28 de agosto de 2016
15º Domingo após Pentecostes
Sl 131; Pv 25.2-10; Hb 13.1-17; Lc 14.1-14
Tema: Cada tipo de gente!
Ao
caminhar pelas ruas, quer seja grande ou pequena cidade, observamos os vários
estilos das pessoas. Quando se depara com alguém que não segue os mesmos
costumes, se exclama: “cada tipo de gente”.
Jesus
se encontrou, conversou e lidou com “cada tipo de gente”. No relato de Lucas 14.1-14 é fácil observar que há
alguns tipos de pessoas. Ao analisá-las vê-se que algumas se parecem conosco.
O primeiro tipo de pessoa é tipo “um dos
principais dos fariseus”.
Esse
tipo de gente é semelhante aqueles que vivem da aparência religiosa. Por essa
aparência querem ser o centro das atenções.
O segundo tipo de pessoa é o tipo
observador. Esse tipo de pessoa analisa. Em suas observações ressaltam
qualidades ou ensinam através do comportamento inadequado de alguém. O
observador tanto atrapalha como ajuda.
O terceiro tipo de pessoa é o tipo
hidrópico.
Conforme
o relato sabe-se que hidrópico é aquele que sofre de hidropisia, ou seja, “barriga d’água”. Mas, ao analisar os
vários tipos de pessoas, prefiro definir o hidrópico como alguém necessitado.
Há
muitos necessitados a nossa volta. Como cristãos somos enviados para
socorrê-los, mas, há um tipo de gente que se apropria desses necessitados para
se auto promover.
Jesus
estava respondendo a respeito de poder ou não curar no sábado (Lc 13.10-17; Lc
14.3-4). Enquanto os fariseus e o intérpretes da lei se auto promoviam pela sua
aparência religiosa, os necessitados continuavam morrendo em suas necessidades.
Um quarto tipo de pessoa é o tipo “intérprete da
lei”. São conhecedores de causa. Buscam formar opinião sobre
qualquer assunto. São pensadores e formadores de opinião.
Esse
tipo de gente ajuda e muito a muitas pessoas, outros, infelizmente, por serem
considerados autoridades sobre certos assuntos acabam destruindo. Esse era o
caso dos “intérpretes
da lei” destacados no Novo Testamento.
Os
“fariseus”
eram um tipo de pessoas que visavam apenas status por sua suposta religiosidade.
Desejavam influenciar tanto na igreja como na sociedade.
Um quinto tipo de pessoa pode ser denominada
como “metida”,
ou seja, “aquele
que ao ser convidado para um festa escolhe o melhor lugar para se assentar”.
O objetivo desse tipo de gente é buscar seu próprio interesse. Esse tipo de
pessoa é na maioria das vezes, sem escrúpulo e calculista. Tudo o que querem é
se dar bem.
Todos
esses tipos de pessoas estava presentes na multidão com a qual Jesus teve de lidar.
É fácil nos encaixar em algum grupo. Há muitos que não gostam desse tipo de
gente! Mas, o pior é saber que por me encaixar em um desses grupos, há
alguém que não gosta de mim.
De
que adianta querer me exaltar, se na verdade, o pecado me rebaixa a ponto de me
colocar junto com esse “tipo de gente”, afinal, “...todos pecaram e carecem da glória de
Deus” (Rm 3.23), “Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há
quem faça o bem, não há nem sequer um” (Sl 53.3).
A
verdade é que o pecado me nivela por baixo com todo tipo de gente. O pecado me
faz ser um “tipo
de gente” desagradável.
O que fazer?
Nada!
Essa
é a maravilhosa notícia do evangelho: “...Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato
de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
Por isso, “...a
justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo
viverá por fé” (Rm 1.17).
Não
há como retribuir todo esse amor de Deus por mim. O evangelho, o perdão, a fé, me
torna um outro tipo de pessoa. Mesmo pecador nesse mundo, sou feito justo
perante Deus na fé em Jesus. Como disse Lutero: “simultaneamente justo e pecador”.
A
parábola contada por Jesus e apresentada no evangelho de Lucas 14.8-14 conduz o
leitor à conclusão de que eu sou um dos “pobres, ...aleijados, ... coxos e os cegos;”
(Lc 14.13). Não tenho como retribuir pela honra de poder participar do banquete
preparado por Deus em Jesus. Sou honrado pela graça de Deus em Jesus com a
recompensa de participar do banquete celestial. Essa recompensa será recebida
por ocasião da ressurreição, quando Jesus disser: “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse
do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt
25.34). Amém!
M.S.T. Rev. Edson Ronaldo Tressmann
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