sábado, 31 de março de 2018
terça-feira, 27 de março de 2018
Não é fake news - Jesus Ressuscitou!
01
de abril de 2018
Domingo
de Páscoa
Sl
16; Is 25.6-9; 1Co 15.1-11; Mc 16.1-8
Tema:
Não é fake News – Jesus Ressuscitou!

Uma postagem verdadeira atinge 1.000 (um
mil) pessoas; enquanto que a fake News atingem 100.000 (cem mil) pessoas.
O diabo ama as fake News – aliás, fake
News é sua criação. Ele é o pai da mentira. A fake News do diabo semeada no
jardim do éden causou todos os estragos presentes na vida humana ainda hoje.
Ele continua distribuindo fake News e com um único objetivo conforme o apostolo
Paulo alerta na segunda carta aos coríntios que o “...deus deste século cegou o entendimento
dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de
Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2Co 4.4).
Naquela primeira páscoa, a pedra
removida, os lençóis, também parecia indicar uma fake News, e exatamente por
isso o anjo foi enfático: não é fake news, Jesus ressuscitou (Mc 16.6).
Diante da boa notícia da ressurreição, o
conselho dos anciãos, deram uma grande soma de dinheiro para espalhar e divulgar
a fake News de que Jesus não havia ressuscitado, mas seu corpo teria sido
roubado (Mt 28.11-12).
E em pleno século XXI, nunca estivemos
tão envolvidos em fake News como em nossos dias. Há muita preocupação do as
ditas fake News em ano eleitoral. E para piorar a situação há agora uma nova
modalidade, os fake vídeos. O seu rosto pode ser colocado sobre o rosto de uma
outra pessoa e pode dizer e fazer coisas que nunca disse ou fez.
Hoje é páscoa e é preciso compartilhar a
verdadeira mensagem.
Não
é fake News – Jesus Ressuscitou!
O anjo dentro do sepulcro, deu uma
notícia de primeira mão para Maria Madalena, Maria a mãe de Tiago e Salomé. O
anjo disse: Mc 16.6.
Não
é fake News – Jesus Ressuscitou! Pode compartilhar em
suas redes sociais. Por ser uma mensagem verdadeira, a mesma atingirá poucas
pessoas.
Desde aquela primeira páscoa, muitos
tentaram e continuam tentando ofuscar a beleza e a certeza da ressurreição. O
mundo científico e tecnológico exige coisas concretas, palpáveis e racionais. E
se a ressurreição de Jesus não atende esses critérios para muitos a páscoa é
uma fake News.
Não
é fake News – Jesus Ressuscitou!
O relato apresentado em Marcos 16.1-8
apresentar a páscoa pela proclamação de um anjo. Não houve uma manifestação do
Jesus ressuscitado e nem sequer as mulheres anunciaram a mesma por medo.
Não
é fake News – Jesus Ressuscitou!
Após Jesus Ressuscitado ter aparecido à
Maria Madalena, anunciou a mensagem de que o mestre havia ressuscitado. Deveria
ser mais uma fake News, e os discípulos não acreditaram (Mc 16.10-11).
Apesar de ninguém ter presenciado a
ressurreição de Jesus, a mesma lhes foi anunciada por Maria Madalena. Quem era Maria Madalena? Essa mulher
que se tornou seguidora de Cristo, sofre e ainda sofre preconceito devido a sua
vida antes de ter conhecido a Cristo. Tinha tudo para ser fake News. Mas,
conforme os relatos bíblicos, não
é fake News – Jesus Ressuscitou!
Enquanto as mulheres anunciavam aos
discípulos, a fake News de que o corpo de Jesus havia sido roubado já havia se
espalhado. A favor dos discípulos naquele primeiro domingo havia somente
algumas manifestações da ressurreição. A pedra removida do túmulo e o mesmo vazio,
os lençóis, a aparição a Maria Madalena e naquela tarde a aparição de Jesus aos
discípulos.
Tudo levava a ser uma fake News. Mas, não é fake News – Jesus
Ressuscitou!
Marcos 16.1 - 8 é um relato de páscoa
diferente. Só há anuncio e alguns sinais. Conforme João Marcos (Mc 16.1-8) num
primeiro momento não viram o Jesus Ressuscitado. Observe um detalhe, a páscoa só é páscoa por causa
do anúncio, da proclamação.
O anjo proclamou para as mulheres: “Não vos
atemorizeis; buscai a Jesus, o nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou,
não está mais aqui; ...” (Mc 16.6).
Não há nada comparado aquela manhã de
domingo da ressurreição em nenhuma página do antigo testamento. A Ressurreição
foi e é um evento maior que a abertura do mar vermelho, a queda das muralhas de
Jericó ...
A Páscoa
– o dia mais importante do ano. Não é
apenas mais um dia, um domingo de festa, um feriado. É
um dia especial. É o dia que torna todos os outros dias
especiais.
Não
é fake News – Jesus Ressuscitou!
É preciso anunciar e compartilhar a
mensagem da páscoa. Muitos não irão acreditar e sabe por que? Porque não é
fake News!
Num primeiro momento os discípulos
também não creram, mas, quando creram, se tornaram testemunhas fiéis. E a
mensagem da páscoa chegou até nossos dias. Sem o anúncio por parte das
testemunhas não há páscoa.
As Escrituras falam sobre a páscoa. Davi
a profetizou (Sl 16.8-10); Jó a proclamou (Jó 19.25-26); o próprio Jesus falou
sobre sua ressurreição (Mt 16. 21; Jo 2.19).
Sem o anúncio por parte das testemunhas
não há páscoa.
Diferentemente de muitos outros
religiosos, Buda, Zoroastro, Confúcio, Maomé, Jesus ressuscitou! Ele vive!
O mundo continuará querendo provas da
ressurreição. Sem as mesmas, a páscoa continuará sendo fake News. O mundo
continuará negando a ressurreição. No entanto, assim como narrado por João
Marcos, é preciso continuar anunciando a páscoa.
O domingo da páscoa é o domingo dos
domingos. Sem esse domingo não haveria
cristianismo.
E o cristianismo permanece por causa dos
proclamadores, das testemunhas. Testemunhas como Pedro que num momento negou.
Testemunhas como Maria Madalena que teve um passado pecaminoso. Testemunhas
anônimas como Nicodemos e José de Arimatéia.
Foram essas e tantas outras testemunhas
que não se calaram e proclamaram a mensagem da ressurreição.
A Páscoa
– o domingo dos domingos precisa continuar sendo anunciado e proclamado por mim
e por você. Pois, sem proclamação e compartilhamento a páscoa pode se tornar
apenas uma fake News para nossos netos e bisnetos.
Sejamos testemunhas desse dia! Não é fake News – Jesus
Ressuscitou!
Para o apostolo João, preso na ilha de
Patmos, o próprio Jesus proclamou: “Eu sou o primeiro e o último, e aquele que vive; estive
morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos” (Apocalipse
1.17-18). Amém!
Edson Ronaldo Tressmann
domingo, 25 de março de 2018
quarta-feira, 21 de março de 2018
Prisioneiros da Esperança
25
de março de 2018
Domingo
de Ramos
Sl
118.19-29 ou 31.9-16; Zc 9.9-12; Fp 2.5-11; Mc 14.1-15.47 ou 11.1-10 ou Jo
12.20-43
Tema: Prisioneiros da esperança
Você
alguma vez já foi prisioneiro?
Um
prisioneiro da paixão?
Um
prisioneiro da depressão?
Um
prisioneiro de algum vício?
Pessoas aprisionadas vivem num certo
limite e ninguém consegue fazer com que vejam outra coisa. Só conseguem ver
aquilo que querem ver.
O povo de Israel que havia retornado do
exilio, mas, ainda sob domínio dos persas, e rodeados por nações hostis,
poderosas, o povo vivia como prisioneira. Prisioneira do medo e da apreensão.
Para esse povo, o profeta Zacarias que
era da geração que nasceu na Babilônia, que conheceu a vida do povo de Deus em
loco, que havia junto com Israel retornado à Jerusalém em 538 a.c., proclamava
uma mensagem.
Zacarias, cujo nome significa, Iahweh lembra, também chamado O Profeta da Esperança, foi enviado por
Deus para proclamar esperança para um povo que estava prisioneiro da
adversidade, do desânimo e da oposição.
Qualquer coisa é capaz de nos
aprisionar. Há pessoas aprisionadas na tristeza. Há outras aprisionadas na
culpa, nas falhas, no pecado.
Tentemos imaginar a cena triste daquelas
pessoas do tempo do profeta Zacarias que, voltando do cativeiro babilônico que
perdurou 70 anos, agora ameaçados por povos vizinhos. Para esse povo, veio a mensagem
do profeta Zacarias, “o profeta da esperança”, para tirá-los do cativeiro da tristeza
e desânimo.
Deus anuncia para Jerusalém: “alegra-te muito filha de Sião ...” (Zc
9.9).
A julgar pelo contexto dos
acontecimentos na Pérsia, anunciar a vinda de um rei era causar alvoroço em
toda a cidade de Jerusalém.
Deus estava enviando uma mensagem de
consolo a Jerusalém e alerta para as nações (Hadrade, Damasco, Hamate, Tiro,
Sidom, Asquelom, Gaza, Ecrom, Asdode) que eram arrogantes, hostis e oprimiam as
outras nações, inclusive o povo de Deus. Mas, por mais soberbas que sejam, Deus
vai destrui-las em sua soberba (Zc 9.6).
No contexto do Oriente, o anúncio: “alegra-te muito,
ó filha de Sião ...” (Zc 9.9). Por filha se diz que a mesma é dependente
do pai, precisa da sua ajuda, pois é frágil. Ao anunciar para Jerusalém que a
mesma é filha,
está anunciando que o pai tem Jerusalém como objeto de sua ajuda e
preocupação.
E em sua preocupação anuncia que: “eis que o teu
rei virá a ti.”. Ou seja, o futuro de Jerusalém já começou agora e
terá continuidade.
Ao dizer “o teu rei virá a ti...”, não
está dizendo que o rei virá da Pérsia, ele vem de Jerusalém. E justamente num
contexto em que nações são hostis e soberbas, tal anuncio causa tumulto e
preocupação.
Esse rei que vem é “justo e salvador, pobre e montado sobre
jumento...”
Ao convidar o povo a exultar, o profeta apontava
para o motivo da alegria. Deus os tinha como filha, ou seja, velava e os
protegia. E além do mais, era o seu rei. O rei era importante para o reino e
mais ainda para o indivíduo. Pois, indicava que o mesmo era o seu protetor.
Quando se dizia eu sou de tal lugar, queria dizer que tinha a proteção de tal
rei.
O rei do povo era justo e salvador e
humilde. Ele carregava consigo a salvação. Ele é o portador da salvação. Com
ele está a salvação. Era humilde – no sentido financeiro Dt 24.15. Com isso, se
estava enfatizando que cuidava dos pobres. O rei justo e salvador era um rei diferente
dos reis daquela e da nossa época (Is 53).
A palavra profética, montado sobre
jumento, é um vínculo do passado para o futuro. A conexão está com o
episódio narrado em Gênesis 49, sobre a lembrança da aliança feita por Deus com
Abraão e Sara.
“Destruirei os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém
...” (Zc 9.10).
Efraim, reino do Norte e Jerusalém reino
do Sul. O rei que vem, vem para unir as duas partes que estavam fragmentadas. Ele
vem com a finalidade de fragmentar o carro de guerra. Ele tirará as armas, pregará
(anuncia, profetiza) paz as nações.
Essa paz não é apenas para o povo de
Deus, inclusive para os filisteus.
“o seu domínio se estenderá de um mar a outro mar desde o
rio até às extremidades da terra” – indicando horizontal e vertical.
Figura de linguagem para mostrar que esse reino não tem fim.
“Ainda quanto a ti, por causa do sangue do teu concerto”.
Moisés em Êxodo 24 escreveu sobre o sangue
da aliança que Deus faz. A aliança foi feita com sangue.
“tirei os teus presos da cova em que não havia água”
– essa frase nos remete a história de José. Os irmãos lançaram ele na cisterna
que não tinha água potável. Não havia como viver. O destino era a morte. Mas,
de lá foi tirado. O final da história de José é a vida.
Deus por meio do profeta Jeremias (Jr 2.13)
diz que o povo de Deus deixa as águas cristalinas da palavra e escava para si
poços. O destino é a morte. Mas, para que não morressem e nem morram envia
profetas, pregadores. Deus quer tirar as pessoas da situação de morte.
Por isso, convida: “Voltai à fortaleza, ...” ou
seja, saiam do fundo do poço para o alto. Por que voltar para o alto? Por que nos tirar do poço
seco?
Deus prepara o seu povo para as nações. Ou
seja, são presos
da esperança.
Você alguma vez já foi prisioneiro?
Um prisioneiro da paixão?
Um prisioneiro da depressão?
Um prisioneiro de algum vício?
Pessoas aprisionadas vivem num certo
limite e ninguém consegue fazer com que vejam outra coisa. Só conseguem ver
aquilo que querem ver.
Somos filhos e filhas de Deus! Assim, só
vemos que Deus é nosso Pai, nos socorre, protege, ampara e cumpre com todas as
suas promessas.
Hoje é domingo de ramos – dia em que
relembramos o cumprir de uma das promessas de Deus. Jesus, o nosso rei entrou
em Jerusalém para nos resgatar e por esse resgate estamos sob seus cuidados e
proteção.
Deus nos prepara para as nações, somos presos da
esperança. Uma esperança libertadora. Aquele que seu amigo preso na
tristeza, na depressão, na angústia. Ele precisa conhecer a sua prisão, uma
prisão diferente, uma prisão no amor e na misericórdia de Deus.
Quero
terminar a mensagem com um breve relato:
O
mais antigo nome "cristão"
fora do Novo Testamento foi usado pelos próprios crentes e é encontrado por
isso mesmo com grande significação, em três das cartas de Inácio, Bispo de
Antioquia,
escritas quando ele estava a caminho de Roma como prisioneiro, a fim de sofrer
o martírio, provavelmente no ano 107. Seu guia roga nesta conexão que eles
vivam de modo a honrar o nome de cristão. Em sua carta aos Romanos,
capítulo 3 ele solicita a oração dos cristãos "a fim de que eu possa não
meramente ser chamado cristão, mas que eu possa viver realmente como um cristão.
Porque se eu viver verdadeiramente como cristão, poderei ser assim chamada, e
serei considerado fiel quando for apresentado diante do mundo". Do mesmo
modo em sua epístola aos Magnesianos, capítulo 4, ele diz: "Convém,
portanto, não somente ser chamado cristão, mas sê-lo na realidade".
Amém!
Edson Ronaldo Tressmann
domingo, 18 de março de 2018
terça-feira, 13 de março de 2018
Não há melhor lugar!
Dia
18 de março de 2018
5º
Domingo na Quaresma
Sl
119.9-16; Jr 31.31-34; Hb 5.1-10; Mc 10.35-45
Tema: Não há melhor lugar!
Geralmente as pessoas nos perguntam: onde vai com tanta pressa?
As pessoas andam muito ocupadas e
correndo o tempo todo. Se você não
estivesse aqui, onde você estaria? Para onde você tem que ir amanhã? Por que
você vai a esse lugar?
Muitas pessoas não estão aqui. Por que não estão? Para onde foram? Por que foram?
No evangelho de Marcos, Jesus está
sempre caminhando. Sempre está indo de um lugar para outro.
A partir da segunda parte do evangelho
de Marcos, capitulo 8, Jesus está indo para Jerusalém e o evangelista nos
apresenta por qual motivo Jesus está indo.
O problema é que enquanto Jesus está
indo à Jerusalém (v.33), algumas expectativas são frustradas. A de Tiago e João
por exemplo.
Os irmãos, Tiago e João, por serem
irmãos aprenderam desde crianças como se pede algo para o pai. Eles se
aproximaram de Jesus e fizeram um pedido. Se
pedirmos alguma coisa, você nos dá.
Esse é o tal do pedido de alguém que
está preparando uma armadilha, pois não diz o que quer, apenas querem que lhes
seja dado aquilo que desejam.
Sendo uma armadilha, sem dizer sim ou
não, Jesus responde: o que querem que eu
lhes faça? (v.36). Deixe-ver se é possível atendê-los.
É interessante observar que Jesus estava
caminhando para Jerusalém. E lá seria entregue pelo próprio Pai para ser
pendurado na cruz. A obra completa de Jesus estava por ser realizada, mas, e os
discípulos Tiago e João querendo se antecipar apenas desejavam ocupar um bom
lugar no reino celestial.
Tiago e João (vv. 36 e 37) se
anteciparam buscando garantir seus lugares a direita e a esquerda de Jesus. No
entanto, eles não entenderam nada.
Jesus estava indo para Jerusalém, para
ser entregue por Deus em favor da humanidade pecadora, e Tiago e João,
preocupam-se com status, poder.
Jesus respirando fundo (v. 38),
responde, “não sabeis o que pedis”.
Mas, o status e o poder havia
contaminado Tiago e João e qualquer coisa que Jesus dissesse, eles iriam contra
argumentar. Jesus perguntou se eles poderiam beber o cálice que Jesus iria
beber e se eles receberiam o batismo que Jesus iria receber? (v. 38). Tiago e
João desejosos do status e poder responderam: podemos (v.39).
Jesus estava falando a Tiago e João se
eles iriam suportar toda a perseguição e injuria por serem discípulos de Jesus?
Tanto que Jesus responde a Tiago e João,
sim, vocês serão perseguidos, injuriados, presos, mortos por causa do meu nome.
Mas, não posso atender esse vosso pedido (v.40). Por que Jesus não poderia atender esse pedido de Tiago e João?
Essa questão está atrelada a missão de
Jesus. Jesus ressalta que não veio para isso, ou seja, sua missão nesse momento
é ir à Jerusalém, morrer e ressuscitar.
Jesus não está preocupado com quem vai
assentar-se a direita ou esquerda. Jesus não está interessado em status ou
poder. Ele apenas está interessado em servir.
Tanto que diante da resposta de Jesus,
não se sabe dizer se os discípulos compreenderam, mas, houve indignação da
parte dos outros dez.
O status e o poder gera conflito e
divisão. E diante da mesma, Jesus prontamente chama seus discípulos para junto
de si e os adverte (v. 42 – 44).
As nações se governam pelo poder. Cada dia,
ouvimos o pronunciamento de um ou outro presidente. Eu tenho essa arma,
cuidado!
No entanto, entre os cristãos não deve
ser assim. Eu nasci nessa igreja; eu mantenho essa igreja, eu construí essa
igreja; são respostas e exclamações de poder.
Jesus nos diz: quem quer ser grande, que
sirva aos outros (v.43). E prossegue, quem quer ser o primeiro, será servo de
todos (v. 44).
Tenho observado que muitas pessoas tem
se escorado na sua posição na diretoria, outros tem se escorado no seu chamado
e assim, em muitos lugares, o status e o poder tem destruído e não edificado.
Pessoas se apresentam como apostolo,
bispo, pastor, diácono, mas, infelizmente, tem se esquecido de não importa o
cargo que se ocupa dentro da congregação ou perante as pessoas, pois, o
importante e fundamental é que Jesus adverte a olhar para o outro como alguém
mais importante do que eu.
Mas, a exemplo de Tiago e João, queremos
ser mais importantes. E assim, é necessário fazer qualquer coisa para ocupar um
lugar de destaque.
Jesus diz aos seus discípulos embriagados
pelo poder e pelo status. Eu não vim para ser servido, mas para servir. Eu os
julgo, julgo toda a humanidade mais importante. Os outros estão acima de mim,
foi para eles que eu vim. Eu vim pagar uma dívida.
Estou indo a Jerusalém para ser entregue
pelo meu Pai.
Mais uma vez preciso fazer o alerta: a
igreja corre perigo. Dessa vez o perigo é buscar status e poder meramente
humanos.
A igreja precisa focar sua atenção em
Jesus, aquele que veio servir e ao seu exemplo, servir, colocar o outro acima
de nós mesmos.
No mundo, todos andam receosos sobre o
futuro do mesmo. A todo instante estamos com medo de uma guerra. Por que? As pessoas querem ser servidas.
As nações querem se servir de poder e status.
E se o mesmo ocorre na igreja, chegamos
num ponto crucial. É preciso rever, é preciso ser reunido por Jesus e ouvir de
sua boca (Sl 119.13): “... entre vós não
é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse que
vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos” (Mc
10.43 – 44).
Graças a Deus, pela obra realizada por
Jesus, e pelo poder e ação do Espírito Santo, estamos no reino de Deus. Não há
um lugar melhor para se estar.
Nesse reino, o reino de Deus, Jesus diz
que se olha para o outro como alguém a quem queremos servir.
Quer
ser grande? Quer ser o primeiro?
Sirva. Afinal, já somos grandes e
primeiros exatamente por termos sidos servidos em Jesus.
Para
onde você estava indo mesmo? Se você não estivesse aqui, onde você estaria?
Para onde você tem que ir amanhã? Por que você vai a esse lugar?
Já estamos no melhor lugar. Estamos no
Reino e atuamos no reino – servindo todos aqueles que necessitam ser servidos
por Jesus. Amém!
Edson Ronaldo Tressmann
sábado, 10 de março de 2018
segunda-feira, 5 de março de 2018
Não perca o foco!
Dia
11 de março de 2018
4º
Domingo na Quaresma
Sl
107.1-9; Nm 21.4-9; Ef 2.1-10; Jo 3.14-21
Tema:
Não perca o foco!
Você
sabe com quem Jesus estava conversando quando disse: “Porque
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo
aquele que crê não pereça, mas tenha a vida
eterna” (Jo 3.16)?
Jesus
chegou ao ponto decisivo de sua resposta à pergunta de Nicodemos.
Qual foi a pergunta de Nicodemos? Jo 3. 4. “Nicodemos perguntou: Como é que um homem velho pode nascer de novo? Será
que ele pode voltar para a barriga da sua mãe e nascer outra vez?”. Aos Romanos (Rm 8.3-4), Paulo explicita que sem Jesus, sem
a cruz é impossível nascer de novo. Se é necessário que alguém nasça novamente
é sinal que o mesmo está morto. O apostolo Paulo aos cristãos da Ásia Menor (Ef
2.1) escreve que quando as pessoas dão um passo em falso na sua caminhada o
resultado é a morte. E para que viva, é necessário que sejam levados a
conhecer seus pecados e reconhecer a salvação em Jesus.
Nicodemos quer saber
como nascer de novo, e Jesus o indica pela história da serpente de bronze. Qual é a lição
dessa história apresentada em Números 21.4 – 9?
Texto Bíblico
Então os israelitas saíram do monte Hor pelo caminho que vai até o golfo
de Ácaba, para dar a volta em redor da região de Edom. Mas no caminho o povo
perdeu a paciência e começou a falar contra Deus e contra Moisés. Eles diziam: —
Por que Deus e Moisés nos tiraram do Egito? Será que foi para morrermos no
deserto, onde não há pão nem água? Já estamos cansados desta comida horrível! Aí
o Senhor Deus mandou cobras
venenosas que se espalharam no meio do povo; e elas morderam e mataram muitos
israelitas. Então o povo foi falar com Moisés e disse: — Nós pecamos, pois
falamos contra Deus, o Senhor, e
contra você. Peça a Deus que tire essas cobras que estão no meio da gente.
Moisés orou ao Senhor em favor do
povo, e ele disse: — Faça uma cobra de metal e pregue num poste. Quem for
mordido deverá olhar para ela e assim ficará curado. Então Moisés fez uma cobra
de bronze e pregou num poste. Quando alguém era mordido por uma cobra, olhava
para a cobra de bronze e ficava curado.
O povo de Deus, libertado da escravidão
egípcia, após 2 anos no Sinai, está caminhando na região do Neguebe, ao sul da
terra prometida. Estão Cades Barnéia.
Cades Barnéia já chama a atenção, pois,
Cades (Kadosch, significa santo). No entanto, santo a maneira e compreensão cananítica. Cades era santo porque
para os cananeus um santo eram aqueles
que adoravam um dos muitos deuses, de maneira especial os deuses da
fertilidade.
De acordo com o capítulo 20 vemos que o
povo de Deus perdeu dois dos seus três grandes líderes (Miriam e Arão).
Não bastasse a morte de dois líderes,
outro fato foi que o rei Arade sabendo da presença do povo de Deus em terras
cananeias, ataca o mesmo e leva alguns cativos. O povo fica transtornado.
Esses episódios geraram uma
intranquilidade ao povo. E em meio a essa insegurança, o povo pede a Moisés
para que interceda junto a Deus e saiba se devem ou não atacar o rei Arade. E a
resposta de Deus é: Ataque!
O povo ataca e vence. No entanto, o povo
passou a se sentir todo poderoso. A vitória subiu à cabeça. O povo quis ir de
Hor direto para a terra prometida, afinal, estavam muito próximos. E pensavam
que poderiam vencer qualquer inimigo por si mesmos. E contrariando o momento de
alegria do povo após as tragédias, Deus orienta que o povo tome outra direção.
Partiram do monte Hor
(Nm
21.4).
Um verbo muito frequente em números - “Viajar”
ou seja, “levantar
acampamento”. No entanto, esse “levantar acampamento” acontece por orientação
divina. O povo viaja porque Deus quer. Essa viagem acontece “pelo caminho do
mar vermelho, a rodear a terra de Edom” (Nm 21.4), atravessam a
Palestina e a Transjordânia, uma terra árida e difícil.
“porém o povo se tornou impaciente no caminho”
(Nm 21.4). O termo “impaciente” é a tradução do verbo hebraico que
pode ser traduzido como encurtar, significando que o povo encurtou, mas não por
cansaço e sim por ira. O povo ficou tão nervoso e raivoso por não poderem ter
ido direto a terra prometida estando tão próximos que se sentiram cansados.
Assim, “o povo falou contra Deus” (Nm
21.5), ou melhor, de acordo com o verbo hebraico “afrontou”. Essa afronta é
indicada pelo “porque?”
Lâmâh, uma pergunta que visa uma
reação. O porque é uma pergunta afrontosa.
Mas, a afronta não termina nessa
pergunta, vai além da mesma. O povo diz: “nos fizeste subir da terra do Egito para morrermos no
deserto, onde não há pão nem água?” (Nm 21.5).
O povo afronta a Deus dizendo que não existe pão
(alimento e não há água). Mas, Israel tem tudo isso. Para afrontar a Deus, não
citaram as codornizes e todas as coisas boas que Deus lhes havia dado.
O povo afronta a Deus dizendo que por
sua culpa estavam à beira de um precipício, estavam impacientes: “nossa alma tem
fastio deste pão vil” (Nm 21.5). O povo estava desanimado nessa
caminhada que parecia não ter fim.
O povo falava contra Deus sem julgamento
e sem critério. Ao dizerem “pão vil”, por vil referiam-se a uma planta que
não era apetitosa, sem gosto, desprezível. Esse é o ataque mais forte que temos
registrado nas Sagradas Escrituras contra Deus. O povo se queixa contra a providência
divina.
Desde o capítulo 17 de Números, Deus
reage com palavras, dando uma oportunidade ao povo. Mas, aqui em Números 21, é
a primeira vez que isso não acontece. Deus não interfere com palavras, mas com
ação.
Já que a pergunta afrontosa esperava uma
reação, a reação de Deus foi “mandar, enviar” serpentes abrasadoras,
voadoras, brilhosas. Muitos foram picados e morreram.
Diante da reação de Deus, o povo
reconhece sua situação: “e veio o povo a Moisés e disseram: pecamos”
(confissão).
“E disse Deus a Moisés, faze ...” Fazer
o que? “algo
que seja abrasador e coloca sobre o estandarte”. A serpente abrasadora era uma
bandeira, um símbolo que orientava para onde olhar. Era um mastro que sinalizava.
“E acontecerá
que todo que for mordido e olhar para ela, então vive” (Nm 21.8).
“Olhar para ela” – o verbo nâvât significa não
apenas olhar, mas, concentrar-se no que se está vendo. Focar atenção. Desviar o foco
de outras coisas e prestar atenção só naquilo.
Assim, em seu diálogo com Nicodemos,
Jesus enfatiza que é preciso ficar-se apenas em Jesus, o amor encarnado de Deus
pelo ser humano.
Corremos
perigo!
A salvação está em jogo.
Nicodemos, assim como muitos líderes
religiosos de sua época haviam deixado de focar sua atenção no salvador.
Estavam olhando para si mesmos.
Vivemos agora o período da quaresma, e
muitos olham para suas realizações quaresmais e estão deixando de focar sua
atenção na cruz de Jesus.
Jesus estava dizendo à Nicodemos que só
havia um meio de salvação para aquela geração no deserto: era necessário que uma serpente de bronze fosse
levantada e que qualquer pessoa que focasse sua atenção na mesma seria salva.
Por esse motivo, diz à Nicodemos, desse modo.
Jesus precisa ser levantado no alto de uma cruz e todo aquele que crê nesse
Jesus, tem a vida eterna.
Respondendo
à Nicodemos, Jesus afirma que o passo decisivo para tornar-se nova pessoa é
focar sua atenção em Cristo, pois só ele dá vida.
Jesus estava dizendo: Nicodemos pare de
se agarrar na religiosidade aparente. Agarre-se à Cristo! Tão somente a Cristo.
Uma vida sem Cristo não é vida. E é exatamente isso que Paulo escreve aos
cristãos da Ásia Menor: Ef 2.1-10.
O mundo continua mundo e como mundo
no final do capítulo 2 do evangelho de João vemos Jesus falando sobre a
natureza humana. A mesma é má, corrupta e vive queixando-se de Deus, por isso,
Jesus precisou ser pendurado.
Corremos
perigo!
O perigo é deixarmos de olhar
para a cruz de Jesus. O perigo é deixarmos de apontar para a
Cruz. Sem a cruz, sem Jesus, deixaremos que as ovelhas que não são nossas,
morram pelas mordidas do Diabo.
Não
importa como está sendo e como será a nossa caminhada – é necessário manter o
foco! E o foco é o amor de Deus em Jesus: “Porque
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo
aquele que crê não pereça, mas tenha a vida
eterna” (Jo 3.16).
Sem Jesus estamos mortos!
Focados em Jesus estamos vivos!
Edson Ronaldo
Tressmann
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