terça-feira, 30 de abril de 2019
segunda-feira, 29 de abril de 2019
Por que me persegues? ... Eu sou Jesus!
Texto:
Atos 9.4-5
Tema:
Por que me persegues? Eu sou Jesus!
O ser humano após a queda, por natureza,
é tão cego e corrompido pelo pecado que o seu coração carnal é inimigo de Deus.
Por isso, a máxima de Freud que o homem criou Deus é falsa, afinal, tudo o que
o homem natural quer é Deus.
O homem por sua natureza, sendo essa
pecaminosa, não consegue apaziguar Deus pelas obras da Lei.
Saulo, era assim, um judeu apaixonado
pelas tradições dos seus pais. Quanto a lei, fariseu, zeloso (Fp 3). E por seu
zelo e amor a tradição religiosa, buscava prender e permitir a morte de
cristãos, pois, os do caminho (referência aos cristãos) seguiam uma seita. E
sendo uma seita, precisava ser eliminada.
Saulo, amava a Deus, mas acreditava por
ter sido criado assim que se alcançava a misericórdia de Deus pelas obras da
lei, as quais, após conhecer a Cristo, jogou tudo fora (Fp 3.8).
Após conhecer a Cristo, Paulo anos mais
tarde escreveu na segunda carta aos Coríntios que Deus reconciliou consigo o mundo (2Co 5.19).
Saulo, não sabia disso. Por mais que
amasse a Deus, não compreendia e nem sequer aceitava o fato de Deus ter
permitido seu filho morrer na cruz, afinal, como um bom judeu sabia que maldito todo aquele que for pendurado no
madeiro (Dt 21.23), mas, após conhecer Cristo, Paulo entendeu que Jesus
tornou-se maldição em nosso lugar (Gl 3.13).
Quando lemos o episódio da conversão de
Saulo na estrada para Damasco, precisamos compreender que conversão é a outorga
da fé na promessa divina da salvação por causa de Cristo, ao pecador que,
através da lei divina, aprendeu a lamentar os seus pecados. E isso aconteceu
com Saulo.
Por amor a Deus, ele estava perdido em
seu fanatismo, e zeloso pela lei, julgava estar cumprindo a vontade de Deus.
Mas, quando Jesus o fez ver que era o próprio Deus que ele estava perseguindo,
caiu em si.
A Bíblia foi escrita em duas cores: lei
e evangelho. A Bíblia foi costurada com duas linhas: lei e evangelho.
As palavras: Saulo, Saulo, por que me persegues?
soaram como uma pregação de lei àquele que julgava estar atuando na causa de
Deus.
Será
que eu sou um perseguidor de Cristo?
Quando ouço relatos de colegas e
congregações que estão em conflito fico pensando: como é possível as pessoas amarem e ao mesmo tempo brigarem pela mesma
coisa.
Saulo amava as coisas de Deus – o
problema era que não sabia que sua atitude zelosa pela lei e tradição
religiosa, era perseguição à Cristo.
Saulo cria em Deus, mas, julgava que sua
salvação estava fundamentada na lei de Deus, e por ser zeloso a lei de Deus,
tornou-se um fanático perseguidor da igreja.
Mas, quando a luz de Cristo brilhou ao
seu redor, e sem ver percebeu que era a Cristo que ele perseguia, chegou à
conclusão de que a salvação é um presente gratuito de Deus, como escreveu anos
mais tarde aos cristãos da Ásia Menor (Ef 2.8-9).
Saulo perseguia a igreja, os cristãos,
por amor a Deus, por amor a lei, a tradição. E nesse sentido, corro um grande
risco. O risco de me tornar um perseguidor de Cristo.
Será
que eu sou um perseguidor de Cristo?
As palavras do próprio Cristo mostram
uma maneira pela qual posso estar perseguindo a Jesus. Ele disse: “Quem
recebe vocês está recebendo a mim; e quem me recebe está recebendo aquele que
me enviou. Quem receber um profeta, porque este é profeta, terá uma parte da
recompensa dele; e quem receber uma pessoa boa, porque ela é boa, terá uma
parte da recompensa dela” (Mt 10.40-41). Quando desprezamos o
pregador perseguimos a Jesus.
Será
que eu sou um perseguidor de Cristo?
Jesus perguntou e respondeu a Saulo e
também a nós: Saulo,
Saulo, por que me persegues? ... Eu sou Jesus!
Jesus disse: “...
aos discípulos:
Quem ouve vocês está me ouvindo; quem rejeita vocês está me rejeitando; e quem
me rejeita está rejeitando aquele que me enviou” (Lc
10.16). Rejeitar a pregação de um pregador do evangelho, é perseguir Jesus.
Paulo aos Tessalonicenses, escreveu: “...Quando levamos a vocês a mensagem de Deus, vocês a ouviram e
aceitaram. Não a aceitaram como uma mensagem que vem de pessoas, mas como a
mensagem que vem de Deus, o que, de fato, ela é. Pois Deus está agindo em vocês,
os que creem” (1Ts 2.13).
Será
que eu sou um perseguidor de Cristo?
Sim. Quando tento impedir que o
evangelho seja pregado (1Ts 2.16).
O pesquisador, Dr Lucas ao escrever o
livro dos Atos dos apóstolos ressalta as muitas perseguições lançadas pelo
diabo contra a igreja. E me chama a atenção uma muito especial. Quando os
apóstolos recebiam reclamação quanto ao trabalho social da igreja (Atos 6). Os
apóstolos então dividiram o trabalho deixando claro que o trabalho deles era de
oração e proclamação e dos escolhidos a administração.
Tenho visto que em muitos lugares,
pastores e congregações tem sofrido muito por discussões. E as discussões se
devem ao amor pelo reino, amor por Jesus e por toda a igreja. Mas,
centralizando o trabalho em si mesmo, o pastor se torna um perseguidor de
Cristo. Quando os congregados não fazem a função para a qual foram escolhidos,
também perseguem a Cristo.
Será
que precisamos cair d cavalo? Ficar sem enxergar três dias? Não.
Precisamos apenas olhar para as palavras
de Jesus a Saulo e pensar em nós. Amamos a Deus, somos zelosos em seu reino. No
entanto, zelamos pelo patrimônio, mas ofendemos as pessoas, não as acolhemos.
Em outras circunstâncias, desejamos a pregação, mas menosprezamos o pregador.
A conversão de Saulo foi libertá-lo da escravidão
do zelo pela lei que o tornara um fanático perseguidor da igreja.
Ainda hoje, Jesus continua perguntando: ...
porque me persegues? ... Eu sou Jesus!
Ainda hoje, é necessário a conversão, ou seja,
deixe de olhar para você e seu zelo e olhe para aquele que ressuscitou dos
mortos e faz brilhar o seu evangelho em sua vida. Amém!
Edson Ronaldo Tressmann
domingo, 28 de abril de 2019
quinta-feira, 25 de abril de 2019
Vencedores em Guerra!
Vencedores
em Guerra!
1Pe
5.8
“Estejam alertas e
fiquem vigiando porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão
que ruge, procurando alguém para devorar”
Introdução
Conhecer
e dominar são forças impulsionadoras em torno das quais pode se definir
a trajetória de cada ser humano. As pessoas anseiam pela superação, pela
conquista do desconhecido, pelo domínio até do impossível.
Ao longo da história, o ser humano,
rejeitou a ideia de que existam limitações para suas ânsias naturais de
conhecer e dominar. Qualquer sacrifício e caminho se torna viável para que
possa escolher seu destino.
Aí o sobrenatural exerce maior fascínio
sobre o ser humano. As limitações levam o ser humano a buscar o sobrenatural. E
assim, desde um inocente horóscopo, passa a desenvolver um mundo de causas e
efeitos aos quais fica atado, e impotente em gerir o calendário de sua vida.
Desenvolvimento
De acordo com a linguagem bíblica, os
primeiros cristãos, muitas vezes, usavam uma terminologia militar para
descrever suas vidas como membros do reino de Deus.
A
vida no reino de Deus é uma vida e que se está envolvido em uma batalha
espiritual contra o reino das trevas;
Fé
– bom combate. 2Tm 4.7
A
proteção – armadura de Deus Ef 6.11 -
13
Palavra
de Deus – espada Ef 6.17
Ataques
do diabo – dardos inflamados Ef 6.16
Evangelho
– sentido secular, originou-se na linguagem de guerra ou combate, como termo
técnico para anuncio de vitória.
A batalha espiritual é retratada no
ministério e vida de Jesus. Essa batalha foi registrada pelo apostolo João em
sua carta 1Jo 3.8. Também por João Marcos no evangelho Mc 5.9.
Está havendo atualmente muito interesse
pelo ocultismo.
Dia 08 de janeiro desse ano, 2018,
acompanhamos nos noticiários da prisão de pessoas envolvidas no assassinato de
duas crianças, de 8 e 12 anos, num ritual de magia negra no Rio Grande do Sul.
A luta, a batalha espiritual entre o
reino das trevas contra o reino de Deus continua.
É preciso saber que na batalha espiritual
há um inimigo: diabo. Há um campo de batalha: magia, espiritismo, adivinhação,
... e há a arma necessária para vencer esses inimigos: o evangelho, o anuncio
da vitória que é nosso pela fé na obra redentora de Jesus Cristo.
CS Lewis ao referir ao demônio escreveu:
“Há dois erros iguais e opostos, sobre
diabos, que o povo comete. Um é desacreditar a sua existência. O outro é
acreditar nele e sentir um interesse excessivo e doentio por ele. O
diabo se satisfaz tanto com um como com outro erro e saúda com a mesma
satisfação o materialista e o feiticeiro”.
Assim, precisamos entender que a existência do diabo é real e que o mesmo
tem poder, e também não dar a ele mais crédito do que tem, pois o mesmo está
vencido pela obra realizada por Jesus.
Quando se fala sobre batalha espiritual é preciso enumerar
que não dá para se passar por cima de um erro com a frase popular “foi o diabo que me levou a fazer isso”.
Não se pode isentar o ser humano da sua responsabilidade. Por outro lado, não
se pode negar a realidade do tentador.
Vivemos uma sociedade altamente
cientifica e diante da ciência Rodolph Bultmann escreveu: “agora que as forças e as leis da natureza foram descobertas, não mais
podemos crer em espíritos, sejam eles bons ou maus. Enfermidade e cura são doenças,
semelhantemente, atribuídas a causas naturais; elas não são resultados de
atividades demoníacas ou de maus espíritos. É impossível usar a luz elétrica e
a transmissão por ondas e usufruir as vantagens de modernas descobertas médicas
e cirúrgicas e, ao mesmo tempo, acreditar em espíritos e milagres do mundo do
NT”.
A ciência tenta explicar o sobrenatural.
E a verdade ainda permanece: o diabo existe, demônios (infantaria do diabo)
existem, seu número é multidão, e o cristão continuamente é atacado por tais
forças sobrenaturais resolvidas a destruir a fé e o compromisso com o Deus
triuno.
Mesmo que seus números e poder sejam
grandes – a mensagem do evangelho é vitória para nós. Jesus lutou uma batalha
contra i inimigo e obteve a vitória evidenciado pela ressurreição (Cl 2.15).
Ocultismo
Palavra vem do latim – escondido, secreto, escuro, misterioso e
encoberto.
O ocultismo lida com coisas secretas ou
escondidas. Operações que parecem depender de poderes humanos que ultrapassam
os cinco sentidos. E ao lidar com o sobrenatural, lida com forças angélicas ou
demoníacas.
O ocultismo está acontecendo. Ele muda
as pessoas e sua visão de futuro. Ele é perigoso para a fé cristã, porque ele
pode e tem destruído a fé cristã. (Veja as crendices que há por ai).
O profeta Oséias anunciou: “que o povo padece por falta de conhecimento”
(Os 4.6).
Desconhecemos, desconsideramos a batalha
espiritual na qual estamos envolvidos. Desconhecemos que Satanás tem muitas
táticas e para piorar a situação, muitos desconhecem a única arma contra os
ataques do diabo, desconhecem a vitória completa de Cristo sobre o diabo e que
é nossa pela fé. E é exatamente por isso que:
-
Os ataques do diabo é desconsiderado numa sociedade altamente tecnológica e
cientifica;
-
Influências de religiões que misturam os mais variados elementos confundem as
pessoas, e assim, não se consegue mais classificar o que é cristão e o que é
ocultismo;
-
Muitas passagens bíblicas anunciam que nos últimos dias, haverá crescimento das
obras de satanás sobre a terra (Ap 9.1-21; 12.7-9; 13.1-10; 19.11-16; Mc 13.22;
2Co 11.14; 1Tm 4.1-6; 1Jo 4.1-7)
-
quando as pessoas estão cheias de incertezas e dúvidas, elas começam a
agarrar-se em qualquer coisa;
Quando a igreja se enclausurou no
deserto, os padres (sec. III – VI) representavam a imagem do diabo como sendo
um(a) jovem bonito(a), todo(a) iluminado(a). Na Idade Média (sec. VI – XV) o
diabo era representado conforme os efeitos do diabo no ser humano, ou seja,
caricaturas animalescas.
Esses
dois retratos mostram o quanto o diabo é ardiloso.
Provar o sobrenatural pode ser
desencadeado pela leitura de um artigo. Um programa de televisão. Uma palestra.
Uma conversa informal com alguém que frequenta centros espíritas.
E é exatamente por causa do perigo que
corremos, é que Deus, por seu amor e misericórdia, coloca à disposição de todos
a sua armadura (Ef 6).
Quem
é o nosso inimigo? Bem, já vimos que o diabo é ardiloso.
Mas, precisamos fazer outras observações. Ez
28.12-17, é uma passagem citada por muitos para descrever que Lúcifer
ocupava um dos cargos mais importantes. Houve uma batalha no céu, Ap 12.7-9 e
ele foi expulso. O apostolo João diz também que o diabo é mentiroso,
enganador(Jo 8.44).
Lúcifer,
anjo de Deus, rebelou-se por querer ocupar o lugar de Deus (Is 14.13-14).
O diabo existe, o conhecemos desde Gn 3
e vamos conhecendo até Ap 20.
Nosso inimigo é tão astuto que pode se
disfarçar com sendo um anjo de luz (2Co 11.14). E assim enganar muitos até
mesmo pelo ensino da Bíblia (1Tm 4.1). É só recordar a tentação de Jesus (Mt
4). O diabo usou as Escrituras em seus ataques.
Mt
16.23 – o diabo entrou na mente de Pedro.
O diabo se opõe as coisas de Deus (Mt
12.26); ele é tentador (Mt 4.3); senhor da morte (Hb 2.14), nesse sentido,
Paulo diz que a morte está vencida pela ressurreição (1Co 15.55). O diabo é
belzebu, senhor das moscas, (Mc 3.22-23); ele é belial, inimigo, (2Co 6.11);
ele é maligno (1Jo 2.13); é príncipe deste mundo (Jo 14.30); é príncipe das
potestades do ar (Ef 2.1-2).
Sinto dizer, mas, nosso inimigo é real. Ele
está vencido, mas vivo, é poderoso.
Estamos
em batalha – 1Pe 5.8-9
Nossa oração diária é: “não nos deixe cair em tentação ... mas
livra-nos do mal”
A questão que fica é: Porque Deus permite essa ação diabólica?
Tomás de Aquino e Agostinho responderam essa pergunta enfatizando que as “ações diabólicas são permitidas em benefício
de bens maiores ou até para prevenir males ainda piores”. Isso significa
que, diante de um ataque do diabo, nossa fé é provada. E quando vencemos saímos
mais fortes. Mas, quando caímos, pela graça de Deus nos arrependemos e evitamos
um mal muito maior.
Nós não podemos esquecer que, por mis
que sejamos tentados pelo diabo, temos livre arbítrio e vivemos das nossas
escolhas.
Toda provação, tentação, traz
crescimento: Lc 22.31-32; Tg 4.7.
É preciso recordar que o Diabo está
vencido. Seu poder é limitado. Ele não atinge a Deus. Mas, busca atingir os
filhos de Deus para ofender o criador. E a maior ofensa que o diabo causa em
Deus, é quando consegue afastar um dos seus filhos dos seus caminhos (Lc 22.31;
Jo 13.2; Mt 4; Mt 8.29; 1Tm 4.1; 1Co 10.20-21; Ef 2.1-2; 2Co 4.4).
A igreja e os cristãos sabem que a
vitória já está garantida, mas conhece o ódio de Satanás. Como escreveu Corrie
Tem Boom: “Ele tem seis mil anos de
experiência em armar ciladas”.
Cuidado!
Nas coisas simples ...
Esse inimigo age em muitas esferas –
mas, a mais importante área de atuação se deve a popular adivinhação (ver a
sorte). Adivinhação – divinare
(latim) – prever. E quem prevê o
futuro é o advinho – divinus
divinamente inspirado e pertencente a uma divindade. O advinho faz uso de
presságios e meios (espelhos, cartas, leitura de mãos, pêndulos, etc). Toda
adivinhação é condenada por Deus pois é fruto da idolatria e a idolatria é
combatida no primeiro mandamento. Nosso
futuro, seja qual for, está nas mãos de Deus (Mt 6.34; Sl 37.5).
Além da adivinhação temos a astrologia,
cartomancia, quiromancia, psicometria, cristalomancia, numerologia, geomancia,
jogar dados, búzios, piromancia, selenomancia.
Deus condena essas práticas: Lv 20.6,27;
Dt 18.10-14; 1Cr 10.13; Dt 29.29; 2Tm 3.15; Tg 1.5;
Espiritismo
Todo ocultismo conduz ao espiritismo.
Esses dizem crer no conteúdo da Bíblia.
O espiritismo remonta milhares de anos
(1Sm 28; 1Cr 10.13; Dt 18; Lv 26.2; 27.31).
As crenças adotadas pelo espiritismo
mostram origens anticristãs. Eles creem num processo evolucionário de
desenvolvimento espiritual. Após a morte, se desenvolve com ajuda de outros
espíritos. O que você faz nesta vida determina o plano de desenvolvimento
espiritual no qual você entra após a morte. Para o espiritismo, Jesus é o maior
de todos os médiuns. Para os espíritas não existe inferno. Como cristãos
confessamos que sim! E céu é uma série de planos espirituais pelos quais a alma
passa da morte para um processo evolutivo. Assim, quando há uma sessão
espírita, a comunicação se dá com anjos caídos passando-se pelo falecido.
Bíblia
condena o espiritismo: Lv 19.31; 20.6; Dt 18.10-12; e faz um alerta: 1Jo 4.1-6.
Estamos
em guerra!
De acordo com Paulo, 2Co 2.11, não podemos ignorar sua
existência e perigo.
Ef
6.11
– só podemos vencê-lo a certeza de que pertencemos e somos do Senhor (1Jo
5.19).
Nosso
desafio – transformar o reino de satanás em reino de Deus
(Mt 12.30).
1Pe
5.8
Nós podemos cair nas artimanhas do diabo
e nos afastar de Deus!
O diabo insiste para que as pessoas não
creiam na sua existência e nem na existência do inferno.
Cuidado, pois o diabo não se mostra como
é, mas como lhe convém, e assim pode te enganar.
Efésios
6.18. Porque orar e vigiar?
Efésios 6.10-20, porque estamos em
guerra e nossa luta não é contra pessoas, mas o diabo e seus demônios.
Louvemos a Deus, pois ele nos resgatou
do reino da trevas e nos coloca no seu reino. Ef 2.1-10. Amém.
Edson Ronaldo Tressmann
O pequeno pecador enfrentando o gigante causador do pecado!
O pequeno pecador enfrentando o gigante causador do pecado
O calendário da igreja cristã é uma grande oportunidade para refletirmos sobre temas propícios e necessários. A Quaresma
é um desses momentos raros e valiosos. Quaresma marca um período de guerra.
Nessa
guerra há dois poderosos – Jesus e o Diabo (seu poder é limitado). Enquanto que o cristão é um soldado
que luta ao lado de Jesus, por outro lado, o incrédulo é um soldado lutando ao lado e pelo diabo (obsessão espiritual).
O apostolo Paulo escreveu na carta aos cristãos da Ásia Menor: “porque a nossa luta
não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades,
contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do
mal, nas regiões celestes” (Ef 6.12).
Se estamos em luta, é necessário e urgente que eu conheça meu inimigo e suas táticas. Afinal de contas, quanto menos conhecido
for meu inimigo e suas artimanhas, mais perigoso ele se torna e eu corro ainda mais perigo.
O diabo
existe como pessoa e não representa uma ideia ou personificação do mal. Ele é
real e atua nesse mundo com seu poder destruidor.
A pessoa do Diabo
1 – Foi criado justo e santo por Deus como todas as criaturas (Gn 1.31; Jd 6).
2 – Apostatou-se de Deus por livre vontade, talvez impelido por
sentimentos da arrogância e vaidade (Gn 3.5;
Jo 8.44; 2Pe 2.4; 1Tm 3.6). É justamente pelo fato do Diabo ter se
rebelado por livre decisão, é que para o mesmo não há salvação.
A pessoa
do diabo é caracterizada por muitos com as seguinte figuras bíblicas: Dragão (Ap 12.7); Serpente (Is 27.1); Leão (1Pe 5.8); Inimigo (Mt 13.39); Homicida
(Jo 8.44); Tentador (Mt 4.3); Pai da mentira (Jo 8.44; 1Jo 3.8); Acusador (Ap 12.10); Maligno (1Jo 2.13); Demônio (Lc 11.14); Satanás, adversário e acusador (Mt
4.10); Príncipe do Mundo (Jo 12.31);
Deus deste século (2Co 4.4); Dominador deste mundo (Ef 6.12); Força espiritual do mal (Ef 6.12); adversário (1Pe 5.8); besta (Ap 11.7); Belzebu, senhor das moscas ((Mt 10.25); exterminador (1Co 10.10); estrela
caída (Ap 9.1); deus deste século
(2Co 4.4); príncipe da potestade do ar
(Ef 2.1-2); leão que ruge (1Pe 5.8);
ladrão (Jo 10.10); passarinheiro (Sl 91.3); conselheiro vil (Na 1.11); lobo (Jo 10.12), ...
É preciso saber que dentro do
reino do diabo há uma hierarquia. Há espíritos superiores e inferiores. A
Escritura fala do Diabo superior ou coletivamente (Lc 11.15; Mt 25.41;
Ap 12.7; Mc 5.9).
Conhecendo a pessoa do Diabo, é preciso saber qual é o seu
destino.
1 – São condenados por Deus ao fogo eterno (2Pe 2.4; Mt 25.41; Jd 6). Se o Diabo está em
algemado como ataca o mundo?
Sei quem
é o meu inimigo e quais nomes recebe da parte de Deus. Sei também seu destino,
mas é preciso para que eu esteja sempre mais preparado para a luta saber sobre sua obra.
O diabo
foi expulso do céu (Ap 12.7-9; 20.2; 1Tm 3.6). assim, reina sobre os poderes da
escuridão espiritual neste mundo e além (Mt 12.24; Jo 12.31; 2Co 4.4; Ef 6.12;
1Jo 5.19; Ap 12.9). Ele se esconde, e também suas obras e sua influência neste
mundo (2Co 11.14).
Edson
Ronaldo Tressmann
Batalha nossa de cada dia!
Texto:
Ef 6.10-20
Tema:
Batalha nossa de cada dia!
“Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas
contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos,
as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão”
(Ef 6.12)
Estamos
em luta! Uma luta, onde mesmo sendo constantemente atacados,
não estamos em desvantagem, pois temos a nossa disposição todas as armas
adequadas para o combate.
Nossa
luta não é contra as pessoas! Muitas vezes até
parece que lutamos contra as pessoas. Tenho observado que muitos líderes
religiosos não tem combatido o erro doutrinário, mas as pessoas em si. A igreja
precisa denunciar o erro doutrinário que distorce o ensino bíblico e afasta a
pessoa do evangelho.
Em nossa batalha de cada
dia precisamos estar alertas quanto a dois grandes extremos perigosos:
Subestimar o inimigo; Superestimar o inimigo.
Se por um lado há os que negam a
existência do diabo, desconhecem suas armas, seus agentes e suas estratégias.
Há o outro extremo que é falar mais do diabo do que de Deus. Para muitos, uma
simples dor de cabeça já é coisa do diabo.
A
missão do diabo é nos afastar do evangelho e de Cristo.
Nossa luta é contra ensinamentos que afastam as pessoas de Jesus, pois esse é o
principal objetivo do diabo (2Co 4.4). Nossa luta é contra as artimanhas do diabo que tenta
arrastar muitos para junto de si. Lembro
que o diabo sua a camisa para conseguir adeptos e também afastar os filhos(as)
de Deus de Cristo do evangelho, pois, ele sabe que todo aquele que se arrepende
recebe o perdão a vida e a salvação. Ele não quer que as pessoas ouçam e saibam
desse evangelho.
Querido
irmão e irmã em Jesus - minha luta é contra o diabo que
quer impedir que o evangelho chegue aos meus ouvidos e me revele todo o amor de
Deus por mim, “Portanto,
estejam preparados ...” (Ef 6.14) ou “firmai os vossos pés...”
Já manifestei a minha preocupação sobre
as futuras gerações sobre o que elas
saberão de Cristo? O diabo não quer que as pessoas saibam de Cristo.
A luta do diabo é contra o evangelho e
seus pregadores, por esse motivo Paulo faz um pedido as igrejas da Ásia Menor:
“... orem
também por mim, a fim de que Deus me dê a mensagem certa para que, quando eu
falar, fale com coragem e torne conhecido o segredo do evangelho. Eu sou
embaixador a serviço desse evangelho, embora esteja agora na cadeia. Portanto,
orem para que eu seja corajoso e anuncie o evangelho como devo anunciar”
(Ef 6.9-20).
O diabo utiliza-se de todas as armas, afinal,
ele precisa ganhar almas para si, haja visto que o inferno foi feito para o
diabo e seus anjos (Mt 25.41). Jesus
ao contrário, oferece e dá o perdão, mesmo aquele que se arrepende no último
instante. O desejo de Cristo é salvar (1Tm 2.4).
Enquanto que o diabo nos ataca pelo
mundo e pela nossa carne, Cristo coloca à nossa disposição armas para a batalha nossa de
cada dia.
Quando a igreja se enclausurou no
deserto (sec. III – VI) representavam a imagem do diabo como sendo uma jovem
bonita, toda iluminada. Na Idade Média (sec. VI – XV) o diabo era representado
conforme os efeitos do diabo no ser humano, ou seja, caricaturas animalescas. Esses dois retratos mostram o quanto o diabo é ardiloso.
As armas colocadas por Deus a disposição
da igreja e dos cristãos se devem ao fato de periculosidade do inimigo. O
apostolo Paulo o descreve como astuto, invisível, numeroso e maligno (Ef 6.11-12),
persistente (Ef 6.13), oportunista (Ef 6.11,14). Além disso, se disfarça em
anjo luz (2Co 11.4) e usa voz mansa e truques para enganar, muitas vezes em
seus ataques usa a Bíblia (Mt 4.6). Ele faz as pessoas acreditarem que ele não
existe (At 20.22).
Na Batalha nossa de cada dia temos um
inimigo: o diabo e seus aliados; há um campo de batalha: magia,
espiritismo, adivinhação, ... e há uma arma necessária para vencer esses
inimigos: o evangelho, o anuncio da vitória que é nosso pela fé na obra
redentora de Jesus Cristo.
De maneira sorrateia o diabo está
semeando em nossas casas o ocultismo que está acontecendo e tem mudado muitas
pessoas e sua visão de futuro.
Cuidado!
Nas coisas simples ... o inimigo tem agido em muitas
esferas e as mais importantes área de atuação se deve a popular adivinhação
(ver a sorte). A adivinhação é condenada por Deus por ser fruto da idolatria. A
idolatria é odiada por Deus. Além da adivinhação há a astrologia, cartomancia,
numerologia, jogar dados, búzios ...
Talvez você esteja se perguntando: sendo Deus, todo poderoso, por qual motivo
permite essa ação diabólica? Tomás de Aquino e Agostinho disseram que as “ações diabólicas
são permitidas em benefício de bens maiores ou até para prevenir males ainda
piores”. Ou seja, diante de um ataque do diabo a nossa fé é provada.
Quando vencemos saímos mais fortes. Quando caímos, pela graça de Deus somos
chamados ao arrependimento e evitamos um mal muito maior. A palavra de Deus diz
que toda provação e tentação, traz crescimento espiritual (Lc 22.31-32; Tg 4.7).
O diabo nos tenta por não poder atingir
a Deus, e busca de todas as maneiras atingir os filhos e filhas de Deus. Sua
maior alegria é afastar alguém de Cristo e do evangelho. E o evangelho nada mais é do que a boa notícia da vitória
de Cristo sobre a morte, o inferno e o diabo.
O Cristo vitorioso nos oferece armas
para lutar contra nosso inimigo (Ef 6.14 – 17).
Na batalha nossa de cada dia é preciso
estar sempre preparado (Ef 6.14). Igreja - batalhão dos soldados de Cristo -
não esqueça os equipamentos de batalha:
Usem a verdade como cinturão
(Ef 6.14).
Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida;
ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim” (Jo 14.6). Contra
essa verdade, o diabo (pai da mentira, Jo 8.44) combate. O inimigo age pela
mentira, pelas fake News dos falsos pregadores.
A
igreja se mantem de pé pela verdade que é Cristo. Sem a verdade
que é Cristo e o seu evangelho salvador, não há como prevalecer na batalha.
Na batalha nossa de cada
dia é preciso estar sempre preparado (Ef 6.14). Igreja - batalhão de soldados
de Cristo - não esqueça os equipamentos de batalha:
Vista-se com a couraça
da justiça (Ef 6.14b). A couraça cobria desde o
pescoço até o peito. Protegia os órgãos vitais do guerreiro.
A couraça da justiça de Cristo é o que o diabo
não quer que os pecadores saibam e reconheçam. Ele não quer que os pecadores
saibam que em Cristo seus pecados são perdoados.
Na batalha nossa de cada
dia é preciso estar sempre preparado (Ef 6.14). Igreja - batalhão de soldados
de Cristo - não esqueça os equipamentos de batalha:
Calce o sapato e esteja pronto para anunciar o evangelho da paz!
(Ef 6.15)
Os soldados romanos usavam sandálias com
cravos nas solas para dar agilidade na caminhada por lugares íngremes. O autor
a carta aos Hebreus (Hb 2.14) diz que o diabo é senhor da morte. A
mensagem da paz, o evangelho, é o anuncio da vitória sobre a morte, o inferno e
o diabo. A ressurreição é a mensagem que precisa ser proclamada para todos (1Co
15.55).
Na batalha nossa de cada
dia é preciso estar sempre preparado (Ef 6.14). Igreja - batalhão de soldados
de Cristo - não esqueça os equipamentos de batalha:
Levem sempre a fé
como escudo
(Ef.
6.16).
O escudo protegia todo o corpo do
soldado dos dardos inflamados que feriam com corte e queimadura.
O inimigo não deseja de maneira nenhuma
que o pecador saiba que “O justo vive pela fé” (Rm 1.17). Ele quer
manter as pessoas prisioneiras em suas realizações e ignorância com respeito a
salvação.
Na batalha nossa de cada
dia é preciso estar sempre preparado (Ef 6.14). Igreja - batalhão de soldados
de Cristo - não esqueça os equipamentos de batalha:
Recebam a salvação
como capacete (Ef. 6.17a).
O diabo não quer que o evangelho da
salvação brilhe sobre as pessoas.
Na batalha nossa de cada
dia é preciso estar sempre preparado (Ef 6.14). Igreja - batalhão de soldados
de Cristo - não esqueça os equipamentos de batalha:
Recebam a Espada que
é a Palavra de Deus (Ef. 6.17b).
Todo ataque começa com uma boa defesa. E a arma de ataque e de defesa é
a Palavra de Deus. Você conhece a
Bíblia e a sua mensagem central? Na carta aos romanos, o apostolo Paulo
escreveu: “E
como poderão ouvir, se a mensagem não for anunciada? E como é que a mensagem
será anunciada, se não forem enviados mensageiros?” (Rm 10.14-15).
Um dos grandes ataques do inimigo do
diabo é o vasto crescimento dos cristãos sem igreja. Ele dissemina por aí que
as pessoas não precisam da Bíblia, de pregadores, da comunhão dos santos.
Na batalha nossa de cada
dia é preciso estar sempre preparado (Ef 6.14). Igreja - batalhão de soldados
de Cristo - não esqueça os equipamentos de batalha: verdade, justiça, pregação, fé, salvação, Palavra.
Paulo está por concluir essa carta
circular aos cristãos da Ásia Menor. Está por assim dizer que o diabo ataca justamente
as bênçãos com as quais havia transformados gentios e judeus num só povo, numa
só igreja.
Igreja – batalhão de Cristo, saiba que
sem Cristo perdemos as batalhas diárias.
Na batalha nossa de cada dia - Cuidado! “Portanto,
estejam preparados ...” (Ef 6.14) ou “firmai os vossos pés...” Como?
“... orando a Deus e pedindo a ajuda dele. Orem sempre,
guiados pelo Espírito de Deus. Fiquem alertas. Não desanimem e orem sempre por
todo o povo de Deus” (Ef 6.18).
Se
já estou armado com a verdade, com a justiça de Cristo, com a pregação, com a fé,
com a salvação e a Palavra, qual é a razão de orar e vigiar?
“... nós não estamos lutando contra seres humanos, mas
contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos,
as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão”
(Ef 6.12). Amém!
Edson Ronaldo Tressmann
Antes de refletir sobre o capítulo 3 de Gênesis
Estudando
Gênesis
Antes
de ir para o capítulo 3 de Gênesis
Anjos
Estamos estudando Gênesis capítulos 1 a
4. Após termos refletido sobre a criação e que os dois capítulos de Gênesis não
abordam duas criações, mas, que essa é a didática do Espírito Santo. Precisamos
agora, parar e responder algumas questões antes de prosseguir, pois, preciso
saber quem é o causador da queda e porque levou a criação com a ruina da queda
em pecado.
Quando
os anjos foram criados? Quando se afastaram de Deus?
A doutrina dos anjos deve advir das
Escrituras Sagradas e não da razão humana. A Bíblia, de Gênesis e Apocalipse.
A teologia racionalista moderna repudia
a existência dos anjos e do diabo, pelo simples fato de terem se afastado da
Escritura como fonte de fé.
Os anjos não foram criados antes do
mundo, visto que nenhuma criatura existiu anteriormente à criação (Jo 1.1-3; Cl
1.16), e nem foram criados após o sexto dia, uma vez que naquele dia, Deus cessou
de criar (Gn 2.2,3). Por isso a expressão, descansou
Deus.
O termo anjo maleach, ángelos não mostra a essência dos anjos, mas seu oficio e
significa enviado, mensageiro. A
Escritura atribui esse termo aos ministros da Palavra de Deus (Mt 2.7; Mt 11.10)
ao filho de Deus, anjo incriado (Ml 3.1; Jo 3.17-34; Is 63.9; Gn 48.16).
Os anjos são destituídos de forma
corpórea.
Os anjos são criaturas finitas. Como
seres humanos, os anjos são seres reais, dotados de inteligência e vontade (Ef
3.1º; Hb 1.14). Inteligência e vontade que os anjos caídos também têm (Gn 3; Mt
4). Apesar de que os anjos caídos terem sua mente depravada e pervertida.
Mesmo que os anjos sejam imateriais,
podem atuar sobre os corpos dos seres humanos assim como a alma atua sobre o
corpo (Gn 19.16; Mt 4.5).
Fazemos distinção entre obsessão
espiritual e obsessão corporal. A obsessão espiritual é o impedimento para que
os incrédulos creiam (Cl 1.13). As pessoas perversas cuja mente se vê possuída
são exemplificadas por Judas e os fariseus (Lc 22.3; Jo 13.2; At 5.3; 2Ts
2.9-11; 2Co 4.4).
A obsessão corporal é quando o diabo
habita e governa o corpo de modo imediato e local, controlando sua vontade (Mc
5.1-19; Lc 8.26-39).
Todos que se recusam a crer, agem por
instigação de Satanás, porquanto ele os retém em seu poder. A própria negação
da existência do diabo é uma ação do diabo no coração do ser humano (At 26.18;
C 1.13; 2Co 11.14).
A obsessão espiritual não elimina a
responsabilidade humana (Mt 25.41), já que a pessoa peca por livre e espontânea
vontade (Jo 8.43-45). Agora, na obsessão corporal, a pessoa não dispõe de
funções próprias intelectuais, emocionais e volitivas. Satanás que se acha na
pessoa, age nela e por ela, de sorte que, em todos os casos de obsessão
corporal, a responsabilidade humana deixa de existir
Como os anjos são seres inteligentes,
eles podem entrar em contato tanto entre si como com os seres humanos (Lc
1.13,19). Fizemos um teatro no retiro
altamente doutrinário e nem nos damos conta.
É preciso destacar que os anjos possuem
conhecimento como criaturas e não como Deus, ou seja, os anjos não são
onisciente. O conhecimento dos anjos se dá em virtude peculiar, conhecimento
natural (2Sm 14.20); por meio de revelação divina, conhecimento revelado, 1Pe
1.12; Lc 2.9-12; pela visão privilegiada que desfrutam, conhecimento beatifico,
Mt 18.10.
Os anjos, como seres inteligentes que
são, possuem, além disso, liberdade de querer e, em vista do serviço para o
qual são designados, grande poder. A vontade dos anjos é livre tanto com
respeito a atos imanentes, tais como escolher e rejeitar (Jd 6), como atos
externos, quais sejam movimentar-se, falar, Louvar a Deus, etc (Lc 2.9-15).
Ainda que os anjos maus, como inimigos declarados de Deus, não possam senão
opor-se a ele, eles o fazem de própria e livre vontade. Por João 8.44, vemos
que os anjos tem grande poder (Sl 103.20; 2Ts 1.7; 2Rs 19.35), mesmo assim, é
um poder infinito, inteiramente debaixo do controle divino (Jó 1.12). Emborao
poder dos anjos seja sobre humano (Sl 91.11,12; Lc 11.21,22) eles não são
onipotentes, mas estão subordinados a Deus (Dn 7.10).
Ainda que só Deus opere milagres (Sl
72.18), as Escrituras Sagradas ensinam que os anjos bons (2Rs 19.35), os
profetas (2Rs 6.5,6), e os apóstolos (At 3.6-12), realizam milagres em seu nome
e mediante seu poder divino.
O diabo também realiza milagres (2Ts
2.9-12) para enganar as pessoas e de maneira especial os que não dão crédito a
Deus.
Todos os anjos foram criados na mesma
justiça, bondade e santidade, pois cabia-lhes glorificar a Deus e prestar
serviços sagrados. Não havia nos anjos propensão para o mal. Eis que Deus disso
que “tudo era muito bom” (Gn 1.31). O
fato é que um grupo de anjos não permaneceu nesse estado original, porém espontaneamente
se afastaram de Deus, caindo em pecado. Passaram do estado da graça para o
estado de miséria.
Os anjos bons são aqueles que
permaneceram na bondade, justiça e santidade em que foram criados (Mt 18.1º;
6.10; 1Tm 5.21; Lc 20.36; Gl 1.18). Os anjos maus deixaram a sua própria
habitação (Jd 6). Voluntariamente se afastaram de Deus e foram condenados
eternamente (Mt 25.41; Ap 20.10; 2Pe 2.4; Jd 6).
O que não sabemos é em que tempo se deu
a queda. Será que foi após a criação do
homem e antes da formação da mulher? Pois, Deus deu uma ordem ao homem (Gn
2.16).
Não é possível determinar com segurança
quando os anjos maus pecaram pela primeira vez. E por ninguém tê-los levado a
queda não recebem a misericórdia e a salvação de Deus em Jesus (Mt 8.29; 25.41;
Tg 2.19).
Os anjos maus se apostataram de Deus por
livre e espontânea vontade. Eles pecaram sem qualquer tentação (Jd 6), enquanto
que Eva foi ludibriada por satanás (Gn 3.1-7), e Adão tentado por Eva. Aqui
entra um detalhe importante. Observe Gn
2.16 – o homem vacilou e descuidou. Deveria perguntar. Questionar.
Mesmo que os anjos maus sejam astutos
(Gn 3.1; 2Co 11.3; Ef 6.11), pela queda são estúpidos. A própria morte de
Cristo, promovida pelo diado (Lc 22.53), foi a sua própria ruina (Jo 12.31).
Ele nem sequer deduziu que o preço a ser pago era o sacrifício.
Os anjos maus agem para criar inimizade
contra Deus (Ap 12.7). Todo seu plano é intentar e destruir o ser humano
temporalmente e eternamente (Gn 3.1; 1Pe 5.8). Com esse empenho, buscam
prejudicar o ser humano em seu corpo (Lc 13.11-16); em suas posses terrenas (Jó
1.12;Mt 8.31-32); em sua alma (Jo 13.27; At 5.3; Ef 2.2-3).
A
fúria do diabo é de maneira especial direcionada contra a igreja.
1
–
investe contra a igreja a todo o tempo (Mt 16.18);
2
–
impede as pessoas de ouvirem e aceitarem o evangelho (lc 8.12);
3
–
dissemina doutrina errônea (Mt 13.25; 1Tm 4.1);
4
–
incita perseguição (Ap 12.7);
5
–
além do anticristo (aquele que afasta de Cristo 2Ts 2), o diabo causa
transtorno ao estado politico e administrativo da igreja (1Cr 21.1; 1Rs
22.21-22) e ao estado doméstico (50 pastores em estado de divórcio).
É preciso alertar que Deus se serve dos
anjos maus para punir os ímpios que rejeitam a verdade (2Ts 2.11-12) e para
provar os fiéis (Jó 1.17; 2Co 12.7).
Conclusão
Tudo o que a Bíblia escreve sobre os
anjos maus é para nossa advertência, a fim de que possamos escapar ao justo
juízo de Deus, crendo naquele que destruiu as obras do diabo (1Jo 3.8).
Edson Ronaldo Tressmann
Bibliografia
MUELLER, John Theodore. Dogmática Cristã: Um manual sistemático dos
ensinos bíblicos. Concórdia, Porto Alegre, RS, 2004. Pp. 199 - 206
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