02 de março de 2025
Transfiguração
de Jesus
Salmo
99; Deuteronômio 34.1-12; Hebreus 3.1-6; Lucas 9.28-36
Texto: Lc
9.28-36
Tema: Lição
da Transfiguração!
A maior reclamação
de uma mulher é não ser ouvida pelo parceiro.
Isso traz desapontamento, e a impede de se expressar e ela sente desrespeitada.
Escutar o que o outro diz é difícil.
Ou seja, a dificuldade é captar a mensagem que a outra pessoa de fato quer
transmitir pelo não ouvir com atenção.
O episódio da
transfiguração é narrado por três dos quatro evangelistas (Mt 17.1-9; Mc
9.2-10; Lc 9.28-36). A mensagem central desse evento é a palavra dita pelo
próprio Deus: escutem o que ele diz!
Você
escutou o que foi dito?
Escutem
o que ele diz!
Os personagens da
cena da transfiguração, Moisés, Elias e Jesus, como que diante de um telão,
foram testemunhados por Pedro, Tiago e João.
Moisés -
o representante da lei. Elias - representava os profetas. Jesus -
cumpriu a lei e é o cumprimento das profecias anunciadas pelos profetas.
O evento da transfiguração é o não de Deus ao legalismo.
Legalismo
é a distorção da lei. A lei de Deus
tem seu propósito e finalidade, mas, infelizmente muitos acrescentam penduricalhos
a lei que “a mesma” se torna irreconhecível e perde toda sua finalidade.
Legalismo
nada mais é do que um meio humano de tentar através da obediência de regras
humanas, ser recompensando por Deus. O perigo do
legalismo é anular a graça misericordiosa de Deus em Jesus.
Outra lição que Jesus nos ensina pelo episódio da
transfiguração é que eu não preciso de revelação, assim como no
tempo dos profetas. A revelação de Deus é Jesus. João Batista foi o último
profeta (Mt 11.13).
Vivemos numa época
em que as revelações são buscadas e supervalorizadas. Por essa razão, muitas
pessoas são exploradas e enganadas por supostas revelações. Muitas dessas
revelações levam as pessoas a abandonarem a revelação dos profetas: Jesus.
Ouvi certa vez um
pregador mencionar que um homem antes de ir ao médico recebeu uma revelação de
que teria câncer. Fez os exames e constatou câncer. Ao mencionar o fato dessa
suposta revelação desse suposto profeta para o seu pastor, o seu pastor lhe
perguntou: - ao revelar isso, ele orou com você
e por você? – O homem disse que não. Então, seu pastor disse que ele
havia apenas dado um palpite de sorte, pois se ele estivesse convicto do que
estava revelando teria orado e apoiado. E continuou, é o mesmo que ver uma
mulher grávida e dizer: será menino. O suposto revelador tem 50% de chances
para acertar, mas não têm coragem de dar todo enxoval de menino mesmo antes de
saber com certeza por exames se será menino.
Outra lição da transfiguração
é o cumprimento de uma profecia anunciada por Jesus de que alguns dos seus
discípulos não morreriam antes de ver Jesus em seu reino. O apostolo Pedro
destacou isso na sua segunda carta (2Pe 1.16-18). Para ele, lembrar desse
evento sempre confortou e fortaleceu os discípulos (2Pe 1.16-18).
A frase dita por
Deus por ocasião do Batismo de Jesus no início do ministério, este é o meu Filho amado, é a frase proclamada
novamente no início da última subida de Jesus para Jerusalém, onde Jesus seria
crucificado, ressuscitado e subiria aos céus.
A voz divina: este é o meu Filho amado é a confirmação da
profecia proclamada por Moisés de que o profeta a quem o povo deveria ouvir (Dt
18.15), Jesus, estava ali a caminho da cruz.
A Palavra de Deus:
escutem o que ele diz é importante
para todos, todavia, naquela situação era peculiar para Pedro.
Dias antes, Pedro diante
da afirmação de Jesus de que iria para Jerusalém, sofrer, morrer e ressuscitar,
disse que Deus não permitiria algo tão cruel. Agora, no monte Tabor, ao ouvir a
afirmação divina de que escutasse o que Jesus dizia era como enfatizar para não
se deixar levar por suas ideias e convicções.
Queridos irmãos e
irmãs em Jesus.
Há duas igrejas numa mesma rua. Há duas igrejas num mesmo
bairro. Há duas igrejas numa mesma cidade. Uma igreja anuncia: chega de sofrer, deixe a sua cruz pesada e receba a
vitória, oh glória. Os Pedros que frequentam essa igreja louvam e
testemunham para todos que bom é estarmos aqui. A outra igreja anuncia com
alegria: carregue a sua cruz por mais pesada que
for. Não há glória humana, nem fatos extraordinários que fazem as
pessoas quererem permanecer ali.
Para essas duas igrejas o ensino da transfiguração é o
mesmo.
Todavia, uma dessas igrejas rejeita esse ensino, pois, a mensagem é pura e
simples: “Escutem o que ele (Jesus) diz”.
Na Igreja não há outro que diz! Apenas Jesus diz! E o que Jesus diz,
muitas vezes vai contra toda a lógica humana. Jesus nos garante
sofrimento, perseguição, calúnia, desafetos.
Ainda escutamos a
exultação de Pedro, no século atual: bom é
estarmos aqui. Aqui onde? Onde
há glória e por essa glória se abandona a cruz.
O convite de Deus
é: escute Jesus. É preciso continuar
no caminho da transfiguração, ou seja, no caminho da cruz que me conduz ao caminho
da glória. Chegará o dia em que Jesus trocará a cruz pela coroa. Enquanto esse
dia não chega, nunca deixe de escutar Jesus, pois só Jesus tem as palavras que
dão vida (Jo 6.68), mesmo no caminho da cruz. Amém
Edson
Ronaldo Tressmann
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