segunda-feira, 30 de março de 2026

Jesus, tu és o meu Rei!

 03 de abril

Sexta-feira Santa

Salmo 22; Isaías 52.13-53.12; Hebreus 4.14-16; 5.7-9; João 19.17-30

Texto: Mt 27.37

Tema: Jesus, tu és o meu Rei!

 

Há momentos na história em que o homem pensa estar no controle… mas, na verdade, está apenas cumprindo algo muito maior do que consegue compreender.

Naquela sexta-feira, parecia que Roma governava, que os líderes religiosos haviam vencido e que um homem estava sendo silenciado para sempre. Parecia o fim. Mas, no alto de uma cruz, entre o céu e a terra, Deus estava escrevendo a declaração mais ousada da eternidade, não com tinta, mas com sangue.

Uma placa foi pregada. Três línguas foram usadas. Nenhuma delas conseguiu conter o peso daquela verdade. O que começou como zombaria… tornou-se revelação. O que foi escrito para humilhar… tornou-se a proclamação do verdadeiro Rei.

Sugestão Visual: Uma coroa de espinhos e uma placa de madeira envelhecida no centro do altar com a inscrição: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”.

Naquela sexta-feira, o que foi projetado para ser uma peça de ironia tornou-se a maior declaração teológica da história. Pilatos escreveu aquelas palavras para provocar os judeus; os soldados as leram para ridicularizar um homem desfigurado.

Contudo, no plano eterno, Deus estava usando a caneta de um pagão para assinar uma verdade absoluta: aquele homem pendurado entre o céu e a terra, vertendo sangue e água, é de fato e por direito o Rei do Universo.

Como profetizou Isaías, Jesus não tinha beleza nem majestade que nos agradasse (Is 53.3-7). Paulo nos lembra que a glória de Jesus não foi manifestada em um palácio, mas no “esvaziamento” da cruz (Fp 2.5-11). Por isso, João registra a defesa de Jesus perante Pilatos: “O meu reino não é deste mundo” (Jo 18.36).

Acima da cabeça de Cristo, a placa brilhava em três línguas (Hebraico, Latim e Grego), alcançando todo o mundo civilizado da época. O mundo via um criminoso; Deus via o Cordeiro.

Os líderes religiosos tentaram editar a verdade, pedindo a Pilatos: “Não escrevas 'O Rei', mas que ele 'disse ser' o Rei”. A resposta de Pilatos foi profética: “O que escrevi, escrevi”. Deus não permitiu que aquela placa fosse alterada porque a realeza de Jesus não é uma opinião, uma alegação ou um “post” sujeito a curtidas; é um fato cósmico.

Diferente dos reis da terra, que exigem o sangue de seus súditos para proteger suas coroas, este Rei derrama o seu próprio sangue para proteger seus súditos.

Jesus não convocou legiões de anjos. Por quê? Porque seu Reino é feito de pessoas resgatadas, e o resgate exigia o prego. Cada golpe de martelo era um selo de perdão.

No Reino de Deus, a lógica é invertida. A vida nasce da morte, a exaltação nasce da humilhação. Ele venceu o pecado e a morte justamente quando parecia ter sido tragado por eles. Aquela placa era o “Título de Propriedade” de Cristo sobre a humanidade que Ele comprava naquele instante.

A cruz é o trono onde Jesus assina o nosso decreto de anistia. Ele é o Rei que:

- Recebe a condenação em nosso lugar.

- Escolhe salvar o ladrão ao Seu lado enquanto Ele mesmo se entrega à morte.

- Troca o brilho do ouro pelo vermelho do sangue para que tivéssemos livre acesso ao Pai.

Hoje, Sexta-Feira Santa, a pergunta não é se Jesus é Rei, a história e a eternidade já selaram isso. A pergunta crucial é: Jesus é o Rei da sua vida?

Não olhe para a cruz apenas como uma tragédia histórica. Olhe para ela como o campo de batalha onde o seu Rei venceu a sua maior guerra. Ajoelhe-se diante daquele que não usou o seu poder para descer da cruz, mas usou o seu amor para permanecer nela até o fim.

Diga hoje com convicção: “Jesus, Tu és o meu Rei”. Se Jesus é o seu Rei, Jesus tem a palavra final sobre o seu medo, sobre a sua culpa e sobre o seu futuro. Na Sexta-Feira Santa, o Rei morre para que os súditos vivam. Que a placa pregada no madeiro seja, hoje, gravada com fogo em nossa alma.

O mais impressionante não é que aquela placa tenha sido escrita. O mais impressionante é que ela continua sendo verdadeira… quer o mundo aceite ou não.

Impérios caíram. Reis foram esquecidos. Coroas se tornaram pó. Mas aquele homem crucificado continua reinando.

E aqui está o ponto que não pode ser ignorado: você não pode olhar para a cruz e permanecer neutro. Porque se Ele é Rei, e Ele é, então isso muda tudo. Muda a forma como você vive. Muda a forma como você enfrenta a dor. Muda a forma como você lida com o pecado, com a culpa e com o futuro.

A cruz não permite espectadores. Ela exige rendição. Naquela sexta-feira, muitos passaram diante da cruz e seguiram suas vidas como se nada tivesse acontecido.

Hoje, dois mil anos depois, ainda há quem faça o mesmo. Mas alguns… param. Olham. Reconhecem. E se rendem. Porque entendem algo que os outros não perceberam: aquele não era apenas um homem morrendo… era um Rei reinando.

E a pergunta que ecoa até hoje não é se a placa estava certa. A pergunta é: você já se curvou diante dela na certeza de que Jesus é teu Rei? Porque no final, não será sobre o que estava escrito no madeiro… mas sobre o que está escrito, ou não, no seu coração. Amém.

 

Edson Ronaldo Tressmann

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