segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

O encontro que divide a eternidade.

 01 de março de 2026

Segundo domingo na Quaresma

Salmo 121; Gênesis 12.1-9; Romanos 4.1-8,13-17; João 3.1-17

Texto: João 3.1-17

Tema: O encontro que divide a eternidade.

 

          Nicodemos não era um homem comum. Ele era a elite da religião, da moral e do intelecto. Ele tinha currículo, tinha respeito e tinha a Lei de Moisés. Mas, sob o manto da noite, ele carregava algo que o status não podia preencher: um vazio inquietante.

          Nicodemos chega com elogios: “Rabi, sabemos que és Mestre vindo de Deus”. Ele busca estabelecer um diálogo intelectual, todavia, Jesus o interrompe. Jesus não quer o seu reconhecimento acadêmico, Jesus quer o novo nascimento. Jesus diz que ver o Reino de Deus não depende de esforço, mas de origem.

          A pessoa pode ser um mestre na igreja, um dizimista fiel e um cidadão exemplar, mas se não nascer de novo, continuará cego para as coisas de Deus. A moralidade sem novo nascimento é apenas um cadáver perfumado perambulando por aí.

          Nicodemos pergunta: “Como pode um homem nascer, sendo velho?”. Ele, tão sábio pensa no físico; mas Jesus fala do espiritual.

          Em janeiro de 1995, McArthur Wheeler e seu comparsa decidiram roubar dois bancos em Pittsburgh. Sem máscara, sem disfarce e confiando cegamente em um truque absurdo, eles acreditavam que não seriam identificados. A estratégia? Passar suco de limão no rosto para ficarem invisíveis.

          Wheeler baseou-se na ideia de que o limão pode ser usado para escrever mensagens invisíveis. O problema é que ele interpretou isso de forma literal. Depois de cobrir o rosto com o suco ácido, tirou uma foto com uma Polaroid para testar a eficácia do método. Como não conseguiu se ver na imagem, achou que estava pronto para agir. No entanto, é provável que a foto tenha saído errada ou que ele simplesmente não tenha conseguido enxergar direito.

          Quando foi preso, Wheeler ficou em choque ao descobrir que as câmeras captaram tudo. “Mas eu passei suco de limão em mim mesmo!”, exclamou, sem entender o que deu errado. O plano não só falhou, como ainda deixou seu rosto queimado e seus olhos irritados. A polícia não teve nenhum trabalho para identificá-lo.

          O caso chamou a atenção dos pesquisadores Justin Kruger e David Dunning que estudaram o fenômeno e chegaram a uma conclusão intrigante: pessoas com baixo conhecimento em determinada área tendem a superestimar suas habilidades.

          Esse efeito psicológico, batizado de Efeito Dunning-Kruger, mostra como a confiança excessiva pode levar a erros catastróficos.

          Assim foi com Nicodemos. Cego por sua suposta inteligência não conseguia captar as palavras de Jesus sobre o nascer de novo.

          Assim como o vento sopra onde quer, o Espírito sopra sobre quem Ele quer. Você não controla a Deus. O novo nascimento não é uma decisão administrativa da mente humana, é um milagre de Deus na alma.

          Jesus recorda a Nicodemos a história da serpente de bronze no deserto (Números 21). O povo estava morrendo pelo veneno da desobediência e a cura não veio de remédios humanos, mas de olhar para o alto. E assim como a serpente foi erguida no deserto, Cristo seria erguido na cruz.

          O veneno é o pecado que causa a morte eterna e o antidoto é a cruz. Não se trata de “tentar mais”, trata de “crer Naquele que foi levantado”.

          Jesus fala para Nicodemos sobre a fonte, o alcance e o propósito de sua obra (Jo 3.16). Observe que a salvação é para todo que crê e não apenas aos que Deus supostamente escolheu.

          A fonte é o amor de Deus. O alcance é o mundo. O propósito é a vida eterna.

          Nicodemos veio à noite. Afinal, tinha uma posição religiosa para preservar. Sua religiosidade estava baseada nas regras e aparências. No entanto, enquanto Jesus lhe falava, o Espírito Santo soprava sobre ele. Quando a Palavra de Deus é pregada, o Espírito Santo sopra sobre as pessoas. E os que rejeitam essa Palavra, correm o perigo de perder uma oportunidade valiosa.

O termo grego anothen (Jo 3.3) deve ser traduzido primariamente como “do alto”.

O novo nascimento não é apenas um “recomeço” (sentido temporal), mas uma mudança de origem (sentido espacial/espiritual).

Nicodemos era um mestre em Israel, mas Jesus o confronta com o fato de que nada que venha da “terra” (esforço, lei, rito) pode produzir o Reino. O novo nascimento vem de Deus, pelo poder do Espírito Santo. O homem é puramente passivo nesse ato, assim como um bebê não escolhe nascer fisicamente, a alma é regenerada pela ação do Espírito Santo.

          Jesus não está falando de duas coisas diferentes, mas de um único meio através do qual o Espírito opera pela Palavra. A água é o elemento visível, e o Espírito é o poder invisível.

A religião de Nicodemos era baseada em “fazer”. Jesus apresenta o “receber”. O novo nascimento é o “meio da graça” que Deus usa para implantar uma nova natureza no pecador que precisa ser alcançado pelo Espírito Santo para ser salvo.

          Caríssimo irmão e irmã na fé, não existe evolução espiritual para o homem natural. A carne não pode ser “treinada” ou “melhorada”, é preciso ser substituída por uma nova criação. E essa nova criação se dá pela Palavra e Batismo.

          Pare de tentar “reformar” sua vida velha. Ela está morta para Deus. Você precisa de uma vida que não é sua, mas de Cristo em você. E para isso, o Espírito (o Pneuma) é livre. Ouvimos o “som” (a pregação da Palavra), mas não controlamos o destino do vento.

          Conversão não é um processo mecânico que o homem manipula com “orações decididas” ou fórmulas. A conversão é o sopro livre de Deus sobre a pessoa por sua Palavra.

          É difícil para o ser humano compreender que Deus amou o mundo não porque o mundo fosse “amável”, mas porque Deus decidiu, em sua vontade, salvar o que estava perdido. Nicodemos estava enclausurado, vivendo como se ele precisasse se fazer amado por Deus e Jesus lhe diz que o amava sem que ele merecesse.

          O sacrifício de Jesus Cristo é a prova de que o amor de Deus é uma ação histórica e concreta. Ele “deu”, um ato único e definitivo na cruz, para que a morte fosse vencida pela vida eterna.

O encontro de Nicodemos termina com um convite ao olhar da fé. Assim como os israelitas olhavam para a serpente de bronze e viviam, somos lembrados que a fé não é uma “obra” que fazemos para ganhar a salvação, mas o olho que se abre para ver o Salvador já levantado na cruz e que a venceu.

Saia das sombras da sua própria justiça, como Nicodemos, e olhe para o Cristo levantado na cruz. Diante da Palavra temos o encontro que divide a eternidade Amém

Edson Ronaldo Tressmann

A Palavra que cria o futuro do nada

 01 de março de 2026

Segundo domingo na Quaresma

Salmo 121; Gênesis 12.1-9; Romanos 4.1-8,13-17; João 3.1-17

Texto: A Palavra que cria o futuro do nada

Tema: Gênesis 12.1-9

 

O texto anterior a esse narra o evento catastrófico que foi a Torre de Babel. Os construtores tentavam fazer um “nome” para si mesmo através do seu esforço. Em Gênesis 12, vemos Deus escolher um homem de uma família de idólatras (Josué 24.2) para que o nome de Deus fosse ofertado para todas as nações.

Segundo a análise gramatical de Keil & Delitzsch, o imperativo Lekh-lekha (“Sai de ti” ou “Vai-te") não é apenas uma ordem geográfica, mas uma separação radical.

Deus não escolheu Abrão porque ele era piedoso; Deus se mostra piedoso em escolher Abrão. O que podemos perceber aqui é a creatio ex nihilo (criação do nada de Gênesis 1 e 2) aplicada à história de um homem.

          A expressão: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai” é para Abrão um Lei. Isso representava uma sentença de morte social. Deus pede para ele deixar todas as suas redes de segurança. Vá para um lugar, onde você não terá amparo familiar. É como deixar a sua autoconfiança. É bom estar perto da família, afinal, qualquer problema se tem para onde correr. A ordem divina visava que Abrão ficasse sem nada onde se segurar, a não ser a promessa de Deus.

          Após esse comando, temos sete promessas e sem condicional (Gn 12.2-3).

Seus descendentes vão formar uma grande nação.

Eu o abençoarei,

O seu nome será famoso,

Você será uma bênção para os outros.

Abençoarei os que o abençoarem

Amaldiçoarei os que o amaldiçoarem.

Por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo.

As promessas são puro evangelho. Deus não disse que se Abrão fizesse isso ou aquilo. Deus assume a inteira responsabilidade da felicidade de Abrão.

          Abrão é exemplo de uma fé justificadora no sentido de ir sem saber para onde iria (Hb 11.8). Abrão troca o visível (família e segurança) pelo invisível (Promessa).

          Pela lógica, Abrão era um tolo. Deixar família e segurança social por uma incógnita. Todavia, Abrão creu que Deus é fiel as suas promessas. O ir de Abrão é um movimento natural de alguém que foi cativado pela voz de Deus. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17).

          Esse chamado de Deus a Abrão nos conduz para uma questão reflexiva: Você teria coragem de deixar suas bênçãos para ir em busca de outras?

          Abrão tinha setenta e cinco anos quando partiu de Harã, como o Senhor havia ordenado” (Gn 12.4).

          Observe que Abrão partiu, e sua partida não foi por má vontade, foi pelo fato de Deus ter falado. O motor da história é a Palavra de Deus, tal como na criação, onde Deus falava e as coisas aconteciam.

          Keil & Delitzsch observam que Abrão atravessa a terra onde “estavam então os cananeus”. Ou seja, Abrão era um estrangeiro em terra hostil. E mesmo assim, Abrão não constrói uma fortaleza para se proteger, ele constrói um altar. Abrão não se defende com armas, sua defesa e certeza é a promessa do cuidado de Deus. O altar significa que o Reino de Abrão é outro.

          A promessa “por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo” (Gn 12.3) aponta diretamente para Jesus Cristo.

          Gênesis 12 não se trata de como ser um “bom viajante”, mas, como um Deus misericordioso justifica o ímpio e vem em busca dele quando o mundo parece ter se tornado um caos. E esse Deus misericordioso que chama, guia por caminhos que só ele conhece.

          A fé é um abraço nas promessas, em especial na promessa que é Jesus. Amém

 

Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A Identidade de Filho e a Rocha da Escritura

 Primeiro Domingo na Quaresma

22 de fevereiro de 2026

Salmo 121; Gênesis 12.1-9; Romanos 5.12-19; Mateus 4.1-11

Texto: Mateus 4.1-11

Tema: A Identidade de Filho e a Rocha da Escritura

 

          Spurgeon frequentemente dizia: “Deus teve um Filho sem pecado, mas nunca teve um filho sem tentação”.

          Todos os filhos de Deus são tentados e não é pecado ser tentado, o pecado é cair na tentação, por isso oramos para que Deus não nos deixe cair em tentação.

          Precisamos observar que após ser batizado, o próprio Pai indicou Jesus como sendo o seu filho amado. E por ocasião da tentação, o diabo põe isso em dúvida dizendo: se és filho de Deus (Mt 4.2).

          O diabo tem o mesmo modus operandi desde a queda. Deus ordenou para que o homem não comesse do fruto do conhecimento do bem e do mal. O diabo, usando a serpente disse para a mulher: “É verdade que Deus mandou que vocês não comessem as frutas de nenhuma árvore do jardim?” (Gn 3.1).

          Desde quando o Diabo lançou a humanidade nas trevas da queda em pecado. Desde quando Satanás conseguiu lançar o ser humano no pecado, ele oprimiu Jó, enganou Davi, fez Pedro negar, ...

          O termo grego e hebraico para Diabo e Satanás significa adversário, inimigo do homem.

          E esse adversário do ser humano é conforme disse Jesus, homicida e mentiroso. Pedro o chama de um leão que ruge com intuito de devorar.

          O diabo é real e poderoso e como escreveu o apóstolo Paulo pode até se transformar num anjo de luz (2Co 11.14). O seu primordial objetivo é fazer com que a luz do evangelho não brilhe para as pessoas (2Co 4.4).

          O texto destaca que Jesus foi levado ao deserto, todavia, Jesus já estava no deserto da Judéia (Mt 3.1,13) onde foi batizado. O verbo grego sugere a ideia de ser conduzido para cima, ou seja, num lugar situado mais alto. Uma tradição do século XII situa esse deserto numa região infértil a oeste de Jericó, onde há uma pedra de calcário.

          Mateus e Lucas destacam que os 40 dias foram preparatórios para a primeira tentação e que as tentações ocorreram num único dia. Marcos indica que as tentações ocorreram durante os 40 dias.

          A tentação ocorre logo após o Batismo e isso nos traz uma importante lição do motivo pelo qual o diabo tenta, tenta e tenta. Deus havia pronunciado a confirmação de que Jesus era o seu filho amado (Mt 3.17) e o diabo quer por isso em dúvida. O diabo não concorda que um filho de Deus esteja esgotado de fome. Aliás, esse é um dos grandes ataques do diabo, que aliado a essa tese junta-se a terceira tentação, onde todo filho de Deus só é considerado filho de Deus quando há muita prosperidade.

          O diabo sempre buscou e busca impedir a obra redentora de Cristo. Assim, se o ser humano ver Cristo como um mestre, um doador de bênçãos, um guru, está tudo bem. O que para o diabo é inadmissível para o diabo é que as pessoas creiam em Jesus como redentor de suas vidas.

          A primeira tentação nem parecia ser uma tentação. O diabo se mostra solidário com a fome de Jesus e lhe propõe aliviar sua fome, pois tinha poder para isso.

          A proposta de Satanás era para que Jesus não levasse em conta o plano de Deus e agisse por conta própria e acordo com sua vontade e necessidade.

          Aqui temos uma semente do ateísmo prático, melhor dizendo, adorasse o egoísmo como norma de vida. Quantos ainda vivem dizendo que os fins justificam os meios. Você está com fome e possui poder, então por que passar fome?

          Ao citar a passagem de Deuteronômio 8.3, Jesus recorda que o povo de Deus também caiu na tentação. Muitos recolheram mais do que o necessário para um dia e no outro dia viram apenas vermes. O recolhimento de maná apenas para o dia era uma maneira de confiar na Palavra de Deus, na qual reforça que Deus concede diariamente as suas bênçãos. Dessa forma, Jesus estava dizendo ao diabo que muito mais que ir contra a vontade do plano de Deus era melhor seguir o plano divino.

          Qual tem sido a sua fome?

          Muitas vezes, se é tentado diante da fome, se é tentado a adorar o egoísmo e justificar um ato de corrupção, traição, sobrecarga de trabalho.

          Vendo que Jesus estava resoluto em segui com o plano de Deus, o diabo o levou para o pináculo do templo. O motivo disso, era pelo fato dos israelitas acreditarem que seria no Templo de Jerusalém que o Messias iria se proclamar como tal. Assim, a suposta tentação sugeria a Jesus se aclamar como Messias e não ter a necessidade de passar por tudo que passaria.

          Ao citar Deuteronômio 6.16, Jesus elucidava sobre o cuidado para não forçar a ação divina sem motivo por um suposto fanatismo religioso. Cuidado com a velha fórmula: se Deus existe? Sim, Ele existe e o diabo quer te fazer crer que ele não está nem aí para você.

          Jesus rejeitou a glória do Messias de Israel. E diante dessa rejeição, o diabo o conduziu para um alto monte e lhe ofereceu toda a glória do mundo.

          Para os romanos, o Império da época, os imperadores eram deuses. Dessa forma, o diabo oferece toda riqueza, prestígio e domínio de um grande imperador. Ambição por poder torna o homem um idólatra, pois substitui o verdadeiro Deus por outro.

          Jesus foi tentado no deserto, longe dos homens e isso mostra que as tentações não estão apenas nas más companhias, elas estão também quando estamos isolados de tudo e de todos.

          A tentação do diabo não foi quanto ao acometimento de um grande crime, mas, de duvidar do que Deus tinha acabado de lhe anunciar por ocasião do seu batismo.

          Quantas pessoas estão sendo tentadas a batizar novamente e novamente, pois, o argumento ainda continua sendo válido para muitos. Se você é filho de Deus, isso não. Aquilo não, aquilo outro não, você precisa descer para as águas e assim, de descida em descida, acaba abandonando a Cristo.

          A maior de todas as tentações do diabo é conduzir a dúvida se de fato somos filhos de Deus.

          O ponto é “as Escrituras Sagradas afirmam” (Mt 4.4,7,10).

          Tenho visto algumas pessoas se afastando de Cristo e dos seus meios da graça, pregação e santa ceia pelo simples fato de que muitos tentam buscar entender e provar a Bíblia racionalmente. Muitos que, surgem com questões aparentemente simples, mas que vão inquietando o crente e assim, a pessoa passa a duvidar racionalmente e deixa de crer.

          Jesus não usou argumentos racionais ou elevados para contrapor Jesus, Ele apenas citou: “as Escrituras Sagradas afirmam” (Mt 4.4,7,10).

          Todavia, mesmo diante das afirmações das Escrituras Sagradas, há o advogado do diabo, que implanta uma dúvida por um argumento que leva a simples fé em uma grande dúvida.

          A única arma para resistir o diabo que também a usa, é a Palavra. O apóstolo Paulo escreveu que a Palavra de Deus é a espada do Espírito (Ef 6.17). O salmista elencou que a Palavra de Deus é lâmpada para nossos pés (Sl 119.105). O apostolo Paulo enfatizou que a Palavra é de Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver (2Tm 3.16).

          Por isso, o livro mais atacado do mundo é a Bíblia. E os ataques diabólicos são por frases simples:

          - seu pastor nunca te contou isso;

          - a Bíblia foi escrita por homens, não por Deus;

          - o cânone bíblico foi decidido por votação e conveniência política;

          - a Bíblia é cópia de cópia de tradução;

          - há coisas que é dito nos apócrifos que não dizem na Bíblia;

          - Se a Bíblia é perfeita, por que existem quatro versões diferentes da ressurreição?

          - a Bíblia contém erros geográficos;

          - o Deus do Antigo Testamento é tirano e genocida;

          - A frase de Carl Sagan: afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias;

          - a Bíblia é apenas uma mitologia entre tantas outras;

          Caríssimos, quando as Escrituras Sagradas deixam de afirmar, o Diabo pode dizer qualquer coisa que é acreditado. E por retirar a autoridade das Escrituras que afirmam, o Diabo está conseguindo levar muitos para longe do Salvador Jesus.

          O Diabo usou a Bíblia e Jesus pela Bíblia apenas afirmou o que elas diziam e assim venceu. A criatura humana tentada pelo diabo prefere dar ouvidos aos seus argumentos do que voltar-se ao simples fato de que as Escrituras Sagradas afirmam.

          Caríssimos, recorde-se que o diabo é covarde, pois, nos ataca quando estamos fracos (fome), cansados e sozinhos.

          Cuidado:

          para não querer ser independente de Deus

          Presunção de fanatismo religioso e soberba espiritual

          Obter prosperidade em detrimento da verdadeira adoração

          Por isso:

          Sempre ouça o que a Palavra tem a dizer

          Saiba que Deus te protege em qualquer circunstância

          Adore somente a Deus

          Não esqueça, a tentação ocorre logo após o Batismo, ou seja, onde Deus diz: “Este é o meu Filho amado”, o Diabo coloca sua dúvida: “Se tu és o Filho de Deus...”.

          Deserto não é sinal de abandono, é campo de treinamento do cristão. A tentação ataca justamente a nossa certeza de que somos filhos de Deus. A Bíblia é um aparelho na academia dos lutadores de Deus.

          Quando o diabo tentou Jesus, não negou a existência de Deus. Ele questionou a relação desse Deus com seu Filho. Isso para imprimir o conceito de que Deus não existe e é uma mentira. O diabo quis que Jesus deixasse de confiar na providência invisível de Deus e apegar-se ao visível e material.

          Assim como não houve Jesus sem cruz, não há cristianismo e cristãos sem cruz. Pare com essa ideia terrível de que ser cristão é apenas obter vitórias e glórias. Recorde que quem ofereceu glórias e prosperidade para ser adorado foi o diabo.

          A única vitória que é concedida ao cristão é a vitória de Cristo sob o tentador na cruz. É a vitória sobre a morte eterna. O cristão luta a partir da vitória, não para alcançar a vitória. E essa vitória nos é dada pela fé e a fé é um presente concedido por Deus pela sua Palavra no batismo e na Pregação. Todavia, isso se resume na simples expressão de que as Escrituras Sagradas afirmam.

          Imagine um imenso e poderoso navio de guerra navegando em uma noite de tempestade. O capitão, orgulhoso da força de seus canhões e do aço de sua estrutura, avista uma luz à distância, diretamente em sua rota.

          Ele ordena ao sinalizador que envie uma mensagem: “Alterem seu curso 10 graus para o sul. Estamos em rota de colisão”.

          A resposta volta rapidamente: “Negativo. Alterem VOCÊS o curso 10 graus para o norte”.

          O capitão, irritado, envia outra mensagem, agora usando sua autoridade: “Eu sou um capitão de 30 anos de serviço. Alterem o curso agora! Nós somos um Encouraçado Real, o maior navio da frota. Se não saírem do caminho, passaremos por cima de vocês!

          A luz responde calmamente: “Nós somos um farol. A escolha é sua”.

          O diabo é assim, ele vem com barulho, ostentação e ameaças. Oferece os reinos do mundo, mostra poder e tenta intimidar os seguidores de Jesus para que mudem o curso e abandonem a vontade de Deus.

          Jesus ainda é o Farol. Jesus não precisou gritar, fazer demonstrações de força ou “bater de frente” com o ego de Satanás. Ele permaneceu imóvel sobre a rocha da Escritura. Por isso, quando Jesus disse “as Escrituras Sagradas afirmam” destacava que “não iria se mover, pois a Palavra de Deus é a verdade fixa”.

          Deus teve um Filho sem pecado, mas nunca teve um filho sem tentação” e para esses filhos que somos nós, quando tentados, a vitória de Jesus é a nossa, permaneça em Cristo. Amém.

 

Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A glória que sustenta a cruz diária!

 Transfiguração do Senhor

15 de fevereiro

Salmo 2.6-12; Êxodo 24.8-18; 2Pedro 1.16-21; Mateus 17.1-9

Texto: Mt 17.1-9

Tema: A glória que sustenta a cruz diária!

 

É realmente necessário recordar a transfiguração de Jesus?

Em algum momento da vida você já esteve numa esquina sem saber qual caminho seguir? Isso é a transfiguração, uma esquina na qual somos orientados por qual caminho seguir.

Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas registram esse episódio para evitar que fábulas fossem inventadas em torno do tema. Anos mais tarde, o apóstolo Pedro escreveu que os apóstolos não inventaram essa história. Eles foram testemunhas oculares (2Pe 1.16-18).

Seis dias depois, Jesus foi para um monte alto, levando consigo somente Pedro e os irmãos Tiago e João” (Mt 17.1).

Seis dias depois! Depois do que? No capítulo 16 Jesus anunciou a revelação da sua glória, seu sofrimento e morte. Esses seis dias serviram como um tempo de reflexão.

          Passado esse período reflexivo, Pedro, Tiago e João foram convidados para subirem o monte com Jesus e os outros nove ficaram no pé do monte. Jesus nunca teve um grupo favorito, na verdade, era preciso de credencial visual específica para o tempo pós crucificação e ressurreição.

          Levando esses três discípulos, Jesus estava observando uma lei bíblica que destaca que “pela boca de duas ou três testemunhas se estabelecerá toda palavra” (Dt 17.6; Mt 18.16).

          Era preciso de um número legalmente suficiente de testemunhas para o que estava prestes a acontecer e para pregarem sobre a glória de Cristo, era preciso ver e não apenas ouvir falar. Era preciso ser uma testemunha ocular (2Pe 1.16-17).

          Pedro, Tiago e João estavam presentes pelo fato de Pedro ser porta-voz e líder de ação. Tiago seria o primeiro a selar seu testemunho com o martírio. João seria o último a morrer, servindo como testemunha de longo prazo da divindade de Jesus Cristo.

          A transfiguração é um evento crucial e num momento específico.

          A transfiguração não é meramente uma questão de espiritualidade, mas responsabilidade. Afinal, revelar a glória divina poderia causar uma confusão mental ou um orgulho espiritual perigoso.

          Uma das testemunhas, Pedro, enfrentou um êxtase egoísta. Por um instante quis transformar um momento de preparação em momento de destino. Pedro desejou pular o sofrimento e estar direto na glória. Pedro revive a tentação de evitar que Jesus fosse até Jerusalém sofrer e padecer pelos pecados, tal como narrado no capítulo 16.

Ali, eles viram a aparência de Jesus mudar: o seu rosto ficou brilhante como o sol, e as suas roupas ficaram brancas como a luz” (Mt 17.2).

A aparência de Jesus mudou. A glória não foi refletida nele, assim como aconteceu com Moisés no monte Sinai (Ex 34.33-35). A glória irradiou dentro de Jesus.

          E os três discípulos viram Moisés e Elias conversando com Jesus” (Mt 17.3).

          Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas e Profecias narradas no Antigo Testamento. A Transfiguração, onde a glória de Jesus é vista e com essa glória está conversando com Moisés e Elias enfatiza que Jesus é o cumprimento da Lei e das Profecias.

          Jesus não revelou sua glória para todos, pois, isso alimentaria expectativas meramente políticas e materiais dos judeus.

          Pedro, Tiago e João só compreendem essa visão após a ressurreição. Era necessário compreender o fato para poder testemunhar corretamente.

Então Pedro disse a Jesus: - Como é bom estarmos aqui, Senhor! Se o senhor quiser, eu armarei três barracas neste lugar: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. Enquanto Pedro estava falando, uma nuvem brilhante os cobriu, e dela veio uma voz, que disse: - Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria. Escutem o que ele diz!” (Mt 17.4-5).

          Pedro cometeu o equívoco da comparação, colocando Jesus, Elias e Moisés no mesmo nível e o próprio Pai o interrompe dizendo: “Este é meu Filho...” (Mt 17.5).

          A interrupção divina e o pavor dos discípulos destacam a pequenez humana diante da voz de Deus e apenas a voz de Jesus é capaz de levantar e permitir que se continue na caminhada, mesmo em meio ao sofrimento e morte.

Os discípulos estavam numa encruzilhada e precisavam saber por onde seguir.

          Seis dias antes (Mt 16.21), Jesus revelou que deveria sofrer e morrer e isso chocou profundamente os discípulos. Por essa razão, era preciso ver a glória para suportar a humilhação da cruz.

          O evento da Transfiguração é a prova de que o sofrimento de Jesus não é uma derrota, mas uma escolha voluntária de alguém que possui toda majestade divina.

          Esses mesmos três discípulos (Pedro, Tiago e João) foram chamados para acompanhar Jesus mais de perto na agonia do jardim do Getsêmani. Como dito anteriormente, Pedro era o porta-voz e líder de ação; Tiago o primeiro a selar seu testemunho com o martírio e João o último a morrer e assim servindo como testemunha de longo prazo da divindade de Jesus Cristo.

          No Messias sofredor, toda a Lei de Moisés e as profecias demonstradas pelo profeta Elias estavam se cumprindo na subida de Jesus para Jerusalém.

          A transfiguração é o ponto de equilíbrio entre o Messias sofredor e o Messias glorioso. Pedro, Tiago e João viram a glória, mas a chave para compreensão estava na ressurreição. A transfiguração mostra quem foi crucificado.

          Pedro ainda estava preso a ideia de que o sofrimento não era necessário. E diante do seu desejo de permanecer ali, na glória, sem sofrimento, a voz do céu enfatizou que a voz de Jesus fosse ouvida.

          A Transfiguração ensina sobre o perigo do entusiasmo carnal diante da glória. A maior expectativa ainda é do Messias da glória sem o Messias da cruz.

          A Transfiguração é um evento similar ao Batismo de Jesus. No Batismo, Jesus foi selado para seu ofício, na Transfiguração, Jesus foi selado para o seu sacrifício.

          A Transfiguração não é um espetáculo, é um real e verdadeiro destaque a autoridade da Palavra de Jesus e de que seja qual for a glória, a mesma só pode ser vista sob as lentes da cruz.

Em pleno século vinte e um precisamos do relato da transfiguração para suportar nossos próprios vales de sofrimento.

A Transfiguração ocorre num momento crítico no ministério de Jesus, todavia, aconteceu pouco antes da última e definitiva subida de Jesus para Jerusalém, onde Ele seria crucificado.

Caríssimo irmão e irmã na fé, também temos momentos no “monte” com Jesus, ou seja, momentos de oração e êxtase, todavia, esses momentos servem para nos fortalecer para a caminhada na “planície”, onde as lutas e as cruzes diárias nos esperam.

          A Transfiguração nos ensina que nos resta apenas a Palavra de Jesus. Nenhuma outra voz e nenhuma outra revelação é maior que a voz do próprio Jesus. Jesus é a Palavra final do Pai. Jesus era tudo o que Moisés e Elias possuíam.

          Quando estavam descendo do monte, ele lhes deu esta ordem: - Não contem para ninguém o que viram até que o Filho do Homem seja ressuscitado” (Mt 17.9).

          A ordem quanto a manter silêncio era pelo fato de Pedro, Tiago e João ainda não compreenderem totalmente como a “glória” e o “sofrimento” coexistiam. Se tivessem pregado a Transfiguração antes da Ressurreição, o público teria buscado um rei político em vez de um Salvador sofredor.

          É de suma importância a pregação sobre a Transfiguração, afinal, quantos hoje buscam a glória, ignorando a cruz. Quantos buscam revelação ignorando a revelação de Moisés e Elias que se cumpriram em Jesus Cristo.

Precisamos do relato da Transfiguração para fixar nosso olhar em Jesus, “E levantando os olhos, não viram a ninguém, senão a Jesus” (Mt 17.8).

          O Jesus que brilhou no monte é o mesmo que foi “desfigurado” na cruz por amor a você. Ele se despiu da sua glória para que nós pudéssemos ser revestidos com essa glória.

 

Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Um tesouro particular: sal e luz (Mt 5.13,14)

 Quinto Domingo após Pentecostes

08 de fevereiro

Salmo 112.1-9; Isaías 58.3-9; 1Coríntios 2.1-12; Mateus 5.13-20

Texto: Mateus 5.13-20

Tema: Um tesouro particular: sal e luz (Mt 5.13,14)

 

Reconhecido como o grande intérprete do Antigo Testamento entre os evangelistas, Mateus incorpora 60 citações diretas em seu texto. Contudo, sua intertextualidade vai além, alcançando 130 referências quando somados os relatos e vocábulos extraídos da tradição hebraica.

O objetivo é elencar Jesus como intérprete e cumprimento das profecias do Antigo Testamento. O evangelho de Mateus, tal como o Pentateuco (5 primeiros livros e os cinco discursos de Moisés em Deuteronômio), descreve cinco discursos de Jesus.

Mateus 5.3 – 7.27: O sermão do monte.

Mateus 10.5-42: O apostolado cristão.

Mateus 13.3-52: O reino dos céus.

Mateus 18.3-35: A vida da comunidade cristã.

Mateus 24.4 – 25.46: O final dos tempos.

Ter essa percepção, de que o evangelista Mateus conecta Jesus ao Pentateuco, é como ouvir as palavras do profeta Malaquias (Ml 3.17) e as palavras do apóstolo Paulo na carta aos Gálatas (Gl 4.7), que podemos parafrasear da seguinte maneira: “vocês não são mais escravos do Egito (do pecado) (Gl 4.7); vocês são o segullah de Deus, seu tesouro particular” (Ml 3.17), referência a Ex 19.5 e Dt 7.6.

No hebraico, segullah é uma palavra que faz referência ao tesouro pessoal de um rei. É algo guardado com muito zelo. Mas, há um segredo sobre esse tesouro. Ele não foi feito para ficar trancado num cofre. O tesouro de Deus é uma ferramenta de transformação. Jesus olha para pessoas comuns e diz: “vocês são o sal da terra e a luz do mundo”, ou seja, o tesouro usado por Deus para transformar o mundo.

Ao libertar seu povo de escravidão, conforme descrito em Êxodo, Deus proclama a identidade da sua nação. E, Mateus, ao escrever o sermão do monte de Jesus, destaca a identidade da comunidade de Jesus. Ao dizer que os seus são sal e luz, Jesus fala sobre identidade e influência.

A identidade do povo de Deus não apenas um privilégio e status pessoal. A razão de ser povo de Deus é para um propósito peculiar. E a novidade proclamada por Jesus no sermão do monte é que, enquanto no Pentateuco, apenas a linhagem de Arão era separada para o serviço, “ser o sal” mostra uma democratização do sagrado.

- Os escribas e fariseus agiam e atuavam como se detivessem o monopólio da luz;

- Jesus coloca a “lâmpada” nas mãos do pescador, do cobrador de impostos e da viúva;

- No seu município, a transformação não virá apenas de grandes eventos religiosos, mas do “sal” que está na prefeitura, na escola, na oficina e no comércio;

Ser sal significa exercer uma presença discreta no mundo. O sal só é notado quando falta. Quando falta sal, a comida não oferece todo seu sabor.

No mundo antigo o sal tinha duas funções:

preservar (impedir a podridão) e,

temperar (dar sabor).

Atualmente se perdeu o uso do sal como preservação por causa das geladeiras e freezers.

Dizer que o cristão é sal, é destacar que é uma propriedade de Deus, cuidada por Deus, e tal como tesouro de Deus, é usado para auxiliar na preservação de outros para que encontrem o caminho e sejam salvos.

O povo de propriedade exclusiva de Deus é sal para este mundo, utilizado para temperar o ambiente no qual está inserido.

Ser luz, significa manifestar-se visivelmente para os que estão na escuridão e caminhem em direção a luz.

O exemplo de uma cidade sob um monte que não pode ser escondida é uma recomendação para que a identidade do povo de Deus seja pública e não fique oculta.

Assim como o sal não salga a si mesmo, a luz não brilha para si mesma. Não podemos ser igreja para nós mesmos.

A luz são as boas obras. Essas boas obras mostram qual é a nossa identidade. Quando antes dessas palavras, Jesus disse que, felizes são os humildes, os que choram, os que suportam sofrimentos, destaca que os filhos de Deus só vivem assim, por saberem que o Pai recomenda e ensina a viver assim. É um tipo de vida que não busca aplausos tal como os religiosos da época buscavam.

Só sente a importância da luz quando a lâmpada está queimada. Todavia, enquanto há luz, ninguém agradece a lâmpada ou a aplaude.

Ser sal e luz é oferecer para o mundo uma identidade e exercer influência.

Nosso município não precisa de pessoas religiosas, afinal, há muitas. O que as pessoas do nosso município precisam é do tesouro de Deus, ou, daqueles que atuem como sal e luz: ardendo na ferida para proporcionar a cura e sendo uma luz brilhante para direcionar e trazê-la em segurança para Cristo.

Dizer que se é sal e luz é espetacular, pois, no Pentateuco, apenas a linhagem de Arão era separada para o serviço direto no tabernáculo. Em Jesus Cristo, todos são declarados como agentes de identidade e influência pelas vocações diárias, em mansidão, misericórdia e pureza.

Ser sal e luz é um propósito missionário. Ser sal e luz não é algo apenas do pastor, senão seria como no Antigo Testamento onde apenas os descendentes de Arão eram. Ser sal e luz é uma honra para todos.

Pelo salgar do sal e pela luz das lâmpadas, as pessoas irão glorificar o Pai Celestial (Mt 5.16).

Ser sal e luz significa que sou agraciado pelo chamado, sou qualificado para servir o mundo e assim, o mundo glorificará o Pai Celestial.

          Por que ser sal e luz? Não para ser aplaudido.

Ninguém olha para uma comida saborosa e elogia o sal. Ninguém entra em uma sala iluminada e fica encarando a lâmpada com gratidão. As pessoas apenas desfrutam do sabor e enxergam os objetos sob a luz.

Deus em Jesus, resgatou você, fez e faz de você seu tesouro particular e o lança no mundo para salgar e iluminar. Seja sal, traga esperança. Seja luz, aponte o caminho que é Jesus Cristo. O seu chamado é para impactar as pessoas sobre um Deus que ama pessoalmente e individualmente. Amém

Edson Ronaldo Tressmann

O encontro que divide a eternidade.

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