas as coisas tornou-se humano.
O cristianismo é Jesus Cristo.
O texto de Filipenses era um cântico cristológico. Observe também os textos de Isaias 41.8 - 9; 49.5 - 6. Em Isaias 53, vê-se que o servo era esperado. Este texto é aplicado cristologicamente em Atos quando Felipe evangeliza o etíope.
A figura do servo de Yavé é uma figura da pessoa de Jesus.
Cristologicamente temos que ler o que está escrito: haja em vós o mesmo sentimento que houve em Jesus Cristo. É preciso lembrar novamente que esse era um hino litúrgico, cantado quando o Senhor estava sendo celebrado.
É preciso observar que o desafio cristológico da igreja é descer a escada, enquanto que a sociedade em geral busca apenas subir a escada.
Jesus buscou uma escada para descer.
1) sendo na forma de Deus...”- forma é a plena realidade de Deus. Ele era Deus, igual a Deus. Jesus era tão plenamente Deus como o Pai, e tão humano como cada um de nós, e mais humano ainda do que nós porque não tinha pecado. Desce por amor, chegando a morrer como um marginal no império Romano.
2) se despojou de si mesmo...- ou esvaziou-se. Em Isaias 53 é dito que derramou sua vida na morte.
Paulo aos Filipenses diz que não buscou o ser igual a Deus, embora era Deus.
No texto de Isaias capítulo 14, temos Lúcifer, que sendo uma estrela de luz quiz usurpar o ser igual a Deus.
Outro exemplo é Nabucodonosor, vendo a grandeza de seu Reino, queria se fazer Deus, e virou uma besta do campo. Também Herodes, que acabou comido por vermes.
Estes exemplos mostram o esquema diabólico da mania de grandeza, ou como alguns o chamam: “síndrome de Lúcifer”.
Estamos observando com tristeza, que a busca pelo poder e o abuso de poder é o maior e pior dos perigos, tanto na esfera secular como na esfera eclesiástica.
Olhemos para Jesus Cristo. Sendo igual a Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas a si mesmo se esvaziou.
Sendo Senhor, se desprendeu de tudo, e se fez servo esse é o sentido de esvaziou-se.
3) Obediência de Servo.- “Estou entre vós como aquele que serve e não como o que manda”.
Seria está uma boa paráfrase da cristologia aplicada a vida diária? João 5.18.
4) Plenamente humano.
Na Segunda Guerra, um padre disse na prisão a Bonhoeffer: “Desde pequeno, eu sempre desejei ser um santo”, ao que Bonhoeffer respondeu: “Eu não, desde pequeno o que eu sempre quis é ser humano”.
5) Se humilhou. Era o único que poderia ser orgulhoso, mas chegou a uma condição humildade total. “Humano assim só poderia ser Deus mesmo” - afirmou Boff.
Não podemos confundir humildade com fraqueza, nem convardia, mas autenticidade, ser o que se é. Quando teve que defender os outros foi corajoso e tomava posição. Quando teve que defender a si mesmo, não abriu a sua boca.
6) Morte de cruz. Não foi qualquer tipo de morte, mas a mais terrível e escandalosa morte possível. Uma morte particularmente para escravos. Um Romano nunca poderia ser morto numa cruz.
A igreja precisa de um ministério kenótico, cristologicamente comprometida, que desce da escada para servir as pessoas.
Jesus lavava os pés, e dava pão. Um ministério de cruz e toalha. Uma liturgia dos olhos, dos pés e das mãos. (Teologia Practica, de Casiano Floristán - Salamanca:Sigueme, 1994).
Jun Stam diz que a presença prática da igreja revoluciona a sociedade. Deus nos ajude a servir! Amém
Edson Ronaldo Tressmann

terça-feira, 2 de abril de 2019

Não vivam no passado

07 de Abril de 2019
Salmo 126; Isaías 43.16-21; Filipenses 3.8-14; Lucas 20.9-20
Quinto Domingo na Quaresma
Texto: Isaías 43.16-21
Tema: Não vivam no passado!


Quem vive de passado é museu e arqueólogo.
No entanto, minha vida parece uma verdadeira aula de arqueologia e uma visita ao museu, só falando e pensando no passado.
Pelo Profeta Isaías, Deus disse ao seu povo: “esqueçam o que se foi; não vivam no passado” (Is 43.18). E ao propor que esqueçam o passado, Deus faz uma promessa: “Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis? ...” (Is 43.19).
Quando alguém fica preso no passado, não consegue ver as coisas boas do presente e nem a luz do futuro.
O apostolo Paulo consegue desvencilhar-se do passado, dizendo que seu passado era lixo e agora sabe qual é o seu futuro (Fp 3.8-14).
O profeta Isaías é considerado o evangelista do Antigo Testamento, afinal, foi o profeta que mais falou sobre o Messias. Além das dezenas de profecias, relata fielmente como seria a entrega de Jesus pelos pecadores. O profeta Isaías, pelo poder do Espírito Santo parece ter se projetado aos pés da cruz para escrever o capítulo 53.
Um dos eventos que mais é citado no Antigo Testamento (cerca de 150 vezes) é a abertura do mar vermelho para o povo passar e assim iniciar sua jornada de liberdade da escravidão.
No entanto, por mais que o passado tenha sido glorioso (Is 43.16-17), farei coisa mais espantosa e maravilhosa, apenas percebam as coisas.
O grande tema do capítulo 43 é a pergunta de Deus: não o percebeis? (Is 43.19).
Muitas vezes, sejam devido as coisas boas ou até as ruins, paralisamos no tempo. O passado não nos deixa progredir. Ora, por lamentarmos que as coisas boas do passado estão no passado, ora, porque os traumas dos episódios ocorridos nos trancam em nós mesmos.
Paulo relata muito bem essa questão na sua carta aos Filipenses. No meu passado me julgava melhor que outros por ser um fariseu, mas em Cristo, eu sei que o meu futuro é muito extraordinário (Fp 3.8-14).
Deus anuncia ao seu povo por voz do seu profeta a seguinte mensagem. Por mais que sejam espantosas os atos extraordinários de Deus no passado, não é comparado ao que irá fazer no futuro. Parem de olhar para o passado e olhem para o futuro. E o futuro é a libertação do cativeiro Babilônico.
O chamado de Deus aqui é para que o povo pare de olhar para as memórias das glórias do passado e viva na esperança do futuro que já está preparado.
É interessante perceber que a linguagem bíblica descreve o futuro como sendo algo que já está para acontecer amanhã. No entanto, eventos anunciados pelo Profeta Isaías demoraram anos para acontecer, e muitos outros ainda nem sequer aconteceram.
Essa linguagem é constante na Palavra de Deus (Ag 2.6; Tg 5.9; Ap 22.20). No entanto essa linguagem de um futuro muito próximo como se fosse ainda hoje, tal como a expressão do profeta Isaías “...que está saindo à luz ...” (v.19), é a mensagem de Deus para que se olhe para o futuro com certa esperança.
A luz é uma menção clara ao salvador prometido. É demonstração para seu povo, que mesmo no cativeiro, não haviam sido esquecidos por Deus. Em outras palavras, não se esqueçam de que eu os formei para que a luz venha de vocês. E essa luz já está por sair. E com essa mensagem, Deus pergunta ao seu povo: porventura, não o percebeis? (Is 43.19), ou melhor, por acaso, vocês se esqueceram de que eu fiz e eu cumpro promessas?
Não rejeitem a minha promessa, mensagem, olhando para o passado, como se eu pudesse agir somente no passado. Coisas que eu fiz no passado não são nada, comparadas as coisas que farei no futuro. Essa mesma mensagem vale para nós, conforme escreveu Pedro em sua segunda carta: “Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça” (2Pe 3.13), por isso o apostolo Paulo inspirado pelo Espírito Santo nos adverte dizendo: “...através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (At 14.22).
É preciso lembrar que essa mensagem é verdadeira, pois a mesma procede de Deus. Tanto no verso 1, quanto no verso 14 está registrado: “Assim diz o Senhor”. Deus é a fonte dessa promessa.
E esse Senhor não é qualquer um, mas o que vos redime.
Ao ser chamado de redentor, o profeta destaca que Deus é aquele que defende, protege e resgata (Is 49.26). Na época, entre o povo de Israel, redentor era uma espécie de protetor da família, alguém que ajudava qualquer parente que estivesse com problemas (Is 41.14). O apostolo Paulo escreveu aos Gálatas: “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus” (Gl 3.26).
Deus tem um relacionamento íntimo conosco assim como teve com seu povo Israel. Os títulos: Senhor (Ex 3.14,15), Santo (Is 1.4), Criador de Israel (Is 40.26; 41.20), vosso Rei (Is 41.21), mostram esse íntimo relacionamento.
Quão maravilhoso é saber que Deus se relaciona conosco e tem intimidade conosco. Não fiquem pensando tão somente nos atos poderosos de Deus do passado, olhem para o futuro que já parece ser hoje.
Ao povo de Israel, o novo, era a ordem de Ciro para que os exilados retornassem à Jerusalém (Is 45.1).
Estamos presos ao tempo, como se tudo estivesse limitado ao aqui e agora. Os doentes sofrem, pensando no tempo em que tinham saúde. Os enlutados choram, achando que a sepultura é a última morada de seu ente querido. Precisamos ouvir a mensagem do profeta Isaías: “Eis que faço coisa nova, ...” (Is 43.19), “...novo céu e nova terra” (Is 65.17).
E dessa forma, Deus nos questiona: “porventura, não o percebeis?” (Is 43.19).
Somos a igreja de Deus, formado como disse o profeta para louvar a esse Deus que tem conosco uma intimidade profunda, amorosa e misericordiosa (Is 43.21).
Edson Ronaldo Tressmann

A Igreja existe para pregar, batizar e ensinar (Mt 28.16-20)

  31 de maio de 2026 Domingo da Santíssima Trindade Salmo 8; Gênesis 1.1-2.4a; Atos 2.14a, 22-36; Mateus 28.16-20 Texto: Mateus 28.16...