sexta-feira, 31 de maio de 2019
quinta-feira, 30 de maio de 2019
Boas obras recompensadas!
Salmo 133; Atos 1.12-26; Apocalipse 22.1-6, 12-20; João 17.20-26
Texto para prédica: Ap 22.12
Tema: Boas obras recompensadas!
É incrível, mas basta observar um
detalhe: desde a queda em pecado, é natural que o ser humano culpe outro por
uma frustração na vida.
Se você está enfrentando dificuldades
no casamento, a culpa é do marido ou da esposa.
Se você está enfrentando problemas
com os filhos, a culpa e dos amigos ou da má influência.
Se você está enfrentando problemas
pessoais, a culpa é de alguém ou alguma outra pessoa.
As pessoas não assumem mais as suas
responsabilidades!
Quando alguma coisa dá certo: viva! Palmas
pra mim! Mas, se algo está errado, é preciso ir a procura das bruxas e
encontrar o culpado que são todos e tudo, menos eu.
“Escutem! — diz Jesus. — Eu venho logo!
Vou trazer comigo as minhas recompensas, para dá-las a cada um de acordo com o
que tem feito” (Apocalipse 22.12).
Essas palavras, dentro da
liturgia, são proferidas por ocasião do sepultamento. Mas, por qual razão está na liturgia de
sepultamento? Será que enfatizamos que a pessoa irá tomar posse do céu por suas
obras?
Ouça novamente as
palavras: “Escutem! — diz Jesus. — Eu venho logo! Vou trazer comigo as minhas
recompensas, para dá-las a cada um de acordo com o que tem feito” (Apocalipse
22.12).
A recompensa é de Jesus e
Ele dará por graça aos seus por ocasião da ressurreição dos mortos.
As palavras da liturgia
de sepultamento mostra que está sendo sepultado um cristão que em vida mostrou
sua fé através das obras. Afinal, as boas obras procedem do amor de Deus. As
boas obras são resultado da fé, haja visto que sem fé, ninguém pode agradar a
Deus (Hb 11.6).
No entanto, infelizmente,
nem tudo que o ser humano faz é boa obra. E não adianta colocar a culpa em
outro, assim como fazemos nos eventos do dia-a-dia.
O velho homem ainda está
em nós, e as obras que procedem da carne, dos nossos desejos pecaminosos, são
ímpios e desagradam a Deus (Rm 7.14-23).
As boas obras são os
frutos da fé produzidas pelo amor. O que tornam as nossas obras aceitáveis a
Deus é a fé em Cristo. Só as realizamos por Cristo e por isso, quando falamos: “Escutem! — diz Jesus. — Eu venho logo!
Vou trazer comigo as minhas recompensas, para dá-las a cada um de acordo com o
que tem feito” (Apocalipse 22.12), precisamos entender que
enfatizamos a vida cristã, uma vida vivida em Cristo.
Com essas palavras Jesus
faz um alerta: Eu venho logo!
Essa expressão significa
que o Senhor virá a qualquer momento. E nesse momento, não haverá desculpas, as
quais Jesus já indicou que haverá. O evangelista Mateus (Mt 25) destaca que muitos
dirão como uma justificativa sobre o quando viram Jesus com fome, sede,
necessitando de hospedagem, sem roupas, doente (Mt 25. 42-44).
Jesus virá logo!
Ele sabe que tem uma
promessa a cumprir e Deus é fiel em cumprir suas promessas. Por isso exortou ao
apostolo João para que escrevesse, pois “Essas palavras
são verdadeiras e merecem confiança. O Senhor Deus, que dá o seu Espírito aos profetas, enviou o seu anjo para
mostrar aos seus servos as coisas que precisam acontecer logo” (Ap 22.6).
Querido
irmão e irmã em Jesus. Por amor a nós, Jesus deixou registrado para nosso
alerta e também consolo: “Escutem! — diz Jesus. — Eu venho logo! Vou trazer comigo as minhas
recompensas, para dá-las a cada um de acordo com o que tem feito” (Apocalipse
22.12).
No dia em que Jesus
voltar, cada pessoa receberá o seu galardão.
E esse galardão será dado
as pessoas que produzirem obras decorrentes da fé.
Não estamos na igreja,
não ofertamos, não exercemos atividades na congregação para podermos receber
alguma coisa de Deus, principalmente o galardão.
As palavras de Jesus,
fiéis e verdadeiras, servem de alerta para cristãos que vivem suas vidas em
desespero na prática de boas obras. Afinal, as obras recompensadas, são àquelas
que procedem de uma pessoa crente em Cristo.
As palavras: “Escutem! — diz
Jesus. — Eu venho logo! Vou trazer comigo as minhas recompensas, para dá-las a
cada um de acordo com o que tem feito” (Apocalipse 22.12),
soam como alerta para uma igreja composta por “ditos cristãos” que realizam boas
ações esperando recompensa em troca. São palavras que alertam àqueles que
buscam ser aplaudidas pelo seu servir. Mas, por outro lado, as palavras: “Escutem!
— diz Jesus. — Eu venho logo! Vou trazer comigo as minhas recompensas, para
dá-las a cada um de acordo com o que tem feito” (Apocalipse
22.12) são consoladoras àqueles cristãos que realizam sem serem notadas ações
procedentes da fé em Cristo Jesus.
Deus nos abençoe! Amém!
Edson Ronaldo Tressmann
quarta-feira, 29 de maio de 2019
terça-feira, 28 de maio de 2019
domingo, 26 de maio de 2019
Todos perseveravam unânimes em oração
Salmo 133; Atos 1.12-26; Apocalipse 22.1-6, 12-20; João 17.20-26
Texto para prédica:
Atos 1.12-26
Tema: “Todos perseveravam unânimes em oração...” (At 1.14)
Que anotação fantástica essa de Lucas a respeito da igreja no
início da sua atuação entre os judeus e gentios. Lucas diz que “Todos
perseveravam unânimes em oração...” (At 1.14).
1 – Após a ascensão (evento esse que lembramos essa semana), os discípulos voltam
para Jerusalém. O líder, Jesus, que havia sido morto, ressuscitado e assunto ao
céus não estava mais com eles.
- Será que permaneceriam
unidos?
- Será que o desejo pelo poder não contaminaria os discípulos?
- Quem seria o maior entre eles?
2 – A verdade é que todos, conforme Lucas no evangelho “estavam sempre no templo,
louvando a Deus” (Lc 24.53) e conforme seu relato no livro de Atos “perseveravam
unânimes em oração” (At 1.14).
3 – Cada congregação tem seus planos e objetivos. Aqui não é diferente. Temos
um plano de ação. Temos um objetivo.
- o problema é que:
diante das dificuldades da realização desses planos e objetivos, muitas vezes
não sabemos como lidar com as mesmas.
4 – Observando a lista dos discípulos conforme Lucas nos relata tanto no
evangelho (Lc 6.14-16) como no livro de Atos (At 1.13), observo que não há
grandes mudanças, mas, um fato chama atenção.
Os irmãos Pedro e André são citados primeiro no evangelho, mas, no livro de
Atos, os irmãos Pedro e André são separados por João e Tiago.
No versículo 16, todos, não só os 11
discípulos, as mulheres e os cento e vinte são denominados “irmãos”.
5 – Todos esses perseveravam unânimes em
oração
- A palavra unânimes
é empregada por Lucas 10 vezes e só mais uma vez no restante do NT.
- A unanimidade era
mais que uma simples reunião e atividade conjunta. Por unanimidade na oração,
quer dizer que todos tinham um só objetivo, estavam de acordo naquilo que
oravam. Todos estavam impulsionados num mesmo propósito.
6 – Engraçado como as coisas mudam. Os que
agora oravam, em muitas oportunidades junto com Jesus, foram pegos dormindo.
- a igreja, agora reunida,
havia presenciado por muitas vezes Jesus, o filho, orando ao Pai. E após sua
morte e ressurreição, a igreja se pega a falar com seu Pai em oração, por saber
e reconhecer o amor do Pai pelos seus filhos.
- O desafio da igreja é orar! Lutero dizia: “Hoje, tenho muitas coisas para fazer, por
isso, preciso orar mais”.
- Temos tantos planos e objetivos – mas, estamos orando? O
problema é que como igreja, confiamos em nossas habilidades, nossas metas,
planejamentos. Já te ocorreu que em determinado momento Deus muda os nossos
passos, nossos caminhos, para prestarmos mais atenção onde estamos caminhando?
7 – Na quarta-feira, no culto em
lembrança a ascensão, ressaltei para vocês que evangelizar custa caro. Não podemos nos conformar que o
trabalho na igreja seja feito no improviso. Para o bem do evangelho precisamos
do melhor.
8 – Os discípulos nesse primeiro momento
não disputaram pelo poder.
- Eles oravam
perseverantes!
- Perseveravam – significa que estavam ocupados e persistentes nessa
atividade. Paulo também faz essa referência em Rm 12.12; Cl 4.2.
9 – Porque os discípulos
permaneceram unânimes e perseverantes na oração?
- Lucas diz em At 1.4,5,8
– que eles permanecessem em Jerusalém esperando o cumprimento da promessa a
respeito do Espírito Santo.
- A motivação, o impulso,
para oração era a promessa de Deus.
- Não haveria testemunho
sem o Espírito Santo!
- Graças a Deus que pelo
batismo, pela Pregação da Palavra, recebemos o Espírito Santo. Somos motivados,
animados e impulsionados a oração por recebermos a certeza de que Deus nos ouve
e nos atende.
- Você tem orado? Com qual
frequência? Qual é o conteúdo da sua oração? Que tal como igreja orarmos pelas
mesmas coisas? Uma igreja unânime e perseverante na oração é tudo o
que precisamos em dias em que ninguém mais nos ouve. Amém!
Edson Ronaldo Tressmann
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Não estou só, porque o Pai está comigo (Jo 16.32)
Salmo
67; Atos 16.9-15; Apocalipse 21.9-14,21-27; João 16.23-33 ou João 5.1-9
Texto para
prédica: João 16.23-33; 5.7
Tema: Não estou só, porque o
Pai está comigo (Jo 16.32)
Dentro da
série trienal temos proposto como leitura do evangelho dois textos: João
16.23-33 e João 5.1-9. Olhando para esses dois textos, desejo destacar para
nossa reflexão a resposta do paralitico à Jesus: Senhor, não tenho ninguém ... (Jo 5.7) e
também as palavras de Jesus: não estou só, porque o Pai está comigo (Jo 16.32).
No Brasil já
temos uma população de 30 milhões de idosos e cerca de 7 milhões de pessoas não
tem ninguém para cuidar deles.
A cada
oração, a vó Lili agradece a Deus pelas pessoas que cuidam dela. É maravilhoso
ter alguém que se preocupa conosco. E ao mesmo tempo é ruim quando não temos
ninguém para nos ajudar com tarefas simples do dia-a-dia como muitas pessoas
não têm e como àquele paralitico não tinha.
Um dos
grandes males dessa sociedade egoísta e individualista é a solidão. Mesmo que se
tenha milhares de seguidores nas redes sociais, amigos on line, a solidão
parece ser a maior companhia do ser humano em nossos dias.
Deus, o
criador de todas as coisas, no sexto dia da criação, fez uma observação: não é bom que o homem viva sozinho (Gn 2.18). Por que? O ser humano
precisa de alguém outro para partilhar. E interessante que Deus criou uma
mulher e não outro homem. As diferenças fisiológicas, sexuais e emocionais
completam o ser humano.
Deus não
aceita a solidão! Ele não quer a solidão! A questão é: porque muitas pessoas estão
sozinhas?
Há milhares
de pessoas como aquele paralitico que desejoso em ser curado, precisando de
alguém para o colocar no tanque de Betesda, mas que, infelizmente não tinha ninguém para ajudá-lo (Jo 5.7).
Talvez a doença fez com que outros o abandonassem.
Há pessoas
que desanimaram da vida a dois, preferem viver suas vidas sozinhas. Diante de
uma decepção amorosa, a solidão parece ser a melhor companhia.
É preciso
diferenciar entre solidão e solitude. Solitude é a pessoa que está só por opção
e não sofre por isso. Solidão é a falta de companhia que faz sofrer.
Uma grave
doença dos nossos dias é a depressão. Pessoas que sofrem desse mal, mesmo
estando em meio a uma multidão se sente só e sofre por isso.
A cura para a
solidão não é apenas ter uma pessoa ao lado! É preciso de uma companhia
fraterna, empática.
Jesus, no seu
discurso de despedida disse que mesmo almejando o apoio dos seus amigos, iria
sentir-se abandonado, mas, confessa que não estará sozinho, pois o Pai está com ele (Jo 16.32).
Observe bem
as palavras de Jesus. Ele sabe, e reconhece o amargor da solidão nas horas
extremas, mas, reconhece e confessa a presença do Pai nos piores momentos da
vida.
Deus no jardim do Éden
observou que a solidão é ruim, mas, porque há tantas pessoas sofrendo com a
solidão?
A solidão
(não opcional) é consequência do pecado. O pecado, além de nos conduzir à
solidão nesse mundo, é a força que nos conduz para uma vida solitária sem Deus.
Nelson
Bomilcar, no livro Os sem-igreja destaca que para muitos a igreja
institucionalizada deixou de fazer sentido. Esse fenômeno ocorre desde os
novatos na fé até pastores que abandonam os púlpitos.
O Pr. Idauro
Campos, no livro Desigrejados: Teoria,
história e contradições do niilismo eclesiástico, ressalta
que os sem igreja são dois tipos de pessoas: os decepcionados com alguma pessoa
ou a própria forma de administração da igreja e os críticos do sistema que são
àquelas pessoas que dizem ter chegado à conclusão de que a institucionalização
da igreja, seus templos, liturgia, programas, nada mais é do que um
empreendimento humano sem relação nenhuma com o evangelho.
Já falei por
quase 10 minutos, e apenas destaquei que a igreja tem sua responsabilidade
social com àqueles que enfrentam a solidão não opcional por terem sido
abandonados. De maneira muito especial com àqueles que estão marginalizados
devido a solidão.
No entanto,
querido irmão e irmã em Jesus, apesar de destacar e apontar esse caminho
social, preciso como cuidador de almas, destacar o perigo da solidão
espiritual. Alertar sobre o perigo de uma vida sem Deus, sem evangelho, sem a
igreja, sem a fé.
Jesus
destacou que na hora do medo, da perseguição, da dificuldade, pessoas abandonam
as outras, inclusive seus amigos (Jo 16.32).
Mas, e daí, quando isso acontecer
como presenciamos e tem acontecido?
Só nos resta
confessar: “...não
estou só, porque o Pai está comigo” (Jo 16.32).
Essa
belíssima confissão foi feita por Jesus aos seus amigos. E Jesus fez essa
confissão por estar em comunhão com o Pai.
Cristãos sem igreja, sem evangelho, sem outros
irmãos na fé, no momento da perseguição, da dificuldade, dificilmente farão
essa confissão, pois, não crerão mais que Deus está com eles. Esse é o perigo
que a solidão espiritual pode causar numa pessoa.
Sempre digo
para pessoas o seguinte: “Sabe quando a fé faz diferença? Nos piores momentos da vida”. Quando
tudo parece dar errado, uma força (FÉ) nos cobre e nos segura a ponto de nos
fazer continuar seguros. A fé nos impulsiona a confessar assim como confessou
Jesus: “...não
estou só, porque o Pai está comigo” (Jo 16.32) e ainda, nos piores
momentos da vida, a fé nos faz sentir paz em Jesus, pois, por mais que passemos
por aflições, temos ânimo, pois àquele que está conosco e quem estamos, Jesus,
venceu o mundo (Jo 16.33). Amém!
Edson Ronaldo Tressmann
sexta-feira, 17 de maio de 2019
quinta-feira, 16 de maio de 2019
terça-feira, 14 de maio de 2019
O vencedor é ...
Salmo 148; Atos 11.1-18; Apocalipse 21.1-7; João 13.31-35
Texto:
Apocalipse 21.1-7
Tema: O vencedor é ...
Quem ama futebol e gosta
de acompanhar, na semana passada, assistiu duas viradas épicas. Aquelas viradas
que ficam registradas nos anais na história futebolística. Daqui a uns 50,
70,80 anos, comentaristas de futebol irão comentar e dizer: como eu gostaria de
ter estado presente nesse dia e ver essas duas grandes viradas.
O Barcelona venceu o
primeiro jogo por 3 X 0 do Liverpool. Todos já tinham como certo que o
Liverpool estava derrotado e vencido. Já asseguravam o Barça em amis uma final
da Champions League. Mas, uma semana depois, eis que o derrotado, buscou forças
onde não tinha e venceu o seu adversário por 4 X 0 e se classificou para a
final.
Mas, não parou por aí. A
outra semi final foi entre Tottenhan X Ajax. O Ajax venceu o primeiro jogo por
1 X 0. Quando foi jogar a segunda partida, marcou dois goles. O Tottenhan
precisava fazer 3 goles. E eis que o extraordinário
aconteceu. Virou a partida para 3 X 2 já nos acréscimos da partida.
Quando falamos em Futebol
u em outros esportes, sempre haverá apenas um campeão. O campeão é aclamado e o
derrotado é mais um entre os tantos derrotados. Mas, o ponto é que o derrotado
vai se preparar para que derrote o vencedor numa próxima oportunidade.
Essa mesma situação se dá
na vida cristã. O derrotado por Jesus, o Diabo, buscar derrotar os filhos e
filhas de Deus. Por esse motivo, 17 vezes aparece a palavra vencedor
em Apocalipse.
O derrotado não se cansa,
e como relatado por Lucas no episódio da tentação de Jesus, “apartou-se dele o diabo, até momento oportuno” (Lc 4.13).
Jesus venceu o Diabo, o inferno e a morte. Nossos três grandes inimigos.
No entanto, o Diabo, não aceita a sua condição de perdedor e nem sequer aceita
sua derrota, por isso, não conseguindo fazer nada contra Deus, busca atingir e
derrotar a obra prima de Deus: o ser humano.
O livro de Apocalipse é o livro do vencedor! E o vencedor é aquele que
permanece firme na fé em Cristo.
Os capítulos 2 e 3 de
Apocalipse relatam as cartas endereçadas por Jesus Cristo a sua igreja. E todas
as cartas (sete), enviadas para as sete (todas) as igrejas, a palavra comum é: vencedor (Ap 2.7; 2.11; 2.17; 2.26-28;
3.5; 3.12; 3.21).
Agora, proponho lermos o
versículo 7 do capítulo 21: o vencedor. Quem é esse vencedor? As palavras: “eu lhe
serei Deus, e ele me será filho” (Ap 21.7) ressaltam os que pertencem ao Senhor
(2Sm 7.14; 2Co 6.18; 1Cr 17.13) por causa da obra magnifica de Jesus, o
prometido de Deus. Para ser especifico na resposta, é só ler Apocalipse 21.8.
O vencedor é a ovelha que
ouve a voz do Bom Pastor Jesus e o segue (Jo 10.27-28).
Nesse mundo, para vencer,
é preciso derrotar outros. No entanto, o vencedor, conforme as palavras de
Jesus, não é aquele que derrota seus inimigos, pois não consegue fazê-lo. O
vencedor, do qual Jesus fala é aquele que tem seus olhos enxugado de toda a
lágrima, é aquele que bebe da fonte da água da vida por lhe sido oferecido (Ap
21.4,6).
O vencedor do qual Jesus
fala não é alguém que conquistou a vitória por si mesmo. Mas, é aquele que foi
colocado e permaneceu ao lado do vencedor Jesus.
O vencedor em outras
palavras é aquele que permaneceu firme na fé, junto a fonte da água da vida.
Precisamos nos manter
atentos na caminhada cristã, afinal, estamos cercados por derrotados (Ap 21.8).
Um derrotado sempre quer
derrotar o vencedor. E esses derrotados fazem parte do batalhão usado pelo
inimigo que quer nos devorar (1Pe 5.8), para que não sejamos vitoriosos e
recebamos o que nos é oferecido gratuitamente em Cristo: a coroa da vida (2Tm
4.8; Ap 2.8-11).
Jesus nos diz: “Aqueles que conseguirem a vitória receberão de mim este
presente: eu serei o Deus deles, e eles serão meus filhos” (Ap
21.7), afinal, tudo
está feito e foi consumado pelo
Cordeiro. Amém!
Edson Ronaldo Tressmann
Igreja Fiel a mensagem!
Salmo 148; Atos 11.1-18; Apocalipse
21.1-7; João 13.31-35
Texto: Apocalipse 21.1-7
Tema: Igreja Fiel a mensagem!
A Igreja na pós-modernidade está
sendo tentada a comunicar apenas o que os “supostamente
consumidores” desejam. O grande dilema da igreja contemporânea é: pregar a
Palavra com clareza e fidelidade ou pregá-la de uma maneira que seja atraente sem
levar em consideração a Palavra de Deus. Há muitos temas que são ignorados
pelos pregadores na atualidade. E a defesa dos pregadores é que se pregarem
sobre determinado tema, pessoas se ofenderão e se afastarão da igreja.
É preciso esclarecer que para dar
ouvidos à Palavra de Deus é preciso considera-la Palavra de Deus. No entanto,
considerar a Palavra de Deus é ouvi-la e dar crédito a ela, mesmo que toca em
pontos sensíveis da nossa existência pecaminosa. Não posso considerar a Bíblia,
Palavra de Deus, apenas quando ela massageia meu ego.
O apostolo João, preso na ilha de
Patmos, ao receber a revelação de Jesus, agiu com fidelidade diante da ordem
dada pelo próprio Jesus: “...Escreva isto...” (Ap 21.5b). João, o apostolo, escreveu
somente o que viu e ouviu, sem acréscimos ou fantasias e nem sequer com
palavras agradáveis para que seu público recebesse bem a carta.
O livro de Apocalipse é uma
reprodução fiel daquilo que Deus disse e mostrou para João. O apostolo João, a
carta de Apocalipse, são exemplos de fidelidade à comunicação da Palavra de
Deus nos dias atuais.
O motivo e a razão de existirem
muitas “igrejas”
é que cada uma faz a sua interpretação daquilo que Deus comunica pela sua
Palavra. Tem àqueles que buscam mostrar uma nova revelação, outros, tentam
adaptar a Bíblia a sua vida e ações. Como digo e repito, cada um têm o seu
próprio cânon bíblico.
A distorção da Bíblia não é assunto
novo. Repito novamente a vocês, a função do pastor é pregar e administrar os sacramentos. É
preciso cuidar para que a Palavra seja interpretada e pregada corretamente. O
pastor não deve simplesmente ler a Bíblia, mas, interpretá-la e comunicar com
fidelidade, doa a quem doer.
A igreja, composição das ovelhas que
ouvem a voz do Bom Pastor Jesus, é luz para o mundo, assim como era para ser o povo de Israel. No
entanto, essa luz brilhará se seus servos agirem com a mesma fidelidade que
João e tantos outros evangelistas e apóstolos agiram. A Igreja precisa com urgência continuar anunciando
apenas aquilo que Deus deseja que seja comunicado: “Tudo está feito!” (Ap 21.6).
“Tudo está feito!” parece ser uma mensagem
simples demais. No entanto, é preciso entender que para que o tudo fosse feito e realizado, Deus
teve que lidar com um povo teimoso, idólatra, frágil e que facilmente se
deixava levar por outros caminhos.
E esses que se deixaram e se deixam levar
por outros caminhos, morreram e morrem de sede, perderam e perdem o presente
que lhes é oferecido e dado por Jesus.
Só há uma mensagem, talvez não
agrade, ou, até mesmo, simples demais para um mundo que busca mensagens
dinâmicas: “...A
quem tem sede darei água para beber, de graça, da fonte da água da vida.
Aqueles que conseguirem a vitória receberão de mim este presente: eu serei o
Deus deles, e eles serão meus filhos” (Ap 21. 6b – 7).
Ao "vencedor" é uma expressão que aparece em cada uma das sete cartas enviadas por Jesus a todas as igrejas (Ap 2-3). E aparece no final da carta como sendo uma conclusão de toda a carta. Isso mostra a importância e necessidade de permanecer no que está escrito e no tudo está consumado. Amém!
Ao "vencedor" é uma expressão que aparece em cada uma das sete cartas enviadas por Jesus a todas as igrejas (Ap 2-3). E aparece no final da carta como sendo uma conclusão de toda a carta. Isso mostra a importância e necessidade de permanecer no que está escrito e no tudo está consumado. Amém!
Pr Edson Ronaldo Tressmann
quinta-feira, 9 de maio de 2019
segunda-feira, 6 de maio de 2019
Prioridade ministerial: anunciar o plano de Deus!
Salmo 23; Atos 20.17-35; Apocalipse 7. 9-17; João 10.22-30
Texto para prédica: Atos 20. 17-35
Tema: Prioridade ministerial: anunciar o
plano de Deus!
No último dia 26 o governo anunciou
que estuda descentralizar investimentos em faculdades de Filosofia e Sociologia.
O objetivo é usar o dinheiro para a formação num oficio que gere renda a
família. O Japão descentralizou e passou a usar o dinheiro para formar
veterinários, enfermeiros, médicos, ...
Não sei qual foi a sua reação a esse
anúncio. Alguns veem com preocupação e outros elogiam. Essa medida do governa
mostram duas coisas. Primeiro:
preocupação com o viés ideológico que as faculdades de Filosofia e Sociologia
tomaram (pendendo para a esquerda); Segundo:
buscar usar o dinheiro para que forme mão de obra e não apenas pensadores.
Trago essa ilustração não para
provocar debate político, mas, para nos levar a refletir essa questão sobre a
igreja. Qual
parte do ministério da igreja, é a mais importante?
O capítulo 20 do livro de Atos dos
Apóstolos, o Dr. e pesquisador Lucas, sob inspiração do Espírito Santo, relata
como Paulo deixou Éfeso, após 3 anos de atuação na sua terceira viagem
missionária e ao deixar Trôade convocou para Mileto uma reunião para conversar
com toda equipe ministerial.
Paulo tinha o desejo de ir à Roma e
depois a Jerusalém (At 19.21). Mas, naquele momento, Jerusalém era seu
objetivo. Ele foi de cidade a cidade até chegar em Jerusalém. Alguns estudiosos
comparam todo esse episódio com o ministério de Jesus.
Olhando para os versículos anteriores
a nossa perícope de reflexão, vemos o relato da rápida viagem de Paulo de
Trôade (onde falou à igreja local) para Mileto (onde falou aos pastores da
igreja de Éfeso) (Atos 20.13-16). Em linha reta, Éfeso ficava apenas 48 km de
Mileto, ao norte.
Em Mileto, os pastores de Éfeso que
para lá foram convidados, ouviram uma importante palestra de Paulo. Um palestra
onde o apóstolo destaca sobre a preservação da Palavra de Deus. Em outras
palavras, preservem o ministério do Ensino da Palavra de Deus.
Preciso destacar que esse é o único
discurso dirigido a um público cristão. Os outros discursos narrados por Lucas
em Atos são sermões evangelísticos (2.14; 14.14; 17.22), aos gentios (10.34;
14.14; 17.22), defesas legais diante do Sinédrio nos primeiros dias da igreja
(4.8; 5.29; 7.1), e cinco palestras diante das autoridades judaicas romanas (At
22 a 26).
Paulo faz esse discurso, pois sabe
que não s verá mais (Atos 20.25). Sabe do risco que corre e que correrá por
pregar o evangelho. Mesmo assim, deseja ardentemente completar a sua carreira e
seu ministério e parece ter conseguido (2Tm 4.7).
Esse ministério realizado no passado
(Atos 20. 18-21), o motiva a continuar no presente, mesmo sabendo dos perigos
futuros (Atos 20. 22-27).
Paulo irá para Jerusalém, depois
Roma. Sabe que nunca mais os verá (v. 25), no entanto, quer e deseja que
aqueles pastores da Ásia: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho que o Espírito
Santo entregou aos seus cuidados, como pastores da Igreja de Deus, que ele
comprou por meio do sangue do seu próprio Filho” (Atos 20.28).
Como e porque cuidar de nós mesmos e do rebanho?
O termo pastor é genérico e descreve
a função da pessoa. Pastor
é uma pessoa chamada para guardar, alimentar e proteger o rebanho de Cristo.
Aquela equipe de pastores de Éfeso a
quem Paulo está transmitindo essas palavras foram treinados e escolhidos por
ele. Fez esse trabalho nas igrejas da Galácia (Atos 14.23). Instruiu Tito a
fazer o mesmo em Creta (Tt 1.5).
Na semana passada, quando lhes falei
das perseguições, ressaltei que Lucas busca descrever as perseguições do diabo
contra a igreja e uma delas é justamente a centralidade no trabalho pastoral em
uma única pessoa. Em Atos 6, nos é relatado que as pessoas reclamavam dos
apóstolos por estarem esquecendo-se da distribuição dos alimentos às viúvas
gregas.
Na perícope de hoje (Atos 20.17-35),
vemos Paulo falando a uma equipe ministerial. Nesse sentido, volto a destacar
que não há base bíblica para o one-man-band (um único homem tocando, sozinho,
todos os instrumentos da orquestra).
Como anda a equipe pastoral em nossa igreja? Ou, ainda é o
pastor que faz tudo sozinho?
Cada um, tinha um ministério
especifico de acordo com seus dons. Todos participavam do cuidado pastoral pelo
rebanho de Cristo. O ministério dessas pessoas se devia a um fato: “Pois não deixei
de lhes anunciar todo o plano de Deus” (Atos 20.27). Eles haviam
tido e aproveitado a oportunidade de conhecer esse plano de Deus e agora eram
anunciadores desse plano de Deus.
Paulo aproveita, agora falando
diretamente aos pastores de Éfeso sobre o plano de Deus. E para dar ênfase a
esse plano, destaca na sua conversa com a equipe ministerial, onze temas:
Verso 21 –
arrependimento e fé;
Verso 23-24 –
o sofrimento é inevitável;
Verso 24 –
carreira cristã;
Verso 24, 32 –
a graça de Deus;
Verso 25 – o
reino de Deus;
Verso 27 – o
propósito de Deus;
Verso 28 – o
sangue remidor de Cristo;
Verso 28, 31 –
a necessidade da vigilância;
Verso 28,32 –
a igreja de Deus e a sua edificação;
Verso 29, 30 –
o perigo dos falsos mestres;
Verso 32 - a
herança final;
Ao destacar esses temas, Paulo
ressalta para a equipe ministerial: “Pois não deixei de lhes anunciar todo o plano de Deus”
(Atos 20.27).
Todo esse plano de Deus está exposto
na Bíblia (Antigo Testamento - a Bíblia que Paulo lia, pregava e defendia).
A Bíblia em si é o conselho de Deus.
É preciso esforço mental para expor o conhecimento de Deus.
Ao dizer a equipe: “Pois não deixei
de lhes anunciar todo o plano de Deus” (Atos 20.27), o apóstolo
deixa claro que sempre os ensinou com base na Bíblia (At 19.9).
Não lemos a Bíblia uma, duas ou dez
vezes e, repentinamente sabemos todo o conselho de Deus. É preciso saber como todos
os ensinos e acontecimentos se harmonizam. Precisamos estar conscientes, pois
“...anunciar
todo o plano de Deus” (Atos 20.27), é uma obra da mente. Por esse
motivo, Paulo chama o pastor de obreiro, e o seu desafio é manejar bem a
Palavra da verdade exige trabalho árduo.
Hoje é o quarto domingo de Páscoa. O
domingo do Bom Pastor Jesus. Por isso, as palavras de Paulo soam de maneira
propícia: “Pois
não deixei de lhes anunciar todo o plano de Deus” (Atos 20.27). Elas
mostram que o ofício pastoral nada mais é do que apontar para o bom pastor
Jesus.
Trabalho fácil? Não.
As TVs smart possibilitam as pessoas
assistirem transmissões da internet. Dessa forma, muitos falsos mestres tem
adentrado em nossas casas. Quantas distorções da Palavra de Deus temos ouvido e até
passado a crer como sendo verdadeiras? Enquanto que Paulo, na
reunião com líderes cristãos diz: “Pois não deixei de lhes anunciar todo o plano de Deus”
(Atos 20.27). Muitos tem adentrado em nossas casas e distorcido e confundido o
plano de Deus. Em muitas situações, pastores comprometidos com o evangelho, têm
se tornado falso mestre e os falsos mestres tem se tornado donos da verdade.
Em Mileto, aos pastores de Éfeso,
Paulo disse: “Pois
não deixei de lhes anunciar todo o plano de Deus” (Atos 20.27).
Para anunciar esse plano, Paulo
tornou-se conhecedor do mesmo. Por esse motivo, Paulo exorta a equipe a
primeiro se cuidar de si mesmo (Atos 20.28). Não é possível cuidar adequadamente
de outros, se houver negligencia ao cuidado e a instrução pessoal. Cuidando de
si mesmo, Paulo recomenda o pastoreio.
Pastorear significa cuidar, levar um rebanho ao pasto para
alimentá-lo. Para qual tipo de pastagens estou levando o rebanho? O
rebanho, quando vem à igreja, recebem qual alimento?
Qual é a importância e a real necessidade de apresentar todo o
plano de Deus para a igreja de Deus? Por que cuidar de si mesmo e dos outros e
ao mesmo tempo pastorear?
A igreja de Deus é uma composição
daqueles que ele comprou por meio do sangue do seu próprio filho (Atos 20.28).
Ou, como disse Jesus, são ovelhas que ouvem Jesus.
A igreja não é uma empresa humana. É
um empreendimento divino com o intuito de salvar. Para que pessoas sejam salvas
é necessário anunciar todo o plano de Deus
(Ato 20.27). Essa é a segunda das duas recomendações de Jesus: Ensinar todas as coisas (Mt 28.19-20).
Paulo está tranquilo em relação ao
seu ministério, afinal, ele afirma perante todos que “... não deixou de anunciar a eles todo o
plano de Deus” (Atos 20.27), por isso escreveu em uma de suas cartas:
“Portanto,
estamos aqui falando em nome de Cristo, como se o próprio Deus estivesse
pedindo por meio de nós. Em nome de Cristo nós pedimos a vocês que deixem que
Deus os transforme de inimigos em amigos dele” (2Co 5.20).
Lembre-se: anunciar o plano de Deus, é manter Jesus onde deve estar, no centro
da igreja. Amém!
Edson Ronaldo Tressmann
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