terça-feira, 27 de agosto de 2013
Diante das autoridades e de Deus.
01/09/13 – 15º Domingo após
Pentecostes.
Sl 131; Pv
25. 2 - 10; Hb
13. 1 – 17; Lc 14. 1 - 14
“Quando você estiver diante das autoridades, não se faça de
importante. É melhor que depois lhe dêem um lugar de honra do que você ser
humilhado na presença das autoridades.”
(Pv 25. 6 – 7)
Salomão
durante seu reinado pronunciou muitos provérbios. Os ditos populares de Salomão
deram origem ao livro de Provérbios e, é maravilhoso podermos meditar nas
palavras “Quando
você estiver diante das autoridades, não se faça de importante. É melhor que
depois lhe dêem um lugar de honra do que você ser humilhado na presença das
autoridades.” Por que essas palavras são importantes e necessárias se
estamos vivendo tantos outros problemas? A verdade é que a atual
conjuntura nacional na qual estamos inseridos nos confunde e massacra.
Anos
atrás, em 2007, foi divulgada uma pesquisa transformada em livro com o titulo:
“Perfil dos Brasileiros.” A pesquisa
relatou sobre qual é o pensamento dos brasileiros sobre, sexualidade,
corrupção, política, jeitinho brasileiro, etc.
Salomão
é conhecido pela sua sabedoria. Diferentemente de tantas outras pessoas
inteligentes, Salomão fez uso da sua sabedoria para benefício de todas as
pessoas, não somente para si próprio. Com sua sabedoria apurada, observada em
seus provérbios, sempre conduziu as pessoas a uma reflexão prática.
Qual é o lado
prático dessas palavras “Quando você estiver diante das autoridades, não se faça
de importante. É melhor que depois lhe dêem um lugar de honra do que você ser
humilhado na presença das autoridades?”
Salomão está tratando sobre nossa atitude perante os outros.
Prática
vem de experiência. E quando Salomão diz: “Não te glories na presença dos reis...” o faz por
experiência própria, por ser rei. Ele sabia que muitas pessoas ao se aproximar
dele, engrandeciam-se para fazer-se e se sentir importante. Ao dizer essas
palavras na rua ou no seu palácio queria dizer às pessoas que desejavam ser o
centro das atenções para que se colocassem no seu lugar.
Na
época de Salomão as pessoas gostavam de encher o seu próprio balão. As pessoas
gostam de puxar sardinha pra tudo o que é seu. O meu é o melhor. Eu sei tudo. Já
vi de tudo. Posso falar sobre o assunto. E em muitas situações, essas frases
não são para ajudar, na verdade, servem para humilhar o outro e exaltar a si
mesmo.
As
palavras “Quando
você estiver diante das autoridades, não se faça de importante. É melhor que
depois lhe dêem um lugar de honra do que você ser humilhado na presença das
autoridades” (Pv 25. 6 – 7) confrontam a humildade
e a exaltação.
Pessoas
egocêntricas, ou seja, que gostam de ser o centro das atenções, cedo ou tarde
passam por alguma humilhação. Esse tipo de pessoa se expõe demais e acaba se
perdendo. No entanto, vale lembrar que o egocêntrico sofre. Sofre por ter que
manter uma postura que não é a dele. Muitas vezes precisa viver de aparências
para manter a aparência. E sendo assim, o egocêntrico precisa de ajuda. E para
ajudar, Salomão diz: “Quando você estiver diante das autoridades, não se faça
de importante. É melhor que depois lhe dêem um lugar de honra do que você ser humilhado
na presença das autoridades.” (Pv
25. 6 – 7).
As
palavras de Salomão nos fazem lembrar sobre o que Jesus disse conforme
apresentado pelo evangelista Lucas 14. 1, 7 – 14. Jesus acha feia a atitude dos
convidados que escolhiam os primeiros lugares e sentencia “pois todo o que se exalta será humilhado; e
o que se humilha será exaltado” (Lc 14.11).
“Não te glories
na presença dos reis” – são palavras de Salomão, mas sendo
inspiradas pelo Espírito Santo foi retransmitida pelo verdadeiro conhecedor da
mesma, Jesus.
Ao
contar a parábola dos primeiros lugares, Jesus chama a atenção para a atitude perante o
próximo e além disso chama a atenção para a nossa postura perante Deus.
“Não te glories
na presença dos reis” - Jesus
era o rei dos reis. Fariseus, saduceus e líderes religiosos não o reconheceram
como tal. Como dito pelo evangelista João “veio para o que era seu, e os seus não o receberam”
(Jo 1.11).
As
pessoas se mostravam importantes perante Jesus e se exaltavam de maneira tal
que muitas vezes foram repreendidos. O evangelista Mateus narra um episódio em
que os discípulos estavam discutindo sobre quem era o maior no reino de Deus. Mateus
diz que Jesus coloca no meio deles uma criança para lhes ensinar que: “...aquele que se
humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus” (Mt
18.4). E como reprovação aos fariseus Jesus disse que “os sãos não precisam de médico, e sim os
doentes” (Mt 9.12).
Mesmo Jesus tendo
ensinado muito sobre humildade, os judeus continuavam se exaltando. E essa
exaltação aconteceu diante da humilhação do Filho de Deus ao ocupar nosso lugar
na cruz. Diante da cruz, os que se exaltavam diziam: “salvou os outros; a si mesmo se salve, se
é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido...Se tu és o rei dos judeus, salva-te
a ti mesmo” (Lc 23.35 - 37). Até mesmo um ladrão se exalta dizendo:
“Não és tu o
Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também” (Lc 23.39).
Assim como as pessoas se
engrandeciam perante os homens, muitos se engrandeciam perante o próprio Deus,
querendo ser importante perante o homem mais importante do mundo. Aquele que
estava morrendo na cruz para exaltar a humanidade pecadora foi despedido com
exaltação das pessoas sem poderem ter com que se exaltar.
A falta de humildade não
é algo novo. Desde a queda em pecado o ser humano busca se exaltar sobre o
outro.
Davi, homem importante,
tentando manter a aparência, tentou esconder seu pecado mandando Urias na linha
de frente da batalha para ser morto. A mãe de Tiago e João pediu a Jesus “...que, no teu
reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua
esquerda” (Mt 20.21).
Não menos orgulhoso é o
fariseu da parábola contada por Jesus. Ele agradecia por não ser como os demais
homens. Não era ladrão, não era injusto, não era adúltero, jejuava duas vezes
por semana, dava o dízimo. Era o “cara”
da época.
Muitos que ouviram a
parábola contada por Jesus desejaram por um momento ser como esse fariseu. Ele
era importante, cumpria a lei de Deus, aparentemente uma boa pessoa, ninguém
tinha moral para repreendê-lo. De um lado um homem exaltado.
Do outro lado, um homem
aparentemente humilhado. Cabeça baixa, rejeitado pelos fariseus. Humilhado,
apenas dizia: “querido
Deus, meu pecado é grande, me perdoa, sou pecador.”
Era o famoso, “Zé Ninguém.”
Um coitado. A plateia, composta por muitos fariseus, estava se sentido superior
a todos os demais. E é ai que entra a preciosa lição de Jesus. Ele exalta o publicano.
Talvez você esteja surpreso,
assim como ficou surpresa aquela plateia.
A reação deve ter sido de
revolta. Talvez indagaram Jesus dizendo que “não é possível.”
Milhares de pessoas em
seu orgulho não estão de fato certos que Jesus veio para buscar e salvar o
perdido. Vivem suas vidas tentando agradar a Deus e fazer disso um ato de
barganha com Deus.
Jesus ensina para todos
os que querem se exaltar perante ele que isso não é possível. “Não há justo,
nem um sequer,” (Rm 3.10). Não salvamos a nós mesmos pela lei ou
pelas obras. Para que a nossa salvação fosse possível foi necessário como diz
João: “o
verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a
sua glória, glória como unigênito do Pai” (Jo 1.14).
A humildade é importante
e necessária. Principalmente ao reconhecer os nossos pecados e implorar o
perdão de Deus. Deus, em Jesus, atende o nosso pedido e nos perdoa.
Jesus foi humilde para
resgatar a todas as pessoas, inclusive os orgulhosos. Os egocêntricos também
são alvos do amor de Deus em Jesus.
Com as palavras de
Salomão “Quando
você estiver diante das autoridades, não se faça de importante. É melhor que
depois lhe dêem um lugar de honra do que você ser humilhado na presença das
autoridades” e com as palavras de Jesus “pois todo o que se exalta será humilhado; e
o que se humilha será exaltado” (Lc 14.11) fomos conduzidos a
refletir na nossa postura diante de Deus e do próximo.
Nossa postura precisa ser
de Humildade. Humildade para nos reconhecer pecador diante de Deus. E Humildade
no trato com o próximo. Amém!
Edson Ronaldo Tressmann
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Um convite - chega de mãos cansadas e joelhos enfraquecidos
25/08/13 – 14º Domingo após
Pentecostes
Sl 50. 1 -
15; Is 66. 18 - 23; Hb 12. 4 - 24; Lc 13. 22 - 30
Tema: Um convite - chega de mãos cansadas e joelhos
enfraquecidos
No
texto de Hebreus 12.12 lemos: “...levantem suas mãos cansadas e fortaleçam os seus
joelhos enfraquecidos.”
O
sermão escrito aos Hebreus tem como objetivo animar muitos cristãos que estavam
desanimando. Por isso, duas semanas atrás meditamos no tema: a maior e melhor
aventura da nossa vida, tendo como base o sermão de número 11, ou seja, do capitulo
11de Hebreus.
O
sermão aos Hebreus ao buscar animar os cristãos desanimados, apontou para grandes
heróis e heroínas da fé cristã. Relembremos: Hb 11, 2, 4, 5, 7, 8, 20, 21, 22,
23, 24, 29, 31, 32. Seus nomes: pessoas do passado, Abel, Enoque, Noé, Noé e sua
família, Abraão, Isaque, Jacó, José, pais de Moisés, Moisés, israelitas que
atravessaram o Mar Vermelho, Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi,
Samuel e os profetas. Todos esses também enfrentaram desanimo, mas foram
vitoriosos pela fé em sua maior e melhor aventura.
Se
havia o risco de que muitos abandonassem a fé em Jesus Cristo, o sermão 12, ou
seja, do capitulo 12 de Hebreus é um sermão de encorajamento aos fiéis para que
permaneçam no chamado de Deus. É um chamado para que não abandonem a fé e não
se desgrudem de Jesus Cristo e tenham em Cristo a certeza de que chegarão ao
Monte Sião, v. 22.
“...levantem suas
mãos cansadas e fortaleçam os seus joelhos enfraquecidos.”
No
culto da semana passada, ao meditar nas palavras do profeta Jeremias 23. 16 –
29, aprendemos que o exilio era o meio de disciplina ao povo de Israel. Para essa
disciplina, Deus estava usando Nabucodonosor como vara em suas mãos. E para
completar a necessidade de sermos disciplinados e olhar para o sofrimento como
estando nas mãos de Deus, e sendo por permissão de Deus, o sermão aos Hebreus
anuncia: “suportem
o sofrimento com paciência como se fosse um castigo dado por um pai, pois o
sofrimento de vocês mostra que Deus os está tratando como seus filhos...”
(Hb 12.7).
Mesmo
no sofrimento, Deus está nos cuidando e amparando. Ele não se esqueceu de você.
No sofrimento é importante que você se veja assim como Deus te vê, ou seja,
como filho amado e querido. Ouçamos o sermão de Paulo aos Romanos: “...E também nos
alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a
paciência, a paciência traz aprovação de Deus, e essa aprovação cria a
esperança” (Rm 5. 3 – 4).
“...levantem suas
mãos cansadas e fortaleçam os seus joelhos enfraquecidos.”
O que o autor
desse sermão aos Hebreus quer dizer com mãos cansadas e joelhos enfraquecidos?
As mãos cansadas e os joelhos
enfraquecidos eram os muitos cristãos desanimados devido à perseguição e os
muitos sofrimentos. O inimigo, o diabo, se apropriava e apropria-se dessas
situações para alimentar o desânimo nas pessoas. Ele nos perturba com dúvidas: “Será
justo um cristão sofrer?” Em outras situações nos acomoda diante da lei
de Deus e não nos permite mais ouvir a repreensão da lei divina com o seguinte pensar:
“Deus
é amor e não permitirá que você seja condenado. Continue assim. Não ouça a lei
de Deus.” Outras vezes, não nos permite ouvir e viver o perdão que Deus
nos dá em Jesus: “esse pecado não tem perdão, nem busque se arrepender, permaneça no erro.”
“...levantem suas
mãos cansadas e fortaleçam os seus joelhos enfraquecidos.”
Levantar
as mãos cansadas e fortalecer joelhos enfraquecidos é um convite aos cristãos
desanimados para que não desistam. Disse Paulo aos Romanos: “Eu penso que o
que sofremos, durante a nossa vida não pode ser comparado, de modo nenhum, com
a glória que nos será revelada no futuro” (Rm 8.18), e ainda, Paulo e
Silas: “...animavam
os cristãos e lhes davam coragem para ficarem firmes na fé. E também ensinavam
que era preciso passar por muitos sofrimentos para poder entrar no Reino de
Deus” (At 14.22).
Levantem suas mãos cansadas e fortaleçam seus joelhos enfraquecidos é um convite aos
que desanimaram em meio a essa vida, para que expressem louvor a Deus. Ouçamos
mais uma vez a explicação ao segundo mandamento.
Devemos temer e
amar a Deus e, portanto em seu nome, não amaldiçoar, jurar, praticar a
feitiçaria, mentir ou enganar, mas devemos invocá-lo em todas as necessidades,
orar, louvar e agradecer.
Nas
situações em que somos conduzidos ao desânimo, Deus pede nosso louvor, nossa
gratidão e oração.
“...levantem suas
mãos cansadas e fortaleçam os seus joelhos enfraquecidos.”
Os
grandes heróis e heroínas da fé cristã segundo Hebreus 11 só o foram porque
conforme Hebreus 12, “correram sua corrida, olhando firmemente para Jesus.”
Todos eles, “tinham
os olhos fixos na recompensa futura” (v.26b).
“...levantem suas
mãos cansadas e fortaleçam os seus joelhos enfraquecidos.”
Para
podermos levantar nossas mãos cansadas e fortalecer nossos joelhos
enfraquecidos, precisamos deixar de olhar para esse mundo e voltar nosso olhar
e pensamento no Monte Sinai, sendo esse a Jerusalém celestial. “Somos cidadãos
do céu e estamos esperando ansiosamente o nosso salvador, o Senhor Jesus
Cristo, que virá de lá” (Fp 3.20).
Esquecer
das coisas do aqui e agora e saber que em Jesus, no seu perdão o aqui e agora é
vivido com olhos fixos nEle. E com os olhos fixos nEle, nosso aqui e agora
passa a ser um depois do aqui e agora. Pois, mesmo que estamos nesse mundo, em
Jesus, sabemos que as coisas desse mundo não podem nos separar do amor de Deus.
E assim como os heróis e as heroínas de fé queremos “...morrer cheios de fé e assim receber as
coisas que vimos de longe” (Hb 11.13).
Deus
nos abençoe e ajude a vencer o desânimo e continuar nossa caminhada olhando
firmes em Jesus. Amém!
Edson Ronaldo Tressmann
44 – 3462 2796
terça-feira, 13 de agosto de 2013
A necessidade de tempestade na vida de um cristão
18/08/13 – 13º Domingo após
Pentecostes
Sl 119. 81 -
88; Jr 23. 16 -
29; Hb 11. 17 – 31; 12. 1 - 3; Lc 12. 49 - 53
Tema: A necessidade de tempestade na vida de um
cristão
Quando tudo está seco devido à falta
de chuva, tudo fica triste e difícil. Falta cor, falta alimento para os
animais, seja o capim ou a água. Em algumas regiões, até mesmo os seres humanos
sofrem por falta de água. E nesse período o que mais se espera é a chuva. Apenas
a notícia de chuva já anima as pessoas. Mas, imaginem! Tudo seco e chega alguém dizendo que
ficará mais seco ainda?
Foi o que o profeta Jeremias fez,
mas, seu anúncio foi de uma tempestade e essa com seus prejuízos.
O
profeta Jeremias entre os anos 597 – 587 a.C., anunciou ao povo a necessidade
de se submeterem a Babilônia, a potência
mundial naquele momento. A mensagem anunciada pelo profeta dizia que o exilio
babilônico com duração de 70 anos era da parte de Deus, e que o “grande”
Nabucodonosor era servo nas mãos de Deus para cumprir essa vontade.
Em
dias ruins, a notícia não estava sendo animadora. Era como se no período de
estiagem, ouvissem o anúncio de mais um longo período sem chuva.
No
entanto, esse anúncio, visava à vida do povo. Afinal, essa mensagem tinha por
objetivo levar o povo ao arrependimento, a voltar-se para Deus de quem haviam
se afastado e corriam o risco de se afastar ainda mais.
Enquanto
Jeremias comunicava a vida, chamando o povo ao arrependimento, anunciando um período
de turbulências, os falsos profetas buscavam conquistar o povo através de suas
mensagens com falsas esperanças. Enquanto Jeremias anunciava a tempestade a
qual povo de Deus atravessaria, os falsos profetas anunciavam que tudo estava
bem e que a tempestade não iria acontecer.
Distorcendo
a mensagem do profeta Jeremias, e levando ao povo uma suposta mensagem de paz,
os falsos profetas levaram o povo e o rei Zedequias à insurreição, e assim,
Jeremias tornou-se impopular (37.11 – 16).
A
mensagem da vida, chamando o povo ao arrependimento continua sendo anunciada. No
entanto, para muitos ainda continua sendo melhor ouvir pregadores populares com
suas mensagens de que com 10% tudo se resolve, que um copo de água cura, que
jejum é caminho de vitória.
Enquanto
que supostos pregadores da paz e de falsas esperanças anunciam uma mensagem de
uma vida de “mar de rosas.” A Palavra de
Deus com seus profetas nem tão populares, anunciam a vida dizendo que Deus
busca um coração verdadeiramente arrependido ao invés do jejum, a oferta com
resposta da fé e alegria pela salvação, e o perdão obtido por Jesus na cruz como
cura da maior doença, o pecado.
A
Palavra de Deus anuncia que não estamos livres das tempestades, mas que em
qualquer que seja a tempestade, Deus está conosco. A tempestade faz parte da
vida do cristão. O cristão sofre, fica doente, tem apertos financeiros, é abalado
por tragédias. E tudo isso, porque mesmo sendo filho de Deus através do
batismo, continua sendo um pecador. E por ser pecador, todos nós necessitamos
ouvir o convite ao arrependimento. E Deus nos garante de que o pecador
arrependido, agarrado pela fé em Jesus, recebe o perdão de todos os seus pecados.
Nosso
inimigo, ardiloso como o é desde o inicio, busca de todas as maneiras nos
afastar da fé em Jesus. E como sempre fez, continua fazendo, ou seja, por meio
de falsos profetas. O próprio texto de Jeremias 23.28 fala sobre isso: “O profeta que teve
um sonho devia contá-lo como um simples sonho. Mas o profeta que ouviu a minha
mensagem devia anunciá-la fielmente. Que vale a palha comparada com o trigo?”
Sem
nenhum receio e sem julgar a IELB superior, nós temos a verdade.
O
apóstolo João em seu evangelho cap. 8. Vv. 31 – 32 diz: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos
libertará.” E Judas, não o traidor, o outro, disse: “Meus queridos
amigos, eu estava fazendo todo o possível para escrever a vocês a respeito da
salvação que temos em comum. Então senti que era necessário escrever a vocês a
respeito da salvação que temos em comum. Então senti que era necessário
escrever agora para animá-los a combater a favor da fé que, uma vez por todas,
Deus deu ao seu povo” (Jd 3). Judas nos convoca para a defesa da
doutrina pura, não podemos ter vergonha de confessar que possuímos a verdade,
pois ela é Cristo.
Em
sua segunda carta o apóstolo João disse: “Quem não fica com o ensinamento de Cristo, mas vai além dele,
não tem Deus. Porém quem fica com o ensinamento de Cristo, esse tem tanto o Pai
como o Filho. Se alguém for até vocês e não levar o ensinamento de Cristo, não
recebam essa pessoa na casa de vocês, nem lhe digam: ‘que a paz esteja com você.’
Pois quem deseja paz a essa pessoa é seu companheiro no mal que ela faz”
(2Jo 9 - 11). Por essa razão, precisamos entender Lutero, que no final do
debate sobre a santa ceia, esse não estendeu a mão a Zwínglio. Afinal, Lutero
não estava de acordo com Zwínglio por não estar de acordo com a Bíblia a respeito
da santa ceia.
O “politicamente correto” está causando enormes prejuízos
a verdade.
O
apóstolo Paulo anuncia ao jovem pastor Timóteo: “Cuide de você mesmo e tenha cuidado com o que
ensina. Continue fazendo isso, pois assim salvará tanto você mesmo como o que
os escutam” (1Tm 4. 16). Os cristãos da Galácia acabaram permitindo
que falsos mestres adentrassem em suas congregações, e por isso foram
repreendidos por Paulo: “Vocês estavam indo tão bem! Quem convenceu vocês a deixarem a
verdade? É claro que quem os convenceu não foi Deus, que os chamou. Como dizem
por ai: ´um pouco de fermento fermenta toda a massa’” (Gl 5 7 – 9). Cuidado!
Muito cuidado! Um único ensino falso, sejam, por hinos ou palavras, estraga
todo o corpo da doutrina cristã. E ensino distorcido da Palavra de Deus é o que mais temos
em nossos dias. Por isso, é importantíssimo que nós que temos a
verdade, cultivar, confessar e ensinar a verdade de todas as maneiras possíveis.
A
verdade que é Jesus Cristo precisa estar em evidência. Mas, não é qualquer
Jesus. É o salvador de todos os homens, o verdadeiro Homem e o verdadeiro Deus.
O Profeta Jeremias anunciou a
tempestade, sendo essa a queda de Jerusalém, ao dizer: “Pois eu resolvi não proteger esta cidade e sim destruí-la.
Ela será entregue ao rei da babilônia, e ele a queimará completamente. Eu, o
Senhor, estou falando” (Jr 21.10). Essa notícia inflamava o coração
das pessoas. E os falsos mestres se aproveitavam para anunciar falsas
esperanças, “a
desgraça não cairá sobre vocês.”
Junto
com o profeta Jeremias haviam os profetas Ezequiel, Daniel, Naum, Habacuque e
talvez Obadias e Sofonias. Isso indica que metade dos profetas atuava nesse período.
O povo não tinha desculpas. Deus enviou profetas por amor ao seu povo. O anúncio
da tempestade era por amor ao povo.
A
ira de Deus, que seria manifestada pelo cativeiro babilônico, era a lei de
Deus, usada como convite ao arrependimento.
O
apóstolo Paulo na sua carta aos Romanos anuncia: “Do céu Deus revela a sua ira contra todos os
pecados e todas as maldades das pessoas que, por meio de suas más ações, não
deixam que os outros conheçam a verdade a respeito de Deus”(Rm 1.18)
e “Nós sabemos
que tudo o que a lei diz é dito para os que vivem debaixo da lei. Isso a fim de
que todos parem de se justificar e a fim de que todas as pessoas do mundo
fiquem debaixo do julgamento de Deus. Pois ninguém é aceito por Deus por fazer
o que a lei manda, porque a lei faz com que as pessoas saibam que são pecadoras”
(Rm 3. 19 – 20).
A
lei nos coloca no mesmo saco. A lei nos trata igualmente. O Espírito Santo nos
convence do nosso pecado. E esse convencimento é feito pela pregação da Palavra
de Deus. O povo não quis dar ouvidos a voz do profeta Jeremias e sim dos falsos
profetas. Por que? É agradável ouvir
o que se quer.
Jeremias
colocou o dedo na ferida e apertou, “A minha mensagem é como fogo, é como marreta que quebra
grandes pedras. Sou eu, o Senhor quem está alando” (Jr 23.29).
Deus
age e leva o pecador ao arrependimento. E arrependidos somos levados a agir
diferente. Essa mensagem do profeta ecoam o evangelho: “...Chegou a hora, e o Reino de Deus está perto.
Arrependam-se dos seus pecados e creiam no evangelho” (Mc 1.15).
Diante de Deus, precisamos reconhecer que estamos perdidos, e receber do Senhor
a graça e o perdão. E a graça de Deus, o perdão de Deus é oferecido e dado a
cada pecador verdadeiramente arrependido.
Diz
um hino cristão: “Estamos nos mundo, mas dele não somos, aqui nos vivemos distantes do
lar, a nossa morada de paz se reveste, a pátria celeste é o nosso lugar.”
Essa
verdadeira esperança, nossa pátria está no céu (Fp 3.20) está sendo distorcida
pelo aqui e agora, por isso, muitos contabilizam e louvam a Deus apenas pela
vitória terrena.
A
Palavra de Deus mostra que somos pecadores e que necessitamos de arrependimento
diário. E essa mensagem continua sendo anunciada por Jeremias, que continuam
sendo desprezados, odiados e ridicularizados.
Foi
dito pelo autor a carta aos Hebreus que o pecado nos ataca diariamente. E nós,
não conseguimos bani-lo de nosso coração. E justamente por estarmos envolvidos
numa luta diária, entre velho e novo homem, precisamos nos arrepender e pela fé
nos agarrar em Jesus Cristo.
As
tempestades infelizmente continuarão presentes em nossa vida, mas somos
convidados a continuar caminhando olhando firmemente em Jesus, pois “Foi Cristo quem nos
deu, por meio da nossa fé, esta vida na graça de Deus. E agora continuamos
firmes nessa graça e nos alegramos na esperança de participar da glória de
Deus. E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos
produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação
cria a esperança. E essa esperança não nos deixa decepcionados, pois Deus
derramou o seu amor no nosso coração, por meio do Espírito Santo, que ele nos
deu” (Rm 5.2 – 5). Amém!
Pr Edson Ronaldo Tressmann
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Vivendo a melhor aventura da minha vida.
11/08/13 – 12º Domingo após
Pentecostes
Sl 33. 12 -
22; Gn 15. 1 - 6; Hb 11. 1 - 16;
Lc 12. 22 - 34
Tema: Vivendo a
melhor aventura da minha vida.
Dias
atrás assisti ao filme “Compramos um
Zoológico.”
Esse
filme baseado em fatos reais me deixou emocionado.
O
filme conta a história de um homem que perde a esposa e fica com dois filhos.
Uma das alternativas foi mudar-se da cidade, pois tudo lembrava sua falecida
esposa.
Na
busca por uma nova morada, acabou comprando um zoológico desativado.
Tudo
parecia indicar que não daria certo reabrir o zoológico. Aconselhado por seu
irmão a não desperdiçar mais dinheiro nesse empreendimento, a resposta foi que
sua vida sempre havia sido uma aventura e se os funcionários estivessem com ele
nessa aventura, ele desejava continuar.
Não
quero contar mais sobre o filme para não atrapalhar e estragar o final do filme
para aqueles que ainda não assistiram.
Nossa vida é uma aventura!
Você gosta de aventura? Muitas pessoas
amam aventurar-se.




Muitos deixam de viver a aventura. Por medo, falta de tempo, etc.
Infelizmente,
na aventura a qual Deus nos colocou para viver, muitos abandonam. E o motivo é
simples. Vejamos:
Na
nossa aventura algumas perguntas são difíceis de serem respondidas. Muitas
questões merecem tempo e muita pesquisa para que não haja uma resposta
equivocada. Estamos tendo essa lição ao estudar o livro de Apocalipse. Algumas
passagens são de difícil compreensão e muitas questões não podem ser
respondidas.
Muitas
vezes, ansiosos por querer dar uma resposta para as pessoas, acabamos
incorrendo num grave erro. O erro de levar à pessoa a conclusão de que a “dúvida é pecado.”
Em
nossa aventura diária as dúvidas existem. Elas fazem parte da nossa existência.
A cada mensagem pronunciada, a cada estudo bíblico, tenho minhas dúvidas e perguntas.
As
dúvidas são lançadas sobre nós, assim como dardos em um cartaz na parede, por
aquele antigo tentador que ao lançar a dúvida em Eva, deu inicio a toda miséria
que existe no mundo.
As
dúvidas surgem cada vez que a ciência se pronuncia. A razão busca resposta e a
fé é confrontada.

A
Bíblia está repleta de personagens cheios de dúvidas em suas aventuras.
Observem Pedro em Mt 16.21 que aconselha Jesus dizendo que “tenha paciência, ...” afinal, sua morte de maneira nenhuma aconteceria. Elias,
um dos grandes homens do Antigo Testamento, que em seu momento de dúvida
exclamou: “Basta, Senhor! Basta! Toma
agora a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais” (1Rs
19.4).
De
cada discípulo, em sua aventura, poderíamos destacar um momento de dúvida. As
mesmas dúvidas que muitos pais enfrentam ao viver sua aventura.
Se
todos, somos atingidos pelos dardos da dúvida, podemos dizer que nessa aventura
estamos todos iguais. Não há um aventureiro sem dúvida, sem obstáculo e
dificuldade. Em nossa aventura, todos, enfrentamos os mesmos problemas, as
mesmas inquietações.
A melhor alternativa
parece ser abandonar a aventura – esse é um conselho que ouvimos de
muitas pessoas.
Mas,
Jesus dá outra opção. Ele nos aconselha a orar. Na Oração do Pai Nosso, no
segundo pedido, Jesus nos ensinou a pedir “Venha o teu Reino.” Ou seja, Jesus nos ensina
a pedir auxilio do Espírito Santo para crermos na sua preciosa Palavra. E se
falamos em crer, falamos em fé. O que é fé? O texto de Hebreus responde
dizendo: “Ora, a fé é a
certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”
(Hb 11.1).
A
fé verdadeira tem duas dimensões.
Primeiro: a fé verdadeira olha para trás, ou seja, relembra
da confiança de muitos antigos, como dito: “Pois,
pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho.” (Hb 11.2). Segundo: a fé verdadeira olha para frente, com
esperança. “Todos estes
morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e
saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra”
(Hb 11.13).

O ponto da nossa aventura é que a nossa fé se refugia na
fidelidade de Deus.
Não
podemos ficar paralisados em nossa aventura por meio das dúvidas e tentar
amenizar as mesmas lembrando que assim como nós, muitos outros tiveram suas
dúvidas. Precisamos continuar vivendo nossa aventura buscando na fidelidade de
Deus, forças para superar nossas dúvidas.
Nosso
inimigo, o Diabo, anda ao nosso redor procurando nos devorar. Ou seja, deseja nos
tirar da maior aventura da nossa vida (1Pe 5.8). E Deus que nos ama, tendo
enviado Jesus que ocupou nosso lugar na cruz para nos dar a vitória na aventura,
continua por amor nos comunicando esse Evangelho. E pelo Evangelho continua nos
alimentando para que vençamos as tentações do inimigo e continuemos vivendo
nossa aventura da fé.
Lutero
disse que por nossa própria força ou razão não podemos crer em Jesus. O
Espírito Santo opera e fortalece essa fé em nós. E tendo operado essa fé por
ocasião do batismo, o Espírito Santo nos dá o ingresso de entrada na maior
aventura que um ser humano pode viver: A aventura da fé.
Parece
difícil chegar ao fim da aventura. Mas não é. Afinal, não podemos nos esquecer
de olhar para trás e ver quantos já concluíram essa aventura e hoje estão na
igreja triunfante. Também precisamos olhar para frente e ver o prêmio
maravilhoso que receberemos ao final dessa deliciosa aventura.
Não
podemos nos esquecer do principal, essa aventura só é deliciosa, só poderá ser
vencida por que temos ao nosso lado Jesus. Aquele que venceu por nós e nos dá a
vitória e forças para chegar ao final da aventura são e salvo.
Não
deixe de viver a melhor aventura da sua vida. Aventura a qual Deus te colocou
pela fé e te dá forças pela fé para vivê-la. Deus nos abençoe. Amém!
44 – 3462 2796
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