28 de junho de 2026
Próprio
8 – Quinto Domingo após Pentecostes
Salmo
119.153 – 160; Jeremias 28.5 – 9; Romanos 7.1 – 13; Mateus 10.34 – 42
Tema: HÁ
RECOMPENSA! JESUS CRISTO!
PROCURA-SE:
HÁ RECOMPENSA!
Quem
já assistiu a um filme de velho oeste certamente se lembra da cena clássica.
Na
porta do banco, do saloon ou da delegacia está pendurado um cartaz com a foto
de um homem. Em letras grandes está escrito: “PROCURA-SE!”
Logo
abaixo vem o valor da recompensa: “10 mil dólares”.
Quanto
maior o perigo, maior a recompensa.
As
pessoas olham para aquele cartaz e pensam: “Vale
a pena correr o risco”.
Na
perícope de reflexão desse culto, Jesus fala sobre recompensa. Todavia, a
imagem que Ele apresenta é completamente diferente. Não existe um bandido
procurado. Existe um discípulo perseguido. Não existe dinheiro. Existe um
simples copo de água fria. Não existe um prêmio conquistado pela coragem
humana. Existe uma recompensa concedida pela graça de Deus.
Vivemos fazendo contas. Qual emprego paga mais? Qual investimento rende mais? Qual
esforço traz maior retorno? Até mesmo nos relacionamentos se faz
cálculos.
Jesus
quebra essa lógica ao falar sobre a recompensa de um profeta e de um justo. Jesus
fala de uma recompensa a quem oferecer um copo de água fria a um dos seus
discípulos.
Parece
ser algo insignificante, mas aos olhos de Deus isso possui valor eterno. Jesus fala isso porque não é o
tamanho da obra que importa, mas a pessoa que recebe a obra. Quem acolhe um mensageiro do
Evangelho está acolhendo o próprio Senhor que o enviou.
É
preciso sermos lembrados que o texto não ensina um sistema de mérito. Afinal, o
pecador é justificado somente pela graça, somente pela fé, somente por Cristo.
Qual é a recompensa do profeta?
É
participar daquilo que ele anuncia. Assim, quando o profeta proclama: “seus pecados estão perdoados”, o que recebe o
profeta recebe esse perdão.
Qual é a recompensa do justo?
O
justo vive da justiça de Cristo e quem o acolhe participa da mesma esperança.
Observe
que a recompensa não é um salário, é uma herança. Não é um pagamento, é um
presente. Não é uma conquista, é graça. E é exatamente por essa razão que até
um copo de água fria, oferecido em nome de Cristo, não passa despercebido
diante de Deus.
Em
ambas as situações, ou seja, a recompensa do profeta e do justo é Cristo.
Outro
detalhe que pode ser apontado a partir desse texto é que Jesus é o verdadeiro
Profeta e o único Justo. Jesus é o servo perseguido. Jesus é aquele que foi
rejeitado, preso, condenado e morto.
Jesus
foi entregue por trinta moedas. Foi considerado inimigo. Foi pendurado numa
cruz. Mas justamente ali aconteceu a maior troca da história. Ele recebeu a
nossa condenação. Nós recebemos a sua justiça. Jesus assumiu o nosso pecado. Nós
recebemos a sua vida. E esta
é a recompensa do Evangelho: não ouro, não prata, não prosperidade, mas
o próprio Cristo. Como Lutero afirmava: Cristo não apenas dá benefícios; Ele entrega a si mesmo.
Será que vale a pena continuar servindo? Vale a pena permanecer
fiel quando a família não entende? Vale a pena seguir Cristo quando isso custa
amizades, prestígio ou segurança?
Jesus
responde: Sim. Há recompensa. Mas ela não cabe em um envelope. Não cabe
em uma conta bancária. Não cabe em um troféu. A recompensa tem nome: Jesus.
Quem
recebe Cristo recebe perdão. Recebe paz. Recebe uma nova família na fé. Recebe
esperança diante da morte. Recebe a promessa da vida eterna. E quando este
mundo passar, quando todos os cartazes desaparecerem e todas as recompensas
humanas perderem o valor, permanecerá apenas uma voz dizendo: “Vinde, benditos de meu Pai;
recebam por herança o Reino preparado para vocês desde a fundação do mundo”.
Esta
é a recompensa do profeta. Esta é a recompensa do justo. Esta é a recompensa
dos pequenos discípulos. Esta é a recompensa de todos aqueles que pertencem a
Cristo. Amém.
Edson
Ronaldo Tressmann
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