segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Ensina-me a contar os dias da minha vida!

19 de novembro de 2017
24º Domingo após Pentecostes
Sl 90.1-12; Sf 1.7-16; 1Ts 5.1-11; Mt 25.14-30
Tema: Ensina-me a contar os dias da minha vida!

Ensina-me a contar os dias da minha vida, para que alcancemos coração sábio” (Sl 90.12)

O termo Mordomia corresponde ao termo Grego “oikonomos” (mordomo) e “oikonomia” (mordomia). A raiz da palavra é oikos (casa), e o verbo nemeim (distribuir, fazer, gerir). No grego clássico significa “administrador de uma casa.Oikonomia significa gerência, direção, ou administração doméstica, e suas diversas implicações.
Todas as pessoas se preocupam com tempo. Perguntas como: o que o futuro me reserva? O que será de mim amanhã? O que acontecerá na próxima semana?
Para muitas pessoas o passar do tempo é apenas um fator incontrolável que traz felicidade ou infelicidade.  
Ensina-me a contar os dias da minha vida!
1 - A Bíblia nos diz muito sobre o tempo
O cristão sabe pela Palavra de Deus que é um administrador daquilo que Deus dá.
É impossível definir o tempo, mas é possível descrevê-lo. Tempo é muito mais que certa quantia de segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos. O tempo é um período de oportunidades. É um presente valioso de Deus. Deus nos confiou tempo, e com ele, inúmeras oportunidades para cumprir o objetivo de nossa vida servindo a Deus e ao nosso próximo.
Thomas Edison, que passou muitas horas do dia e da noite em seu trabalho, disse: “tempo é a coisa mais preciosa do mundo”. Nenhum dinheiro pode comprar o tempo, ainda mais o tempo perdido. No seu leito de morte, a rainha da Inglaterra, gritou: “Milhões em dinheiro por uma polegada de tempo”.
Uma das maiores tragédias é o fato de milhões de pessoas não saberem a razão de sua existência nesse mundo. Os atenienses descritos por Lucas em Atos 17.2 se reuniam todos os dias, gastavam todo o seu tempo, em nada mais do que ouvir alguma novidade. Assim como tantos hoje, não se conscientizaram da inestimável herança que lhes foi dada pela dádiva do tempo. O tempo nunca para.
Para uma adequada concepção de tempo, é preciso, Primeiro: reconhecer que o tempo é uma dádiva vinda de Deus; Segundo: compreender que o tempo é um período de oportunidades para cumprir os objetivos de nossa vida; Terceiro: é um dever sagrado que devemos usar com sabedoria.
2 - O valor adequado do tempo
Quando Deus em sua Palavra exorta a “remir o tempo”, deseja nada mais que nos mostrar a usar o tempo da melhor forma possível (Ef 5.16; Cl 4.5). Porque usar o tempo da melhor forma possível? Primeiro: o tempo é curto e incerto. O tempo normal da vida é entre 70 – 80 anos (Sl 90.10; 1Cr 29.15; Tg 4.14; Sl 90.9; 1Pe 1.24). Segundo: o tempo de vida concedido aos nossos semelhantes, a quem precisamos ganhar para Cristo, não é mais longo e mais certo que o nosso próprio. Por isso, Deus em sua Palavra aconselha (Is 55.6; 2Co 6.2; Hb 3.15). Deus convida ao arrependimento àqueles que ainda não conhecem Jesus Cristo. Deus também lembra o cristão de que nosso tempo é limitado, e nesse tempo, precisamos conduzir nosso semelhante a Cristo. Terceiro: é preciso remir o tempo, pois não há certeza sobre o dia exato de quando este mundo acabará e quando o dia da graça terá passado para sempre (Mt 24.35; Hb 1.10-12, 2Pe 3.10).
O tempo só se torna valioso quando cada qual o encara como um período da graça que Deus concede para que cada qual cumpra o propósito de Deus em sua vida. Mas, com tantas coisas na vida para fazer, como acharemos tempo para os propósitos de Deus? Aí entra a mordomia, a administração do tempo.
3 - Uso adequado do tempo.
Frequentemente as pessoas dizem: “Eu não tenho tempo.Será? Para que não se têm tempo?
Deus nos tem dado todo o tempo que existe. Esta é uma dádiva que todas as pessoas partilham igualmente. É uma dádiva perdida se não for usada. Afinal, tempo, uma vez perdido, jamais pode ser recuperado.
Muitas pessoas que reclamam “a falta de tempo”, mas sempre dão um jeito de encontrar tempo para fazer aquilo que desejam. Tudo depende se a pessoa acredita ou não que o tempo é propriedade sua para fazer com ele o que bem desejar, ou se a pessoa acredita que o tempo pertence a Deus e que devemos santificá-lo também para Cristo. Jesus com seu sangue na cruz nos comprou para lhe pertencermos e servirmos.
Um cristão reconhece que todo o tempo é tempo de Deus!
O tempo é um dever sagrado que necessita ser usado segundo a vontade de Cristo.
Ninguém sabe quanto tempo vai durar a vida nesse mundo. Mas, enquanto durar, priorizemos o tempo com a família, no trabalho, na igreja, com os amigos (as), etc.
A matemática do tempo nos indica que está se trabalhando 8 horas por dia, repousando outras 8 horas e que outras 4 horas são usadas para a rotina do dia a dia, assim, estão sobrando outras 4 horas que não se sabe dizer como que está sendo gasto. Família? Amigos? Igreja? A verdade é que se está gastando pouco tempo com aquilo que é importante e essencial.
A matemática do tempo nos permite calcular: uma pessoa que trabalha seis dias na semana; e, por mais ocupada que seja, lhe sobram 4 horas livres por dia mais 12 horas do domingo, totalizando 36 horas vagas na semana. Como se está ocupando essas horas vagas? Família? Amigos? Igreja? Lembrando que se a pessoa participar dos dois cultos semanais, ainda lhe sobrará 32 horas vagas.
É impossível pegar um padrão geral para cada indivíduo, mas acredito que esse seja um padrão quase que geral.
Querido e querida
O tempo é um período de oportunidades para executar o propósito de Deus em nossa vida. Será que é exigir demais alguns minutos diários para devoção, oração, estudo bíblico, culto, escola bíblica, etc?
4 - Organização adequada do tempo
Como estás com seu tempo? Como o estás organizando?
Se o tempo é tempo de Deus, então isto significa que todo o nosso tempo deve ser consagrado a Deus. Também aquele tempo com a família e o lazer. A confusão que as pessoas fazem é achar que o único tempo dedicado a Deus é aquele na igreja (1Co 10.31; 1Pe 4.11). Tempo gasto no trabalho é tempo gasto num propósito santo (contando que nosso trabalho seja um trabalho que agrade a Deus). A ocupação diária dos cristãos como agricultores, como donas de casa, lojistas, churrasqueiro, cozinheira(o), empresário(a), etc, é uma ocupação santa porque serve em benefício dos outros e é, portanto, feito para a glória de Deus.
Tempo dedicado a Deus é o tempo em benefício de todos. Deus não se alegra só com trinta ou sessenta minutos em um departamento da igreja. Dedicar tempo à Deus é se dedicar ao máximo para o trabalho, à família e à igreja.
O cristão é convidado para “remir o tempo”, ou seja, “aproveitar as oportunidades”.
Colocar prioridade no tempo é parar de falar que “não tenho tempo” e passar a “ter tempo pra tudo”. O biográfo Douglas Eouthall Freeman escreveu que “Apenas o tempo é insubstituível; não o desperdice”.
5 - Tempo e juventude
Salomão em Eclesiastes (Ec 12.1) escreveu para que os jovens lembrem do criador nos dias da mocidade. Nessas palavras o Dr. Walther parafraseou a verdade de que “Deus quer toda a vida dos jovens. Deus deseja o vinho suave da juventude”.
Muitos jovens se dizem jovens demais para se ocuparem com a igreja. Mas, se hoje sou muito jovem, amanhã poderei ser muito velho e ninguém sabe, mas pode ser que a pouco seja tarde demais. “Ensina-me a contar os dias da minha vida, para que alcancemos coração sábio” (Sl 90.12). Amém!


M.S.T. Rev. Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Um novo idioma: Esperança!

12 de novembro de 2017
23º Domingo após Pentecostes!
Sl 70; Am 5.18-24; 1Ts 4.13-18; Mt 25.1-13
Tema: Um novo idioma: Esperança!

Quem domina o idioma inglês, consegue se comunicar em quase todo o mundo. Por isso, os cursos de inglês são muito frequentados. A maioria opta por estudar o idioma inglês com o objetivo de poder viajar a muitos lugares e não precisar de interprete.
Possivelmente o apostolo Paulo falava aramaico (língua comercial da Judeia), grego (língua política da região, Atos 21.37-39. O grego era também uma linguagem literária), latim (língua regional). (Livro: Paulo de Tarso: História de um apostolo. Ed. Loyola).
Com as línguas que o apostolo Paulo dominava, conseguiu se comunicar com muitas pessoas e, facilmente viajar por muitos lugares.
O apostolo que se comunicava facilmente, comunicava uma mensagem. Aos Tessalonicenses, cheios de dúvidas, principalmente diante da perseguição se perguntavam sobre o destino final das pessoas que morriam devido as perseguições.
O que comunicar para pessoas que choram por um ente querido morto num caixão?
Muitos dizem que a última morada é o cemitério. Para muitos, com a morte, tudo está acabado. Os Tessalonicenses, a quem o apostolo Paulo já havia comunicado o evangelho salvador, queriam saber sobre a situação dos que morriam. E de Corinto, Paulo escreve a sua primeira carta aos Tessalonicenses. Nessa carta, após saber que muitos Tessalonicenses estavam enfraquecendo na fé, devido as provações e tentações, o apostolo lhes escreve advertindo sobre:
- como reagir diante do falecimento de um ente querido;
- cuidar quanto a vida ociosa;
- corrigir a vida desordenada sem consagração a Deus e respeito ao próximo;
A dúvida dos Tessalonicenses se dava porque estavam sendo perseguidos. Era necessário lhes dar uma mensagem que os motivasse a continuarem servindo com fé e coragem.
Como reagir quando um ente querido morre sendo perseguido por causa do evangelho?
O grande apostolo Paulo, comunicador do evangelho. Um homem que por falar outros idiomas, aos Tessalonicenses desenvolveu o idioma da Esperança.
Para responder a grande inquietação dos Tessalonicenses, Paulo comunicou-se com o idioma da a esperança!
Vamos estudar brevemente esse idioma da esperança no trecho da primeira carta aos Tessalonicenses 4.13-18.
Tema: Um novo idioma: Esperança!
1 – Precisa ser anunciado!
No verso 12, lemos as palavras: “de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar” (1Ts 4.12).
Quem são os de fora”? São aqueles que não conhecem o idioma a ser falado e proclamado: a Esperança. São àqueles a quem Paulo se refere no verso 13, os “que não tem esperança”.
Eram os que detinham o poder no império romano. São aqueles sobre os quais Jesus havia dito que poderiam apenas matar o corpo. São aqueles que entram numa igreja e atiraram contra as pessoas durante um culto, assim como aconteceu no dia 05 de novembro de 2017 em Sutherland Springs (Texas, EUA).
Um novo idioma: Esperança! As pessoas querem falar outro idioma com a perspectiva de se comunicar, mas, “ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (1Co 13.1). Falar outros idiomas, mas não conhecer e não saber falar o idioma da esperança, a vida perde o sentido.
Um novo idioma: Esperança!
Essa linguagem desenvolvida pelo apostolo Paulo na sua carta aos Tessalonicenses visa consolar, animar e motivar os cristãos convertidos a continuarem na vida cristã.
Um novo idioma: Esperança! Estava sendo anunciado ao Tessalonicenses perseguidos.
Aqui no Brasil, graças a Deus, ainda estamos vivendo num país livre em termos religiosos. Por ser assim, muitas vezes não valorizamos o idioma Esperança, e até mesmo não valorizamos o tema ressurreição.
Quando por ocasião do episódios narrados pelo profeta Daniel, João Marcos, Mateus, Lucas e João em Apocalipse, a perseguição era constante. E nesse período a mensagem da ressurreição era de suma importância. E é justamente essa a linguagem da esperança. É isto que o apostolo Paulo comunica aos Tessalonicenses. Esse idioma precisa ser comunicado ainda hoje, afinal, pode ser que algum atirador adentre nosso templo atirando. Mas, não será o fim, “pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem” (1Ts 4.14).
Se deixarmos de comunicar o idioma da esperança, pessoas morrerão sem a verdadeira esperança. E as que ficarem viverão sem esperança. É preciso comunicar o novo (velho) idioma: Esperança!
Na carta aos Tessalonicenses, o apostolo Paulo fala sobre ressurreição na linguagem da esperança.
O idioma Esperança é novo para muitos, afinal, muitos não conhecem e nem sabem a respeito da mensagem da ressurreição. Outros temas foram dominando nossas conversas. Na linguagem da esperanças, um idioma pouco conhecido, Paulo transmite a certeza da ressurreição diante da morte.
Um novo idioma: Esperança!
2 – Idioma a ser compreendido!
Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não tem esperança” (1Ts 4.13).
O idioma da esperança precisa ser compreendido, pois “não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, ...”.
O apostolo anuncia aos Tessalonicenses um idioma da esperança para que não fiquem na ignorância como “os de fora”, os perseguidores dos cristãos que não creem na mensagem da ressurreição. A morte do cristão é uma gloriosa ressurreição.
O idioma da esperança precisa ser falado para que todos compreendam diante da morte que os que morrem na fé em Jesus, apenas dormem. Paulo ao anunciar o novo idioma: esperança, deseja que os Tessalonicenses compreendam que “os que dormem” de acordo com o termo grego - Koimoménon - significa, fazer dormir, colocar para dormir, na certeza de que se vai acordar.
Um novo idioma: Esperança!
3 – É idioma de Jesus
Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem” (1Ts 4.15).
O idioma da esperança é um idioma ensinado e transmitido por Jesus. O apostolo escreveu: “por palavra do Senhor”.
Muitos em Tessalônica estavam confusos e cheios de dúvida sobre os que já haviam morrido. Os que já morreram serão prejudicados no dia da vinda de Jesus? O apostolo Paulo afirma que “nós, os vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, ...” (v.15), é uma afirmação de que os cristãos, mesmo aqueles que já morreram estão vivos, apenas dormem. Disse Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” (Jo 11.25-26). Jesus disse aos saduceus que não acreditavam na ressurreição: “Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem” (Lc 20.38).
Com o idioma da esperança os Tessalonicenses estavam sendo convidados a colocar toda a certeza na volta de Jesus e na ressurreição. Essa é a certeza cristã: Jesus voltará e todos os que morreram e morrerem ressuscitarão.
A mensagem da ressurreição só é consoladora e animadora para os que vivem e morreram e morrem na fé em Jesus Cristo. Àqueles que morreram sem a fé em Cristo a ressurreição é trágica. Por cauda dessa tragédia é necessário continuar comunicando o idioma da esperança; é preciso continuar buscando compreender o idioma da esperança; é preciso ouvir o idioma de Jesus.
O dia da ressurreição será um dia em que Jesus, o vencedor, se encontrará com seu povo para com ele viver eternamente.
O dia da ressurreição será um dia que marcará o fim do combate entre o bem e o mal.
A preocupação do apostolo Paulo na carta aos Tessalonicenses não é evangelizar os não cristãos. Seu objetivo é consolar, pois o encontro com Jesus será definitivo, e é um evento real e concreto: “estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts 4.17).
O cristão, se entristece pela perda de um ente querido, mas na fé, o cristão se alegra com a certeza da ressurreição. Amém!


Rev. Edson Ronaldo Tressmann

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

A vontade de Deus é a santificação!

05 de novembro de 2017
22º Domingo após Pentecostes!
Sl 43; Mq 3.5-12; 1Ts 4.1-12; Mt 23.1-12
Tema: A vontade de Deus é a santificação!

Por ocasião do dia de finados (02/11) muitas pessoas foram ao cemitério no decorrer dessa semana. Cada túmulo tem sua história de vida. Cada pessoa falecida, deixou um legado, por isso, é comum ir ao cemitério e ver pessoas chorando, outras contando histórias do ente querido que faleceu.
Quando se fala em legado e de maneira especial olhando nosso município, Querência do Norte, observamos que muitos entes queridos sepultados no cemitério municipal, deixaram seu legado material. Seus nomes estão expostos em placas de construções públicas. Além daqueles que já partiram e deixaram expostos em placas seu legado material, há também entre nós pessoas que ainda vivem e tem seu legado exposto em muitas dessas placas.
Legado. Durante a semana tivemos a graça histórica de celebrar e participar de um culto festivo por ocasião dos 500 anos da Reforma Protestante (1517 – 2017). A Reforma Protestante também nos deixou legados: Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia, Solus Christus, Soli Deo Gloria. No entanto, há um legado que está esquecido entre nós. O denominado sexto sola: Omnes Christianisacerdócio de todos os crentes.
Esses legados, por mais que não percebamos, são perceptíveis entre nós. Os legados da Reforma Protestante, indicadas como Solas, tiveram e tem grande influência no culto.
1) – A centralidade da Palavra e da Santa Ceia;
2) – Culto na língua do Povo;
3) – Manutenção do que não se choca com as Escrituras (vestimentas, símbolos, ...);
4) – Teologia da Cruz (ver Deus como ele se revela) e teologia da glória (ver Deus como de fato ele é).

Falo sobre legado, por iniciativa do texto escrito pelo apostolo Paulo aos Tessalonicenses. Paulo escreve aos tessalonicenses ressaltando que os mesmos haviam lhe deixado um legado: “operosidade da fé dos tessalonicenses” (1Ts 1.3).
E esse legado que havia sido deixado ao apostolo Paulo estava correndo perigo de ser deixado de lado. O apostolo lembra que muitos estavam enfraquecendo na fé e perdendo valores cristãos. Eles estavam cedendo as várias provações e tentações as quais estavam sujeitos:
- reação diante do falecimento de um ente querido;
- uma vida ociosa;
- uma vida desordenada sem consagração a Deus e respeito ao próximo.
Em meio a essas provações havia também a tentação de voltar a vida pagã.
A provação e a tentação levou muitos tessalonicenses a viverem um problema ético, tanto na área sexual como no amor fraternal.
Todo cristão é constantemente sufocado pela velha natureza a voltar a viver como um escravo do pecado. Por isso é necessário que a lei de Deus seja pregada para que o pecador seja atingido e sinta a necessidade do arrependimento e da fé. Deus deseja que seus filhos vivam sob seu perdão e sua orientação. Tanto que oferece e dá o perdão a todo pecador arrependido.
Nesse perdão, Deus deseja que o cristão deixe um legado nesse mundo. E o legado do cristão vai além de seu nome numa placa comemorativa. O legado do cristão é resumido pelo apóstolo Paulo na carta aos tessalonicenses: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação...” (1Ts 4.3).
A vontade de Deus é a santificação!
1 – Sejam santos!
Santificação (Hagiasmos) reflete um agir contínuo. Ser santo não quer dizer que não se comete mais pecados. A santificação (hagiasmos) descreve o agir de Deus no ser humano nesse mundo.
A luz do Antigo Testamento se observa que santo era algo separado do profano. A luz do Novo Testamento observamos uma mudança significativa. O santo não é santo pela sua separação do profano, mas pelo contato com Deus. E esse contato com Deus se dá na pessoa e obra de Jesus Cristo. Essa lição é expressa pelas palavras do Credo apostólico. Quem crê em Deus Pai e em Jesus Cristo pelo poder do Espírito Santo, faz parte da igreja cristã, que é a comunhão dos santos.
O santo é aquele que pela fé vive no mundo. A santificação ocorre no mundo. Os pecadores perdoados em Jesus, santificados em Cristo, vivem sua fé no trabalho, na escola, na faculdade, .... E nessa vida pela fé, pessoas deixam seus legados.
Tanto o agir como o viver se dá em consequência da ação de Deus em Jesus. A santificação é viver como cristão.
Ao escrever aos tessalonicenses que “a vontade de Deus é a santificação” o apostolo ressalta que sobre a vida cristã nesse mundo caído em pecado.
Deixar um legado cristão nesse mundo pecador é viver a fé em Jesus em todos os aspectos da vida.
Deus continua agindo nesse mundo através da santificação de seus filhos e filhas.
A santificação é um processo permanente, afinal, o cristão é simultaneamente justo e pecador. E por ser justo em Cristo, pelo poder do Espírito Santo que age na Palavra, continua crescendo na santificação. Por ser pecador, facilmente se perde na provação e tentação.
Após o retorno do jovem pastor Timóteo (3.6), Paulo que trazia consigo o legado de uma igreja cheia de fé, agora estava preocupado e exorta a comunidade a continuar crescendo na fé (4.1).
A santificação só é possível pelo Espírito Santo, por isso, não o rejeite (2Ts 2.13).
A vontade de Deus é a santificação!
2 – Vivam vida santa diariamente!
Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação...” (1Ts 4.3). A santificação acontece numa vida de trabalho “...ocupem-se dos próprios negócios” (v.11), ou seja, “trabalhe com as próprias mãos”. Cuidado com o tal do dinheiro fácil.
O texto 1Ts 4.1-12 aponta para a santidade do casamento, mas também aponta para a santificação do trabalho, ou seja, é um texto que combate a ociosidade.
Por uma interpretação equivocada do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) muitos dizem que crianças não podem trabalhar. Um equívoco da lei! A lei é contra a exploração do trabalho infantil. É necessário que as crianças aprendam algumas atividades básicas, isso só as ajudará. Pare com essa filosofia da ociosidade. “Ensina a criança no caminho em que deve andar” (Pv 22.6), implica ajudá-la a viver também a sua santificação, ou seja, sem ociosidade.
Contra a ociosidade pode-se também falar contra a corrupção. Afinal, a corrupção nada mais visa do que o dinheiro fácil.
Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação...” (1Ts 4.3).
A santificação é como uma árvore que produz frutos. Os frutos mostram a sua vitalidade. Quem está na fé, vive na fé, produz da fé pelo poder do Espírito Santo frutos da fé.
Deus nos torna santos pelo poder do Espírito Santo ao nos levar à fé em Jesus. E viver na fé em Jesus é o desejo de Deus e o legado que ele quer que deixemos a esse mundo caído. Amém!


Rev. Edson Ronaldo Tressmann

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O Justo viverá por fé. Herdeiros da Reforma!

Herdeiros da Reforma
"O justo viverá por fé" (Rm 1.17)
"O justo viverá pela sua fé" (Hc 2.4)

Os luteranos se dizem herdeiros da Reforma. Não se pode esquecer que há outros herdeiros da mesma. Tomo a liberdade e pergunto:  
O que significa Luterano?
1518 – Martinho Lüder, Luder, Loder, Ludher, Lotter, Lutter ou Lauther, passou a assinar Eleutherios, derivado da palavra grega ελεύθερος (livre), de onde ele tira a palavra flexionada Eleutherios (o livre)
O termo luterano foi usado por João Eck (1520) como deboche.
Referindo-se ao texto de 1Corintios 1.13, Martinho Lutero protestou veementemente contra o uso desse termo dizendo: “Como poderia eu, pobre e fedorenta carcaça que sou, vir a ter os filhos de Cristo chamados pelo meu nome horrível? Assim não, meus amigos; vamos deixar de nomes partidários e chamar-nos cristãos, segundo aquele cujos ensinamentos nós temos”.
Após 1648 o uso do termo Luterano passou para uso teológico e popular.
Os luteranos, e em consequência todos os reformadores e reformados, após Lutero, sofreram ataques. O maior ataque à Reforma foi a Contra Reforma (1545 - 1563) uma resposta da ICAR.
Diante dos ataques da Contra Reforma, os herdeiros da Reforma Protestante, buscaram sintetizar os pontos centrais da Reforma.
Os Reformados começaram a dizer em que eram diferentes dos católicos e no que de fato acreditavam.
Havia uma real necessidade apologética de apresentar respostas aos questionamentos feitos.
Os reformados (luteranos, calvinista) sintetizaram tudo nos cinco SOLAS.
Sola Scriptura # ICAR (revelação continuada)
Solus Christus # Méritos dos intercessores (santos)
Sola Gratia, Fide # Cooperação na salvação.
Soli Deo Gloria = Resultado dos outros 4 solas.
Os 5 SOLAS representam as alas dos Reformados
Resumo: Os Cinco Solas mostram que herdeiros da Reforma tiveram que enfatizar no que de fato acreditavam e no que eram diferentes.
Em pleno século XXI, 500 anos da Reforma, é preciso reafirmar nossa herança e fazer uso da mesma?
Sim (   )      Não (   )

Com as 95 teses, a cristandade, foi convidada  para uma renovação da busca pela verdadeira doutrinapela verdade do evangelho.
Duas HERANÇAS
DOUTRINA        EVANGELHO
A Doutrina verdadeira é apresentar às pessoas a mensagem salvadora do evangelho. E essa apresentação se dá pela Confissão e pelo Ensino. Confissão e Ensino é a apresentação às pessoas a respeito da mensagem salvadora do evangelho.
Para preservar as heranças da Reforma, os Luteranos tem as suas Confissões. Essas Confissões compõem o Livro de Concórdia mostram a maneira como lemos a Bíblia.
A principal contribuição da Reforma é apresentar o Deus da Bíblia.
Toda grande religião tem um professor e mestre, o cristianismo tem um salvador!
Infelizmente, ao longo da história cristã encontramos três correntes que apontam como requisito de salvação a seguinte mensagem:
Jesus Cristo + alguma coisa = salvação
Século XVI, Lutero se opôs ao      +              Alguma coisa
O Papa - pontífice (ponte entre Deus e os homens), o culto, as orações e as devoções aos santos, as penitências e indulgências, tinham como função o perdão e a salvação do povo.
Cristo
+
Penitência
Com a penitência a pessoa se diz alcançar aos poucos a salvação. Sua vida é um constante pagar pelos seus pecados.
Cristo
+
Dízimo
A comercialização da fé e da salvação, infelizmente, não é um fenômeno que ficou restrito à Idade Média nem à prática romana.
Em pleno século XXI, especialmente dentro de muitas igrejas evangélicas, o evangelho é oferecido por dinheiro e a salvação e as bênçãos, trocadas por dízimos e ofertas.
O que é alarmante nisso tudo é que muitos cristãos não percebem o quanto isso fere a supremacia da obra de Cristo.
Contra a comercialização da fé, da salvação, das orações e das relíquias, afirmamos: Cristo! Cristo! Só Cristo!
Não é Cristo + alguma coisa. É somente Cristo = Salvação.
Cristo
+
Participação das atividades
É correto, digno e justo que cada cristão se envolva e participe dos cultos e atividades da igreja (Hb 10.25).
No culto Deus fala e age.
Participar das atividades da igreja é uma grande bênção. Somos um corpo com muitas partes.
O problema surge quando reduzimos a vida cristã à participação em uma enxurrada de atividades eclesiásticas. Classificamos como ...
A Bíblia joga luz sobre a obra de Cristo. Nossa salvação depende inteiramente da obra realizada por Cristo na cruz. E a nossa identidade mostra isso.
Deus não tem colabores na salvação.
Para Deus a matemática não é Cristo + alguma coisa. Para Deus, a matemática é simplesmente Cristo = Salvação
Herdeiros da Reforma - 500 anos depois:
-         Em que você tem depositado seu coração?
-         Examine a sua fé!
-         Só Cristo? Ou há algo mais?
O evangelho sobre a graça de Deus em Jesus não é o ABC da igreja e o A - Z.
O grande problema da igreja brasileira é justamente o evangelho.
Todas as igrejas usam a Bíblia, mas, o problema é como apresentam o Deus da Bíblia.
Nesse sentido temos 5 Tipos de igrejas evangélicas.
Igreja centrada na personalidade
Igreja fundamentalista
Igreja pragmática
Igreja ativista social
Igreja Institucional
Herdeiros da Reforma: Qual dessas igrejas estamos seguindo?
Viver como herdeiras da Reforma é usar a nossa herança. O evangelho que trata de Jesus! O Jesus que nos faz servir, que nos faz herdeiras, nos faz viver.
É preciso que o pregador aponte o dedo na direção certa e que 0 ouvinte veja a coisa certa:




Rev. Edson Ronaldo Tressmann






quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Reforma Protestante - 500 anos!

Reforma Protestante - 500 anos!
Mateus 10.34 e Hb 4.12

Não penseis que vim trazer paz à terra;não vim trazer paz, mas espada” (Mt 10.34)

Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12)

Tema: A Palavra de Deus traz guerra e paz!

Martinho Lutero, sem dúvida um dos melhores pregadores que a cristandade já conheceu.
Lutero vinha pregando em sua igreja de Wittenberg havia anos, mas quanto mais pregava, mais desanimado ficava. As pessoas não entendiam. Elas ouviam de bom grado, mas em vez de serem motivadas, se tornavam apáticas. Lutero observou que, apesar de sua pregação, “ninguém age de acordo com o que ouve; pelo contrário, as pessoas tornam-se tão ignorantes, frias e preguiçosas que é uma vergonha, e elas fazem muito menos que antes”.
Um exemplo: quando Lutero e os outros reformadores pregavam que participar do culto não era mais um ato meritório, a frequência nos cultos diminuiu.
Janeiro de 1530, Lutero estava tão farto, que anunciou à igreja que não pregaria mais. Irônico, mas a verdade é que Lutero entrou em greve. Claro que como todo apaixonado pela pregação, Lutero não ficou muito tempo longe do púlpito.
Um ano antes de morrer, durante uma viagem, resolveu não voltar a Wittenberg, o centro da Reforma. Ele escreveu à sua esposa Catarina: “Meu coração esfriou, de modo que não quero mais ficar lá”. Ele estava irritado porque as pessoas pareciam muito indiferentes a sua pregação. Muitos até zombavam sobre quem lhe havia dado o direito de questionar tanto o que antes era ensinado.
Estou farto dessa cidade e não quero voltar”, escreveu. Preferiria “mendigar o pão a torturar e irritar minha pobre velhice e meus últimos dias com a sujeira de Wittenberg”. Dentro de um mês, porém, um dos moradores da cidade pediu que Lutero voltasse.
Todos os pregadores ficam desanimados.
O desânimo se deve ao momento em que vivemos. Os pregadores televisivos são tidos como melhores; os pastores das pequenas congregações, sem aparente sucesso, são constantemente interpelados a ouvir e aprender com esses famosos pregadores como se eles fossem a solução de todos os problemas. O relativismo está presente entre nós. Os baais modernos competem pela lealdade do povo.
Que encruzilhada! Entramos em greve ou mudamos? Aprendemos a fazer a diferença, apesar dos desafios?
Qual pastor em seu íntimo que já não pensou:
- Qual é o valor do exercício do ministério nesse lugar?
- vou pregar, mas não me sinto ali, vou ao púlpito e me sinto vazio;
- quem é você para pregar sobre fé?
- devo ou não devo falar sobre determinado assunto? Afinal, as pessoas se chateiam.

Todo pregador vive o dilema: tenho em minhas mãos a espada que fere e ao mesmo tempo paz. Tenho em minhas mãos algo mais efetivo que um aparelho de ultrassonografia
Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12)

A Bíblia não quer falar para o mundo moderno como se o pregador precisasse ser psicólogo, antropólogo, cientista político e social. A Bíblia quer criar um mundo que não existiria sem que Deus falasse. Deus falou e o mundo veio a existir. E Deus fala e uma nova criação surge: o pecador justificado! Antes de falar sobre o fim, Deus disse para não acrescentar nenhuma palavra e nem tirar qualquer Palavra que fosse da Bíblia (Ap 22.17-18).
Não se pode reduzir o evangelho a uma frase de para-choque de caminhão. É pelo ouvir do evangelho que a comunidade de Deus vai tomando forma.
O livro antigo, para muitos ultrapassado, desconcertante, agressivo, que traz espada e paz, um livro maravilhosamente desafiador, conhece a verdade sobre mim. Sou pecador (por isso a espada) e como tal preciso da redenção em Jesus (paz). Esse livro de Deus: ... é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12).
As histórias do pregador não são dele. Deus dá a mensagem (Bíblia). Deus nos torna mensagem (história, acontecimentos).
Deus tem uma relação de amor comigo e nessa relação de amor a comunicação é vital e para que a comunicação seja perfeita, enviou seu Filho, do qual sou comunicador.
A Palavra de Deus traz guerra e paz!
Nunca estou velho ou inteligente demais para morrer. Todos os dias eu preciso morrer. Tomar minha cruz e seguir Jesus. Que cruz pesada está sendo a de pregador do evangelho! Mas, é tão somente pelo evangelho que Jesus quer transformar o mundo, trazendo guerra e paz!
Não penseis que vim trazer paz à terra;não vim trazer paz, mas espada” (Mt 10.34)
A Reforma nasceu pelo abrir da Bíblia.
Ao abrir a Bíblia, muitas pessoas infelizmente acomodaram-se. Não podemos simplesmente voltar a velhas práticas pagãs, legalistas para motivar pessoas. É preciso tão somente falar o que Deus fala através da Bíblia – por mais que isso traga a espada, pois, sem a Espada do Espírito, não há paz de Espírito.
Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12)
Continuemos com o evangelho a respeito da graça de Deus em Cristo – somente o evangelho libertou pessoas ao longo da história da humanidade após a queda em pecado.
Esse evangelho é o poder de Deus para salvação!
Semana após semana, pregação após pregação, pessoas vão sendo ressuscitadas, e vivendo novas vidas pelo evangelho!
A Palavra de Deus incomoda!
Não penseis que vim trazer paz à terra;não vim trazer paz, mas espada” (Mt 10.34)
Será que as pessoas também matariam Jesus hoje?
Dependendo da pregação de muitos, Jesus seria feito reitor de uma universidade, preletor de conferências, presidente do Brasil. Mas, Jesus é salvador. Não se pode reduzir o cristianismo ao esforço humano para se tornar uma boa pessoa, ou simplesmente alguém entusiasmado pela sociedade!
Jesus foi morto porque ameaçava o mundo constituído. Ele, pela pregação do evangelho continua sendo uma ameaça, principalmente ao diabo que não quer a salvação.
Muitas pessoas não gostam mais da igreja! É por que a igreja ama a instituição e muitas vezes tem se esquecido de Jesus. É melhor pregar para manter uma instituição e uma estrutura, do que falar sobre Jesus, que por vezes traz espada.
Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12)
Na época da Reforma não foi fácil falar contra uma estrutura. Foi possível por causa do evangelho, o qual se é chamado a pregar, mesmo que traga espada.
Não penseis que vim trazer paz à terra;não vim trazer paz, mas espada” (Mt 10.34)
O evangelho é uma espada de dois gumes – ele interfere em tudo o mais sobre a terra (Henry Ward Beecher). O evangelho invade todos os cantos e todas as curvas da vida dos ouvintes: sexualidade, pensamentos, sonhos, contas bancárias, pecados secretos, alvos, propriedades, motivações, família e trabalho.
É preciso, como pregador, e isso traz um deserto árido, falar, interferir, mas sem justiça própria. Edificar a igreja, não condená-la. Falar a verdade, mas em amor.
Todo pregador precisa entender que: assim como nos alegramos com os batismos, também nos gloriamos das pedradas, afinal, “a Palavra de Deus traz a paz e a espada”.
Amém!

Edson Ronaldo Tressmann

O médico dos pecadores (Mateus 9.9-13)

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