segunda-feira, 22 de março de 2021

Superando sentimentos de divisão e rivalidade!

28 de março 2021

Domingo de Ramos

Salmo 118.19-29; Zacarias 9.9-12; Filipenses 2.5-11; Marcos 15.1-47

Texto: Superado sentimentos de divisão e rivalidade!

Tema: Fp 2.8

 

Está escrito: “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8).

Jesus é igual a Deus. Jesus é Deus. Essa qualidade é sua. Jesus é um com o Pai desde a eternidade. Porém, esvaziou-se a si mesmo, tomando forma de servo; fazendo-se semelhante a homens.

Jesus - sendo Deus, tendo a forma de Deus - esvaziou-se a si mesmo. Como Deus, tem tudo para si. Mas, por causa do seu amor por nós, se esvaziou a si mesmo. Jesus, esvaziou-se a si mesmo de toda glória, honra e majestade que o envolvia como Deus.

Ele negou-se a si mesmo.

Deus precisa negar-se a si mesmo? Pode Deus negar-se a si mesmo? Por um lado não. Ouça o que Paulo escreveu: “Se formos infiéis, Ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” (2Tm 2.13). Assim, por um lado, Deus não pode negar-se a si mesmo. Mas, por outro lado sim. Por causa do seu amor por nós, Jesus dispôs-se a colocar isto de lado e abrir mão dos direitos que corretamente são seus como Deus. Ele estava disposto a deixar todas estas coisas, e isto significa negar-se a si mesmo.

Ele tomou a forma de servo.

Deus tem todos os direitos. Jesus, por amor a nós desistiu de todo o direito que lhe pertencia e tomou a forma de servo. Muitas vezes, em nossa humildade, ao perder algum direito, rapidamente nos levantamos em defesa deles. Jesus, abriu mão dos seus direitos por amor a nós.

A palavra servo, refere-se a um escravo. Um escravo era uma pessoa que não tinha absolutamente nenhum direito, nem sequer à vida. O Filho de Deus, que tem todo o direito, abriu mão do seu direito como Deus e se tomou um servo verdadeiro, sem quaisquer direitos, nem mesmo à própria vida, pois ele a entregou por nós. Que esvaziar-se!!

Esvaziar-se para que o outro fique cheio.

Epafrodito, junto aos donativos que trouxe para Paulo na prisão, trouxe também algumas inquietações e problemas que àqueles cristãos estavam enfrentando. Por mais amorosos que estivessem sendo, a congregação entre os filipenses, corria o perigo da divisão interna.

Essa desunião poderia dar-se devido a fatores externos (Fp 3.1-3, falsos mestres) e, por fatores internos (Fp 4.1-3, membros que não se entendiam).

Assim, o apostolo escreve essa carta da alegria para estimular, a fim de que todos se mantivessem unidos e eliminassem a divisão e rivalidade.

Como superar sentimentos de divisão e rivalidade? Esvaziando-se.

Jesus é Deus e esvaziou-se para nos encher. E nós, nos colocamos no pedestal para sermos aplaudidos e vangloriados.

Se colocar acima do outro gera tristeza, desunião, desavença, rancor e ódio. Esses problemas precisam ser evitados. E não pode ser através de regras ou imposições, mas, tão somente dando ouvidos e atenção a palavra de Deus a qual anuncia “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Fp 2.3). Jesus, não tomou partido para si mesmo. Ele esvaziou-se a ponto de entregar sua própria vida (Fp 2.8).

Como superar sentimentos de divisão e rivalidade? Mantendo a humildade.

Andrew Murray escreveu certa vez que a pessoa humilde não é aquela que faz pouco caso de si mesma, mas simplesmente pensa na outra pessoa primeiro.

Outros é a palavra-chave desse capítulo 2 da carta de Paulo aos Filipenses (Fp 2.3-4). Os olhos dos cristãos não estão voltados para o seu próprio umbigo, mas para as necessidades dos outros. Foi a nossa necessidade que levou Cristo a esvaziar-se.

Como superar sentimentos de divisão e rivalidade? Sendo submisso.

Jesus esvaziou-se e isso o fez ser submisso. O apostolo, querendo estimular aquela congregação a vencer o espírito separatista, escreveu sobre quatro exemplos de submissão. Jesus Cristo (Fp 2.1-11); ele próprio, Paulo (Fp 2.12-18); Timóteo (Fp 2.19-24) e Epafrodito (Fp 2.25-30).

Ser submisso a alguém é servir com amor (2Co 4.5).

Em Jesus, fundamento da vida cristã, o apostolo Paulo escreve a carta da alegria para que os cristãos vençam o desejo de separação e exclusividade que apenas gera conflito. A partir de Cristo, aconselha os cristãos a vencerem os sentimentos separatistas pensando uns nos outros (Fp 2.5-6); servindo aos outros (Fp 2.7); se esvaziando em prol do outro (Fp 2.8); e glorificando a Deus (Fp 2.9-11).

Está escrito: “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8). Amém!

ERT

Edson Ronaldo TREssmann

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