segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Diante do fim, eis que surge algo novo!



18 de novembro de 2018
26º Domingo após Pentecostes
Sl 16; Dn 12.1-3; Hb 10.11-25; Mc 13.1-13
Texto: Marcos 13.1-13
Tema: Diante do fim, eis que surge algo novo!

O que te deixa impressionado? Muitas coisas têm impressionado o ser humano.
No dia 30 de outubro, foi inaugurada na Índia, a maior estátua do mundo. A estátua de Patel (líder da independência do País), feita toda em bronze, não impressiona apenas pelo seu tamanho, mas também pelos gastos. Foram gastos cerca de 1,5 bilhão de reais. As autoridades do país enfatizam que essa impressionante obra atrairá inúmeros turistas ao país.
As pessoas se impressionam com feitos humanos. Quem de nós nunca se impressionou com alguma construção? Eu fiquei impressionado com a estátua do Cristo Redentor quando em 2000 fui ao Rio de Janeiro.
Ao sair do Templo (onde Jesus mostrou sua boa impressão com o testemunho de fé da viúva pobre socialmente), um dos discípulos mostrou sua impressão sobre o templo e as pedras que o edificaram (Mc 13.1).
Os feitos humanos nos impressionam. A julgar por mim, sempre fiquei impressionado com o nosso templo. Formato de um coração segurado por duas mãos. Me disseram que esse projeto saiu da sua cabeça Lídio em 1991. Impressionante!
Enquanto aquele discípulo, e nós também, ficamos impressionados com os maravilhosos feitos humanos, Jesus nos lembra algo fundamental: “...não ficará uma pedra em cima da outra, tudo será destruído” (Mc 13.2).
Parece que Jesus gosta de cortar nosso barato. Precisava ser tão direto?
A resposta de Jesus parece ter gerado um desconforto, afinal, há um silêncio que só é interrompido no monte das Oliveiras, enquanto Jesus apreciava de longe o Templo. Essa cena parece mostra que Jesus estava refletindo sobre o que havia respondido. Os discípulos também refletiram sobre a resposta de Jesus e se aproximaram para fazer um pedido: “Conte para nós quando é que isso vai acontecer. Que sinal haverá para mostrar quando é que todas essas coisas vão acontecer?” (Mc 13.4).
É triste constatar que as construções humanas, quer seja pela sua arquitetura ou funcionalidade, irão se acabar.
Será?
Milhares de pessoas duvidam disso. Há os que preferem crer na reencarnação, ou no reinicio de vida em outro planeta. Só não querem crer na volta de Jesus e na vida eterna ao lado de Deus.
Por qual motivo as pessoas não querem mais crer no final eminente?
Bem, a resposta se deve aos sinais anunciados por Jesus, que acontecem, se repetem, mas, parece que Jesus nunca voltará.
Os sinais de que a arquitetura humana terá um fim são evidentes a cada dia. A certeza do retorno de Jesus é evidente. Pois, vejam se esses sinais ocorrem ou não:
v. 6: muitos aparecerão fingindo ser o Messias e enganarão muitas pessoas;
v. 7, 8: batalhas e guerras; um país invadindo outro;
v.8: terremotos e falta de alimentos;
v.9: pregadores sendo presos e apanhando dentro da igreja;
v.12: irmãos serão entregues por irmãos para serem mortos. Filhos ficarão contra pai e mãe e os matarão;
v.13:seguidores de Cristo serão odiados;
Algum desses sinais já aconteceu? Acontecem?
E daí, será que precisamos nos aterrorizar? A resposta é não!
Jesus sabe que o pecado nos faz ficar medrosos e inquietos diante das tragédias. Por isso, dá outras recomendações cristãs ante esses sinais.
v. 7: Tudo isso vai acontecer, mas ainda não será o fim;
v.8: Essas coisas serão como as primeiras dores de parto;
v.9 e 11: na prisão, o Espírito Santo nos impelirá a falar sobre o evangelho;
v. 13:fique firme até o fim e seja salvo;
A partir do momento em que Jesus responde a um dos seus discípulos sobre os sinais de que não ficará pedra sobre pedra e que o fim virá, Jesus ressalta a atitude nesses tempos do fim.
É natural que quando os sinais ocorram as pessoas se apavorarem. Ao mesmo tempo, é muito fácil ser enganado pelos sinais. Milhares de pessoas tiraram a própria vida para não presenciarem o fim.
Os sinais do fim, não tem o intuito de assustar ou atemorizar, eles objetivam nos preparar e deixar alertas.
A questão não é sobre quando se dará o fim, mas, como viver na fé, em meio aos sinais que mostram que esse fim está por acontecer.
Quando Jesus diz que não ficará pedra sobre pedra e que o fim virá, ele tem por objetivo dar nova forma ao nosso agora.
Quantas pessoas, estão agora, ocupadas com as coisas de pedra. Pessoas estão perdidas com as coisas admiráveis desse mundo, esquecendo-se que essa admiração irá terminar, pois, algo muito admirável se dará: a volta de Jesus.
Quando Jesus fala sobre o fim de todas as coisas o incrível é que nada será diferente para àqueles que o defendem. Pelo contrário, esses é que serão presos, maltratados, odiados. Isso têm um objetivo amoroso: que aqueles que odeiam possam ouvir o evangelho e sejam salvos.
Por mais que os discípulos estejam preocupados com o fim, com os sinais, Jesus mostra que diante da angustia do fim, das dores de parto (v.8), pode nascer algo novo. E esse novo se dá em Jesus pelo poder do evangelho.
Todo evangelho de Marcos tem um único objetivo, preparar o leitor para o grande evento da crucificação e ressurreição de Jesus. Esse é o evangelho a ser testemunhado pelos filhos e filhas de Deus que irão sofrer com o eventos do fim. Esse evangelho salva vidas.
Jesus alerta seus discípulos que no tempo do fim, importa evangelizar com fidelidade (At 20.29-31; 2Ts 2.3-11; 1Tm 4.1). Não se percam em meio aos sinais e não se deixem enganar. Jesus diz: “ainda não será o fim”, ou seja, lutem para se aquietar. Não se deixem levar para longe de Cristo.
No fim acabará a vida política, econômica e ecológica. Coisas pelas quais muitas pessoas tem se digladiado e deixado de se aperceber do evento maior que está por vir. Precisamos ter clareza de quem somos e para que estamos aqui, por isso, “tenham cuidado” (v.9). É melhor apanhar do que bater e matar outros (v.9,12).
No fim dos tempos, será quase impossível viver como um discípulo de Cristo, pois “sereis odiados” (v.13). Por isso, Jesus profere uma frase de ânimo: “quem ficar firme até o fim será salvo” (v.13).
Jesus sabe os sinais, fala sobre eles: v. 6: muitos aparecerão fingindo ser o Messias e enganarão muitas pessoas; v. 7, 8: batalhas e guerras; um país invadindo outro; v.8: terremotos e falta de alimentos; v.9: pregadores sendo presos e apanhando dentro da igreja; v.12: irmãos serão entregues por irmãos para serem mortos. Filhos ficarão contra pai e mãe e os matarão; v.13:seguidores de Cristo serão odiados; e diz que mesmo diante de tudo isso, quem permanecer firme no serviço, nos discipulado até o fim, receberá o prêmio. A questão que fica é: quem daqueles discípulos se sujeitará a isso? Aqueles que presenciaram a ressurreição. Paulo, anos mais tarde escreveu aos Filipenses “Tudo o que eu quero é conhecer a Cristo e sentir em mim o poder da sua ressurreição. ...” (Fp 3.10).
O que tem te deixado impressionado?
Aos olhos do fim, o que realmente impressiona é como a Palavra de Deus me mantêm discípulo de Cristo. Amém!
Edson Ronaldo Tressmann


segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Deus, o criador do céu e da terra, provê diariamente o necessário para o corpo e a vida.


11 de novembro de 2018
25º Domingo após Pentecostes
Sl 146; 1Rs 17.8-16; Hb 9.24-28; Mc 12.38-44
Texto da mensagem: 1Reis 17.8-16
Tema: Deus, o criador do céu e da terra, provê diariamente o necessário para o corpo e a vida.

Novembro – mês em que dentro da IELB enfatizamos a Mordomia Cristã.
O que é mordomia cristã?
É ser administrador da dispensa de Deus. É oferecer do que há na dispensa. Exemplo:  chega alguém necessitado na sua casa e você olha na dispensa e mesmo que só haja pouca comida, prepare um delicioso banquete.
Somos mordomos do Senhor! Administramos tudo o que Deus nos oferece e dá.
Com a boca confessamos, Creio em Deus Pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra. Sim, eu creio que Deus criou a mim e a todas as criaturas; e me deu corpo e alma, olhos, ouvidos e todos os membros, razão e todos os sentidos, e ainda os conserva; além disso, me dá vestes, calçados, comida e bebida, casa e lar, esposa e filhos, campos, gado e todos os bens. Supre-me abundante e diariamente de todo o necessário para o corpo e a vida; ...
Interessante olhar para essa confissão de fé, ler e refletir na história da viúva de Sarepta. Uma mulher agraciada por Deus. Afinal, Deus a escolheu para fazer na sua vida um grande milagre. O milagre da provisão. O mesmo milagre que nós vivenciamos dia após dia. Enfim, todos os dias recebemos das mãos graciosas o necessário para o corpo e a vida, assim como a viúva de Sarepta, seu filho e o profeta Elias receberam.
Se não estamos contentes com a provisão que Deus nos concede, o problema é nosso, a questão é que Deus não nos abandona. Tanto que o apostolo Paulo escreveu a Timóteo: “Portanto, se temos comida e roupas, fiquemos contentes com isso” (1Tm 6.8) e segue com um advertência: “Porém os que querem ficar ricos caem em pecado, ao serem tentados, e ficam presos na armadilha de muitos desejos tolos, que fazem mal e levam as pessoas a se afundarem na desgraça e na destruição” (1Tm 6.9).
Deus, o criador do céu e da terra, provê diariamente o necessário para o corpo e a vida. Você crê nisso?
Olhemos por um momento para a história de Elias e da viúva de Sarepta (1Rs 17.8-16).
É preciso recordar que a nação de Israel estava caminhando para o caos. Milhares haviam abandonado a Deus e passado a adorar Baal, que para seus adoradores era o deus da tempestade e da fertilidade. E para afrontar esse deus falso, o profeta Elias, do qual não sabemos nada além de onde veio, anunciou que não cairia sequer um orvalho até que ele dissesse para cair (1Rs 17.1).
Fico imaginando a cena. Chega Elias, de Tisbé, região desconhecida, ou seja, é como se chegasse um “Zé ninguém” para a maior autoridade da época e desafiasse o que para as pessoas era a maior autoridade espiritual. Com certeza houve risos, provocações e até humilhação. Mas também houve muita fúria e revolta, afinal, dali Deus o enviou a Querite, um lugar solitário, onde sua água eram as águas do riacho e sua comida era servida pelos garçons de Deus, os corvos.
Deus enviou Elias para seu povo que estava corrompido pela idolatria e corrupção. Os últimos reis, cerca de 19, haviam agido com impiedade. As dinastias eram movidas pela ambição, idolatria, traições e assassinatos. E o pior rei estava no poder, Acabe, casado com a pior mulher do mundo, mandona, idólatra e assassina.
É interessante a coragem de Elias. Talvez foi com Elias, mas no meu caso seria um grande milagre, afinal, sou muito medroso para tal fato.
Deus amava seu povo e queria que os mesmos voltassem a ele. Elias, significa “Jeová é o meu Deus”. Ele foi instrumento de Deus para tentar fazer a nação de Israel voltar-se ao Yahwismo e assim evitar o cativeiro assírio, que já se aproximava.
Deus, o criador do céu e da terra, provê diariamente o necessário para o corpo e a vida. Assim como proveu para Elias em Querite, proveu que o mesmo fosse alimentado pelo riacho e pelo alimento entregue pelos garçons de Deus, os corvos.
E esse mesmo Deus, fez com que Elias atravessasse todo o território de Israel. Querite de Sarepta 150 km (Querência – Paranavaí). Era o homem mais procurado na época, pois havia afrontado o deus Baal na corte diante de Acabe. Foi uma caminhada confiante em Deus.
Deus, o criador do céu e da terra, provê diariamente o necessário para o corpo e a vida.
Elias é enviado de Querite à Sarepta (1Rs 17.9). A palavra “Sarepta” significa fundir ou refinar.
Deus, o criador do céu e da terra, provê diariamente o necessário para o corpo e a vida.
Deus está no controle e sabe onde Elias está (v. 8). Foi ele quem o enviou a Querite e agora o envia a Sarepta. E lá em Sarepta, Elias será sustentado por uma viúva que tem como porção apenas um último punhado de farinha e azeite (v. 12).
Em Sarepta, Deus está fundindo e refinando Elias, e pelo sustento dessa viúva pobre, Deus lhe ensina a lição da humildade e da dependência diária de Deus.
Elias, que já havia sido sustentado por corvos, agora era sustentado por uma viúva pobre.
Deus, o criador do céu e da terra, provê diariamente o necessário para o corpo e a vida. Você crê nisso?
Certo dia, ano de 2016, conversando com um colega pastor que por telefone me auxiliava no preenchimento da planilha de subsidio 2017. Entre uma e outra linha íamos contando histórias e nos divertindo com a situação. Certa altura disse pra ele, caro colega, sabe o que é receber no final do mês e ouvir do tesoureiro que acabou o dinheiro e que não é possível gastar mais nenhum centavo e que é preciso maneirar nos gastos com combustível. Aquele colega me respondeu: isso deve ser horrível. Eu disse, na verdade não. É fantástico. Isso é viver na total dependência de Deus. A botija que secou não está seca. Mete a mão e terá farinha. Já é assim por 12 anos.
Deus, o criador do céu e da terra, provê diariamente o necessário para o corpo e a vida.
Deus não só cuida da situação, chuva, seca, rios com água e sem água, como também envia a viúva com a sua botija com pouco, mas que nunca falta. A vida diária é uma vida de confissão: “...não faltou farinha na tigela nem azeite no jarro” (v.16).
Do que Deus te proveu hoje? Tem entre nós alguém que carece de alimento ou de roupa? Se há, é preciso conversar com a equipe do trabalho social. Mas acredito que não haja.
Algumas vezes, Deus seca nossa fonte, para nos levar para outro lugar e ser sustentado por ele de outra maneira. O ponto é que ele nos sustenta.
Uma das frases que mais me impactaram no seminário, foram as palavras do Prof. Pr Mário Rost. Certo dia numa aula de doutrina ele enfatizou: caros alunos, pensem apenas em pregar o evangelho. Deus não deixará faltar os recursos.
Deus disse a Elias: “...Eu mandei que uma viúva que mora ali dê comida para você” (v.9).
Deus, o criador do céu e da terra, provê diariamente o necessário para o corpo e a vida. Amém!
Edson Ronaldo Tressmann

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Fonte da Felicidade!

04 de novembro de 2018
24º Domingo após Pentecostes
Sl 119.1-8; Dt 6.1-9; Hb 9.11-14; Mc 12.28-37


Texto: Salmo 119.1-8
Tema: Fonte da felicidade!
O salmista, não se sabe se Daniel, Esdras ou Davi, escreve o salmo sobre a felicidade.
Essa felicidade está na palavra de Deus, pois, o Salmo 119 e também o 19, trata sobre a suficiência da Palavra de Deus. As palavras do Sl 119 apresentam a valorização à Palavra de Deus. Ele contêm testemunho poderoso para a pureza e clareza da Bíblia. Essa palavra produz temor em seus ouvintes e leitores.
O salmista fala sobre as pessoas felizes.
Você é uma pessoa feliz? Porque você é feliz? Porque você não é feliz? Vejamos, de acordo com o salmista quem são as pessoas felizes e onde está a fonte dessa felicidade:
As pessoas Felizes são ...
- os que não podem ser acusados de nada, que vivem de acordo com a lei de Deus (Palavra de Deus) (v.1);
- os que guardam os mandamentos de Deus e lhe obedecem de todo o coração; (v.2);
- os que não praticam o mal, os que andam nos caminhos de Deus; (v.3);
As pessoas buscam a felicidade! As pessoas desejam a felicidade!
E a mesma está disponível a todos. O problema é que não querem a felicidade que Deus oferece.
O que te faz sentir feliz? Roupas novas, casa boa, carro do ano, o último lançamento do celular; o mais atual aplicativo ...
As pessoas que buscam e acreditam que isso seja felicidade, quando passa a euforia das compras, ficam o lamento das prestações, e a conclusão de que aquilo não preencheu o vazio da existência humana.
Vivemos na angústia da busca da felicidade.
Qual é a fonte da felicidade?
Segundo o salmista, no maior de todos os salmos, a felicidade é a PALAVRA DE DEUS.
Porque a Palavra de Deus é a fonte de felicidade?
v. 4 – porque são palavras dadas por Deus;
v.6 – se eu der atenção à essas palavras, não passarei vergonha;
As pessoas desejam, buscam e querem a felicidade. Você quer ser feliz? Essa felicidade é possível.
v. 7 – à medida que eu fora aprendendo os teus justos ensinamentos, com um coração sincero te louvarei e obedecerei às tuas leis.
O salmista termina essa primeira estrofe da letra alef fazendo um pedido: “...peço-te que não me abandones nunca” (v. 8).
Destaco esse pedido por que vejo nele o perigo que corremos: abandonar a fonte da felicidade!
Se as pessoas felizes são as que não podem ser acusados de nada, que vivem de acordo com a lei de Deus; são àquelas que guardam os mandamentos de Deus e obedecem de todo o coração; não praticam o mal, e andam nos caminhos de Deus; corro o perigo de deixar de ouvir essa fonte da felicidade. O salmista declara no ultimo versículo desse salmo: “Como ovelha perdida, tenho andado sem rumo. Ó Senhor Deus, vem buscar este teu servo, pois não esqueço os teus mandamentos” (Sl 119.176).
Eu preciso dessa fonte de felicidade!
Ela está a sua disposição, então pare de ler a mesma como qualquer outro livro.
Uma numerosa multidão aproximou-se de Jesus pelo fato do mesmo ter multiplicado pães e peixes e ter saciado a fome dessas pessoas. E quando lhes anunciou a sua missão, as pessoas desejaram abandoná-lo ao que Jesus lhes disse: “...As palavras que eu lhes disse são espírito e vida, mas mesmo assim alguns de vocês não creem...” (Jo 6.63-64).
A fonte da felicidade é desprezada e ignorada por muitos porque supostamente não traz satisfação momentânea. Até alguns pregadores da Palavra abandonaram essa fonte da felicidade. Preferem proferir dos púlpitos livros ou citações de auto - ajuda.
Por vezes as pessoas abandonam a fonte da felicidade pois a mesma lhe acusa do seus pecados e lhe convida ao arrependimento. “Pois a Palavra de Deus é viva e poderosa e corta mais do que qualquer espada afiada dos dois lados. Ela vai até o lugar mais fundo da alma e dos espírito, vai até o íntimo das pessoas e julga os desejos e pensamentos do coração delas. Não há nada que se possa esconder de Deus. Em toda a criação, tudo está descoberto e aberto diante dos seus olhos, e é a ele que todos nós teremos de prestar contas” (Hb 4.12-13).
A PALAVRA DE DEUS – a nossa fonte da felicidade. Mas, assim como as pessoas não buscam a fonte da juventude pela mesma ser uma lenda, deixaram e deixam de buscar a fonte da felicidade por não crerem na mesma.
A palavra de Deus precisa ser o ABC das nossas vidas.
Para muitos, ao ouvir que as pessoas felizes não podem ser acusados de nada, vivem de acordo com a lei de Deus; guardam os mandamentos de Deus e obedecem de todo o coração; não praticam o mal, e andam nos caminhos de Deus, entendem que mesmo assim não são capazes de ter a felicidade. No entanto, é água e a comida dessa fonte, que me conduz a isso. Olhar para a fonte e pensar que o poder está em mim para ser assim, de fato, não terei nunca a felicidade. A felicidade é a Palavra de Deus, pois é ela que me faz retornar, caminhar, observar, não praticar o mal.
Querido irmão e irmã em Jesus saiba que pela sua Palavra, Deus nos abandona a própria sorte. Não abandonou Adão e Eva após a queda, ao contrário pela sua Palavra os encheu de esperança. Não abandonou Davi após seu grave pecado, mas, o convidou ao arrependimento e lhe transmitiu o perdão. Não abandonou as igrejas da Ásia Menor, antes, lhes enviou sete cartas. Não abandonou Pedro após a negação, ressuscitado o perdoou e enviou para pastorear o rebanho.
A fonte da felicidade é a Palavra de Deus!
Por isso, a recomendação de Deus aos pastores: “Deve se manter firme na mensagem que merece confiança e que está de acordo com a doutrina. Assim ele poderá animar os outros com o verdadeiro ensinamento e também mostrar o erro dos que são contra esse ensinamento” (Tt 1.9)
A fonte da felicidade é a Palavra de Deus!
Por isso, mais uma recomendação de Deus aos pastores: “pregue a mensagem e insista em anunciá-la, seja no tempo certo ou não. Procure convencer, repreenda, anime e ensine com toda a paciência. Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir. Essas pessoas deixarão de ouvir a verdade para dar atenção às lendas” (2Tm 4.2-4).
A fonte da felicidade é a Palavra de Deus!
Por isso, a recomendação de Deus a igreja é: “Os presbíteros que fazem um bom trabalho na igreja merecem pagamento em dobro, especialmente os que se esforçam na pregação do evangelho e no ensino cristão” (1Tm 5.17).
A fonte da felicidade é a Palavra de Deus!
Por isso, a recomendação de Deus em geral é: “Como é bonito ver um mensageiro correndo pelas montanhas, trazendo notícias de paz, boas notícias de salvação!...” (Is 52.7). Também: “Portanto, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo” (Rm 10.17). E mais ainda: “Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões. Pelo contrário, animemos uns aos outros e ainda mais agora que vocês veem que o dia está chegando” (Hb 10.25).
A fonte da felicidade é a Palavra de Deus!
E cada vez que um pregador se cala, cada vez que há conflito entre congregação e pastor, cada vez que alguém se afasta, a verdade é que a felicidade é afastada de você. Por isso, oremos constantemente ao nosso Deus: “peço-te que não me abandones nunca” (Sl 119.8). Amém!
Edson Ronaldo Tressmann

domingo, 28 de outubro de 2018

Não me envergonho do Evangelho!

Sermão para Celebração do culto da Reforma Protestante.
501 anos Reforma Protestante!
Romanos 1.16-17
Tema: Não me envergonho do Evangelho

John MacArthur no livro O resgate do pensamento Bíblico traz uma frase impactante que nos faz refletir de maneira muito especial sobre o evento da Reforma.
“Quando temos uma visão correta das Escrituras, a própria Bíblia vem ao nosso encontro para moldar o que acreditamos do começo ao fim” (2018, p. 23).
É preciso adotar a Bíblia como princípio e critério de tudo o que cremos.
Atualmente tenho observado com certa inquietação o fato de que para muitos as pesquisas de opinião, mais que as Escrituras, determinam a verdade para os cristãos, e até mesmo para suas atuações missionárias. As pessoas, estão agindo norteados por outros objetivos e não por uma visão bíblica de mundo.
Dia 31 de outubro 2018, celebramos 501 anos de Reforma Protestante. Um evento que se tornou possível não por causa de Martinho Lutero, mas, pelo poder da Palavra de Deus. A Palavra de Deus jogou luz em sua vida atribulada. A Palavra de Deus, poderosa, o fez lutar contra a igreja da época em prol da verdade.
Sem o poder da Palavra de Deus a Reforma não seria possível.
Paulo escreve aos cristãos de Roma: “Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16).
Por qual motivo, Paulo diz que não sente vergonha do evangelho? Logo ele que perseguia os cristãos. Ele autorizou mortes e aprisionamentos de pessoas que criam no evangelho.
Mas, é justamente esse Paulo que escreve: “Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16), mais tarde escreveu aos Filipenses: “...por causa de Cristo, considero que não tem nenhum valor. E não somente essas coisas, mas considero tudo uma completa perda, comparado com aquilo que tem muito mais valor, isto é, conhecer completamente Cristo Jesus, o meu Senhor. Eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de poder ganhar a Cristo e estar unido com ele ...” (Fp 3.7-8).
“Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16).
Como é poderosa a Palavra de Deus!
Destacar o evangelho que é o poder de Deus é na verdade confessar o que infelizmente muitos tem negado: a suficiência da Bíblia.
Por mais que se proclame a autoridade, inspiração e infalibilidade da Bíblia, em muitas circunstâncias negamos que a mesma seja um guia adequado para todas as questões de fé e conduta.
Já ouvi da boca de uma pessoa cristã, frequentadora assídua da igreja a seguinte expressão: Pastor, eu creio na Bíblia, mas alguns relatos não dá para acreditar. Tal como o fato de Abraão ter ido matar seu filho.
Tenho observado, de maneira geral, que muitos além da Bíblia, tem acrescentado novas revelações e tradições humanas. E por essas tradições meramente humanas, brigam e até abandonam a igreja.
Muitos cristãos, (a não ser que você queira tapar o sol com a peneira) parecem supor que algo a mais que a Bíblia é necessário para ajudar a sobreviver neste mundo moderno. Alguns pastores, ao invés de proclamarem as Escrituras, o evangelho que é o poder de Deus, fazem uso de livros de auto - ajuda ou outros mecanismos para ver se ajudam as pessoas.
Tenho observado livrarias cristãs oferecendo livros que trazem conselhos retirados de outras fontes que não a Bíblia e o argumento é simplesmente a questão do lucro.
Tenho notado pessoas ouvirem e seguirem pessoas que supostamente tem recebido alguma revelação fora da Escritura. E quando conversam com alguém testemunham sobre a revelação como se fosse a verdadeira verdade.
Tenho visto pregadores duvidando da Palavra de Deus como sendo um alimento completo para as pessoas e, complementam o ensinamento bíblico com diversões e meios seculares. Deixou-se de investir em estudos, ensino e aplicação da Palavra de Deus, e passou-se a adotar meros meios humanos, tentando assim fazer com que a igreja cresça.
O crédito do crescimento da igreja não está mais no abrir, analisar, refletir e aplicar a Palavra de Deus, mas, nas técnicas de comunicação atual. Não que não se deva usar tais técnicas, mas, venhamos e convenhamos, não são elas as responsáveis pelo crescimento da igreja.
“Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16).
Paulo escreveu essas Palavras por ter sido impactado por esse poder. Logo ele, que assim como escreveu aos Filipenses se dizia irrepreensível conforme os requisitos da lei (Fp 3.6). O poder do evangelho, Cristo Jesus, o fez jogar sua irrepreensibilidade fora, como se fosse lixo (Fp 3.9).
A carta de Paulo aos Romanos é muito interessante, não por ser denominada como o fundamento da Reforma Protestante, mas, por sua mensagem.
O primeiro capítulo da carta aos Romanos em si, apresenta de maneira transparente toda a mensagem de Paulo nessa epístola. Os versículos 1-6 pode ser classificado de: Paulo e o evangelho; os versículos 7 a 13: Paulo e os Romanos; os versículos 14 a 17 apresentam: Paulo e a evangelização.
O livro histórico de Lucas (Atos dos Apóstolos) culminou com o relato de que o evangelho chegou a Roma. O apostolo Paulo na carta aos Romanos anuncia justamente sobre o evangelho que foi pregado em Roma.
Qual foi esse evangelho?
O poder de Deus, seu evangelho, fez e faz do pecador, alguém justo diante de Deus.
“Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16).
Você tem vergonha desse evangelho? Se não! Por que está permitindo que pregadores do evangelho sejam substituídos por animadores de palco? Por que está preferindo previsões e experiências místicas?
“Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16).
Palavras necessárias para nossos dias. Afinal, o tema do momento: crescimento da igreja, aponta e indica os programas necessários e sem os quais a igreja não terá sucesso na busca dos perdidos. Mas, não será apenas o evangelho, o poder de Deus, suficiente para tal?
De nada adianta programas, se não há o evangelho de Cristo.
Na época da Reforma era apenas uma igreja e por falta do evangelho, originou-se a Reforma Protestante! Sem o evangelho a igreja cai.
“Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16).
Deus atingiu Paulo pelo poder do evangelho num momento importante e necessário. Pela proclamação do evangelho, o poder de Deus, muitas outras pessoas foram atingidas. O poder do evangelho atingiu Martinho Lutero num momento crítico e foi esse evangelho que redirecionou a igreja.
O poder de Deus, o seu evangelho, continua sendo proclamado e declarando justo diante de Deus o pecador, que por si só merece a condenação eterna.
“Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16).
O poder de Deus não se encontra em alguma fonte extrabíblica ou mística, no uso de sinais e maravilhas, discursos animados, insights da psicologia e filosofia secular, ou insights pessoais sobre as necessidades humanas. O poder de Deus, seu evangelho, que declara justo o pecador, reside na inspirada e infalível Palavra de Deus, tão questionada e relegada por muitos.
Quando Jesus foi tentado pelo diabo (Mt 4.1-11), não fez uso de palavras de efeito, ou auto ajuda, nem mesmo realizou exorcismo, ou sessão do descarrego. Jesus apenas enfatizou o poder de Deus por meio da Palavra: Está escrito!
“Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16).
O evangelho é o poder de Deus!
Esse poder é experimentado no dia-a-dia. Jesus disse “bem aventurado os que ouvem a palavra de Deus e a observam” (Lc 11.28).
Jesus fala sobre um abençoado estado de vida. Uma vida acompanhada pela paz e alegria, significado e valor, esperança e satisfação, uma vida fundamentalmente feliz e agradável mesmo em situações infelizes e desagradáveis.
“Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16).
Não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação, para declaração de justiça do pecador diante de Deus em Jesus.
“Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16).
Infelizmente, em todas as épocas, houve e há pessoas que se envergonham do evangelho.
A expressão: “me envergonho” significa ofendo-me por. Assim sendo, em que o evangelho ofende as pessoas?
As pessoas são ofendidas em seu orgulho, afinal, desejam conquistar a salvação, assim como Paulo imaginava que conquistaria pelo cumprimento a lei (Fp 3). Isso ofende as pessoas que imaginam que tem alguma vantagem sobre as outras por causa da sua suposta religiosidade.
Muitos não gostam das palavras “Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação...” (Rm 1.16), pois, em cada um de nós, há escondido um fariseu cheio de auto justiça.
O apostolo Paulo tinha todos os motivos para se vangloriar. No entanto, Deus concedeu o evangelho, seu poder para salvar.
“Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16).
Infelizmente, muitas pessoas ainda se envergonham.
Comemorando os 501 anos de Reforma, admiro-me que mesmo entre aqueles que se dizem filhos da Reforma, há vergonha desse evangelho. Afinal, acrescentam algo a mais ao evangelho como requisito de salvação. Dizem que o que salva é a FÉ + alguma coisa = salvação.
O ser humano sempre se ofendeu e se ofende com a doutrina da salvação gratuita em Jesus. Assim como na época do apostolo Paulo, na época de Lutero, continua sendo escândalo proclamar tão somente esse evangelho. As pessoas ao invés do simples e puro evangelho querem um culto show, cheio de luzes e efeitos especiais, querem prodígios e milagres.
“Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16).
É interessante notar que Paulo ressalta que evangelho é igual poder de Deus. Ou seja, ele ergue as pessoas, muda e transforma coisas. Um exemplo: sem o evangelho poderoso de Deus, eu estaria condenado. O poder do evangelho que age no Batismo e na Pregação transformou-me num filho de Deus.
Gosto muito da definição de Teodoreto, um bispo sírio do século quinto. Ele comparou o evangelho a uma pimenta. “Por fora, parece fria ...mas a pessoa aperta entre os dentes e experimenta a sensação de fogo ardente”.
O evangelho é o poder de Deus por fazer o que nenhum outro escrito, ou anuncio é capaz de fazer: reconciliar-nos com Deus e nos garantir um lugar no Reino de Deus.
“Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus ...” (Rm 1.16) – pois não há coisa mais gloriosa e abençoada que aquilo que o evangelho oferece e dá: salvação. A salvação eu recebo no evangelho de Deus (Rm 1.1): Jesus Cristo.
“Eu não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvar todos os que creem, primeiro os judeus e também os não judeus. Pois o evangelho mostra como é que Deus nos aceita: é por meio da fé, do começo ao fim. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus”” (Rm 1.16-17). Amém!

Edson Ronaldo Tressmann

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