segunda-feira, 27 de abril de 2015

Evangelizar é trazer o Evangelho

03/05/2015 - 5° Domingo de páscoa
Sl 150; At 8.26-40; 1Jo 4.1-11; Jo 15.1-8
Tema: Evangelizar é trazer o Evangelho!

         O texto de estudo para o culto é bastante curioso. A maior curiosidade está apresentada no v. 26 que relata a presença e atividade especial de Deus dando testemunho do plano e do propósito de Deus. No texto em questão, (At 8.26-40) o que dá testemunho é o próprio “anjo do Senhor”.
         O episódio narrado por Lucas em Atos 8.26-40 mostra que evangelizar é trazer o evangelho que mostra a verdadeira face de Cristo.
         Para iniciar nossa conversa franca a respeito do texto de Atos 8.26-40, inicio por aquilo que parece estranho para alguns, Filipe recebe a voz do “anjo do Senhor” para ir de encontro a uma pessoa. 
        “Ouvir a voz do anjo do Senhor e receber a ordem de ir” na Bíblia não é um fato novo relatado por Lucas em Atos 8. De acordo com 1Rs 17.9 e Jn 1.2, ambos profetas, Elias e Jonas, receberam a palavra do Senhor e o comando para “levantar e ir”.
        Filipe, “se levantou e foi” (At 8.27) e encontrou o ministro da Fazenda, um eunuco.
     Ao ler Dt 23.1 pode-se concluir que um eunuco não entrará na assembleia do Senhor. Justamente essa era a conclusão da comunidade de Israel. Por isso, havia dúvidas sobre quem deveria pertencer ao povo de Deus. Diante dessa dúvida, o profeta Isaías respondeu conforme a promessa de Deus (Is 56.3-5) que tanto o estrangeiro como o eunuco seriam membros do povo de Deus. O próprio texto de At 8.26-40 mostra que pela direção do Espírito Santo o eunuco foi buscado e integrado ao povo de Deus.
         O Eunuco lia um texto que lhe trouxe muitas dúvidas. Filipe também não lhe questionou o por que ter iniciado a leitura bíblica (Is 53) justamente por um texto tão difícil. O profeta Isaías (Is 53) anuncia o servo sofredor. Vale ressaltar que nem sempre se consegue identificar esse servo sofredor em Isaías 53 com Jesus Cristo. 
      No judaísmo não se fazia ligação do servo sofredor ao Messias libertador. Esse fato chama atenção. De acordo com o contexto amplo dos evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) todas as citações de Isaías 53 estão relacionadas com o ministério de cura de Jesus (Mt 8.17) ou a rejeição em crer em Jesus.
         No entanto, entre todos os evangelhos, o de Lucas, escrito pela pesquisa feito pelo médico Lucas, é o que mais se aproxima do contexto da paixão de Jesus Cristo (Lc 22.37) enfatizando que em Jesus se cumpriam as palavras do profeta Isaías 53.
         Filipe foi enviado e encontrou um homem cheio de dúvidas a respeito de um texto que apontava para Jesus. Sem medo, Filipe apontou-lhe Jesus através das palavras da profecia do Messias através do servo sofredor de Isaías 53. De acordo com os padrões modernos e os avanços nos estudos em missiologia falar de Jesus começando por Isaías 53 parece ser um equívoco. Não seria melhor iniciar por um texto mais fácil? Filipe anunciou Jesus como a boa notícia, sendo ele o servo sofredor no lugar de cada pecador.
         É interessante que esse texto (At 8.26-40) mostra que a Palavra de Deus vai na frente em qualquer empreendimento missionário. Inúmeras vezes pessoas procuram saber da Bíblia, por que iniciaram sua leitura. Ao missionário cabe apenas a função de apontar para àquele que de fato o texto bíblico aponta. Pessoas aparecem cheias de dúvidas. Infelizmente, muitos dos que são buscados para sanar a dúvida, deixam o texto da dúvida em questão e iniciam uma conversa com textos tidos como mais simples, afinal, dizem que ninguém deve entender algo maior começando pelo mais difícil. Assim, não apontam para Cristo e nem explicam corretamente o texto.
         Evangelista, missionário, lembre-se: toda a Escritura aponta para o Salvador! Seja qual for o texto, todo evangelista precisa conduzir o ouvinte a Cristo. Infelizmente, tenho observado que muitos desejam transformar as pessoas em adeptos da sua congregação. Há milhares de institucionalizadores sendo considerados missionários.
         Faço esse destaque pela conclusão do verso 39 que diz que o eunuco “foi seguindo seu caminho, cheio de alegria” (At 8.39). O Eunuco, e digo isso com certeza, falou de Jesus a muitas pessoas após ter sido encontrado pelo evangelho. É da fé que a igreja segue seu caminho. É da boca dos que vivem pela fé que milhares de pessoas ouvem falar de Jesus Cristo.
         Evangelizar é falar a respeito do Evangelho! Só fala do evangelho quem foi alcançado pelo evangelho. Se há lei, regras, normas e obediências a serem cumpridas, os “institucionalizados” não poderão evangelizar, apenas “institucionalizar”. Evangelizar é trazer o Evangelho! E o evangelho sempre aponta para Cristo.
        Após ter sido encontrado pelo evangelho, o eunuco seguia seu caminho cheio de alegria. Nessa alegria falou sobre Jesus no palácio real em seu país.
         No batismo fomos encontrados pelo evangelho salvador. Na pregação somos novamente encontrados pelo evangelho salvador. Na santa ceia, sempre de novo, nos alimentamos do evangelho salvador. O evangelho nos encontra para encontrarmos outros que continuam com suas dúvidas e necessitam de alguém que conhece o caminho para lhes ajudar.
         Você conhece o caminho! Você foi encontrado pelo Evangelho! Levante-se e vá! Seja o Filipe de alguém! Seu vizinho, seu amigo pode ser o Eunuco que está em dúvida e precisando ser evangelizado. Amém!


Rev. M.S.T. Edson Ronaldo Tressmann
cristo_para_todos@hotmail.com

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Necessita-se de um Bom Pastor!

4º Domingo de Páscoa – 26/04/2015
Sl 23; At 4.1-12; 1Jo 3.16-24; Jo 10.11-18
Tema: Necessita-se de um Bom Pastor!

João 10-12-16
O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor

         Pode-se discorrer sobre este evangelho (João 10.12-16) em semelhança a outras obras de Cristo, ou seja, de duas maneiras: primeiro, dentro da perspectiva da fé; segundo, dentro da perspectiva do amor. Na perspectiva da fé chega-se à conclusão de que Cristo é o único homem, o único pastor que morreu por suas ovelhinhas. Cristo ter morrido por suas ovelhas - nenhum homem, nenhum santo, nenhum anjo foi e nem sequer é capaz de realizar, pois isso implicaria que tivessem sido aptos a livrar o primeiro homem, junto com os seus descendentes, homem trucidado no Paraíso pelo diabo, por causa de seus pecados. Tal feito, morrer pelas ovelhas, é próprio a este Pastor.
         Ao pronunciar: "Eu sou o bom Pastor e dou a minha vida pelas ovelhas" Jesus puxa tudo para si, ensinando-nos a crer que o sofrimento de todos os santos nada é em comparação com o seu próprio sofrimento. Jesus ensina com essa declaração que qualquer santo, seja Moisés ou qualquer um dos profetas, mesmo tendo pregado e ensinado corretamente, em relação à tarefa de morrer pelas ovelhas e ter as ovelhas como sua propriedade, eles não passam de mercenários, incapazes de salvar do lobo as ovelhas. Seja quem for, Moisés, um dos Profetas ou qualquer outro santo, por mais que tenham se esforçado em ensinar corretamente, são incapazes de salvar uma ovelha sequer.  
         Ao dizer: "Eu sou o bom Pastor e dou a minha vida pelas ovelhas", Jesus diz que somente ele, exclusivamente ele, é quem ajuda contra o lobo, a morte e o diabo. Sendo assim, as palavras "Eu sou o bom Pastor e dou a minha vida pelas ovelhas" é um maravilhoso convite à que se abandone a confiança numa vida santa e se aprenda que somente pela fé no bom pastor Jesus que deu a vida pelas ovelhas que há segurança de salvação.
         Ao dizer: "Eu sou o bom Pastor e dou a minha vida pelas ovelhas" Jesus ensina que antes de abandonar suas ovelhas a mercê do lobo, veio ao encontro do lobo e se deixou trucidar pelo mesmo.
         Com a afirmação de Jesus "Eu sou o bom Pastor e dou a minha vida pelas ovelhas" ensina que na questão da salvação não se pode contribuir com nada. Tudo foi realizado por Jesus. Ao dizer "Eu sou o bom Pastor e dou a minha vida pelas ovelhas" ouve-se o eco das palavras da cruz: “Está consumado!” (Jo 19.30).
         Ao ouvir as palavras "Eu sou o bom Pastor e dou a minha vida pelas ovelhas" – pode-se discorrer sobre o mesmo no tocante a doutrina, na perspectiva do amor. Pode-se citar as palavras do apóstolo João em sua carta: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1Jo 3.16).
         Jesus morreu pela humanidade, para salvá-la dos seus pecados, da morte eterna e isso sem a realização humana, afinal, disse Jesus "Eu sou o bom Pastor e dou a minha vida pelas ovelhas".
         Independente das minhas obras, Jesus morreu por mim. Ouça o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, “Mas Deus prova seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). A fé transforma as pessoas! Pela fé se é tirado das trevas! A fé nos faz viver uma vida sob a graça de Deus!
         Não é uma vida de amor e de obras que contribuem para a salvação, mas o amor e as obras representam a vida de um cristão redimido por Jesus. Pela fé conheço o amor, sabendo que Cristo morreu por mim e dando a minha vida pelo meu próximo. Nessa perspectiva, cada cristão foi feito e é chamado a ser um bom pastor para seu próximo. A doutrina referente ao amor ao próximo ressalta que em Jesus cada cristão foi feito um bom pastor. O cristão é incapaz de salvar da morte, dos pecados e do diabo, mas como bom pastor para seu próximo, pela fé, é capacitado a dar sua vida a fim de que outros sejam atraídos à Palavra de Deus e sejam levados à compreensão do Bom Pastor Jesus.
         Lembre-se: o mundo e o diabo são inimigos da Palavra de Deus. Sendo assim, quando você foi feito um bom pastor para atrair outros à Palavra de Deus, esses inimigos, o mundo e o diabo irão te atacar violentamente para que você se afaste e afaste outros.
         Quando Jesus diz "Eu sou o bom Pastor e dou a minha vida pelas ovelhas" ensina que a fé na sua maravilhosa obra conduz as pessoas a pensarem como ovelha. E ovelha se ocupa de ovelha. Ovelha sabe o que outra ovelha precisa. Morrer pelas ovelhas é suprir as mesmas da sua maior necessidade. Jesus fez isso por mim ovelha perdida. Nós somos enviados a outras ovelhas para nos ocuparmos com elas.
         Toda ovelha é aterrorizada pelo lobo e corre o risco de estar sendo guiada por um mercenário. Quem é o lobo? Diabo, morte, os hereges. E os mercenários? São os falsos pregadores, aqueles que apontam para outros meios de salvação fora de Cristo.
         O bom pastor aqui nesse mundo, não aquele que morreu na cruz, é aquele pregador fiel que não se apavora em dizer a verdade diante do lobo ou do mercenário. É aquele que não priva as pessoas da verdadeira interpretação bíblica em detrimento de seus desejos e satisfação pessoal. O mercenário prega para proveito próprio. Esses mercenários são conhecidos e seguidos porque muitas ovelhas também estão atrás de seus interesses.
         Ao dizer: “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas” (Jo 10.14-15), Jesus faz clara distinção e separação de quem de fato é a sua ovelha. Quem são as ovelhas de Jesus? São aquelas que conhecem Jesus. Qual Jesus você conhece? O lobo, o diabo, continua fazendo festa com os mercenários e aponta outros caminhos de salvação e outro tipo de Jesus para ovelhas que estão sendo devoradas.
         As palavras de Jesus "Eu sou o bom Pastor e dou a minha vida pelas ovelhas" estão sendo silenciadas por muitos mercenários. Todo pastor, pregador, cristão, precisa anunciar nada mais do que apenas o Cristo de deu a sua vida pelas ovelhas.
         Antes de terminar é importante ressaltar que todo o capítulo 10, os versos 1-18, é uma parábola contada por Jesus. E todo esse episódio que trata sobre a ovelha e o seu pastor ensina que tudo depende do ouvir. Se a ovelha ouve a voz do Bom Pastor, ela se salva.
        Se você deseja permanecer ovelha de Jesus, saiba que é necessário continuar conhecendo o Bom Pastor, e isso só é possível pelo ouvir a Palavra de Deus e através da fé. As ovelhas conhecem o Bom Pastor pelo ouvir do Evangelho e Cristo conhece as suas ovelhas a verem que estão ouvindo a voz do Evangelho.
         Ao dizer "Eu sou o bom Pastor e dou a minha vida pelas ovelhas" Jesus se apresenta e se mostra como verdadeiramente é. E é justamente assim que Ele deseja que o conheçamos. Amém!


M.S.T. Rev. Edson Ronaldo Tressmann
cristo_para_todos@hotmail.com

Bibliografia

Dez sermões sobre o Credo. Tradução: Lindolfo Weingartner. Editora: Sinodal, 1987.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A pregação das Escrituras pelo Cristo Ressuscitado!

3º Domingo de Páscoa – 19/04/2015
Sl 4; At 3.11-21; 1Jo 3.1-7; Lc 24.36-49
Tema: A pregação das Escrituras pelo Cristo Ressuscitado!

         Dia após dia somos surpreendidos com notícias que nos trazem alegria. A notícia de um nascimento, aumento do salário, a promoção no emprego, etc.
         As alegrias não estão presentes apenas na vida terrena, mas também na vida espiritual. Depois da ressurreição, Jesus ainda permaneceu 40 dias na terra. Durante esse tempo, apareceu diversas vezes aos discípulos para convencê-los da ressurreição e dar-lhes as últimas instruções sobre o importante trabalho que deveriam realizar. Jesus havia acabado seu trabalho e tudo estava e está pronto para a salvação. No entanto, havia chegado a vez da igreja testemunhar sobre a vitória de Cristo e de sua segunda vinda.
      O médico Lucas relata que Jesus “abriu o entendimento” dos seus discípulos para que entendessem as Escrituras. Afinal, tudo o que os discípulos tiveram oportunidade de viver já havia sido anunciado pela Escrituras Sagrada através dos profetas. 
     Tudo o que havia sido anunciado pelos profetas por longos anos, em Jesus Cristo havia sido realizado. E agora, os discípulos foram enviados à testemunhar.
         O que é testemunhar? É dar testemunho, declarar ter visto, ouvido ou conhecido. Demonstrar, manifestar.
         A igreja é enviada a testemunhar o que?...que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em nome se pregasse arrependimento para remissão dos pecados a todas as nações, começando de Jerusalém” (Lc 24.46-47).
         A quantos você já testemunhou a sua fé em Jesus? Ao menos iniciou em Jerusalém, ou seja, em sua casa. Digo e repito: “cada pai e mãe preocupados em batizar seu filho em si já é um grande missionário. Cada pai e mãe ocupado com a educação cristã de seu filho é um magnifico missionário”. Lembre-se: a negligência no testemunho é condenada por Jesus: “Se nesta época de incredulidade e maldade alguém tiver vergonha de mim e dos meus ensinamentos, então o Filho do Homem, quando vier na glória do seu Pai com os santos anjos, também terá vergonha dessa pessoa” (Mc 8.38). O testemunho é algo próprio de um(a) filho(a) salvo: “Se você disser com a sua boca: “Jesus é Senhor” e no seu coração crer que Deus ressuscitou Jesus, você será salvo” (Rm 10.9).
         Todas as promessas de salvação proclamadas pelos profetas no antigo testamento se cumpriram em Jesus Cristo. E Jesus Cristo ressuscitado tendo aparecido aos seus discípulos ratifica que nEle toda a Escritura se cumpriu. Jesus ressuscitado prega as Escrituras.
         Se testemunhar é dar testemunho, saibamos que o único fato que podemos testemunhar sem medo é a respeito das promessas sobre o envio do Salvador e de sua maravilhosa obra. Testemunhar o que de fato as Escrituras dizem, sem encenação ou desvio. Jesus ressuscitado prega as Escrituras Sagradas e nos mostra com isso que nós, igreja cristã, fomos e somos enviados para pregar as Escrituras assim como a mesma se prega. Amém!

Rev. M.S.T. Edson Ronaldo Tressmann


Bibliografia:

Vox Concordiana Ano 8 – n. 2 -1992. Auxilio Homilético de Prof. Raul Blum.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Missão de Paz!

2º Domingo de Páscoa – 12/04/2015
Sl 148; At 4.32-35; 1Jo 1.1-2.2; Jo 20.19-31
Tema: Missão de Paz!


           Mesmo os cristãos estão e são vulneráveis diante das emoções. Mesmo o cristão tendo sido feito nova criatura, a sua velha natureza o faz sentir-se frágil diante dos fatos doa dia-a-dia.
    Cada pessoa consegue planejar sua semana, mês, ano, mas, não consegue planejar o dia em que vai parar num hospital ou cemitério.
     Esses imprevistos levam a um sentimento de desespero, ansiedade, medo, abatimento e desânimo.
        Vive-se numa sociedade enclausurada pelo medo. Medo do desemprego, de um assalto, de uma crise familiar, etc.
      O terapeuta cristão Gary R. Collins faz distinção entre ansiedade normal e ansiedade aguda, neurótica. A ansiedade normal é aquela que reage naturalmente diante dos perigos e ameaças. Essa é facilmente controlada ou diminuída quando os acontecimentos vão se modificando. A ansiedade aguda ou neurótica desenvolve sentimentos exagerados e desesperados, mesmo quando o perigo é inexistente.
         Não importa que tipo de ansiedade você sofre, o importante é que Jesus quer te socorrer. Esse socorro vem através da pregação da Palavra, onde se é consolado e fortalecido na fé.
           Quando se fala em crise do medo, logo se imagina que o medo faz parte da vida de alguém que não é cristão. No entanto, isso não é verdadeiro. O relato do evangelho de João 20.19-31mostra exatamente uma crise de medo.
          Diz o relato do evangelho que os discípulos estavam trancados dentro de uma casa com medo. Observe que o evangelho diz que os discípulos estavam trancados no período da tarde, quando já sabiam que Jesus havia ressuscitado.
         O medo assalta a vida das pessoas e as impede de viver a verdadeira vida. Na Palavra de Deus, se consegue ver outras situações de medo.
        Por ocasião da queda em pecado (Gn 3.10), Adão disse que teve medo e se escondeu.
         Quando os irmãos de José reconheceram o governador como sendo o irmão que haviam vendido, sentiram medo (Gn 43.18).
         Os discípulos quando viram Jesus andando sobre as águas imaginaram ser um fantasma e ficaram apavorados de medo (Mt 14.26).
         Os líderes judeus ficaram com medo de Jesus, afinal, as pessoas gostavam de sua doutrina Mc 11.18).
         Há o relato de uma pessoa que deixou de usar os seus dons por medo do rigor do dono (Lc 19.21).
         O evangelho de João relata que “ninguém falava abertamente sobre Jesus, por medo dos líderes judeus” (Jo 7.13).
        Nicodemos procurou Jesus a noite, afinal, tinha medo dos líderes judeus (Jo 3.1).
       Quando o apóstolo Paulo foi convertido, muitas pessoas tinham medo, imaginando que a conversão era uma estratégia para prendê-los (At 9.26).
         A crise do medo – qual está sendo a sua?
      O evangelho (Jo 20.19-31), apresenta a crise do medo dos discípulos. E diante dessa crise, Jesus, o Filho enviado de Deus, vitorioso aparece e diz aos seus discípulos: “Paz seja convosco”.
      Os discípulos e as mulheres estavam enfrentando a crise do medo e da insegurança. Esse abalo emocional os levaram a perder a paz. Não se sentiam confortáveis e nem sequer consolados.
         Qual é a paz que Jesus nos oferece? São os diversos bens que Jesus dá aos seus. Conforme (Nm 6.26), nos olha com amor. O salmista (Sl 29.11) diz que Deus nos dá força e nos abençoa com paz. Mesmo que não pareça, (Is 9.6,7), Deus continua nos governando. Nos permite ainda ter paz aqui na terra.
         A paz de Jesus não é palpável! Ela é energia na fraqueza. Luz na escuridão. Vida na morte. Etc.
         E para essa missão de paz é que a igreja foi e é enviada. A igreja proclama a paz através da Palavra de Deus que anuncia que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, o meio pelo qual se é salvo. Amém!


Rev. M.S.T. Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 30 de março de 2015

Jesus ressuscitado é a nossa ressurreição!

05/04/2015

A Ressurreição do Senhor

Domingo de Páscoa
Sl 16; Is 25.6-9; 1Co 15.1-11; Mc 16.1-8
Tema: Jesus ressuscitado é a nossa ressurreição!

         Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem embalsamá-lo. E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol, foram ao túmulo. Diziam uma às outras: Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo? E, olhando, viram que a pedra já estava removida; pois era muito grande. Entrando no túmulo, viram um jovem assentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram surpreendidas e atemorizadas. Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham posto. Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a Galileia; lá o vereis, como ele vos disse. E, saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e de assombro; e, de medo, nada disseram a ninguém (Mc 16.1-8).

         Nesse dia de festa, páscoa, iremos pregar sobre a ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, em honra e louvor ao misericordioso e eterno Deus. Falar sobre a ressurreição é falar sobre o que há de mais sublime e elevado, pois, na ressurreição se baseia, não só a nossa vida presente, mas também a nossa vida futura e eterna. Além de pregar sobre a ressurreição é importante que cada qual escute com seriedade e agradeça a Deus por esse fato extraordinário.
         O problema é que não podemos anunciar nem sequer ouvir tal mensagem de forma suficiente, por não ser possível compreendê-la suficientemente.
         É necessário lembrar a todos que não pregarei nada de novo nesse dia, afinal, pregarei sem parar a respeito daquele homem chamado Jesus Cristo, verdadeiro Deus e homem, e morto por nosso pecado e ressuscitado por causa da nossa justiça, “aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5.21).
         É necessário que se pregue constantemente a respeito da ressurreição de Jesus, pois nunca estaremos inteirados sobre o mesmo suficientemente, continuaremos sendo bebê e criancinhas a esse respeito.
         No atual contexto eclesiástico poucos são os pregadores que pregam a respeito da ressurreição como convêm, e pior ainda, são poucos os que aprendem e entendem esse assunto. Na verdade, não se pode esvaziar uma história tão cheia de detalhes como a que acabamos de ouvir através de João Marcos no evangelho desse domingo de páscoa (Mc 16.1-8).
         Jesus não foi e não é qualquer profeta. Jesus não é um espírito que atingiu o ápice da reencarnação. O que há de sublime e extraordinário nas palavras do evangelho é a vitória do Senhor Jesus Cristo sobre o pecado, a morte, o diabo e o inferno. Jesus Cristo dilacerou a morte em si mesmo. Nem o diabo, nem a morte nada puderam fazer a Jesus. Ele ressuscitou!
         Nossa confissão, a confissão de cada cristão é: “Creio em Jesus Cristo, filho único de Deus, concebido pelo Espírito Santo, nascido da virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, crucificado, morto e sepultado. Desceu ao inferno, no terceiro dia ressuscitou dos mortos, ...”. As palavras da Confissão mostram que Jesus é vencedor da morte, do inferno, do diabo e que pela fé, nós também o somos.
         Como Luteranos, durante todo o ano ouvimos como o nosso Senhor Jesus Cristo, através da sua vitória alcançada em si mesmo, derrotou e venceu pecado, morte e diabo: ao diabo trucidou em seu próprio corpo; afogou a morte em seu próprio sangue; apagou-o em seu sofrimento e em sua paixão. Efetuou isso tudo por si só e em si só, mas não o guardou para si só e para si mesmo. Pois, sendo Deus verdadeiro e eterno e Senhor de todas as coisas, não tinha necessidade de tal vitória, para si mesmo, e muito menos necessidade de tornar-se homem, ou de sofrer sob Pôncio Pilatos. O fato de Jesus Cristo ter realizado tais coisas, isto é para mim, para você e para todos.
         Nós não apenas cremos somente que Cristo, em pessoa, morreu e ressuscitou dos mortos. Igualmente cremos que precisamos nos apoderar deste sofrimento e da ressurreição, como sendo tesouro dado e doado a nós, e encontrar no mesmo consolo. A mensagem da ressurreição de Jesus Cristo pretende nos consolar e tranquilizar. A mensagem da ressurreição de Jesus Cristo é maior do que o céu e a terra, e na qual o pecado e a morte de todo o mundo foram devorados. Essa ressurreição eu deverei possuir para vencer a minha morte. A minha santidade não o deverá fazer; de fato, ela é incapaz de efetuá-lo, assim como é incapaz de me livrar de qualquer peso do pecado e mesmo da morte. Foi Jesus que em si e por si obteve eterna e gloriosa vitória contra pecado, morte e diabo, e essa vitória é minha, uma vez que eu creia em Jesus.
         Quem não quiser crer, que o deixe, mas, continuarei a pregar o que vocês precisam e necessitam ouvir. A ressurreição de Jesus é a nossa vida (Cl 3.4).
         Quando o diabo ataca uma pessoa, faz com que céu e terra a apertem. Tal coisa ele faz através do pecado. Da mesma forma vai agindo através da morte. A esta ele consegue exagerar de forma tão horrível, hedionda e abominável que as pessoas se esquecem totalmente de Deus e de sua palavra, principalmente a certeza de que “a morte já não tem mais poder para ferir”. O diabo é artista de mil artimanhas, é mestre do pecado e da morte.
         E proveitoso e é necessário que as pessoas se animem contra tal inimigo, que se preparem para o enfrentar, com a reta compreensão do poder e do fruto da ressurreição de Cristo. Pois ele não veio ao mundo por amor de si mesmo, não se fez pregar na cruz em seu próprio benefício. Não teve necessidade de fazer tal coisa em seu próprio proveito, mas carregou o nosso pecado, devorou a nossa morte através da sua morte, e o inferno que nos era destino, ele o destruiu, como anunciou por boca do profeta Oséias: "Eu os remirei do poder do inferno e os resgatarei da morte, Onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição?" (Os 13.14).
         Diga sempre, repita todos os dias: “sei que meu pecado é grande, por mais que a morte me assuste, pareça horrível e amarga, no entanto, na paixão e morte de Jesus, bem como a sua ressurreição está a minha garantia de que sou e estou salvo e que nem mesmo a morte, por mais dolorosa que seja, me tirará de suas mãos”.     
         Jesus Cristo presenteia sua ressurreição, sua vitória e seu triunfo a todos os que creem. “Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.57).
         Você se alegra por essa vitória? Ou, apenas deseja vitória financeira?
         A vitória de Jesus Cristo, sua ressurreição, um tesouro inestimável, mas que não é valorizado por não poder ser tateado e manuseado nessa vida.
         “Entrando no túmulo, viram um jovem assentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram surpreendidas e atemorizadas. Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui;...”. Que a certeza da ressurreição seja nosso consolo e motivação para enfrentarmos a vida nesse mundo. Amém!


M.S.T. Rev. Edson Ronaldo Tressmann


Bibliografia
Dez sermões sobre o Credo. Tradução: Lindolfo Weingartner. Editora: Sinodal, 1987.


segunda-feira, 23 de março de 2015

Estão abertas as portas das justiça!

29/03/15
Domingo de Ramos
Sl 118.19-29; Zc 9.9-12; Fp 2.5-11; Mc 14.1-15.47
Tema: Estão abertas as portas da justiça!

      
           Cada porta traz em si algo misterioso. As pessoas são curiosas em saber o que há atrás das portas.      Havia um programa na TV brasileira cujo apresentador após contar o sonho do participante, pedia que as portas da esperança fossem abertas dizendo a seguinte frase: “Abram-se as portas da Esperança”.
         “Abri-me as portas da justiça; entrarei por elas e renderei graças ao Senhor” (Sl 118.19)
         O que há por trás das portas da justiça? O que é “porta da justiça”?
         Nas portas eram resolvidos as principais questões. Só adentrava a porta quem já estava com sua situação resolvida ou por ser atendida.
         “Abri-me as portas da justiça; entrarei por elas e renderei graças ao Senhor” (Sl 118.19). Deus abriu as portas da justiça em seu Filho Jesus. Jesus disse: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (Jo 10.9).
         Quem poderá estar junto aos santos cantando de maneira alegre esse hino de agradecimento a Deus?
         De acordo com a tradição hebraica, “portas” significa prefeituras, escolas, sinagogas, tribunais e todas as instituições públicas onde se trata de assuntos comunitários e públicos (Pv 31.23). Assim, “Portas da justiça” pode ser tido como uma referência as paróquias onde se desenvolve publicamente os ofícios da cristandade: pregação, ensino, batismo, administração do sacramento, disciplina, consolo.
         Ao pedir para que as “Portas da justiça” lhe sejam abertas o salmista se refere aquilo que é tratado amplamente no novo testamento, ou seja, dá-me perdão dos pecados, graça e fé.   
         Pastores são chamados para abrir as “portas da justiça”, ou seja, exercer em lugar da comunidade cristã, o ofício das chaves, oferecendo as pessoas perdão dos pecados.
         É importante manter a igreja em atividade. No entanto, não como uma atividade humana, mas sim divina. A igreja é o lugar onde se proclama a Palavra de maneira correta, se administra os Sacramentos conforme a ordem divina. Afinal, pelos meios da Graça – Palavra e Sacramentos, é que se é dado o perdão dos pecados.
         “Esta é a porta do Senhor; por ela entrarão os justos” (Sl 118.20)
         Com essas palavras o salmista fala sobre culto. A verdadeira porta, o verdadeiro templo, o verdadeiro culto é realizado quando se louva a Deus pela salvação recebida: “Render-te-ei graças porque me acudiste e foste a minha salvação” (Sl 118.21). Infelizmente, muitas “portas da justiça” foram transformadas em portas da justiça pessoal. Há muitos que mesmo se confessando cristão, vivendo numa prática cristã, não reconhecem Jesus como seu salvador, assim, não se sentem acudidos e nem confessam Jesus como seu salvador.
         Mesmo que muitos adentrem na igreja, ninguém pertence a verdadeira comunidade dos santos sem que seja verdadeiramente crente, cristão. Quem não é crente, cristão não pertence a igreja cristã. Todo crente, todo cristão é aquele que crê em Jesus como sendo seu único e suficiente salvador. O cristão só se gloria de uma coisa – é santo e justo em Cristo (Dn 7.18,21,25,27). Infelizmente muitos que se dizem cristãos estão vendendo suas obras como obras santas.
         Quem crê é justo e santo e entra pela porta. Os judeus se gloriam de serem descendência de Abraão, de terem a lei, isso parecia lhes dar uma proximidade maior com Deus. No entanto, disse o salmista e é repetido no Novo testamento: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular;” (Sl 118.22). Jesus foi humilhado mais do que todos os santos para que cada um de nós sejamos exaltados.
         O salmo 118 era bastante conhecido entre o povo de Israel. As palavras do versículo 25: “Oh! Salva-nos, Senhor, nós te pedimos; oh! Senhor, concede-nos prosperidade!” foram cantadas por ocasião da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. No domingo de Ramos ouvimos esse cântico.
         O povo clama: “Socorro, por favor, socorro”. Essas palavras são expressas por corações insistente, por pessoas que tentam convencer a Deus através da sua exclamação. E certos de que a salvação estava chegando o povo exclamava: “Bendito o que vem em nome do Senhor...” (Sl 118.26).
         As pessoas cantavam aleluia pela salvação que estava chegando. Cantar aleluia no final da quaresma, início da semana santa é ressaltar que a salvação enviada por Deus em seu Filho Jesus.
         Somente os crentes cantam: “bendito aquele que vem em nome do Senhor”. Esse hino nunca estará na boca de um ateu. São palavras da boca de um cristão. Nós somos abençoados por estarmos na casa de Deus, por termos adentrado nas “portas da justiça” e mais uma vez receber a certeza da salvação no perdão oferecido e dado por Jesus. E justamente por isso junto ao salmista e todo o povo de Deus podemos confessar: “Tu és o meu Deus, render-te-ei graças; tu és o meu Deus, quero exaltar-te” (Sl 118.28). Amém!


Rev. M.S.T. Edson Ronaldo Tressmann
cristo_para_todos@hotmail.com
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segunda-feira, 16 de março de 2015

Ricos na riqueza da Palavra de Deus

22/03/15
5º Domingo na Quaresma
Sl 119.9-16; Jr 31.31-34; Hb 5.1-10; Mc 10.35-45
Tema: Ricos na riqueza da Palavra de Deus! 


1 - Jovem, qual é a sua maior riqueza? 2 - Por que os jovens são acusados de serem desajustados? Será que é devido à falta de responsabilidade? Sonhos? Foco? 3 - O que seria do Brasil sem os abrigos para menores, FEBEM, Conselho tutelar, etc.? 4 - Qual é o motivo pelo qual, mesmo que existam esses órgãos, não há resolução para muitas delinquências juvenis?
Acredito que a resposta é simples: “Não se conhece ou se conhece não se faz uso da solução”. O salmista diz: “Como pode um jovem conservar pura a sua vida? É só obedecer aos teus mandamentos” (119.9).
E quem se recusar de ouvir a Palavra? Salomão diz: “Jovem, aproveite a sua mocidade e seja feliz enquanto é moço. Faça tudo o que quiser e siga os desejos do seu coração. Mas lembre de uma coisa: Deus o julgará por tudo o que você fizer (Ec 11.9). A Palavra de Deus nos é dada para nossa felicidade e auxilio para uma vida plena.
Conhecer a Palavra: eis a solução de Deus para os jovens! No entanto, conhecer não é apenas ter decorado histórias bíblicas, saber decorada uma oração, ou o credo. Conhecer - envolver viver os ensinos da Palavra de Deus.
A Palavra de Deus que é viva e poderosa, que corta mais que qualquer espada afiada, que atinge o íntimo de qualquer pessoa e que julga desejos e pensamentos (Hb 4.12) revela o pecado e aponta o verdadeiro e único salvador. A Palavra de Deus é instrumento dado por Deus para que os jovens enfrentem as situações vividas no dia-a-dia. “A tua palavra é lâmpada para guardar os meus passos, é luz que ilumina o meu caminho” (Sl 119.105); “As suas instruções são uma luz brilhante, e a sua correção ensina a viver” (Pv 6.23); “Os ensinos do Senhor são certos e alegram o coração. Os seus ensinamentos são claros e iluminam a nossa mente” (Sl 19.8).
De que maneira o jovem pode guardar puro o seu caminho? Observando segundo a sua palavra”.
         As palavras do Salmo 119 foram escritas por alguém que considerava a Palavra de Deus como a maior riqueza que Deus lhe havia deixado. 
          Jovem, qual é a sua maior riqueza? A Palavra de Deus é descrita como uma riqueza através dos seguintes verbos: Observar, buscar, guardar, ensinar, testemunhar, valorizar, meditar, sentir prazer.
           O que torna a Palavra de Deus a maior de todas as riquezas é porque a mesma aponta para o amor de Deus revelado em Cristo Jesus, como apresentado pelo evangelista: “...o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente” (Mc 10.45). Amém! 

 M.S.T. Rev. Edson Ronaldo Tressmann
cristo_para_todos@hotmail.com
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“tragam para mim”. Quando o pouco encontra as mãos de Cristo!

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