segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

3 anos de Blog


01 de março3 anos de blog Sermões Cristo Para Todos.

Mais de 60 mil pessoas atingidas em 66 países.



No Brasil: 55.032
No exterior: 8.000
Seguidores: 68 (aos quais agradeço profundamente)

 
60 milhões de brasileiros leem Blogs todos os meses. No Brasil há em torno de 15 mil blogs. Por isso, aproveito para agradecer a você que tirou um tempinho do teu precioso tempo para ler a mensagem que postei durante esses 3 anos no blog. 

Desses 60 milhões, mesmo que sendo um número bem pequeno, mês a mês pessoas encontram o que oferecemos no blog: Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Os testemunhos de pessoas que buscaram e encontraram esse Jesus, são vários.
Não ganhamos nenhum centavo com o blog ou sua divulgação. Mas, ganhamos o que dinheiro nenhum é capaz de pagar, a felicidade transmitida nas palavras de pessoas que leram alguma mensagem e aprenderam sobre Jesus Cristo, o salvador de suas vidas. É isso que nos motiva a continuar divulgando a mensagem de Deus a milhares de pessoas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo.

Quero muito agradecer a você leitor e leitora. Muito obrigado! Além de ler, tenho certeza de que você compartilha essa mensagem com outros. Atingindo você, sei que atinjo outros milhares de pessoas através de seu testemunho.

Um abraço e muito obrigado.   
   




      Edson Ronaldo Tressmann
   http://sermoescristoparatodos.blogspot.com
         cristo_para_todos@hotmail.com
         (44) 98568020 ou 3462 2796 e ainda 9165 4351

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Vivendo o desafio colocado por Deus.

7º Domingo após Epifania
23/02/2014
Sl 119. 33 – 40; Lv 19. 1 – 2, 9 – 18; 1Co 3. 10 – 23; Mt 5. 38 – 48
IELB – 110 anos alimentada na fonte da água da vida
Tema: Vivendo o desafio colocado por Deus.
 

         Jesus fala sobre o comportamento extraordinário do cristão. O Desafio está colocado! E o Desafio é: “Não se vingar. Voltar o outro lado da face.
         Difícil? Com certeza.
         Jesus em seu sermão (Mt 5. 38 – 48) ensina que não é porque a maioria faz, ou seja, porque se vingam e não “levam desaforo para casa” é que nós cristãos também precisamos agir assim. Ser cristão é andar na contramão do mundo
         Dirigindo-se aos seus discípulos, Jesus os ensina como viver no regime espiritual, mostrando que é um viver diferente do vivido no regime secular.
         A preocupação de Jesus é contra os fariseus que enganavam o povo com a doutrina pregada enganosamente. Além de serem enganadores com seus ensinamentos, também o eram quanto a sua suposta vida piedosa. Vida baseada em suas distorções da Palavra de Deus.
         Os fariseus distorciam a doutrina, e isso resultava em levar as pessoas ao entendimento inadequado e a uma vida falsa diante de Deus imaginando estar sendo agradável.
         Na semana passada, ouvimos o ensino de Jesus sobre o quinto e sexto mandamento. Hoje, iremos observar que os fariseus aplicavam a si mesmos a lei dada às autoridades civis, que atuam no regime secular. Faziam uma tremenda confusão entre Vida no Regime Espiritual e Vida no Regime Secular.
         Iniciando o exercício do ministério de pregação, Jesus aponta para uma das características desse ministério, ou seja, corrigir as distorções que se faz da Palavra de Deus. O objetivo de Jesus é devolver à multidão a correta interpretação bíblica. Jesus quer oferecer o verdadeiro ensino daquilo que disse através da boca de seu servo Moisés. Isso, porque infelizmente, os fariseus inverteram esses verdadeiros ensinamentos.
         A instrução de Jesus é de como os cristãos precisavam viver pessoalmente. Jesus diz que não se deve desejar nenhuma forma de vingança. Aconselha cada filho(a) a não ter um coração impaciente e vingativo.
         Os fariseus e escribas, enganados por sua distorção da Palavra de Deus, chegaram à conclusão que era perfeitamente permitido se vingar. Alegavam que Moisés havia dito: “olho por olho, dente por dente.
         No entanto, Jesus ensina que diante da ofensa, da perseguição, precisamos dar a outra face. Será que Jesus não se enganou com outro texto bíblico? Será que preciso “levar desaforo para casa”? Não posso me defender em hipótese alguma? Não posso exigir o que é meu por direito?
         Quando Jesus diz: “...qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra;” está instruindo sobre o tipo de pessoa que o cristão precisa ser em contraposição aos pressupostos desse mundo. Os discípulos também haviam se enganado. Eles imaginavam que Jesus iria instituir um novo regime de governo e um novo império por ocasião de sua primeira vinda. Tanto que desejaram ser investidos de poder para governar e dominar seus inimigos.
         Com as palavras “...qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra;” Jesus fala do ser espiritual e da vida espiritual. Prega aos cristãos como devem se comportar perante Deus e o mundo. Jesus diz para que os cristãos estejam com seus corações presos em Deus e não se ocupem demasiadamente com o regime secular preocupado apenas com poder, punição e vingança.
         Muitas são as situações do dia-a-dia em que o desejo de muitos cristãos é se vingar e punir os culpados. Mas, essa é a tarefa do poder secular. Entre os cristãos deve reinar amor e serviço mútuo, principalmente aos que nos odeiam, que agem com violência e cometem injustiças.
         Precisamos fazer uma diferenciação para entendermos bem esse ensino. Preste atenção! Caso haja entre nós pessoas cristãs que ocupam cargos públicos, como vereador, advogado ou juiz, é necessário saber que esses precisam cumprir com seu ofício público, secular. Os vereadores são pessoas que criam leis para que haja mais segurança, etc. Os advogados precisam fazer valer a lei para todos igualmente. O juiz precisa julgar com imparcialidade. O cristão, sem ocupação nesses cargos, deve apenas esperar sem o desejo de vingança.
         A vida cristã requer muito equilíbrio. A prova disso é que somos pessoas no mundo, ou seja, quanto ao nosso corpo e aos bens, estamos sujeitos ao governo desse mundo. Quanto a nossa vida cristã, estamos sujeitos exclusivamente a Cristo. Dar a outra face é justamente quando formos atingidos por um crime, uma ação violenta, esperaremos em Deus nosso Senhor que por meio das autoridades desse mundo julgue a questão. Não é nosso papel agir como vingadores e punidores.
         Jesus fala sobre o comportamento extraordinário do cristão. Põe extraordinário nisso! Eu não consigo praticar esse desafio.
         O Desafio está colocado! O desafio é não buscar justiça com as próprias mãos. Deixar que as autoridades responsáveis façam isso.
         Muitos dos manifestos no Brasil são feitos por puro desejo de poder, vingança e punição. E a que isto está levando as pessoas? Inocentes estão sendo mortos. O patrimônio público está sendo destruído. A violência está gerando mais violência. Em nenhum momento, a situação está sendo realmente resolvida. Protestos! Podemos protestar, mas sem a arrogância de querer se vingar, punir ou obter poder. A partir do momento em que nossos protestos têm o desejo de vingança, punição ou poder, de maneira nenhuma devem ser realizados.
         Não estou com isso rotulando as pessoas que fazem seus manifestos. Mas, é necessário que façamos uma correta distinção entre um protesto justo e injusto perante Deus. Há muitos manifestantes que a única alternativa de ser ouvido pelo poder publico é saindo às ruas. Mas, a questão é justamente essa, qual é a minha motivação de ir as ruas protestar?
         Se o desejo for apenas ódio, vingança contra um partido politico, ou até mesmo busca de poder, os protestos não deveriam existir. Mas, se o desejo for sincero na busca de um mundo melhor para todos, (não apenas para mim ou uma pequena elite) o manifesto ordeiro, sem violência, é uma arma legítima que Deus também aprova. O ponto de equilíbrio é dar a outra face.
         Jesus não quer que sejamos como os fariseus e escribas. Ele deseja que sejamos perfeitos. Como ser perfeito? Na verdade, nossa perfeição nunca consistirá em não ter pecado. Ser perfeito segundo o ensino do sermão do monte e todo o restante da Escritura Sagrada, é justamente não distorcer a doutrina. Os fariseus e escribas distorciam a Palavra de Deus para justificar suas ações e sua falsa vida piedosa.

         Em segundo lugar, ser perfeito é viver de acordo com a sã doutrina. Isso quer dizer que, não devemos amar apenas nossos amigos, mas também nossos inimigos.
         Isso é possível?  
         Não! Apenas Deus é perfeito. É justamente nessa obra perfeita de salvação que vivemos “simultaneamente justos e pecadores.Precisamos viver como perfeitos no sentido de estar firme na verdadeira doutrina que consiste na pessoa de Jesus Cristo, o Filho enviado por Deus para nossa salvação.
         O sermão do monte é um convite para que nos apeguemos em Jesus Cristo. Somente Ele foi perfeito. Sua obra perfeita nos anima a viver o desafio colocado por Deus. O ponto principal é que, quando não consigo viver o desafio de Deus, a fé na obra de Jesus, sua morte na cruz e ressurreição, me dá o perdão e desse perdão recebo forças para continuar realizando o desafio colocado por Deus.
         A fé no sacrifício de Jesus me torna perfeito aos olhos do Pai. Na obra de Jesus continuemos vivendo o desafio colocado por Deus e perfeitos diante de Deus. Amém!

 

Pr. Edson Ronaldo Tressmann

Bibliografia: Martinho Lutero. Obras Selecionadas. Vol. 9. Ed. Sinodal, Concórdia e ULBRA; São Leopoldo, Porto Alegre e Canoas, RS. 2005. pp. 114 - 135

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Lição sobre mandamentos com o Filho do autor


6º Domingo após Epifania – 16/02/2014
Sl 119. 1 – 8; Dt 30. 15 – 20; 1Co 3. 1 – 9; Mt 5. 21 - 37
Tema: Lição sobre mandamentos com o Filho do autor.
 
         Continuamos ouvindo o sermão do monte, o primeiro sermão de Jesus em seu ministério da pregação. Nos versículos 21 a 37 do capítulo 5, que é a parte do sermão para esse dia, Jesus retoma a lição de alguns dos dez mandamentos.
         Seu objetivo é explicá-los corretamente, pois, infelizmente os fariseus e escribas ensinavam o 5º, 6º, 2º e 8º mandamento em sentido literal e os aplicavam as obras exteriores.
         Seguiremos a ordem adotada por Jesus, mas trataremos apenas do 5º e 6º mandamento.
        Jesus disse: “Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não mate. Quem matar será julgado.’
         Os fariseus e escribas viam apenas a palavra “matar.” As pessoas cresciam com a ideia de que o mandamento estava proibindo apenas matar com as mãos. Mesmo que o desejo de Deus fosse além do matar físico, o mandamento passou a ser “nada além disso!
         Esse entendimento limpava a barra dos fariseus e escribas que tinham seus corações cheios de ódio, raiva e maus pensamentos secretos de morte (At 5.28; 1Sm 18.17).
         Com o entendimento equivocado, os fariseus e escribas, encontravam apoio na Palavra de Deus. Pela distorção das Escrituras Sagradas, esses homens piedosos se escondiam por trás de uma suposta santidade.
         Jesus está anunciando o seguinte: “vocês ouviram dos fariseus que Moisés ordenou, e que se ensinou desde a antiguidade: Não matarás.” Com o ensino de Moisés os fariseus e escribas se lisonjeavam e se apresentavam com seus ensinos e se aplicavam em cumprir tudo o que receberam dos antepassados.
         Hipocritamente, em pé na frente de todos, com a cabeça erguida, orgulhosamente diziam: “temos Moisés que diz: Não matarás.
         Sem profundidade nenhuma na questão, as pessoas simplesmente invejavam a suposta vida piedosa dos fariseus e escribas. Mas, Jesus, que têm por objetivo jogar sal na ferida dos escribas e fariseus e todos aqueles que procuravam viver hipocritamente.
         O que Deus quer dizer com o mandamento: Não Matarás? Quer que tenhamos cuidado. Pois, podemos matar de várias maneiras. Cuidado! Matamos com as mãos, com a língua, com o coração, por sinais, gestos, num olhar amargo ou invejoso. Matamos até mesmo com os ouvidos, quando não queremos que se fale bem de alguém.
         No versículo 22, Jesus, o professor da lição sobre alguns dos dez mandamentos, dá a verdadeira luz sobre o quinto mandamento dizendo: “Mas eu lhes digo que qualquer um que ficar com raiva do seu irmão será julgado. Quem disser ao seu irmão: “Você não vale nada” será julgado pelo tribunal. E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno.
         Jesus está transmitindo o verdadeiro Moisés e a verdadeira interpretação do quinto mandamento. Por esse motivo, a reação da multidão foi de admiração. Exclamavam que Jesus ensinava com autoridade, ou seja, apegado e corretamente de acordo com o que a própria Palavra de Deus falava e não como os escribas e fariseus queriam ou desejavam (Mt 7.28 – 29).
         Quantos de nós, honestos, instruídos, bons, íntegros, mas que em secreto odiamos alguém? Precisamos repensar nossa situação. Muitos cristãos, a exemplo dos fariseus, mostram uma bonita fachada, mas o interior da casa está estragado. Se continuarmos vivendo dessa maneira, o resultado será corações endurecidos.
         Em seu sermão, Jesus está nos admoestando para que não nos enganemos com as aparências, principalmente a nossa. 

         O sermão de Jesus é justamente para aqueles que estão na sala de aula. São para aqueles que já conhecem o catecismo, os mandamentos. Esse sermão é para mim e para você querido(a) irmão(ã).
         Não podemos simplesmente querer ser modelo para os outros jejuando, orando, sendo dizimistas. Precisamos fazer as pazes com nosso próximo.
         Servir a Deus não envolve apenas sua vida na igreja, na congregação local, envolve sim, amar a Deus de mãos dadas com o próximo.
         Outra coisa que Jesus quer nos ensinar é que não podemos confiar em nosso servir a Deus como requisito de salvação. Não estamos ganhando o céu pelo nosso dizimo, pelo nosso tempo de diretoria, etc. Mesmo que essas e outras obras não devam ser negligenciadas, não são elas que nos salvam. A salvação está apenas na obra realizada por Jesus a qual ele nos oferece por graça.
         Já que hoje estamos tendo o privilégio de receber a Lição de alguns mandamentos com o Filho do autor, aproveitemos a lição sobre o sexto mandamento.
         Enquanto os fariseus proibiam nesse mandamento apenas o divórcio. Jesus trata sobre o mesmo de outro ângulo. Jesus diz que o pecado que envolve o adultério não está apenas no divorciar-se, mas em viver apaixonado, ter maus desejos para com outra pessoa. O pecado envolve pensamento, palavras e gesto indecoroso.
         O que fazer: se o simples fato de olhar com maus pensamentos para outra pessoa já é pecado? Precisamos lidar com isso dia após dia. Lembremos que Jesus não proíbe o convívio. Jesus não proíbe rir e se divertir. Proíbe sim a cobiça, o desejo para com outra pessoa. Precisamos estar preparados para resistir e lutar contra toda sorte de tentação, passar por tudo com paciência e vencer. 
         Sei que é impossível viver em carne e sangue sem qualquer inclinação pecaminosa e má. Assim como Lutero, concordo com Tomás de Aquino que dizia “que um mau pensamento involuntário não é pecado mortal.” Exemplo: “Quando alguém te ofende, é inevitável que naquele momento você logo pense em vingança. Isso porém não é condenável, desde que não decida para as vias de fato, precisas resistir ao impulso.
         É justamente para nos precaver das “vias de fato” é que Jesus está instruindo para que a cobiça, o desejo, não nos leve a cometer um pecado mortal.
         Para que possamos vencer o pecado contra o sexto mandamento, precisamos voltar nosso olhar para a Palavra de Deus.
         Deus ordenou que cada homem tenha sua esposa. Cada casal deve manter seus desejos e apetites dentro desses limites. Precisamos ser capazes de ficar dentro desse limite. Mas, se não estamos mais contentes com esse limite e, não estamos mais satisfeitos com a esposa que Deus nos deu para nosso prazer e passarmos a olhar cobiçosamente para outras mulheres, CUIDADO, pois já estamos contaminados pela cobiça. E a cobiça e o desejo precisam estar reservados apenas para minha esposa.
         A questão é que nosso inimigo assopra coisas em nossos ouvidos, de maneira que passamos a enxergar apenas os defeitos do nosso cônjuge. Se a nossa esposa não nos é mais preciosa, outras mulheres passam a ser. E assim, o desejo e a cobiça reservado à minha esposa, passam a ser para outra pessoa. Assim, mesmo que minha esposa seja bonita, qualquer outra mulher feia passa a ser mais atraente.
         O sexto mandamento, segundo a lição dada pelo Filho do autor, nos ensina a olhar de maneira correta para nossa esposa. Segundo a Palavra de Deus nossa esposa é um presente, é uma joia rara. Se eu olhar assim para minha esposa, não importa se há mulheres mais bonitas, pois a minha é presente de Deus dado para mim. Deus a colocou em meus braços. Jesus nos ensina a olhar de maneira correta para nossa esposa, para a beleza e joia rara que Deus nos deu.
         Não podemos evitar os ataques do diabo. Ele dispara maus pensamentos e desejos em nosso coração, mas não deixe que esses dardos lançados em ti criem raízes. Arranque-os e jogue fora. O desejo pode até bater na porta, mas não o deixe entrar.
         Talvez alguém pense que o maior problema é o desejo carnal. Isso não confere com as Escrituras. Se não houvesse desejo entre homem e mulher, não haveria casamento. A questão é que nosso desejo, nossa louca vontade, precisa estar guardado para o casamento, entre o casal.
         Quando Jesus aconselha que os olhos e as mãos sejam arrancados, está aconselhando que nos coloquemos perante Deus e deixemos nos governar por ele. Arrancar o olho ou a mão significa tirar o desejo que estamos sentindo.
         Um dos maiores convites ao pecado atualmente é o divórcio. Jesus instrui sobre usar corretamente a lei do divórcio, pois muitos haviam transformado essa lei para cometer patifarias e arbitrariedades contra o mandamento de Deus. Mandamento esse que ensina: “Em qualquer um desses casos, o primeiro marido não poderá casar de novo com essa mulher; ela é impura para ele. Casar de novo com ela seria uma ofensa contra Deus, o SENHOR. Portanto, não deixem que se cometa um pecado tão grave assim na terra que o SENHOR, nosso Deus, lhes está dando para ser de vocês” (Dt 24.4).
         Essa lei foi rapidamente aprendida e abusada. Quando um homem se cansava de sua mulher e se apaixonava por outra a despedia e a repudiava. Moisés quis ensinar que era permitido se separar apenas quando encontrasse na mulher alguma indecência ou fraqueza que impossibilitava o convívio. No entanto, a libertinagem levou os fariseus e escribas a abusarem dessa lei. No evangelho de Mateus vemos Jesus sendo questionado justamente sobre a questão do divórcio. A pergunta feita à Jesus era se por qualquer motivo poderia se separar. Jesus conclui que o divórcio é motivo para o adultério.
         Essa libertinagem está muito presente entre nós também. É um assunto tão normal que nem sequer queremos falar sobre o mesmo.
         Querido jovem, se você deseja se casar, empreender em algo abençoado e bem sucedido, invoca a Deus, implore que Ele te conceda uma joia de esposa. Aos casados eu aconselho que tenham desejo um pelo outro como nunca se desejaram.
         Que Deus em seu amor e misericórdia nos abençoe ricamente e que possamos continuar vivendo como seus filhos e filhas. Amém!
 

Pr. Edson Ronaldo Tressmann

Bibliografia: Martinho Lutero. Obras Selecionadas. Vol. 9. Ed. Sinodal, Concórdia e ULBRA; São Leopoldo, Porto Alegre e Canoas, RS. 2005. pp. 87 - 113

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Saleiro e Luzeiro de Deus


5º Domingo após Epifania

09/02/2014

Sl 112. 1 – 9; Is 58. 3 – 9ª; 1Co 2. 1 – 12; Mt 5. 13 - 20

Tema: Saleiro e Luzeiro de Deus.


         Jesus Cristo nos primeiros versículos (Mt 5. 1 – 12) mostra como o cristão deve viver pessoalmente e sofrer neste mundo e estar sempre preparado para resistir onde for necessário, confessar e defender sua fé e sempre estar armado contra o mundo e o diabo.
         Nesses primeiros versículos, Jesus ensina que cada cristão é perfeito quando vive honestamente para com sua própria pessoa. Quando exerce e administra corretamente sua função, com a qual ajuda e serve seu próximo de modo conveniente. Jesus aponta para duas alternativas em que exercemos nosso ofício ministerial e servimos ao nosso próximo. Sendo sal e luz para o mundo.
         O sal nunca salga a si mesmo. Ele salga carne e tudo o que é necessário na cozinha. Os cristãos são o sal de Deus e salgam o mundo. Podemos dizer que a congregação composta pelos cristãos é o saleiro de Deus. A igreja tem como função e missão salgar a terra que está deteriorada pelo pecado.
         Fazer parte do saleiro de Deus é uma honra. É uma função maravilhosa e esplendida ser chamado “sal de Deus.”
         Como posso salgar a minha família, meu bairro, meu munícipio? A exigência é simples: disposição. Disposição para que? Ser pobre espiritualmente, miserável, sedento, manso, sofrer perseguição, injúria e ofensa, ou seja, estar verdadeiramente em Cristo. Sem isso, o salgador, não conseguirá salgar nem ser luz de verdade.
         Salgar é uma sobrecarga para aqueles pescadores que ali estavam ouvindo junto a tantas outras pessoas as palavras de Jesus. Salgar a terra é uma missão impossível com as próprias forças.
         É difícil ser apóstolo e pregador e exercer o ministério da pregação. Pela própria vontade, guiado pela carne e sangue, é uma tarefa impossível. Por isso, quer seja pastor ou cristão leigo, a exigência é um coração espontâneo. E espontaneamente Jesus está chamando as pessoas a terem disposição para salgar e iluminar a terra.
         Colocar sal num machucado é terrível. A dor é quase que insuportável. Salgar significa pregar corretamente. Pregar é o mesmo que recriminar as coisas que o mundo julga normal e exaltar o que o mundo acha anormal. Pela água da vida, o Espírito Santo, denunciamos os pecados do mundo, (Jo 16.8).
         Salgar o mundo não é simplesmente ir ao encontro daqueles que estão presos por algum crime cometido. Salgar a terra envolve mostrar, jogar sal na ferida aberta daqueles que se consideram melhores que os outros pela sua piedade e santidade. Em seu primeiro sermão, Jesus está salgando, ou seja, jogando sal na ferida aberta dos fariseus e escribas.
         Nosso salgar a terra não consiste unicamente em condenar aqueles pecados grosseiros que todos conhecem e que o mundo em si já julga.      Pregar o Evangelho é esfregar sal nas feridas. Isso é: denunciar o que não está certo e aquilo que afasta as pessoas de Jesus Cristo. Deus conserve entre nós a Igreja (saleiro de Deus) a Escritura, o Evangelho, o Sacramento do Batismo e Santa Ceia e o Púlpito (de onde é derramado o sal).
         O sal que é útil para temperar corre o perigo de torna-se insosso. O sal insosso é aquele que não tempera mais, que não arde quando jogado na ferida. Cuidado! Corremos o risco de nos tornar sal insosso. Isso pode acontecer se desprezarmos o ministério da pregação e não o quisermos entre nós. Pode acontecer quando não formos mais denunciados e a nossa miséria e incapacidade sem Jesus não for mostrada de maneira clara e correta. Podemos nos tornar sal insosso se a Palavra de Deus for interpretada de maneira falsa e permitir que as pessoas não vejam mais Jesus Cristo. Para sermos e continuarmos sendo sal é necessário e urgente que o saleiro de Deus (Igreja) continue apontando constantemente para Jesus Cristo.
         Quando no exercício do ministério da pregação as pessoas não são salgadas, tudo parece estar muito bem. Mas a partir do momento em que se busca jogar sal nas feridas abertas, há perseguição e calúnia por parte daqueles que preferem continuar sendo sal insosso.
         Cada vez em que estamos no saleiro de Deus (congregação) recebendo o sal de Deus (Palavra), as feridas abertas precisam arder para que sejam curadas pelo perdão que Deus em Jesus nos oferece e dá pela Pregação da Palavra, pelo Batismo e Santa Ceia.
         Infelizmente, muitas pessoas não querem receber o sal de Deus e ser temperadas para salgar e iluminar. Há os que detestam os ministros que lhes dizem a verdade.
         O Ministério da Pregação e a Palavra de Deus devem brilhar como sol sobre nossas vidas. Esses dois meios clareiam o caminho pelo qual precisamos seguir.
         Assim como sal também somos luz. Ser luz significa instruir as almas e lhes mostrar o caminho para a vida eterna. Sendo que esse caminho é Jesus. O Ministério consiste em denunciar os verdadeiros vícios interiores, e por outro lado, sarar, consolar e animar todas as consciências entristecidas. Ninguém pode ficar impune por seus males, também não podem ficar sem instrução e encorajamento para a prática do bem. Ser sal e luz é render graças a Deus, pois Ele nos consagrou para esse ministério.
 

Pr. Edson Ronaldo Tressmann

cristo_para_todos@hotmail.com

Bibliografia: Martinho Lutero. Obras Selecionadas. Vol. 9. Ed. Sinodal, Concórdia e ULBRA; São Leopoldo, Porto Alegre e Canoas, RS. 2005. pp. 68 - 86

O Reino que muitos desprezam continua conquistando o mundo.

  26 de julho de 2026 Próprio 12 – Nono Domingo após Pentecostes Salmo 125; Deuteronômio 7.6-9; Romanos 8.28-39; Mateus 13.44-52 Texto...