Batismo de Jesus
11
de janeiro 2026
Salmo 29; Isaias 42.1-9; Romanos 6.1-11; Mateus 3.13-17
Texto: Mt 3.13-17
Tema: No
Batismo de Jesus a Lei e a Graça se encontram!
A
Lei de Deus não é apenas um conjunto de regras, mas o reflexo do seu caráter
santo. No batismo, vemos Jesus submetendo-se a esse padrão. E Jesus diz que era
necessário “cumprir toda a justiça” (Mt
3.15). Para ser o nosso Salvador, Ele não podia saltar nenhuma exigência
divina, nem mesmo o batismo de arrependimento pregado por João, embora não
tivesse pecado.
O
batismo de Jesus no Jordão é o momento em que a Lei e o Evangelho
se abraçaram para a nossa salvação.
Ao
dirigir-se a João, Jesus declarou: “Assim nos
convém cumprir toda a justiça” (Mt 3.15). Aqui vemos a Lei em
seu rigor máximo. Para o judeu, a justiça divina não era um conceito abstrato,
mas a obediência a cada “i” e “til” dos mandamentos
divinos.
A
Lei serve para nos mostrar que não conseguimos chegar ao padrão de Deus por
esforço próprio. A Lei de Deus nos revela a santidade de Deus e diante dessa
santidade, inatingível para nós pecadores, somos expostos a uma “necessidade desesperadora”. E esse desespero
se mostra na expectativa de querer ser santo e por mais que se tente, não é
possível ser. O apóstolo Paulo destacou esse desespero escrevendo aos romanos: “Sabemos que a lei é divina; mas eu sou humano e fraco e
fui vendido ao pecado para ser seu escravo. Eu não entendo o que faço, pois não
faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio.
Se faço o que não quero, isso prova que reconheço que a lei diz o que é
certo... Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: quando quero fazer o
que é bom, só consigo fazer o que é mau. Dentro de mim eu sei que gosto da lei
de Deus. Mas vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta
contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do
pecado que age no meu corpo. Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que
me leva para a morte?” (Rm 7.14-16,21-24).
A
Lei de Deus exige santidade perfeita; ela não aceita nada menos que o padrão do
“Cordeiro Imaculado”.
No
tempo de João Batista, o batismo tornou-se uma nova exigência legal de Deus
para o povo. Embora Jesus não tivesse pecado, Ele se submeteu a essa exigência.
Por quê? Porque, como o novo Adão,
Ele precisava cumprir cada requisito que Deus impôs aos homens. Onde os
pecadores falham em obedecer, Jesus precisava triunfar.
Onde
a Lei de Deus nos condena, o Evangelho nos apresenta Jesus como nosso
substituto. O batismo
de Jesus é o Evangelho em ação antes mesmo da cruz.
Quando
João Batista proclamou “Eis o Cordeiro de Deus”
(Jo 1.29), identificou àquele que cumpriria o sistema sacrificial previsto por
Deus e o Evangelho é isto: Jesus, o único que cumpriu a Lei, assume o lugar dos que a quebraram.
Jesus
não foi batizado para ser purificado, ao contrário, Jesus se solidarizou com os
pecadores. O ministério de Jesus foi inteiramente vicário; Jesus viveu a vida
que deveríamos ter vivido e, mais tarde, morreria a morte que deveríamos ter
morrido.
“Vicário” significa “em lugar de outro”. Jesus não foi batizado por si mesmo;
Ele foi batizado como o Novo Adão, representando a humanidade. Ele tomou sobre
Si a nossa obrigação perante a Lei.
A
abertura dos céus e a voz do Pai (Mt 3.17) são o veredito final de Deus sobre a
obra de Cristo. Diferente de nós, de quem a Lei diz “Este falhou”, de Jesus o Pai disse: “Em quem me comprazo”, ou seja, em quem realizo
minha obra redentora. Toda a Trindade se manifesta para selar o início da
redenção. O Pai fala, o Espírito unge e o Filho obedece. Toda a Trindade está
empenhada na nossa redenção. Por isso, ainda hoje somos batizados em nome do
Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 28.19-20).
Ao
ser batizado para se cumprir toda justiça, era como se Jesus estivesse
proclamando: “Eu farei tudo o que a Lei exige,
para que eles recebam tudo o que o Evangelho oferece”.
Quão
agraciados somos por Jesus ter cumprido cada “i” e cada “til”
da Lei e que Ele é o cordeiro de Deus que cumpriu toda a justiça. Louvemos a
Deus por nos conceder essa justiça por seus meios da graça (batismo, pregação e
Santa Ceia). Amém
Edson
Ronaldo Tressmann
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