terça-feira, 30 de abril de 2024

Vocês são meus amigos!

Sexto Domingo de Páscoa

05 de maio de 2024

Salmo 98; Atos 10.34-48; 1João 5.1-8; João 15.9-17

Texto: João 15.13-14

Tema: Vocês são meus amigos!

 

Um caçador relatou aos seus amigos como havia sido perseguido por uma enorme onça. Na fuga acabou perdendo a sua espingarda e até onde pôde correr, correu. Encurralado, a única coisa que pôde fazer foi gritar o mais alto que podia. Seu berro foi tão forte que deixou a onça apavorada e a mesma fugiu. Ao ouvirem a história os amigos diziam que se isso tivesse realmente ocorrido, jamais a onça teria fugido, pelo contrário, a onça o teria devorado. Indignado, o caçador perguntou aos amigos: vocês são meus amigos ou da onça?

 

Eugene H. Peterson, ao escrever sobre a amizade entre Davi e Jônatas (1Sm 18.1-4) registrou que a amizade é um dos aspectos mais subestimados da espiritualidade. É tão importante quanto jejuar e orar. Esse autor enfatiza que assim como a água no batismo e o pão e o vinho na ceia, a amizade transforma as coisas comuns numa extraordinária experiência humana. Sem a amizade de Jônatas, Davi não teria levado  adiante o propósito de Deus para sua vida. Jônatas o salvou algumas vezes. E devido a amizade de Jônatas, Davi não matou Saul.

Reunido com seus discípulos na noite anterior do dia em que seria crucificado, Jesus deseja preparar seus discípulos para tudo que aconteceria (Jo 13 – 17).

Jesus chamou seus discípulos de amigos (Jo 15.13-14).

Ao chamar de amigos àqueles homens simples, sem status de sacerdotes, foi surpreendente, afinal, isso era inimaginável para os líderes religiosos: ser amigo de Jesus.

Esses líderes religiosos descreviam a relação de Deus com as pessoas de uma maneira muito contrária ao que Jesus destacava. Para os religiosos, Deus era zangado e irado. Qualquer desvio que fosse, o castigo era certo. Dessa forma, ao declarar: “vocês são meus amigos...” (Jo 15.13), Jesus enfatizava o amor de Deus e o quanto os amava.

O jeito de Deus se relacionar com os seus é de amizade. Não é uma amizade qualquer, mas, de amor, a ponto de dar a vida por seus amigos.

É bom desfrutar de amigos! Há amizades profundas e duradouras. E por melhor que seja um amigo, vez ou outra essa relação de amizade se estremece. Um afastamento devido a uma oportunidade de emprego. Uma opinião contrária, em especial, em questão política e religiosa.

Na amizade de Jesus para conosco, apenas nós somos os beneficiados.

Ao chamar os discípulos de amigos, Jesus faz uma revelação grandiosa: só um amigo sabe os planos do outro (Jo 15.15).

Jesus é meu amigo!Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles” (Jo 15.13). Você é amigo de Jesus? Vocês são meus amigos se fazem o que eu mando” (Jo 15.14). Você é amigo de Jesus ou da onça?

Com o apostolo João (em cinco escritos – pentateuco do NT), aprendemos os mandamentos de Jesus: “creia na luz” (Jo 12.36); “creia em Deus” (Jo 14.1); “creia em mim” (Jo 14.11); “permanecei em mim” (Jo 15.4); “peça o que quiser” (Jo 15.7); “permaneça no meu amor” (Jo 15.9); “amem uns aos outros” (Jo 15.12; 17.17). Esses mandamentos só se realizam em Cristo, nosso amigo.

A cruz é a afeição de Jesus pelos seus amigos.

A cruz mostra o meio da reconciliação de Deus conosco. A cruz, sua formatação, destaca que sou eu e Deus em Jesus e eu o meu próximo no amor de Jesus.

Certa vez Jônatas disse para Davi: “O que tu desejares eu te farei” (1Sm 20.4). Ao nos chamar de amigos, podemos responder para Jesus: “o que desejares eu te farei”.

O apostolo Paulo escreveu que éramos inimigos de Deus (Rm 5.10). Jesus, por sua entrega, nos reconciliou com o Pai, a ponto de na noite anterior a sua crucificação, ter chamado seus discípulos de amigos.

Somos amigos escolhidos por Jesus. A amizade com Jesus não depende de nós. A escolha é dele e ele nos escolhe por sua Palavra.

Enquanto o pecado me separa de Deus, Jesus me reconcilia com Deus. Enquanto as desavenças desse mundo me separam das pessoas, o amor nos une e nos reconcilia. Observe os benefícios de sermos amigos de Jesus!

A amizade com Jesus se define facilmente numa palavra: reconciliação. Em Jesus, reconciliados com o Pai, no amor, reconciliado com as pessoas.

Interessante ouvir Jesus chamar seus discípulos de amigos instantes antes de ser preso e crucificado. Deus chamou Abraão de amigo (Gn 15.6; 2Cr 20.7; Tg 2.23; Is 41.8). Título dado à Abraão pelo seu relacionamento de fé com Deus.

Jesus disse: vocês são meus amigos! Amém

Edson Ronaldo Tressmann

“Cantem uma nova canção a Deus, ...” (Sl 98.1).

 05 de maio de 2024

Sexto Domingo de Páscoa

Salmo 98; Atos 10.34-48; 1João 5.1-8; João 15.9-17

Texto: Salmo 98

Tema: Cantem uma nova canção a Deus, ...” (Sl 98.1).

 

Quem canta seus males espanta. A não ser que a voz seja pior que os problemas.

Estudos comprovam que cantar libera endorfina (hormônio responsável pela sensação de bem-estar).

Cantar sozinho é bom, todavia, cantar em grupo aumenta a sensação de conexão social e melhora a autoestima. Cantar em grupo auxilia na comunicação e empatia.

Cantar ajuda a desenvolver a linguagem, memória e coordenação motora. Cantar ajuda a passar o tempo e expressar emoções.

A música é boa até mesmo para o mal-humorado, ela melhora o humor, pois reduz a ansiedade e o estresse.

A música é uma aliada no tratamento de casos de depressão e autismo.

A música ativa áreas do cérebro, melhorando a comunicação cerebral e estimulando a produção de neurotransmissores (dopamina e serotonina) e isso é importantíssimo para a saúde mental.

Há médicos que se utilizam da música (musicoterapia) para tratamento em pacientes com problemas mentais. A música traz benefícios mentais e emocionais.

A música reduz a dor, melhora a mobilidade e ajuda na recuperação de acidentes vasculares cerebrais. Utiliza-se a música para tratamento de distúrbios alimentares, insônia e outras condições.

Você já cantou no chuveiro? Por que essa prática faz bem?

Por se estar sozinho, o cantor se desliga do mundo exterior e se conecta com suas emoções.

Música na Bíblia

Embora a Bíblia não seja um livro de cânticos, ela tem um número surpreendentemente alto de canções. No total, há pelo menos 185 canções nas Escrituras Sagradas.

A canção mais longa da Bíblia tem 1.732 palavras. Estamos falando do Salmo 119. Quanto à música mais curta da Bíblia, há duas: ambas com sete palavras. Elas podem ser encontradas em 2Crônicas 5.13 e 2Crônicas 20.21.

A primeira canção da Bíblia pode ser encontrada em Êxodo 15.1–18, 21. Moisés e Miriam louvam a Deus com esta canção após a travessia do Mar Vermelho que permitiu que os filhos de Israel escapassem do exército do faraó.

Os israelitas vagaram pelo deserto por muito tempo e chegaram a um lugar chamado Beer, onde encontraram um poço para saciar a sede. A ocasião é celebrada em Números 21.17–18. A música diz: "Brote água, ó poço! / Cantem a seu respeito, / a respeito do poço / que os líderes cavaram, / que os nobres abriram / com cetros e cajados".

Moisés nomeia Josué como o novo líder da terra prometida e canta sobre sua aliança com Deus em Deuteronômio 31.19–22, 30, 32.1–43: "Ele é a Rocha, / as suas obras são perfeitas, / e todos os seus caminhos são justos. / É Deus fiel, que não comete erros; / justo e reto ele é".

A profetisa e juíza Débora, juntamente com o governante Baraque, lideram um pequeno exército israelita e derrotam os cananeus e seu comandante perverso, Sísera. A vitória é celebrada em um dos textos mais antigos da Bíblia, conhecido como 'Cântico de Débora’, que pode ser encontrado em Juízes 5.

As mulheres nas cidades cantam a respeito do triunfo de Davi sobre Golias e a volta do rei Saul em 1Samuel 18.7: "Saul matou milhares; Davi, dezenas de milhares". Saul ficou com ciúmes de Davi por causa disso e as coisas azedaram entre os dois mais tarde.

O primeiro cântico de lamento na Bíblia pode ser encontrado em 2Samuel 1.17–27. É uma canção triste escrita por Davi depois que Saul (o rei de Israel) e Jônatas (o melhor amigo de Davi) morreram em batalha. Os versos iniciais são "O seu esplendor, ó Israel, está morto sobre os seus montes. Como caíram os guerreiros!".

Uma guerra civil de sete anos entre Judá (onde Davi é ungido rei) e o resto de Israel ocorreu após a morte de Saul. O resto de Israel serviu ao filho de Saul, Isbosete, que tinha um líder militar chamado Abner. Abner não gostava de seu líder e faz um acordo com Davi, mas como Abner matou um dos homens de Davi em batalha, o irmão do soldado falecido se vinga e mata Abner. Davi canta sobre a morte de Abner em 2Samuel 3.33–34: "Por que morreu Abner como morrem os insensatos? Suas mãos não estavam algemadas nem seus pés acorrentados. Você caiu como quem cai perante homens perversos".

Como mencionado anteriormente, a animosidade entre Saul e Davi tinha crescido após uma canção, então Saul perseguiu Davi. Felizmente, Deus salvou Davi de Saul, e esta música é sobre isso. As primeiras linhas dizem: "O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é a minha rocha, em que me refúgio; o meu escudo e o meu poderoso salvador. Ele é a minha torre alta, o meu abrigo seguro. Tu, Senhor, és o meu salvador, e me salvas dos violentos". Essa canção pode ser encontrada tanto em 2Samuel 22 quanto no Salmo 18.

Davi designou Asafe e seus parentes para serem a família de líderes de adoração no templo. Asafe e sua família fizeram isso por muitos anos e, no processo, escreveram 12 canções no livro dos Salmos. Quando o templo foi encomendado, eles cantaram esta canção: "Deem graças ao Senhor, clamem pelo seu nome, divulguem entre as nações o que ele tem feito. Cantem para ele, louvem-no; contem todos os seus atos maravilhosos" (1Crônicas 16.8-9, Salmos 105).

Quando o templo foi concluído e a arca da aliança foi levada para lá, os filhos de Asafe, cantaram sobre a glória de Deus: "Ele é bom; o seu amor dura para sempre". (2Crônicas 5.13).

O rei Josafá se vê em menor número na batalha e pede a intervenção divina. Depois de receber uma mensagem de Deus, Josafá coloca os homens cantando na linha de frente no dia seguinte e Deus lhes dá a vitória. Eles cantaram: "Deem graças ao Senhor, pois o seu amor dura para sempre" (2Crônicas 20.21).

Salomão é um dos compositores mais prolíficos da Bíblia. Na verdade, 1Reis 4.32 nos diz que ele escreveu 1.005 canções. Isso inclui a longa (e bastante sensual) canção de amor, 'O Cântico dos Cânticos'. Essencialmente a música celebra a união entre uma mulher e um homem.

Lamentações 1 - 5 é considerado por alguns o terceiro livro de cânticos próprio da Bíblia (depois dos Salmos e do Cântico dos Cânticos). Foi descrito como um livro de lamentações quando a Bíblia foi traduzida para o grego. A mensagem é de luto, depois que Jerusalém caiu para os babilônios.

Em Isaías 5.1–2, o profeta Isaías cantou este cântico ao povo de Israel para lhes pregar julgamento e consolo: "Meu amigo tinha uma vinha na encosta de uma fértil colina. Ele cavou a terra, tirou as pedras e plantou as melhores videiras. Construiu uma torre de sentinela e também fez um tanque de prensar uvas. Ele esperava que desse uvas boas, mas só deu uvas azedas".

Isaías profetiza que a terra de Tiro seria esquecida e desolada por 70 anos. "Toma tua harpa, anda pela cidade, ó meretriz esquecida; Arranca as cordas com habilidade, canta muitas músicas, para que sejas lembrada" (Isaías 23.15-16).

Isaías cantou uma música para pedir a Deus que protegesse Judá de seus inimigos. "Temos uma cidade forte; Deus estabelece a salvação como muros e trincheiras" são as linhas iniciais em Isaías 26.1–6.

Ezequiel lamenta os príncipes de Israel nesta canção encontrada em Ezequiel 19.1–14. Os versos incluem: "Com ganchos elas o puxaram para dentro de uma jaula e o levaram ao rei da Babilônia. Elas o colocaram na prisão, de modo que não se ouviu mais o seu rugido nos montes de Israel".

Ezequiel prevê que os príncipes do mundo lamentarão a queda da cidade de Tiro para os babilônios. "Como você está destruída, ó cidade de renome, povoada por homens do mar! Você era um poder nos mares, você e os seus cidadãos; você impunha pavor a todos os que ali vivem. Agora as regiões litorâneas tremem no dia de sua queda; as ilhas do mar estão apavoradas diante de sua ruína" (Ezequiel 26.17–18).

Há ainda outro lamento sobre Tiro feito por Ezequiel. A música pode ser encontrada em Ezequiel 27. Diz: "Sua riqueza, suas mercadorias e seus bens, seus marujos, seus homens do mar e seus construtores de barcos, seus mercadores e todos os seus soldados, todos quantos estão a bordo sucumbirão no coração do mar no dia do seu naufrágio".

Há mais duas músicas sobre Tiro. Uma é um lamento dos marinheiros (Ezequiel 27.32-36) e a outra é o lamento de Ezequiel sobre o rei de Tiro (Ezequiel 28.12-19). Curiosidade: Tiro (no atual Líbano) é uma das mais antigas cidades continuamente habitadas do mundo.

Ezequiel gostou de suas canções de lamento e também escreveu uma para o faraó depois que Deus levou seu julgamento para o Egito. "Você é como um leão entre as nações, como um monstro nos mares, contorcendo-se em seus riachos, agitando e enlameando as suas águas com os pés" (Ezequiel 32.2).

Deus envia um pastor chamado Amós ao Reino do Norte de Israel para entregar uma mensagem sobre o quão mal eles tratavam os pobres e como seriam punidos por isso. "Caída para nunca mais se levantar, está a virgem Israel. Abandonada em sua própria terra, não há quem a levante" (Amós 5.2).

O profeta Habacuque escreve a última canção do Antigo Testamento: "Senhor, ouvi falar da tua fama; tremo diante dos teus atos, Senhor. Realiza de novo, em nossa época, as mesmas obras, faze-as conhecidas em nosso tempo; em tua ira, lembra-te da misericórdia" (Habacuque 3.2).

João canta sobre o momento em que o Cordeiro (Jesus) é capaz de abrir um livro protegido com sete selos na sala do trono de Deus. "Tu és digno de receber o livro e de abrir os seus selos, pois foste morto e com teu sangue compraste para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação. Tu os constituíste reino e sacerdotes para o nosso Deus, e eles reinarão sobre a terra" (Apocalipse 5.9–10).

O Livro do Apocalipse contém uma canção semelhante à primeira sobre Moisés cruzando o Mar Vermelho. Embora as palavras sejam diferentes, o significado é semelhante. Apocalipse 15.3 diz: "E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro: 'Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações".

Meditando no Salmo 98.1

Há duas coisas que o diabo não gosta: oração silenciosa e boa música.

Cantar um cântico novo (Sl 98.1) está relacionado a mensagem da salvação. Por essa razão, encontramos a canção de Miriam (Ex 15.1-21); a canção de Moisés (Dt 32.1-43); o louvor de Baraque e Débora (Jz 5.2-31); Davi cantando à Deus (2Sm 22.1-51); Maria louvando com uma belíssima e profunda canção (Lc 1.47-55).

Cantem uma nova canção a Deus, ...” (Sl 98.1).

As maravilhas de Deus levam a cantar.

Nem sempre eu percebo as coisas maravilhosas que Deus realiza no dia a dia. Percebe-se o que deu errado, o que falhou, o que desiludiu.

Entre as muitas maravilhas feitas por Deus, a maior de todas é a maravilha da Páscoa: Jesus Ressuscitou!

A ressurreição é nossa esperança e alegria. É a maravilha de Deus em meio a dura realidade da vida. Por isso, após a celebração da Páscoa, há dois domingos onde pela leitura do Salmo, se é convidado a louvar e cantar (O Domingo Jubilate, quarto domingo de Páscoa e o Domingo Cantate, quinto Domingo de Páscoa).

Somos convidados a cantar olhando para a realidade da vida, mesmo parecendo não haver motivos para cantar.

Observe que Deus não pergunta pela nossa disposição e nossos sentimentos para cantar. Sob as lutas e preocupações, Deus nos oferece a opção de cantar, afinal, Ele fez e faz maravilhas em meio as situações desagradáveis.

Sempre ao falar sobre cantar, recordo-me que ao instituir a santa ceia, Jesus ao se dirigir ao Getsêmani, onde iniciaria seu sofrimento, vai cantando (Mt 26.30; Mc 14.26). Antes de Jesus sofrer, Ele cantou, e possivelmente cantou um dos Salmos entre o 113 e o 118.

Cantem uma nova canção a Deus, ...” (Sl 98.1).

Cantar louvando a Deus é um testemunho de fé. Mesmo presos, Paulo e Silas cantavam (At 16.25).

Cantem louvores a Deus, o Senhor, com acompanhamentos de harpa... (Sl 98.5).

A intensidade da alegria era tal que recorriam à música para expressar os sentimentos mais profundos de suas almas. O uso da harpa e da lira visa destacar a adoração a Deus e não apenas uma manifestação emocional decorrente de algo. Quando o salmista se refere a instrumentos de cordas com as mãos visa evocar a imagem poética de que somos instrumentos nas mãos divinas. Como afirmou Gregório de Nazianzo: “Senhor, sou um instrumento para tu tocares”.

Ao dizer que o canto de louvor era com acompanhamento de harpa, o salmista desejava enumerar que se louva a Deus com nosso melhor, com excelência.

O fato de “Cantar com alegria ao som de trombetas e cornetas” (Sl 98.6) significava que o rei entronizado não perdeu o controle da sua governança. Ele ainda governa como sempre governou. E é exatamente por isso, que ao escrever “ruja o mar” (Sl 98.7), o salmista confessava que em meio as turbulências, em meio ao caos, Deus faz maravilhas. E é exatamente por essas maravilhas que somos convidados a Cantar uma nova canção a Deus, ...” (Sl 98.1).

Em contraponto ao Salmo 97, onde se diz sobre trovões, fogo, juízos divinos, o Salmo 98 enfatiza a adoração a Deus mesmo diante de tal realidade. Em paralelo ao Salmo 96, o Salmo 98 destaca:

vv. 1-3 – Deus é redentor;

vv.4-6 – Deus é Rei;

vv. 7-9 – Deus é juiz;

Com isso, o salmista diz: não adore um deus genérico, mas o Deus da aliança. O Deus redentor, rei e juiz, faz maravilhas.

A fé cristã é cantante. “Cantem ao Senhor...” (SL 98.1); “aclamem ao Senhor...” (Sl 98.4); “deem gritos de louvor...” (Sl 98.7).

A IELB sempre teve em alta consideração o canto congregacional. Lutero sempre desejou e estimulou o canto congregacional como uma maneira de dar glória de Deus e fixar a doutrina bíblica na mente do povo. Por essa razão, pelo decurso da história, a Igreja Luterana passou a ser identificada como “a igreja que canta”.

Cantem uma nova canção a Deus, ...” (Sl 98.1).

De acordo com o salmista temos seis razões para cantar um cântico novo:

1 – Faz maravilhas (Sl 98.1);

2 – Conquistou vitória (Sl 98.2);

3 – Anunciou seu poder de salvar (Sl 98.3);

4 – Revelou sua justiça (Sl 98.4);

5 – Lembrou-se de seu amor (Sl 98.5);

6 – A vitória de Deus é vista (Sl 98.6);

Enquanto o salmista convida a cantar um cântico novo por causa da salvação, redenção e libertação de Deus, ao olhar para outros textos da Bíblia, é possível destacar que se é salvo, redimido e liberto da:

1 – Ira de Deus (Rm 5.9);

2 – Do pecado (Rm 7.24-8.4);

3 – Da morte eterna (Jo 11.25; 1Co 15. 54-55);

4 – Do diabo (Tg 4.7-8);

5 – De nós mesmos (2Co 5.15);

Cantem uma nova canção a Deus, ...” (Sl 98.1).

Cante, não apenas pelo bem-estar físico e mental. Cante, quer seja sozinho, em casa, em grupo na congregação ou mesmo no chuveiro. Cante louvando o Rei que governa o mundo (Sl 98.4-6). Amém.

 

Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Não creia em todo espírito (1Jo 4.1)

 27 de abril de 2024

Salmo 150; Atos 8.26-40; 1João 4.1-21; João 15.1-8

Texto: 1João 4.1-21

Tema: Não creia em todo espírito (v.1)

 

Das quatro leituras bíblicas desse final de semana, duas são da mesma autoria: apostolo João. E como que um alerta, esse apostolo de Jesus escreveu: Não creia em todo espírito (v.1).

Dizem que: quem avisa, amigo é.

Você já foi alertado sobre algum perigo? É muito bom ter alguém que nos alerte sobre algo ruim.

O apostolo João, na construção grega da frase - não creia em todo espírito (v.1), enfatiza sobre algo que não deve vir acontecer jamais.

Como um conselheiro estava dizendo para a igreja que, ao invés de dar razão, os cristãos precisavam fazer um teste se aqueles espíritos que estavam aparecendo em nome de Jesus, eram de fato de Deus.

Como posso saber se alguém é de Deus ou não?

Como sempre, os falsos profetas estavam vagando pelo mundo. E por causa desses, João escreve enfatizando que nem todas as proclamações tinham sua origem em Deus.

Falsos profetas é usada só aqui nas cartas. Essa expressão não é usada por João em seu evangelho. É muito usada por João em Apocalipse (3x). O falso profeta é apresentado em Apocalipse como o segundo monstro. Para João, o falso profeta é diabólico e sua proclamação denuncia isso e por esse motivo, precisa ser testado.

Como posso saber se alguém é de Deus ou não? Primeiro: pela proclamação! Vocês conhecem o espírito de Deus (v. 2).

Os falsos profetas estão por aí e perturbam a vida da e na igreja.

Não creia em todo espírito (v.1). Quem avisa, amigo é!

Jesus não apenas se encarnou, Ele é gente, é homem. O que traz a proclamação de Cristo e possui o espírito de Deus, confessa Jesus como verdadeiro homem.

O apostolo João combatia a heresia do docetismo (heresia que nega a encarnação de Jesus). Diziam que Jesus não é carne. E no ano 90, essa controvérsia já invadia a igreja e até nossos dias causa muitos estragos.

Como posso saber se alguém é de Deus ou não? O apostolo João destaca que o critério para examinar as pregações é o tema relacionado a verdadeira encarnação de Jesus.

o espírito que não confessa esse Jesus, verdadeiro homem, não é de Deus (v.3).

Querido irmão e irmã, a ação do anticristo é negar Jesus como verdadeiro homem.

vocês são de Deus (v.4).

É imprescindível destacar que ao final de cada carta para as sete igrejas em Apocalipse há uma palavra de vitória para àqueles que estão e permanecem em Cristo e não se desviam dEle.

Ao enfatizar que vocês são de Deus (v.4), o apostolo João diz que os que vencem os falsos profetas, são os de Deus, ou seja, os que permanecem na fé de que Jesus é verdadeiro homem e verdadeiro Deus.

Conforme o verso 5, os falsos profetas são do mundo e por isso, só falam do mundo e a partir do mundo e só os do mundo os ouve e por não serem de Deus, não têm a vitória.

Não creia em todo espírito (v.1). Somos de Deus e os de Deus ouvem os de Deus (V.6). Os de Deus identificam o espírito da verdade pela proclamação, mas também pelo amor.

Tanto a mensagem quanto o amor são de Deus. Mensagem e amor têm sua origem em Deus. Àquele que ama é gerado, foi gerado, nasceu de Deus e conhece a Deus e ama assim como Deus amou.

O que é gerado de Deus comprova sua fé pela confissão de Jesus como verdadeiro homem e Deus e na prática do amor.

Recorde-se que quem não ama, não conhece a Deus (v.8). Conhecimento envolve afeto. Deus é amor. E no amor, Jesus se manifestou e manifesta, ou seja, se torna perceptível (v.9).

Fora da encarnação de Jesus não se conhece o amor de Deus.

O amor está nisto – Ele (Deus) nos amou e enviou o seu filho (v.10). Ele, Jesus, propiciou nosso pecado.

No Antigo Testamento, no dia da expiação, era aspergido sob a pessoa o sangue do cordeiro (hilasterion). Essa era a misericórdia de Deus. Assim João escreve: aqui está o amor, em Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Jesus cobriu os pecados e não os leva mais em conta. Isso é amor. E da forma como Deus nos amou, nos amemos (v.11).

Querido irmão e irmã em Jesus – qual será a importância no fato de João dar tanta ênfase na encarnação?

A encarnação é fundamental para a sexta feira santa. Sem Jesus, verdadeiro homem, não há sexta santa e nem sequer páscoa. Sem Jesus, a obra expiatória não aconteceu e se não aconteceu, o pecador não está salvo.

A verdadeira encarnação é fundamental para afirmar a morte e ressurreição de Jesus.

Na encarnação de Jesus, Deus se fez homem e manifestou o amor para com o mundo perdido.

Destacar a encarnação de Jesus é destacar a importância da santa ceia. Afinal, na ceia o corpo e o sangue de Jesus são oferecidos ao pecador para cobrir pecados.

Edson Ronaldo Tressmann

Todos os seres vivos, louvem o Senhor (Sl 150.6)

 Salmo 150; Atos 8.26-40; 1João 4.1-11; João 15.1-8

Texto: Salmo 150

Tema: Todos os seres vivos, louvem o Senhor (Sl 150.6)

 

Respire fundo!

Como é bom respirar. Enquanto respiramos estamos vivendo.

Todo ser que respira louve ao Senhor” (Sl 150.6, ARA).

O Salmo 150 descreve a causa do louvor (Sl 150,1-2), o modo do louvor (Sl 150.3-5) e, quem deve oferecer louvor (Sl 150.6).

Ao criar o mundo, após fazer o boneco de barro, Deus soprou nas narinas o fôlego da vida (Gn 2.7). Por causa do fôlego da vida, o ser humano é alma vivente.

O ser humano não vive sem oxigênio. Não há reservatório de oxigênio no nosso corpo. Cinco minutos sem ar, são suficientes para levar alguém ao coma e morrer em decorrência de hipóxia ou falta de oxigenação nos tecidos. Lembrando um fato recente. Este pode ter sido o desfecho fatal da tripulação que embarcou no submarino da OceanGate.

Todo ser que respira louve ao Senhor” (Sl 150.6, ARA).

Esse é um modo poético de convocar todos os homens à adoração.

A ideia central é que cada ser vivo que respira tem a responsabilidade e a oportunidade de oferecer louvor a Deus. Como se louva a Deus? De acordo com o Salmo 148.8, louva-se a Deus realizando a função para a qual se foi criado. Ao relinchar, o cavalo louva. Ao trabalhar na lavoura, puxando o arado, o cavalo louva. Quando uma criança balbucia, louva. Quando um passarinho canta, louva. Quando uma mãe limpa o bumbum de um bebê, louva.

Todo ser que respira louve ao Senhor” (Sl 150.6, ARA).

O louvor é uma ação que recai sobre cada ser.

O apostolo Paulo na carta aos Tessalonicenses escreveu: “Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1Ts 5.18).

Ao louvar se está respondendo a fidelidade de Deus. É como dizer: obrigado Deus pelo que me concedeu hoje. Aliás, você agradeceu hoje? Pense somente naquilo que você agradeceu hoje! Imagine que, aquilo que você não agradeceu hoje, não terá amanhã. O que irá faltar?

Todo ser que respira louve ao Senhor” (Sl 150.6, ARA).

A palavra louvor está associada a um profundo sentido de alegria. Louvar devolve a alegria diante de tudo o que sou e possuo. Louvar é orar, cantar, fazer o que se faz todos os dias, sabendo que tudo o que temos veio e vem do Senhor. A reclamação impede nosso louvor. A reclamação atrapalha louvar a Deus. Afinal, a reclamação me impede de agradecer e até mesmo de fazer bem-feito o que devo fazer.

Todo ser que respira louve ao Senhor” (Sl 150.6, ARA).

Ao falar em louvor, não se fala apenas de música. A princípio parece ser isso, devido a enumeração dos muitos instrumentos musicais. Se fosse assim, o que seria do desafinado? Daquele que não canta? Não toca instrumento musical?

Ao dizer “Todo ser que respira louve ao Senhor” (Sl 150.6, ARA), Deus está lembrando as múltiplas formas de louvor e adoração, assim como são variados os instrumentos musicais. Os muitos instrumentos musicais formam uma bela e encantadora sinfonia.

Somos 8 bilhões de pessoas no mundo. Há 8 bilhões de alternativas para louvar e adorar. Cada pessoa é única com um dom especial.

Todo ser que respira louve ao Senhor” (Sl 150.6, ARA).

Louvar é tão importante que o louvor é usado como arma espiritual. Davi escreveu: “da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo vingador” (Sl 8.2).

Louvar fortalece a fé e auxilia a vencer os ataques do diabo. O diabo não gosta de música boa. Ele não gosta de hinos que exaltem a Jesus. Ouvir música ruim é deixar o inimigo participar da festa.

Todo ser que respira louve ao Senhor” (Sl 150.6, ARA).

Faça da adoração e do louvor uma prática diária. Quer seja através de hinos, serviços e uso dos dons para o reino.

Todo ser que respira louve ao Senhor” (Sl 150.6, ARA).

Não é só cantar na igreja. Louvar é viver a fé.

Já notou que por mais triste que se esteja, ouvir alguém cantando um hino dá novo ânimo.

Todo ser que respira louve ao Senhor” (Sl 150.6, ARA).

Não é possível viver sem respirar cinco minutos. Que não saibamos viver sem louvar a Deus. Amém!

Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Dar a vida pelos irmãos! (1Jo 3.16)

 Quarto Domingo de Páscoa

21 de abril de 2024

Salmo 23; Atos 4.1-12; 1Jo 3.16-24; João 10.11-18

Texto: 1João 3.16-24

Tema: Dar a vida pelos irmãos! (1Jo 3.16)

 

O apostolo João que narrou essa parábola, escreveu na sua primeira carta que devemos “dar a vida pelos irmãos” (1Jo 3.16). Dar a vida parece indicar que Jesus teria sido esse bom pastor apenas na hora da sua morte. O ponto é que Jesus não apenas se declara pastor, mas, o bom pastor. “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (João 10.11).

Dar a vida pelas ovelhas ou dar a vida pelos irmãos é empenhar-se pelos outros.

O apostolo João que em sua carta deseja ensinar a reta relação entre a fé e as obras, opondo-se aos que se gloriam de uma fé sem obras. Na época em que o apostolo escreveu essa carta, havia dois grandes perigos:

1 – os hereges que estavam se infiltrando na igreja;

2 – os cristãos que estavam se tornando displicentes.

Assim, nessa epistola, João deseja ensinar a fé (em oposição aos hereges), e o verdadeiro amor (em oposição aos perversos).

Se alguém é rico e vê o seu irmão passando necessidade, mas fecha o seu coração para essa pessoa, como pode afirmar que, de fato, ama a Deus?” (1Jo 3.17).

Observamos com tristeza que os cristãos na maioria das vezes são os que mais querem juntar dinheiro. Não é pecado juntar recursos, mas, qual é o intuito disso?

Você que possui recursos, está disposto a socorrer pessoas necessitadas?

Você sabe a diferença da pata para a galinha?

A galinha ao pôr um ovo anuncia para todos. A pata não. Precisamos ser como a pata. Ninguém precisa saber se socorremos e quem socorremos.

Aprendemos com os relatos iniciais da igreja após a ressurreição de Jesus que a necessidade de alguém era uma oportunidade para testemunhar a fé pelo auxílio ao necessitado (At 2.44; 4.34).

Cristo exortou amar os inimigos, ao amigo, por seres seu irmão na fé, deves o máximo. O apostolo Paulo escreveu para Timóteo: “Porém aquele que não cuida dos seus parentes, especialmente dos da sua própria família, negou a fé e é pior do que os que não creem” (1Tm 5.8).

É preciso ajudar quem não tem com que viver. A regra básica é: não tem amor aquele que possui recursos e, no entanto, não se sensibiliza. (Lutero).

Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações” (1Jo 3.18).

De conversa, muita gente é boa. Mas, atitude, fazer o que precisa ser feito, poucos fazem, em especial àqueles que não falam.

Ao conclamar filhinhos, o apóstolo João está enumerando que há uma fraternidade. E se todos somos irmãos, a herança é nossa.

João diz: amemos os irmãos. Não é um ou outro, mas todos.

Há um ditado latino: “O povo avalia as amizades de acordo com a utilidade”. Eis o problema, amar e socorrer apenas aqueles que supostamente podem nos oferecer algo. O dever sagrado dos cristãos é estar a serviço não da sua própria vantagem, mas da vantagem dos irmãos. É colocar o coletivo acima do pessoal.

Dar a vida pelos irmãos é empenhar-se pelos outros.

Quando não há sensibilidade pelo outro, não há amor. O amor reflete a fé.

Se porventura ainda lhe falta obras, que não falte a fé, “se o nosso coração nos condena” (1Jo 3.20).

Portanto, meus queridos amigos, se o nosso coração não nos condena, temos coragem na presença de Deus” (1Jo 3.21).

A prática do amor, por mais que exigida, não tranquiliza nosso coração, afinal, nunca saberemos se fizemos o máximo. Outras vezes, nosso amor é mais de palavras. A única coisa que me tranquiliza é a fé. Aliás, a fé é que torna minhas ações, mesmo irrisórias, agradáveis a Deus (Hb 11.6).

Exatamente por isso, o lobo, que é o diabo quer nos afastar constantemente da Palavra de Deus. E se não consegue impedir a Palavra, impede a fé para que não se creia. Ele mistura inverdades com a Palavra de Deus. SE não consegue impedir a Palavra e a fé, esforça-se para impedir a oração e lança a pessoa em tantas ocupações que já não há tempo para orar, ouvir a Palavra e praticar a fé.

Recebemos dele tudo o que pedimos...” (1Jo 3.22).

Se têm uma coisa que o diabo detesta é que se seja grato a Deus.

Certa vez o diabo estava ouvindo um programa de rádio e nesse programa uma pobre mulher pediu socorro aos ouvintes. O diabo chamou seu servo e disse anote tudo o que ela precisa. Após o pedido, o diabo disse ao seu servo para adquirir todas as necessidades daquela mulher e levasse a sua casa e dissesse: quem te mandou é inimigo daquele que tu louvas. Ao receber a cesta com as coisas, o servo do diabo disse exatamente as palavras: quem te mandou é inimigo daquele que tu louvas. E a senhora respondeu, tudo bem, afinal, quando Deus quer até o diabo executa seu desejo.

A gratidão provém daquele que conhece a origem das suas bênçãos. A oração é dirigida ao autor dessas bênçãos. Nada nos falta e nada nos faltará, inclusive se ajudarmos o necessitado.

Tudo o que suplicamos a Deus é ouvido por Deus. Tudo é atendido por Deus, só nos resta entender como.

Duas coisas são essenciais ao cristão: crer em Jesus e amar os irmãos na fé.

Se João está convicto e por isso escreve essa carta no intuito de nos exortar quanto a prática da fé em amor, e alertar sobre os hereges que surgiam dentro da igreja, o verso 24 tem muito a nos ensinar.

Quem obedece aos mandamentos de Deus vive unido com Deus, e Deus vive unido com ele. E, por causa do Espírito que ele nos deu, sabemos que Deus vive unido conosco” (1Jo 3.24).

Quem crê e vive na prática do amor é de Deus. Amém!

 

Edson Ronaldo Tressmann

 

Bibliografia

LUTERO, Martinho. Obras Selecionadas, volume 11. Coeditoras, Sinodal, Concórdia e Ulbra, 2010. Pp. 500-506

Deus continua tentando ganhar os lavradores maus (Lc 20.9-20)

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