segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

No Batismo de Jesus a Lei e a Graça se encontram! (Mt 3.13-17)

 Batismo de Jesus

11 de janeiro 2026

Salmo 29; Isaias 42.1-9; Romanos 6.1-11; Mateus 3.13-17

Texto: Mt 3.13-17

Tema: No Batismo de Jesus a Lei e a Graça se encontram!

 

A Lei de Deus não é apenas um conjunto de regras, mas o reflexo do seu caráter santo. No batismo, vemos Jesus submetendo-se a esse padrão. E Jesus diz que era necessário “cumprir toda a justiça” (Mt 3.15). Para ser o nosso Salvador, Ele não podia saltar nenhuma exigência divina, nem mesmo o batismo de arrependimento pregado por João, embora não tivesse pecado.

O batismo de Jesus no Jordão é o momento em que a Lei e o Evangelho se abraçaram para a nossa salvação.

Ao dirigir-se a João, Jesus declarou: “Assim nos convém cumprir toda a justiça” (Mt 3.15). Aqui vemos a Lei em seu rigor máximo. Para o judeu, a justiça divina não era um conceito abstrato, mas a obediência a cada “i” e “til” dos mandamentos divinos.

A Lei serve para nos mostrar que não conseguimos chegar ao padrão de Deus por esforço próprio. A Lei de Deus nos revela a santidade de Deus e diante dessa santidade, inatingível para nós pecadores, somos expostos a uma “necessidade desesperadora”. E esse desespero se mostra na expectativa de querer ser santo e por mais que se tente, não é possível ser. O apóstolo Paulo destacou esse desespero escrevendo aos romanos: “Sabemos que a lei é divina; mas eu sou humano e fraco e fui vendido ao pecado para ser seu escravo. Eu não entendo o que faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio. Se faço o que não quero, isso prova que reconheço que a lei diz o que é certo... Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau. Dentro de mim eu sei que gosto da lei de Deus. Mas vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo. Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte?” (Rm 7.14-16,21-24).

A Lei de Deus exige santidade perfeita; ela não aceita nada menos que o padrão do “Cordeiro Imaculado”.

No tempo de João Batista, o batismo tornou-se uma nova exigência legal de Deus para o povo. Embora Jesus não tivesse pecado, Ele se submeteu a essa exigência. Por quê? Porque, como o novo Adão, Ele precisava cumprir cada requisito que Deus impôs aos homens. Onde os pecadores falham em obedecer, Jesus precisava triunfar.

Onde a Lei de Deus nos condena, o Evangelho nos apresenta Jesus como nosso substituto. O batismo de Jesus é o Evangelho em ação antes mesmo da cruz.

Quando João Batista proclamou “Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1.29), identificou àquele que cumpriria o sistema sacrificial previsto por Deus e o Evangelho é isto: Jesus, o único que cumpriu a Lei, assume o lugar dos que a quebraram.

Jesus não foi batizado para ser purificado, ao contrário, Jesus se solidarizou com os pecadores. O ministério de Jesus foi inteiramente vicário; Jesus viveu a vida que deveríamos ter vivido e, mais tarde, morreria a morte que deveríamos ter morrido.

Vicário” significa “em lugar de outro”. Jesus não foi batizado por si mesmo; Ele foi batizado como o Novo Adão, representando a humanidade. Ele tomou sobre Si a nossa obrigação perante a Lei.

A abertura dos céus e a voz do Pai (Mt 3.17) são o veredito final de Deus sobre a obra de Cristo. Diferente de nós, de quem a Lei diz “Este falhou”, de Jesus o Pai disse: “Em quem me comprazo”, ou seja, em quem realizo minha obra redentora. Toda a Trindade se manifesta para selar o início da redenção. O Pai fala, o Espírito unge e o Filho obedece. Toda a Trindade está empenhada na nossa redenção. Por isso, ainda hoje somos batizados em nome do Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 28.19-20).

Ao ser batizado para se cumprir toda justiça, era como se Jesus estivesse proclamando: “Eu farei tudo o que a Lei exige, para que eles recebam tudo o que o Evangelho oferece”.

Quão agraciados somos por Jesus ter cumprido cada “i” e cada “til” da Lei e que Ele é o cordeiro de Deus que cumpriu toda a justiça. Louvemos a Deus por nos conceder essa justiça por seus meios da graça (batismo, pregação e Santa Ceia). Amém

Edson Ronaldo Tressmann

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