segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

“Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lc 2.14)

 Mensagem de Natal 2024

Texto: Lucas 2.14

Tema: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lc 2.14)

 

Mais uma vez natal!

Mais uma vez em que muitos torcem o nariz e se colocam contra o Natal.

Muito me entristeceu quando fui desejar um feliz natal e a pessoa me respondeu: não compactuo com seu pensamento. Olha que moro numa cidadezinha de 12 mil habitantes. O que dizer sobre os grandes centros urbanos.

Quantas pessoas estão se deixando levar por argumentos e se colocam contra o Natal.

É tempo em que os famigerados destacam motivos para não celebrar o Natal. Esses se acham cheios de razão e esnobam os que celebram o Natal de Jesus. Até escuto as risadas.

Enquanto dizem que não vão celebrar o Natal por isso ou aquilo, eis que os anjos celebraram cantando: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lc 2.14).

O argumento preferido é que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro e que essa é uma data designada por Roma numa aliança pagã no século IV.

Sim, possivelmente Jesus nasceu em setembro ou outubro. Todavia, na expectativa de evangelizar os pagãos, e essa é a missão primordial da igreja, sugeriu-se 25 de dezembro para levar os pagãos que celebravam o sol para celebrarem o nascimento de Jesus. Se a pessoa não é capaz de compreender isso, é uma pena e uma lástima.

Preciso lembrar para você que uma das doutrinas fundamentais do cristianismo é a encarnação do Verbo (Jo 1.14; 1Tm 3.16). Doutrina essa expressa nos três Credos ecumênicos da Igreja Cristã. E o Natal me lembra essa confissão de fé. Pare de se opor a isso, ao contrário, seja testemunha de Cristo e não se coloque contra Deus e sua missão Redentora apenas por orgulho acadêmico. Recorde-se que Deus usa os loucos para envergonhar os sábios (1Co 1.27).

A missão redentora de Deus em Cristo se dá num tripé: nascimento, morte e ressurreição (Gl 4.4; 1Co 15.1-4). Se Jesus não nasceu, também não morreu e nem ressuscitou. Dessa forma, vã se torna a fé (1Co 15.14-19).

Infelizmente transformaram o Natal numa festa consumista. Todavia àquele que nasceu, o verbo que se fez carne, deixou dito que seu reino não é comida, nem bebida, mas justiça e paz de espírito (Rm 14.17). E não há justiça e paz de espírito, sem o menino que nasceu em Belém para ser o Salvador.

Se o mundo transformou o Natal em mero comércio, isso não me autoriza a deixar de celebrar o Natal e agradecer a Deus por ter enviado seu Filho, sem o qual ninguém verá a Deus.

Tanto os anjos quanto os sábios do Oriente celebraram o menino que nasceu (Lc 2.14; Mt 2), mas, o ser humano em sua mesquinhez quer ser mais que os anjos enviados pelo próprio Deus para anunciar o Natal.

Pode até ser que a data não seja 25 de dezembro, mas isso não me importa. O que eu sei, confesso e creio, é que Jesus nasceu e eu quero celebrar seu nascimento. Por Jesus ter nascido, crendo nEle, mesmo que eu morra continuarei a viver eternamente.

Cuidado para não se agarrar no argumento da Babilônia, pois foi a Babilônia que levou o povo de Deus para longe da sua terra. E a Babilônia ainda quer manter pessoas longe de Cristo e assim, longe de Deus.

Cuidado para não querer ser um extremado legalista querendo agarrar-se em picuinhas. Ouça o apostolo Tiago: “Porquanto, quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas uma das suas ordenanças, torna-se culpado de quebrá-la integralmente” (Tg 2.10). Daí, você deseja não celebrar o Natal julgando cumprir a lei de Deus, mas, é raivoso em casa com a esposa e filhos, rancoroso com o próximo, .... A lei que se diz cumprir em não guardar o Natal precisa ser observada 100%. Não só a de se colocar contra o Natal.

Natal vai além da data 25 de dezembro. Natal é o dia em que celebro a fidelidade de Deus em cumprir sua promessa. De maneira especial a promessa do Éden. A promessa anunciada para Adão e Eva de que pelo descendente da mulher traria toda a raça humana de volta ao Paraíso (Gn 3.15).

Observe que a Bíblia inicia sua história num jardim e termina numa cidade. Tanto jardim, quanto a cidade, é a vida com Deus na eternidade. E para que essa eternidade com Deus seja uma realidade na sua vida, Jesus precisou nascer, morrer e ressuscitar. Sem Jesus não há Redenção e o apostolo Paulo já deixou escrito que o “deus deste século” deseja manter a mente das pessoas na escuridão (2Co 4.4), ou seja, sem Jesus Cristo.

Combater o Natal é tornar-se um inimigo de Jesus Cristo.

Desculpe-me ser irônico, mas, desde criança por ter sido abençoado em nascer e crescer num lar cristão, eu celebro o Natal de Jesus e só aprendi que o Natal deixa de ser o Natal de Jesus quando me tornei pastor e precisei lidar com argumentos até então desconhecidos por mim.

Celebrar o Natal pra mim é comemorar, como escreveu o autor a carta aos Hebreus, a expressão exata do ser de Deus (Hb 1.3).

A encarnação do Filho de Deus é para mim motivo de tanta alegria, que a birra dos famigerados não consegue cessar.

Cuidado com o anticristo (1Jo 4.3). O anticristo é todo aquele e tudo aquilo que me afasta de Cristo Jesus e, estando afastado de Cristo, corre-se o perigo de ser um anticristo, ou seja, afastar outros de Jesus Cristo.

Natal mais uma vez!

Como é bom celebrar que o verbo se fez carne.

Natal é muito mais que um dia! Natal é uma questão de eternidade, afinal, àquele que nasceu, também morreu e ressuscitou. “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lc 2.14). Amém.

 

Edson Ronaldo Tressmann

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