segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Palavras que levam a misericórdia!

 04 de setembro de 2022

Décimo terceiro após pentecostes

Salmo 32; 2Crônicas 28.8-15; Gálatas 3.15-22; Lucas 10.23-37

Lecionário anual

 

Texto: 2Crônicas 28.8-15

Tema: Palavras que levam a misericórdia!

 

O nome "Crônicas" refere-se ao título hebraico - Dibrey hayamim - "Narrativas dos dias passados", uma conotação de "história" do povo de Israel - desde Adão até o Edito do imperador Ciro, libertando Judá do exílio na Babilônia.

Na Bíblia Hebraica, 1 e 2 Crônicas, são os últimos livros do Antigo Testamento. Foram escritos após o povo de Judá ter voltado do exílio babilônico e o autor quer mostrar que o povo do pós-exílio é o povo da linha messiânica.

Era uma época de grandes problemas para o povo. Crônicas auxilia aquele povo a entender-se melhor, a partir da sua história, uma história onde fica evidente a presença de Deus e a sua aliança com eles.

A história ensina e dá lições importantes. E o relato de 2Cr 28.8-15 destaca justamente isso. As palavras de Odede (2Cr 28.9-11) resume bem a lição. Aliás, bem irônico, afinal, os de Judá estavam sendo punidos pelas 10 tribos do Norte e os do reino do norte que estavam afastados de Deus, ouviram a Palavra de Deus e exerceram misericórdia com aqueles que estavam sendo punidos.

A história do povo de Deus ensina valiosas lições entre duas realidades: “...ele pecou contra Deus, o Senhor,...” (2Cr 22.4) e “...fez o que é agradável a Deus, o Senhor, ...” (2Cr 25.2).

Em contraste ao rei Davi, Acaz foi mau. Fez ídolos representando Baal e praticou culto cananeu. Acaz chegou a se envolver em rituais de sacrifícios humanos, inclusive crianças. Toda essa situação desastrosa está descrita em 2Rs 16.

Acaz foi derrotado pela Síria bem como por Israel (tribos do norte) e sofreu muitas perdas. Dessa forma Acaz apelou para que o rei da Assíria o ajudasse a sair das calamidades (2Cr 28.16). E, após os edomitas e filisteus terem invadido Judá e houve um caos generalizado. Apesar do norte (10 tribos), terem se afastado de Deus e se tornarem idolatras, estavam sendo usados por Deus para conclamar seu povo ao arrependimento.

Acaz não se arrependeu, mesmo tendo recebido a promessa de Deus (Is 7.14). Pelo contrário, Acaz cometeu mais transgressões. O cronista destacou que não lhe foi reservado lugar entre os sepulcros dos reis de Judá devido a sua profunda iniquidade (2Cr 28.27).

O mau cheiro da idolatria se tornou intolerável, por isso, Deus estava rebaixando Judá (2Cr 28.19).

Acaz, um rei que fazia o que era mal perante Deus, caiu nas mãos dos arameus, cujo rei era Rezim (2Rs 16.5). Judeus foram aprisionados e levados para Damasco. Esse era o terceiro ataque dos arameus contra Judá.

Além dessa derrota, houve também a invasão do exercito israelita, pelo rei Peca, e com isso, 120.000 mil soldados mortos num único dia. Entre esses mortos estavam membros da família de Acaz, inclusive seu filho (2Cr 28.7) e membros da corte. Israel (norte) levou 200.000 mil esposas, filhos, filhas para a Samaria.

Na Samaria havia um profeta de Deus e esse anunciou que Judá estava sendo punida por Deus. No entanto, a vara nas mãos de Deus exagerou, passou dos limites (2Cr 28.9).

A iniquidade de Acaz fez com que a maré da história voltasse contra ele. Acaz ouviu a promessa com respeito ao salvador (Is 7.14) e mesmo assim pecou contra Deus. Ele foi convidado a voltar para Deus, mas permaneceu idolatra e afastado de Deus.

Odede exortou os soldados a devolver as pessoas e os bens para Judá, afinal, a derrota na guerra era punição divina, mas a tribo do sul (Judá) não deveria ser tratada como se fossem pagãos. Eles eram irmãos e não poderiam ser escravizados (Lv 25.39-46).

Odede disse que toda calamidade era um chamado de Deus para o arrependimento e não uma autorização para os israelitas passarem do limite. Houve exagero, um ato de brutalidade sem precedentes e isso precisava ser corrigido, é assim que o profeta Zacarias anuncia: “...quando eu estava um pouco irado com o meu povo, elas fizeram com que ele sofresse muito...” (Zc 1.15).

Deus está sempre pronto a intervir! E sua intervenção visa salvar os seus: “Fiquem sabendo que o Senhor, nosso Deus, os corrige como um pai corrige o filho” (Dt 8.5); “Porque o Senhor corrige quem ele ama, assim como um pai corrige o filho a quem ele quer bem” (Pv 3.12); “Pois o Senhor corrige quem ele ama e castiga quem ele aceita como filho” (Hb 12.6); “Feliz é aquele a quem Deus corrige! Por isso, não despreze o castigo do Deus Todo-Poderoso” (Jó 5.17).

O profeta Odede anuncia com maestria sobre o castigo de Deus, mas não deixa de exortar os soldados e as autoridades sobre o excesso na punição. Dessa forma, é como se o profeta estivesse dizendo que se Judá estava merecia aquela punição, mas entre eles também havia pecadores, tanto que Odede anunciou: “O Senhor, o Deus dos seus antepassados, ficou irado com o povo de Judá e deixou que vocês o derrotassem. Mas vocês mataram aquela gente com tanta raiva, que Deus ficou sabendo disso” (2Cr 28.9).

E aqui acontece algo maravilhoso, enquanto que Judá não deu ouvidos para o anuncio dos profetas Isaías e Oséias, os samaritanos deram ouvidos a Palavra de Deus anunciada por Odede, a ponto de terem reconhecido seus pecados (2Cr 28.13), e assim, levaram de volta os prisioneiros até Jericó, uma viagem de 80 km. Os soldados levaram de volta, pois a estrada de Jerusalém para Jericó era, de fato, perigosa. Deram roupas e sandálias aos que precisavam, deram de comer e de beber a todos eles e cuidaram dos seus ferimentos. Muitos comentaristas relacionam esse evento a parábola do bom samaritano (Lc 10.30,33,34). Esses, mesmo afastados de Deus, preferiram ouvir a Palavra de Deus.

Os samaritanos tiveram um ato de amor, ato raro, em tempo de guerra. A Palavra de Deus levou a prática. Esse relato junto a parábola do bom samaritano ilustra o uso de misericórdia (2Cr 28.15; Lc 10.37). Uma ilustração do ministério de Jesus que veio nos resgatar das garras do inimigo. Amém!

ERT

terça-feira, 23 de agosto de 2022

A voz da consciência!

 28 de agosto de 2022

Salmo 71.1-8; Apocalipse 6.9-11; Romanos 6.1-5; Marcos 6.14-29

Culto festivo

 

Texto: Marcos 6.14-29

Tema: A voz da consciência!

 

Dia 29 de agosto é dia em que a igreja cristã lembra-se do martírio de João Batista.

No calendário litúrgico esta rememoração iniciou na França, no século V. A origem da mesma foi a construção de uma igreja em Sebaste, na Samaria, sobre o local indicado como o do túmulo de são João Batista. E também, conforme a tradição, diz-se que o martírio ocorreu no dia 29 de agosto, um ano antes da Paixão de Jesus.

A respeito de João Batista, Jesus disse: “dentre os nascidos de mulher, nenhum foi maior que João Batista” (Lc 7.28).

Convém refletir a respeito de João Batista que condenou o pecado e denunciou o adultério do rei Herodes Antipas que vivia na imoralidade com sua cunhada Herodias. A ousadia do profeta despertou a ira de Herodes, que imediatamente mandou prendê-lo, até que, durante uma festa no palácio, a filha de Herodias, chamada Salomé, instigada ardilosamente pela mãe, dançou para o rei e seus convidados. Sua dança, exuberância e espetáculo despertou no rei o desejo de dar a ela o que quisesse. E, o inimigo aproveitou para calar a voz da verdade e a cabeça de João Batista foi pedida em lugar de qualquer riqueza.

O mal se corta pela raiz e a verdade se corta a cabeça!

O martírio por decapitação de João Batista nos chegou narrado através do evangelho de Marcos (Mc 6.14-29). João Batista morreu em paz, mas Herodes viveu atormentado pela consciência. Herodes estava com sua consciência atormentada e não sabia como se livrar dela.

Adolf Pohl escreveu que nada é mais perigoso que uma consciência pesada sem arrependimento.

Quando Herodes ouvia João Batista falar “ficava sem saber o que fazer, mas mesmo assim gostava de escutá-lo” (Mc 6.20), ou seja, não sabia se abandonava o pecado ou permanecia no mesmo. E, quando teve oportunidade, a voz de Herodias (do pecado) falou mais alto que a voz da verdade que “gostava de escutar” e lhe condenava seu pecado.

João Batista era a voz no caminho do pecado de Herodes. E, a pecadora Herodias resolveu a situação calando essa voz. E agora, como calar a voz da consciência que acusa?

A consciência pesada e culpada o fez pensar que João Batista ressuscitou para perturbá-lo. Herodes ouviu João Batista em suas pregações e agora ouve sobre Jesus e a consciência que o acusa não o leva ao arrependimento. Meses depois, Jesus o chama de raposa e quando estava sendo julgado, Jesus esteve com Herodes face a face, mas Herodes zombou de Jesus. Duas oportunidades e nenhum proveito.

Herodes foi alguém que ouviu João Batista falar e agora ouve um “zum-zum” a respeito de Jesus e assim como ficou confuso diante da pregação de João Batista, fica confuso acerca de Jesus.

Quando a consciência acusa também ficamos confusos sobre quem é Jesus! Será que perdoa meu pecado?

Herodes estava tão determinado a continuar na prática do pecado que tapou os ouvidos à voz da verdade e silenciou o profeta por causa da voz do pecado e desesperadamente não consegue silenciar a voz da consciência que o acusa.

Você é uma pessoa consciente? Tem consciência do seu pecado?

A consciência ajuda a distinguir entre o certo e o errado. Apesar de todas as pessoas terem consciência, a mesma está distorcida pelo pecado e por isso, precisa ser guiada por Deus, pela sua Palavra. João Batista disse que o machado está pronto para cortar as árvores pela raiz (Mt 3.10).

Não perca a oportunidade de arrependimento! Talvez os pecadores do mundo, cujos escândalos deploramos se convertam e nos precedam no céu. Jesus disse: “os últimos serão primeiros e os primeiros os ultimos” (Lc 13.30) e recordemos dos ninivitas que ouviram o profeta Jonas e se arrependeram (Lc 11.30).

Todos tem consciência! A consciência mostra que mesmo quem não conhece a Deus, conhece as leis naturais de Deus (Rm 2.14-15). A consciência tanto acusa como defende uma pessoa.

O pecado deixa a consciência pesada, trazendo sentimentos de culpa e ansiedade. Jesus levou o castigo de todos os pecados na cruz (Hb 9.28; 1Pe 3.18). Quem se arrepende de seus pecados não está mais debaixo de condenação: “Jesus Cristo ofereceu só um sacrifício para tirar pecados, uma oferta que vale para sempre, e depois sentou-se do lado direito de Deus” (Hb 10.12), por isso, “cheguemos perto de Deus com um coração sincero e uma fé firme, com a consciência limpa das nossas culpas e com o corpo lavado com água pura” (Hb 10.22). Amém!

ERT

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Intimidade exposta!

 21 de agosto 2022

Salmo 50.1-15; Isaias 66.18-23; Hebreus 12.4-24; Lucas 13.22-30

Texto base: Lucas 13.22-30

Tema: Intimidade exposta!

 

O artigo 5 inciso X da CFRB/88 - Princípio da Inviolabilidade descreve que invioláveis são a intimidade, a vida privada, a honra, a imagem, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral por sua violação.

Ninguém quer ter sua vida íntima vazada nas redes sociais ou motivo de comentários entre as pessoas. Num mundo conectado há uma série de crimes cometidos com respeito a Violação ao Direito à intimidade.

Jesus o advogado e juiz (Sl 50.6, 1Jo 2.1) irá expor a intimidade de cada um por ocasião do juízo. O texto de Lucas 13.22-30 destaca justamente isso.

Jesus percorria as cidades da Galileia e Peréia quando um homem lhe pergunta: “Senhor, são poucos os que são salvos?” (Lc 13.23).

Muitos acreditam que estão salvos por estarem frequentando uma igreja. Jesus afirmará: “Não sei de onde são vocês” (Lc13.27).

Os judeus se diziam salvos por serem descendentes de Abraão e assim pensavam que não havia salvação para os gentios por não serem descendentes de Abraão. Para os judeus, as pessoas que não seguissem à risca os preceitos da lei judaica estavam excluídas automaticamente da salvação. Por isso a pergunta: “Senhor, são poucos os que são salvos?” (Lc 13.23).

A resposta de Jesus: “Façam tudo para entrar pela porta estreita. Pois eu afirmo a vocês que muitos vão querer entrar, mas não poderão” (Lc 13.24) é um alerta importante. É como se Jesus dissesse: não se preocupe sobre quantos serão salvos, mas faça o que é possível para ser salvo.

Façam tudo - esforçar – palavra grega (agonizeste) que dá origem ao verbo agonizar – um esforço que demanda toda energia. Dessa forma a resposta de Jesus (Lc 13.24) me faz refletir: eu estou, ou, serei salvo?

O verbo grego agonizeste demonstra que não importa o que perderei nesse mundo (Lc 12.49-53), amigos, familiares. Não importa se serei perseguido, sofra por ser cristão. É necessário permanecer em Jesus. Permaneça na porta estreita.

Está difícil permanecer somente em Jesus nesses dias. Aliás, vivemos dias em que o evangélico se tornou sinônimo do não isso; não aquilo. O evangélico judeu de nossos dias supostamente frequenta uma igreja, exala piedade e assim se auto proclama merecedor das bênçãos de Deus. Muitos supostos evangélicos continuam presos em suas realizações e aguardam a retribuição divina e há os que estão presos a uma ideologia politica como salvadora da pátria. Dessa forma, o verdadeiro esforçar, façam tudo - do qual Jesus destaca foi invertido.

Esforçar significa não deixar de viver a vida de fé - passar pela porta estreita seja qual for a situação (Hb 12). Passar pela porta é estreita significa ter aqui e agora intimidade real com Jesus seja qual for o momento. Essa intimidade é demonstrada na oração em momento de aflição (Sl 50.15) e suportar o sofrimento com louvor (Hb 12.7). A porta estreita pela qual todos, irão passar é o juízo final. Dessa maneira, a resposta de Jesus: “Façam tudo para entrar pela porta estreita. Pois eu afirmo a vocês que muitos vão querer entrar, mas não poderão” (Lc 13.24) me faz refletir: eu estou, ou, serei salvo? Em que se baseia minha esperança?

A salvação não é uma questão matemática, geográfica, social, ... Jesus disse que muitos virão do oriente e do ocidente, do norte e do sul e tomarão lugares à mesa no reino de Deus. Esses são os gentios que vêm de todas as raças, tribos, línguas e nações (Ap 5.9).

Antes de concluir as Sagradas Escrituras, Jesus revelou para o apostolo João que “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas” (Ap 22.14).

Para os judeus os gentios eram os últimos e Jesus diz que serão os primeiros. Os judeus com todos os privilégios que desfrutaram, por terem rejeitado o seu Messias virão a ser os últimos.

A salvação está em Jesus. Na sua obra realizada. A salvação está fora de mim e me é concedida gratuitamente pelo poder do Espirito Santo que age pela Palavra de Deus.

A porta continua sendo estreita! Deus não fez nenhuma reforma ampliando a porta ou indicando outra alternativa. A porta ainda é Jesus! Só pela porta que é Jesus atravessaremos a porta estreita do juízo final onde prevalecerá aqueles que viveram ou terminaram suas vidas na fé em Jesus. Nesse grande dia será violada a nossa intimidade com Jesus. Amém!

ERT

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Anunciar a Palavra fielmente

                                                                    14 de agosto de 2022

Sl 119. 81 - 88; Jr 23. 16 - 29; Hb 11. 17 – 31; 12. 1 - 3; Lc 12. 49 - 53

 Texto: Jr 23. 16 - 29

Tema: Anunciar a Palavra fielmente


O profeta Jeremias entre os anos 597 – 587 a.C. anunciou ao povo a necessidade de se submeterem a Babilônia - potência mundial naquele momento. A mensagem anunciada pelo profeta dizia que o exilio babilônico com duração de 70 anos era da parte de Deus, e que o “grande” Nabucodonosor era servo nas mãos de Deus para cumprir essa vontade.

Em dias ruins, a notícia não estava sendo animadora. Era como se no período de estiagem, ouvissem o anuncio de mais um longo período sem chuva.

Esse anúncio visava à vida do povo, era um convite ao arrependimento. O povo havia se afastado de Deus e corriam o risco de se afastar ainda mais. É fácil se afastar de Deus, o difícil é voltar.

Enquanto Jeremias comunicava a vida, chamando o povo ao arrependimento, anunciando um período de turbulências, os falsos profetas buscavam conquistar o povo através de suas mensagens com falsas esperanças. Enquanto Jeremias anunciava uma mensagem aparentemente dura, os falsos profetas anunciavam que tudo estava bem e continuaria bem.

Os falsos profetas distorciam a mensagem do profeta Jeremias e levavam ao povo uma falsa mensagem de paz. Os falsos profetas levaram o povo e o rei Zedequias à insurreição contra a Babilônia sendo que deveriam se entregar, pois o cativeiro era da parte de Deus.

A mensagem dos falsos profetas tornou-se agradável e o profeta Jeremias tornou-se impopular (37.11 – 16).

A mensagem da vida - chamado ao arrependimento - continua sendo anunciada. Infelizmente, muitos continuam sendo melhor ouvir pregadores populares com suas mensagens de que barganhas tudo se resolve, que um simples copo de água cura e que jejum é caminho de vitória. Dessa forma as pessoas cumprem supostas metas e não buscam se arrepender e viver uma vida próxima de Deus.

Os supostos pregadores da paz e de falsas esperanças anunciam uma mensagem de uma vida de “só de vitórias”.

Deus envia seus profetas que não anunciam uma mensagem popular, afinal as pessoas dizem não ter nada do que se arrepender. Deus espera um coração verdadeiramente arrependido ao invés de jejum aparente. Deus espera que a oferta seja uma resposta de fé e gratidão e efetuada com alegria.

A Palavra de Deus anuncia que não estamos livres do sofrimento, O próprio Senhor Jesus disse: “...No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo” (Jo 16.33). Ao enviar sua igreja Jesus fez uma promessa: “...lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28.20). Um lembrar que sustenta a fé nas dificuldades do momento.

O cristão sofre, adoece, tem apertos financeiros, é abalado por tragédias e em meio a essas situações Deus nos faz ouvir o convite ao arrependimento. Uma mensagem que nesse momento não parece ser adequada.

O inimigo é ardiloso e busca de todas as maneiras afastar as pessoas da fé em Jesus. Enquanto Jesus recomendou lembrar o diabo leva ao esquecimento. Quando estamos sofrendo, o inimigo é mestre em jogar na nossa cara os nossos pecados e nos levar ao desespero. Assim o desejo é se livrar da culpa e se apaziguar com Deus, dessa forma os falsos profetas trazem mensagens de barganha com Deus e o pecado que deveria ser confessado e abandonado é encoberto e camuflado.

Eis o grande desafio para os profetas de Deus de nossos dias: “O profeta que teve um sonho devia contá-lo como um simples sonho. Mas o profeta que ouviu a minha mensagem devia anunciá-la fielmente. Que vale a palha comparada com o trigo?” (Jr 23.28).

Anunciar a Palavra fielmente - Cuidado! Muito cuidado! Um único ensino falso - por hino ou palavra - estraga todo o corpo da doutrina cristã.

É importantíssimo cultivar, confessar e ensinar a verdade da Palavra de todas as maneiras possíveis.

O profeta Jeremias não estava sozinho. Na mesma época atuavam Ezequiel, Daniel, Naum, Habacuque e talvez Obadias e Sofonias, ou seja, a metade dos profetas. Deus enviou e envia profetas por amor ao seu povo.

A ira de Deus, manifestada pelo cativeiro babilônico, era a lei de Deus, usada como convite ao arrependimento.

O povo não quis dar ouvido a voz do profeta Jeremias e sim dos falsos profetas. É agradável ouvir o que se quer e a Palavra de Deus é “como fogo, é como marreta que quebra grandes pedras...” (Jr 23.29).

O autor a carta aos Hebreus destaca que o pecado nos ataca diariamente e não conseguimos bani-lo de nós. E, numa luta diária, entre velho e novo homem, preciso arrepender-me e pela fé estar agarrado em Jesus Cristo. Amém!

ERT

segunda-feira, 25 de julho de 2022

“Pois não deixei de lhes anunciar todo o plano de Deus” (Atos 20.27)

 31 de julho de 2022

Oitavo domingo após Pentecostes

Lecionário anual

Salmo 26; Jeremias 23.16-29; Atos 20.27-38; Mateus 7.15-23

“Pois não deixei de lhes anunciar todo o plano de Deus” (Atos 20.27)

 

O que é este todo conselho de Deus?

É preciso esforço mental para achá-lo na Bíblia. A Bíblia em si é o conselho de Deus. Mas, isto não significa que Paulo leu toda a Bíblia para eles. Paulo ensinou com base na Bíblia (At 19.9).

Não lemos a Bíblia uma, duas ou dez vezes e, repentinamente sabemos o conselho de Deus. É preciso saber como as coisas, os acontecimentos se harmonizam. Isso é uma obra da mente. Por isso, Paulo chama o pastor de obreiro. Manejar bem a Palavra da verdade exige trabalho árduo.

Paulo ressalta para a equipe ministerial: “Pois não deixei de lhes anunciar todo o plano de Deus” (Atos 20.27).

Todo esse plano de Deus está exposto na Bíblia (Antigo Testamento - a Bíblia que Paulo lia, pregava e defendia).

A Bíblia em si é o conselho de Deus. É preciso esforço mental para expor o conhecimento de Deus.

Ao dizer a equipe: “Pois não deixei de lhes anunciar todo o plano de Deus” (Atos 20.27), o apóstolo deixa claro que sempre os ensinou com base na Bíblia (At 19.9).

As palavras de Paulo soam de maneira propícia: “Pois não deixei de lhes anunciar todo o plano de Deus” (Atos 20.27). Elas mostram que o ofício pastoral nada mais é do que apontar para Jesus.

Trabalho fácil? Não.

As TVs smart possibilitam as pessoas assistirem transmissões da internet. Dessa forma, muitos falsos mestres tem adentrado em nossas casas. Quantas distorções da Palavra de Deus temos ouvido e até passado a crer como sendo verdadeiras? Enquanto que Paulo, na reunião com líderes cristãos diz: “Pois não deixei de lhes anunciar todo o plano de Deus” (Atos 20.27), muitos têm adentrado em nossas casas e, distorcido e confundido o plano de Deus. Em muitas situações, pastores comprometidos com o evangelho, têm se tornado falso mestre e esses têm se tornado donos da verdade.

Em Mileto, aos pastores de Éfeso, Paulo disse: “Pois não deixei de lhes anunciar todo o plano de Deus” (Atos 20.27).

Para anunciar esse plano, Paulo tornou-se conhecedor do mesmo. Por esse motivo, Paulo exorta a equipe a primeiro se cuidar de si mesmo (Atos 20.28). Não é possível cuidar adequadamente de outros, se houver negligencia ao cuidado e a instrução pessoal. Cuidando de si mesmo, Paulo recomenda o pastoreio.

Pastorear significa cuidar, levar um rebanho ao pasto para alimentá-lo. Para qual tipo de pastagens estou levando o rebanho? O rebanho, quando vem à igreja recebem qual alimento?

Qual é a importância e a real necessidade de apresentar todo o plano de Deus para a igreja de Deus? Por que cuidar de si mesmo e dos outros e ao mesmo tempo pastorear?

A igreja de Deus é uma composição daqueles que ele comprou por meio do sangue do seu próprio filho (Atos 20.28) ou, como disse Jesus, são ovelhas que ouvem Jesus.

A igreja não é uma empresa humana. É um empreendimento divino com o intuito de salvar. Para que pessoas sejam salvas é necessário anunciar todo o plano de Deus (Ato 20.27). Essa é a segunda das duas recomendações de Jesus: Ensinar todas as coisas (Mt 28.19-20).

Paulo está tranquilo em relação ao seu ministério, afinal, ele afirma perante todos que “... não deixou de anunciar a eles todo o plano de Deus” (Atos 20.27), por isso escreveu em uma de suas cartas: “Portanto, estamos aqui falando em nome de Cristo, como se o próprio Deus estivesse pedindo por meio de nós. Em nome de Cristo nós pedimos a vocês que deixem que Deus os transforme de inimigos em amigos dele” (2Co 5.20). Lembre-se: anunciar o plano de Deus é manter Jesus onde deve estar, no centro da igreja. Amém!

ERT

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Ifood divino!

 Salmo 138; Gênesis 18.20-33; Colossenses 2.6-15; Lucas 11.1-13

Texto: Lucas 11.3

Tema: Ifood divino!

Dá-nos cada dia o alimento que precisamos (Lc 11.3).

 

O que você gostaria de aprender?

Há pessoas que gostariam de aprender a pilotar um avião. Outras gostariam de aprender outro idioma.

Certa vez um discípulo fez um pedido para Jesus: “Senhor, nos ensine a orar, como João ensinou os discípulos dele” (Lc 11.1).

Não se sabe qual oração João Batista ensinou seus discípulos a orar, mas, a oração que Jesus ensinou aos seus discípulos temos registrado no evangelho de Lucas 11. Há também a oração do Pai Nosso registrada em Mateus 6, mas, há quem diga que é outra oração do Pai Nosso, assim, há duas orações do Pai Nosso. A oração em Lucas têm cinco pedidos e em Mates sete pedidos.

Não é propósito dessa mensagem discutir essa diferença, mas, trazer para vocês o sublime pedido desse discípulo: “Senhor, nos ensine a orar” (Lc 11.1).

Você sabe orar? Gostaria de aprender a orar? Tenho observado em muitas crianças que nos seus 10 anos ainda não sabem a oração do Pai Nosso.

A oração é a manifestação da boca sobre o que a fé guarda no coração. Quem crê, ora!

Oração é comunicar para Deus sobre nossos dilemas. Orar significa que confiamos naquele a quem estamos dirigindo nosso falar.

Nas páginas do Antigo Testamento a oração caracteriza o relacionamento com Deus. Todo israelita que orava o fazia por saber o que esperar de Deus. O que você espera de Deus? Ele só dará o que você pedir (Lc 11.11-12). Por esse motivo Jesus recomenda: ““peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate” (Lc 11.9-10).

A verdadeira oração é aquela que vêm do coração. Ao nos ensinar a orar o Pai Nosso - Jesus não quer apenas que sejamos repetitivos, mas, que oremos com o coração, certos de que essas petições sãs agradáveis ao Pai celeste.

Diante do pedido desse discípulo, Jesus se pôs a ensiná-los a orar. E entre os cinco pedidos, dois se referem às causas de Deus e três as necessidades humanas.

A causa de Deus: santificado seja teu nome e venha o teu reino está atrelado à pregação da Palavra de Deus e o necessário para o corpo e a vida, o perdão de Deus e o perdão entre as pessoas bem como a inibição da queda em pecado, está atrelada as maiores necessidades humanas.

Oração não é uma manipulação desejando que Deus faça a nossa vontade. Oração é colocar tudo nas mãos de Deus, tanto sua causa bem como nossas necessidades diárias.

Oração é pedir, mas, não querer realizar nossos agrados e sim, sujeitar nossas vontades a Deus. Deus conhece as nossas necessidades, mas, deseja que como bons filhos, peçamos para ele.

“Dá-nos cada dia o alimento que precisamos” (Lc 11.3) não é uma oração por riqueza, mas, reconhecimento de que se vive dependente de Deus. Orar pelo alimento que precisamos é viver do necessário que Deus concede. Ao orar: “Dá-nos cada dia o alimento que precisamos” (Lc 11.3) é como enviar um wathsap para o ifood divino, na certeza de que a entrega já está a caminho.

Deus nos concede o pão de cada dia com o intuito de que reconheçamos de que Ele é Deus (Sl 100.3) e o louvemos e adoremos por isso (Sl 100.1-2).

Jesus estava em viagem e orou e foi solicitado que ensinasse os seus discípulos a orar. Jesus sempre orou antes de grandes provas. Orou antes de escolher seus discípulos (Lc 6.1); quando se preparou para ressuscitar Lázaro (Jo 11.41-43); orou no Getsêmani (Mt 26.36); orou ao final da sua obra (Jo 17.4).

Jesus orou em momentos de provação, tentação e tristeza. Orou no monte, no jardim, pela manhã e também durante a noite.

O que você gostaria de aprender?

“Senhor, nos ensine a orar” (Lc 11.1).

Lucas no livro de Atos relata que os discípulos aprenderam a orar e praticavam o hábito da oração. “E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações” (At 2.42).

Em Lucas 10 aprendemos duas lições especiais. Primeira: deixar de ir ao Templo em virtude do socorro ao próximo necessitado (Bom samaritano); segundo: deixar a boa hospitalidade a um visitante para ouvir Jesus (Marta e Maria). Como fazer isso? Orando pela causa de Deus e pela necessidade diária.

Oração é comunhão com o Pai. Qual Pai? O criador de todas as coisas. Minha vida é uma revelação de que eu, mesmo não possuindo o mundo, sou filho do dono do mundo. Como filho do Pai, estou no mundo, mas comprometido com o Reino. E para vivermos em prol da causa de Deus, o seu projeto diário é único: dar o alimento que precisamos.

Jesus disse que no dia do julgamento, serão abençoados aqueles que ajudarem os pequeninos, ou seja, ajudaram com comida, água, casa, roupas, os que trabalharam no reino de Deus.

Ao orar: “Dá-nos cada dia o alimento que precisamos” (Lc 11.3) Jesus deseja nos livrar da vida cheia de sofrimentos que é a ganância pela riqueza.

Somente na oração do Pai Nosso (Mateus 6.11 e Lc 11.3) aparece a expressão epiousios – de cada dia – diário – diariamente – de todos os dias. Orígenes escreveu que esse termo foi criado pelos evangelistas. Lembro que o ES é autor desse vocábulo, pois Ele é autor da Bíblia. Assim, ao orar: “Dá-nos cada dia o alimento que precisamos” (Lc 11.3) reconhecemos que Deus nos concede o necessário para nossa existência diária.

É apropriado nesse instante recordar a oração de Salomão: “não me deixes mentir e não me deixes ficar nem rico nem pobre. Dá-me somente o alimento que preciso para viver” (Pv 30.8).

O que é necessário para sua sobrevivência hoje? Esse necessário provém das mãos de Deus.

“Dá-nos cada dia o alimento que precisamos” (Lc 11.3) nos faz refletir sobre nossas finanças pessoais e como estamos vivendo com as mesmas, afinal, vivemos demasiadamente pensando no amanhã. Não gastamos hoje para ter amanhã. Comemos pouco hoje para comer muito amanhã. Somos refém do consumo do amanhã.

Jesus nos ensinou a orar e assim nos convidou a confiar nEle, depender exclusivamente dEle dia após dia.

A oração não muda Deus, muda a nós mesmos. Deixar nas mãos de Deus nos leva a esperar e, enquanto esperamos, vamos mudando, amadurecendo.

O povo de Deus enquanto caminhava no deserto recebeu a seguinte ordem: “Agora eu vou fazer chover do céu pão para vocês. E o povo deverá sair, e cada um deverá juntar uma porção que dê para um dia” (Ex 16.4) e ao orar: “Dá-nos cada dia o alimento que precisamos” (Lc 11.3) mostra o convite que Deus nos faz: viver das porções diárias recebidas das mãos de Deus! Amém!

ERT

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Maria ou Marta?

 17 de julho de 2022

Sexto Domingo após Pentecostes

Série trienal C

Salmo 27.7-14; Gênesis 18.1-10; Colossenses 1.21-29; Lucas 10.38-42

Texto: Lc 10.38-42

Tema: Maria ou Marta?

 

Jesus está a caminho de Jerusalém. Desde que desceu do monte da Transfiguração, estava estampada em seu semblante sua resoluta decisão de ir para a cruz.

Crescia a oposição a Jesus. As autoridades judaicas já planejam sua prisão e condenação à morte. Nesse contexto Jesus chega a Betânia. Ali está uma família a quem Jesus amava, formada por Marta, Maria e Lázaro (Jo 11.5), uma família acolhedora (Jo 12.1-8). A recepção na casa de Marta deve ter sido não somente a Jesus, mas também aos discípulos. O trabalho de colocar a refeição sobre a mesa é exaustivo. Enquanto Marta se desdobra no serviço a Jesus, Maria se concentra em ouvir Jesus. Essa situação provoca desconforto em Marta. Ela não esconde sua agitação e cobra de Jesus uma postura. Quer que Jesus reprove Maria por sua atitude contemplativa e tome partido a seu favor. Que situação embaraçosa!

Jesus nunca se intimidou e seja qual for a situação, aproveita para ensinar. Assim, Jesus elogia Maria e reprova Marta, deixando claro que só uma coisa é necessária. Maria escolheu a boa parte e esta não lhe será tirada.

Apenas Lucas registra essa passagem e acontecimento de Jesus em Betânia. E nesse texto destaca que Maria assenta-se aos pés de Jesus para aprender (Lc 10.38,39); e, Marta e Maria são amadas por Jesus; e também, ambas procuravam servir e oferecer o seu melhor para Jesus.

É preciso destacar fatos especiais da vida de Maria, irmã de Lázaro. Essa personagem aparece três vezes nos Evangelhos (Lucas e João). A primeira vez é neste texto onde ela está aos pés de Jesus para aprender. Na segunda vez, em João 11.32, Maria está aos pés de Jesus para chorar. A última vez, João 12.3, ela está aos pés de Jesus para agradecer.

Analisando o texto de Lucas 10. 38-42 vemos duas atitudes de Maria  que muito nos ensina. Maria está aos pés de Jesus ara ouvir e com muita humildade (Lc 10.39).

Servir a Jesus não é apenas trabalhar. Ouvir com atenção é mais importante. Warren Wiersbe escreveu que “O que fazemos com Cristo é muito mais importante do que aquilo que fazemos para Cristo”.

Marta estava agitada trabalhando (Lc 10.40), disposta a oferecer a melhor refeição para Jesus, mas, o desejo de Jesus era que ela conseguisse parar seus braços e abrisse seus ouvidos.

Enquanto encontramos Maria ouvindo, chorando e agradecendo aos pés de Jesus, Marta é encontrada nas Escrituras servindo a mesa, ativa e discutindo algo.

Marta se assemelha a muitas mulheres modernas. Possui um espírito irrequieto, sua mente está sempre dividida (Lc 10.40). O trabalho se tornou um substituto para um momento de intimidade. Marta é uma mulher muito ocupada (Lc 10.40) e assim perdeu uma prioridade, ouvir Jesus.

Marta só quis dar o seu melhor – mas infelizmente perdeu uma oportunidade riquíssima: ouvir atentamente o que Jesus ensinava.

Marta representa muitas mulheres que reclamam por fazer o serviço sozinho enquanto outras apenas aproveitam para ouvir e participar de uma boa conversa.

Apesar da reclamação de Marta ser contra sua irmã Maria, na verdade, a critica é dirigida para Jesus. Como pode estar sendo complacente com Maria enquanto eu estou fazendo tudo sozinha.

O comentarista bíblico Rienecker destaca que a diferença entre Marta e Maria era que, enquanto Marta desejava dar muito ao Senhor trabalhando arduamente, Maria desejava obter o melhor de Jesus, dispondo-se a ouvi-lo com atenção e humildade.

Observe que ao ser intimidado por Marta, Jesus a chama pelo nome duas vezes (Lc 10.41) mostrando enfaticamente que ela estava errada e não Maria. Sua ênfase era decorrente do seu amor por Marta.

Esse mesmo amor Jesus demonstra por nós quando nos disciplina e nos corrige (Ap 3.19).

Jesus não quer que a ansiedade tome conta de Marta a ponto de destruí-la. Seu dia corrido e agitado a estava distraindo e impedindo de uma coisa muito especial: ouvir Jesus!

Sua correria e agitação a impedia de escolher corretamente (Lc 10.41-42).

Qual é a sua maior necessidade hoje?

Certa vez Lutero disse: “Hoje tenho muito a fazer, portanto hoje vou ter que orar mais”. É verdade que eu posso fazer muito mais que vir e escutar a Palavra de Deus, mas, com certeza posso fazer bem mais depois de ter escutado a Palavra.

Imagine a situação: você em casa com sua esposa, filhos e o diálogo, falar e escutar não ocorre com frequência. O resultado disso todos nós sabemos.

A igreja é a família de Deus e tal como é preciso destacar que Deus, nosso Pai, deseja nossa atenção no ouvir sua Palavra um dia da semana.

Marta não estava errada em servir, trabalhar. Seu erro foi não parar um momento para escutar.

Jesus elogia Maria pela sua postura, sabedoria e escolha duradoura (Lc 10.42).

Todos nós vivemos de escolhas. Deus direciona nossas escolhas com sua Palavra a qual Ele deseja que a ouçamos com atenção e humildade.

Para um mundo que não quer mais ouvir com atenção, Lucas ao nos deixar registrado esse relato, destaca com propriedade que ouvir é essencial. No entanto, não é ouvir qualquer relato, mas, ouvir a Palavra de Deus. Como dar ouvidos a uma coisa tão ultrapassada quanto a Palavra de Deus?

Maria assentou-se para ouvir. Nada a impediu de prestar atenção. Marta também desejava ouvir, mas, estava absorvida pela correria do trabalho.

Com suas palavras dirigidas para Marta, Jesus destaca que o trabalho em excesso dispersa nossa atenção no ouvir atentamente a Palavra de Deus.

Com a parábola do bom samaritano, é ilustrado sobre amar o próximo mesmo estando pronto para ir ao templo. Com o relato de Marta e Maria, Jesus destaca que amar a Deus acima de todas as coisas é deixar de lado coisas também importantes para ouvir Jesus.

As “Martas” desta vida estão atarefadas e ansiosas pelas coisas terrenas que descuidam da vida espiritual. Por outro lado as “Marias” desta vida são aquelas que me meio ao seu serviço, sua correria, tira um tempo para com atenção e humildade ouvir a voz de Jesus. Amém!

ERT

Edson Ronaldo Tressmann

O cântico do amado. Quando a graça encontra o juízo (Is 5.1-7)

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