segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Sementes de Deus

Missão profética

Segundo dia com Jesus

Dia 10 de fevereiro de 2019
Quinto Domingo após Epifania
Salmo 138; Isaías 61.1-8; 1Coríntios 14.12–20; Lucas 5.1-11
Texto para prédica: Lucas 5.1-11
Tema: Segundo dia com Jesus

Hoje, mais uma vez queremos andar com Jesus. Seguir junto a ele em sua caminhada rumo a cruz. E hoje a nossa caminhada será na praia.
Quem aqui já caminhou na praia? É uma das melhores sensações.
Vamos nesse culto caminhar com Jesus na praia do lago da Galileia. Com certeza, não há companhia melhor para uma caminhada.
O problema da caminhada, era que, devido à enorme admiração pelas curas e expulsão de demônios em Cafarnaum, Jesus não conseguia andar, nem sequer apreciar a vista (v.1).
No entanto, mesmo cercado por uma multidão, Jesus viu dois barcos, onde os pescadores que haviam trabalhado a noite toda lavavam as redes para poderem voltar a pesca durante a noite (v.2).
Jesus solicitou que Simão Pedro afastasse um pouco o barco da margem para que de cima do barco, Jesus ensinasse a multidão (v.3). Deve ter sido um maravilhoso sermão. Jesus sempre encantava as pessoas com suas parábolas, meio pelo qual ensinava.
O interessante, é que mesmo sem saber quais palavras Jesus proferiu naquele dia para àquela multidão, após terminar de ensinar por palavras faladas, Jesus solicita que Pedro e seus companheiros vão para um lugar mais profundo e joguem as redes para pescar (v.4).
Bem, Simão, teimoso quer dialogar com Jesus. Ele diz como um experiente pescador que sabe que naquele horário não pegaria peixe, pois, haviam retornado a pescaria e as redes estavam sendo lavadas. Não era hora para pesca. Mas, confiante na palavra de Jesus fez o que ele havia dito (v. 5). Para surpresa de Pedro, eles pescaram tanto peixe que as redes estavam por estourar (v. 6). Foi preciso outro barco e homens para ajudar a tirar os peixes da água. Os dois barcos ficaram cheios de peixes a ponto de afundar (v.7).
Quem gosta de pesca, com certeza queria vivenciar uma experiência dessa! Pegar tanto peixe a ponto do barco quase afundar.
Esse milagre foi vivenciado por Pedro, Tiago e João. Todos ficaram impactados (v.10). No entanto, o impacto parece ter sido maior em Pedro. Pescador experiente, sabia que pegar tantos peixes naquele horário inimaginável, só poderia ser obra de Deus, tanto que Pedro: “...ajoelhou-se diante de Jesus e disse: - Senhor, afaste-se de mim, pois eu sou um pecador!” (v.8). E Jesus lhe respondeu: “Não tenha medo! De agora em diante você vai pescar gente” (v.10).
Pedro, Tiago e João, arrastaram os barcos para a praia, deixaram tudo e seguiram Jesus (v.11).
A experiência de Pedro nos anos de pesca levou-o a duvidar, ou pelo menos questionar Jesus, dizendo-lhe, em minha experiência, eu não iria, mas só irei porque você está falando. Sei que não pegarei peixe, mas, quem irá passar vergonha é você (v.5).
No entanto, quando acontece, o que não era possível acontecer, Pedro reconhece que está diante de Deus. Sim o seu criador e aquele que seria seu juiz por ocasião do juízo final.
Diante de Deus, a reação de Pedro só poderia ser a que foi, ou seja, temor (v. 8). Tanto que Jesus lhe diz: “Não tenha medo” (v. 10).
Diante do temor de Pedro, tudo o que ele esperava, como bom judeu, era que Jesus lhe repreendesse pelos seus muitos pecados, no entanto, não foi isso que Jesus fez.
Por que Pedro estava tão aterrorizado?
Diante de Deus, a única coisa que Pedro se lembrava era dos seus pecados, afinal, estava diante dele o criador, e também o juiz. Por isso, seu pedido: “...Senhor, afaste-se de mim, pois eu sou um pecador” (v.8).
Que palavras terríveis: afaste-se de mim. Por que Pedro fez esse pedido?
Pedro, um judeu, cresceu aprendendo que ninguém subsiste diante de Deus justamente por causa dos seus pecados. E agora, diante de Deus, esperava somente a morte.
Pedro esperava do Senhor apenas a morte. Ele sabe que está diante de Deus. Seus pecados o atemorizavam e tinha Deus como aquele que apenas pune. E o diabo, ardiloso como é aproveitou-se desse momento e fez Pedro desesperar-se. Ao que Jesus lhe disse: “Não tenha medo!...” (v.10).
A expressão “não tenha medo”, “não temais” é muito forte e impactante. Há pessoas que afirmam que há para cada dia do ano um não temas. No entanto, não importa se essa fosse a única vez que a mesma aparecesse na Bíblia, o importante é que as mesmas foram ditas por Jesus.
Não temas é uma expressão que aparece na Bíblia de Jerusalém 47 vezes; na Revista e Corrigida, 84 vezes e na Revista e Atualizada, 92 vezes.
Ao dizer não tenha medo, Jesus estava se apresentando a Pedro assim como Deus é, ou seja, um Deus misericordioso. Tanto que o envia para pescar gente.
Será que precisamos pedir: “...Senhor, afaste-se de mim, pois eu sou um pecador” (v.8).
Pecador eu sou! E por ser pecador, preciso pedir, ó Senhor, fica comigo, pois eu sou um grande pecador.
O autor a carta aos Hebreus escreveu: “Portanto, há duas coisas que não podem ser mudadas, e a respeito delas Deus não pode mentir. E assim nós, que encontramos segurança nele, nos sentimos muito encorajados a nos manter firmes na esperança que nos foi dada. Essa esperança mantém segura e firme a nossa vida, assim como a âncora mantém seguro o barco. ...” (Hb 6.18-19).
O barco de Pedro, agora estava ancorado num Deus cheio de misericórdia. E por isso, largou tudo para seguir a Jesus. Junto com ele, seguiram Jesus, Tiago e João.
Uma caminhada na praia cm Jesus é capaz de nos ensinar uma tão bela lição. Continuemos na caminhada, e enquanto caminhamos, vamos pescando gente, pois, há tantos por ai que estão afastados do Senhor e querendo que o Senhor se afaste delas devido aos seus pecados. Pecados esses, perdoados em Jesus. Amém!
Edson Ronaldo Tressmann

domingo, 27 de janeiro de 2019

Um dia com Jesus!


Dia 03 de fevereiro de 2019
Quarto Domingo após Epifania
Salmo 72.1-6; Jeremias 1.4-10; 1Corintios 12.31 – 13.13; Lucas 4.31-44
Texto para prédica: Lucas 4.31 – 44
Tema: Um dia com Jesus!

Você já acompanhou ou participou de uma daqueles promoções em ver, abraçar e jantar com seu artista, ou atleta favorito?
Pois bem, hoje, teremos uma dessas oportunidades. Iremos acompanhar Jesus três dias. Hoje, será o primeiro desses dias.
Diz o texto (Lucas 4.31-44) que Jesus estava em Cafarnaum. Após pregar em Nazaré, as pessoas enfurecidas tentaram jogar Jesus do alto do monte precipício, que faz parte da cadeia montanhosa do Monte Tabor. Diz uma lenda local que abriu-se uma caverna para esconder Jesus da multidão furiosa. Outra lenda diz que Jesus saltou e caiu a 9 km de distância, por isso, para os árabes esse é o monte do salto. O fato é que após ser expulso de Nazaré, Jesus se dirige a Cafarnaum, região da Galiléia.
Cafarnaum teve pouca importância na história de Israel. O nome semita significa povoação de Nahum. Explicitamente essa cidade não é mencionada nas páginas do A.T. No entanto, o evangelista Mateus apresenta Cafarnaum unida ao cumprimento de uma promessa messiânica (Mt 4.15-16 – Is 9.1-2). Essa pequena cidade foi o centro do ministério de Jesus.
Cafarnaum era uma rota comercial entre Damasco e o Egito. Era a fronteira entre duas cidades governadas pelos filhos de Herodes, Antipas e Filipe. Isso mostra que era um lugar instável.
Cafarnaum era o lugar mais desprezado da terra judaica. E Jesus, que havia acabado de ser rejeitado em Nazaré, foi para Cafarnaum, na região da Galileia (v.31).
O que chama atenção é que Lucas diz que Jesus ensinava nos sábados (v.32). Talvez alguém possa concluir rapidamente que é no sábado que se deve reunir em torno da Palavra de Deus. No entanto, essa indicação, mostra que em Cafarnaum haviam judeus, e como tal, observavam o sábado.
Sabemos que em Cafarnaum havia uma sinagoga e que Jesus estava ali ensinando (v.33). Qual era a importância da sinagoga?
Na sinagoga as crianças decoravam e aprendiam sobre os livros da lei, em especial Deuteronômio. As sinagogas são as grandes responsáveis pela preservação das Escrituras.
Quando as Escrituras apresentam Jesus na Sinagoga, isso mostra sua conexão com os patriarcas, os juízes, Davi e os profetas. Jesus é o cumprimento da promessa.
Em Cafarnaum havia judeus, sinagoga, e havia pessoas aptas ao ensino. No entanto, todos se maravilharam da maneira de Jesus ensinar, isso, porque a sua palavra era com autoridade. O que é essa autoridade?
Lucas tem preferência em destacar a autoridade e o poder de Jesus. O objetivo de Lucas é mostrar Jesus como profeta de Deus. Por ter sido enviado por Deus, as pessoas o reconheciam com essa autoridade. Lucas busca enumerar os episódios para destacar o lado profeta de Jesus.
Na sinagoga havia um homem possesso (v. 33). A questão é: ele entrou possesso ou, foi uma possessão naquele local? Uma pergunta sem resposta. Mas, precisamos destacar que a Bíblia relata muitos desses surtos esporádicos. Astutamente, o diabo, querendo desvirtuar a obra de Jesus, colocando um aspecto negativo sobre a messianidade de Cristo. Seu objetivo era tirar o foco da proclamação.
Jesus não queria ser recebido e nem reconhecido por causa dos sinais e milagres, mas como o profeta enviado por Deus.
No verso 34, o diabo faz uma afirmação: “O que você quer de nós? Veio para nos destruir?
O que isso significa? O diabo sabia que a obra de Jesus o venceria e que o preço acertado pelo ser humano, seria pago. Por isso, seu objetivo era distorcer e negativar a obra de Jesus.
O diabo sabe o que representa a obra de Jesus. A obra de Jesus é o divisor d’águas. Sua obra marca a destruição do diabo, do inferno e da morte. Esses não tem poder eterno sobre a vida dos que creem e estão em Cristo.
O diabo pergunta o que ele já sabe: “Jesus é o destruidor das obras das trevas”.
Jesus, e posteriormente os apóstolos não aceitavam o testemunho do diabo (At 16.17). Acredito que aqui é possível destacar as palavras de Jesus: “Não é toda pessoa que me chama de “Senhor, Senhor” que entrará no Reino do céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu” (Mt 7.21). Só onde o Espírito Santo predomina, o ser humano submete sua força livremente e voluntariamente ao serviço e obra de Deus.
Pela reação dos ouvintes (v.36), pode-se concluir que nunca houve nenhum milagre idêntico em Cafarnaum.
Eles já haviam ficado admirados com a pregação (v.32) e agora ainda mais com a expulsão do demônio (v.36).
Já conversamos a poucos meses sobre a cura da sogra de Pedro, então me dirijo ao final do texto nesse momento.
Versos 42 – 44.
Quem já morou sabe que não é fácil conviver na casa da sogra, por isso a expressão: quem casa quer casa.
Muitas pessoas se aglomeraram em frente da casa da sogra de Pedro. A sogra deve ter chamado Pedro de lado e ter falado, olha, saia daqui, não quero ter que limpar constantemente a sujeira. Acabo de limpar, chega mais uma pessoa.
Bem, Jesus já havia saído da casa. Mas, as pessoas o procuravam. E conforme o evangelista João Marcos, Pedro foi pressionado a busca-lo (Mc 1.36).
Quando encontraram Jesus, as pessoas não queriam que ele fosse embora de Cafarnaum. Aqui acontece o contrário do que aconteceu em Nazaré. Os de Nazaré quiseram jogar Jesus de um penhasco, aqui, os moradores de Cafarnaum insistem para que Jesus fique e não vá embora.
Mas Jesus, sabedor de sua missão, diz que seu objetivo é proclamar a boa notícia do Reino de Deus. Um reino diferente daquele do Império Romano. O reino de Deus, era de amor e misericórdia.
Jesus é o profeta de Deus.
Enviado para uma região marginalizada, sem esperança, sem perspectiva e cheia de inquietações.
Um dia com Jesus, e é possível observar sua missão profética. Ocupado com a proclamação e mesmo quando as pessoas insistem que o mesmo fique por ali, ele responde a todos que é importante e necessário e que ele precisa anunciar, proclamar essa boa notícia do Reino de Deus a outras pessoas e em outros lugares.
Um dia com Jesus e aprendemos sobre a nossa missão profética. Uma missão de proclamação. Proclamação da boa notícia do Reino de Deus.
Como igreja – corpo de Cristo, temos uma nobre tarefa, proclamar a boa notícia do Reino de Deus.
O próprio Lucas ao escrever o livro de Atos dos Apóstolos, testifica que “Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos” (At 10. 36).
Somente o evangelho do Reino de Deus dá esperança a um povo oprimido. Somente o evangelho do Reino de Deus dá perspectiva, e eterna, a um povo que vive sem expectativa nesse mundo corrompido pelo pecado.
Então igreja – mesmo que insistam que fiquemos paralisados, afinal, o que estamos fazendo está bom, respondamos não, minha tarefa é fazer mais e mais, pois ainda há muitos outros que precisam ouvir a boa notícia do Reino de Deus. Amém!

Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

A alegria do Senhor é a vossa força (Ne 8.10)

27 de Janeiro 2019
Terceiro Domingo após Epifania
Salmo 19.7-14; Neemias 8.1-10; 1Corintios 12.12-31; Lucas 4.16-30
Texto para prédica: Neemias 8.10
Tema: A alegria do Senhor é a vossa força (Ne 8.10)

Dizem que um dos maiores problemas no cristianismo atual é o “analfabetismo bíblico”.
O “analfabetismo bíblico” se deve ao desconhecimento das Escrituras e não incapacidade intelectual.
Mesmo que haja próximo de 40 versões bíblicas na língua portuguesa, há muito desconhecimento bíblico. Muitos cristãos desconhecem coisas simples da Bíblia: Onde Jesus nasceu? Qual é o primeiro evangelho no Novo Testamento? Qual o primeiro evangelho escrito? Qual é o último livro da Bíblia? Cite pelo menos três cartas do apostolo Paulo?
Apesar do “analfabetismo bíblico”, há também outra situação inquietante: muitas pessoas, inclusive cristãs, não entendem o lugar e a importância da Bíblia na sua vida diária. Há os que usam a Bíblia como um mero amuleto, e pior é que, além da Bíblia, agora acrescentaram uma “cabeça” de alho e um punhado de sal grosso.
O conhecimento bíblico faz diferença na vida de uma pessoa?
Com a história de Neemias é possível observar que uma renovação espiritual pode ser uma experiência vivida e experimentada também em nossa geração.
O muro da cidade estava construído, e a consolidação de Jerusalém estava por ser concluída. Nesse momento, Deus interrompe a obra. Não poderiam continuar como estavam. Além dos traidores que haviam entre eles e as intrigas, era necessário um fundamento sólido. Daniel Webster enfatizou que “não existe base sólida para a civilização exceto na Palavra de Deus
E para que haja fundamentação sólida, o povo pede a Esdras que leia a Lei. O povo está com fome da Palavra de Deus (v.1).
Esdras aguça a esperança do povo lembrando a eles a fidelidade do seu Deus que guarda as alianças.
Além de homens, havia também “mulheres e crianças com idade para entender” (v.2).
Entre as outras religiões da época, assim como hoje, mulheres e crianças não tinham significado. No judaísmo e cristianismo, mulheres e crianças são tratados com dignidade e respeito.
Enquanto que Esdras lê (Deuteronômio ou os 5 primeiros livros da Bíblia) claramente, os levitas explicam o texto ao povo (Ne 8.7).
É possível perceber que as palavras da lei foram entendidas, pois o povo reagiu emocionalmente (Ne 8.9) e socialmente (Ne 8.10).
A Palavra de Deus renovou a mente do povo (Ne 8.1-8). Eles reconheceram seu pecado (Sl 119.130; Rm 3.20). Essa renovação é apresentada na reação emocional e social (Ne 8.9-12).
As festas do povo de Deus (v.1 – sétimo mês (março/abril, páscoa), era momento de regozijo (Dt 16.11,14; 26.12; 1Sm 9.13; 2Sm 6.19).
O povo foi exortado a ir para casa e comer carne gorda (Lv 2.1-3; 6.21), tomar bebida doce e enviar porções aos que não têm nada (Dt 14.29; 16.10; 26.12); pois o dia era consagrado ao Senhor, portanto não fiquem tristes, porque a alegria do Senhor é a vossa força.
Muitas vezes, devido a correria, a falta de tempo para estudo da e na Palavra de Deus, caímos num desconhecimento bíblico e assim deixamos de crescer espiritualmente.
Nossa alegria e força só são encontrados em Deus.
O povo só poderia ter alegria e dessa alegria tirar forças, porque Deus, tornou-se o centro da vida deles.
Uma cidade destruída foi reconstruída, mas, antes da sua conclusão, o povo precisa reconhecer que toda a obra provinha das mãos de Deus.
Tendo voltado ao Senhor, na alegria do Senhor o povo recebeu novas forças e assim, puderam olhar para o futuro e se sentir seguros.
O que temos em nosso texto é um povo unido e reunido num único desejo: ouvir, entender e aprender mais sobre a Palavra de Deus.
Era um povo que estava enfrentando desunião e intrigas. Era necessário um objetivo comum. Para esse objetivo “todos se reuniram em Jerusalém...” (Ne 8.1).
O povo foi reunido para ouvir a Palavra de Deus (vv. 1-2)
Todos: homens, mulheres e crianças se reuniram para ouvir a Palavra de Deus (vv.2-3).
É interessante notar que ao estar reunido para ouvir a Palavra de Deus, encontraram um homem comprometido com a Palavra de Deus (vv.2,4-5). (Es 7.10). A pregação é primordial nesse mundo de analfabetismo bíblico. Houve impacto mediante a leitura da Bíblia.
É preciso estar sedento pela Palavra de Deus (vv.1,3), mesmo que tudo esteja bem.
Esse povo se reúne como um só homem (v.1), com ouvidos atentos (v.3), reverentes (v.6), chorando (v.9), alegrando (v.12), prontos a obedecer (v.17).
Esse texto mostra algo primordial para toda igreja, e principalmente ao pregador: ler o texto (vv.2,3,5). O sermão é feito de três partes: ler, explicar e aplicar o texto. A igreja cristã séria na exposição é aquela que prioriza o entendimento. Pregar é explicar o texto. Pela pregação, Deus governa sua igreja. Lutero dizia que existe três Palavras. A Palavra de Deus escrita, encarnada e pregada.
Me perguntam como consigo pregar sermões que escrevo com antecedência. Estou agora trabalhando nos sermões de junho de 2020. A resposta é simples: sermão é a exposição do texto. E ele é o mesmo hoje, amanhã e depois de amanhã.
Neemias aplicou a leitura e explicação do texto (vv.9-12).
Todo sermão é uma ponte entre dois mundos (John Stott). Sem interpretação correta, sermão equivocado.
A correta exposição do texto produziu efeitos. Atingiu o intelecto (v.8), a emoção (v.9 -12), a vontade (v. 11-12).
Restaurar a igreja, sendo que seu problema é “analfabetismo bíblico” só acontecerá pela volta as Escrituras, afinal, “...a alegria do Senhor será a vossa força”.

Edson Ronaldo Tressmann

Bibliografia
BARBER, Cyril J. Neemias e a dinâmica da liderança eficaz. Editora Vida, São Paulo, 1982. Pp. 107 - 113

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Uma confissão do Espírito: Cristo é Senhor


Segundo Domingo após Epifania
Dia 20 de janeiro de 2019
Salmos 128; Isaías 62.1-5; 1Coríntios 12.1-11; João 2.1-11
Texto para pregação: 1Co 12.1-11
Tema: Uma confissão do Espírito: Jesus é Senhor.

Nas comunidades há muitas perguntas. E assim como em 1Co 7.1 e 8.1, o apostolo Paulo em 1Co 12 está lidando com uma interrogação.
No entanto, diferente dos dias de hoje, Paulo não economiza palavras, tempo e folhas para sua resposta, pelo contrário, escreve três capítulos, o 12 a 14, para pontuar uma resposta.
A resposta demorada se deve ao fato de Paulo considerar esse ponto crucial. Uma pergunta que na realidade havia se tornado assunto corrente na comunidade e estava causando discórdias e divisões, ciúmes e contendas.
Ao escrever “a respeito dos dons que o Espírito Santo dá” (v.1), o apostolo Paulo desejava ressaltar a abrangência a respeito da atuação do Espírito Santo.
Enquanto que a comunidade e as pessoas se questionavam sobre qual era o maior dom, Paulo lhes responde sobre a atuação magnifica do Espírito Santo, que atua para que todos conheçam Jesus e não para que pessoas sejam exaltadas pelo seu dom. Não um dom melhor que o outro, o que há são dons que se complementam e objetivam levar outros à Cristo.
O apostolo Paulo esclarece que a abrangência da atuação do Espírito Santo não era apenas na operação de grandes dons, pelos quais muitos coríntios estavam s julgando melhores que outros. O apostolo ressalta que o Espírito Santo conduzia as pessoas ao testemunho, “Jesus é o Senhor” (v.3).
O que há de extraordinário nisso?
Esse testemunho na época era a maior exclamação que alguém poderia fazer. Afinal, um carpinteiro judeu, indefeso na cruz, insultado pelas pessoas, e abandonado por Deus, ser o Senhor, era até inaceitável por muitos. Esse Jesus ser o Senhor do universo, o juiz das pessoas. Só poderia ser brincadeira. E dessa maneira, Paulo declara que esse Jesus é o Senhor. E o mesmo só pode ser declarado com convicção pelo poder do Espírito Santo.
Muitas vezes julgamos como sendo algo simples o fato de exclamar “Jesus é o Senhor”, e nos esquecemos de tal confissão é o poder do Espírito Santo se mostrando por nossa boca que gosta de praguejar e murmurar.
Essa simples confissão “Jesus é o Senhor” provinda do poder do Espírito Santo, conduziu muitos homens a dedicarem suas vidas na defesa da mesma.
As pessoas estão buscando uma igreja cheia do Espírito Santo. E quando a buscam, a julgam encontrar num local onde supostamente há os mais variados milagres. As mais variadas línguas. Louvor fervoroso. Oração poderosa. E muitas vezes, se esquecem de que fazem parte de uma igreja cheia do Espirito Santo, pois, em suas fileiras há crianças que exclamam: “Jesus é o Senhor”.
Lembre-se: toda igreja, todo cristão, que vive nessa confissão: “Jesus é o Senhor”, é uma igreja e um cristão, cheio do Espírito Santo. Se não há línguas estranhas, se não há cura, não importa, o importante é que por essa confissão: “Jesus é o Senhor”, sabe-se que ali tem e há Espírito Santo (1Co 3.16).
Os dons não são dados pelo Espírito Santo para promoção pessoal. Ele o dá com um único objetivo: que “Jesus é o Senhor” seja conhecido, confessado e proclamado.
A igreja só é cristã por causa do Espírito Santo. Você e eu só somos cristãos por causa do Espírito Santo. Sem a atuação do Espírito Santo, não haveria a confissão que mantêm a igreja de pé: “Jesus é o Senhor”.
A igreja cheia do Espírito Santo confessa “Jesus é o Senhor”, ao mesmo tempo está cheia de vida e atividades do Espírito Santo através dos mais variados dons para que continue sendo edificada: versos 4.11.
O Espírito Santo conceda donspara que haja serviço (v.5) e para que todos tenham a prova da presença do Espírito Santo (v.7).
Os dons, sendo os mais variados, deveriam nos alegrar e nos levar ao louvor. No entanto, assim como era em Corinto, acontece conosco. Diante das variedades de dons, acabamos ficando cheios de inveja, ciúme e buscando defender esse ou aquele dom como maior e melhor. Paulo termina sua resposta “a respeito dos dons que o Espírito Santo dá” no capítulo 14, mostrando que enquanto valorizavam o dom de língua e desvalorizavam todos os outros dons, o amor deixava de ser o óculos pelo qual se via e vê o dom do outro como sendo a manifestação do poder do Espírito Santo entre nós (1Co 13).
Tudo o que somos como igreja, a maneira como servimos na igreja, tudo, é manifestação do poder do Espírito Santo. O que não pode é haver soberba da parte dos cristãos, de maneira especial aqueles que se destacam em algum serviço. Essa soberba foi condenada pelo salmista (Sl 19). A soberba nos leva a roubar a glória que se deve somente a Deus.
O que há de mais precioso na igreja cristã é justamente o fato de podermos pelo poder do Espírito Santo caminhar na diversidade.
Não adianta ter todos os dons, assim como temos, se o usamos mal. Corinto estava usando mal seus dons. Exaltando alguns e desprezando outros.
Pelos diferentes dons, o Espirito Santo age para que outras pessoas pelo poder do Espírito Santo confessem “Jesus é o Senhor”.
A diversidade de dons mostra que não somos únicos no Reino de Deus. A diversidade de dons são manifestações coordenadas para um fim proveitoso no Reino de Deus. Os dons são distribuídos pelo poder do Espírito Santo com o objetivo de que todos carreguem ou tragam junto, que se ajudem ou sejam produtivos (v.7).
O Espírito Santo age para que a comunidade sirva em conjunto, afinal os dons, não nos tornam únicos, eles nos fazem coparticipantes. Na igreja não há lugar para o individualismo. Não há lugar para o egocentrismo.
Todos os dons são importantes e a importância dos mesmos não está no se status, mas, na sua procedência, ou seja, todo e qualquer dom provém do Espírito Santo e são uma manifestação do Espírito Santo.
Sabe aquele seu dom ______________, é uma manifestação do Espírito Santo. E a missão do Espírito Santo é exaltar a Cristo. E essa exaltação de Jesus se dá pelos variados dons que há entre nós. E todos os dons visam a prontidão para servir (v.5). Os dons transbordam para o bem da comunidade (v.6). Os dons realiza coisas não para si, mas em favor de outro alguém. Afinal, tudo o que Deus deseja, é que todos façam a confissão do Espírito: Jesus é Senhor. Amém!
Edson Ronaldo Tressmann

A Igreja existe para pregar, batizar e ensinar (Mt 28.16-20)

  31 de maio de 2026 Domingo da Santíssima Trindade Salmo 8; Gênesis 1.1-2.4a; Atos 2.14a, 22-36; Mateus 28.16-20 Texto: Mateus 28.16...