segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Arrependimento e fé

 01 de outubro de 2023

Salmo 25.1-10; Ezequiel 18.1-4,25-32; Filipenses 2.1-4,14-18; Mateus 21.23-27

Tema: Arrependimento e fé

 

Mateus 21.23-27, fala sobre arrependimento e fé.

Jesus faz uma pergunta: “E que vos parece?” A partir daí passa a contar a parábola dos dois filhos. Apesar de termos nas Escrituras quatro evangelhos, a parábola dos dois filhos foi registrada apenas pelo evangelista Mateus.

Essa parábola faz parte de um bloco de três parábolas, onde Jesus ataca a ideia de merecimento que os líderes religiosos tinham sobre o ser membro do reino de Deus.

Ao responder aos líderes judeus, Jesus liga sua autoridade a autoridade de João Batista. Tanto Jesus como João Batista eram bem aceitos entre as pessoas comuns e as que eram rejeitadas pelos líderes judeus da época.

Na parábola, ambos os filhos receberam o mesmo convite: trabalhar na vinha do pai. O primeiro disse que iria, mas não foi. O segundo disse rudemente que não iria, mas “depois, arrependido, foi” (Mt 21.29 Revista e Atualizada). A Nova Tradução na Linguagem de Hoje traduz dizendo que “depois mudou de ideia e foi”. As duas traduções estão corretas. Ambas traduziram o verbo grego metamelomai.

O termo metamelomai foi usado por Mateus por ocasião do relato de Judas após a traição. Judas se arrependeu, lastimou sua traição, mas, infelizmente não achou o caminho de volta.

Arrependimento tem um sentido amplo (a conversão como um todo) e um sentido restrito (reconhecimento do pecado, coração quebrantado e contrição). O segundo filho apresentado na parábola, arrependeu-se em sentido restrito, ou seja, reconheceu seu erro e sentiu tristeza. Sentiu o pesar de não ter cumprido a vontade do pai. O primeiro filho apresentado na parábola, não passou por essa tristeza. O mesmo não se preocupou com seus pecados. C.F.W. Walther, pastor Luterano disse em suas preleções sobre lei e evangelho que “não pode haver fé num coração que, primeiramente, não esteve atemorizado”.

Aqui é o ponto de Jesus. Os fariseus e os líderes religiosos judeus por nunca terem reconhecido seus pecados e nem sentido contrição por eles, estavam entre os que se achavam sãos e que não necessitavam de médico.

O que impedia os fariseus e líderes religiosos judeus reconhecerem a necessidade de se arrependerem era sua justiça própria. Não importava o quanto fossem convidados ao arrependimento, eles não conseguiriam voltar, pois se julgavam auto suficientes. Assim, as prostitutas, os cobradores de impostos e outros pecadores, julgando-se indignos, reconheciam que não haviam feito a vontade do Pai e se arrependeram e se agarraram em Jesus.

Os líderes judeus confiavam na sua dignidade.

Dignidade essa, que segundo eles vinha da observância da lei de Moisés, da participação assídua na sinagoga, das ofertas e dos dízimos, das doações e esmolas, da prática diária da oração. Os judeus, o primeiro filho da parábola, não julgavam necessário se arrependerem, pois eram obedientes e assim, justos diante de Deus.

Após contar a parábola (Mt 21.28-30), Jesus perguntou: “Qual dos dois filhos fez a vontade do Pai?” (Mt 21.31). Ao que os próprios judeus responderam, “o segundo” (Mt 21.31). E concordando com a resposta, Jesus declara que “publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus” (Mt 21.31).

Essa resposta de Jesus é a declaração de que Deus não aceita o pecador pela sua suposta obediência. A relação entre o ser humano e Deus é marcada pelo arrependimento e a fé.

Os líderes judeus não passaram pela metamelomai, ou seja, não se arrependeram e nem sequer creram na mensagem da justiça provinda através de Cristo.

Se os lideres judeus responderam e Jesus confirmou que o segundo filho agiu corretamente e arrependido voltou para fazer a vontade do Pai, cabe a pergunta: Qual é a vontade do Pai?

Bem, a vontade de Deus antes da obediência é que todos se acheguem a Ele, de graça, tocados por seu amor, depositando nEle toda a sua confiança e esperança.

Os líderes judeus estavam sendo convidados a experimentar aquilo que os publicanos, as prostitutas e tantos outros já haviam experimentado. Reconheceram sua indignidade e sentiram profunda tristeza por sua vida porca que estavam levando e sabiam que em Jesus estavam sendo aceitos por Deus.

Ser aceito por Deus era a angústia de Martinho Lutero e tantos outros na idade média. Como ser aceito por Deus? A resposta foi encontrada nas Escrituras Sagradas. Só se é aceito por Deus através da obra realizada por Jesus. Todo aquele que crê no sacrifício vicário de Cristo, tem a salvação. A fé não é uma obra humana, é um presente dado pelo Espírito Santo que atua pela Palavra. Amém

Edson Ronaldo Tressmann

terça-feira, 19 de setembro de 2023

O Senhor Deus é a minha luz e a minha salvação

 24 de setembro de 2023

Salmo 27.1-9; Isaias 55.6-9; Filipenses 1.12-14,19-30; Mateus 20.1-16

Texto: Salmo 27.1

Tema: O Senhor Deus é a minha luz e a minha salvação

 

Antropólogos dizem que os primeiros seres humanos não tinham medo do escuro. Na medida em que as gerações passaram, o DNA das pessoas, recebeu a noção de que durante a noite acontecem coisas ruins. O medo faz com que as pessoas criem a fantasia de que os animais selvagens atacam somente à noite, bem como os ladrões, os assassinos, etc.

Deus criou os seres humanos na luz e sem medo!

A Nictofobia é o medo irracional da escuridão. Nixa deusa da noite” e Foboso deus do terror”. São pessoas que quando escurece ou se apaga a luz, o medo toma conta. Essa doença ocorre geralmente em crianças, mas pode continuar na fase adulta se não for tratada a tempo corretamente. Quem sofre dessa doença, vive um pesadelo diário mesmo com olhos abertos. Quem sofre dessa doença tem a escuridão como inimiga da razão. Todos os medos, mesmo que não sejam reais, não são aliviados de nenhuma maneira. Outra consequência do medo da escuridão é que pode causar sérios distúrbios neurológicos e físicos. Exemplo disse está na Finlândia. Todos os anos os finlandeses enfrentam um longo período de escuridão entre meados de novembro até a metade de janeiro. Há regiões no norte da Finlândia em que nesse período há apenas 56 minutos de luz do sol por dia. Na região mais ao sul há 6 horas de claridade por dia. Nesses dias de pouca luz solar, os finlandeses perdem as forças físicas, se sentem cansados e desanimados. Milhares de filandeses iniciam um processo de depressão desastroso. Essa depressão é conhecida como efeito Kaamos que em português significa “noite polar”.

A luz é essencial. No primeiro dia da criação Deus disse: “Que haja luz!” (Gn 1.3).

No primeiro dia a primeira criação de Deus foi a luz. Por quê? Sem luz não há vida.

Deus venceu a escuridão criando a luz. Com a queda em pecado, outra escuridão caiu sob o mundo e sob as pessoas. Para vencer essa escuridão Deus enviou seu Filho Jesus que disse: “...Eu sou a luz do mundo; quem me segue nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12). E essa luz me é dada por ocasião do batismo e também na pregação.

Jesus é a luz que o mundo tanto necessita. Nosso inimigo não quer que essa luz esteja acessível às pessoas. O apostolo Paulo escreveu que muitas pessoas “...não podem crer, pois o deus deste mundo conservou a mente deles na escuridão. Ele não os deixa ver a luz que brilha sobre eles, a luz que vem da boa notícia a respeito da glória de Cristo, o qual nos mostra como Deus realmente é” (2Co 4.4).

Pelo evangelho Deus nos dá sua luz. Cada vez que o evangelho é pregado é pregado, Deus está jogando luz e, quando alguém crê está sendo tirado das trevas para a luz. Assim, o primeiro dia da criação é algo vivenciado ainda hoje naqueles que são convertidos. Por isso, junto com o salmista posso dizer: “O Senhor Deus é a minha luz e a minha salvação”. Amém!

Edson Ronaldo Tressmann

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

O Senhor é bondoso e misericordioso, não fica irado facilmente e é muito amoroso Sl 103.8

 17 de setembro de 2023

Salmo 103.1-12; Gênesis 50.15-21; Romanos 14.1-12; Mateus 18.21-35

Salmo 103

 

O Senhor é bondoso e misericordioso, não fica irado facilmente e é muito amoroso Sl 103.8

Martinho Lutero no prefácio a tradução em 1545, escreveu que esse Salmo poderia ser chamado de uma pequena Bíblia.

Tudo o que consta na Bíblia inteira aqui foi escrito de maneira resumida pelo salmista nesse Salmo.

Esse salmo canta a graça de Deus de maneira belíssima. Ouça novamente: O Senhor é bondoso e misericordioso, não fica irado facilmente e é muito amoroso Sl 103.8. Uma descrição bela e profunda de Deus.

Deus é amor – esse é coração do Salmo e pelo qual pulsa sangue para todo louvor e adoração. O amor de Deus motiva a louvar a Deus em todas as situações.

O convite é dirigido a garganta e nos processos vitais que nela acontecem. Ou seja, comida, bebida e fala. Toda a vida é um lembrar das ações de Deus. O louvor brota do agir amoroso de Deus.

vv. 3-5: Deus é aquele que perdoa, resgata, coroa e sacia. Seu agir revela quem ele é.

Possivelmente teve alguma doença grave v.3, e foi libertado dessa cova. Essa libertação da doença é compreendida como perdão dos pecados. A abundância da misericórdia de Deus é entendida como coroação.

Não adorem nenhum outro deus, pois eu, o Senhor, me chamo Deus Exigente e exijo que vocês adorem somente a mim” (Ex 34.14). E esse convite de Deus se deve ao fato de não haver nenhum outro deus como o nosso Deus, O Senhor é bondoso e misericordioso, não fica irado facilmente e é muito amoroso Sl 103.8

No Egito antigo a ira era considerada uma virtude, como a capacidade de fazer justiça. Nesse sentido, Deus parecia ser fraco, afinal, Deus prefere perdoar a irar-se. O próprio Jesus mostra o coração amoroso do Pai. Quando estava sendo crucificado não irou-se, mas suplicou por perdão aos seus algozes.

A lentidão em irar-se é expressão extrema justamente da paixão de seu amor, que não se deixa levar pela vingança. Deus não é ser humano que valoriza a ira, a vingança, o ódio, a briga. Deus valoriza o perdão e o amor. Deus é amor!

Enquanto que o amor humano é afetado pelas circunstâncias e age por essas circunstâncias. O amor de Deus não é assim. Deus age por misericórdia. Ele compreende o resultado da queda em pecado e sabe suas consequências e age movido pelo seu amor.

Deus não ama o ser humano por uma razão, por uma qualidade que o ser humano tenha. Deus ama por que ele é amor, pois ele é a fonte do amor. vv. 11-13: para aqueles que o temem” – o que significa esse temor?

Temor ao Senhor é prática religiosa. Não é medo, mas orações e uma vida de confiança em Deus.

Esse salmo trata da proximidade de Deus. Muitos tinham Deus como alguém distante e irado sempre pronto a punir.

O autor é Davi. Homem que cometeu dois graves pecados (adultério e assassinato). Por deixar de confiar no amor misericordioso de Deus, escondeu de Deus os seus pecados. Ficou doente fisicamente e espiritualmente. Foram dias difíceis até que confessou seus pecados a Deus e recebeu de Deus o perdão. Davi passou a ver Deus como sendo bondoso e misericordioso que não fica irado facilmente e é muito amoroso Sl 103.8.

Pessoas estão sofrendo!

O sofrimento faz parte da vida diária, mas, parece que ele nos incomoda mais quando estamos enfermos. Na enfermidade, muitas pessoas sentem a mão pesada de Deus e passam a vê-lo como sendo irado e cheio de vingança e punição.

Após confessar seu pecado, Davi exclamou que feliz é aquele cuja as maldades Deus perdoa e cujos pecados ele apaga (Sl 32.1) e após essa maravilhosa experiência de perdão, escreveu O Senhor é bondoso e misericordioso, não fica irado facilmente e é muito amoroso Sl 103.8.

Davi descreve DEUS como misericordioso, inclinado compassivamente em favor do ser humano.

Esse Deus, o inimigo (Diabo) não quer que as pessoas conheçam (2Co 4.4), por isso, as pessoas são mantidas na idolatria, no medo, no pavor, no legalismo.

Davi escreve que Deus é pai de Israel (v.7). Um missionário que trabalhava na África contou a seguinte história de quando ele ensinou a oração do Pai nosso aos nativos. Uma mulher se recusava de orar além das palavras “Pai Nosso, que está no céu” (Mt 6.9). Ao ser perguntada porque interrompia a oração e não prosseguia, respondeu: “Se Deus é meu Pai, isso é tudo que eu preciso saber”. O Senhor é bondoso e misericordioso, não fica irado facilmente e é muito amoroso Sl 103.8. Amém!

Edson Ronaldo Tressmann

terça-feira, 5 de setembro de 2023

Febre que nos leva a cura!

 10 de setembro de 2023

Salmo 32.1-7; Ezequiel 33.7-9; Romanos 13.1-10; Mateus 18.1-20

Texto: Salmo 32.1-7

Tema: Febre que nos leva a cura!

 

De dia e de noite, tu me castigaste, ó Deus, e as minhas forças se acabaram como o sereno que seca no calor do verão” (Sl 32.4).

 

Sempre que alguém está com febre, uma coisa é certa: “algo está errado. A febre mostra que algo está precisando ser tratado nesse corpo.

Davi ao escrever as palavras do verso 4 no Salmo 32 faz referência a uma pessoa que está sendo ressecado pela febre.

A febre mostra que o corpo está sob ataque severo e a função da febre é curar o corpo desse ataque. A febre mata as bactérias que são a causa de enfermidades. Se a febre ajuda no combate às bactérias, por qual motivo se toma remédio para passar a febre? Quando a febre é alta demais pode provocar uma lesão no coração e deixar a pessoa com um problema cardíaco crônico. Dessa forma, a febre que ajuda e prejudica se alta precisa ser abaixada e para isso toma-se gostas de dipirona.

Davi estava com febre, uma febre enviada da parte de Deus. O objetivo dessa febre enviada por Deus era curar Davi. Mas, o seus pecados cegaram seus olhos e fecharam seus lábios e assim ele sofreu por não tomar o remédio que baixava a febre.

Em qualquer consulta médica, rotineira ou urgente, a temperatura é verificada. Em dias de Pandemia, aparelhos eram utilizados para verificar a temperatura do corpo antes que alguém adentrasse num recinto.

Deus permite que sejamos acometidos pela febre. Para curar essa febre, o termômetro, sua Palavra, sua lei, verifica e nos examina.

E, quando somos diagnosticados e a febre é confirmada, Deus nos oferece o remédio para curar a febre e todas as consequências que a mesma possa gerar: Deus nos dá a pílula do perdão.

O problema é que para qualquer tipo de doença, anunciada pela febre, as famosas receitas caseiras impedem a pessoa de buscar o médico e realizar exames.

A febre que acometeu Davi indicava que algo estava errado. Essa febre lhe causou problemas físicos, seu corpo adoeceu. Também problemas espirituais, Davi deixou de ver a misericórdia de Deus.

A lei de Deus em Lv 20.10; 18.20; Ex 20.14; Dt 5.18, anunciava morte por apedrejamento aos adúlteros e assassinos. O termômetro que identificou a febre de Davi foi a Palavra de Deus anunciada pelo profeta Natã. Davi confessou seus pecados (2Sm 12.13). Arrependido, Davi ingeriu a pílula do perdão e recebeu a cura. Enquanto Davi se recusava a tomar a pílula do perdão oferecido por Deus, ele sofria fisicamente e espiritualmente. Enquanto Davi preferiu guardar silêncio e viver teimosamente e não confessar os seus pecados a Deus (Sl 32.3) a febre o atormentava: De dia e de noite, tu me castigaste, ó Deus, e as minhas forças se acabaram como o sereno que seca no calor do verão” (Sl 32.4).

Quando alguém passa por uma doença grave e se recupera, a mesma exclama com alegria sobre o episódio por mais triste que tenha sido. O mesmo aconteceu com Davi e acontece com o pecador que se arrepende e recebe o perdão de Deus em Cristo Jesus. Amém!

ERT

Edson Ronaldo TREssmann

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Tome sua cruz.

03 de setembro de 2023

Salmo 26; Jeremias 15.15-21; Romanos 12.9-21; Mateus 16.21-28

Texto: Mateus 16.21-28

Tema: Tome sua cruz.

 

Fala-se muito de fé!

Eu tenho muita fé!

Ouve-se também muito sobre a fé cristã.

Afirmam: “Isto é o poder da fé em Cristo.” Mas, o que vem a ser a fé cristã? Na leitura que antecede ao nosso texto, ouvimos Jesus dizer ao apóstolo Pedro: Não foi carne e sangue quem to revelou, mas eu Pai que está nos céus (v. 17). A fé não é obra humana. É um dom de Deus, isto é, um presente de Deus. É uma revelação, algo que alguém recebe.

Jesus havia instruído seus discípulos, e, é a primeira vez que ao perguntar pela fé, Pedro respondeu corretamente: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. O primeiro objetivo de Jesus com respeito a seus discípulos fora alcançado: Eles reconheceram que Cristo era o verdadeiro Filho de Deus. Mesmo assim, os discípulos precisavam aprender ainda muito sobre a obra redentora de Cristo. Jesus iniciou este trabalho. Assim lemos e aprendemos em Mt 16.21 suas instruções.

É necessário

Jesus não faz simplesmente uma revelação do que estava pela frente, mas mostrou a razão disso. Era necessário. Sem isto, não haveria salvação para a humanidade. O sofrer, padecer e morrer era necessário.

Estes fatos, na verdade, já foram anunciados amplamente por Moisés e os profetas, mas não compreendidos. Eles leram e liam as Escrituras diariamente no templo, mas só viam, com seus olhos carnais, as mensagens sobre a glória do Messias. Deste veneno, os discípulos também estavam embevecidos. Por isso não entenderam as palavras de João Batista: Eis o Cordeiro de Deus que tira os peados do mundo, (Jo 1.29) nem as palavras de Jesus: Uma geração má e adúltera pede um sinal: e nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas (Mt 16.4) . Por isso Jesus lhes diz com palavras bem claras: É necessário... ser morto, e ressuscitar no terceiro dia (v.31).

Lemos e aprendemos em Mt 16.23 suas instruções:

Um choque

Esta notícia foi um choque violento para os discípulos. Vemos isto pela reação do apóstolo Pedro. Jesus, o Messias, o Filho do Deus vivo morrer. Impossível. Jamais. Isto causou um curto na mente dos discípulos, um black out. Como ainda hoje permanece loucura e escândalo para a razão carnal (1 Co 1.23). Este choque foi tão forte que nem se aperceberam da palavra final: E ressuscitado no terceiro dia.

Pedro toma Jesus para o lado e lhe diz: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. Pedro amava Jesus. Queria o bem dele. Disse isso em profundo amor, mas segundo a mente humana. Quantas vezes nós temos agido assim nas coisas de Deus? Seguimos nossa razão e não damos a devida atenção à palavra de Deus. Jesus reprova a Pedro com veemência, ao lhe dizer: Arreda! Satanás; tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e, sim das dos homens. Jesus via nisto a ação de Satanás, valendo-se da fraqueza de Pedro, para dificultar a caminhada de Jesus para cruz. Não podemos nem imaginar o impacto que estas palavras deve ter causado sobre Pedro e os demais.

Há pouco fora considerado bem-aventurado por sua confissão e agora precisa ouvir as palavras: Arreda! Satanás.

Assim somos nós. Estamos na fé, mas temos esta fé em vasos de barro, em nossa natureza carnal, que não cogita, nem compreende as coisas de Deus. Por isso precisamos ouvir sempre lei e evangelho, repreensão e consolo.

Lemos e aprendemos em Mt 16.24 suas instruções:

Tome sua cruz

Para evitar ilusões, Jesus mostrou o que o discípulo poderia esperar por segui-lo: não glória, mas cruz. Então disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me (v.24).

Se alguém - Jesus se refere a todos os cristãos em todos os tempos, também a nós. Se alguém quer vir após mim - ninguém é forçado. É convidado. Só pela graça, isso não exclui ninguém, mas a graça é resistível. Os que seguem, são voluntários. E os que seguem precisam negar-se a si mesmos. Em que sentido?

Permitam citar uma ilustração: Quando empreendemos uma viagem, três coisas são necessárias: a) dizer adeus, b) tomar a bagagem, c) seguir firme para o alvo. É isto que Jesus mostra a seus discípulos.

a) Negar-se a si mesmo: tu precisas dizer um não, um adeus a ti mesmo, ao teu “eu” natural corrompido pelo pecado, que se opõe à Deus e à sua Palavra. Este “eu” chamamos de nosso velho homem ou velho Adão, nossa natureza carnal, nossa índole natural, o pecado original em nós, inclinado para todo o mal, cego em coisas espirituais, inimigo de Deus, de onde brotam todos os pecados: egoísmo, avareza, ciúmes, paixões mundanas, cobiça, etc. A isto temos que dizer diariamente um não, por contrição e arrependimento.

Não conseguimos por nós mesmos. Para isso precisamos da luz da palavra de Deus, pela qual o Espírito Santo nos ilumina.

b) Tome a sua cruz: quando surge a fé e o Espírito Santo vem ao coração para nos guiar, então nossa vida será dirigida pelo Espírito Santo, que nos dirige pela palavra de Deus. Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. Temos prazer na lei de Deus. Procuramos iluminar e orientar toda nossa vida pela palavra de Deus. Mas por vivermos ainda neste mundo em trevas, notaremos que precisamos lutar contra nossa própria natureza carnal, contra as tentações do mundo e as ciladas de Satanás. E, assim como os altos dirigentes da Igreja da época, nem o povo simples gostaram de ter Jesus em seu meio. Hoje o mundo zomba, repudia, despreza os cristãos. Não queremos nos retrair ou negar Jesus, antes confessá-lo por palavras e obras. Este é o ônus que temos que tomar sobre nós ao seguir a Cristo. Isto não é fácil. No palácio do Sumo sacerdote, o tão corajoso Pedro, foi tomado de medo e negou Jesus três vezes. Ele se arrependeu profundamente desse erro. Mas quem o nega persistentemente, Jesus o negará o no do juízo final. Não queremos nos envergonhar de Cristo e de sua palavra, antes confessá-la ousadamente. Que Deus Espírito Santo nos fortaleça nisto.

c) siga-me: Fielmente queremos segui-lo ao lar celestial. Aqui somos peregrinos. Queremos segui-lo em nosso lar, no trabalho, na sociedade, apegados à palavra de Deus, confessando ousadamente seu nome, mesmo que isto nos traga o desprezo do mundo, prejuízos materiais, a perda de nossos bens, da família e da vida, como cantamos: Se vierem roubar os bens, vida e o lar – que tudo se vá! Proveito não lhes dá. O céu é nossa herança (HL 165.4).

Jesus disse uma palavra surpreendente: Em verdade vos digo que alguns aqui se encontram que de maneira nenhuma passarão pela morte até que veja vir o Filho do homem no seu reino. O julgamento final começou com o julgamento do povo de Israel: a destruição do tempo e a dispersão do povo. Isto testemunhou de que Jesus é Rei dos reis, Senhor dos senhores, que está à direita do Pai e em breve virá em glória para julgar vivos e mortos. Nesta época alguns ainda estavam vivos, como o apóstolo João, por exemplo. Assim a destruição de Jerusalém é tida como o início do juízo final, que se completará com a vida de Cristo em glória, quando todos os mortos ressuscitarão, e Jesus criará novo céu e nova terra, onde habitará justiça.

Os discípulos custaram em compreender a obra redentora de Cristo. Só a compreenderam no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo os iluminou para compreenderem os mistérios da salvação e proclamá-la ao mundo. De fato, ninguém pode dizer Senhor Jesus, com fé, na compreensão da pessoa e obra de Cristo, da justificação do pecador, se não pelo Espírito Santo.

Sejamos agradecidos a Deus por nos ter levado e conservado na fé. Sejamos fervorosos na proclamação do Evangelho, tomemos sobre nos a nossa cruz, que é por curto tempo. Eterna é a recompensa pela graça de Cristo. Amém.

                                                                                  São Leopoldo, 18/08/2008

                                                                                    Horst R. Kuchenbecker          

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Adoramos um Deus rico em misericórdia.

 27 de agosto de 2023

Salmo 138; Isaias 51.1-6; Romanos 11.33-12.8; Mateus 16.13-20

Texto: Romanos 11.33-12.8

Tema: Adoramos um Deus rico em misericórdia.

 

Como são grandes as riquezas de Deus! Como são profundos o seu conhecimento e a sua sabedoria! Quem pode explicar as suas decisões? Quem pode entender os seus planos? Como dizem as Escrituras Sagradas: “Quem pode conhecer a mente do Senhor? Quem é capaz de lhe dar conselhos? Quem já deu alguma coisa a Deus para receber dele algum pagamento?” Pois todas as coisas foram criadas por ele, e tudo existe por meio dele e para ele. Glória a Deus para sempre! Amém!

 

A carta aos Romanos, capítulo 1 até o capítulo 11, é um relato do evangelho!

Paulo adora a Deus por aquilo que Deus é.

Ele adora a Deus por causa da riqueza da sua misericórdia e por sua sabedoria.

Como são grandes as riquezas de Deus! Como são profundos o seu conhecimento e a sua sabedoria!

A riqueza de Deus – Rm 2.4; 9.23; 10.12

A sabedoria de Deus – Cristo, 1Co 1.18

Essa riqueza e sabedoria é insondável, Is 55.8; 40.13; Jó 35.7 - 41.11

Como são grandes as riquezas de Deus! Como são profundos o seu conhecimento e a sua sabedoria! Quem pode explicar as suas decisões? Quem pode entender os seus planos? Como dizem as Escrituras Sagradas: “Quem pode conhecer a mente do Senhor? Quem é capaz de lhe dar conselhos? Quem já deu alguma coisa a Deus para receber dele algum pagamento?” Pois todas as coisas foram criadas por ele, e tudo existe por meio dele e para ele. Glória a Deus para sempre! Amém!

Esse é o resumo do que sabemos sobre Deus! E nós só adoramos a quem conhecemos.

Você conhece a Deus? Já experimentou seu poder?

Esse Deus deseja nossa adoração! Rico em misericórdia que não pode ser compreendido.

Quem recebe o convite para glorificar a Deus?

Romanos 12.1: Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus.

Misericórdia: Essa é a palavra chave dos capítulos 9 a 11 de Romanos.

Deus em Jesus tem o coração compadecido pelo nosso sofrimento e nossa dor. Por causa do coração compadecido de Deus, somos convidados a adorar a Deus de corpo e mente.

Quem recebe o convite para glorificar a Deus?

Romanos 12.2: Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.

1) - São convidados a adorar a Deus aqueles que iniciaram a vida cristã na misericórdia de Deus;

2) - Aqueles que estão em processo de transformação;

Para ser adorado, Deus formou a sua igreja, um corpo vivo, cheio de membros e dons.

Como adoramos a Deus?

Todo dom é um presente de Deus e tem como objetivo o bem do próximo. O dom é algo peculiar que Deus te deu, para que você o sirva e o adore!

No Novo Testamento há 4 listas de dons: 1Co 12; Ef 4; Rm 12; 1Pe 4

Romanos 12.4-8.

Adorando a Deus!

Rm 12.1: nos oferecendo (culto)

Rm 12.2: Transformando-se (o que sabemos muda nossa vida e nosso agir). Essa mudança age no serviço.

Rm 12.4-8: serviço aos outros.

Rm 13: submetendo-se ao Estado (cristãos desanimaram da política).

Rm 14 e 15: Não destruir o fraco na fé.

Rm 16: Relacionamentos saudáveis

Essa adoração só é possível por causa da grande misericórdia divina

Adoramos a Deus por causa da sua misericórdia para conosco. Adoramos a Deus através dos dons que ele nos concede.

Observe:

-         Deus me transforma;

-         Me dá dons;

-         Me faz servi-lo com esses dons.

-         ... usemos os nossos diferentes dons de acordo com a graça que Deus nos deu. Se o dom que recebemos é o de anunciar a mensagem de Deus, façamos isso de acordo com a fé que temos. Se é o dom de servir, então devemos servir; se é o de ensinar, então ensinemos; se é o dom de animar os outros, então animemos. Se o dom é contribuir, que contribua generosamente. Quem tem autoridade, que use a sua autoridade com todo o cuidado. Quem ajuda os outros, que ajude com alegria.

-         7 dons – distribuídos na fala e no serviço

Adoração só é adoração quando é concreta. E para isso é usar o corpo e mudar a mente!

O culto começa internamente e se expressa externamente!

Como está a sua vida de adoração?

As verdades internas (tudo é de Deus) se revelam em atos externos (tudo é para Deus).

Testemunho

Ofertas

Envolvimento

Socorro

Adoramos um Deus rico em misericórdia. Hoje ele nos dispensa a sua misericórdia para que eu o adore!

Glória a Deus para sempre!

Amém

Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Deus não está distante!

 20 de agosto de 2023

Salmo 67; Isaías 56.1,6-8; Romanos 11.1-2ª,13-15,28-32; Mateus 15.21-28

Texto Base: Mateus 15.21-28

Tema: Deus não está distante!

 

Ao escrever esse sermão, no Brasil, era o quinto mês da Pandemia. Coisas que antes eram corriqueiras se tornaram distantes e sem perspectiva de retomada. Escolas Públicas, rapidamente migraram para o ensino a distância. Supermercados passaram a vender a distância via wathsap.

Você sabia que Jesus realizou durante o seu ministério duas curas a distância? Mateus 8.5-13; 15.21-18. O servo do centurião e a filha dessa mulher sírio fenícia.

Essas curas a distância não mostra apenas o poder de Deus, mas, a fé, a grande fé de duas pessoas que não eram judias.

Merece destaque o fato de Mateus, que escrevendo para judeus, relata esses dois episódios em que o próprio Jesus Cristo elogiou a fé dessas pessoas.

Antes da Pandemia, a sociedade já vivia certo distanciamento decorrente do individualismo, na pandemia o distanciamento se deu pelo medo.

Nesses cinco meses de pandemia, fui infectado pelo vírus SARS-COV. O pior dessa doença é o isolamento e o distanciamento de quem se ama. É um isolamento forçado. O doente e os sãos não querem, mas, a doença obriga.

A mulher sírio fenícia vivia certo isolamento por parte dos judeus. Por ser mulher, jamais receberia a atenção de um rabino judeu. Os discípulos estavam incomodados com sua gritaria e queriam que Jesus a atendesse logo. Ela jamais poderia ter se aproximado chamando Jesus de “Senhor, filho de Davi” (Mt 15.22).

Havia muitos empecilhos que isolavam os judeus dos gentios. E, como a fama de Jesus se espalhou, aquela mulher só tinha uma alternativa, ir ao encontro de Jesus para buscar socorro para sua filha. As barreiras e obstáculos humanos poderiam impedi-la de achar graça diante de Deus, mas, nada supera a fé, “a certeza de coisas que não se veem” (Hb 11.1).

A fé cegou seus olhos para as barreiras e os obstáculos e abriu seus olhos e sua boca persistente.

Jesus conhecia a fé dessa mulher. O suposto silêncio e as supostas palavras duras de Jesus foram justamente para leva-la a confissão, e ouso dizer, uma das mais belas confissões de fé registradas na Bíblia.

Uma mulher gentia que parecia distante de Deus e que não merecia da atenção e misericórdia de Deus, afinal, não observava a lei e não fazia parte do povo de Deus. No entanto, havia nela algo que a aproximava de Deus: fé em Jesus! Ela, justamente ela, se aproximou exclamando o que muitos judeus ignoravam: “Senhor, filho de Davi” (Mt 15.22). Em outras palavras, você é o prometido de Deus.

Nessa fé, a mulher suplicou, suplicou e confessou!

Enquanto os judeus tratavam os gentios como “cães” e os consideravam impuros, Jesus deu lhe a oportunidade de confessar com sua boca o que tinha em seu coração. Assim, ao citar o exemplo do “cachorrinho,” Jesus Cristo não está falando de um animal imundo, de rua, assim como os judeus, mas de um cachorrinho de estimação. A mulher ao compreender pela fé o recado de Jesus, disse: Senhor, filho de Davi, prometido de Deus. É verdade que como gentia eu não posso me assentar à mesa para comer o pão, mas, como um cachorrinho de estimação me alimento das migalhas que me satisfazem.

Quão grande é a sua fé!

Essa frase contrasta ao episódio ocorrido anteriormente, onde Jesus caminha sobre as águas e Pedro vacila e é repreendido por Jesus como sendo “homem de pequena fé” (Mt 14.31).

Muitas pessoas sentem-se isoladas e distantes de Deus por dizerem que tem uma fé pequena. Não importa o tamanho da fé se é que podemos dizer assim. Toda fé, mesmo que seja uma fagulha, me aproxima de Deus e me dá a salvação.

Deus tomou e toma a iniciativa para me aproximar dEle. Por isso, deixou-nos a Pregação e o Batismo. Pelo poder do Espírito Santo, Deus nos presenteia com a fé (Ef 2.8). Essa fé vai sendo alimentada, para que possamos enfrentar as armadilhas do nosso inimigo e sobressair-se diante das provações. Aqui a fé precisa estar firme. Afinal, se estivermos fracos na fé, qualquer alternativa que nos for dada, será uma âncora que nos conduzirá para mais fundo ainda.

Jesus alertou sobre o perigo que corremos. Ele nos convidou a confiar nEle acima de todas as coisas (Primeiro Mandamento). Muitas são as situações diárias que podem nos afastar da fé e nos fazer tomar o nome de Deus em vão (Segundo Mandamento).

Pelo batismo fui tornado filho e filha de Deus. O Espírito Santo me presenteou com a fé. Aproximou-me de Deus. No entanto, é preciso relembrar a rodovia de mão dupla que Jesus nos disse para seguir: “batizando-os e ensinando-os” (Mt 28.19-20).

Ambos, batismo e Pregação, ensino, nos dão a fé. Mas, o ensino, a pregação, nos faz permanecer na fé e firmar nossa fé. A pregação, o ensino, é alimento para a fé que enfrenta os mais variados ataques durante a semana. Deus disse: “Vocês têm seis dias para trabalhar, porém não trabalhem no sétimo dia, nem mesmo no tempo de arar ou de fazer a colheita” (Ex 34.21; Lv 23.3; Dt 5.13-14).

Nesses dias de isolamento deparei-me com algumas anotações de uma oração escrita por minha esposa. Ela registrou a data da oração (27/11/2016). Havíamos perdido o primeiro filho e, ela muito abalada ainda confiante, escreveu: uma carta para Jesus.

Peço meu Deus, esteja me ouvindo. O Senhor sabe o meu maior desejo. Realiza meu sonho e me dê o maior de todos os presentes. Deixe eu colocar mais um nome em minha família. Eu e meu esposo agradecemos. Mostre-me o sinal que tanto preciso. Obrigado Pai por tudo. Amém!

Veio outra gravidez e mais um aborto retido. Outra gravidez, outro aborto retido. E por fim, a Maria Clara.

Querido irmão e irmã em Jesus! Sabe aquele aparente silêncio de Deus? Quando Deus parece demorar atender e antes de atender, permite e até fala coisas que incomodam. Então! Tudo isso é para nos levar a suplica e a confissão. Jesus não está distante. Ele prometeu estar conosco todos os dias, até o fim dos tempos! (Mt 28.20). Amém!

ERT

Edson Ronaldo TREssmann

“tragam para mim”. Quando o pouco encontra as mãos de Cristo!

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